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terça-feira, 17 de outubro de 2017

EM CARTA A DEPUTADOS, TEMER DIZ QUE É ‘VÍTIMA’ DE ‘CONSPIRAÇÃO’


Pedro Ladeira - 26.set.2017/Folhapress
Presidente Michel Temer, que enviou carta aos parlamentares às vésperas da denúncia
DE BRASÍLIA
17/10/2017

Às vésperas da votação da segunda denúncia contra ele na Câmara, o presidente Michel Temer encaminhou nesta segunda (16) aos gabinetes dos deputados aliados uma carta em que se diz "indignado" com o que chama de "conspiração" para tirá-lo do cargo.

"Jamais poderia acreditar que houvesse uma conspiração para me derrubar da Presidência da República. Mas os fatos me convenceram. E são incontestáveis", afirma na carta.

No texto, Temer admite que está fazendo um "desabafo", com críticas ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e aos delatores Joesley Batista, dono da JBS, e Lúcio Funaro, operador do PMDB. O presidente desqualifica as delações premiadas de ambos, homologadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e diz que as colaborações têm o intuito apenas de atingi-lo.

Segundo o presidente, Janot participou de forma ativa de uma "trama", com a ajuda do procurador Marcello Miller, para fechar a delação da JBS com o objetivo de tirar o peemedebista do comando do Palácio do Planalto.

Aos parlamentares que votarão seu destino político nos próximos dias, o presidente diz que está defendendo sua honra e que Janot queria impedir que ele nomeasse um novo titular para a Procuradoria-Geral da República e "ser ou indicar" o novo candidato à Presidência, na disputa que se dará no ano que vem.

"Tudo combinado, tudo ajustado, tudo acertado, com o objetivo de: livrar-se de qualquer penalidade e derrubar o presidente da República", escreveu Temer.

Temer cita na carta a entrevista que o procurador Ângelo Goulart Vilela deu à Folha. O presidente diz que ele permaneceu preso durante 76 dias, sem que fosse ouvido: "Nela, evidenciou que o único objetivo do ex-procurador-geral era derrubar o presidente da República [...] Veja que trama".

Menciona também a entrevista à Folha em que o advogado Willer Tomaz, que foi preso com Vilela, acusa Joesley de ter feito uma armadilha para agradar Janot.

EDUARDO CUNHA

O presidente diz ainda que as declarações do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba há quase um ano, à revista "Época" indicam que a delação de Funaro só foi aceita porque a de Cunha não entregava o presidente.

"Em entrevista à revista Época, o ex-deputado Eduardo Cunha disse que a sua delação não foi aceita porque o procurador-geral exigia que ele incriminasse o presidente da República. Esta negativa levou o procurador Janot a buscar alguém disposto a incriminar o presidente. Que, segundo o ex-deputado, mentiu na sua delação para cumprir com as determinações da PGR. Ressaltando que ele, Funaro, sequer me conhecia", diz a carta.

O texto começou a ser entregue apenas dois dias depois de a Folha divulgar vídeos de depoimentos de Funaro, apontado como o principal operador do PMDB da Câmara, e que implicam Temer em diversos crimes.

A delação de Funaro foi usada por Janot para embasar a segunda denúncia contra o presidente, desta vez por obstrução de Justiça e formação de organização criminosa.

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara deve votar nesta quarta-feira (18) o parecer contrário ao prosseguimento da denúncia contra Temer e seus ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).


Leia a íntegra da carta:

Prezado Parlamentar.

A minha indignação é que me traz a você. São muitos os que me aconselham a nada dizer a respeito dos episódios que atingiram diretamente a minha honra. Mas para mim é inadmissível. Não posso silenciar. Não devo silenciar.

Tenho sido vítima desde maio de torpezas e vilezas que pouco a pouco, e agora até mais rapidamente, têm vindo à luz.

Jamais poderia acreditar que houvesse uma conspiração para me derrubar da Presidência da República. Mas os fatos me convenceram. E são incontestáveis.

Começo pelo áudio da conversa entre os dirigentes da JBS. Diálogo sujo, imoral, indecente, capaz de fazer envergonhar aqueles que o ouvem. Não só pelo vocabulário chulo, mas pelo conteúdo revelador de como se deu toda a trajetória que visava a impedir a prisão daqueles que hoje, em face desse áudio, presos se encontram.

Quem o ouviu verificou uma urdidura conspiratória dos que dele participavam demonstrando como se deu a participação do ex-procurador-geral da República, por meio de seu mais próximo colaborador, Dr. Marcello Miller.

Aquele se tornou advogado da JBS enquanto ainda estava na PGR. E, dela sendo exonerado, não cumpriu nenhuma quarentena prevista expressamente no artigo 128, parágrafo 6°, da Constituição Federal.

Também veio a conhecimento público a entrevista de outro procurador, Ângelo Goulart Vilela, que permaneceu preso durante 76 dias, sem que fosse ouvido. Nela, evidenciou que o único objetivo do ex-procurador-geral era "derrubar o presidente da República".

"Ele tinha pressa e precisava derrubar o presidente", disse o procurador. "O Rodrigo (Janot) tinha certeza que derrubaria", afirmou. A ação, segundo ele, teria dois efeitos: impedir que o presidente nomeasse o novo titular da Procuradoria-Geral da República, e ser, ou indicar, o novo candidato a presidente da República. Veja que trama.

Mas não é só. O advogado Willer Tomaz, que também ficou preso sem ser ouvido, registrou igualmente em entrevista os fatos desabonadores em relação à conduta do ex-procurador-geral.

Em entrevista à revista Época, o ex-deputado Eduardo Cunha disse que a sua delação não foi aceita porque o procurador-geral exigia que ele incriminasse o presidente da República. Esta negativa levou o procurador Janot a buscar alguém disposto a incriminar o Presidente. Que, segundo o ex-deputado, mentiu na sua delação para cumprir com as determinações da PGR. Ressaltando que ele, Funaro, sequer me conhecia.

Na entrevista, o ex-deputado nega o que o dirigente-grampeador, Joesley Batista, disse na primeira gravação: que comprara o seu silêncio.

No áudio vazado por "acidente" da conversa dos dirigentes da JBS, protagonizado por Joesley e Ricardo Saud, fica claro que o objetivo era derrubar o presidente da República. Joesley diz que, no momento certo, e de comum acordo com o Rodrigo Janot, o depoimento já acertado com Lúcio Funaro "fecharia a tampa do caixão". Tentativa que vemos agora em execução.

Tudo combinado, tudo ajustado, tudo acertado, com o objetivo de: livrar-se de qualquer penalidade e derrubar o presidente da República.

E agora, trazem de volta um delinquente conhecido de várias delações premiadas não cumpridas para mentir, investindo contra o presidente, contra o Congresso Nacional, contra os parlamentares e partidos políticos.

Eu, que tenho milhares de livros vendidos de direito constitucional, com mais de 50 anos de serviços na universidade, na advocacia, na procuradoria e nas secretarias de Estado, na presidência da Câmara dos Deputados e agora na Presidência da República, sou vítima de uma campanha implacável com ataques torpes e mentirosos. Que visam a enlamear meu nome e prejudicar a República.

O que me deixa indignado é ser vítima de gente tão inescrupulosa. Mas estes episódios estão sendo esclarecidos.

A verdade que relatei logo no meu segundo pronunciamento, há quase cinco meses, está vindo à tona. Pena que nesse largo período o noticiário deu publicidade ao que diziam esses marginais. Deixaram marcas que a partir de agora procurarei eliminar, como estou buscando fazer nesta carta.
É um desabafo. É uma explicação para aqueles que me conhecem e sabem de mim. É uma satisfação àqueles que democraticamente convivem comigo.

Afirmações falsas, denúncias ineptas alicerçadas em fatos construídos artificialmente e, portanto, não verdadeiros, sustentaram as mentiras, falsidades e inverdades que foram divulgadas. As urdiduras conspiratórias estão sendo expostas. A armação está sendo desmontada.

É preciso restabelecer a verdade dos fatos. Foi a iniciativa do governo, somada ao apoio decisivo da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que possibilitou a retomada do crescimento no país.

Quando se fala que a inflação caiu, que os juros foram reduzidos, que fomos capazes de liberar as contas inativas do FGTS e agora de antecipar as idades para percepção do PIS/Pasep, tudo isso tem um significado: impedir o aumento de preços, valorizar o salário e melhorar a vida das pessoas.

Quero acrescentar o que fizemos na área social. No Bolsa Família, por exemplo. Quando assumimos aumentamos em 12,5% seu valor. E zeramos a fila daqueles que nele queriam ingressar.

Mas nós não queremos que os que estão no Bolsa Família nele permaneçam indefinidamente.
Queremos que progridam. Por isso lançamos o programa Progredir, com participação dos bancos públicos e da sociedade civil com vistas a incluí-los positivamente na sociedade.

Nenhum programa social foi eliminado ou reduzido. O Brasil não parou, apesar das denúncias criminosas que acabei de apontar.

O Brasil cresceu e vem crescendo. Basta verificar os investimentos estrangeiros e o interesse acentuado pelas concessões e privatizações que estamos corajosamente a realizar.

E a agenda de modernização reformista do País avança com o teto de gastos públicos, lei das estatais, modernização trabalhista, reforma do ensino médio, proposta de revisão da Previdência, simplificação tributária.

Em toda a minha trajetória política a minha pregação foi a de juntar os brasileiros, de promover a pacificação, de conversar, de dialogar. Não acredito na tese do "nós contra eles". Acredito na união dos brasileiros.

O que devemos fazer agora é continuar a construir, juntos, o Brasil. Com serenidade, moderação, equilíbrio e solidariedade.

Na certeza de que a verdade dos fatos será reposta, agradeço a sua atenção.

Atenciosamente,

Michel Temer 

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ANTONIO CABRAL FILHO ENVIOU UMA MENSAGEM PARA VOCÊ EM ITABUNA CENTENÁRIA

Assunto: Eglê Santos Machado

(postado há 3 anos, quando ICAL ainda era RSIC)


Ilma. Eglê, hoje tirei um tempinho e fui lendo até à página dez do álbum de postagens e pude constatar o seu esforço em alimentar o portal com matérias úteis, construtivas, recheadas de informações, de modo a fortalecer os respectivos membros com fontes. Você tem a felicidade de saber fazer isso em alto nível cultural, enriquecendo o seu portal e os seus internautas. Não tem uma só postagem de futilidade, uma só fotosinha de egocentrismo, de coisas novelescas.


Neste "rolezinho" que fiz, encontrei nomes muito bons e não vem ao caso citações, até respeito coletivo, mas você conta com um quadro de ESCRITORES muito bom. Embora não os veja "por aí" de blog em blog, como eu, não perderiam em nada a sua QUALIDADE se explorassem mais os seus potenciais. 

É o meu caso aqui: estou me expondo para me conhecer um pouco mais. Gente é sempre novidade. Fico muito feliz quando acontece um comentário, uma opinião, mesmo contrária ao que penso, como aconteceu em um site, onde uma escritora xingou Machado de Assis, dizendo que ele é um parnasiano medíocre, um intelectual omisso, um aliado da Coroa etc, e fui obrigado a dizer-lhe que as qualidades DELE são superiores a qualquer opinião dela e que não estava convidando ninguém a debater Machado de Assis e sim conhecer a poesia dele, uma vez que a prosa é conhecidíssima. E só isso. Ela silenciou e não sei se continua entrando em minha página, mas isso é salutar, mesmo que a gente tenha que dar uma "lenhada!" 

Eglê, lhe desejo sucesso e o que estiver ao meu alcance, farei para promover o Portal. Ah, postei um status com a divulgação da ANTOLOGIA MIL POEMAS A CECÍLIA MEIRELES, da Academia de Letras de São Mateus -ES, vale a pena reforçarmos! Abraços, tenha um bom dia!!

Resposta:

"Caro Antonio Cabral Filho,

Fico feliz pelo que escreveste a meu respeito em relação a nossa ITABUNA CENTENÁRIA- RSIC, ao meu modo de administrá-la. Em silêncio acompanho teu trabalho aqui publicado, a tua atuação e fico admirada com o teu jeito correto de agir respeitando as regras estabelecidas no Regulamento (regulamento há  tempo carente de atualização).  

É verdade temos alguns membros  muito bons, todavia pouco ou quase nada conseguem acrescentar aqui em termos de postagens, já que têm dificuldades em lidar com a Internet. Alguns conseguem postar o texto, mas eu tenho que  arrumar fotos, fonte, parágrafos... Mas faço tudo com carinho e gratidão, pois são pessoas muito queridas, mesmo os que não conheço pessoalmente, a grande maioria. Temos também outros bem competentes, mas com pouco tempo para interagir.

Existem  também alguns que são membros, alegam que não conseguem postar foto do perfil ou textos e enviam-me por e-mail  para que eu o faça, mas sua página no Facebook está  com foto do perfil e vários posts diários – Acontece que o Facebook é bem mais difícil do que RSIC (ICAL).

Amigo RSIC (ICAL) foi criada para homenagear Itabuna pelo centenário  no ano 2010. Como deves ter percebido trabalhamos com o plano Pro da Ning que é completo; embora tenha capacidade para acolher milhares temos menos de 300 membros, já que foi necessário suspender ou mesmo excluir muitos que usaram a rede, uns  para cometer irregularidades enviando e-mails para todos os membros tentando  aliciar para coisas ilegais outros (sempre estrangeiros) postando textos indecentes ou fotos enormes e spans. Aconteceu uma ocasião postarem tantas e tantas fotos que meu PC travou.  Depois disso passei a moderar entrada de novos membros e postagens de fotos. Estrangeiros, principalmente dos EEUU e do Senegal, não aprovo de jeito algum, são terríveis! rsrsrs.

Tenho acompanhado teu jeito gentil no trato com os membros, até 'ressuscitando' alguns sumidos.

Agradeço-te desejando que consigas dar uma injeção de ânimo nos que têm capacidade de colaborar para o sucesso do site.  A plataforma NING também tem andado desleixada no  seu mister de dar suporte eficiente, do mesmo modo que é eficiente no debitar no meu cartão de crédito o valor da mensalidade. Mas isso é outro assunto, meu amigo...

Muito obrigada pela força. Fica à vontade. Um Abraço!

Itabuna, 30/04/2014

Eglê S Machado"

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

"A CASA VERDE E OUTROS POEMAS", DE CYRO DE MATTOS VAI SER LANÇADO NA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
          O livro A Casa Verde e Outros Poemas, de Cyro de Mattos, com tradução para o inglês do Professor Emérito da UFBA, Doutor Luiz Angélico, vai  ser lançado na Academia de Letras da Bahia, em Salvador, no dia 24 deste mês, às 17 horas.  Na oportunidade, o autor fará uma palestra sobre o Museu Casa Verde, que está há anos desativado.  O livro compõe-se de duas partes, como o próprio título indica. No primeiro momento, o poeta baiano Cyro de Mattos inspira-se na Casa Verde, que serviu de residência a Henrique Alves dos Reis (1861-1942), coronel do cacau, e sua esposa, dona Cordolina Loup dos Reis, a filha Elvira e o genro Miguel Moreira, que foi prefeito de Itabuna.
 
       O segundo momento  é formado pelos poemas “Canto a Nossa Senhora das Matas”, “Um Poema Todo Verde”, “Morcego”, “Boi”, “Galos”, “A Roda do Tempo”, “A Árvore e a Poesia”, “Passarinhos” e “Devastação” (I,II). São poemas de vibrante força telúrica, puros como o chão de quem possui um modo próprio de fazer poesia universal sem perder de vistas os muros da aldeia,  por meio de um  timbre nativo da origem tornada linguagem, como bem sublinhou o crítico e poeta Ledo Ivo. São poemas que se inserem, também, nas questões ecológicas dos tempos atuais.

Cenário de Luxo

       Com versos despojados, de lirismo puro, o premiado poeta baiano (de Itabuna) faz uma viagem no tempo perdido e busca recuperar sua alma através do diálogo que estabelece entre a poesia e a memória, que é o lugar de onde emerge a história com as pessoas, fatos e coisas. Local de importantes decisões políticas do município, reuniões sociais e festivas, a Casa Verde tornou-se cenário de luxo e requinte nos anos 30.

      Vale a pena lembrar que  A Casa Verde e Outros Poemas traz a tradução primorosa para o inglês realizada pelo poeta, ensaísta e Professor Emérito Doutor Luiz Angélico. Homem erudito, simples e fraterno, de uma atuação admirável como professor de inglês no curso de Letras da Universidade Federal da Bahia, tradutor renomado, sua tradução para a língua inglesa de A Casa Verde e Outros Poemas é possivelmente um de seus últimos trabalhos no setor, antes de nos deixar para outra dimensão.
O poeta Cyro de Mattos ao dedicar-lhe o livro não só celebra a amizade e o apreço que tinha por ele como  presta justa homenagem a quem tanto se dedicou ao ensino do inglês na UFBA e à arte da tradução, desvendando com competência seus limites e modos para que muitos possam conhecer a linguagem de outros povos, com sua alma, seus costumes, seu cotidiano, suas dores e sonhos. O livro tem o selo editorial da Mondrongo, de Itabuna.

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FOCO - Sharon Taphorn

Defina a sua intenção e mantenha o foco.

Quando você mantém focados os seus pensamentos, sentimentos e ações no que você deseja, há uma força mais poderosa e isto se manifestará muito mais rapidamente em sua vida.

Reserve algum tempo para decidir o que você verdadeiramente deseja, para meditar e adquirir a clareza de suas intenções, e então, proceda do modo com que for orientado. Confie em sua sabedoria interior.

Conecte-se frequentemente com o seu centro silencioso e tranquilo e você terá a fé no que está fazendo. Se estiver faltando um pouco da confiança, peça aos seus anjos para sustentar a sua fé, pois isto removerá quaisquer bloqueios que o estejam atrasando. Mantenha o seu foco no resultado e se permita orquestrar a sinfonia para você. Esta é a sua honra e o seu propósito. 

Esteja sempre entusiasmado ao ser chamado para ajudar e orientar.

Deixe que a sua sabedoria recentemente encontrada lhe mostre novas e estimulantes perspectivas.

Veja aqueles ao seu redor com amor e compaixão e abra plenamente o seu coração às magníficas oportunidades que estão disponíveis a todos.

 Libere quaisquer pensamentos de julgamento ou de inferioridade. É disto que se trata a compaixão e quando você vê o mundo a partir da perspectiva dos seus anjos, você ganha uma maior compreensão do “bem de todos”.

Todas as coisas são para o bem de todos, ainda que você não possa ver ainda. Concentre-se no que e como você pode ser, a partir desta energia da dimensão mais elevada e deixe que os outros encontrem o seu próprio caminho, quando eles estiverem preparados para atender ao chamado. Seja o seu belo, magnífico e poderoso ser e aprecie os resultados de tudo o que você cria.

Afirmação: “Eu confio em minha sabedoria interior. Eu vejo o mundo e tudo o que há aqui com amor e compaixão.” Você é ternamente amado e apoiado, sempre!!!

 Assinado: Seu Anjo.


Enviado por: "Gotas de Crystal" gotasdecrystal@gmail.com

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ELES VENCERAM! - Antonio Nunes de Souza

Eles venceram!


Tristemente e vergonhosamente, temos que dar a mão à palmatória, uma vez que, atropelando grosseiramente o povo, os canalhas governantes de todos os governos passados, esmagaram a profissão mais importante de uma nação!

É claro e evidente que todas as profissões são importantes e dignas, mas, sempre em primeiro plano, temos a obrigatoriedade de deixar o centro do pódio com a ocupação permanente do nosso digno e respeitável professor!

Tenho a certeza absoluta que, pela cabeça de todos nós sempre passou a vontade de ser um professor, pois, sendo o primeiro profissional que enfrentamos na vida, demonstrava em suas aulas aquela sapiência e sabedoria, uma monstruosa gama de conhecimentos que, por centenas de vezes, nos deixava boquiabertos e surpresos, como alguém poderia saber tantas coisas, todas as coisas sobre o mundo!

Nos parecia ser pessoas do outro mundo, que Deus, bondosamente, tinha enviado para dar a luz necessária para iluminar nossas vidas. E, com isso, nos deixava com inveja e, ao mesmo tempo, com orgulho de ter ao nosso lado alguém com esse potencial inesgotável de conhecimentos.

E esses detalhes todos, influenciaram muitas pessoas a fazerem o curso de professor (três anos de escola normal após o ginasial), já que não tínhamos faculdades no interior, e orgulhosamente, exercer a sagrada e invejada profissão de mestre.

Infelizmente, com o passar do tempo, começaram a descobrir e sofrer na pele o que é ser professor nesse país:

Pessimamente remunerado, desprestigiados ao extremo, muito mal assistidos, falta de cursos, seminários, workshop, ajudas essenciais, materiais e livros qualificados e atualizados, e, para completar, maltratados grosseiramente pelos alunos que, estupidamente, não os respeitam.

Tudo isso que, seguramente, acontece normalmente, entrando e saindo administradores e legisladores e, como se eles desejassem acabar com a profissão, cada vez mais dificultam seus trabalhos, não dão manutenções as escolas, construindo uma ou outra eventualmente nas épocas da eleições, colocando os nomes de suas mães ou esposas, esquecendo até das grandes mestras que, naquelas cidades lutaram bravamente por um ensino digno e meritório!

Lamentável que os jovens não mais tenham o desejo de se tornarem professores, provocando assim, uma decadência educacional, triste e vergonhosa em nosso país!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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O BEM SUPREMO - Rosiska Darcy de Oliveira

O bem supremo


Não será a primeira vez que uma decisão do STF influenciará o curso da história no Brasil. As decisões sobre o mensalão, a prisão de Eduardo Cunha, o apoio às ações do juiz Moro foram essenciais ao processo em curso, de redenção do país. Entra agora em pauta o caso Aécio Neves, questão que, pelos efeitos em cascata que pode provocar, ganha uma dimensão de alto risco.

O julgamento transcende de muito a figura mais patética do que relevante do ex-candidato à Presidência, pilhado pedindo propina a um empresário em um telefonema obsceno. O PSDB não teve a decência de expulsá-lo. O próprio partido expôs-se, assim, a ser expulso da confiança de seus eleitores. Ignorar que seu presidente se corrompera, o que toda a nação assistira, não ajuda a absolvê-lo e faz cúmplice o partido. Melhor faria admitindo e corrigindo seus erros.

O retorno de Aécio Neves a sua cadeira no Senado seria uma afronta a uma população já exasperada com a corrupção e a impunidade. Essa exasperação é a única explicação para o apoio suicida que ela vem exprimindo a uma possível intervenção militar.

A todos os problemas que nos afligem — e são tantos — veio agora somar-se esse velho demônio que acreditávamos exorcizado para sempre. Um general falou, outro o apoiou, o comandante do Exército deu garantias de respeito à legalidade. Apesar disso, desde então, formou-se no horizonte um ponto de interrogação que assombra o Brasil.

O recurso à ditadura não é só a pior das soluções. É uma não solução, é um gigantesco problema. Inimaginável, na contramão da história recente do país e da América Latina, do bem supremo na vida de cada um que é a liberdade. Quem, a qualquer pretexto, admite essa hipótese tem memória curta ou ignora o pesadelo que a quebra da democracia implicaria para o cotidiano de todos nós, lá onde ela se encarna em direitos e liberdades. Sem falar no opróbrio internacional que cobriria o Brasil, devolvido ao status de república de bananas.

Não há meia democracia. Ou a liberdade e as instituições estão garantidas ou, suspensas a liberdade e as instituições, viveríamos em uma ditadura.

Que esta possibilidade tenha sido aventada só se explica pelo estado de indignação, revolta e frustração vividas pela imensa maioria dos brasileiros diante do espetáculo degradante de políticos, acusados aos magotes, que não se arrependem de nada e continuam a delinquir, em flagrante deboche dos sentimentos da população.

A crise de legitimidade do governo Temer e do sistema partidário é uma evidência. Assim como é evidente que a solução da crise não virá de um sistema político apodrecido. Esses homens não se regeneram. Escondem-se atrás de imunidades, manipulando as garantias democráticas para protelar inapeláveis condenações. Usam a Justiça, seus ritmos e processos para impedir, com chicanas, que justiça seja feita.

É a incapacidade do sistema político de desatar o nó de um governo sem legitimidade e de um Congresso conivente com a corrupção que nos expõe seja ao fantasma da intervenção militar, seja ao risco do retorno de um populismo carcomido, cuja mentira e demagogia são reveladas a cada volta de parafuso das investigações da Lava-Jato. Em ambos os casos, um trágico retrocesso, que deixa ao relento quem busca refundar a democracia.

Políticos que tanto mal fizeram ao país, pilhando os cofres públicos, não contentes de desmoralizar a política e o Poder Legislativo querem agora desmoralizar o Judiciário. O Senado que já desafiou o Supremo Tribunal Federal uma vez, mantendo — logo quem — Renan Calheiros na sua presidência, desafia mais uma vez a autoridade da Suprema Corte, chamando a si o destino de Aécio Neves. Ora, não é o destino de um homem que está em jogo, é o de um país.

A ação do Supremo Tribunal Federal é determinante para assegurar que as instituições democráticas sejam capazes, por si só, de desfazer a teia de criminalidade que enredou a população brasileira. A confirmação pelo plenário do Supremo da decisão tomada pela Primeira Turma de suspender o mandato de Aécio Neves reafirmaria o princípio de que ninguém está acima da lei e seria exemplar da capacidade da Justiça de fazer justiça.

Maior significado ainda teria a recusa do STF de rever sua histórica decisão sobre a prisão de réus condenados em segunda instância, marco do fim da impunidade.

Se o Legislativo perdeu, neste momento, a confiança da população, mais que nunca é preciso que ela possa confiar em seus tribunais.

A resposta aos desmandos dos políticos não é a quebra da democracia. É o seu aprofundamento.
O Globo, 07/10/2017


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Rosiska Darcy de Oliveira - Sexta ocupante da cadeira 10 da ABL, eleita em 11 de abril de 2013.  É escritora e ensaísta. Sua obra literária exprime uma trajetória de vida. Foi recebida em 14 de junho de 2013 pelo Acadêmico Eduardo Portella, na sucessão do Acadêmico Lêdo Ivo, falecido em 23 de dezembro de 2012.

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domingo, 15 de outubro de 2017

NOSSO LIVRO DE CADA DIA - Cyro de Mattos

Nosso livro de cada dia
Cyro de Mattos


            O livro é esse amigo que nos acompanha há séculos, possibilitando o crescimento interior. Conhecemos outras vozes do mundo com esse amigo. Inauguramos a vida com novos olhares, superamos vícios e medos. Sabemos de casos que divertem, viajamos por terras nunca conhecidas. Damos voo à razão através da linguagem que usa para cada tipo de leitor. Um de seus milagres consiste em tornar leve todo o peso terrestre feito de solidões, angústias e perdas. Sua amizade não trilha os caminhos do interesse, transpira sinceridade. Com ele aprendemos que só talento não basta para quem quiser se tornar um filósofo, cientista ou poeta. É necessário o hábito da leitura. Esse amigo está pronto para dizer que, vivendo na sua companhia, a vida fica mais fácil. Matamos até a morte.

            Gosta de se mostrar nas livrarias. O lugar mais digno para acomodá-lo em nossa casa é a biblioteca. Quem não tem poder aquisitivo para adquiri-lo, pode achá-lo em uma biblioteca pública.. Lá está nas prateleiras o amigo solidário, esperando nossa visita para uma conversa útil. Mostra muitas coisas numa cumplicidade que informa, dá prazer, encanta. Faz aparecer paisagens impossíveis, que vão entrando na medida em que uma página puxa a outra..

            Livro xilografado, impresso com pranchas de madeira gravadas. Em rolos de papiro e também de pergaminho, no Egito. Nas telas de seda da China. Recolhido em manuscritos, no trabalho paciente e anônimo dos bibliotecários de Alexandria. Livro da sabedoria, do Antigo Testamento. Filosófico, científico e literário. Repositório do pensamento humano, dos povos para os povos, de geração em geração, com seus rumores milenares.

            Vem contribuindo para que o mundo mantenha portas e janelas abertas, o sol acenda manhãs, o vento sopre momentos que somam. Das formas primitivas às técnicas de editoração moderna, com esse amigo, como o braço ao abraço, os seres humanos aprendem que os dias de exercitar a existência e conhecer o outro ficam menos falhos.

            O padre Antônio Vieira disse certa vez que “o livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que via, um morto que vive.” Acho que a fala da nossa maior figura da oratória sacra combina com o que eu li num para-choque de caminhão: “Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê.” Verdade. Hoje, na minha terceira idade, reli O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry, a seguir O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. Saí depois para a vida rejuvenescido.

            De cabeceira ou de bolso, o livro é esse fiel amigo por vias e arredios, capaz de dizer silêncios por meio dos sinais visíveis da escrita.

            Fiquei certa vez abatido por conta da afeição que nutro por esse amigo. Quando morei na fazenda São Bernardo, nas imediações de Ferradas, chão onde nasceu o romancista do mundo Jorge Amado e o poeta Telmo Padilha, os livros que trouxe do Rio de Janeiro ficaram encaixotados até que pudesse comprar uma estante digna de recebê-los. E, numa noite sem estrelas, a chuva caiu pesada na terra centenária. O telhado velho da pequena casa não suportou o volume da água que corria por entre as calhas. Em pouco tempo, poças d’água formaram-se em vários cantos da casa por causa das goteiras.

            No outro dia, encontrei molhados os caixões que guardavam velhos amigos. Lembro que apressado fui retirando do primeiro caixão Além dos Marimbus, de Herberto Sales, Uma Vida em Segredo, de Autran Dourado”, Poesias, de Manuel Bandeira, O Salto do Cavalo Cobridor, de Assis Brasil, Fábulas, de La Fontaine, Dom Quixote, de Cervantes, Timeless Stories for Today and Tomorrow, de Ray Bradbury, Hamlet, de Faulkner, The Grass Harp, de Truman Capote, A Metamorfose, de Kafka, O Muro, de Sartre, e A Moveable Feast, de Ernest Hemingway. Foram os livros mais atingidos pela chuva que caíra naquela noite cortada por relâmpago e trovoada. Páginas manchadas, letras borradas, capas danificadas. Ainda tentei salvá-los, espalhando-os abertos no passeio para que fossem aquecidos pelos raios de um sol tímido.

            Aqueles livros haviam sido adquiridos com o dinheiro da mesada que o pai mandava para o moço do interior na Capital, onde cursava a Faculdade de Direito.. Outros foram comprados nos meus anos de jornalista no Rio de Janeiro. Meu coração sentia um tremor quando descobria um desses amigos na vitrina, balcão ou prateleira de livraria, acenando-me para que fosse adquiri-lo.

            À noite peguei no sono como um herói inútil. Acordei deprimido no outro dia. Aqueles que não consegui salvar tinham me ofertado ricos momentos de leitura, horas de sonho e palavras de amor varando as madrugadas. Madrugadas do homem solitário, que, no silêncio da noite, lograva extrair sentidos da vida com aqueles companheiros especiais. Jamais esqueci isso.

            De uns tempos para cá, a incorporação dos meios eletrônicos na sociedade fez com que o livro mudasse o suporte. A versão digital de um livro impresso é o livro eletrônico. É adquirido por meio de download para ser lido no monitor do seu micro e impresso na sua impressora. Entre as vantagens dessa migração do livro, você pode ter uma biblioteca no seu micro. Usar o dicionário em instantes durante a leitura. Encontrar trechos com rapidez de segundos.

            Por motivos alheios à sua vontade, em caso de uma pane no circuito de energia elétrica, você pode perder sua biblioteca digitalizada no abrir e fechar do olho. Uma pena.



*Cyro de Mattos é jornalista, cronista, contista, romancista, poeta e autor de livros para crianças. Publicado em Portugal, Itália, França, Espanha, Alemanha, Rússia, Dinamarca, México e Estados Unidos. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz.

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