- Não acredito no que você está dizendo, minha filha! Logo
você que jamais faltou nas festas carnavalescas, rainha não oficial dos
carnavais baianos?
-Pois é, querida. Esse ano deu a maior merda do mundo! Uma
grande felicidade, acompanhada de um preocupação e despesas extras que me eram
completamente desconhecidas!
-Abra o jogo que já estou curiosa para saber das novidades!
-Como você sabe eu sou super criteriosa, mulher com cabeça
feita, mesmo com trinta dois anos, sempre cuidadosa para não dar chance aos
azares da vida e me complicar, mas, no ano passado, teve um noite que saí
sozinha para dar uma volta na avenida, enquanto você ficava com seu namorado e,
nesse passeio, dei minha vacilada imperdoável e as coisas aconteceram de formas
lindas e inesquecíveis, deixando-me uma sequela deslumbrante linda, porém, um
pepino monstruoso para descascar!
-Pô! Fala logo mulher que merda foi essa que aconteceu!
-Parei numa roda de capoeira e, inesperadamente, surgiu um
negro maravilhoso, elegante, ágil, bonito e sem aqueles horríveis cabelos de
rastafári. Começou a dar lindos saltos e passes maravilhosos, que me
impressionaram, deixando-me perplexa e de boca aberta. Minhas reações foram tão
acintosas que ele quando parou, encostou ao meu lado e perguntou se eu havia
gostado.
-Claro que disse que sim e, sem pedir nenhuma permissão ele
me abraçou e convidou-me pra tomar uma cerveja. Sentamos, conversamos, rimos,
nos beijamos e, depois de algum tempo, me pegou pelo braço, levou-me em uma
pensão barata e fomos para o quarto transar de todas as maneiras que sabíamos e
as que vinham cabeça, esquecendo das consequências posteriores, achando que só
acontece com os outros.
-Nada lhe contei dessa aventura louca que, quando cheguei a
Curitiba, percebi que estava gravida e, como sou religiosa ao extremo, não quis
fazer aborto, preferindo ter a criança!
-Contando os nove meses da data do carnaval, meu pequeno
Luigi nasceu, estando hoje com quatro meses de vida (ainda estou amamentando
meu querido e inesperado filho!)
-Assim sendo, achei melhor ficar cuidando da criança,
segurar mais os meus ímpetos, tomar maiores cuidados, pois, por incrível que
pareça, não sei nem o nome do homem que me engravidou. Foi uma aventura louca e
um passo em falso que pensei jamais dar! Mas, um dia a casa caí e acontece com
todos nós! Com isso aprendi que devemos ser mais previdentes, nos policiar e
medir as consequências que podem causar tais problemas!
-Menina estou pasma! Logo você que sempre foi a mais
ajuizada de todas nós, dar uma de cão sem dono e ir parar nos braços de um
desconhecido.
-Uma pena a sua ausência querida, mas as razões justificam e
muito. Bom descanso, beijo no baby e, depois do carnaval, vou lhe ligar para
contar como foram as coisas!
-Tchau Isabella querida! Tudo de bom e tenha seus cuidados
para que não aconteça o que aconteceu comigo!
Carnaval é uma festa alucinante, sendo o da Bahia
sacrossanto e pecaminoso ao mesmo tempo. Uma armadilha cheia de boas e maus
intenções!
Sessenta poetas nacionais estão na antologia bilíngüe New Brazilian Poems/Novos poemas brasileiros, organizada pelo poeta e diplomata
indiano Abhay Kumar, que está na capital federal desde 2016, onde trabalha na
Embaixada da Índia. Publicada pela editora Ibis Libris, do Rio de Janeiro, a
antologia inclui poema do poeta Cyro de Mattos, além dos poetas baianos Myriam
Fraga, Antonio Risério, Ruy Espinheira Filho e Roberval Pereyr. O prefácio do
livro é assinado por Nicholas Birns, professor de Literatura da Universidade de
Nova York nos Estados Unidos.
“Dunas” é o poema do poeta baiano Cyro de Mattos [foto ao lado] que
participa da antologia bilíngüe New Brazilian Poems/ Novos Poemas Prasileiros.
Foi selecionado do livro Poemas escolhidos/Poesie scelte, da Editora
Escrituras, que deu ao escritor Cyro de Mattos o Segundo Prêmio Internacional
de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, Genova, Itália, para obras inéditas.
Abhay Kumar é autor de oito livros de poesia, incluindo O
Senhor dos Oito Olhos de Katmandu e A Profecia de Brasília. Também é o editor
de CAPITALS – 100 Grandes Poemas da Índia e Mais 100 Grandes Poemas da Índia.
Seus poemas já foram publicados em mais de 60 revistas literárias, incluindo
Poetry Salzburg Review e Asia Literary Review. Seu poema “Earth Anthem” foi
traduzido para mais de 30 idiomas em todo o mundo. Recentemente, foi convidado
para gravar seus poemas na Biblioteca do Congresso, em Washington D.C.
"Por trás da janela/ vejo o país/ que me condena:/
cidades e campos,/ rios e ruas/ na retina./ Prisioneiros somos/ da perspectiva/
que nos afasta/ do que é em nós/ mais terra e sangue./ Por isso nos escondemos/
atrás de mesas executivas,/ folheamos manuais/ de covardia./ Há de chegar o
dia/ de dizer/ com orgulho: brasileiro,/ muito prazer”, diz o poema Sou
brasileiro, do porto-alegrense José Eduardo Degrazia.
Esse dia chegou para os poetas reunidos na antologia
bilíngue New brazilian poems, do diplomata indiano Abhay Kumar, que será
lançada hoje, às 19h, na Associação Nacional de Escritores (ANE).
O diplomata, responsável pela edição e tradução dos textos
que estão na antologia, reúne 60 poetas para compor essa nova antologia de
poemas brasileiros traduzidos para a língua inglesa. “São vários poetas de
diferentes regiões do Brasil. De Brasília, há nomes como Nicolas Behr, Climério
Ferreira, José Carlos Vieira e Francisco Alvim”, diz Abhay, que é também poeta.
“A poesia brasileira fala muito sobre problemas sociais,
problemas cotidianos, além de serem também muito geográficos. Aqui, em
Brasília, fala-se muito do cerrado; no Nordeste, mais sobre o sertão, e assim
por diante”, conta o indiano.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
— Glória a vós,
Senhor.
Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os
discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e
grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e
Sidônia.
E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados
vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis
saciados!
Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de
rir!
Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem,
vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos,
nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era
assim que os antepassados deles tratavam os profetas.
Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa
consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai
de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando
todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos
profetas”.
“E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse:
‘bem-aventurados vós...” (Lc 6,20)
“Ser feliz”: não há outra meta mais importante na vida de
todos nós. De fato, é tão importante que se converteu em um desejo que
repetimos de maneira muito frequente e, de forma especial, para as pessoas que
mais amamos. Proferimos os votos de felicidade em qualquer evento, em todos os
aniversários, no início de cada ano... Não podemos desprezar o excesso de
nossas felicitações, por mais rotineiras que nos pareçam. Elas expressam um
desejo profundo, talvez o desejo mais íntimo de nós mesmos.
“Que sejas feliz!” Que melhor sentimento que isso podemos
desejar a alguém, seja ele(ela) quem for?
A proposta evangélica de felicidade tem algo a nos dizer em
nosso momento atual?
A impressão que temos é que a vivência de muitos cristãos
está longe de apresentar a Deus como amigo da felicidade humana, fonte de vida,
alegria, saúde; na experiência de fé de muitas pessoas, o seguimento de Jesus,
muitas vezes, não se associa com a ideia de “felicidade”. Predomina, em
certos ambientes ou grupos cristãos, uma doutrina dolorida e uma catequese
afastada da busca humana da felicidade. O cristianismo se apresentou, durante
muito tempo, como a religião da cruz, da dor, do sofrimento, da renúncia, da
repressão ao prazer e à felicidade neste mundo.
Diante de tal situação, Jesus, no Evangelho de hoje, afirma
categoricamente: “Felizes sois vós!”. Jesus, ao “descer à planície”, promulga
seu programa “com” vida, fundado não numa ética de “deveres e obrigações”, mas
numa ética de “felicidade e ventura”. Aqui está a surpreendente novidade do
projeto oferecido por Jesus. Sem sombra de dúvida, o significado das
bem-aventuranças e, portanto, do programa de Jesus, é algo mais humano, mais
próximo e mais ao alcance de ser entendido e vivido por qualquer pessoa de boa
vontade.
O Evangelho, a “boa notícia”, é o tesouro que enche o ser
humano de uma felicidade indescritível. Com efeito, a primeira característica
que aparece nas bem-aventuranças é que o programa de Jesus para os seus é um
programa de felicidade”. Cada afirmação de Jesus começa com a palavra
“makárioi”, “ditosos”. Essa palavra, significa, em grego, a condição de quem
está livre de preocupações e atribulações cotidianas.
As bem-aventuranças substituem os mandamentos que proíbem
por um anúncio que atrai para a felicidade. E a promessa de felicidade não é
para depois da morte. Jesus fala da felicidade nesta vida.
Conhecemos duas listas de Bem-aventuranças: a de Lucas e a
de Mateus. São bastante distintas, porque uma fala dos pobres e a outra fala
dos pobres “em espírito”; uma fala de fome e outra de fome de “justiça” ... Costuma-se
dizer que as Bem-aventuranças de Lucas são bem-aventuranças “de situação”, e as
de Mateus são “de atitude”. Ou seja, enquanto Lucas diz: os que se encontram
assim, os que estão nesta situação, são bem-aventurados (os que estão chorando,
os que tem fome, os que são pobres...), Mateus diz: os que reagem desta maneira
diante dos que choram, dos que são pobres, dos que tem fome... são
bem-aventurados. É como a atitude que se toma frente aqueles que Lucas
descreveu.
Antes de proclamá-las, Jesus vive intensamente as
bem-aventuranças; elas são a expressão daquilo que é mais humano no seu
interior; elas são seu auto-retrato. Jesus é o bem-aventurado. Ele personaliza
tais atitudes: é o pobre, aquele que se comoveu diante da dor e misérias
humanas, que expressa uma fome e sede de plenitude e humanização, que é
incompreendido e perseguido por causa dos seus sonhos.
O Jesus que os Evangelhos nos apresentam deixa transparecer,
permanentemente, um sentimento sereno e agradecido diante da vida. Ele vive
apaixonado pelo Reino do Pai; Ele é um homem aberto e próximo das pessoas, com
uma enorme capacidade de relação, de maneira especial diante dos mais pobres e
excluídos. Mostra uma infinita confiança nas pessoas que encontra, seja qual
for sua situação existencial. Ele é o portador definitivo de boas notícias. O
evangelho da salvação chega até às barreiras e fronteiras humanas. Seu tempo é
tempo de alegria; é a festa das bodas. Jesus nos convida a entrar na nova vida
de felicidade e fraternidade. As bem-aventuranças são o caminho da felicidade.
Jesus, ao proclamar “bem-aventurados” os pobres, os
famintos, os que choram, os que são perseguidos... jamais quis sacralizar a dor
humana. Ao contrário, são bem-aventurados, sim, os pobres, porque, vazios de
apegos e cheios de esperança, anunciam o sonho de Deus para a humanidade, uma
nova sociedade baseada na solidariedade e na partilha; são bem-aventurados,
sim, os famintos, porque trazem nas entranhas a fome de liberdade e sabem que o
ser humano e o mundo carregam infinitas possibilidades de crescimento; são
bem-aventurados, sim, os que choram porque suas lágrimas demonstram que
eles ainda não perderam a sensibilidade, que eles sentem o mundo como injusto e
que, por isso, são verdadeiramente os únicos a sonharem, a buscarem e a lutarem
por um mundo novo; são bem-aventurados, sim, os que são perseguidos porque
seguem corajosamente a estrela do Reino e são sinal de grande transformação
realizada por Deus.
As bem-aventuranças nos revelam que somos habitados por um
impulso que nos torna “buscadores de felicidade”. A sociedade de consumo que
invadiu tudo, realça a felicidade como a meta imediata de nossas buscas, algo
ao qual temos direito e que depende de fatores externos. Esta felicidade é
passageira, pois quando a alcançamos, invade de novo a insatisfação, a
inquietude, o ressentimento, a inveja... e de novo empreendemos nossa busca.
Assim, pois, a felicidade nos escapa quando a buscamos “fora”, como fim em si
mesma, para saciar nosso ego insaciável.
A felicidade nasce dentro de nós: daquilo que sentimos, que
valorizamos, que vivemos... Por isso, as bem-aventuranças não são algo externo,
mas atitudes que plenificam nossos corações. A chave da felicidade está em
permitir que se revele o sentido da luminosidade que se encontra no fundo de
nosso ser. O que nos tira a energia e nos torna impotentes é afastar-nos desse
princípio vital que é o Divino em cada ser.
Ser o que somos, em serenidade e profundo sentido. A
felicidade, tal como a verdade e a beleza, ao se revelar a nós, desata a
potencialidade daquilo que somos e de tudo o que é. Nesse sentido, felicidade
pode ser entendida como um “estado de espírito”; felicidade é viver sem
chegada, sem partida; é experimentar uma sensação de renascimento de satisfação
interior... ou sentir despertar em si um potencial de bondade, de compaixão, de
solidariedade...muitas vezes desconhecida.
A verdadeira felicidade coincide com a paz interior; é o
prazer de descobrir, cada dia, que a vida se inicia novamente em cada
amanhecer; é fazer da mesma vida uma grande aventura... Por isso, a
felicidade está relacionada com a gratuidade e com a gratidão.
Texto bíblico: Lc. 6,17.20-26
Na oração:“empalavrar” (pôr em palavras) as
bem-aventuranças que brotam do seu coração, aquelas que lhe inspiram e dão
sentido à sua existência, como seguidor(a) de Jesus.
Como "02" anteviu e desmontou o plano maquiavélico
da Rede Globo
Se Bebiano não tivesse sido desmascarado na questão da
suposta candidatura-laranja que ele, Bebiano e Bivar (ou sabem-se lá quem mais)
arrumaram nas vésperas da eleição, para aparentemente desviar R$ 400.000,00,
hoje o problema estaria grudado no Presidente da República, e certamente
existiria de fato uma crise grave no Governo.
A mídia inteira a partir de agora estaria começando a falar
de “crime eleitoral” pelo Presidente, de desvio de dinheiro de campanha (nos
moldes de PC Farias/Collor), e a arapuca estaria montada para inviabilizar o
governo.
Era de fato um plano maquiavélico.
Mas Carlos Bolsonaro desmontou a trama. Ao ter capacidade de
perceber o perigo que se armava no horizonte para o governo do pai, desmentiu
praticamente em tempo real, a notícia veiculada na mídia tradicional (e
replicada instantaneamente pelo prestigiado site ‘O Antagonista’) da
(inexistente) conversa de Bebiano com Bolsonaro para tratar do assunto da
“candidatura-laranja”.
E além de desmentir Bebiano e a mídia, Carlos Bolsonaro
ainda divulgou o áudio do pai para provar que não houve qualquer conversa com
Bebiano, deixando claro que o problema não seria assunto do Governo e da
Presidência da República.
Carlos Bolsonaro, com essa atitude, gerou ódio dos muitos
que esperam de fato um enfraquecimento do Governo Bolsonaro, com o aparecimento
de crises e o surgimento de motivos para se tentar derrubar o presidente.
E, incrivelmente, hoje a mídia “mainstream”, incluindo-se o
próprio ‘O Antagonista’, passou o dia inteiro defendendo a
permanência de Bebiano no governo e condenando a atitude de Carlos Bolsonaro.
Com efeito, se ela tivesse bom-senso deveria ter feito
justamente o inverso: teria apoiado o afastamento de Bebiano e aplaudido a
atitude de um Presidente que, ao menor sinal de algo errado por parte de alguém
de sua equipe, o isola do Governo e o demite (o que tudo leva a crer que será
feito).
Mas não. A cegueira ideológica dela, mídia “mainstream”, é
tão grande, e a raiva que sente pelo fato de a arapuca ter sido desarmada é tão
insuportável, que sequer percebe o vexame que passa ao ser tão contraditória.
Assim como o Rei, na fábula, a mídia também ficou nua:
passou os anos petistas dizendo arrogantemente, de forma pernóstica, que
ministros não podiam ser protegidos, que tinham que ser demitidos ao sinal de
“malfeitos”, e agora, justamente quando Bolsonaro age como ela, mídia, sempre
disse que se tinha que agir, passa a ser contra a medida do Presidente, passa a
defender a permanência do malfeitor no governo.
Carlos Bolsonaro, com uma tuitada e um post no Facebook, de
uma só vez blindou o pai no episódio da “candidatura-laranja” e desmascarou
tanto a hipocrisia da mídia “mainstream” quanto o seu espírito golpista de
querer fabricar crises.
O “02”, ou o “pit-bull”, mostra que tem de fato uma mente
preparada para lutar a guerra cultural.
Está apenas começando. Tem muita limpeza a ser feita ainda.
Até o final do governo, muito jornalista vai entrar em colapso nervoso.
Repassando...
Texto de Guillermo Federico Piacesi Ramos
-------------
*Mainstreamé um conceito que expressa uma tendência ou
moda principal e dominante. A tradução literal de mainstream é
"corrente principal" ou "fluxo principal". Em inglês,
main significa principal enquanto stream significa um fluxo
ou corrente.
A mídia de esquerda continua dando provas de seu
antipatriotismo.
Afoita, como sempre, em explorar declarações ou divergências
entre membros do governo — que com frequência redundam em “tiros pela culatra”,
pois a população continua conservadora, ordeira e vigilante —, essa mídia dá
agora um passo mais ousado: antepõe e indispõe a Igreja Católica e o Governo
Federal a pretexto do Sínodo da Amazônia.
Eis alguns exemplos:
“O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ironizou o
fato de a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a mando do
General Heleno [foto ao lado], estar espionando os bispos da CNBB; “Vaticano
comuna: Bolsonaro vê Igreja Católica como opositora, por discutir temas
considerados de esquerda, como situação de povos indígenas e quilombolas, e
mudanças climáticas”, disparou Haddad.1
“O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, condenou a
espionagem do governo Bolsonaro, através da Agência Brasileira de Inteligência (Abin),
aos bispos da Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB); “Governo Bolsonaro usa a Abin para espionar reuniões
de bispos da CNBB sobre a defesa da Amazônia, que seriam ‘agenda de esquerda’ e
‘ingerência externa’. ‘A saudade da ditadura se transforma em reencontro com
velhas práticas’, disse Boulos”.2
Progressismo não é a Igreja Católica
No jornal “O Estado de S. Paulo” de 10 de fevereiro, Tânia
Monteiro, com um título equivocado — “Planalto vê Igreja Católica como
potencial opositora” — confunde o progressismo e “esquerda católica” com a
Igreja Católica:
“O Palácio do Planalto que conter o que considera um avanço
da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo Jair Bolsonaro, no
vácuo da derrota e perda de protagonismo dos partidos de esquerda. Na avaliação
da equipe do presidente, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e
está se articulando para influenciar debates antes protagonizados pelo partido
no interior do País e nas periferias”.
Mais adiante, a notícia do “Estado de S. Paulo” corrige-se a
si mesma: “setores da Igreja aliados a movimentos sociais e partidos de
esquerda, integrantes do chamado ‘clero progressista’, pretenderiam
aproveitar o Sínodo para criticar o governo Bolsonaro e obter impacto
internacional”.3
CPT, CIMI, setores da “esquerda católica” da CNBB não podem
ser confundidos com a Igreja Católica. Pelo contrário, são aliados fanáticos da
esquerda, conforme comprova o livro A Igreja ante a Escalada da ameaça
comunista: apelo aos bispos silenciosos, de autoria do Prof. Plinio Corrêa de
Oliveira, largamente difundido em todo território nacional.4 (baixe o
livro em PDF gratuitamente no link abaixo).
O Brasil é católico e o católico é brasileiro
“Anima humana naturaliter christiana” (A alma humana é
naturalmente cristã), escreveu Tertuliano. Assim também, o brasileiro é
naturalmente inclinado ao catolicismo.
A movimentação religiosa em torno do Santuário de Nossa
Senhora Aparecida, a monumental procissão do Círio de Nazaré, os contingentes
católicos que elegeram o presidente Bolsonaro, o vazio em que caíram as
declarações de bispos esquerdistas aconselhando votar no PT nas eleições de
2018 aí estão para provar que o brasileiro católico soube rejeitar o “clero
progressista”, a “esquerda católica” e a “teologia da libertação”.
O maior abaixo assinado da nossa história contra o comunismo
na Igreja
Em 1968, a TFP (Tradição, Família e Propriedade) coletou em
ruas e praças públicas do Brasil 1.600.368 (um milhão, seiscentas mil,
trezentas e sessenta e oito assinaturas!) contra a infiltração comunista na
Igreja [foto ao lado].5
Esse memorável abaixo assinado, realizado por ocasião da
primeira visita de um Papa à América Latina, contou com o apoio de dezenas de
arcebispos e bispos, de centenas de sacerdotes, de ministros de Estado,
governadores, parlamentares e homens públicos.
Ele foi o porta voz dos católicos brasileiros que pediam ao
Papa Paulo VI medidas eficazes contra a infiltração comunista na Igreja.6
A luta entre anticomunistas católicos e católicos
progressistas tem uma longa e gloriosa história. E prova, ao contrário do que
insinua a mídia, que essa minoria de esquerda não pode ser confundida com a
Igreja Católica.7
Saibamos dissipar a confusão veiculada pela mídia de
esquerda
Uma sábia campanha de esclarecimento, tato e jeito da parte
de nossas autoridades — mostrando que essa minoria progressista não representa
a Igreja — manterá sempre os católicos em defesa do Brasil, da soberania
nacional e da integridade de nosso território.
O Sínodo da Amazônia envolve outros aspectos, inclusive os
internos da Igreja, mas isso desviaria o objetivo central de nosso artigo que é
desfazer a fumaça da confusão espalhada pela mídia de esquerda.
Nossa Senhora Aparecida ajude e esclareça os católicos a
discernir quais são os verdadeiros Pastores da Santa Igreja e a rejeitar a
heresia progressista.
O Criador pede que você se conceda tanta paz interior e
serenidade quanto possa reunir. Isto o auxiliará a lidar com as muitas
mudanças na Terra que ocorreram e que estão por vir.
O Criador está presenteando você com uma pequena bola
etérica de cristal para que coloque em seu Chacra Espiritual. Simplesmente
coloque a sua mão em seu coração e saiba que esta dádiva agora lhe pertence.
Esta bola presenteada amplificará o amor que está chegando ao Chacra Cardíaco
Espiritual, bem como o amor que você envia a partir do Chacra Cardíaco
Espiritual. Nunca se pode ter muito amor e graça, Divino Ser da Graça.
Use esta pequena bola de cristal diariamente para enviar
amor e graça à Terra e a todos os seus ocupantes e à matéria, incluindo até as
mínimas partículas. Envie amor e graça a todo o Plano da Terra e a todos os
seus níveis, dimensões e aspectos. Ser de Luz Amado! O seu serviço de
enviar diariamente amor e graça ao Plano da Terra ajudará a acelerar a
transformação que está ocorrendo em todos os níveis dentro deste setor do
Universo. Isto é parte de sua missão e parte do por que você está aqui:
Para ajudar a Terra a voltar ao equilíbrio através deste Projeto Divino.
O Criador lhe envia o Amor e a Graça Divinos. Basta se abrir
e permitir que esta maravilhosa Onda de Amor o envolva e permeie tudo o que
esteja dentro do seu campo de energia. Sinta a pequena bola de cristal ampliar
esta Onda de Amor. Curta a experiência de receber de Deus, o mais puro e
elevado Amor e Graça Divinos. Seus olhos espirituais estão se abrindo
totalmente para o Plano Divino agora e você está começando a ver além dos
Portais e Limitações.
Amado, você está acessando as infinitas possibilidades
que são suas para que as aceite mais e mais a cada dia. Peça ao Seu Anjo para
ajudá-lo a ver Além do Portal e para que esteja aberto ao que ele tem a lhe
mostrar. Permita que Seu Mensageiro o leve a uma nova jornada. O Criador
lhe fala dentro de sua própria mente!
Perceba os símbolos, cores, sons e tons. É como uma
espécie de transmissão que chega a sua consciência em explosões de chaves de
luz. Seus sentimentos de paz e de gratidão continuam a se multiplicar
exponencialmente.“Meu Filho você é ilimitado, por que se aprisiona com
previsões e temores?” diz o Criador! “Lembre-se de que você é um Ser
Espiritual tendo uma experiência Humana, não um Humano que tem uma experiência
Espiritual.”
Você passou por centenas de experiências e fez
escolhas para todas elas. Se algo não der certo desta vez, a lição será
redigida novamente com um grupo diferente de escolhas para selecionar. Sua vida
não é limitada, saiba disso! Filho Amado de Deus! Não há nenhuma razão para se
lamentar! Apenas passe por cada experiência como se fosse a primeira vez. Vislumbre
a sua Essência brilhante no Universo. Seu Anjo levará você através de um
Portal Dourado, que é tão somente o seu próprio Chacra Espiritual Cardíaco!
Você agora consegue se ver: Um ser de Luz absolutamente
deslumbrante! Você agora consegue dimensionar toda a sua Essência
Espiritual dentro de sua forma física. Amado! Você é abençoado além das
palavras e amado imensuravelmente, mais que qualquer palavra ou gesto que o
Plano da Terra possa expressar. Deus ama você acima de tudo. Por isso você está
aqui!
Começou jogando no bicho. Mudou para a loteria federal.
Meses depois migrou para a loteria esportiva. Agora estava de olho gordo na mega-sena.
Só valia ganhar, se fosse o único ganhador, entre milhares de apostadores. Mega-sena
acumulada, ao felizardo marés de milhões. Ele, o apostador incorrigível.
A mulher tentou livrá-lo do vício. Brincadeira no início,
logo pegou feito visgo. De tudo tentou. Benzedeira, banho com sal grosso,
cartomante. Candomblé, espiritismo. Fez promessa forte a santo Expedito, o santo
das causas impossíveis. Não adiantou.
O pequeno patrimônio, com tanto esforço adquirido, sendo
dissolvido. Primeiro o sítio, depois o automóvel, a própria casa. Morador agora
de apartamento pequeno, sem luz do sol, vento fresco. Aluguel modesto, conjunto
habitacional popular.
A aposentadoria precária evitava que passasse fome.
Não tinha jeito. Todos os dias fazia o jogo, bebia sua
bebida especial. Mês entrava, mês fugia. Até as joias da mulher, herança
recebida da mãe, que recebera da avó, foram vendidas. Apostava, apostava.
Venderia a alma ao tinhoso, se preciso. Seguia em frente. Um dia acordaria como
o grande ganhador. Não conseguia fazer sequer a quadra, não desistia. Quem não
aposta, nunca ganha, uma máxima que os apostadores não esqueciam, seguiam à
risca, dela não fugiam.
Alardeava. No dia que tirasse a sorte grande com a mega-sena
acumulada, faria a maior surpresa a centenas de pessoas de sua cidade natal. A
cena diante dos rostos pasmos, na avenida principal, abarrotada de gente.
Distribuiria dinheiro gordo com muita gente, de preferência com os mais
desvalidos. Queria ver todo mundo sorridente.
Foi comprar o pão na padaria do bairro. Na rua, as fezes do
pombo acertaram sua cabeça. Que nojo! Considerou o fato, podia ter sido um
aviso. Entre tantos habitantes da cidade populosa, só ele foi o agraciado, ao
ser carimbado com as fezes das aves na cabeça. O imponderável poderia
favorecer-lhe em dados positivos lá na frente. Acertaria na mega-sena, para
isso acontecer continuasse fazendo as apostas seguidas.
Fez o jogo, riscou apenas uma sena na cartela. O dinheiro
estava curto, há tempos não fazia jogo alto. Foi conferir depois, o coração
acelerado. Só alegria, acertou em cheio na mega-sena. Sozinho. Ganhou o mundo a
notícia. Acertador do maior prêmio acumulado pela mega-sena fez apenas um jogo
em uma cartela.
Cumpriria a promessa. Compartilharia o dinheiro ganho na
mega-sena com muita gente.
Estavam crentes, pobres, medianos e ricos, que ele ia
distribuir muito dinheiro na avenida principal.
O trânsito interrompido. O locutor pelo megafone
parabenizava o homem da sorte grande. Não cabia de gente a avenida principal
naquele trecho.
Todos ficaram perplexos com a cena surpreendente. Tirou as
roupas do corpo, tacou o facão em cima e tocou fogo. Ficou gritando: “Dinheiro
você diz que me quer bem, no meu bolso você vem!”
Foi morar no sanatório Bom Retiro. Lá continuou a fazer as
apostas para acertar de novo na mega-sena.
Cyro de Mattos é escritor e poeta. Publicado por editoras
europeias. Membro da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa da
Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia). Premiado no Brasil, México, Itália
e Portugal.