"Recebi o Livro Obra Reunida, de Ariston Caldas, através do
seu sobrinho Fernando Caldas. Li os seus versos do primeiro ao último. Honram a
poesia baiana, a FICC, aliás, não lhe fez senão justiça e não precisaria fazer,
porque as antenas da minha emotividade seriam suficientes para me por em
contato com a realidade de sua arte mágica.
Poesia bonita, leve, agradável.
Privei da amizade do saudoso poeta. Conversávamos muito sobre todos os
assuntos. Às vezes, quando eu passava defronte à sua residência encontrava-o na
janela, como se já estivesse me esperando.
Humanista e preocupado com o social,
Ariston usava a sua intuição anímica para fazer versos num estilo primoroso e
brilhante que os grandes artistas da palavra conseguem criar, nessa expressão
peculiar do seu espírito, onde as coisas têm aspecto diverso, que não se
assemelha ao da vida corrente.
Ninguém
mais do que Ariston Caldas merece um lugar de destaque na história poética da
região cacaueira. Fiel ao seu ideal jamais renegado.
Foi assim,
durante toda a sua existência."
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(Artigo publicado no Jornal AGORA)
Antônio José de Souza Baracho, membro da Academia Grapiúna
de Letras-AGRAL, ocupante da cadeira nº 11, Patronesse Amélia Tavares Amado.
Richard H. Thaler levou a honraria por suas contribuições ao
estudo da economia comportamental
09/10/2017
ESTOCOLMO - O americano Richard H. Thaler foi anunciado,
nesta segunda-feira, como vencedor do prêmio Nobel de Economia. Ele foi um dos
fundadores do campo das finanças comportamentais, que estuda como as limitações
cognitivas influenciam os mercados financeiros. As contribuições do laureado
relacionaram a economia às análises psicológicas das decisões individuais. Suas
descobertas empíricas e teóricas serviram como instrumentos para expandir o
campo da economia comportamental, que teve profundo impacto em muitas
áreas da pesquisa econômica.
Formado pela Universidade de Chicago, Thaler incorporou
suposições psicológicas realísticas em análises econômicas sobre tomadas de
decisão e mostrou como os humanos sistematicamente afetam decisões individuais,
assim como resultados do mercado, por meio do estudo das consequências de
racionalidade limitada, preferências sociais e falta de autocontrole.
A teoria da contabilidade mental desenvolvida por ele
explica como as pessoas simplificam a tomada de decisões financeiras quando
criam contas separadas em suas mentes, enfocando o impacto estreito de cada
decisão individual, e não o seu efeito geral. O vencedor do Nobel também
mostrou como a aversão às perdas pode explicar por que as pessoas valorizam
mais um mesmo item quando o detém, um fenômeno chamado "efeito
doação".
Thaler mostrou ainda como as preocupações dos consumidores
podem impedir as empresas de aumentar os preços em períodos de alta demanda,
mas não em tempos de custos crescentes. Ele e seus colegas criaram o jogo do
ditador, uma ferramenta experimental que tem sido utilizada em numerosos
estudos para medir as atitudes em relação à justiça em diferentes grupos ao
redor do mundo.
Sobre a falta de autocontrole, o economista analisou os
motivos para as resoluções de Ano Novo serem difíceis de se manterem. De acordo
com ele, a tentação a curto prazo é uma razão importante pela qual os planos de
economizar para a velhice, ou fazer escolhas de estilo de vida mais saudáveis,
muitas vezes, falham. Em seu trabalho, ele buscou mostrar de que forma essas
dificuldades podem ser contornadas.
O Nobel de Economia foi premiado pela primeira vez em 1969
para festejar os 300 anos do Banco Central da Suécia. Desde então, foram 49
premiações para 79 condecorados. Em 2009, Elinor Ostrom foi a primeira mulher a
ser laureada na categoria.
No ano passado, a honraria foi concedida ao
britânico-americano Oliver Hart e o finlandês Bengt Holmström por seus
trabalhos sobre a teoria do contrato. Hart é professor de Economia da
Universidade de Harvard, enquanto Holmström leciona Economia e Administração no
Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).
Em 2015, o vencedor foi Angus Deaton, também
britânico-americano, por sua análise dos padrões do consumo, da pobreza e do
bem-estar, e sua demonstração de que o acúmulo de riqueza não é necessariamente
paralelo à melhora do bem-estar.
O Nobel de Economia foi o sexto prêmio anunciado pela
academia neste ano, que já divulgou os vencedores de Medicina, Física, Química,
Literatura e Paz.
A influência
demoníaca na história humana sempre foi constante e intensa. É a tentativa
satânica de levar os homens para a perdição, como ocorreu com os nossos
primeiros pais nos primórdios da humanidade, quando em forma de serpente o
demônio os tentou, sugerindo-lhes que se comessem o “fruto proibido”
seriam “como deuses”.
Adão e Eva
caíram na tentação, cometeram o pecado original e perderam o estado de
inocência. Toda a sua descendência sofreu a consequência de tal pecado,
tornando-se doravante sujeita à ação do demônio, que procura levar os homens
para o inferno.
A ação
diabólica apresenta-se de modo cada vez mais avassalador nos diversos setores
da sociedade neopagã em que vivemos, sendo numerosas as práticas incentivadas
pelos demônios para se apossarem das pessoas.
O Pe. Luis Escobar, exorcista da Diocese de Rancágua
(Chile), diz que a maioria daqueles que o procuram por se suporem vítimas de
alguma ação preternatural teve contato com questões do ocultismo em algum
momento da vida.
O rock satânico é outro meio pelo qual o demônio
se apodera das almas, segundo a opinião de vários exorcistas. Também a prática
do aborto atrai demônios, pois estes desejam a destruição da criação,
especialmente do gênero humano. Dentre as várias manifestações diabólicas de
que trata o artigo, a possessão é a mais visível.
A TFP norte-americana em campanha contra missa negra
no Oklahoma City Civic Center
A par do notável avanço de atos satânicos, existem também
vigorosas reações, especialmente nos Estados Unidos, onde a TFP norte-americana
tem se destacado em campanhas de combate ao satanismo.
Em face desse quadro terrível, a matéria de capa da
revistaCatolicismo (edição de setembro último [foto no topo])
apresenta vários exemplos de meios utilizados pelo Maligno — como o denominado
“tabuleiro Ouija” — para levar as pessoas a cair nas redes do espiritismo e
iniciarem-se assim em práticas ocultistas.
Na matéria, com o título em epígrafe, o autor recomenda
manter distância de superstições e coisas esotéricas, procurar os cuidados da
Igreja e, sobretudo, recorrer à Santíssima Virgem, invocada como “Terror dos
demônios”. Ela nos protegerá nesta época de tribulações, como ensina o Apóstolo
São Paulo, “contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os
espíritos malignos espalhados pelos ares” (Ef 6, 12).
À vista dessa aterradora questão que infesta o mundo, e com
o propósito de auxiliar a todos a se livrarem de qualquer ação de tais
“espíritos malignos”, recomendo a leitura dessa transcendental matéria
publicada em Catolicismo. Ela encontra-se disponível no seguinte
link: http://catolicismo.com.br/
Meu amigo João Ubaldo Ribeiro era das pessoas mais generosas
do mundo — ou pelo menos do balneário do Rio de Janeiro.
Meu escritório é cheio de lembranças dele. Não me refiro só
a livros, que estão em toda a parte, mas a presentes que ele comprava na
esquina ou trazia de viagens, entre os quais uma lamparina made in Bahia, um
canivete suíço, comprado na livraria Letras & Expressões, e uma caneta
Lamy, modelo standard, que veio da Alemanha e se tornou meu talismã.
O problema é que Ubaldo cobrava sempre o uso do presente.
Certa vez me deu um par de binóculos. No dia seguinte, telefonou: “Já usou o
binóculo que eu lhe dei?” Eu, que moro na selva do Jardim Botânico, diante de
uma pedreira, não sabia onde usá-lo. Ubaldo telefonou de novo, insistindo, e me
vi obrigado a ir até a rua para acompanhar, de binóculos, um ciclista, que
ficou preocupadíssimo: desconfiou que eu era detetive particular.
Ubaldo me confessou que cultivava uma prática que aprendera
com Dorival Caymmi: o “não me esqueci de você”. Explico: sempre que voltava de
viagem, Caymmi trazia uma caixa cheia de bugigangas, caixa essa que era uma
espécie de baú da felicidade. Quando um amigo chegava de surpresa, Caymmi abria
a caixa, pescava algum objeto dentro dela — um brinquedo, um chaveirinho, a
réplica de um monumento — e dava-o ao visitante, acompanhado da frase-chave:
“Não me esqueci de você.” O visitante ficava encantado.
Um dia Ubaldo voltou da Europa. Assim que fui visitá-lo, ele
desobedeceu a receita de Caymmi e abriu diante de mim a caixa do “não me
esqueci de você”. Por preguiça de distribuir presentes, pediu que eu escolhesse
mais de uma lembrança. Hesitei. Então ele me entregou, mais ou menos ao acaso,
os que lhe pareceram mais extravagantes: uns óculos de leitura vermelhos; uma
pequena escultura que reproduzia um casal de namorados; um preservativo alemão
feito de material triplamente resistente. Por quê? Não sei.
Cheguei em casa e espalhei os mimos pelos cômodos: o
preservativo na mesa de cabeceira, o casal de namorados num armário perto da
cozinha, os óculos vermelhos na escrivaninha.
Esqueci de dizer que minha musa estava fora da cidade e,
quando chegou, ao se deparar com tais objetos, supôs que uma sirigaita — como
se dizia em séculos passados — teria se introduzido no outrora sacrossanto
recesso do lar.
Imagino que ela deve ter feito fantasias sanguinárias a meu
respeito. Mas quando se deparou com o suposto criminoso — isto é, eu —, com a
cara mais inocente do mundo, ela percebeu que não precisava levar adiante o
inquérito. Só perguntou: “De onde surgiram esses objetos?” Respondi: “Foi o
João Ubaldo que trouxe.
Já ouviu falar no ‘não me esqueci de você’?” Ela
sorriu, cúmplice, e vivemos felizes para sempre.
Geraldo Carneiro- Sexto ocupante da Cadeira 24 da ABL, eleito em 27 de outubro de 2016, na
sucessão de Sábato Magaldi e recebido em 31 de março de 2017 pelo Acadêmico
Antonio Carlos Secchin.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos
anciãos do povo: “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou
uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e
construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para
o estrangeiro.
Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou
seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. Os vinhateiros,
porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro
apedrejaram.
O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior
número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma.
Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho,
pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.
Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si:
‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ Então
agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com
esses vinhateiros?”
Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com
certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a
outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A
pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito
pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’
Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e
será entregue a um povo que produzirá frutos”.
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Padre Roger
Araújo:
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Há uma vinha plantada dentro de nós
“Certo proprietário plantou uma vinha...” (Mt 21,33)
Segundo o relato da Criação, nós viemos da argila, do
húmus... Por isso, carregamos em nosso corpo os mesmos elementos físico
químicos da natureza: minerais, plantas, animais...
O universo inteiro mora, adormecido, dentro de nossos
corpos. Cada ser humano carrega latente em seu íntimo toda a sabedoria do
universo. O poeta americano Walt Whitman nos legou uma frase maravilhosa e
emblemática sobre este tema: "Eu sou contraditório, eu sou imenso. Há
multidões dentro de mim".
Há multidões dentro de nós, não só de animais, plantas,
pássaros, peixes, minerais... como também de homens e mulheres de todas as
etnias, os jardineiros da criação divina. Há um universo inteiro dentro do
corpo, universo mais fantástico, mais colorido, mais belo que o universo que
existe do lado de fora. E o maior desafio é, justamente, a convivência e a
harmonia com todo o universo que carregamos em nosso próprio interior.
Partindo do evangelho de hoje (27º Dom TC), podemos dizer
que há uma vinha em nosso interior, plantada com todo cuidado. A vinha interior
é plantada por Deus em função da vida; por isso ela é sagrada e é lugar de
contemplação e encontro íntimo com o Criador; ela é o teatro da glória de Deus,
isto é, da manifestação da presença divina. Ela deve ser o lugar da fecundidade,
da convivência e da celebração.
A vinha interior é o “mundo” de nossa psique, de nossos
afetos, de nossas energias, de nossa espiritualidade, de nossos sentimentos e
desejos, de nossas relações básicas, quer conosco mesmos e com os outros, quer
com as criaturas e com Deus. Quando todos estes dinamismos estão pacificados e
integrados, cria-se um “cosmos” interior, expressão da “vinha secreta” que
todos carregamos.
Esta vinha é expansiva, acolhedora, aberta a todos,
compartilhando seus frutos abundantes. Ela é lugar de movimento, de encontro,
de desafio, lugar provocativo e criativo..., enfim, lugar carregado de
presenças. Somos a verdadeira vinha a partir da qual Deus nos encontra e se dá
a conhecer; cada um de nós é autêntica vinha da eterna presença de Deus.
Na perspectiva bíblica, a imagem da vinha nos fala de
convivência, harmonia, alegria, de acolhida e da gratuidade, por ela ser dada
em herança. Os homens e as mulheres de todos os tempos e lugares trazem, como
que enraizados nas fendas mais profundas de sua interioridade, sonhos de rara
beleza. São desejos de convívio, de superação da dor e da solidão, sonhos de
fraternidade e da harmonia... O “eu interior” é uma vinha que se desvela e se
revela aos olhos encantados. Toda pessoa possui, nas profundezas de si mesma,
um lugar misterioso onde a vinha se esconde, muitas vezes em meio a entulhos de
feridas, traumas, rejeições.... Ela deve reencontrar a “vinha perdida”, não
fora mas nas profundezas de si mesma. Há dentro dela uma vinha secreta, fechada,
que precisa ser aberta.
Caminhar pelo vinha interior é uma aventura, um desafio...
Essa é a peregrinação interior: ampliar o espaço da vinha para que ela seja
sempre lugar da acolhida e da festa. É nesta direção que a imagem bíblica da
vinha também aponta: torná-la uma fonte de bênçãos, de comunhão com as outras
pessoas e estreitamento de relações com o próprio Criador. A vinha é o lugar no
qual não só existimos e revelamos nossa verdadeira identidade, mas onde somos
chamados a uma plenitude de vida, em aliança e comunhão com Deus e com todos.
No entanto, há sempre em nós uma tendência a delimitar,
defender e fechar-nos em nossa própria vinha. Isso fazemos de maneira tão
zelosa que nem vemos aquilo que está para além da nossa vinha. São grandes os riscos
de vivermos em horizontes tão estreitos. Tal estreiteza atrofia a solidariedade
e dá margem à indiferença, à insensibilidade social, à falta de compromisso com
as mudanças que se fazem urgentes. A própria vinha se torna uma “bolha de
proteção” e o sentido do serviço some do horizonte inspirador de tudo aquilo
que fazemos.
Contemplando o cenário do nosso interior vamos também
tomando consciência que perdemos o sentido da corrente da vida e de sua imensa
diversidade. Esquecemos a teia das interdependências e da comunhão de todos com
a Fonte originária de tudo.
Segundo a imagem bíblica da Vinha, quando rompemos a aliança
com Deus e nos afastamos d’Ele, ela fica estéril. Por nossa atitude de
arrogância e de autossuficiência, nós nos fazemos centro e vamos deixando que
nossos instintos de poder, vaidade, prestígio... ocupem o espaço da vinha
interior. Este autocentramento se revela como uma força de desintegração de nós
mesmos com nossa fonte Original, como força de autodestruição e, por fim, como
ruptura de comunhão com o Todo.
A “centração em nós mesmos”, sem levar em conta a rede de
relações que nos envolve, provoca a quebra da “religação” com tudo e com todos.
Este é o veneno que nos corrói por dentro: a petrificação de nossa
interioridade, o embrutecimento de nossa sensibilidade, a perda do gosto pela
verdade, pelo bem e pelo belo, o extravio da ternura e da transcendência, a
atrofia da comunhão com todos... E nossa vinha interior deixa de ser
fecunda e oblativa.
Deus investiu pesado no plantio e no cuidado desta vinha
interior, esperando frutos saborosos. Uma leitura honesta do texto do evangelho
de hoje nos move a fazer-nos graves perguntas: Estamos produzindo em nossos
tempos os frutos que Deus espera de sua vinha: justiça para com os excluídos,
solidariedade, compaixão para com quem sofre, a vivência do perdão...? No entanto,
quê coisas horríveis fizemos com a vinha interior!
Ferir nossa vinha é ferir o próprio Criador, é atrofiar a
vida e suas possibilidades. Quando observamos esta vinha outra verdejante,
lugar da criatividade, da relação, da comunhão... e agora entulhada de lixo, de
contaminação... uma sensação de violação, de sacrilégio, se manifesta em nosso
interior. E uma voz ecoa das profundezas de nosso ser: “Que fizestes de minha
vinha!”.
Deus não tem por que abençoar uma vinha estéril da qual não
recebe os frutos que espera. Não tem porque identificar-se com nossa
mediocridade, nossas incoerências, desvios e pouca fidelidade. Se não
respondemos às suas expectativas, Deus continuará abrindo caminhos novos para
seu projeto de salvação com outras pessoas que produzam frutos de justiça.
Ampliar a vinha do coração implica agilidade, flexibilidade,
criatividade, solidariedade e abertura às mudan-ças e às novas descobertas.
Algumas fortalezas e seguranças pessoais caem quando a “vinha interior”,
abrasada e iluminada pela força do Espírito, começa a romper as paredes de
proteção e se conecta com a grande “vinha exterior”: lugar da missão, do
compromisso, do empenho em favor do Reino.
Não tem sentido ampliar a “vinha externa” se nossa mente
permanece estreita, se nosso coração continua insensível, se nossas mãos estão
atrofiadas, se nossa criatividade sente-se bloqueada... Vinha ampla é convite a
sonhar alto, a pensar grande..., ousar ir além, rompendo o modo rotineiro de
viver. Por isso, nós e o universo só seremos felizes quando todos formos uma
grande vinha, por onde o Senhor passeia, à hora da brisa fresca da tarde (Gen
3,8) . A vinha é a face graciosa que Deus oferece à humanidade. Na vinha, Deus
realiza seu sonho. E fica feliz.
Texto bíblico: Mt 21,33-43
Na oração: deixe o Espírito transitar pela sua vinha
interior, para que aí Ele estabeleça o “cosmos” (harmonia e beleza”) e crie um
coração novo, de onde brotarão frutos de refinado sabor.
Após anúncio da premiação, diretora-executiva da Ican
afirmou que Trump e Kim Jong-un devem saber que 'armas nucleares são ilegais' e
que 'eles precisam parar'.
Por G1
06/10/2017
Beatrice Fihn, Diretora Executivo da Campanha Internacional
para a Abolição das Armas Nucleares (Ican), recebe garrafa de champanhe do
marido após anúncio do prêmio Nobel de 2017 (Foto: Denis Balibouse/ Reuters)
A Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares
(Ican, sua sigla em inglês) ganhou o Prêmio Nobel da Paz 2017. O anúncio da
premiação foi feito na manhã desta sexta-feira (6), em Oslo, na Noruega.
A organização foi premiada por chamar a atenção para as
consequências catastróficas do uso de armas nucleares e pelos seus esforços
inovadores para conseguir a proibição do uso dessas armas. A Ican reúne mais de
400 entidades e ONGs com representação em mais de 100 nações.
"Nós vivemos em um mundo onde o risco de armas
nucleares serem usadas é maior do que tem sido há muito tempo", disse
Berit Reiss-Andersen, líder do Comitê Norueguês do Nobel, ao anunciar o
ganhador no Nobel da Paz. A premiação ocorre em um momento em que vários países
estão modernizando os seus arsenais, como
a Coreia do Norte.
A líder da associação, Beatrice Fihn, afirmou que o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim
Jong-Un devem saber que armas nucleares são ilegais. Ao responder ao pedido de
dar uma mensagem aos dois líderes, ela foi enfática, segundo a Reuters.
"As armas nucleares são ilegais. A ameaça de usar armas
nucleares é ilegal. Ter armas nucleares, desenvolver armas nucleares é ilegal.
Eles precisam parar", declarou Fihn.
Campanha internacional para banimento de armas nucleares
vence Prêmio Nobel da paz
Ao receber o telefonema que lhe comunicou o prêmio, Beatrice
Fihn disse ter ficado "em choque" com a notícia. "É incrível,
uma honra", declarou. A ativista é uma das três pessoas que trabalham em
um pequeno escritório em Genebra, a sede da Ican. A organização, que começou na
Austrália, foi lançada oficialmente em Viena em 2007.
Na quarta-feira (4), a ativista chamou
Trump de idiota no Twitter. Nesta sexta, ela afirmou que estava
arrependida, mas fez uma ressalva. “Eu acho que a eleição do presidente Donald
Trump fez muitas pessoas ficarem muito desconfortáveis com o fato de ele
sozinho poder autorizar o uso de armas nucleares", afirmou, de acordo com
a Associated Press.
Daniela Varano, porta-voz da Ican, disse à Reuters que a
organização ficou muito entusiasmada por ter ganhado o prêmio. "É um
grande reconhecimento para o trabalho que fizeram os ativistas ao longo dos
anos e especialmente o Hibakusha (como são chamadas as pessoas afetadas pelas
bombas atômicas no Japão). Esse testemunho foi crítico, crucial e para um
sucesso tão surpreendente", afirmou.
Diretora Executiva da Campanha Internacional para a Abolição
das Armas Nucleares (Ican), Beatrice Fihn, em imagem de arquivo (Foto: Fabrice
Coffrini/AFP)
Tratado global
O Tratado
Global para Proibir as Armas Nucleares foi adotado pela Organização
das Nações Unidas (ONU), porém as potências nucleares têm se mantido à margem
desse processo, como os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da
ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido).
Ele proíbe o desenvolvimento, testes, produção, fabricação,
aquisição, posse ou armazenamento de armas nucleares. O tratado foi aberto para
assinaturas no dia 20 de setembro e entrará em vigor 90 dias depois que 50
países – dos 122 que votaram – o ratifiquem.
O prêmio é anunciado ainda em um momento em que, além da
guerra verbal que Trump trava com a Coreia do Norte, o governo americano ameaça
revogar o acordo nuclear com o Irã – a quem Trump acusa de não estar cumprindo
os termos do acordo. Em seu discurso de estreia na assembleia-geral da ONU
deste ano, o americano
classificou o acordo como vergonhoso.
"O acordo com o Irã é uma das piores transações (...)
Francamente, este acordo é uma vergonha para os Estados Unidos." Em 15 de
outubro, Trump vai se pronunciar no Congresso americano se ele considera que
Teerã respeita seus compromissos, como indicado pela Agência Internacional de
Energia Atômica (AIEA).
Diretora Executivo da Campanha Internacional para a Abolição
das Armas Nucleares (Ican), Beatrice Fihn, ao lado do ator Michael Douglas,
durante coletiva na sede da ONU, em Genebra, em foto de arquivo (Foto: Denis
Balibouse /Reuters)
ONG Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares
(Ican) leva Nobel da Paz (Foto: Fabrice Coffrini / AFP Photo)
O prêmio de economia será anunciado na segunda-feira (9).
Presidente do Comitê nobel norueguês, Berit Reiss-Andersen,
durante o anúncio do prêmio Nobel da Paz 2017, nesta sexta-feira (6) (Foto: NTB
Scanpix / Heiko Junge via Reuters)
Últimos ganhadores do Nobel da Paz
2016: Juan
Manuel Santos, presidente da Colômbia, conquistou o prêmio pelo esforço de
pacificação do país. Naquele ano, o governo conseguiu fechar um acordo de paz
com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após uma guerra civil que
já durava mais de 50 anos.
2015: Quarteto
de Diálogo Nacional da Tunísia ganhou o prêmio por sua decisiva
contribuição para a construção de uma democracia pluralista no país durante a
revolução de 2011.
2014: os vencedores foram o indiano
Kailash Satyarthi e a paquistanesa Malala Yousafzay, "pela sua luta
contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à
educação". A estudante do Paquistão se tornou a mais jovem ganhadora do
prêmio.
2013: Organização para a Proibição
das Armas Químicas, entidade que supervisiona destruição do arsenal químico
na Síria em guerra.
2012: União
Europeia (UE) ganhou por ter contribuído para pacificar um continente
devastado por duas guerras mundiais.
2010: Liu
Xiaobo (China), dissidente detido, "por seus esforços duradouros e não
violentos em favor dos Direitos Humanos na China".
2009: O então presidente
americano Barack Obama foi premiado "por seus esforços
extraordinários com o objetivo de reforçar a diplomacia internacional e a
cooperação entre os povos".
La antología, editada por Verbum, tiene pintura de portada
de Miguel Elías y epílogo del poeta y filólogo Juan Ángel Torres Rechy
Alencart, Cyro de Mattos y Torres Rechy, en Salamanca / Foto
de Pablo Rodríguez
La reconocida editorial Verbum, fundada en Madrid por el
poeta Pío E. Serrano y dirigida actualmente por Luis Rafael Hernández, acaba de
publicar el poemario “Donde estoy y soy”, del brasileño Cyro de Mattos (Itabuna,
Bahía, 1939), poeta, narrador, periodista, abogado y miembro de la
Academia de Letras de Bahía, quien ha obtenido varios
galardones, como el
Premio Nacional Ribeiro Couto, el Premio Afonso Arinos, el Premio
Centenario Emílio Mora o el Premio Internacional de Literatura Maestrale
Marengo D’oro (Génova).
De Mattos tiene obra publicada en Alemania, Francia,
Portugal, Rusia, Estados Unidos, México, Dinamarca, Suiza y Italia. Entre sus
libros de poesía están Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau,
Ecológico, Vinte e Um Poemas de Amor, Devoto do Campo y Oratório de Natal.
Son cincuenta los poemas traducidos al castellano por el
poeta Alfredo Pérez Alencart, profesor de la Usal y colaborador de
SALAMANCArtv AL DÍA. Los mismos fueron seleccionados de nueve poemarios ya
publicados por Cyro de Matos, además de dos textos incluidos en la antología
salmantina “Decíamos ayer”, aparecida en 2013 como homenaje a Fray Luis de
León. Alencart también firma el prólogo, titulado “Poesía y Vida: Cyro de Mattos”.
En la obra publicada por Verbum, la pintura de portada es
del destacado artista Miguel Elías, profesor de la Universidad de Salamanca,
mientras que el epílogo lo firma el poeta mexicano, Juan Ángel Torres Rechy,
doctor en Filología por la Universidad de Salamanca y actualmente profesor de
español en la Universidad de Soochow. Toores Rechy también es colaborador de
SALAMANCArtv AL DÍA.
Alencart ha traducido a más de treinta poetas portugueses y
brasileños.
Alencart traduz e prologa 'Onde eu estou e eu sou', do brasileiro
Cyro de Mattos
A antologia, editada pela Verbum, apresenta obras de arte de
Miguel Elías e epílogo do poeta e filólogo Juan Ángel Torres Rechy
A reconhecida editora Verbum, fundada em Madrid pelo poeta
Pío E. Serrano e atualmente dirigida por Luís Rafael Hernández, acaba de
publicar a coleção de poesia "onde estou e sou" do brasileiro Cyro de
Mattos (Itabuna, Bahia, 1939), poeta, narrador, jornalista, advogado e membro
da Academia de Letras da Bahia, que ganhou vários prêmios, incluindo o Prêmio
Nacional Ribeiro Couto, Afonso Arinos o Prêmio Centenário Prêmio Emílio Mora e
o Prémio Internacional de Literatura Maestrale Marengo D'oro (Gênova).
De Mattos publicou trabalhos na Alemanha, França, Portugal,
Rússia, Estados Unidos, México, Dinamarca, Suíça e Itália. Entre seus livros de
poesia estão Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau, Ecológico, Vinte e um
Poemas de Amor, Devoto do Campo e Oratório de Natal.
Há cinquenta poemas traduzidos para o espanhol pelo poeta
Alfredo Pérez Alencart, professor do Usal e colaborador do SALAMANCArtv AL DAY.
Eles foram selecionados a partir de nove coleções de poemas já publicados por
Cyro de Matos, além de dois textos incluídos na antologia salmantina "Nós
dissemos ontem," apareceu em 2013 como um tributo a Fray Luis de León.
Alencart também assina o prólogo, intitulado "Poesia e Vida: Cyro de Mattos".
No trabalho publicado pela Verbum, a pintura é o artista em
destaque Miguel Elías, professor na Universidade de Salamanca, enquanto o
epílogo é assinado pelo poeta mexicano Juan Angel Torres Rechy, Doutor em
Filologia na Universidade de Salamanca e agora professor de espanhol na
Universidade de Soochow. Toores Rechy também é colaborador da SALAMANCArtv THE
DAY.
Alencart traduziu mais de trinta poetas portugueses e
brasileiros.