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sexta-feira, 28 de julho de 2017

VERSOS NA PULSEIRA DO TEMPO - Cyro de Mattos

Versos na Pulseira do Tempo
Cyro de Mattos


O baiano Renato Prata nasceu em Itabuna, como sua irmã Heloísa Prazeres, que também é poeta.  Em Breve antologia poética (2017) publica dessa vez uma seleção de poemas extraídos de seus quatro livros:  Sob o cerco de muros e pássaros (2003), A quinta estação (2007), A pulseira do tempo (2012) e Mar Interior (2015), além de outros retirados das antologias  Poetas da Bahia II e III (2003, 2015) e  Outros Riscos (2013). Essa Breve Antologia Poética, que nos dá uma amostragem da vida em seu claro parentesco com a música, a considerar espaços da  significação ideal do mundo através do verso,  é organizada por Heloísa Prazeres.

De marcante presença na lírica contemporânea da Bahia,  o poeta de gestos recatados preferiu conviver com o seu projeto estético, em exercício qualificado, durante décadas até que comparecesse em livro. Recolhido ao silêncio de suas criações, não optou  por conviver em grupos, forjar alianças, para desfrutar de certo comércio no setor, muito comum aos elogios mútuos e fáceis. Tornou-se o principal crítico de sua produção poética antes de fazer sua estreia  como um poeta maduro, privilegiado na sua expressividade  nas construções de  formas líricas, tanto nos versos livres como nos de estruturas fixas.

Conquistou alguns prêmios literários importantes na Bahia. Um de seus livros teve a edição do próprio  autor, já  outros três foram publicados por editoras  baianas de porte pequeno, sem atuação no circuito nacional. Mas o que vale é a sua  poesia, que,   de livro a livro, apresenta-se  integrada de linguagem e vida.
 
Poeta de ritmo melodioso, desde a estreia em Sob o cerco de muros e pássaros revela que,  se procede dos deuses, viaja com tropeços na claridade. Lê-se no poema “O passado investe nossos passos” que os versos da juventude nem chegaram a ter escritura, “gastaram-se no limbo por decênios”.  Sem cantar “as efusões de um dia,  amadas inúteis, o primeiro encontro com a morte”, a certa altura  indaga da razão dessas impressões líricas, guardando sonhos no que sabem o quanto viver, no fluxo e refluxo do prazer,  têm o passado que investe nossos passos. Leva-nos  à conclusão de que um clima é formado de acréscimos líricos,  que a cada momento formam um corpo concentrado em si de sentimentos, escavações no interior, que são expostas aos ventos.

É nesse tom essencialmente lírico, participante de momentos com aguda sensibilidade,  que encontramos  um poeta inventor do poema com lastros da miragem, ternuras, purezas, maciez e algum presságio. Toca em nossos ouvidos uma poesia orvalhada de emoções, trinado de pássaro, jogo das ondas no vasto mar de  ideias, que   no seu timbre ritmado de cores, sutilezas várias, corre e voa com a musicalidade de sua composição quando escalavra o vento.  Tece com sabedoria o silêncio marcado pela ilusão, que se  impôs nas trilhas do sonho através do intercâmbio da palavra capaz de  esclarecer o  mundo.

De arguta leitura da vida, compartimentada no verso, como no poema “Rastrear os deuses”, Renato Prata  expõe sua crença na poesia quando afirma que elabora o verso para atravessar divisas da solidão, maneja-o com precisão para capturar sentidos que revelam o mundo.


Eu faço versos mais cedo
Quando arfa o silêncio pela casa
Olhos de neblina e entressonho
Rastreando os deuses da poesia.


         Na poética construída com paciência e consciência do ofício,   nota-se como  o poeta em si concebe esse sujeito que tem veias de vidro para refletir o mundo, esse habitante daquela ilha verde com a aridez dos anos,  expedindo canção e danação, mas desprovido de cupom fiscal. Quando dotado de sensibilidade arguta, constrói belas e verdadeiras estrofes, tentando equilibrar-se entre espantos,  na direção constante de quem incorpora novas opiniões perante a experiência humana no mundo. 


Não guardo moldes e cálculos
Soletro tempos e pássaros
Mas tudo exponho aos ventos.


         Nessa Breve Antologia Poética, de novo percebo as qualidades de um discurso que vaza lucidez, pulsando nas intimidades de suas estações com a pulseira do tempo o eu lírico, em procedimentos de teor filosófico, até mesmo nas  incursões  expressivas metalinguísticas. Nessas suas maneiras alusivas da vida, que são apenas ondas antes de alcançar o cume e espraiar na metáfora, prova ser a sua força a de um lírico autêntico,  a ação quase não se fazendo perceptível,  o poeta caminhando  pelo  interior de espaços que existem independentes de sua forma instrumental,  manifestando-se    com imagens  que se ajustam a uma inventiva formal que só os  poetas experientes dominam.

Contra o silêncio de seres e objetos,  em suas relações instransponíveis ao primeiro golpe de vista, emerge esse  poeta de sentidos e visões  penetrantes do que importa deixar-se ficar, vale tocar e decifrar. Revela, em sua legítima impressão digital, sinais que reverberam solidões, estados de alma por entre cenas  do cotidiano, plasmadas pelas luzes da memória, transes e emoções de quem sabe ser isso a veia e o veio para dialogar com o outro nas incompletudes do tempo,  indiferente ao que nos envolve e habita no trânsito da existência.  Desse ponto de vista, existe sem dúvida uma proposta formulada que chamo de pulsações líricas  no labirinto de Orfeu, que comove nessa coisa afável, diáfana, feita de versos e estrofes para suportar a vida. 
           

Cyro de Mattos é ficcionista e poeta. Publicado em inglês, francês, italiano, espanhol, alemão, dinamarquês, russo. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Membro titular da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz.  

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ITABUNA DE GLÓRIA BRANDÃO - Soneto para Itabuna

Soneto para Itabuna


Ó Itabuna! Cidade de espírito nobre!
Aqui no teu seio encontrei  gente amiga
Nas ruas avenidas sou feliz e sou querida
Mãe de filhos ricos e de filhos pobres.

Itabuna, aqui amadureci e tenho gratidão
Canto nos meus versos tuas tristezas e glórias
Chão que abriga tantas memórias
Amar-te sempre, essa é a minha intenção.

Filhos de outras pátrias, miscigenação de raças,
Estrangeiros que chegam e tu sempre enlaças
Abraços a todos, mesmo os que logo se vão.

Tenho alegria! No  teu solo tenho triunfado
Gozo glórias que antes havia idealizado
Viver no teu chão só me dá satisfação.


(A MÃO DO TEMPO)

Glória Brandão

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ITABUNA DE TÂNIA SUZART: Meu segundo Chão

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Itabuna
  
Itabuna, meu segundo chão.
Terra que me acolheu,
ainda jovem, estudante do magistério
e me abraçou anos depois,
já casada, exercendo a profissão.
Cidade natal de dois dos meus três filhos, onde os criei, eduquei e vi tornarem-se pessoas do bem.
Aqui encontro pessoas que fazem da minha vida um eterno aprendizado.
Quando aqui cheguei, tudo era pequeno... E feliz.
Cidades evoluem e,
com o crescimento se expõem a mudanças que acarretam dor e perplexidade.
Hoje, quase tudo mudou. A cidade cresceu... E continua feliz.
Amo Itabuna.
Torço por seu progresso.
Gosto da sua gente.
Parabéns Itabuna!
Que teu Centenário venha e te renove a cada dia! 


Tânia Maria Suzart Ribeiro Nasceu em Itapebi (BA). Adolescente, foi para Ilhéus estudar no Instituto Nossa Senhora da Piedade, onde cursou o Ginasial e o primeiro ano de Magistério. Mudou-se para Itabuna, onde se formou no Colégio Divina Providência. Recém-formada regressou à sua terra natal onde trabalhou como professora. Casou-se com o Engenheiro Agrônomo da Ceplac, José Ribeiro de Santana e pouco tempo depois, pela transferência do marido, veio morar em Itabuna. Seus três filhos nasceram e foram criados em Itabuna. Lecionou na Escola Agrupada Fernando Cordier, até se aposentar. É também artista plástica e considera Itabuna o seu segundo chão.


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ITABUNA DE EGLÊ S MACHADO: Itabuna, Princesa Centenária

ITABUNA, PRINCESA CENTENÁRIA  
Clique sobre as fotos, para vê-las no tamanho original

Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

O PINCE-NEZ DE MACHADO - Nélida Piñon


O pince-nez de Machado

 

Dispomos de livros, quadros e objetos de origem pessoal, procedentes de acadêmicos como Olavo Bilac e Manuel Bandeira.

Cada objeto viveu à sombra do dono até o seu desenlace. Inanimados, despediram-se das casas onde foram seguramente felizes, e transferidos para a Academia Brasileira de Letras. Aqui ajudam a revelar que vida tiveram antes.
Espalham-se pelas bibliotecas e pelas salas. Ao vê-los inertes na aparência, compunjo-me, procuro saber que arrebato se escondeu em cada um deles. O quadro de Marília de Dirceu, a mulher amada pelo poeta da Inconfidência Mineira, pintado por Manuel Santiago, foi doado pelo acadêmico Getúlio Vargas na sessão do dia 24 de agosto de 1944. Nada sei do vínculo havido entre o presidente da República e a dama circundada por uma aura de mistério.
Estranho é ter-se instalado nas nossas dependências, sem explicação satisfatória, a chave da casa da mesma Marília. Destaco a lembrança mundana do cardápio do banquete oferecido a Machado de Assis em 1889, a evidência palpável de um festim do qual o autor se absteve quase de frequentar no futuro. 
Machado tinha afeição pelo lar. Ou o amor era para Carolina? O fato é que embelezou as paredes do Cosme Velho com razoável coleção de quadros que lhe iam sendo regalados. E indago, curiosa, o que motivou o presidente possuir uma litografia com o rosto de Flaubert.
Aqui está o quadro a óleo que Bernardinelli pintou do autor em 1905, três anos antes de sua morte. Nele estampa-se a severidade de um brasileiro que ascendeu ao firmamento e se descuidou da vida após a morte recente da esposa.
A Sala Machado de Assis, no primeiro andar do Petit Trianon, registra como o fundador da Academia Brasileira de Letras, de origem modesta, soube absorver as excelências de outras artes além da escrita. Exemplo deste apreço são os pertences que ainda restaram dele, à margem do verbo poderoso, que, observados, ganham transcendência. 
O pince-nez de uso diário, ali exposto após sua morte em 1908, perturba a quem se iluda em enxergar o mundo através dos olhos que o autor lhe empreste.
Observo o pince-nez e sofro o impulso de limpar os cristais. A amada peça com a qual Machado escrevia esmiuçando com ironia e perspicácia a besta humana. Talvez tendo a seus pés o cachorrinho que amava. O mesmo pince-nez com o qual apreciava os muitos quadros seus que tinham a mulher como tema, em geral com pose nada beatífica. 
Este pince-nez arfa na Academia Brasileira de Letras. Felizmente alguém o retirou do seu rosto, salvando-o de seguir com Machado de Assis para a eternidade.
O Globo, 25/07/2017


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Nélida Piñon - Quinta ocupante da Cadeira 30 da ABL, eleita em 27 de julho de 1989, na sucessão de Aurélio Buarque de Holanda e recebida em 3 de maio de 1990 pelo Acadêmico Lêdo Ivo. Em 1996-1997 tornou-se a primeira mulher, em 100 anos, a presidir a Academia Brasileira de Letras, no ano do seu I Centenário.

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FLIP 2017: 1º DEBATE EXALTA LITERATURA AFRODESCEDENTE E ESCRITOR SAÚDA ESCRAVOS

Poeta e ensaísta, Edimilson de Almeida Pereira lembrou 'ancestrais' que construíram a Igreja Matriz de Paraty. Obra de Lima Barreto foi tema do encontro.


Por Cauê Muraro, G1, Paraty
27/07/2017
O poeta, ensaísta e professor Edimilson de Almeida Pereira e a crítica e professora Beatriz Resende no primeiro debate da Flip 2017, nesta quinta-feira (27) (Foto: Divulgação/Flip)

Ao saudar e pedir licença aos escravos que "construíram este templo" (no caso, a Igreja Matriz de Paraty) e exaltar a literatura afrodescendente, o poeta, ensaísta e professor Edimilson de Almeida Pereira foi aplaudido no primeiro debate da 15ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Já em sua primeira fala, Pereira afirmou que o espaço que recebe a programação principal do evento "remete a trabalhos de escravos do século XVII", a quem se referiu como "ancestrais".

Mais tarde, ao falar sobre o cânone afrodescendente (ou afro-brasileiro) – que difere do cânone brasileiro convencional, estruturado "a partir da Europa" – , afirmou que ele "não é novo, já está aqui desde que o primeiro escravo pisou nesta terra".

Concluiu dizendo, sob novos aplausos: "O que esse cânone tem de fundamental é uma proposta crítica na qual as vozes dos excluídos demonstram o que elas têm a dizer em relação as várias esferas da vida social". Nomeou como exemplo de "excluídos" os descendentes de indígenas.

E falou ainda que "o cânone afrodescendente pressupõe um espaço importantíssimo para a autoria feminina – de modo geral, o cânone [convencional] exclui mulheres".

"É essa literatura que chamo de estrangeira", disse, citando que ela "tem chegado pouquíssimo na universidade", "o silêncio pesado do racismo e a herança escravocrata". "A questão é: estamos preparados para a sua emergência?"

Homenagem (meio vazia) a Lima Barreto

O tema da mesa foi o homenageado da edição, Lima Barreto. Na noite anterior, ele já havia sido "protagonista" da abertura, em perfomance emocionada do ator Lázaro Ramos e "aula biográfica" da historiadora e escritora Lilia Scwharcz.

Chamado de "Arqueologia de um autor", o encontro reuniu, além de Edimilson Pereira de Almeida, outros dois convidados: a crítica literária e professora Beatriz Resende e o professor de literatura Felipe Botelho Corrêa.

Este primeiro debate da Flip 2017 não estava cheio. No interior da Igreja Matriz, que sedia a programação principal do evento, dava para contar pelo menos 50 cadeiras vazias, das 450 disponíveis. Na fila de entrada, minutos antes de a conversa começar, uma frequentadora gritava ofecerendo um ingresso que tinha sobrando nas mãos.

Lima Barreto militante

Beatriz Resende disse que "custou para vir a homenagem" a Lima Barreto na Flip. "Este é o momento ideal. Estamos precisndo, hoje no Brasil retomar, as críticas de Lima Barreto", afirmou, especificando textos do autor que condenavam "a República, o Congresso incompetente e omisso, os deputados que praticam nepotismo com a maior facilidade".

Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi aplaudida lembrar "colegas meus da Uerj [Universidade Estadual do Rio de Janeiro] que há quatro meses não recebem salário". "Essa é penalizada por ser a primeira a abrir vagas de cotas e dar bolsas a cotistas. Porque costistas, como precisam de passagem para sair de lugares distantes, como Lima Precisava."

Já Felipe Botelho Corrêa comentou a "literatura militante" do homenageado, que escreveu numa época em que "a literatura começa a ser mais popular aos recém alfabetizados". "Ele tinha um projeto literário muito claro de falar para o maior número possível de gente."

Para o professor, a militância de Lima Barreto era "muito mais desse lado intelectual de usar esse meio de comunicação de massa para levar a literatura a um novo público". Ao se dirigir àquela nova classe, em geral ocupante do subúrbio do Rio, o escritor passou a "falar de uma coisa mais leve, clara, oral".




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quarta-feira, 26 de julho de 2017

LEMBRAM A PADRE JACQUES HAMEL: “O ÓDIO NÃO TRIUNFOU E NÃO TRIUNFARÁ”

Entre os presentes, o presidente francês Emmanuel Macron e representantes de outras religiões e autoridades civis

                                                                                                                  26 JULHO 2017
El Presidente Francés Macron, En La Conmemoración Del Padre Jacques


(ZENIT -Roma, 26 Jul. 2017).- O arcebispo de Rouen na França, Dominique Lebrun, celebrou na manhã desta quarta-feira a missa em memória de Padre Jacques Hamel, assassinado um ano atras no igreja de Saint-Etienne du-Rovray por dos terroristas do Isis.

Na Radio Vaticano entrevistaram o arcebispo e lembraram que o Papa na missa em sufrágio pelo sacerdote, celebrada em 14 de setembro de 2016 na Capela da Casa Santa Marta , o Papa Francisco disse: “Hoje existem cristãos assassinados, torturados, presos, degolados, porque não renegam Jesus Cristo. Nesta história, chegamos ao nosso Padre Jacques: ele faz parte desta cadeia de mártires”.

Entre os presentes, o presidente francês Emmanuel Macron e representantes de outras religiões e autoridades civis. Na celebração foram depositadas flores diante da Cruz da procissão, colocada ao lado do Círio Pascal e da imagem de Nossa Senhora, profanada pelos dois terroristas.

Ao final da cerimônia foi descerrada uma placa em memória do sacerdote mártir no jardim da paróquia. A sua vida oferecida por amor é como “uma semente destinada a dar frutos”, afirmou o prelado.

“Um sacerdote simples que nos deixou o fruto da paz”, disse em síntese aos microfones da Rádio Vaticano Dom Dominique Lebrun, recordando Padre Jacques Hamel:

“Este sacerdote é sem sombra de dúvida um sacerdote diocesano, simples, em quem todos podem encontrar o padre que esteve na escuta, que acolheu os pedidos, que falou de uma passagem do Evangelho. Não era conhecido por iniciativas extraordinárias, momentos fortes de evangelização. Era somente um sacerdote simples, de bairro”.

E indicou que “o seu sangue fala de toda a sua vida e fala do sangue de Cristo. Ele deu a vida quando recém havia acabado a celebração da Missa, onde disse: “Este é o meu corpo, corpo traspassado, corpo oferecido”. E hoje na França, mas acredito que também em todo o Ocidente, se recorda justamente o coração da nossa fé, porque o martírio faz parte da vida cristã, talvez tenhamos esquecido. Amar é doar, mesmo a cada dia, oferecer a própria vida”.

“Pessoalmente -indicou Dom Lebrum- posso dizer que esta trágica situação, em que tantas pessoas se sentiram feridas, poderia ter gerado lutas, discussões, conflitos. O que observo, pelo contrário, é a paz nas nossas relações, quer com os muçulmanos, quer com o prefeito comunista, quer com as diversas pessoas da comunidade cristã católica, opiniões que sabemos muito bem serem muito diferentes. Há um ano as coisas se desenvolvem na paz com opiniões diferentes, mas em que podemos nos expressar uns aos outros”.

https://pt.zenit.org/articles/lembram-a-padre-jacques-hamel-o-arcebispo-de-rouan-o-odio-nao-triunfou-e-nao-triunfara/

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