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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

 

O CRISTÃO, ABORTO E SOFRIMENTO

 


Padre David Francisquini

Em recente artigo publicado neste site, mostramos o papel do sofrimento na vida do cristão e sua conexão com a própria Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com efeito, comentamos um rumoroso escândalo protagonizado por autoridades públicas, ao promoverem um abortamento criminoso, utilizando falsas narrativas, com a cumplicidade de amplos setores da mídia brasileira.

Pretendo ainda, desenvolver um pouco mais a avaliação do assunto. Acontece que o aborto faz parte da agenda revolucionária internacional, difundida por inúmeros organismos de extrema-esquerda, como a ONU. Ela inclui banalizar e expor ao ridículo a religiosidade da população, em toda parte do mundo, ferindo a lei natural e divina, em especial no caso, o quinto mandamento da Lei de Deus.

Verifica-se a ausência de unanimidade entre teólogos ilustres, que discordam quanto ao momento exato em que Deus cria uma alma específica — se no momento da concepção ou adiante, como pretendem os abortistas —, mas na verdade isto é irrelevante. Para os que creem no Criador de todas as coisas, o ponto saliente desta discussão é indubitável: Deus na sua onisciência tem, desde a eternidade, o plano de criar todos e cada um dos seres humanos, até o último habitante da Terra.

De tal modo que a interrupção do processo gestacional implica, necessariamente, em interferência indevida nos planos divinos. Para os que possuem a fé, é de pouca importância saber qual o exato momento em que se dá a concepção. O que importa é a conformidade com a vontade de Deus, Senhor também dos variados episódios da vida humana, mesmo daqueles mais indesejáveis e trágicos.

Ele pode, soberanamente, tirar de todas as coisas o melhor proveito, no sentido da sua maior glória e salvação dos homens. Esse episódio causou espécie nas famílias Brasil afora, quando foi noticiada a decisão de permitir a realização de aborto em uma menina de 11 anos. O caso foi tratado como se fosse estupro, quando na realidade o que aconteceu foi fruto de conjunção carnal entre dois menores, com idade inferior a 14 anos, resultando daí uma gravidez.

Ora, esta não é a situação contemplada sequer pela frouxa e concessiva legislação brasileira em vigor, que regulamenta a questão. Nem se poderia legitimamente assim regulamentar, pois se trata de violação da lei natural, e o pecado contra a natureza clama a Deus por vingança. Omitiu-se, ademais, o fato de estar a mãe-criança carregando uma gestação ao longo de 26 semanas; a vítima era, portanto, um bebê já formado no ventre da mãe, o que configura caso de homicídio.

A respeito de tal situação, pôde-se ver em importante site de notícias toda uma manipulação verbal, com sentido de distorcer a realidade dos fatos, ocultando aqueles dados tão importantes. Assim se buscava atrair a simpatia do público leitor, por um mal-compreendido humanitarismo, tudo para dar ares de legitimidade ao feito abominável.

Este foi, sem dúvida, mais um capítulo entre tantos casos deploráveis, em que a proteção ao direito fundamental à vida foi violentamente olvidada, sob pretexto de preservação da saúde e bem-estar da portadora de uma gravidez indesejada. Abortos acarretam, invariavelmente, o agravamento da situação, nunca solução, pois ao longo de uma vida resultarão em graves consequências, físicas e psíquicas para a mãe. Mais sofrimentos, portanto. Estudos sérios e objetivos já o provaram ad nauseam.            

Pecados graves têm efeitos ou consequências maiores e mais drásticas do que se possa perceber em avaliações rasas. Um princípio moral vem a propósito. São João da Cruz afirma que, ao consentir num vício ou cometer determinado pecado, outros maus pendores do indivíduo são impulsionados, ganham mais força!

Para compreender a razoabilidade desse conceito, uma analogia com o mundo físico pode ajudar: no século XVII, o afamado matemático e filósofo Blaise Pascal enunciou um importante princípio, a lei dos vasos comunicantes. Por ele, a pressão exercida num ponto de um líquido se transmite a todos os outros pontos desse líquido e às paredes do seu recipiente.

Percebemos assim o enorme alcance moral que tais situações têm sobre os personagens da trama cruel e sanguinária, assim como o mal social que farão, alcançando uma multidão incontável de outras almas. É todo um sistema de ideias e princípios morais que ficarão abalados, com consequências inimagináveis na estrutura psíquica individual, no tecido social e mental da consciência da sociedade. Pior ainda, partidos de esquerda que estão engajados nesse programa da transformação paulatina da nação, por meio de leis, como por exemplo, o PT e outros partidos de esquerda.

A solução para pulverizar a uma conspiração tão maligna não resta outra alternativa a não ser oração e penitência, sobretudo o santo terço, como nos pediu a Virgem na Cova da Iria. Rezemos todos nós, assim, pelas vítimas mais frágeis envolvidas nesse gravíssimo acontecimento da vida moral brasileira. E, sobretudo pelo pronto fim desses tempos sombrios e tão cruéis. Desfecho que virá, como confiamos, pela vitória do Coração Imaculado de Maria Santíssima, que esmagará a cabeça da serpente revolucionária, como prometido por Ela mesma em Fátima.

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*Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

https://www.abim.inf.br/o-cristao-aborto-e-sofrimento/

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

O QUE SIGNIFICA SER CATÓLICO?



O Presidente, o Cardeal e a Comunhão para os políticos pró-aborto

Luiz Sérgio Solimeo*

Nesta era de secularismo, quando a vida política é separada da vida religiosa, é louvável que um presidente dos Estados Unidos se apresente como um católico praticante e participe publicamente dos sacramentos da Igreja.

No entanto, o catolicismo do presidente Biden é sui generis. Ele não segue a doutrina e a moral católica a respeito do aborto provocado e do pecado homossexual.

Contraste com a Doutrina Católica

Ao longo de sua carreira política, incluindo as eleições gerais de 2020, o Sr. Biden [foto acima] favoreceu a legalização do aborto voluntário. Nos anos mais recentes, ele abraçou o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, oficiando um na qualidade de vice-presidente.

Após a posse, seu governo emitiu um comunicado especificando seu apoio ao aborto e à contracepção, não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo:

“Nos últimos quatro anos, a saúde reprodutiva, incluindo o direito de escolha, tem estado sob ataque implacável e extremo. … A administração Biden-Harris [foto acima] está empenhada em regulamentar (a decisão da Suprema Corte) Roe v. Wade e nomear juízes que respeitem precedentes fundamentais como Roe. Também nos comprometemos a nos empenhar no trabalho para eliminar as disparidades entre saúde materna e infantil, aumentar o acesso à contracepção e apoiar economicamente as famílias para que todos possam criar suas famílias com dignidade [sic]. Este compromisso se estende ao nosso trabalho crítico em relação aos padrões de qualidade da saúde em todo o mundo”.(1)

Com relação à homossexualidade e ao “transgenerismo”, é bem conhecida a inclinação pró-LGBT nas nomeações de membros de seu gabinete e para posições em nível de gabinete. O Sr.  Biden também assinou uma ordem executiva afirmando que a política de seu governo é que “as crianças devem poder estudar sem se preocupar se o acesso ao banheiro, ao  vestiário ou esportes escolares vai-lhes ser negado (por causa de seu sexo “escolhido”)” (2).  Da mesma forma, ele restabeleceu o “ transgenerismo” nas Forças Armadas(3), e, de acordo com Antony Blinken, seu agora confirmado Secretário de Estado, “ele planeja nomear rapidamente um emisário internacional LGBT, [e] permitir às embaixadas hastear a bandeira do orgulho (homossexual)”.(4)

Aquele que não aceita totalmente toda a doutrina da Igreja não é católico

O aborto voluntário, o pecado homossexual e o “transgenerismo” são, sem sombra de dúvida, contrários à doutrina e à moral católicas. A Escritura e a Tradição, assim como o Magistério eclesiástico não deixam margem a discussão a esse respeito.[5]

Ora, um católico deve aceitar totalmente e seguir os ensinamentos dogmáticos da Igreja bem como as verdades morais reveladas por Deus. Portanto, quem rejeita uma só dessas verdades reveladas, seja de natureza dogmática ou moral, rejeita todo o depósito da Fé e se expulsa da Igreja. Cada verdade revelada, sem exceção, deve ser aceita.

É o que ensina o Papa Leão XIII na encíclica Satis Cognitum, sobre a unidade da Igreja:

(A Igreja sempre) considerou rebeldes declarados e expulsou de seu seio a todos aqueles que não pensam como Ela sobre qualquer ponto de sua doutrina.…

….aquele que num único ponto recusa o seu assentimento às verdades divinamente reveladas abdica realmente de toda a fé, pois recusa-se a submeter-se a Deus na medida em que Ele é a verdade soberana e o motivo próprio da fé.(6)

“Que ele seja tido por gentio e publicano”

Por sua vez, em sua encíclica Mystici Corporis Christi, o Papa Pio XII afirmou:

“Como membros da Igreja contam-se realmente só aqueles que receberam o lavacro da regeneração (o batismo) e professam a verdadeira fé, nem se separaram voluntariamente do organismo do corpo, ou não foram dele cortados pela legítima autoridade em razão de culpas gravíssimas.

“Portanto …. quem se recusa a ouvir a Igreja, manda o Senhor que seja tido por gentio e publicano (cf. Mt 18, 17). Por conseguinte os que estão entre si divididos por motivos de fé ou pelo governo, não podem viver neste corpo único nem do seu único Espírito divino. …

“Nem todos os pecados, embora graves, são de sua natureza tais que separem o homem do corpo da Igreja como fazem os cismas, a heresia e a apostasia”.(7)

Desse modo, aqueles que defendem o aborto, o pecado homossexual ou o “transgenerismo”,  não apenas teoricamente, mas promovendo ou efetuando sua legalização, não podem ser considerados católicos.

“Sempre que comer este pão …”


Ao tratar da Sagrada Eucaristia, o Concílio de Florença (1438-1445) ensinou que “o efeito que este sacramento opera na alma de quem o recebe dignamente é a união do homem a Cristo”.(8) Como Nosso Senhor disse, “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”.(9)

Dada a santidade deste sacramento, São Paulo alerta para as consequências de recebê-lo indevidamente:

“Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que Ele venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação”.(10)

Alguns Prelados alertam o Sr. Biden…

Em uma entrevista com Thomas McKenna, o Cardeal Raymond Burke [foto abaixo] , ex-prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, advertiu que o Sr. Biden não tem condições de receber a Comunhão:


“Portanto, em primeiro lugar, por caridade para com ele, gostaria de lhe dizer que não se aproximasse da Sagrada Comunhão, porque isso seria um sacrilégio e um perigo para a salvação de sua alma.

“Mas também não deveria se aproximar para receber a Sagrada Comunhão porque causa escândalo a todos. Porque se alguém disser ‘bem, sou um católico devoto’ e ao mesmo tempo promover o aborto, isso dá a impressão de que é aceitável para um católico ser a favor do aborto o que, é claro, não é absolutamente aceitável. Nunca foi, nunca será”.[11]

O Arcebispo emérito da Filadélfia, D. Charles Chaput, comentou na mesma linha: “As figuras públicas que se identificam como ‘católicas’ escandalizam os fiéis ao receberem (indignamente) a comunhão, criando a impressão de que as leis morais da Igreja são opcionais. E os bispos dão escândalo semelhante ao não falar publicamente sobre a questão e o perigo do sacrilégio”.(12)

Outros bispos o apoiam

No entanto, alguns prelados, como o cardeal Wilton Gregory, falaram de maneira diferente. A jornalista do Catholic News Service Cindy Wooden entrevistou o arcebispo de Washington, DC. Ela escreve: “Embora alguns católicos acreditem que Biden não deve receber a comunhão quando vai à missa, o cardeal designado Gregory disse que por oito anos como vice-presidente Biden foi à missa e [recebeu a]  comunhão. ‘Não vou me desviar disso’, disse ele”.(13)

Duas igrejas, lado a lado?

Essas atitudes divergentes na hierarquia católica nos levam a perguntar se uns e outros têm a mesma fé católica ou se vemos uma nova religião emergindo da sombra da Igreja Católica.

Existe uma Igreja, baseada na Revelação, que nega a Sagrada Comunhão a pessoas que falam e agem publicamente contra a doutrina e a moral católicas e “obstinadamente persistem no pecado grave manifesto”?(14) E outra que permite a tais pessoas receberem a Sagrada Comunhão sem qualquer demonstração pública de arrependimento?

Só a primeira posição é legítima e corresponde à da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo:  “Una, Santa, Católica e Apostólica”, como rezamos no Credo niceno-constantinopolitano (o Credo da Missa). A segunda não.

O que é ser católico?

A conduta do novo presidente dos Estados Unidos e de bispos como o recém-nomeado cardeal Wilton Gregory levanta a questão: o que significa ser católico?

Como mostrado nos trechos acima dos Papas Leão XIII e Pio XII, esta pergunta já foi respondida há muito tempo. Muitas outras declarações de papas, concílios e do Direito Canônico poderiam ser adicionadas. Todas, porém, se resumem nisto: católico é aquele que foi batizado e acredita e professa toda a doutrina revelada e proposta pelo Magistério da Igreja, tanto em questões dogmáticas quanto morais.

Com relação a quem rejeite até mesmo um único ponto da doutrina e da moral católica, o Papa Pio XII ensina: “Manda o Senhor que seja tido por gentio e publicano”.

* Publicado no site da The American Society for the Defense of Tradition, Family and Property em 5 de fevereiro de 2021

Notas

1. Declaração do presidente Biden e da vice-presidente Harris no 48º aniversário de Roe v. Wade”, 22 de janeiro de 2021, https://www.whitehouse.gov/briefing-room/statements-releases/2021/01/22/statement -from-president-biden-and-vice-president-harris-on-the-48-year-of-roe-v-wade /.

2. “Ordem Executiva de Prevenção e Combate à Discriminação com Base na Identidade de Gênero ou Orientação Sexual”, 20 de janeiro de 2021, https://www.whitehouse.gov/briefing-room/presidential-actions/2021/01/20/executive -ordenar-prevenir-e-combater-discriminação-com-base-identidade-gênero-ou-orientação sexual /.

3. “Ordem Executiva Habilitando Todos os Americanos Qualificados a Servirem Seu País em Uniforme”, 25 de janeiro de 2021, https://www.whitehouse.gov/briefing-room/presidential-actions/2021/01/25/executive-order- em-permitindo-todos-americanos-qualificados-para-servir-seu-país-em-uniforme /

4. Paul LeBlanc e Jennifer Hansler, “O escolhido para secretário de estado de Biden promete nomear um enviado LGBTI e permitir às embaixadas hastear a bandeira do orgulho [homossexual]”, CNN, 19 de janeiro de 2021, https://www.cnn.com/2021/01/19/ policy / antony-blinken-lgbti-pride-flag-biden-Administration / index.html.

5. Ver Cardeal Francesco Roberti e Mons. Pietro Palazzini, s.v. “Aborto”, no Dictionary of Moral Theology (Westminster, Md .: The Newman Press, 1962); TFP Committee on American Issues, Defending a Higher Law: Why We Must Resist Same Sex “Marriage” and the Homosexual Movement (Spring Grove, Penn.: The American Society for the Defense of Tradition, Family and Property, 2012)

6. Leão XIII, encíclica Satis Cognitum, 29 de junho de 1896, nn. 17, 20. http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/es/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_29061896_satis-cognitum.html

7. Pio XII, encíclica Mystici Corporis Christi, 29 de junho de 1943, nn. 21-22. http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_29061943_mystici-corporis-christi_po.html

8. Denzinger- Hünermann, n. 1322.

9. João 6,56.

10. 1 Cor 11,26-29.

11.  “Cardeal Burke: Joe Biden Não Deve Receber a Sagrada Comunhão”, National Catholic Register, 29 de setembro de 2020, https://www.ncregister.com/news/cardinal-burke-joe-biden-should-not-receive-holy -comunhão.

12. Charles J. Chaput, O.F.M. Cap., “O Sr. Biden e a Questão de Escândalo”. First Things, 4 de dezembro de 2020, https://www.firstthings.com/web-exclusives/2020/12/mr-biden-and-the-matter-of-scandal.

13. Cindy Wooden, “Em Washington, com o novo presidente, o Cardeal-designado tem esperanças de diálogo,” Catholic News Service, 24 de novembro de 2020, https://www.catholicnews.com/in-washington-with-new-president-cardinal -designar esperanças para o diálogo /.

14. Código de Direito Canônico. Cânon 915. 

https://domtotal.com/direito/pagina/detalhe/31867/codigo-de-direito-canonico#ancora-24


https://www.abim.inf.br/o-que-significa-ser-catolico/

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

ABORTO NÃO É UMA QUESTÃO RELIGIOSA?



Luiz Sérgio Solimeo

 

Os católicos argentinos deram um exemplo para o mundo ao lutar valentemente contra a legalização do aborto [fotos acima e abaixo]. Entretanto, eles não tiveram o apoio do papa argentino, uma vez que a agenda dele não inclui tais preocupações. Com efeito, o silêncio do Papa Bergoglio a propósito da legalização do aborto no seu país foi chocante.


Por exemplo, o Prof. José Arturo Quarracino destaca que em sua última mensagem de Natal, o Papa Francisco falou sobre os problemas de vários países, mas não disse palavra sobre a Argentina, sua terra natal. Ele ressaltou que esta indiferença confirma o que se comenta entre os bispos e padres amigos de Bergoglio, ou seja, que o aborto não é assunto tão importante como o meio ambiente ou os migrantes.1

Esse silêncio é ainda mais inexplicável considerando que o Papa tem boas relações com o presidente da Argentina, Alberto Fernández. Este, pouco depois de ser eleito, foi calorosamente recebido por Francisco [foto ao lado].


Por sua vez o Prof. Rubén Peretó Rivas escreveu: “O presidente argentino, Alberto Fernández, foi quem promoveu a lei e se comprometeu a pressionar pessoal e insistentemente vários legisladores para que mudassem de voto e permitissem sua aprovação [do aborto]. É o mesmo presidente que foi saudado com complacência e largos sorrisos pelo Sumo Pontífice em 31 de janeiro de 2020, o mesmo que naquele dia assistiu à missa celebrada pelo Arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo para ele e seus acompanhantes na cripta da Basílica do Vaticano — onde se encontra o túmulo de São Pedro — onde comungou com a sua concubina, a ex-showgirl Fabiola Yañez”.2 Afinal, estamos no tempo de Amoris Laetitia

O Papa Francisco, em cartas privadas às pessoas que o consultaram sobre o seu pronunciamento de o aborto não ser principalmente uma questão religiosa religiosa, repetiu a sua declaração.3 Essa postura sugere que não se deve empreender uma luta religiosa para bloquear a legalização desse pecado grave. Numa dessas cartas — embora privada, foi publicada pela Conferência Episcopal Argentina — o Papa afirmou: “A [uma carta] me perguntando sobre o problema do aborto, eu respondi […] [que] o assunto do aborto não é principalmente uma questão religiosa, mas humana, uma questão de ética humana anterior a qualquer confissão religiosa”.4

E prosseguiu sugerindo que argumentos não religiosos sejam usados na luta contra o aborto: “Sugiro que você se faça duas perguntas: — É justo eliminar uma vida humana para resolver um problema? — É justo contratar um assassino para resolver um problema?”5      Uma coisa é utilizar tanto argumentos religiosos quanto os de bom senso. Outra é dizer que o aborto não é principalmente uma questão religiosa.

Em questões morais, como o aborto, o argumento mais decisivo é o religioso, pois coloca a pessoa diante de seu destino eterno, seu fim último. Isso é especialmente verdadeiro em um país católico como a Argentina. Afirmar que o aborto não é fundamentalmente uma questão religiosa é negar que ele, acima de tudo, é uma grave ofensa a Deus. É a morte deliberada de um ser humano inocente. É um dos quatro pecados que clamam ao Céu por vingança.6

Além disso, o aborto vai contra a infinita sabedoria de Deus ao vincular a relação sexual natural à procriação da humanidade. Também vai contra Sua adorável vontade, que determina que o ato sexual deve ser realizado apenas no casamento e sem interferências que o tornem infrutífero. O aborto é, portanto, uma revolta contra Deus, “aversio a Deo, conversio ad creaturam” — afastar-se de Deus, voltar-se para algum bem criado — como Santo Agostinho definiu o pecado.7


A mulher que procura um aborto voluntariamente, e a equipe médica que o pratica, pecam por ação. Quem deveria se opor à legalização do aborto e não o faz, peca por omissão. Santo Tomás de Aquino afirma que ser negligente em “um ato ou circunstância necessária à salvação é um pecado mortal”.8 O aborto é um pecado mortal extremamente grave. Além de uma ofensa grave contra Deus, tem consequências na vida moral e social de um povo.

Assim, aqueles cuja missão é guiar, sobretudo espiritualmente, e não se opõem de modo ativo ao aborto, mas se limitam a declarações ambíguas ou oposição branda, desproporcional à situação, cometem um pecado grave. Sua omissão contribui para que o pecado do aborto provocado se generalize. Ajuda a fazer com que o crime pareça “normal”, levando muitos a pecar.

O Papa São Félix III já advertia no século V, que “um erro ao qual não se opõe, é considerado aprovado; uma verdade defendida de modo minimalista, é abolida […]. Quem não se opõe a um crime evidente, está sujeito à suspeita de secreta cumplicidade”.9

As autoridades religiosas que não combateram a legalização do aborto neste país católico como era seu dever, devem prestar contas a Deus por sua responsabilidade neste pecado nacional. “Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra por mim” (Gênesis 4,10).

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Notas:

  1. Marco Tossati, “Quarracino. Aborto en Argentina: la Indiferencia del Papa Bergoglio,” Stilum Curiae, Dec. 26, 2020, https://www.marcotosatti.com/2020/12/26/quarracino-aborto-en-argentina-la-indiferencia-del-papa-bergoglio/.
  2. See Aldo Maria Valli, “L’aborto in Argentina e gli amici di papa Francesco,” AldoMariaValli.it, Dec. 30, 2020, https://www.aldomariavalli.it/2020/12/30/laborto-in-argentina-e-gli-amici-di-papa-francesco/. “Presidente argentino concubino y abortista recibe la Comunión en el Vaticano (Vídeo)”, https://gloria.tv/post/hwVfRJqDfVYR343VMcFmfztU8, acessado em 13 de Jan.de 2021.
  3. Elisabetta Piqué, “Fuerte condena del papa Francisco al aborto: ‘¿es justo cancelar una vida humana para resolver un problema?’” La Nación, Jan. 10, 2021, https://www.lanacion.com.ar/politica/fuerte-condena-del-papa-al-aborto-es-nid2566081.
  4. Conferencia Episcopal Argentina, “Carta del Papa Francisco a sus alumnos y compañeros de colegio,” Episcopado.org, Dec. 5, 2020, https://episcopado.org/contenidos.php?id=2707&tipo=unica.
  5. Ibid.
  6. “8. P: Quais são os pecados que bradam ao Céu e pedem a Deus por vingança? – R: Os pecados que bradam ao Céu e clamam a Deus por vingança são quatro: 1º. Homicídio voluntário; 2º. Pecado impuro contra a natureza; 3º. Opressão dos pobres, principalmente órfãos e viúvas; 4º. Não pagar o salário a quem trabalha. P: Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus? Porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos” (Catecismo Maior de São Pio X, Diocese de Campos, RJ).
  7. Battista Mondin, Dizionario Enciclopedico del Pensiero di San Tommaso d’Aquino (Bologna: Edizione Studio Domenicano, 1991), 445.
  8. Summa Theologiae, II–II, q. 54, a.3, c.
  9. Citado por Leão XIII na Encíclica Inimica vis (Sobre a Maçonaria), 8 Dez.1892, no. 7. http://www.vatican.va/content/leo-xiii/en/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_08121892_inimica-vis.html

 

https://www.abim.inf.br/aborto-nao-e-uma-questao-religiosa/

 

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sábado, 9 de janeiro de 2021

QUANTOS BEETHOVENS FORAM ABORTADOS?

9 de janeiro de 2021



Quantos homens que teriam futuro brilhante foram abortados? Mas ainda que não viessem a ser brilhantes, milhões de inocentes são executados todos os anos.

 

Paulo Roberto Campos

No dia 17 de dezembro, em todos os países foram celebrados os 250 anos de nascimento daquele que é considerado um grande gênio musical e um dos maiores compositores clássicos dos séculos XVIII e XIX: Ludwig van Beethoven.

De extraordinário talento, com apenas 10 anos de idade, Beethoven dominava brilhantemente todo o repertório de Johann Sebastian Bach, e com 12 anos compôs as suas primeiras peças, hoje ouvidas e admiradas no mundo inteiro.

A propósito da celebração, para este site convém lembrá-la sob um ponto de vista diferente para se execrar a prática do aborto.

Um muito interessante diálogo imaginário entre dois médicos foi publicado pelo jornal portuense “A Ordem”.

Eis o diálogo:

— Suponhamos que você seja o médico de uma família em que o pai é sifilítico, o primeiro filho é cego, o segundo nasceu aleijado, o terceiro tuberculoso, o quarto oligofrênico, e a mãe, que espera o quinto filho vem-lhe pedir que faça um aborto. O que você faria?

         O outro médico responde prontamente:

— Neste caso não teria dúvidas em atendê-la. Seria mais do que justo.

         O primeiro médico, jocoso, arremata em tom fulminante:

— Parabéns! Você acaba de assassinar Ludwig van Beethoven…


A atitude irracional, precipitada e pecaminosa do médico abortista teria assim não só privado um ente do mais elementar dos direitos — o direito à vida — mas impedido a humanidade de enriquecer-se com um inegável talento musical…

 


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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

OH ARGENTINA! A QUE DIVINAS PUNIÇÕES TU TE EXPÕES COM A APROVAÇÃO DA LEI QUE DECRETA A MORTE DE INOCENTES?


Revolucionárias feministas comemoram aprovação da matança de inocentes nascituros na Argentina

“Ai daqueles que estabelecem leis perversas e continuamente escrevem leis de injustiça” (Isaías 10: 1).

“Há algo mais iníquo do que a exaltação do orgulho; há algo mais perverso do que a ignorância da Soberania de Deus; há uma coisa mais perversa do que a universalidade da impiedade […]. Esta coisa mais perversa do que todas as iniquidades é a introdução do mal nas leis”. (Padre Augustin Lemann).

 

Fonte: Sociedad Ecuatoriana Tradición y Acción

Diante da aprovação do hediondo crime do aborto na Argentina, quisemos destacar o texto citado acima, do Padre Augustin Lemann [foto abaixo], a fim de expor a gravidade do pecado que acaba de ser institucionalizado naquele país vizinho e os castigos aos quais se expõe uma nação que pratica uma ofensa tão grande que, de acordo com a doutrina da Santa Igreja Católica Romana Apostólica, clama ao Céu e a Deus por punição.


Uma análise séria da situação argentina nos leva a considerar que os demais países da América Latina também se encontram em grave perigo, pois uma onda radical, revolucionária e anticristã, apoiada por diversos organismos internacionais, trabalha incansavelmente há vários anos para destruir os princípios básicos da civilização cristã.

Múltiplas leis perversas vão sendo paulatinamente implantadas, diante do olhar impassível de muitos que cruzam os braços e continuam indiferentes suas vidas como se nada estivesse acontecendo. Porém, até quando tardará a Justiça Divina em intervir?


Padre Augustin Lemann

É uma pergunta que no início de 2021 todos devemos fazer. Basta um breve olhar sobre a atuação de Deus ao longo da História da humanidade, consignada nas Sagradas Escrituras, para saber que o Supremo Juiz não deixa impunes crimes tão hediondos como o assassinato de inocentes, sobretudo quando tais crimes se tornam lei. Explica o Abade Lemann, ao interpretar as palavras do profeta Isaías:

“A exaltação do orgulho, a ignorância da Soberania de Deus, a própria universalidade da impiedade, coisas tão perversas em si mesmas, nada mais são do que o mal nos fatos. É o mal, sem dúvida sempre crescente, mas ainda limitado à região dos fatos; enquanto as leis ímpias e os decretos perversos são o mal que vai além dos fatos e atinge os princípios, é o mal transportado para a essência das coisas e acantonado no alto.

“Assim morrem as nações: não de maneira precipitada ou repentina, mas gradualmente e como que por etapas, por causa das iniquidades dos homens e os correspondentes golpes da justiça de Deus.”

“Com a introdução do mal nas leis, o cativeiro e a morte”

Ante o perigo iminente do castigo, o que fazer?

Nínive e os ninivitas são o exemplo perfeito dado pelas Sagradas Escrituras de um povo que, percebendo a iniquidade de seus atos, fez penitência e retornou ao caminho do bem:

“Jonas entrou na cidade e andou um dia proclamando: ‘Em quarenta dias, Nínive será destruída’. Os ninivitas acreditaram na advertência de Deus e ordenaram um jejum e se vestiram de saco, do mais velho ao mais novo.

A notícia chegou ao rei de Nínive, que se levantou de seu trono, tirou a capa, vestiu um saco e sentou-se sobre cinzas. Depois publicou esta ordem em Nínive: ‘Homens e animais nada comerão nem beberão. Deixe-os vestir sacos e clamar a Deus com insistência. Que cada um corrija seu mau comportamento e suas más ações. Quem sabe se Deus se arrependerá e cessará sua ira, para que não nos faça morrer?’ Quando Deus viu o que eles estavam fazendo e como se arrependeram de seu mau comportamento, Ele também se arrependeu e não os puniu como os havia ameaçado” (Jonas 3, 6-10).


Imagem de Na. Sra. do Bom Sucesso

Penitência, oração e verdadeiras conversões é o caminho traçado não apenas pelas Sagradas Escrituras, mas também por Aquela que é a porta do Céu sempre aberta e Mãe de Misericórdia, Maria Santíssima, que em suas múltiplas aparições nos últimos séculos tem avisado a humanidade sobre a consequência dos pecados do mundo e a Grande Consolação para aqueles que, permanecendo fiéis, lutam pela implantação de seu Reino na Terra.
“Quando eles parecerem triunfantes, e quando a autoridade abusar de seu poder, cometendo injustiças e oprimindo os fracos, estará próxima a sua derrota. Cairão por terra estatelados…!”

“Terá chegado minha hora em que Eu, de maneira assombrosa, destronarei o orgulhoso Satanás, pondo-o debaixo de meus pés e acorrentando-o no abismo infernal, deixando finalmente a Igreja e a Pátria livres dessa cruel tirania”. (Revelação de Nossa Senhora do Bom Sucesso, Quito – Equador).

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O MAL NÃO PREVALECERÁ - Padre David Francisquini

23 de outubro de 2020

Pe. David Francisquini*


Enquanto o Supremo Tribunal Federal revoga a prisão de uma enfermeira acusada de realizar centenas de abortos clandestinos, condena o Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz [foto] que impediu, via judicial, um só aborto.

A enfermeira encontra-se livre por força de liminar concedida pelo relator do caso no STF, Marco Aurélio Melo, por ter um filho portador de transtorno de espectro autista, dependente de seus cuidados. Para o ministro, a prisão que já durava nove meses excedeu o prazo razoável, pois foi presa em flagrante no ano passado, num hotel, em Belo Horizonte, quando se preparava para praticar ali mais um aborto clandestino.

Em sua sentença, o ministro Barroso afirmou que a criminalização do aborto viola os direitos fundamentais das mulheres pobres, já que elas não podem ter acesso às clínicas de luxo… Por sua vez, a ministra Rosa Weber alegou que sendo a sociedade machista, não valoriza e nem reconhece os direitos reprodutivos da mulher… Alexandre de Moraes sentenciou que a soltura da enfermeira para cuidar de um filho menor ressalta que o distanciamento dos fatos a impedirá de atitudes criminosas. (Jornal online: Conexão política, Publicado por Marcos Rocha. Acesso em 17-10-20).

Já o referido caso do Padre Lodi, por ter impedido a realização de um aborto, foi condenado a pagar uma indenização de quase R$ 400 mil por ‘danos morais’ causados aos pais que desejariam abortar o filho. Antes, no Supremo Tribunal de Justiça, a ministra Nancy Andrighi, que se declara católica, na sua sentença afirma que o sacerdote teria abusado de seus direitos ao pedir liminar para que a realização do aborto não fosse levada a cabo.

Enquanto nos é negada a liberdade de ir e vir a propósito da epidemia, de trabalhar, de frequentar a igreja, de impedir que cada qual procure resolver o seu problema de saúde, a magistrada — para condenar o padre — discorre sobre a liberdade que a pessoa tem para proceder um aborto a fim de evitar traumas.


Tal ‘liberdade’, aliás muito particular de se fazer aborto, vem sendo imposta pela agenda esquerdista de todos os naipes ao fornecer os instrumentos legais para o judiciário, sob pretextos diversos, como no caso em pauta, de evitar traumas para a mãe. Contudo, um ponto importante é omitido nessa trama, pois o aborto pode ocasionar traumas ainda maiores como desequilíbrios psíquicos, loucuras, depressões, podendo chegar até mesmo ao suicídio pelo problema de consciência causado, pois está inscrito no coração da mãe a proibição de matar o próprio filho.

O carinho e o afeto maternos são proibidos de ter a sua livre expansão no coração de uma jovem mãe que pede proteção, evitando usar de crueldade. Abusar dessa liberdade é um ato cruel. A Ministra sentenciou que o padre “buscou ao menos por via estatal a imposição de seus conceitos e valores a terceiros, retirando deles a mesma liberdade de ação que vigorosamente defende para si”.

Afirmou ainda que o sacerdote violou a liberdade do casal para fazer prevalecer a sua “posição particular”, tendo pois agredido a honra da família ao denominar a atitude tomada por eles de “assassinato”, além de ter agido de forma temerária ao impor a eles “sentimento inócuo”. A criança a ser abortada, segundo os médicos, não teria condições de sobreviver após o nascimento. O que de fato sucedeu.

Salta aos olhos que a nossa legislação não está sendo feita para favorecer a vida, mas para implantar a cultura da morte. A propósito, levanto algumas questões. Qual a relação entre a interrupção do curso normal de uma criança que virá à luz do mundo com o poder das trevas e o obscurantismo? Já estaríamos na época das trevas? Haveria ainda uma relação entre aborto e drogas, homicídios, amor livre, libertinagem, eutanásia, liberdade dos traficantes?

Esta sentença que caiu sobre o Padre Luiz Lodi é um fato inédito no Brasil, por isso não deixa de ser para os defensores do aborto uma ocasião a ser comemorada. Do ponto de vista judicial, tal medida tem um papel preponderante de inibir a voz da Igreja em questões morais e religiosas, pois ninguém se atreverá a impedir o avanço da agenda pró-aborto, mesmo via judicial, como fez esse zeloso sacerdote.

Pelo que eu saiba, nunca ocorrera na América Latina repercussão tão grave no edifício multissecular do Mandamento da Lei de Deus, ancorado na lei natural, que proíbe matar, principalmente em se tratando de um inocente e indefeso no ventre materno.

Talvez nem todo leitor saiba da existência de entidades que ajudam mulheres entrarem na justiça para receber danos morais reais ou pretensos. Uma delas é o “Fundo Vivas”, que presta auxílio financeiro, por meio de doações a essas mulheres e que tem também como objetivo arrecadar dinheiro para auxiliá-las em situações similares.


Seus dirigentes partem do princípio de que não se pode defender o nascituro, mas sim os que livremente procederam a geração de uma criança, isso acima de qualquer princípio moral e ético. Os responsáveis pelo filho em gestação têm o direito de matá-lo, pois um nascimento indesejado iria atrapalhar suas vidas despreocupadas e indiferentes a Deus. Imaginam eles que a liberdade consiste apenas em gozar a vida e ser feliz.

Para eles, o papel do Estado moderno é fazer leis pelas quais cada indivíduo possa afirmar que ‘na minha vida quem manda sou eu’, e ai de quem discordar, poderá de ser punido! A isso eu dou o nome de ditadura do hedonismo, pois a liberdade é para se fazer o bem, e não o que cada um quiser. Há advogados que afirmam que a interrupção da gravidez é um direito da gestante e opção do casal, do qual se pode fazer uso, sem persecução penal posterior e até mesmo sem a interferência de terceiros.

Fatos como esse, poderão abrir precedentes para qualquer pessoa que queira se utilizar de meios legais para o planejamento e a execução do crime de assassinato da vida intrauterina, pois terão a garantia da impunidade. Isso representa de fato um enorme rompimento na história do cumprimento às Leis de Deus, pois é o homem querendo se sobrepor a Deus!

Com certeza atrairá sobre si e sobre nossa nação terríveis castigos. Vozes como a do Padre Luiz Lodi precisam ser ouvidas e apoiadas. Não é permitido que o mal e o erro triunfem sobre a verdade e a virtude! Aqui poderemos parafrasear David dizendo a Saul que não quis estender a sua mão contra ele, pois queria conservar a sua mão sem mancha, sem nenhuma iniquidade, para não pecar contra o ungido do Senhor, mesmo quando Saul o procurava para matar.

Os abortistas não sossegam, não dão tréguas contra a vida do inocente: dos ímpios sairá a impiedade; as mãos dos abortistas estão carregadas de sangue contra as crianças inocentes, clamando a Deus por vingança.

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*Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

 

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domingo, 27 de setembro de 2020

NOTÍCIA MUITO ALENTADORA PARA TODAS AS FAMÍLIAS

27 de setembro de 2020


Paulo Roberto de Campos


Neste sábado (26 de setembro) o Presidente Donald Trump indicou a juíza Amy Coney Barrett [foto] para a mais alta Corte dos Estados Unidos.

“Hoje tenho a honra de nomear para a Corte Suprema uma das mentes jurídicas mais brilhantes e talentosas de nossa nação. Ela é uma mulher de realização incomparável, intelecto imponente, ótimas credenciais e lealdade inflexível à Constituição”, disse o presidente americano durante a cerimônia realizada hoje nos jardins da Casa Branca.

Agora apenas resta a aprovação do Senado norte-americano, o que facilmente deve ocorrer, pois conta com maioria republicana (53 senadores republicanos X 47 democratas).


Amy Coney Barrett, 48 anos, nascida em New Orleans, é católica, mãe de sete filhos [foto], Emma, Vivian, Tess, John Peter, Liam, Juliet e Benjamin (dois deles são adotados) — será na história do país a primeira mãe de crianças em idade escolar a atuar na Corte Suprema dos EUA. Ela graduou-se pela Rhodes College e, em primeiro lugar da classe, pela Faculdade de Direito da Universidade de Notre-Dame (Indiana), onde lecionou por 15 anos.

Um renomado e muito respeitado professor de direito em Notre-Dame escreveu: “Amy Coney é a melhor aluna que já tive”. Atualmente é Juíza da Corte de Apelações Federal de Chicago. Ela substituirá Ruth Bader Ginsburg, falecida recentemente aos 87 anos, que era de tendência esquerdista.

Graças a Deus, com esta escolha de hoje, a Suprema Corte americana se tornará mais conservadora (6 conservadores X 3 esquerdistas), o que poderá auxiliar muito na defesa dos valores da instituição familiar, como a proibição do comércio de drogas, do aborto, da eutanásia, do “casamento” homossexual e do absurdo ensino nas escolas da “teoria de gênero” às crianças.


Claro, e não nos causa nenhuma surpresa, a mídia esquerdista (e intolerante) está bufando de ódio, denominando a juíza como ultraconservadora etc. Não nos surpreende também que líderes feministas — que deveriam comemorar a eleição de uma mulher para a mais alta Corte da nação mais poderosa do mundo —, estejam igualmente encolerizadas. Por quê? — Certamente pela mesma razão pela qual as mulheres autenticamente femininas e mães de família estão comemorando…

 

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domingo, 13 de setembro de 2020

“QUEM VOS OUVE, A MIM ME OUVE” – Padre David Francisquini

13 de setembro de 2020

Padre David Francisquini

Um estupro seguido de aborto provocado em uma criança de 10 anos vem pronto e emoldurado para chocar a opinião pública. Se por um lado o fato é chocante e odioso, de outro foi entregue na bandeja aos despiedados abortistas para que façam avançar a sua agenda sanguinária.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, classifica de “ilegal” e “absurda” a Portaria do Ministério da Saúde, editada recentemente, segundo a qual alterar as normas da realização do ‘aborto legal’ nos casos de estupro é incompreensível.

O referido dispositivo governamental do dia 28 de agosto último determina que a equipe médica seja obrigada a notificar à polícia os casos de acolhimentos com indícios ou confirmação do crime de estupro e que seja oferecida à vítima visualização do feto por meio de ultrassonografia [foto acima].

Maia afirma que tal medida interfere na legislação sobre o aborto por estupro ou por anencefalia. Mais. A legislação brasileira permite o aborto além desses casos, ainda quando a mãe corre risco de morte. Ele exige que o governo revogue a Portaria, pois, caso contrário, diz ter votos suficientes contra a medida, ou ainda, recorrerá ao STF.

A decisão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi tomada em meio à repercussão do caso da menina que se engravidou de um tio monstruoso. Sobre a questão, cingiremos ao que recomenda os livros inspirados, aos quais devemos obedecer. Declarações como a de Maia não passam de uma perversidade. Como matar uma criança inocente e indefesa no ventre materno?

O Senhor dá o castigo a quem faz o mal segundo a sua malícia. O sangue do inocente cai sobre sua cabeça e sobre essa casa e sobre a sua descendência por semelhante ato. O Rei Davi diz a Joab, após este matar traiçoeiramente Abner, que não falte na casa dele quem padeça de blenorragia, quem seja leproso, quem pegue no bordão, quem seja morto a espada e quem esteja privado de pão.

Forte? Quem pratica ato tão ignominioso atrai sobre si e sobre os seus os castigos de Deus, pois se trata de um pecado que brada a Deus por vingança. Ele, por ser autor da Lei Maior, é infinitamente mais rigoroso em relação aos infratores dela — como os que atentam contra um inocente no ventre materno, santuário tão violado hoje por quem deveria defendê-lo.

Como um assassino desses poderá ter paz de consciência? A Escritura Sagrada traz preciosas e indispensáveis lições para a vida. Diante da desobediência de Saul às ordens de Deus, Samuel afirmou que vale muito mais a obediência às ordens divinas do que oferecer vítimas e sacrifícios. A desobediência é como o pecado de magia, não se submeter à Lei de Deus é como o crime de idolatria.

Não existem leis humanas capazes de revogar as leis divinas. Se Deus determinou que não é lícito derramar o sangue inocente, por constituir um grave pecado, não há autoridade na Terra que possa obrigar alguém a fazer o mal, pois vale mais obedecer a Deus do que aos homens.

Samuel foi firme diante de um rei que não teve escrúpulo em transgredir a ordem do Senhor e as suas palavras. Ele não aceitou justificativas nem explicações, pois a palavra do Senhor é sagrada. Honra o Senhor e O adora por meio da obediência às suas determinações e às suas leis.

Qual o crime que uma criança inocente poderia ter cometido no ventre materno para ser ali trucidada? Como a iniquidade de um ato jamais se expia com vítimas nem oferendas, a mão do Senhor descarrega pesadamente sobre quem a praticou e pratica.

“Raças de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que vos ameaça? Fazei, portanto, os frutos dignos de penitência, e não comeceis a dizer: ‘Temos Abraão por pai’, porque eu vos digo que Deus é poderoso para suscitar dessas pedras filhos de Abraão.

“O machado já está posto à raiz das árvores. E toda árvore que não der fruto bom será cortada e lançada ao fogo”. (Lc 3, 9) Não façais violência a ninguém, nem denuncieis falsamente e contenteis com os vossos soldos. Lc 3, 7-14) “Digo-vos: naqueles dias haverá um tratamento menos rigoroso para Sodoma. Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida!

“Porque, se em Tiro e Sidônia tivessem sido feitos os prodígios que foram realizados em vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, cobrindo-se de saco e cinza. Por isso, haverá no dia do juízo menos rigor para Tiro e Sidônia do que para vós.

“E tu, Cafarnaum, que te elevas até o céu, serás precipitada até aos infernos. Quem vos ouve a mim ouve; e quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10, 12-16).

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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

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quinta-feira, 30 de abril de 2020

BISPO ITALIANO: “6 MILHÕES DE ABORTOS TAMBÉM SÃO UMA PANDEMIA!”


QUARTA-FEIRA, 29 DE ABRIL DE 2020 - 19:30 - IGNEWS

Legalizar o aborto não o torna moralmente aceitável, afirma dom Alberto Maria Careggio

Dom Alberto Maria Careggio, bispo emérito da diocese italiana de Ventimiglia e Sanremo, afirmou que os 6 milhões de abortos legalizados que são perpetrados por ano em todo o planeta também são uma pandemia a ser combatida.O site da diocese publicou um artigo em que dom Alberto declara:

“Quanto tempo vai durar a pandemia do coronavírus não é possível saber, nem durante quantos dias ainda teremos que ouvir o boletim das mortes, dos infectados e dos recuperados. E se o mesmo fosse feito em relação aos mais de 6 milhões de abortos legalizados em todo o mundo? Essa também é uma pandemia, que mata a consciência daqueles que a praticam e a dos governantes que, ao legislar, pretendem eliminar o horror do assassinato.

Legalizar não significa de modo algum moralizar uma ação que é contra a vida: dizem popularmente que o aborto clama por vingança diante de Deus – e é isso mesmo!

O heroísmo de todos aqueles que fazem o possível para salvar a vida dos outros arriscando a própria é mais edificante. O mal não tem a última palavra. Da catástrofe e dos escombros desta pandemia devemos esperar o despertar desses valores humanos e cristãos de amor e solidariedade, de altruísmo e generosidade, de compaixão e ternura, adormecidos, mas não desaparecidos: são e continuam sendo a marca da mão de Deus, que quis criar o homem à Sua imagem e semelhança”.

Fonte: Redação da Aleteia  https://pt.aleteia.org 


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terça-feira, 11 de setembro de 2018

ATÉ QUANDO, JUSTO SENHOR, DEUS DAS VINGANÇAS? (II) – Pe. David Francisquini


11 de setembro de 2018

♦  Padre David Francisquini *

No artigo anterior, com o mesmo título em epígrafe, prometi voltar ao assunto do aborto. Apenas para recordar um ponto importante, torno a citar Santo Agostinho, quando trata dos homens que se movem por amor a Deus e aqueles que se movem por amor egoístico, colocando entre este último o pretenso “direito” da mulher de decidir sobre o seu próprio corpo no caso do aborto.

Com efeito, é com interesse — e muita preocupação — que vimos acompanhando o desenrolar da ação (ADPF 442), proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), pedindo a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Não preciso dizer que se tal proposta for aprovada as portas da legislação brasileira ficarão escancaradas para todo tipo de aborto.

Para esse Partido Socialista — na verdade radicalmente comunista —, a lei em vigor viola os princípios fundamentais. Na minha formação sacerdotal, estudei ciências naturais, ética, filosofia, sociologia e, é claro, teologia dogmática e moral, não sendo difícil, portanto, perceber a inconsistência desta ação.

Pela mesma razão, entendo a completa impossibilidade de juízes — máxime os da Suprema Corte — julgarem procedente a ação desse partido político libertário, que prega a liberdade para tudo e para todos, menos para o nascituro inocente e indefeso. É um verdadeiro absurdo sustentar o “direito fundamental da mulher” de tirar a vida de um ser gerado em seu próprio ventre.

Constitui uma gravíssima ofensa a Deus e à própria dignidade da mulher atribuir-lhe o direito de matar seu filho. Só num mundo muito decadente alguém ousaria sustentar o contrário. Se for admitido hoje o princípio de que se pode tirar a vida de uma pessoa inocente pelo simples fato de ela não ser desejada, assistiremos amanhã à matança de qualquer pessoa que venha a prejudicar o nosso egoísmo.

Em passado recente, esta macabra história tornou-se realidade em inúmeras ditaduras, na Europa e em outras partes do mundo. Jesus Cristo ensinou que “haveis de chorar e de lamentar, enquanto o mundo há de se alegrar: vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em gozo”.

Quando a mulher está para dar à luz, ela fica naturalmente preocupada. Mas sua aflição se transforma em alegria com o nascimento do filho. É uma imagem de Cristo ressurreto, que veio à luz no domingo da Ressurreição. Ele, no seio da terra, representa uma criança no ventre materno, e assim como Ele ressurgiu dos mortos, também a criança virá à luz do mundo.

Na sua epístola aos efésios (cap. 5, 22-33), São Paulo trata da sublimidade do matrimônio, comparando-o coma união de Cristo com a Igreja. Se o marido é a cabeça da mulher, Cristo é a cabeça da Igreja. Cristo ama a Igreja e se entrega a Ela para torná-La mais resplandecente e gloriosa.
Como Jesus Cristo ama a Igreja, assim o marido deve amar a sua esposa como se fosse o seu próprio corpo, porque ninguém aborreceu a sua própria carne. Antes, ele a nutre e cuida dela como Cristo procede em relação à sua Igreja, pois somos membros de seu Corpo Místico. O aborto é a violação do princípio da relação entre Cristo e a Igreja, o esposo e a esposa. Mais. Enquanto São Paulo fala de luz, de santo, de imaculado e sem rugas, o aborto fala de destruição, de trevas, de morte e de corrupção.

O fruto do primeiro momento de um relacionamento entre um homem e uma mulher se chama embrião. Ele contém em grau pequeno um ser vital que não tardará a nascer homem ou mulher. Afirmar, em nome da dignidade da mulher, que ela pode eliminar a seu bel-prazer a vida de um filho gerado em seu ventre, contraria rotundamente os princípios mais elementares da racionalidade e da sanidade mental. O livro do Eclesiastes narra que o abortado é como algo que não conheceu a luz do sol, não teve o seu nome ilustrado entre os vivos; sobretudo, não foi levado à pia batismal.

O Profeta Isaías narra o horror daqueles que morrem na guerra pelo fio da espada, cujos corpos estendidos por terra são pisoteados pelos cavalos e pelos guerreiros, comparando-os aos abortados que não têm sepultura nem honra. Com efeito, a situação do abortado é pior que a do morto na guerra, sem lar, sem o aconchego da família nem sepultura. E o abortado foi morto por uma pena capital imposta por lei humana…

Ancorada em bons teólogos e no Catecismo da Santa Igreja, a moral católica nos ensina que só é lícito matar alguém em legítima defesa da própria vida ou numa guerra justa, ou ainda no cumprimento de uma execução penal ditada por um tribunal legitimamente constituído. Nenhuma autoridade, por mais soberana que imaginar se possa, poderá autorizar ou legitimar tal prática.

A expectativa dos brasileiros é a de que os juízes do Supremo Tribunal Federal julguem com reta consciência esta questão, não se deixando influenciar por pressões daqueles que defendem a cultura da morte, nem mesmo por alguma convicção ideológica própria que vá nesse sentido, mas que pautem seu voto na lei natural, na Lei de Deus e na Constituição brasileira, que garantem o direito à vida desde a concepção.

Em oração e sempre vigilantes, rogamos a Nossa Senhora Aparecida que proteja o Brasil do pecado do aborto que brada aos céus e clama a Deus por vingança. Que os brasileiros sejam obedientes aos preceitos de Deus, que nunca desampara seus filhos.

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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria — Cardoso Moreira (RJ).


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