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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

SENTADA NUM POTE DE OURO – Péricles Capanema


Péricles Capanema

 

Pote de ouro enterrado. A Venezuela tem o maior volume de reservas de petróleo comprovadas na Terra. Nesse aspecto, reservas de petróleo, é a nação mais rica do mundo. Estão por volta de 300 bilhões de barris de petróleo as reservas comprovadas. Em segundo lugar vem a Arábia Saudita, com 270 bilhões. Têm 39 bilhões de barris comprovados os Estados Unidos. O Brasil, 16 bilhões de barris. Em números redondos, a riqueza de petróleo comprovada da Venezuela é quase 20 vezes superior à do Brasil. São aproximativos os números, variam segundo as fontes consultadas, mas um ponto é comum entre elas: a Venezuela está em primeiro lugar. É preciso ainda considerar que o custo de extração por barril na Venezuela é maior que o da Arábia Saudita, o que diminui a vantagem do país sul-americano. Façam as contas, o barril de petróleo está por volta de 80 dólares; pode subir muito ainda. Para a Venezuela, adiantou muito ser assim o passado, adianta quase nada hoje. Afunda sem parar já faz uns dez anos. Logo abaixo, a causa.

Prosperidade passada. A Venezuela foi chamada de “Venezuela saudita”, “o país que mais consome uísque no mundo”. A riqueza jorrava. Caracas maravilhava pelos prédios modernos. Sua renda per capita em 1998 beirava 16 mil dólares, logo atrás da renda per capita dos argentinos, então no primeiro lugar da América do Sul. É o passado; dele, pensa a maioria esmagadora do país, nada ficou, além das lembranças de uma era dourada.

Desgraça presente; pote de ouro que não serve para nada. O Haiti sempre foi o país mais pobre da América Latina. Não é mais. Quando 2021 acabou, segundo projeções do FMI, ele entrou no penúltimo da lista, com renda per capita de 1.690 dólares. Agora é a Venezuela, com renda per capita de 1.627 dólares, o país mais pobre da América Latina. O país tem mais de 4 milhões de refugiados — venezuelanos que fogem da fome, da perseguição política, do desemprego, da vida sem futuro. Está no oitavo ano consecutivo de recessão, desde 2013 a economia encolheu 80%. Por causa da hiperinflação já cortou 14 zeros da moeda. Na prática, o povo abandonou a moeda nacional e dolarizou a economia. Tudo é comprado e vendido com cotação em dólares. Oito milhões de pessoas estão desempregadas em população de pouco menos de 30 milhões.


O socialismo do século XXI destruiu a Venezuela.
A causa, agora. O chavismo [ou socialismo bolivariano] do coronel Hugo Chávez [na foto, com Fidel Castro] estraçalhou a Venezuela, reduzindo-a a frangalhos. Ela hoje vive dos apoios de Cuba, Nicarágua, China, Rússia. No Brasil, tem um apoio fervoroso, o PT, sempre firme em sua defesa mitomaníaca da igualdade, não importa o sofrimento popular. O PT ocupa hoje no Brasil espaço político similar ao que foi tomado ao longo do século XX pelos PCs de orientação soviética em muitos dos países ocidentais. A propósito das eleições venezuelanas de novembro passado, o PT divulgou comunicado de apoio ao pleito venezuelano, fraudulento e autoritário: “o processo eleitoral ocorreu em total respeito às regras democráticas e concedeu a vitória do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) em vinte estados, tendo a oposição vencido nos três restantes”. O presente governo estimula a corrupção entre altos oficiais da Forças Armadas (de onde vem parte de seu apoio) e mantém laços com o tráfico de drogas. Tal situação repercute no Brasil, repercutirá ainda mais, se a situação se perenizar na Venezuela, em especial em nossa região norte. E repercutirá de forma devastadora, se o PT sair vitorioso nas eleições de 2022. É inafastável a constatação: a aplicação das políticas preconizadas pelo PT (parecidas com as políticas do chavismo) precipitará o Brasil em situação semelhante à da Venezuela.

Passividade suicida. A situação dantesca que, sem perspectiva de mudança rápida, padecem Venezuela e Cuba, é mortal entre nós para os objetivos eleitorais do PT? Pode “pegar mal” no povo, já que Venezuela e Cuba são hoje o que poderemos ser amanhã, caso o PT volte e se aninhe no poder.

Acoitados no poder. Cuba, Nicarágua, Venezuela, China, perenidades infernais. São modelos para a ação petista. A esquerda deixa o poder? Certo, admito, essa realidade trágica pode prejudicar a força eleitoral do PT. O prejuízo será mortal para seus objetivos? Tenho minhas dúvidas. Lula e Dilma sempre apoiaram Fidel Castro [modelo de Hugo Chávez e Nicolás Maduro] e ganharam quatro eleições presidenciais. E os deputados do PT formam bancada forte, apesar de sempre terem apoiado o socialismo cubano e venezuelano. O dinheiro brasileiro jorrou solto para os dois países e ninguém acha que um dia voltará. O escândalo não tem sido mortal para os objetivos petistas. Sei que há muitos fatores que atenuam a gravidade, e até a culpabilidade, presentes em tomadas de posição do público em geral.

Alarma regenerador. Contudo, fato é que alarmam os atuais índices obtidos por Lula nas presentes pesquisas (passageiros, pouco consolidados, até em parte falseados, concedo). Tendo-os como fundamento de análise, o Brasil pode ter quatro, oito anos, até mais, de governos que admiram sem rebuços a tortura infligida pelos chavistas ao povo venezuelano. De outro lado, tal fato triste e trágico pode ser alarma regenerador, toque de rebate para o começo de atitudes de reconquista. O que será necessário? Em primeiro lugar, entendo, ver com clareza, sem ilusões, a situação, mesmo em seus pontos mais débeis e preocupantes. A seguir, energia e pertinácia, o que implica emprego intenso e arguto dos instrumentos lícitos, sempre na lei e na ordem. Sem coordenação de esforços dificilmente se evitará a tragédia. Adiante do Brasil que presta estão meses de batalha para evitar que a epidemia socialista tome conta do país. Seria atitude de reconquista. Pois parte do público, hoje passiva, letárgica, indiferente, iludida até, precisa ser reconquistada.

Exemplo de reação salvadora. Winston Churchill foi grande condutor político, sempre traz bons exemplos para horas difíceis e estamos em uma delas. Em situação grave da Inglaterra, até desesperadora, o dirigente não escolheu enfiar a cabeça na areia. Fez o contrário. Pintou com cores sombrias (e reais) para o povo inglês o quadro geral. Lembro palavras suas aos britânicos: “Estamos diante de uma das maiores batalhas da História. Digo para a Câmara dos Comuns o que disse para os que apoiaram o governo. Só vos prometo sangue, fadigas, lágrimas e suor. Temos diante de nós muitos longos meses de luta e sofrimento. Vocês perguntam, qual é nossa política. Digo, fazer a guerra por mar, terra e ar, com todo nosso poder e com toda a força que Deus nos dê, fazer a guerra contra uma tirania monstruosa, nunca ultrapassada no negro e lamentável catálogo do crime humano. Esta é nossa política. Perguntam qual é nosso objetivo. Respondo com uma palavra: vitória. Vitória, não importam os custos”.

Ad augusta per angusta. Vitória não vem sem lutas. E clareza de vistas. Que Deus nos ajude.

 

https://www.abim.inf.br/sentada-num-pote-de-ouro/

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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

CÃES MUDOS – Péricles Capanema


Péricles Capanema

 

O brado por liberdade e pão. Poucas semanas atrás o povo cubano exprimiu sua indignação pela tirania de décadas que o oprime. Falta de alimentos (fome, em português simples) e de vacinas foram o estopim próximo para a explosão da revolta popular. Manifestantes que lutavam por liberdade e pão acabaram presos, ameaçados, surrados. No mundo inteiro, para vergonha da gente que presta, governos e personalidades se manifestaram não a favor do povo, mas na defesa do governo opressor.

Favorecimento dos torcionários. Destaco quatro reações muito significativas. Lula aprovou o regime e escreveu: “O que está acontecendo em Cuba de tão especial pra falarem tanto? Houve uma passeata. Inclusive vi o presidente de Cuba na passeata, conversando com as pessoas. Cuba já sofre 60 anos de bloqueio econômico dos EUA, ainda mais com a pandemia, é desumano”. O PT secundou as manifestações do seu morubixaba. Cuba continua inspiração, tumor de estimação, para o PT.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, elogiou também o governo cubano: “Se os Estados Unidos e a oposição extremista querem realmente ajudar o povo cubano, levantem imediatamente todas as sanções e o bloqueio contra o povo cubano. Ofereço todo o apoio da República Bolivariana da Venezuela ao povo de Cuba, ao governo revolucionário de Cuba.”

Por seu lado, a China se apressou em sustentar a tirania em Cuba. Entre outras manifestações, em Brasília a embaixada chinesa divulgou comunicado: “A China se opõe à interferência estrangeira nos assuntos internos de Cuba e apoia o que Cuba tem feito na luta contra a Covid-19″.

Finalmente, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia: “Vamos continuar apoiando Cuba em tudo, não apenas moral, ou politicamente, não apenas por meio do desenvolvimento da cooperação técnico-militar, mas também promovendo ativamente o comércio, projetos econômicos que permitam à economia deste país ser mais firme diante de ataques externos. Acredito que vamos conseguir”.

Uma poderosa voz de consolo. Em sentido contrário, o governo dos Estados Unidos colocou-se ao lado do povo cubano: “Estamos com o povo cubano e seu apelo alto e claro por liberdade e alívio”. Condenou as “décadas de repressão e sofrimento econômico a que foi submetido pelo regime autoritário cubano”. E aduziu: “O povo cubano está reivindicando com bravura seus direitos fundamentais e universais”.

A mão que apaga e a voz que adormece. Nesse ambiente, o Papa Francisco decepcionou os católicos cubanos com declaração ambígua: “Estou muito próximo do povo cubano nesses momentos difíceis, em particular das famílias que sobretudo sofrem. Rezo ao Senhor para que ajude a construir na paz, diálogo e solidariedade uma sociedade cada vez mais justa e fraterna”.


Angústia corajosa e lúcida.
Ninguém expressou melhor a decepção que dona Maria Victoria Olavarrieta [foto], cubana exilada em Miami, em mensagem ao Papa Francisco, carta amplamente divulgada (está na rede), da qual coloco aqui alguns trechos: “Os católicos cubanos, desde que começaram os protestos em Cuba, estamos esperando que o senhor levante sua voz. Dói muito que, enquanto reprimem o povo que saiu às ruas pedindo liberdade, o senhor tenha palavras para felicitar o triunfo da Argentina na Copa América. Nossa Igreja foi perseguida, ameaçada, vigiada, invadida pelos agentes de segurança do Estado. O senhor disse aos jovens: ‘Lutem por seus sonhos, mas sonhem em grande, não deixem de sonhar’.Os jovens cubanos que nasceram na ditadura e foram doutrinados, educados em escolas ateias, em uma sociedade de partido único, que cresceram — alguns comendo e se vestindo com as ajudas de seus familiares no exílio, e outros na miséria mais absoluta —, estão sonhando em ver seu país livre. O senhor os convidou a sonhar, e agora que os estão matando por gritarem seus sonhos, o senhor guarda silêncio! Tive diversos alunos venezuelanos e vi o sofrimento de seus pais, porque o senhor guardou silêncio quando assassinavam os estudantes nas ruas de Caracas. As pessoas morrem de fome na Venezuela, e o senhor não condena publicamente os responsáveis. O sangue correu na Nicarágua. O Papa fala de tudo, mas dos crimes dos ditadores e dessas três tiranias irmãs o senhor não opina. O Vigário de Cristo na Terra não deve discriminar suas ovelhas. As ovelhas vítimas dos regimes comunistas, sentimo-nos como se fôssemos suas ovelhas negras. Hoje quero ser a voz das mães cubanas que estão vendo seus filhos passar fome, que não têm remédio; quero lhe apresentar a dor das avós cujos netos foram fuzilados gritando ‘Viva Cristo Rei!’, a vergonha dos pais que não conseguem sustentar os filhos com o fruto de seu trabalho, e vivem mal, esperando as remessas enviadas por seus familiares do exterior. Apresento-lhe a tortura dos presos políticos; o ódio de irmão contra irmão que os Castros semearam; os idosos que viram partir a família que criaram, e morreram sem nunca mais verem seus filhos e netos! Nós, cubanos, nos sentimos abandonados, órfãos do Papa”.

Cães mudos. Nem há o que comentar, o texto fala mais que qualquer glosa. Enquanto lia a mensagem da angustiada e abandonada católica cubana, vinham-me à mente trechos bíblicos, sua elevação e ensino fortalecerão os católicos cubanos em seu desamparo. “As suas sentinelas estão todas cegas, todas se mostraram ignorantes; são cães mudos, que não podem ladrar, que veem coisas vãs, que dormem, e que amam os sonhos” (Is 56, 9-10). “E, se algum de vós pedir pão a seu pai, porventura dar-lhe-á ele uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, porventura, dar-lhe-á ele, em vez de peixe, uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, porventura dar-lhe-á um escorpião?” (Lc 11, 11-12). “Eu vi a aflição do meu povo no Egito, e ouvi o seu clamor causado pela crueza daqueles que têm a superintendência das obras. E, conhecendo a sua dor, desci para o livrar das mãos dos egípcios” (Ex 3, 7-8).


https://www.abim.inf.br/caes-mudos/

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segunda-feira, 19 de julho de 2021

CATÓLICA CUBANA IMPLORA AO PAPA QUE ROMPA O SILÊNCIO E CONDENE O COMUNISMO


Que o Pastor proteja suas ovelhas e não permita que elas sejam devoradas pelo lobo…

Paulo Roberto Campos

María Victoria Olavarrieta, uma senhora católica cubana, mandou uma muito importante carta ao Papa Francisco.

Em termos respeitosos, mas firmes, ela suplica que o Pontífice — em vista dos recentes protestos em várias cidades de Cuba contra o cruel regime fidelcastrista — rompa o silêncio e condene o comunismo cubano.

Ela pede também que condene a ditadura venezuelana e a nicaraguense, que, assim como em Cuba, tiraniza suas populações, levando muitas famílias a passar fome, muitos a fugir de seus países e causar numerosas mortes.

Entre várias advertências, a Senhora María Victoria Olavarrieta chama a atenção para fato de o Papa ser sempre muito loquaz em questões de menor importância, como felicitando a Argentina pela vitória na Copa América, ou condenar o fato de pessoas jogarem garrafas de plástico no mar, mas não diz nada, por exemplo, de que, além de plástico, nas águas marítimas de Cuba haver restos de muitos cadáveres de pessoas que morreram afogadas na tentativa de escapar da tirania comunista na ilha-presídio subjugada pelos irmãos Castro.

A seguir a gravação da comovente carta e, mais abaixo, seu texto, publicado no “Diário Las Américas” (16 de julho de 2021), que, esperamos, comova também o Papa e que, por fim, ele condene firmemente o comunismo e o bolivarianismo que destroem nações irmãs na América Latina.  



https://blogdafamiliacatolica.blogspot.com/2021/07/catolica-cubana-implora-ao-papa-que.html

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TEXTO DA CARTA DA SRA. MARÍA VICTORIA OLAVARRIETA



“Católicos cubanos, desde o início dos protestos em Cuba, esperamos que levantem a voz. Dói muito que enquanto reprimem as pessoas que saíram às ruas pedindo liberdade, você tenha palavras para felicitar o triunfo da Argentina na Eurocup, fale sobre o lixo plástico nos mares e não tenha feito uma oração pública pelos mortos, os detidos , os desaparecidos e todos aqueles que estão assustados em suas casas em todo o nosso país.

Nos mares de Cuba, Santidade, além do plástico, estão os restos mortais de muitos cubanos que se afogaram tentando escapar da grande prisão em que os Castros transformaram meu país.

Nossa igreja foi perseguida, ameaçada, vigiada, invadida por agentes de segurança do Estado. No momento temos um seminarista ausente, Rafael Cruz Débora. Se os bispos cubanos têm medo de falar, de ficar ao lado do povo, eu os entendo, não sabemos as ameaças que lhes são feitas, mas você, com a imunidade que sua hierarquia lhe confere, pode falar, e nos defender.

Ontem, em Havana, tentaram recrutar um jovem que já havia completado o serviço militar obrigatório, para treiná-lo para espancar os manifestantes. Entraram em sua casa, o ameaçaram na frente dos pais e como o menino recusou, fizeram-no assinar uma carta dizendo que não iria aonde a revolução precisava dele e avisaram que quando tudo isso acontecesse ele iria para a prisão.


Isso foi ontem, hoje eles estão sendo arrastados, sem pedir nada. Pais com filhos em idade militar estão apavorados.

Você disse aos jovens: ... "Lute pelos seus sonhos, mas sonhe grande, não pare de sonhar." Os jovens cubanos que nasceram na ditadura, que foram doutrinados, educados em escolas ateístas, em uma sociedade de partido único, que cresceram, alguns comendo e se vestindo com a ajuda de suas famílias no exílio e outros na miséria absoluta, eles estão sonhando em ver seu país livre. Você os convidou a sonhar e agora que estão sendo mortos por gritarem seus sonhos, você fica em silêncio.

Você pediu a seus pastores para sentir o cheiro de ovelhas. Dos padres cubanos que se aliaram abertamente ao povo, alguns estão sendo espancados pela polícia, detidos e silenciados por seus bispos que temem por suas vidas. E sobre o assédio do governo aos bispos, você, que é o Papa, deveria saber mais do que eu.

Como dói, padre, as freiras e os padres cubanos com quem o senhor pôde falar, que olhe para o outro lado. Hoje uma freira cubana me disse que não poderia conceber que você não tivesse algumas palavras para Cuba neste momento em que o mundo inteiro fala sobre os abusos do regime. E muito baixinho, com a voz embargada de dor, quase como se falasse consigo mesma, ela sussurrou: Algum dia ela terá que enfrentar o Senhor.

Santidade, conheces a mensagem da Virgem de Fátima. O comunismo deve ser muito ruim, pois entre todas as coisas ruins do mundo, nossa Mãe queria deixar instruções de como poderíamos evitar que aquele mal se espalhasse pelo mundo.

Você teve muitos estudantes venezuelanos e viu o sofrimento de seus pais porque guardou silêncio quando os estudantes foram assassinados nas ruas de Caracas, as pessoas passam fome na Venezuela e você não condena publicamente os responsáveis.

O sangue corre na Nicarágua e o Papa fala de tudo, mas você não tem opinião sobre os crimes dos ditadores dessas três irmãs tiranias.

Santo Padre, a cristandade não precisa de um líder social nem de um diplomata, queremos um pastor, uma pedra firme onde a Igreja se possa sustentar. O vigário de Cristo na terra não deve discriminar suas ovelhas. As ovelhas vítimas dos regimes comunistas, nos sentimos como se fôssemos suas ovelhas negras.

Pedes sempre que rezemos por ti, peço que rezemos e ajamos para que não morram mais pessoas na Nicarágua, Venezuela e Cuba.

Eu gostaria de ter escrito em um tom diferente, em todos os meus artigos onde sempre o menciono, sempre o mencionei. Mas hoje quero ser a voz das mães cubanas, que veem seus filhos passarem fome, que não têm remédio, quero apresentar a dor das avós cujos netos foram baleados gritando "Viva Cristo Rei", a vergonha dos pais que não conseguem sustentar os filhos com o fruto do trabalho e vivem mal esperando as remessas enviadas por seus parentes do exterior.

Apresento a tortura dos presos políticos, o ódio de irmão contra irmão que os Castros semearam, os idosos que viram partir e morrer a família que criaram, sem nunca mais verem seus filhos e netos.

Clamamos aos céus que neste 13 de julho, enquanto nos lembramos das crianças, mulheres, homens que se afogaram no rebocador "13 de março" que o governo cubano afundou em alto mar, tínhamos que curar, sem ter o quê, as feridas que a polícia e seus cães causaram aos pacíficos manifestantes em muitas cidades de Cuba.

Nós, cubanos, nos sentimos abandonados à nossa sorte, em 62 anos não fomos capazes de nos libertar. Hoje eles enfrentam um exército armado, sem líderes e até agora, órfãos do Papa.

Papa Francisco, perdoe-me se o ofendo, mas tive que escolher entre a respeitosa aquiescência devida a um bispo e a defesa das vítimas do comunismo. Lamento saber que você é um papa comunista. O comunismo destrói a moral dos povos, sua religião, sua esperança.

Ontem em Miami, 4 Filhas da Caridade saíram para protestar nas ruas, junto com as pessoas, algumas delas idosas. Irmã Consuelo, do México e Irmã Elvira, Irmã Reinelda e Irmã Rafaela, cubana. Entre as pessoas eu ouvi dizer: Sem feno Papa, mas tem freiras. Cristo está conosco!

 

Ajude-nos, padre.

Eu continuo orando por você.

Maria Victoria Olavarrieta

Católica cubana

 

https://www.abim.inf.br/catolica-cubana-implora-ao-papa-que-rompa-o-silencio-e-condene-o-comunismo/

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

CUBA DÁ CALOTE NO BRASIL: O CONTRIBUINTE BRASILEIRO TERÁ DE PAGAR A CONTA


2 de Janeiro de 2019
A ex-presidente Dilma Rousseff e o ditador comunista Raúl Castro durante a inauguração, em 28 de janeiro de 2014, da primeira fase do Porto de Mariel [foto].

♦Fernando Oliveira Diniz

Fato escandaloso: baseado em despacho da AFP, o portal G1 de 21 de dezembro último informa que Cuba pagou apenas US$ 2 milhões de uma parcela de US$ 8 milhões devidos ao BNDES por causa do acordo sigiloso que o governo Dilma fez com Cuba para a reforma do porto de Mariel.

O pagamento do restante da parcela deveria ter sido efetuado em junho deste ano, mas Cuba deu o calote. O que levou a diplomacia brasileira do Sr. Aloysio Nunes considerar Cuba inadimplente, solicitando do Tesouro brasileiro – avalistado empréstimo – que cubra o prejuízo do BNDES.

O montante dessa dívida atrasada poderá chegar a US$ 100 milhões, se Cuba não pagar os restantes compromissos de 2018. E isto, como irregularidade, é muito mais grave e consistente do que caso do triplex de Guarujá.

Qual a consequência? O contribuinte brasileiro terá de arcar com a dívida não paga. Sorria: você está ajudando o governo comunista de Cuba a sobreviver. E agradeça isto ao governo do PT… e de seus cúmplices de outros partidos ditos “centristas”.


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domingo, 2 de dezembro de 2018

ALEXANDRE GARCIA: “ANTES MESMO DE O VITORIOSO TOMAR POSSE, AS IDEIAS VENCEDORAS DA ELEIÇÃO JÁ SE IMPÕEM”


1 de dezembro de 2018

Em dois meses, minha mãe completa 100 anos de vida e diz que nunca viu nada igual ao que está testemunhando hoje.

Ela passou pela ditadura Vargas, pelas tentativas comunistas de tomada do poder, a começar em novembro de 1935, depois por tantos governos diferentes e tantos planos de salvação nacional, mas nunca viu uma reação como agora, contra o estado de coisas em que enterraram o país. Uma reação popular e pacífica, de uma maioria que cansou de ser enrolada, ludibriada, enganada – desculpem usar tantos sinônimos para a mesma mentira.

Eu mesmo, em meus quase 80 anos de Brasil, nunca vi nada igual.

Eu diria que se trata de uma revolução de ideias, tal a força do que surgiu do cansaço de sermos enganados.

Mencionei a primeira tentativa comunista de tomada do poder, há 83 anos. Naquele 1935, houve reação pelas armas. Nas outras tentativas, no início dos anos 60, a reação veio das ruas, que atraiu as armas dos quartéis. A última, veio pelo voto, na mesma linguagem desarmada, com que começou a sutil tentativa tucana, para desaguar nos anos petistas, já com a tomada das escolas, dos meios de informação, da cultura – com aquela conversa que todos conhecemos. De repente, acordamos com a família destroçada, as escolas dominadas, os brasileiros separados por cor e renda, a cultura nacional subjugada, a História transformada. Mas acordamos.

Reagimos no voto, 57 milhões, mais alguns milhões que tão descrentes estavam que nem sequer foram votar.

O candidato havia sido esfaqueado para morrer, nem fez campanha, não tinha horário na TV, nem dinheiro para marqueteiro. Mas ficou à frente do outro em 10 milhões de votos. Ainda não se recuperou da facada, a nova intentona; precisa de mais uma cirurgia delicada, mas representou a reação da maioria que não quer aquelas ideias que fracassaram no mundo inteiro, que mataram milhões para se impor e ainda assim não se impuseram.

O que minha mãe nunca viu é que antes mesmo de o vitorioso tomar posse, as ideias vencedoras da eleição já se impõem.

Policiais que tiram bandidos das ruas já são aplaudidos pela população; juízes se sentem mais confiantes; pregadores do mal já percebem que não são donos das consciências; as pessoas estão perdendo o medo da ditadura do politicamente correto, a sociedade por si vai retomando os caminhos perdidos, com a mesma iniciativa que teve na eleição de outubro, sem tutor, sem protetor, sem condutor. Ela se conduz.

O exemplo mais claro desse movimento prévio ao novo governo é a retirada cubana, no rompimento unilateral de um acordo fajuto, de seus médicos, alugados como escravos ao Brasil.

Cuba “passou recibo” na malandragem e tratou de retirá-los antes que assumisse o novo governo, na prática confessando uma imoralidade que vai precisar ser investigada no Brasil, para apontar as responsabilidades, tal como ainda precisam ser esclarecidos créditos do BNDES a ditaduras, doação de instalações da Petrobras à Bolívia, compra de refinaria enferrujada no Texas, e tantas outras falcatruas contra as quais a maioria dos brasileiros votou em outubro.

(Texto do jornalista Alexandre Garcia)


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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

MAIS MÉDICOS!?



"Existe um fato importante a ser ressaltado,  nessa coisa do programa "Mais Médicos",  em relação a Cuba.

Nada ainda não foi solicitado a Cuba, pois o novo governo só toma posse em janeiro. Portanto, a decisão da retirada foi uma ação unilateral do governo cubano, baseada em declarações feitas pelo Bolsonaro e/ou membros de sua equipe.

O fato concreto é que essa saída apressada e repentina teve a intenção de não permitir ao novo governo brasileiro, que quando empossado, teria meios legais para fazer uma identificação de cada um que estava aqui antes de embarcar e, portanto, poderia identificar espiões e correlatos.

Teria nas mãos provas materiais que mostrariam ao mundo a farsa do governo cubano (e da OPAS) e quem sabe até identificar venezuelanos infiltrados.  Aliás, a prova que isso ocorreu dessa forma é que imediatamente um grupo de quase duzentos já saíram (foram retirados) e recebidos efusivamente pelo governo cubano no aeroporto, conforme eles mesmos noticiaram.

Como foi feita a seleção desses que já saíram?

Como saíram?

Quem pagou?

 Qual companhia aérea?

Foram vários voos ou não?

Como se encontraram para partir juntos?

Quem coordenou essas ações?

Onde estavam trabalhando?

E outras muitas perguntas não estão sendo feitas, nem pela imprensa que auxilia tumultuar o processo e desvia a atenção pública dessas questões, nem pelas autoridades do Ministério da Saúde e da OPAS que faz a intermediação os contratos."


(Recebi via WhatsApp - Autor não mencionado)

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terça-feira, 7 de março de 2017

PAPA FRANCISCO: MURO CUBANO, PONTES E DESMORONAMENTOS

3 de março de 2017
Armando F. Valladares (*)



É sintomática a recente atitude do regime cubano de proibir a entrada em Cuba do secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, do ex-presidente do México, Felipe Calderón, e da ex-ministra chilena Mariana Aylwin. Eles participariam de uma homenagem ao dissidente cubano Oswaldo Payá [foto abaixo], morto em 2012 em um suspeito acidente de trânsito, cujas características levaram sua família e observadores internacionais a qualificar o “acidente” como um assassinato.



O ex-presidente Calderón, depois de qualificar de “despótica” e “indignante” a proibição castrista, afirmou que, em sua opinião, essa medida transforma em pedaços a sua expectativa e a de outras personalidades internacionais de que “as coisas mudariam” na Cuba comunista, caso se contemporizasse com o seu regime.

Vinte ex-presidentes ibero-americanos, a chancelaria chilena e várias personalidades condenaram a proibição da entrada de Almagro, Calderón e Aylwin em Cuba. Em sentido contrário, a diplomacia vaticana manteve, segundo consta, um hermético e sintomático silêncio.

Por ocasião de sua viagem a Cuba, em setembro de 2015, o Papa Francisco disse que os “muros” deviam ser derrubados para darem lugar a “pontes”. Tal como se divulgou, foi ele próprio quem se encarregou de orientar a diplomacia do Vaticano para construir uma “ponte” entre o regime cubano e o governo Obama, levando o então presidente americano viajar a Cuba em março de 2016, poucos meses após a visita papal.



No seu conjunto, tanto a viagem papal quanto a de Obama, interpretadas por muitos como uma ajuda para alcançar a liberdade do povo cubano, constituíram pelo contrário, objetiva e independentemente das intenções daqueles altos protagonistas, um gigantesco respaldo publicitário ao regime da Ilha-prisão.

Imitando Francisco ou Obama, outras chancelarias e organismos internacionais estenderam pontes para Cuba. Dois anos depois, a repressão do regime comunista não fez senão aumentar. Os resultados estão à vista. São as “pontes” e não os “muros” castristas que estão se desmoronando.

Em 3 de outubro de 2015, poucos dias após a viagem papal a Cuba, no artigo intitulado “Francisco abraça os lobos e sustenta o muro comunista”, tive ocasião de alertar com profunda dor, enquanto católico, cubano e ex-prisioneiro político durante décadas, que na realidade as “pontes” em construção sob o auspício de Francisco estavam servindo não para a libertação do povo cubano, mas para ajudar política, financeira e diplomaticamente o regime comunista de Havana.

E vi-me obrigado a constatar que, lamentavelmente, Francisco está sendo o principal arquiteto da construção da nefasta “ponte” obamista e do reforço do “muro” da vergonha que continua oprimindo os habitantes da Ilha-prisão.
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(*)  Armando Valladares, escritor, pintor e poeta, passou 22 anos nas prisões políticas de Cuba. É autor do best-seller “Contra toda a esperança”, no qual narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos perante a Comissão de Direitos Humanos da ONU durante as administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalha Presidencial Cidadão e Superior Award do Departamento de Estado. Em 2016 foi condecorado com a Medalha de Canterbury, prêmio devido à sua luta pela liberdade religiosa no mundo inteiro, patrocinado pelo Fundo Becket pela Liberdade Religiosa. Escreveu numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “Ostpolitik” do Vaticano em relação a Cuba, vários dos quais podem ser lidos no site http://www.cubdest.org.

Referências:
“Francisco abraça os lobos e sustenta o ‘muro” Comunista” (Armando F. Valladares).
“Papa Francisco: ‘divisão’, caos e autodemolição” (Destaque Internacional)
“Cuba: Francisco, um papa que lavou suas mãos”
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Nota: Este artigo publicado em “Destaque Internacional” (27-2-17), traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser reproduzido livremente em qualquer mídia impressa ou eletrônica.



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