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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

NOVA FASE DE UMA RESISTÊNCIA QUE NÃO CESSOU, MAS SE REARTICULA E REVIGORA

14 de dezembro de 2020


Fonte: Revista Catolicismo, Nº 840, Dezembro/2020

 

Em 1974, quando a chamada Ostpolitik do Vaticano (política para o Leste, ou seja, em relação aos países comunistas) empreendia uma aproximação diplomática com o mundo comunista, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira [foto acima] percebeu que ela abriria as portas do Ocidente para a entrada e aceitação do regime comunista. No entanto, isso se faria contrariando ensinamentos do Supremo Magistério da Igreja, cujas veementes condenações ao comunismo não deixavam margem à menor dúvida.

A principal consequência da Ostpolitik para os países católicos — cujos regimes eram de modo geral democráticos, liberais, e sobre os quais não pesavam tais condenações — poderia ser a implantação e perpetuação de governos ditatoriais, contrários ao direito de propriedade e à livre iniciativa. Podiam-se prever facilmente os prejuízos morais, econômicos e em muitos outros campos, tanto para os fiéis católicos quanto para os seus próprios países. Isto ficou claro, alguns anos depois, quando a derrocada do comunismo evidenciou a decadência e pobreza generalizadas nos países por ele dominados.

Como a diplomacia deve sempre se orientar por ordens superiores, cabia unicamente ao Papa (Paulo VI, então reinante) tolher o passo a essas tratativas.

De comum acordo com as diretorias das TFPs autônomas então existentes, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira redigiu uma declaração de resistência à Ostpolitik do Vaticano e orientou sua posterior divulgação em todo o mundo livre. Este documento pode ser lido integralmente em nosso site http://catolicismo.com.br/Acervo/Num/0280/P01.html

Não se tratava de ‘palavras ao vento’, destinadas a aplausos vazios e fugazes, mas se transformou na principal bandeira de combate dele juntamente com seus amigos e seguidores. Durante todos os anos que se seguiram a essa publicação, todas as tentativas de avanço internacional do comunismo foram denunciadas e fustigadas meticulosa e constantemente, colaborando assim para sua final derrocada. Era a continuação da resistência, da qual fez parte a denúncia dos efeitos da Ostpolitik vaticana.

Esse enorme esforço publicitário ficou registrado para a História em numerosos documentos, disponíveis em arquivos midiáticos. E não cessou até os nossos dias, em que o processo revolucionário atinge em cheio o campo da moral católica e dos costumes em geral. Quem depara hoje com as mentiras e exageros do ambientalismo; com o aborto dizimando legalmente vidas inocentes; com a propaganda escancarada em favor de pecados contra a natureza — deve entender que estamos diante dos mesmos inimigos da Igreja que a combatem há séculos, podendo-se mesmo falar em milênios.


Algo similar àquela declaração de resistência de 1974 se faz hoje, em relação aos importantes problemas atuais, com a publicação de um manifesto, lançado no dia 28 de outubro último, do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e outras 25 associações coirmãs e autônomas nos cinco continentes.

[Para ler a íntegra dessa declaração do Instituo click aqui: https://ipco.org.br/urgente-apelo-para-resistir-a-traicao-e-ruina-do-ocidente-fina-flor-da-civilizacao-crista/

Em tal documento é enunciada a posição de resistência ante a atitude concessiva de autoridades eclesiásticas em vários assuntos no âmbito da vida pública, das relações sociais, da moral e dos costumes, aos quais os Papas anteriores opuseram sempre a condenação ou censura.

Da redação de Catolicismo

 

https://www.abim.inf.br/nova-fase-de-uma-resistencia-que-nao-cessou-mas-se-rearticula-e-revigora/

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

NATAL – Cyro de Mattos

 



                                                  Natal

Cyro e Mattos

 

Que o Menino Jesus com suas luzes
nesse Natal faça desaparecer o mal

desses tempos tristes. Para que a vida

seja sempre verde como na campina.

Seja sempre mansa como na colina.

Como a desse menino dormindo

no presépio seja sempre amiga

e em nossos caminhos cresça.

 

Cyro de Mattos é escritor e poeta. Membro Titular da Academia de Letras da Bahia e do Pen Clube do Brasil. Primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz.

 

domingo, 13 de dezembro de 2020

VARIEDADE E UNIDADE NAS CANÇÕES DE NATAL – Plinio Corrêa de Oliveira

13 de dezembro de 2020


Por meio de seus cantos natalinos, cada povo glorifica a seu modo o Menino Jesus

Plinio Corrêa de Oliveira

 

Nas diversas nações, os cânticos de Natal variam de acordo com a índole nacional, mas em todos estão sempre presentes as mesmas notas apropriadas à Noite Santa. Há canções natalinas norte-americanas, brasileiras, italianas, alemãs, francesas, espanholas etc. São bem diferentes umas das outras, entretanto manifestam-se em todas os mesmos sentimentos despertados pelo Menino Jesus, por Nossa Senhora, por São José, pelo presépio. Quais são esses sentimentos?

O primeiro é a inocência. Os vários povos souberam compor verdadeiramente hinos de entusiasmo à inocência do Menino Jesus, que repercutem sob a forma de acordes a inocência de cada um ao glorificá-Lo. O entusiasmo que cada povo manifesta pela inocência do Divino Menino reflete um elemento de inocência que há em nós. Se não tivéssemos inocência alguma, não nos interessaríamos por Ele. Há quem não se interesse por Ele, ou aparenta interesse por pura formalidade. Como há em nós uma inocência, nos interessamos e cantamos a inocência presente n’Ele.

Está presente também o sentimento de ternura, pelo fato de o Menino Jesus ser tão frágil e pequeno, sendo ao mesmo tempo Deus. Há uma espécie de ternura, de compaixão, pois Ele é o Homem Deus — tão grande, entretanto contido naquela Criancinha. Disso decorre a vontade de proteger o Menino Jesus contra qualquer fator agressivo. Assim, algumas canções de Natal sugerem uma nota de defesa do Divino Infante.


As canções natalinas dos diversos países apresentam certa analogia com o sol, cuja luz tem a mesma cor; porém, quando ela atravessa um vitral, seus raios tomam coloridos diferentes, mas harmoniosos. A luz do sol que incide sobre o vitral projeta belezas como a de pedras preciosas.

Da mesma forma, o Menino Jesus é um só. Mas, quando cantado pela alma anglo-saxônica, notamos certo tipo de beleza; pela alma germânica, outro aspecto do belo; pela alma latina, brasileira, hispano-americana, surgem outras belezas. Já ouvi canções eslavas, inclusive russas; muito bonitas, mas com outras notas. Todas essas canções formam como que um vitral do Menino Jesus.

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 30 de dezembro de 1988. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.

https://www.abim.inf.br/variedade-e-unidade-nas-cancoes-de-natal/

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (213)


3º Domingo do Advento – 13/12/2020

Anúncio do Evangelho (Jo 1,6-8.19-28)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

 

Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”.

Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”

João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. Isso aconteceu em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

https://liturgia.cancaonova.com/pb/

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Padre Roger Araújo:


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Deixar o Advento des-velar nosso "eu verdadeiro"

 


imagem: pexels.com/andrea-piacquadio

“Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo? (Jo 1,22) 

 

Vivemos um tempo de múltiplas imagens e estímulos, de novas versões e mudanças radicais, de diversidade de comunidades, religiões e línguas, de quebras de paradigmas em todos os campos da humanidade, de profundas transformações sociais, de rompimento de fronteiras... Este contexto de pluralidade faz com que todos se perguntem sobre sua identidade: “quem sou eu? quem somos nós?”

O ser humano está sempre em busca de sua identidade; não lhe basta existir, ele quer saber quem é, para se compreender e encontrar o sentido de sua própria existência.

Como cristãos que somos, não estamos protegidos dos ventos do momento em que vivemos; quem não se define, morre. Por isso, somos desafiados a falar de nossa identidade e adentrar-nos nas profundezas da nossa vida, para apresentar, num contexto global e totalmente mudado, qual é o nosso “rosto” hoje.

Frente às nossas falsas imagens e mentiras, frente às mascaras que nos escondem, frente às convenções sem alma, frente aos silêncios cúmplices, frente à impossível busca da perfeição, frente à negação das nossas próprias capacidades..., o tempo do Advento nos inspira a despojar-nos de capas ridículas que nos cobrem, para deixar aflorar nossa verdade desnuda, nosso “eu original”. É preciso atrever-nos a ser nós mesmos, a partir do mais interior e nobre. Há um grito que se eleva das profundezas existenciais: Viva! 

O evangelho deste domingo (3o Dom Advento) quer ser um convite a “desvelar nossa identidade”, descobrindo o que é mais original em nós, lançando-nos a superar aquilo que talvez nos impeça manifestar o que somos e expressar aos outros a riqueza que trazemos dentro de nós...

Sabemos que o ser humano age de acordo com a visão que tem de si mesmo. A percepção íntima da própria identidade é o supremo motivo e explicação das opções e mudanças importantes na vida pessoal.

João Batista tem consciência de sua identidade profunda e por isso proclama: “eu sou a voz que grita no deserto”. Ao mesmo tempo, deixa transparecer uma íntima sintonia entre sua identidade e sua missão; ou melhor, sua identidade se visibiliza na missão de “aplainar o caminho do Senhor”.

Minha identidade determina o meu comportamento. “O que eu sou determina o que eu faço”. O “quem sou eu?” é a base do “que faço eu?”  Todo ser age de acordo com sua própria autoimagem.

O agir se segue ao ser. Assim, conhecendo a mim mesmo acabo conhecendo o segredo de minhas ações e, fazendo emergir o que é mais nobre em mim, posso dirigir o curso dos meus atos, tornando-os mais oblativos e descentrados.

“Eu sou as minhas ações”, porque o que “eu sou” é o que positiva e visivelmente aparece em minhas ações. Quanto mais sou eu mesmo mais amplo é o alcance de minhas atitudes e mais transcendente o sentido de minhas opções.

Portanto, da identidade, assumida e vivida, é que brota a missão.

A identidade faz parte da missão, está em função dela, a inspira, a anima e é por ela configurada.

Com isso fica claro que a Identidade e Missão são inseparáveis, assim como a unidade insuperável entre ser e agir. Não é suficiente continuar adiante com a missão se não o fazemos como João Batista: abrasado com o amor de Deus, deixa transparecer sua verdadeira identidade na missão de ser o “precursor” do Messias.

Ter uma missão sem uma identidade que a inspire é cair no ativismo, na tarefismo, na ação insensata, ou seja, sem sentido, sem motivação e sem horizonte (para quê? para quem?).

Por outro lado, uma identidade que não se expressa na missão é vazia, é carente de humanidade e se fecha num intimismo alienante. Portanto, a identidade já é missão e a missão é revelação da identidade.

A identidade nos dá um rosto, centra-se tanto no ser como no fazer.  

Toda pessoa é um mistério para si mesma e para os outros. E quanto mais rica for sua vida, mais profundo o mistério. Mas é no coração que está a fonte, a origem e o mistério do ser humano.

O coração é a expressão da pessoa em sua interioridade e totalidade.

É no coração que se origina a necessidade de comunicação, de relacionamento e de comunhão.

É preciso ter a coragem de mergulhar até o mais profundo de si mesmo, em busca dessa luz infinita que emerge de dentro, quando se tira tudo o que é máscara e revestimento. O “eu original” é livre, criativo, transparente, iluminado... Ele escolhe os melhores caminhos que levam à plena realização de si e à transcendência.

Se a maneira pela qual nos conhecemos determina a maneira pela qual nos comportamos, quanto mais nós nos conhecemos e a tudo o que existe dentro de nós, melhor poderemos orientar nossa vida e dirigir conscientemente nossas opções.

Somos ainda, em grande parte, uma “terra desconhecida” para nós mesmos, e a viagem de descoberta é como a viagem imaginária a uma nova terra, estranha e bela, que desperta assombro frente aos seus encantos e à novidade de suas mil maravilhas. Perceberemos, depois, com surpresa e alegria, que a bela terra nova a que chegamos sem saber é nosso próprio país natal esquecido, subestimado e abandonado. A redescoberta de nós mesmos é a maior e sem dúvida a mais gratificante aventura de nossa vida.

Redescobrindo a nós mesmos, vamos encontrar o nosso lugar na história. Quanto melhor conhecemos o nosso verdadeiro ser, melhor será o valor de nossa vida para os outros.

De onde minha identidade ganha seus contornos originais? No mistério da alteridade, no encontro com o outro que me provoca a ser. A alteridade está no centro da construção da identidade, porque esta não se acha totalmente dada (como a existência), mas está para ser construída.

A identidade de João Batista é realçada pela alteridade do Messias que “está no meio de vós...; e eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”.

A alteridade é fator constitutivo da identidade. O outro não é o inimigo, o intruso, mas facilitador de minha identidade. O outro é exatamente aquele que, justo por sua alteridade, chama-me, convoca-me e assim me faz sair do enclausuramento em mim mesmo. Aqui se revela o dinamismo mobilizador presente no próprio nome

Cada um de nós tem um nome, que é próprio, não comum. É de uma pessoa. Ele expressa o nosso ser,  indica uma missão a realizar, uma vocação, um apelo a responder.. Somos chamados. É isso que significa ter um nome. É preciso crescer na consciência de que o próprio nome tem uma história e manifesta uma identidade única, irrepetível, original. O nome próprio está relacionado com nossa realidade pessoal, responsável, criativa e livre.

Na Bíblia, o nome é algo dinâmico, é um programa. A troca de nome implica uma missão que deve ser realizada pela pessoa (Gen, 17,5; Jo. 1,42).

Um nome novo: uma aventura que começa; uma história a ser construída. Nosso nome secreto Deus o conhece. Ter recebido um nome de Deus significa tomar um lugar na história, uma missão a cumprir. 

Texto bíblico:   Jo 1,6-8.19.28 

Na oração:  Diante da presença de Deus, procure estar aberto ao contato com a própria realidade interior, para que venha à superfície aquilo que o sustenta e dignifica o seu viver.

- Dirija seu olhar para o que é mais íntimo em você, onde nascem sentimentos e valores, desejos e atitudes... onde você é convidado a se alegrar com os rastros da Graça. 

- Qual é a verdade original presente no seu nome?

- Quê você acredita ser o mais autêntico em sua maneira de ser e viver?


Pe. Adroaldo Palaoro sj

https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/2207-deixar-o-advento-des-velar-nosso-eu-verdadeiro

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sábado, 12 de dezembro de 2020

ALGUNS CUIDADOS NESTES DIAS 11, 12 E 13 DE DEZEMBRO - Vital Frosi

 


Amados!

Quanto mais aumenta a Luz, mais limpeza acontece, pois tudo vem à superfície. Estamos vivendo um dezembro diferente de tudo o que já aconteceu no Planeta Terra. O Flash Solar que já chegou devagarinho há alguns meses, foi se intensificando aos poucos, de forma a não causar nenhum problema por aqui, quer seja na natureza, nas pessoas e nos equipamentos eletro eletrônicos, ou mesmo nos satélites estacionados ao redor da Terra.

Dezembro será um mês em que essa Luz será mais notada, pois há um aumento significativo em seu potencial. Já recebemos algumas orientações do Alto de que desde o dia 01-12 ela está aumentando mais rapidamente que antes. Tanto é que até a Ciência, que é cética naquilo que não é comprovado cientificamente, está dizendo que há algo incomum por estes dias. 

Hoje, 12-12-2020, estamos bem no meio de um pulso forte de Luz fotônica. Serão 72 horas incríveis que correspondem aos dias 11, 12 e 13 de dezembro, portanto, sexta, sábado e domingo. A energia elevada deste pulso de Luz vai agir diretamente nas pessoas, pois ela fará um ajuste nos corpos humanos. 

Amados! Não fiquem preocupados! Ao contrário, sintam-se privilegiados em estar aqui agora fazendo a Transição junto com o Planeta. Essas energias estão fazendo atualizações necessárias pois o corpo humano precisa mudar a sua energia carbono para uma base cristalina.

Quanto mais mudamos o corpo físico, mais saudáveis seremos. Mas a mudança sempre traz um certo desconforto. Nestes três dias aqui citados, embora cada um possa ter sintomas diferentes dos outros, há uma recomendação que serve para todos.

Fiquem tranquilos pois as atualizações são benéficas. É fim de semana, então aproveite para descansar e relaxar. Escute o teu corpo e atenda-o. Se pede para dormir mais, durma. Se pede para meditar, medite. Se sente a necessidade de estar na natureza, vá. Mas preste atenção na alimentação. Coma produtos de fácil digestão. Evite bebidas alcoólicas e beba bastante água, de preferência pura ou filtrada. 

Muitos sintomas podem surgir, embora não os mesmos para todos, pois cada encarnado possui um grau diferente de energia. Não existe dois corpos energeticamente iguais, mas pode haver muitos com sintonia parecida. 

A noite passada, muitos tiveram insônia. Acordaram várias vezes, além do habitual. Alguns sentiram a necessidade de esvaziar a bexiga mais vezes do que as outras noites. Outros tiveram sonhos estranhos. Pessoas ou situações que nem lembravam mais, ressurgiram nestes sonhos. 

Sintomas físicos também podem aumentar pois a liberação das velhas energias causam algum desconforto também. Tonturas, moleza no corpo, dores nas articulações, cansaço, rinite, dores de garganta, de cabeça ou em outras áreas do corpo também. Há uma certa atividade maior do sistema renal também. Alguns sentem que o intestino está se limpando e o alívio no abdome é bem notado. 

Tudo isso que está acontecendo neste final de semana, é uma preparação para o que está vindo por volta do solstício de 21-12-2020 [veja vídeo abaixo] . O aumento gradativo da Luz e das energias é imparável. Tudo se acelera pois vamos fechar o ano atual e iniciar o 2021 num nível energético nunca antes atingido. Não há mais retorno ao que era antes! A Transição Planetária se encaminha para os anos finais e as mudanças que antes nem eram percebidas, agora ficam cada vez mais visíveis.

As vibrações baixas, ou seja, as emoções, os medos, os traumas e as dores do passado, pedem passagem agora. Ressurgem de forma repentina, às vezes intensa, e pedem a atenção devida, a fim de serem compreendidas, aceitas, reconhecidas e, de forma amorosa, liberadas, pois elas são partes nossas que precisam ser deixadas para trás. São energias 3D que a Nova Terra não pode receber, pois como energia, a sua vibração já está em 5D. 

Você pediu para estar encarnado aqui agora para fazer parte da Transição Planetária. É um privilégio pois apenas uma minoria dos Espíritos espalhados pelos Universos infinitos podem passar por tal experiência. E lembre-se sempre: você é muito amparado! O tempo todo e em todas as circunstâncias. Essa é a garantia que recebemos antes de vir para a atual encarnação. Fazemos parte deste processo que é único, pois a Terra nunca passou por uma Transição de tamanha envergadura! Podemos afirmar com toda a convicção que A LUZ VENCEU!

Eu sou Vital Frosi e minha missão é o esclarecimento!

Namastê!

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Ligue o vídeo abaixo:


https://youtu.be/2cIuCR3OzwA

FENÔMENO DIA 21 DE DEZEMBRO 2020 SERÁ MUNDIAL - O Céu Está Falando!

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

NATAL COM DOIS POETAS – Cyro de Mattos


                     Natal com dois poetas

Cyro de Mattos

 

Há tempos vinha enviando em dezembro para pessoas de meu círculo afetivo, parentes, amigos e escritores, minha mensagem de Natal acompanhada de um poema. Penso que decorreram mais de trinta anos quando fiz o primeiro poema motivado pelo Natal com essa intenção. Lembro do primeiro que enviei. Manjedoura — O que mais encanta/ é acontecer o menino/ nas migalhas/ deste chão sonoro/ e ganhar grãos azuis/na manjedoura dos ares.

Certa vez ousei enviar para o poeta Carlos Drummond de Andrade a mensagem com um desses poemas. Era um soneto, um soneto menor, com versos de cinco sílabas, que contava a alegria de bichos e gente com o nascimento do menino pobre nas palhas, que depois viria ser o bem-amado salvador da humanidade. Assim era o sonetinho: Historinha do Menino Jesus — O galo cantou, / A vaca mugiu, / O burro zurrou, / A ovelha baliu. // A rosa acordou, / O peixe sorriu, / A cabra contou/ Que a cobra sumiu.// Foi tanto balão/ que subiu ao céu,/ Foi tanta canção// Que ventou ao léu/ Que até hoje luz/ Do menino a cruz.


Não demorou, um milagre aconteceu quando recebi do poeta Carlos Drummond de Andrade, como retribuição à minha mensagem de Natal, o poemeto seguinte: A Cyro de Mattos no Natal — Uma notícia irrompe desta árvore/ e ganha o mundo: verde anúncio eterno/ Certo invisível pássaro presente/ murmura uma esperança a teu ouvido. Depois de receber esse rico presente de um poeta grandão, de minha predileção, que poderia um poeta inventor de ingenuidades, desconhecido, morando e vivendo no interior da Bahia, querer mais naquele Natal?

O poema de quatro versos do trivial lírico de Itabira, com suas ondas cheias de ternura, dava-me a mesma sensação que tive quando era menino e acreditava em Papai Noel. Como até hoje acredito, não sorria, faz favor. Recebi naquele Natal que já vai muito longe como presente do bom velhinho uma bola de couro, que encontrei no outro dia pelo amanhecer sobre meu par de sapatos. Era o que mais queria, aquela bola de couro, para jogar futebol com meus queridos amigos nos campinhos improvisados dos terrenos baldios. Atordoado, não sabia, naquele instante, se o presente que me chegava do céu por encanto, com uma bola de couro, novinha, era sonho ou verdade. Neste caso, eu havia feito um bilhete a Papai Noel pedindo para que ele me desse no Natal a bola de couro e fui atendido naquilo que tanto desejava. No caso dos versos de Carlos Drummond de Andrade, chegou-me aquele presente de um coração lírico como era o do nosso poeta maior, sem que eu nada lhe ter pedido. Sustos esplêndidos do Natal aqueles, quer num caso, quer no outro.

         Transcorridos dez anos, dei conta que já havia enviado a cada dezembro para as pessoas um conjunto de poemas inspirados no Natal. Resolvi reunir e publicar os poemas no pequeno livro Natal Permanente, que teve ilustrações de Calasans Neto e o selo das Edições Macunaíma, de Salvador. Naquele dezembro de 1986, enviei para as pessoas esse pequeno livro, ao invés de um novo poema com tema do Natal, como eu vinha fazendo. Uma das surpresas agradáveis que tive foi quando recebi da poeta conterrânea Valdelice Soares Pinheiro uma pequena carta agradecendo o envio do meu pequeno livro. Ela me dizia que Natal Permanente lembrava-lhe “fonte, peixe e comunhão”, fazendo-a sentir “nesse caminho por onde os homens deveriam passar colhendo mel, preparando o pão”. Observava: “Traz-me a alegria de descobrir que sou cavalo, viagem, travessia desse menino, esse distante, mas ainda agora menino, que um dia, trinta e três anos depois, pregado em uma cruz, sonhou ser a luz dos homens, despregando, de seus braços doloridos, o amor e o perdão para a compreensão de sua presença de Pai e Filho, que, em um só, queria criar o Reino da Paz no Espírito Santo”. A certa altura, tomando emprestados alguns dos meus versos, ela perguntava: “Terão os homens entendido essas proezas numa só mesa de todas as mãos?”

          Até hoje vou aos meus guardados e busco a carta da conterrânea Valdelice Soares Pinheiro. Fico comovido quando a leio na época do Natal. Ela termina por me dizer que meu pequeno livro, além de estendê-la na consciência de não solidão, “me trouxe de volta a criança que um dia, queira ou não queira, a gente pensa que perde”.

Natal Permanente é o mesmo livrinho que passou a ser chamado Oratório de Natal, publicado pela Fundação Cultural da Bahia, em primeira edição, e, acrescido de mais dez poemas, em segunda, pela editora Duna Dueto, do Rio de Janeiro.  Com as ilustrações singelas do desenhista Ângelo Roberto, baiano nascido em Ibicaraí, que residiu muitos anos em Salvador, onde ficou conhecido como o poeta do traço. 

O livrinho Oratório de Natal, que vem me dando alegria, continua circulando em época ou não do Natal. Para que a vida seja sempre verde como na campina. Para que a vida seja sempre mansa como na colina. Para que a vida como a do menino dormindo no presépio seja sempre amiga e no meu peito cresça.

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Cyro de Mattos é escritor e poeta. Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Publicado em Portugal, Itália, Espanha, Alemanha, França, Dinamarca, Rússia e Estados Unidos. Premiado no Brasil e exterior. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia e de Ilhéus. Comendador da Ordem do Mérito do Governo da Bahia.

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