Em 1974, quando a chamada Ostpolitik do Vaticano
(política para o Leste, ou seja, em relação aos países comunistas) empreendia
uma aproximação diplomática com o mundo comunista, o Prof. Plinio Corrêa de
Oliveira [foto acima] percebeu que ela abriria as portas do Ocidente
para a entrada e aceitação do regime comunista. No entanto, isso se faria
contrariando ensinamentos do Supremo Magistério da Igreja, cujas veementes
condenações ao comunismo não deixavam margem à menor dúvida.
A principal consequência da Ostpolitik para os países
católicos — cujos regimes eram de modo geral democráticos, liberais, e sobre os
quais não pesavam tais condenações — poderia ser a implantação e perpetuação de
governos ditatoriais, contrários ao direito de propriedade e à livre
iniciativa. Podiam-se prever facilmente os prejuízos morais, econômicos e em
muitos outros campos, tanto para os fiéis católicos quanto para os seus
próprios países. Isto ficou claro, alguns anos depois, quando a derrocada do
comunismo evidenciou a decadência e pobreza generalizadas nos países por ele
dominados.
Como a diplomacia deve sempre se orientar por ordens superiores, cabia
unicamente ao Papa (Paulo VI, então reinante) tolher o passo a essas
tratativas.
De comum acordo com as diretorias das TFPs autônomas então existentes, o
Prof. Plinio Corrêa de Oliveira redigiu uma declaração de resistência à Ostpolitik do
Vaticano e orientou sua posterior divulgação em todo o mundo livre. Este
documento pode ser lido integralmente em nosso site http://catolicismo.com.br/Acervo/Num/0280/P01.html
Não se tratava de ‘palavras ao vento’, destinadas a aplausos vazios e
fugazes, mas se transformou na principal bandeira de combate dele juntamente
com seus amigos e seguidores. Durante todos os anos que se seguiram a essa
publicação, todas as tentativas de avanço internacional do comunismo foram
denunciadas e fustigadas meticulosa e constantemente, colaborando assim para
sua final derrocada. Era a continuação da resistência, da qual fez parte a denúncia
dos efeitos da Ostpolitik vaticana.
Esse enorme esforço publicitário ficou registrado para a História em
numerosos documentos, disponíveis em arquivos midiáticos. E não cessou até os
nossos dias, em que o processo revolucionário atinge em cheio o campo da moral
católica e dos costumes em geral. Quem depara hoje com as mentiras e exageros
do ambientalismo; com o aborto dizimando legalmente vidas inocentes; com a
propaganda escancarada em favor de pecados contra a natureza — deve entender
que estamos diante dos mesmos inimigos da Igreja que a combatem há séculos,
podendo-se mesmo falar em milênios.
Algo similar àquela declaração de resistência de 1974
se faz hoje, em relação aos importantes problemas atuais, com a publicação de
um manifesto, lançado no dia 28 de outubro último, do Instituto
Plinio Corrêa de Oliveira e outras 25 associações coirmãs e
autônomas nos cinco continentes.
Em tal documento é enunciada a posição de resistência ante a atitude
concessiva de autoridades eclesiásticas em vários assuntos no âmbito da vida
pública, das relações sociais, da moral e dos costumes, aos quais os Papas
anteriores opuseram sempre a condenação ou censura.
Cyro de Mattos é escritor e poeta. Membro Titular da
Academia de Letras da Bahia e do Pen Clube do Brasil. Primeiro Doutor Honoris
Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz.
Por meio de seus cantos natalinos,
cada povo glorifica a seu modo o Menino Jesus
Plinio Corrêa de Oliveira
Nas diversas nações, os cânticos de Natal variam de acordo com a índole
nacional, mas em todos estão sempre presentes as mesmas notas apropriadas à
Noite Santa. Há canções natalinas norte-americanas, brasileiras, italianas,
alemãs, francesas, espanholas etc. São bem diferentes umas das outras,
entretanto manifestam-se em todas os mesmos sentimentos despertados pelo Menino
Jesus, por Nossa Senhora, por São José, pelo presépio. Quais são esses sentimentos?
O primeiro é a inocência. Os vários povos souberam compor
verdadeiramente hinos de entusiasmo à inocência do Menino Jesus, que repercutem
sob a forma de acordes a inocência de cada um ao glorificá-Lo. O entusiasmo que
cada povo manifesta pela inocência do Divino Menino reflete um elemento de
inocência que há em nós. Se não tivéssemos inocência alguma, não nos
interessaríamos por Ele. Há quem não se interesse por Ele, ou aparenta
interesse por pura formalidade. Como há em nós uma inocência, nos interessamos
e cantamos a inocência presente n’Ele.
Está presente também o sentimento de ternura, pelo fato de o Menino
Jesus ser tão frágil e pequeno, sendo ao mesmo tempo Deus. Há uma espécie de
ternura, de compaixão, pois Ele é o Homem Deus — tão grande, entretanto contido
naquela Criancinha. Disso decorre a vontade de proteger o Menino Jesus contra
qualquer fator agressivo. Assim, algumas canções de Natal sugerem uma nota de
defesa do Divino Infante.
As canções natalinas dos diversos países apresentam certa analogia com o
sol, cuja luz tem a mesma cor; porém, quando ela atravessa um vitral, seus
raios tomam coloridos diferentes, mas harmoniosos. A luz do sol que incide
sobre o vitral projeta belezas como a de pedras preciosas.
Da mesma forma, o Menino Jesus é um só. Mas, quando cantado pela alma
anglo-saxônica, notamos certo tipo de beleza; pela alma germânica, outro
aspecto do belo; pela alma latina, brasileira, hispano-americana, surgem outras
belezas. Já ouvi canções eslavas, inclusive russas; muito bonitas, mas com
outras notas. Todas essas canções formam como que um vitral do Menino Jesus.
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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira
em 30 de dezembro de 1988. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
João.
— Glória a vós, Senhor.
Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. Ele
veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé
por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da
luz. Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém
sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” João confessou e não
negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. Eles perguntaram: “Quem és,
então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o
Profeta?” Ele respondeu: “Não”.
Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma
resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” João
declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” —
conforme disse o profeta Isaías. Ora, os que tinham sido enviados
pertenciam aos fariseus e perguntaram: “Por que então andas batizando, se
não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”
João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está
aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço
desamarrar a correia de suas sandálias”. Isso aconteceu em Betânia, além
do Jordão, onde João estava batizando.
“Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles
que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo? (Jo 1,22)
Vivemos um tempo de múltiplas imagens e estímulos, de novas
versões e mudanças radicais, de diversidade de comunidades, religiões e
línguas, de quebras de paradigmas em todos os campos da humanidade, de
profundas transformações sociais, de rompimento de fronteiras... Este contexto
de pluralidade faz com que todos se perguntem sobre sua identidade: “quem
sou eu? quem somos nós?”
O ser humano está sempre em busca de sua identidade; não
lhe basta existir, ele quer saber quem é, para se compreender e
encontrar o sentido de sua própria existência.
Como cristãos que somos, não estamos protegidos dos ventos
do momento em que vivemos; quem não se define, morre. Por isso, somos
desafiados a falar de nossa identidade e adentrar-nos nas profundezas
da nossa vida, para apresentar, num contexto global e totalmente mudado, qual é
o nosso “rosto” hoje.
Frente às nossas falsas imagens e mentiras, frente às
mascaras que nos escondem, frente às convenções sem alma, frente aos silêncios
cúmplices, frente à impossível busca da perfeição, frente à negação das nossas
próprias capacidades..., o tempo do Advento nos inspira a
despojar-nos de capas ridículas que nos cobrem, para deixar aflorar nossa
verdade desnuda, nosso “eu original”. É preciso atrever-nos a ser nós
mesmos, a partir do mais interior e nobre. Há um grito que se eleva das
profundezas existenciais: Viva!
O evangelho deste domingo (3o Dom Advento) quer ser um
convite a “desvelar nossa identidade”, descobrindo o que é mais
original em nós, lançando-nos a superar aquilo que talvez nos impeça manifestar
o que somos e expressar aos outros a riqueza que trazemos dentro de
nós...
Sabemos que o ser humano age de acordo com a visão que
tem de si mesmo. A percepção íntima da própria identidade é o supremo
motivo e explicação das opções e mudanças importantes na
vida pessoal.
João Batista tem consciência de sua identidade profunda
e por isso proclama: “eu sou a voz que grita no deserto”. Ao
mesmo tempo, deixa transparecer uma íntima sintonia entre sua identidade e
sua missão; ou melhor, sua identidade se visibiliza na missão
de “aplainar o caminho do Senhor”.
Minha identidade determina o meu
comportamento. “O que eu sou determina o que eu faço”. O “quem
sou eu?” é a base do “que faço eu?” Todo ser age de acordo com
sua própria autoimagem.
O agir se segue ao ser. Assim,
conhecendo a mim mesmo acabo conhecendo o segredo de minhas ações e, fazendo
emergir o que é mais nobre em mim, posso dirigir o curso dos meus atos,
tornando-os mais oblativos e descentrados.
“Eu sou as minhas ações”, porque o que “eu sou” é
o que positiva e visivelmente aparece em minhas ações. Quanto mais sou eu mesmo
mais amplo é o alcance de minhas atitudes e mais transcendente o sentido de
minhas opções.
Portanto, da identidade, assumida e vivida, é que
brota a missão.
A identidade faz parte da missão, está
em função dela, a inspira, a anima e é por ela configurada.
Com isso fica claro que a Identidade e Missão são
inseparáveis, assim como a unidade insuperável entre ser e agir. Não
é suficiente continuar adiante com a missão se não o fazemos como João Batista:
abrasado com o amor de Deus, deixa transparecer sua verdadeira identidade na
missão de ser o “precursor” do Messias.
Ter uma missão sem uma identidade que a
inspire é cair no ativismo, na tarefismo, na ação insensata, ou seja, sem
sentido, sem motivação e sem horizonte (para quê? para quem?).
Por outro lado, uma identidade que não se expressa
na missão é vazia, é carente de humanidade e se fecha num intimismo
alienante. Portanto, a identidade já é missão e a missão é
revelação da identidade.
A identidade nos dá um rosto, centra-se tanto no ser como
no fazer.
Toda pessoa é um mistério para si mesma e para os
outros. E quanto mais rica for sua vida, mais profundo o mistério. Mas é
no coração que está a fonte, a origem e o mistério do ser
humano.
O coração é a expressão da pessoa em sua
interioridade e totalidade.
É no coração que se origina a necessidade de
comunicação, de relacionamento e de comunhão.
É preciso ter a coragem de mergulhar até o mais
profundo de si mesmo, em busca dessa luz infinita que emerge de
dentro, quando se tira tudo o que é máscara e revestimento. O “eu original”
é livre, criativo, transparente, iluminado... Ele escolhe os melhores
caminhos que levam à plena realização de si e à transcendência.
Se a maneira pela qual nos conhecemos determina a maneira
pela qual nos comportamos, quanto mais nós nos conhecemos e a tudo o que existe
dentro de nós, melhor poderemos orientar nossa vida e dirigir conscientemente
nossas opções.
Somos ainda, em grande parte, uma “terra desconhecida” para
nós mesmos, e a viagem de descoberta é como a viagem imaginária a uma nova
terra, estranha e bela, que desperta assombro frente aos seus encantos e à
novidade de suas mil maravilhas. Perceberemos, depois, com surpresa e alegria,
que a bela terra nova a que chegamos sem saber é nosso próprio país natal
esquecido, subestimado e abandonado. A redescoberta de nós mesmos é a
maior e sem dúvida a mais gratificante aventura de nossa vida.
Redescobrindo a nós mesmos, vamos encontrar o nosso lugar na
história. Quanto melhor conhecemos o nosso verdadeiro ser, melhor será o valor
de nossa vida para os outros.
De onde minha identidade ganha seus contornos
originais? No mistério da alteridade, no encontro com o outro que me
provoca a ser. A alteridade está no centro da construção da identidade, porque
esta não se acha totalmente dada (como a existência), mas está para ser
construída.
A identidade de João Batista é realçada pela alteridade do
Messias que “está no meio de vós...; e eu não mereço desamarrar a correia
de suas sandálias”.
A alteridade é fator constitutivo da identidade. O
outro não é o inimigo, o intruso, mas facilitador de minha identidade. O outro
é exatamente aquele que, justo por sua alteridade, chama-me, convoca-me e assim
me faz sair do enclausuramento em mim mesmo. Aqui se revela o dinamismo
mobilizador presente no próprio nome
Cada um de nós tem um nome, que é próprio, não
comum. É de uma pessoa. Ele expressa o nosso ser, indica uma missão a
realizar, uma vocação, um apelo a responder.. Somos chamados. É
isso que significa ter um nome. É preciso crescer na consciência de
que o próprio nome tem uma história e manifesta uma identidade única,
irrepetível, original. O nome próprio está relacionado com nossa
realidade pessoal, responsável, criativa e livre.
Na Bíblia, o nome é algo dinâmico, é um programa.
A troca de nome implica uma missão que deve ser realizada
pela pessoa (Gen, 17,5; Jo. 1,42).
Um nome novo: uma aventura que começa; uma
história a ser construída. Nosso nome secreto Deus o conhece. Ter
recebido um nome de Deus significa tomar um lugar na história, uma
missão a cumprir.
Texto bíblico: Jo 1,6-8.19.28
Na oração: Diante da presença de Deus, procure
estar aberto ao contato com a própria realidade interior, para que venha à
superfície aquilo que o sustenta e dignifica o seu viver.
- Dirija seu olhar para o que é mais íntimo em você, onde
nascem sentimentos e valores, desejos e atitudes... onde você é convidado a se
alegrar com os rastros da Graça.
- Qual é a verdade original presente no seu nome?
- Quê você acredita ser o mais autêntico em sua maneira de
ser e viver?
Quanto mais aumenta a Luz, mais limpeza acontece, pois tudo
vem à superfície. Estamos vivendo um dezembro diferente de tudo o que já
aconteceu no Planeta Terra. O Flash Solar que já chegou devagarinho há alguns
meses, foi se intensificando aos poucos, de forma a não causar nenhum problema
por aqui, quer seja na natureza, nas pessoas e nos equipamentos eletro
eletrônicos, ou mesmo nos satélites estacionados ao redor da Terra.
Dezembro será um mês em que essa Luz será mais notada, pois
há um aumento significativo em seu potencial. Já recebemos algumas orientações
do Alto de que desde o dia 01-12 ela está aumentando mais rapidamente que
antes. Tanto é que até a Ciência, que é cética naquilo que não é
comprovado cientificamente, está dizendo que há algo incomum por estes
dias.
Hoje, 12-12-2020, estamos bem no meio de um pulso forte de
Luz fotônica. Serão 72 horas incríveis que correspondem aos dias 11, 12 e 13 de
dezembro, portanto, sexta, sábado e domingo. A energia elevada deste pulso de
Luz vai agir diretamente nas pessoas, pois ela fará um ajuste nos corpos
humanos.
Amados! Não fiquem preocupados! Ao contrário, sintam-se
privilegiados em estar aqui agora fazendo a Transição junto com o Planeta.
Essas energias estão fazendo atualizações necessárias pois o corpo humano
precisa mudar a sua energia carbono para uma base cristalina.
Quanto mais mudamos o corpo físico, mais saudáveis seremos.
Mas a mudança sempre traz um certo desconforto. Nestes três dias aqui citados,
embora cada um possa ter sintomas diferentes dos outros, há uma recomendação
que serve para todos.
Fiquem tranquilos pois as atualizações são benéficas. É fim
de semana, então aproveite para descansar e relaxar. Escute o teu corpo e
atenda-o. Se pede para dormir mais, durma. Se pede para meditar, medite. Se
sente a necessidade de estar na natureza, vá. Mas preste atenção na
alimentação. Coma produtos de fácil digestão. Evite bebidas alcoólicas e beba
bastante água, de preferência pura ou filtrada.
Muitos sintomas podem surgir, embora não os mesmos para
todos, pois cada encarnado possui um grau diferente de energia. Não existe dois
corpos energeticamente iguais, mas pode haver muitos com sintonia
parecida.
A noite passada, muitos tiveram insônia. Acordaram várias
vezes, além do habitual. Alguns sentiram a necessidade de esvaziar a bexiga
mais vezes do que as outras noites. Outros tiveram sonhos estranhos. Pessoas ou
situações que nem lembravam mais, ressurgiram nestes sonhos.
Sintomas físicos também podem aumentar pois a liberação das
velhas energias causam algum desconforto também. Tonturas, moleza no corpo,
dores nas articulações, cansaço, rinite, dores de garganta, de cabeça ou em
outras áreas do corpo também. Há uma certa atividade maior do sistema renal
também. Alguns sentem que o intestino está se limpando e o alívio no abdome é
bem notado.
Tudo isso que está acontecendo neste final de semana, é uma
preparação para o que está vindo por volta do solstício de 21-12-2020[veja vídeo abaixo] . O
aumento gradativo da Luz e das energias é imparável. Tudo se acelera pois vamos
fechar o ano atual e iniciar o 2021 num nível energético nunca antes atingido.
Não há mais retorno ao que era antes! A Transição Planetária se encaminha para
os anos finais e as mudanças que antes nem eram percebidas, agora ficam cada
vez mais visíveis.
As vibrações baixas, ou seja, as emoções, os medos, os
traumas e as dores do passado, pedem passagem agora. Ressurgem de forma repentina,
às vezes intensa, e pedem a atenção devida, a fim de serem compreendidas,
aceitas, reconhecidas e, de forma amorosa, liberadas, pois elas são partes
nossas que precisam ser deixadas para trás. São energias 3D que a Nova Terra
não pode receber, pois como energia, a sua vibração já está em 5D.
Você pediu para estar encarnado aqui agora para fazer parte
da Transição Planetária. É um privilégio pois apenas uma minoria dos Espíritos
espalhados pelos Universos infinitos podem passar por tal experiência. E
lembre-se sempre: você é muito amparado! O tempo todo e em todas as
circunstâncias. Essa é a garantia que recebemos antes de vir para a atual
encarnação. Fazemos parte deste processo que é único, pois a Terra nunca passou
por uma Transição de tamanha envergadura! Podemos afirmar com toda a convicção
que A LUZ VENCEU!
Eu sou Vital Frosi e minha missão é o esclarecimento!
Namastê!
................
Ligue o vídeo abaixo:
https://youtu.be/2cIuCR3OzwA
FENÔMENO DIA 21 DE DEZEMBRO 2020 SERÁ MUNDIAL - O Céu Está
Falando!
Há
tempos vinha enviando em dezembro para pessoas de meu círculo afetivo,
parentes, amigos e escritores, minha mensagem de Natal acompanhada de um poema.
Penso que decorreram mais de trinta anos quando fiz o primeiro poema motivado
pelo Natal com essa intenção. Lembro do primeiro que enviei. Manjedoura — O
que mais encanta/ é acontecer o menino/ nas migalhas/ deste chão sonoro/ e
ganhar grãos azuis/na manjedoura dos ares.
Certa
vez ousei enviar para o poeta Carlos Drummond de Andrade a mensagem com um
desses poemas. Era um soneto, um soneto menor, com versos de cinco sílabas, que
contava a alegria de bichos e gente com o nascimento do menino pobre nas
palhas, que depois viria ser o bem-amado salvador da humanidade. Assim era o
sonetinho: Historinha do Menino Jesus — O galo cantou, / A vaca mugiu, / O
burro zurrou, / A ovelha baliu. // A rosa acordou, / O peixe sorriu, / A cabra
contou/ Que a cobra sumiu.// Foi tanto balão/ que subiu ao céu,/ Foi tanta canção//
Que ventou ao léu/ Que até hoje luz/ Do menino a cruz.
Não
demorou, um milagre aconteceu quando recebi do poeta Carlos Drummond de
Andrade, como retribuição à minha mensagem de Natal, o poemeto seguinte: A
Cyro de Mattos no Natal — Uma notícia irrompe desta árvore/ e ganha o mundo:
verde anúncio eterno/ Certo invisível pássaro presente/ murmura uma esperança a
teu ouvido. Depois de receber esse rico presente de um poeta grandão, de
minha predileção, que poderia um poeta inventor de ingenuidades, desconhecido,
morando e vivendo no interior da Bahia, querer mais naquele Natal?
O
poema de quatro versos do trivial lírico de Itabira, com suas ondas cheias de
ternura, dava-me a mesma sensação que tive quando era menino e acreditava em
Papai Noel. Como até hoje acredito, não sorria, faz favor. Recebi naquele Natal
que já vai muito longe como presente do bom velhinho uma bola de couro, que
encontrei no outro dia pelo amanhecer sobre meu par de sapatos. Era o que mais
queria, aquela bola de couro, para jogar futebol com meus queridos amigos nos
campinhos improvisados dos terrenos baldios. Atordoado, não sabia, naquele
instante, se o presente que me chegava do céu por encanto, com uma bola de
couro, novinha, era sonho ou verdade. Neste caso, eu havia feito um bilhete a
Papai Noel pedindo para que ele me desse no Natal a bola de couro e fui
atendido naquilo que tanto desejava. No caso dos versos de Carlos Drummond de
Andrade, chegou-me aquele presente de um coração lírico como era o do nosso
poeta maior, sem que eu nada lhe ter pedido. Sustos esplêndidos do Natal
aqueles, quer num caso, quer no outro.
Transcorridos dez anos, dei conta que
já havia enviado a cada dezembro para as pessoas um conjunto de poemas
inspirados no Natal. Resolvi reunir e publicar os poemas no pequeno livro Natal
Permanente, que teve ilustrações de Calasans Neto e o selo das Edições
Macunaíma, de Salvador. Naquele dezembro de 1986, enviei para as pessoas esse pequeno
livro, ao invés de um novo poema com tema do Natal, como eu vinha fazendo. Uma
das surpresas agradáveis que tive foi quando recebi da poeta conterrânea Valdelice
Soares Pinheiro uma pequena carta agradecendo o envio do meu pequeno livro. Ela
me dizia que Natal Permanente lembrava-lhe “fonte, peixe e comunhão”,
fazendo-a sentir “nesse caminho por onde os homens deveriam passar colhendo
mel, preparando o pão”. Observava: “Traz-me a alegria de descobrir que sou
cavalo, viagem, travessia desse menino, esse distante, mas ainda agora menino,
que um dia, trinta e três anos depois, pregado em uma cruz, sonhou ser a luz
dos homens, despregando, de seus braços doloridos, o amor e o perdão para a
compreensão de sua presença de Pai e Filho, que, em um só, queria criar o Reino
da Paz no Espírito Santo”. A certa altura, tomando emprestados alguns dos meus
versos, ela perguntava: “Terão os homens entendido essas proezas numa só
mesa de todas as mãos?”
Até hoje vou aos meus guardados e
busco a carta da conterrânea Valdelice Soares Pinheiro. Fico comovido quando a
leio na época do Natal. Ela termina por me dizer que meu pequeno livro, além de
estendê-la na consciência de não solidão, “me trouxe de volta a criança que um
dia, queira ou não queira, a gente pensa que perde”.
Natal
Permanente é o mesmo livrinho que passou a ser
chamado Oratório de Natal, publicado pela Fundação Cultural da Bahia, em
primeira edição, e, acrescido de mais dez poemas, em segunda, pela editora Duna
Dueto, do Rio de Janeiro.Com as
ilustrações singelas do desenhista Ângelo Roberto, baiano nascido em Ibicaraí,
que residiu muitos anos em Salvador, onde ficou conhecido como o poeta do
traço.
O
livrinho Oratório de Natal, que vem me dando alegria, continua
circulando em época ou não do Natal. Para que a vida seja sempre verde como na
campina. Para que a vida seja sempre mansa como na colina. Para que a vida como
a do menino dormindo no presépio seja sempre amiga e no meu peito cresça.
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Cyro de Mattos é escritor e poeta. Doutor Honoris Causa da
Universidade Estadual de Santa Cruz. Publicado em Portugal, Itália, Espanha,
Alemanha, França, Dinamarca, Rússia e Estados Unidos. Premiado no Brasil e
exterior. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia e de Ilhéus. Comendador
da Ordem do Mérito do Governo da Bahia.