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domingo, 20 de maio de 2018

FIO DO TEMPO por Marco Lucchesi


Fio do tempo


A História me fascina desde a infância. Era, antes de tudo, uma visão monumental, um grande afresco nas paredes do tempo, no qual grandes impérios emergiam do nada e para o nada se apressavam a passos largos.

Começava para mim no antigo Egito, com aquela obsessão de eternidade, escrita na rocha, para triunfar sobre a astúcia do tempo.
  
A História, para mim, só podia ser universal: Livro aberto, vertiginoso e altissonante, escrito com sangue, transitando nas  artérias do tempo. Fluxo de guerras e invasões, templos em ruínas, fachadas e capitéis partidos, mundo de infame sinergia,  sucessão de belezas e de escombros. Uma sinfonia interminável de heróis paralelos e vidas ilustres.

Com o passar do tempo, a desilusão de domar a História trouxe a crítica feroz aos deterministas, que buscavam não apenas de ler o passado, mas também prever as dobras do presente, como cartomantes travestidas de ares científicos, pontuando sem temor a dialética do futuro.
  
Os últimos filósofos da História, Spengler e Toynbee, tão diferentes entre si, conservam apenas o desenho de duas poéticas da história que definitivamente naufragaram. Toynbee possuía a sólida cultura que faltou a Spengler. O primeiro ousou menos porque sabia mais. O segundo ousou mais porque sabia menos. Sequestraram o tempo e mataram a História, na ilusão de capturá-la. 

Assim ocorre com a nossa História recente, as mudanças de rumos, os erros do passado e os de agora só poderão ser plenamente compreendidos num tempo de média e longa duração, sem frustrados ensaios de sequestro e paixão. 

Não podemos contar com uma narrativa sem autocrítica, vitimizada e parcial do Congresso. Não apostemos na teologia da História, própria da Lava Jato, tão autorreferente e messiânica, ao partir de um ano zero, como quem faz tábula rasa. Nem procuremos nos votos do STF a narrativa de um Judiciário sobreposto aos demais Poderes, com virtudes capazes de tirar sozinho o país do abismo.

Será preciso reconhecer que erramos todos, sem exceção, por ingenuidade ou cálculo, e que a responsabilidade da crise atual é toda nossa, porque não soubemos encontrar novos caminhos para os desafios do presente. Buscamos respostas extremadas e aumentamos a temperatura e a estridência. Somos sócios da crise, majoritários ou não, implicados nas malhas que criamos, ocupados no combate aos monstros nascidos de escolhas desoladas e intempestivas.  
  
Não estamos numa cruzada, nem é preciso cavar novas trincheiras. A partir de uma perspectiva intelectualmente honesta, não devemos apostar na luta do bem contra o mal, das mãos limpas contra as mãos sujas, das asas do anjo contra as impurezas do demônio. 

É preciso enfrentar com firmeza a barbárie e a violência do protofascismo em marcha, sem que a justiça se torne um ajuste de contas ideológico. O fio do tempo e da história deixará claro quem apostou na cultura da guerra e quem de fato não abandonou a cultura da paz e da justiça social.

O Globo, 02/05/2018

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Marco Lucchesi - Sétimo ocupante da cadeira nº 15 da ABL, eleito em 3 de março de 2011, na sucessão de Pe. Fernando Bastos de Ávila , foi recebido em 20 de maio de 2011 pelo Acadêmico Tarcísio Padilha. Foi eleito Presidente da ABL para o exercício de 2018.

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (79)


Solenidade do Pentecostes – Domingo 20/05/2018

Evangelho (João 20: 19-23)

- O Senhor esteja com você.
- Ele está no meio de nós.
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + de acordo com São João. 
- Glória a você, Senhor.
 Naquele dia, a primeira da semana, estando fechada, por medo dos judeus, pelas portas do lugar onde estavam os discípulos, apareceu Jesus no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco.
 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram felizes em ver o Senhor.  Jesus novamente disse-lhes: "A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, então eu mando você. "  Depois de dizer isso, ele soprou sobre eles e disse:" Receba o Espírito Santo.  A quem perdoais os pecados, eles são perdoados; para quem você os segura, eles são retidos ".

Palavra de Salvação.
- Glória a Vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo Ricardo:
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O "sopro" do Ressuscitado nas raízes de nossa existência

“...soprou sobre eles e disse: ’Recebei o Espírito Santo’” (Jo20,22)

Pentecostes é uma festa eminentemente pascal. Sem a presença do Espírito, a experiência pascal não teria sido possível. Ressurreição, ascensão, irrupção do Espírito e missão eclesial aparecem aqui intimamente articuladas. Não são momentos isolados, mas simultâneos, progressivos e dinamizadores na comunidade dos(as) seguidores(as) de Jesus.

O Ressuscitado, através da eficácia do sopro do Espírito, reconstrói as relações rompidas, afasta o medo, abre o horizonte da missão... Com a força do Espírito, a vida se torna profecia de ressurreição.

O sopro incontrolável do vento revela a liberdade de ação de quem é movido pelo Espírito. Como não se pode segurar, determinar o rumo, exercer controle sobre o vento, o mesmo se dá com a pessoa que recebe o sopro do Espírito. Sua capacidade de fazer o bem torna-se ilimitada. Nada a detém quando se trata de demonstrar, com gestos concretos, o amor ao semelhante; esse amor que ela traz dentro de si permite-lhe expressar, de maneira criativa, sua solidariedade e sua presença inspiradora. Tudo, em sua vida, torna-se novo, pois o Espírito não lhe permite cair na rotina e na inatividade, características de quem perdeu a razão de viver.

O Espírito que nos habita não é um Espírito de medo que recusaria a novidade; é um Espírito que nos torna capazes de inventar, criar, decifrar, abrir novos caminhos, a fim de permitir às mulheres e aos homens de hoje encontrar e reconhecer o Cristo sempre vivo através dos seus discípulos.

A festa de Pentecostes é uma ocasião privilegiada para nos aproximar do mistério do Espírito através de imagens que tem muita relação com nossas experiências vitais.

Quê sentimos quando parece que nos afogamos, porque nos falta ar, e de repente podemos respirar a ar fresco a pleno pulmão? E quando temos muita sede e alguém nos oferece água? Ou quando estamos muito cansados e alguém se aproxima para nos ajudar e nos animar? Quê sentimos quando uma pessoa está ao nosso lado e nos ajuda nos momentos de enfermidade e de medo?

A palavra “Espírito” é um termo latino, e seu uso se generalizou. Em hebraico se fala “ruah”, termo feminino, que indica vento, ar, alento, vida, amplitude, espaço ilimitado... Tem conotações muito mais ricas e vitais que o termo “espírito”. A totalidade de nosso ser está empapada do Ruah de Deus.

O termo “ruah” evoca também o sopro do vento, a brisa fresca que traz a chuva, considerada como uma benção. Evoca também o mistério e a presença de Deus, similar ao vento, porque se nota sua presença, mas não se pode vê-lo.

A ação da “ruah” nos seres humanos refere-se, portanto ao alento de vida de Deus que há em cada um, à abundância de Vida divina que está presente no interior de cada homem e cada mulher e na história.

As angústias e os sofrimentos mais radicais do ser humano são acolhidos e transformados pelo sopro do Espírito: um sopro vital que possibilita a vitória da esperança contra o desespero, da comunhão contra a solidão, da vida contra a morte.

O Espírito é sopro, hálito, vento que gera vida, que move, impulsiona e sopra onde quer. De onde vem e para onde vai não é fácil dizer. No entanto, está presente, se faz sentir, age. Sopra, despoja, subverte, separa, varre, empurra, levanta, expande, toca de leve...  Aparecem e permanecem os sinais da sua passagem.

É um vento leve, refrescante, novo, penetrante, inovador, cambiante; um sopro sutil, interior, profundo; um sopro que não pode ser detido, sufocado.

Ao mesmo tempo é um vento impetuoso, desafiador e perigoso, pois pode conduzir a direções inimagináveis. Envolve, mas não invade. Interroga, mas não condena. Arrasta, mas não constrange.
Oferece, mas não impõe. Presente, vital, essencial, livre, libertador. Pode ser acolhido e tudo torna-se novo.

Por isso, quem se deixa mover pelo Sopro sente sua força e reconhece sua ação. E, sem perder o chão da realidade e da história, aspira por algo mais alto, mais profundo, mais bonito e transcendente.

Quem se deixa mover pelo Espírito é imprevisível e não se deixa enquadrar pelas ideias cristalizadas e nem se fecha em atitudes petrificadas. Quem se deixa conduzir pelo Espírito não se contenta com a superficialidade e a mediocridade: abre espaço para a força do “mais”. Deseja voar mais alto e mergulhar o mais profundo, busca novidades, é dinâmico, muda de paradigmas e desfruta do presente, sem se desconectar do passado e do futuro. Quem assim o faz renasce sempre, a mudança é seu hábito de vida.

É preciso resgatar, no dinamismo do seguimento de Jesus, a força, a beleza e a fecundidade da dimensão espiritual de todo ser humano. Ao referir-nos à espiritualidade cristã, estamos situados frente uma “vida segundo o Espírito” (Rom. 8,9), uma vida nascida, orientada e alimentada pelo Espírito Santo; estamos, pois, frente à experiência original que torna cristã uma pessoa: ser habitada pelo mesmo Espírito que habitou Jesus de Nazaré.

Espiritualidade vem de “spiritus”  e tem a ver com respiração, um alento que vem de dentro, um fogo e um calor, uma energia e força que brotam e sustentam o íntimo da pessoa espiritual.

Espiritualidade é a arte de respirar corretamente, cada vez de forma integral, atenta e concentrada, a partir do âmago, da profundidade, mas também de maneira natural e leve. Quem cultiva essa respiração integral, esse alento e fôlego do espírito dentro de si, consegue caminhar mais longe, ir mais adiante, ser mais criativo e intuitivo, não desanima ou esmorece quando muitos já estão com a língua de fora.

Espiritualidade significa, antes de mais nada, não perder o fôlego interior em qualquer circunstância da nossa vida. Somos “pessoas espirituais” quando exercitamos tão bem a arte e o alento do espírito que, mesmo nas situações mais difíceis da vida e do caminho, não perdemos a energia, o fôlego, a consistência. A força do espírito nos conduz sempre adiante.

Como “filhos e filhas do Vento” basta deixar-nos envolver pelo Sopro e escutar aquela voz que habita a dimensão mais profunda da vida e que se aninha nas cavidades mais secretas de nossa existência.

“Espiritual” é alguém que cultiva e cuida da respiração interior do seu ser com o mesmo cuidado que tem o camponês quando trabalha a terra e a plantação. Apenas aquelas pessoas que se mantêm próximas ao chão, às raízes da vida, conseguem manter também esta postura totalmente radical, a “humilitas” que vem de húmus, o chão escuro, úmido e fértil da terra.

Esta radical humildade, que vem da proximidade do chão e da comunhão com a terra, desperta piedade, respeito, cuidado, atenção, sensibilidade, misericórdia e, sobretudo, coragem e compaixão.

Nesse sentido, a busca pela espiritualidade vem de baixo, das raízes do humano, ela salta das profundezas da alma humana, não vem de cima, do além. A busca da espiritualidade nasce do ímpeto interior do ser humano por ser livre, por superar-se e poder crescer integralmente.

Espiritual é, portanto, a pessoa humilde, que vive da força que vem das raízes, que tem suas raízes fincadas profundamente no chão da vida, como uma árvore.

Texto bíblico:  Jo 20,19-23
 Na oração:
- Deixe que o Sopro liberte seu corpo de todas as memórias negativas que o entulham, devolvendo ao seu espírito sua inocência, sua disponibilidade, sua energia...

- Acolha simplesmente o Sopro em seu interior. Deixe que o Espírito desça ao mais profundo de você mesmo.

- Acolha-o com gratidão, simplesmente expirando e inspirando. Por alguns instantes, seja um com o Sopro.

- O Sopro que respira em você é o mesmo que respira em todo o Universo.

- Deixe o Ser respirar em você, sendo inspirado e expirado. Respire em Sua presença para o seu bem-estar e para o bem-estar de todos.
Viva conscientemente o Sopro presente em você!

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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sábado, 19 de maio de 2018

DOM CESLAU STANULA - Maria, a Mãe da Igreja.

08/05/2018

O Papa Beato Paulo VI na promulgação da Constituição Lumem Gentium, terminou sua alocução proclamando Maria a Mãe da Igreja, título que não aparece no documento conciliar. Logo este  titulo se tornou a invocação de Maria e foi acrescido às “Ladainhas lauretanas"

Em fevereiro 1974 o mesmo  Papa Beato Paulo VI publicou a Exortação Apostólica Marialis Cultus. sobre o culto de Maria, como parte da renovação litúrgica introduzido pelo Concílio Vaticano II. Nesta, explica o lugar de Maria no ciclo litúrgico da Igreja e o sentido das festas  marianas. A Exortação segue a orientação do  Concílio: "promovam generosamente o culto, sobretudo o litúrgico, para com a Bem-Aventurada Virgem Maria; dêem grande valor às práticas e aos exercícios de piedade recomendados pelo magistério" (LG 67). 

Neste ensinamento, Paulo VI articula a questão da cultura e da inculturação do culto a Maria, como a Mulher que soube viver no seu tempo e inserir-se no mistério de Cristo, porque foi a mulher que acreditou naquilo que o Senhor tinha dito. 

Com a proteção de Maria e a minha humilde oração e  a benção, uma boa e repousante noite. 
Dom Ceslau.

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09/05/2018

É interessante, como  o Papa Beato Paulo VI, na sua exortação apostólica sobre o Culto de Maria acentua a importância da devoção popular, que na verdade não entra na liturgia oficial da Igreja. 

A devoção popular é a expressão da fé, do carinho, da presença de Deus e de nossa Senhora na  vida cotidiana do povo.  Aí está o valor da devoção popular, tão apoiado, propagado e aconselhado pelo Papa Beato Paulo VI e principalmente  pelo papa São João Paulo II. Na Exortação Apostólica sobre o Culto Marino o Paulo VI fala das Ladainhas, do terço, da reza da hora do Anjo, das Três Ave Marias.... 

A devoção popular tão cara ao nosso povo tanto na roça como nas grandes cidades tem o reconhecimento eclesial. Vejo tantas pessoas nas suas caminhadas matinais com o terço na mão, no ônibus indo ao trabalho com o terço na mão...no avião, com o terço na mão... Expressão da fé e da presença de Deus e de Maria na vida  cotidiana deles. 

Oxalá estas expressões não desapareçam com o tempo... 

Com a benção e a oração. Uma excelente e repousante noite para você.
Dom Ceslau.

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10/5/2018

A ladainha é a expressão da Piedade popular.

A palavra ladainha vem do grego que  significa, súplica, intercessão.

Para realmente colocar o coração na oração verbal e indispensável compreensão das palavras, ou frases expressas na oração que elevamos a Deus, no nosso caso específico, das ladainha. Neste mês de maio o povo canta a Ladainha de N. Senhora, chamada também a Ladainha Lauretana ou Loretana, composta no fim da Idade Média. Leva este nome da cidade de Loreto (Itália), onde se encontra, segundo a tradição popular, a Casa de Maria. A ladainha lá rezada frequentemente pelos fiéis,  recebeu o reconhecimento e a aprovação do papa Sixto V en 1587. 

Algunas invocações atualmente  usadas foram acrescentados à ladainha original por uma série de Papas ao longo da história. 

Que Nossa Senhora interceda por nós. 

Com a benção e oração, desejo uma noite tranquila de paz.
Dom Ceslau.

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11/5/2018

A Ladainha da Santíssima Virgem Maria tem interessante composição. Podemos claramente destacar suas "tonalidades". As primeiras invocações destacam a santidade de Maria em três invocações: a santidade de Maria como pessoa, seu papel como Mãe de Jesus Cristo e sua vocação como virgem. 

Depois em doze invocações meditamos  a maternidade de Maria, seguindo os seis ( 6) títulos de Maria  Virgem, mas  a virgindade  tratando não só como o  seu mérito, mas  a eficácia da sua virgindade. 

Segue depois a simbologia. São treze invocações simbólicas, em sua maioria tirados do Antigo Testamento  referentes  ou atribuídos a N.Sra, evidenciando suas virtudes e seu papel como co-redentora da humanidade. 

Os quatros títulos seguintes exaltam o papel de Maria como intercessora por nós na nossa vida cotidiana. E termina a Ladainha  com treze invocações da Maria como a Rainha, terminando com a invocação: Rainha da Paz.
Eu pessoalmente sempre acrescento ainda: Rainha do Brasil. 
Que linda é teologicamente profunda oração a Maria, quando a rezamos  conscientemente. Rezando assim ela não se torna enfadonha, mas enriquecedora. 

Com o a benção e oração pela intercessão da Mãe. Boa noite.
Dom Ceslau.

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14/05/2018

O Ofício de Nossa Senhora

Entre tantas formas de devoção a Maria muito conhecida e praticada é o Ofício de Nossa Senhora. Em fevereiro este ano fui convidado pregar o retiro espiritual para o clero de Camaçari. Uma noite foi dedicada a Maria. Os padres escolheram entre outras formas homenagear a Maria o Oficio.
Reunimo-nos nos jardins do Convento de Dom Amando em SSA, rodeando a a Gruta de Nossa Senhora para lá cantar. 

Eu fiquei encantado com a piedade e a devoção com que os padres cantaram, na maioria de cor, o Oficio de Nossa Senhora. Sinal, que esta devoção herdaram das suas casas.

Como surgiu esta forma de devoção? O Ofício foi escrito na Itália no século XV pelo franciscano Bernardino de Bustis, e aprovado pelo Papa Inocêncio XI em 1678. No Brasil foi muito propagado, sobretudo no Nordeste, por Frei Damião.

Uma antiga tradição (lenda) conta que Nossa Senhora se ajoelha no céu quando alguém na terra reza este Ofício. Muitos santos rezavam este ofício todos os dias. (continua).

Com a benção e oração na sua intenção. 
Dom Ceslau
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15/05/2018
A estrutura destes hinos


Qual é a estrutura destes hinos. O Ofício de Nossa Sra. segue a forma do Ofício das Horas (ou Breviário), que desde diaconato o clero está obrigado a rezar. A intenção do Breviário sacerdotal é prolongar a Santa Missa ao longo do dia, consagrando todos as suas horas. 

O Oficio de N. Sra. composto para ser cantado ou recitado de uma só vez ou seguindo a Liturgia das Horas, também tem este mesmo objetivo. Foi escrito originalmente em latim no século XV pelo monge franciscano Bernardino de Bustis, como já dissemos ontem, tendo sido aprovado pelo Papa Inocêncio XI em 1678, e enriquecido pelo Papa Pio IX em 1876 com indulgências especiais. 

O oficio, como antigo Breviário, consta de sete partes, rezado originariamente assim: Matinas e Laudes de madrugada, Prima as seis de manhã , Terça as nove  de manhã, Sexta, meio dia,  Noa as três da tarde, Vésperas, as seis da tarde e a Completas, as nove da noite. (continua).

Com a benção e oração, uma boa noite e Maria que vele pelo seu sono. 
Dom Ceslau.

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16/05/2018
Divisão de horas

Mas como entender esta divisão de horas, para nós tão estranha? Para entender, temos que saber como era dividido o tempo de um dia (24h) na antiguidade. 

Os judeus e outros povos antigos contavam o dia de um pôr-do-sol até outro. Para fins civis, o dia e a noite constavam, respectivamente, de 12 partes iguais: 4 períodos de 3 horas cada para a noite, que vão do pôr-do-sol ao nascer, e quatro períodos de 3 horas cada para o dia, que vão do nascer ao pôr-do-sol. A Igreja cristão assumiu esta divisão do tempo e para santificar o dia todo e estabeleceu dois ofícios: o Ofício da Noite e o Ofício do Dia. O dá noite chamado de Ofício das Vigílias. Seguia-se lhe a prece da aurora ou da manhã, chamada por isso Matinas. Mais tarde, deram às Vigílias o nome de Matinas, e às Matinas o de Laudes. O Ofício do Dia constava de Prima, Terça, Sexta, Noa, Vésperas e Completas

Complicado, não é? Mas assim se compreende porque estes nomes das partes de oficio como laudes, prima, terça etc.(continua).

Uma repousante noite com a benção de Jesus e proteção de Maria. Boa Noite. 
Dom Ceslau.
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17/05/2018
A mensagem louvadora a Maria

Depois de apresentar a estrutura do Oficio de Nossa Senhora, adentremo-nos na sua mensagem louvadora a Maria. 

O autor do Oficio, conhecedor e estudioso da Bíblia, predominantemente do Antigo Testamento, escolheu para cada hora do dia um trecho, ou um episódio bíblico, fazendo comparações ou alusões a Maria. Assim o Oficio de Nossa Senhora se tornou o oficio mais bíblico do que simples poesia produzida em louvor a Maria. Sabendo que o Oficio está feito como uma colcha de retalhos, de textos bíblicos do antigo e Novo Testamento, rezando ou cantando o Oficio, somos convidados a leitura da Bíblia Sagrada, principalmente do texto citado no oficio e a meditá-lo (leitura orante da Bíblia). A meditação está unida a louvor de Maria e sob a proteção de Maria.

Então, resumindo, o Ofício de Nossa Senhora, tão conhecido pelo nosso povo, é composto dos textos bíblicos com a referência a Maria. (continua).

Com a minha benção e oração, desejo um boa noite sob a proteção de Maria. 
Dom Ceslau

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18/05/2018
Ofício de Nossa Senhora - Com meditação bíblica

O Pe. Cristovão Dworak, redentorista fez um livrinho com o título "Oficio de Nossa Senhora – Com meditação bíblica". Além de apresentar do texto do Oficio fez o comentário das citações bíblicas mencionadas no oficio. Desta sua obra retirei alguns  comentários, como simples "tira gosto".

 “TRONO DO GRÃO SALOMÃO” (1 Rs.10,18-20) Tão belo e luxuoso era o trono do grande rei Salomão, que a Bíblia exclama: `Nada de semelhante se fez em reino algum! Era de marfim, todo revestido de ouro puro. Deus preparou para Jesus em Nossa Senhora um trono infinitamente mais belo e nobre, enriquecendo-a com toda espécie de graça.

 “VELO DE GEDEÃO” - Gedeão, que foi Juiz em Israel, obteve de Deus um duplo sinal de vitória sobre os inimigos madianitas que oprimiam o povo. Jz 6,36-40. O orvalho que desce antes sobre o velo e o humedece, e depois sobre toda a terra, representa a plenitude de graça que Maria recebeu, para depois comunicá-la à humanidade inteira.

 “SARÇA DA VISÃO” - Deus chamou Moisés para libertar seu povo, aparecendo-lhe numa sarça, que ardia sem se consumir (Êx 3, 1-6). Nossa Senhora está simbolizada na sarça, porque deu à luz ao Salvador, que liberta o mundo de todo tipo de escravidão, sem prejuízo da sua virgindade. E assim por diante. 

Que o Oficio se torne realmente a oração que nos faça compreender melhor a Mensagem de Deus na Bíblia pela intercessão de Maria.

Com a benção e oração, confiando na proteção de Maria. Boa noite. 
Dom Ceslau.

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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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VAI POR MIM, UMA HORA A GENTE CANSA por Pamela Camocardi


Estar cansado é um grande privilégio! Quando estamos cansados somos capazes de filtrar os sentimentos por relevância e não por carência. Somos capazes de dar valor ao que, realmente, merece e não ao que julgamos merecer.

Nem todos irão entender a sua vontade de desistir. Provavelmente, irão julgar seus caminhos, seus passos, suas escolhas e dizer que você deveria ter “tido mais paciência”. Levando em consideração o quanto você aguentou, o quanto relevou e o quanto perdoou para manter esse relacionamento até aqui, você não deveria se importar com os conselhos alheios.

A vida seria mais simples (e chata) se tudo o que sentimos coincidisse com o que outros pensam, não é? Mas a vida não é assim. É tanto esforço, tanta insistência, tantos pedidos de desculpas aceitos que, um dia, a gente cansa. Como diz Carpinejar “a gente não cansa de amar, a gente cansa de não ser amado”.

A gente cansa de esperar por mudanças de quem não está disposto a mudar, cansa de se esperar iniciativas de quem nunca as teve, cansa de ser culpado de atitudes que não cometeu.

A gente cansa de ser uma versão resumida de si mesmo e de tentar se encaixar na vida dos outros. A gente cansa de esperar carinho, de cobrar a presença e de exigir respeito. Cansa de relevar as grosserias diárias e de considerar apenas, as poucas, que nos fazem sorrir.

A gente cansa, sem poesia alguma, de ser trouxa. E quer saber? Estar cansado é um grande privilégio! Quando estamos cansados somos capazes de filtrar os sentimentos por relevância e não por carência. Somos capazes de dar valor ao que, realmente, merece e não ao que julgamos merecer. Aprendemos a fazer escolhas maduras e a arcar com as consequências dos nossos atos com a seriedade que a vida exige.

Acontece exatamente assim: quando o cansaço nos abate, o amor próprio nos levanta. A partir daí, somos capazes de caminhar sem culpas, sem rancores, sem frustrações. Paramos de encontrar culpados e apenas seguimos em frente.

Começamos a entender que amor cansado não sobrevive, mas que pessoas cansadas se regeneram. Começamos a não aceitar relacionamentos mornos, pessoas indecisas e ligações nos domingos a noite. Enxergamos o próprio valor e aprendemos a respeitar os próprios limites.

Começamos a ver a vida colorida e a perceber que, por mais que queiramos muito alguém, conseguimos viver sem. Constatamos que ninguém morre de amor e que, toda dor, intensa ou não, passa.

Um dia, em alguma fase da vida, a gente percebe que precisa assinar a própria carta de alforria e entender que, se nem o amor é eterno, imagine o número de chances que damos aos outros.
Imagem: Pexels

Professora por vocação, escritora por paixão e teimosa por natureza. Criadora e colunista do site o site ¨Entrelinhas Literárias¨, costuma transformar em textos palavras que, nem sempre, deveriam ser ditas..

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SAGRADA DESTINAÇÃO


Sagrada destinação


Seu tempo de luta está chegando ao fim, pois o momento do mais glorioso despertar está se aproximando. Tem sido uma jornada longa e dolorosa que normalmente parece não ter fim, pois você se esforçava para entender, com suas capacidades mentais severamente limitadas que você permitiu que seu corpo lhe oferecesse, o significado que essa jornada tinha para você. Tem sido realmente desconcertante tentar dar sentido à ilusão que não tem propósito, exceto o de convencê-lo de que o que você tem vivenciado dentro dela era a Vontade de Deus para você.

A Vontade de Deus para você é que você tenha alegria eterna, não a dor e o sofrimento da ilusão! Ele quer que vocês desperte dela, a intenção d'Ele é que você desperte, e, portanto, você despertará. Despertar é o seu destino, é inevitável e irrevogável, porque lhe é impossível permanecer adormecido permanentemente, sonhando com a ilusão, quando é a Vontade de seu Pai, e a sua, que você desperte para experienciar com alegria e maravilha a Realidade de sua existência eterna  em Unidade com Ele.

Quando você escolheu ir dormir e sonhar, Ele prometeu que este estado não duraria, e Ele lhe deu o meio para despertar  a Chama Eterna, ardendo dentro de você  para guiá-lo para Casa e a luminosidade dessa Luz Divina é sentida e percebida até por aqueles que estão adormecidos mais profundamente. Muitos têm trabalhado com a Chama Eterna  por muitas vidas na ilusão para ajudar suas irmãs e irmãos a despertar. Agora esses grandes esforços estão mostrando resultados, e em breve você perceberá que trabalho maravilhoso você tem feito na ajuda a eles.

O amor que você tem mantido, demonstrado e compartilhado, apesar dos esforços de alguns muito insanos e mal orientados para impedi-lo, desencorajá-lo e desacreditá-lo, você continuamente tem fortalecido e intensificado  por éons para alcançar agora um pico. Quase toda a humanidade está ciente  de que as enormes mudanças em suas atitudes e comportamentos são essenciais. Consequentemente, essas mudanças essenciais estão entrando em ação com grande rapidez por todo o mundo.

A mídia ainda o estaria fazendo acreditar que estas são ações isoladas e sem conexão de pessoas comportando-se nervosa e irracionalmente, quando, de fato, elas atingiram o momento que está se acelerando, é imparável, e está entrelaçando e conectando as intenções amorosas e pacíficas de muitos seres por todo o mundo.

O Amor de Deus, que envolve você em todos os momentos, é infinito em Seu poder; assim que você escolheu abrir seu coração para receber a abundância de energia motivadora que o Amor fornece, você se encaminhará com velocidade e entusiasmo crescentes para o momento do seu despertar. Nada terá o poder, o encantamento ou a capacidade de desviá-lo de seu caminho pretendido. Você continuará a avançar, demonstrando paz e amor em ação, e iluminando brilhante e claramente o caminho  para todos os que serão atraídos a seguir você no caminho para casa.

Todos os aparentes obstáculos ao seu progresso serão simplesmente dissolvidos, desintegrados ou evaporados perante o esplendor da Luz Divina que você está mantendo e demonstrando. Você, e todos os que viajam ao seu lado, realmente chegarão à sua sagrada Destinação, e na sua chegada as comemorações começarão!


"Gotas de Crystal" <gotasdecrystal@gmail..com>

(Autor não mencionado)


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sexta-feira, 18 de maio de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: Os dois lobos

Os dois lobos



Dê Play e leia o texto abaixo:

Raivoso, soluçando, rosto triste, olhos vermelhos, o netinho foi se abrigar no colo do avô. Ele sofrera uma enorme injustiça. O avô, com a sabedoria dos anos, contou ao neto um pouco de sua vida: 

Eu mesmo, algumas vezes, senti ódio daqueles que me fizeram mal e não deram sinais de arrependimento. Mas o ódio corrói a você e não afeta o seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno e desejar que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra esse sentimento.
As lágrimas já haviam secado nos olhos do neto e o avô continuou:

É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um é bom e não magoa ninguém. Vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando percebe que não houve intenção de ofender. Ele só luta quando é justo fazer isto, em defesa dos direitos e na medida certa.

Mas o outro lobo, é cheio de raiva. Mesmo as pequenas coisas o fazem partir para um raivoso ataque. Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não consegue refletir porque sua raiva é muito intensa.
E o avô concluiu:

Às vezes, é difícil conviver com esses dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito.

O garoto olhou fixamente os olhos serenos do avô e perguntou, um tanto curioso:

Qual deles vence, vovô?

E o avô respondeu:

AQUELE QUE EU ALIMENTO MAIS FREQUENTEMENTE DENTRO DE MIM!



Inspirado em um conto Cherokee 


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quinta-feira, 17 de maio de 2018

UM DIA NO MOINHO – Paulo Coelho


Minha vida, no momento presente, é uma sinfonia composta de três movimentos distintos: "muitas pessoas", "algumas pessoas", e "quase ninguém". Cada um deles dura aproximadamente quatro meses por ano, se misturam com frequência durante o mesmo mês, mas não se confundem.

"Muitas pessoas" são os momentos em que estou em contacto com o público, os editores, os jornalistas. "Algumas pessoas" acontece quando vou para o Brasil, encontro meus amigos de sempre, caminho na praia de Copacabana, vou a um ou outro acontecimento social, mas geralmente fico em casa.


Entretanto, minha intenção hoje é divagar um pouco sobre o movimento "quase ninguém". Neste momento a noite já caiu neste povoado de 200 pessoas nos Pirineus, cujo nome prefiro manter em segredo, e onde comprei há pouco tempo um antigo moinho transformado em casa. Acordo todas as manhãs com o cantar do galo, tomo meu café e saio para caminhar entre as vacas, os cordeiros, as plantações de milho e de feno. Contemplo as montanhas, e - ao contrário do movimento "muitas pessoas" - jamais procuro pensar em quem sou. Não tenho perguntas, nem respostas, vivo por inteiro no momento presente, entendendo que o ano tem quatro estações (sim, pode parecer óbvio, mas às vezes nos esquecemos disso), e eu me transformo como a paisagem ao redor.

Neste momento, não me interessa muito o que acontece no Iraque ou no Afeganistão: como qualquer outra pessoa que vive no interior, as notícias mais importantes são as ligadas à meteorologia. Todos os que habitam a pequena cidade sabem se vai chover, fazer frio, ventar muito, já que isso afeta diretamente suas vidas, seus planos, suas colheitas. Vejo um fazendeiro cuidando do seu campo, nos desejamos "bom dia", discutimos as previsões do tempo, e continuamos a fazer o que estávamos fazendo - ele em seu arado, eu em minha longa caminhada.

Volto, olho a caixa de correio, ali está o jornal da região: há um baile no vilarejo vizinho, uma conferência em um bar de Tarbes - a cidade grande, com seus 40 mil habitantes - os bombeiros foram chamados porque uma lixeira foi queimada durante a noite. O tema que mobiliza a região é um grupo acusado de cortar os plátanos de uma estrada rural, porque causaram a morte de um motociclista; esta notícia rende uma página inteira e vários dias de reportagens a respeito do "comando secreto" que está querendo vingar a morte do rapaz, destruindo as árvores.

Deito-me ao lado do regato que corre no meu moinho. Olho os céus sem nuvens neste verão aterrador, com 5 mil mortos apenas na França. Levanto-me e vou praticar kyudo, a meditação com arco e flecha, que toma mais uma hora do meu dia. Já é hora de almoçar: faço uma refeição ligeira e de repente noto que lá em uma das dependências da antiga construção está um objeto estranho, com tela e teclado, conectado - maravilha das maravilhas - com uma linha de altíssima velocidade, também chamada de DSL. Sei que, no momento em que apertar um botão daquela máquina, o mundo virá ao meu encontro.

Resisto o quanto posso, mas o momento chega, meu dedo toca o comando "ligar", e aqui estou de novo conectado com o mundo, as colunas dos jornais brasileiros, os livros, as entrevistas que precisam ser dadas, as notícias do Iraque, do Afeganistão, os pedidos, o aviso que o bilhete de avião chega amanhã, as decisões a adiar, as decisões a tomar.

Trabalho por várias horas, porque foi o que escolhi, porque é essa a minha lenda pessoal, porque um guerreiro da luz sabe que tem deveres e responsabilidades. Mas no movimento "quase ninguém" tudo que está na tela do computador é muito distante, da mesma maneira que o moinho parece um sonho quando estou nos movimentos "muitas pessoas" ou "algumas pessoas".

O sol começa a se esconder, o botão é desligado, o mundo volta a ser apenas o campo, o perfume das ervas, o mugido das vacas, a voz do pastor que traz de volta suas ovelhas para o estábulo ao lado do moinho.

Pergunto-me como posso passear em dois mundos tão diferentes em apenas um dia: não tenho resposta, mas sei que isso me dá muito prazer, e estou contente enquanto escrevo estas linhas.

Diário do Nordeste, 12/05/2018


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Paulo Coelho - Oitavo ocupante da Cadeira nº 21 da ABL, eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.

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