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domingo, 17 de dezembro de 2017

IVES GANDRA: “A DISCRIMINAÇÃO IMPOSTA PELA LEI E PELAS AUTORIDADES”

O jurista questiona a legislação que favoreceu as minorias com a concessão de inúmeros benefícios nos últimos anos

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Não Sou: – Nem Negro, Nem Homossexual, Nem Índio, Nem Assaltante, Nem Guerrilheiro, Nem Invasor De Terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado, contribuinte, eleitor, hétero… E tudo isso para quê?

Meu Nome é: Ives Gandra da Silva Martins*

Hoje, tenho eu a impressão de que no Brasil o “cidadão comum e branco” é agressivamente discriminado pelas autoridades governamentais constituídas e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que eles sejam índios, afrodescendentes, sem terra, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, ou seja, um pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles!

Em igualdade de condições, o branco hoje é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior (Carta Magna).

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que eles ocupassem em 05 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado, e ponham passado nisso. Assim, menos de 450 mil índios brasileiros – não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também por tabela – passaram a ser donos de mais de 15% de todo o território nacional, enquanto os outros 195 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% do restante dele.

 Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados. Aos ‘quilombolas’, que deveriam ser apenas aqueles descendentes dos participantes de quilombos, e não todos os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição Federal permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um Congresso e Seminários financiados por dinheiro público, para realçar as suas tendências – algo que um cidadão comum jamais conseguiria do Governo!

Os invasores de terras, que matam, destroem e violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que este governo considera, mais que legítima, digamos justa e meritória, a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse ‘privilégio’, simplesmente porque esse cumpre a lei..

Desertores, terroristas, assaltantes de bancos e assassinos que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de R$ 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para ‘ressarcir’ aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que chegou a hora de se perguntar: de que vale o inciso IV, do art. 3º, da Lei Suprema?

Como modesto professor, advogado, cidadão comum e além disso branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço nesta sociedade, em terra de castas e privilégios, deste governo.

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*Ives Gandra da Silva Martins, é um luso-descendente e prestigiada figura da Comunidade Luso-Brasileira, renomado professor emérito das Universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército Brasileiro e Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo

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O AMANHECER - Cyro de Mattos

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Amigos e Amigas
Como no poema do anexo, desejo-lhes um Natal  com a luz suave desse menino e um Ano Novo com êxito e paz.
Abraços.
Cyro de Mattos 
......
O Amanhecer
Para Firmino Rocha,
em memória

A estrela desponta,
A nuvem se descobre,
O galo clarineta
E anuncia que em Belém
O menino já chegou
Na manhã mais bela.

A boa notícia corre
No fiozinho do rio
Que da montanha desce.
Segue no vento leve
Que sopra a flor sozinha
Na plantinha do brejo.
Vem com a borboleta
Que pousa na roseira
E fica brincando
Com os raios de sol.
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Cyro de Mattos é autor de 43 livros individuais. Organizou dez antologias. Tem doze livros publicados em várias editoras europeias. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia.  Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (57)

3º Domingo do Advento

Anúncio do Evangelho (Jo 1,6-8.19-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”.

Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”.

Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”

João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”.

Isso aconteceu em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo, e acompanhe a reflexão de Dom Alberto Taveira Corrêa:

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VOZES QUE CLAMEM
Os primeiros versículos do evangelho deste domingo fazem parte do prólogo do Evangelho de João. João Batista é apresentado como testemunha da luz e homem enviado por Deus para levar as pessoas à fé. Último dos profetas do Antigo Testamento, era muito venerado no final do primeiro século da era cristã, a ponto de ser confundido com o tão esperado Messias
.
Quando interrogado sobre sua identidade, ele tem a humildade e a coragem de negar ser o Messias, Elias ressuscitado ou alguma personagem importante do Antigo Testamento. Antes de dizer quem é, o Batista diz quem não é. Num segundo momento, apresenta-se como “voz que grita no deserto”. Ele é a voz que fala em nome de outro.

Como há falta de vozes que gritem pelas ruas e avenidas, pelas praças, bairros e povoados contra os “caminhos tortuosos” que desvirtuam o projeto de Jesus! Mais do que nunca, há necessidade de sair às ruas para gritar contra tanta injustiça, corrupção, violência, oportunismo fingido e falta de respeito e tolerância.

Mais do que nunca, a Igreja necessita de testemunhas de Jesus, pessoas que não falem de si mesmas, mas sejam voz daquele que as chamou à vida, voz de esperança e libertação no meio da sociedade conturbada. A mais importante palavra é aquela que deixa o Mestre falar.

João confessa ser apenas uma voz que grita no deserto. Nos desertos da vida, clama e convoca: “Endireitai o caminho do Senhor…” Ele tem a missão de preparar o caminho do Messias. Como há necessidade de reparos em nossos caminhos para que o povo sinta a presença do Senhor Deus caminhando junto!

A mensagem bíblico-litúrgica do evangelho deste dia estimula a comunidade ao seguimento, ao anúncio e ao testemunho alegre de Cristo, pois Jesus é ainda o grande desconhecido de muita gente. A alegria proclamada na liturgia de hoje não é a felicidade superficial de um Natal movido a comércio por obra de uma sociedade consumista, mas é a própria presença de Cristo em nosso meio.

Pe. Nilo Luza, ssp



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sábado, 16 de dezembro de 2017

BURACOS - Rosana Braga

Buracos


Se pensarmos na vida como um longo caminho, podemos fazer analogias interessantes.

A começar pelos tão comentados obstáculos que temos de aprender a ultrapassar ao longo dos anos... Uns maiores, outros menores, cada qual traz consigo seu nível de dificuldade, suas consequentes dores e seus preciosos aprendizados. Mas hoje quero falar, sobretudo, dos buracos. Alguns rasos, outros nem tanto. E existem também aqueles que, de tão profundos, quando caímos neles costumamos usar a expressão "cheguei ao fundo do poço!".

É claro que ninguém gosta de cair em buracos. Por menores e mais rasos que sejam, no mínimo nos desestruturam  e nos fazem perder o "rebolado". Mas o fato é que eles fazem parte de todos os caminhos, de todas as pessoas, sem exceção, embora sejam sempre únicos. O problema é quando alguém busca conhecimento, estuda e se sente tão crescido que passa a acreditar que isso é o suficiente para eliminar os buracos de seu caminho, para fazer com que eles simplesmente não existam mais. Iludido e enganado por si mesmo, ao se deparar com um, vai ter de lidar ainda com a decepção, a frustração  e a sensação de que toda busca não valeu de nada!

Não caia nesta armadilha! Saiba de antemão que os buracos vão existir pra sempre. A diferença entre quem está consciente de si e de seu caminho e quem não está, é que o primeiro vai saber evitar o tombo desviando a tempo do buraco ou, pelo menos, levantar, sair dele e seguir em frente mais rapidamente e, tomara, menos machucado. E tem mais: podemos perceber, com a repetição de nossas quedas, que muitos dos buracos de nossos caminhos são incrivelmente parecidos, justamente porque a função deles é nos ensinar a mais difícil de todas as lições.

Portanto, se sua lição mais difícil é aprender a ser menos teimoso, ou menos ansioso, ou menos inseguro, ou menos desconfiado, note bem: toda vez que você se distrai ou acelera o passo mais do que deveria, cai num buraco em que parece já ter caído inúmeras vezes antes. Não é o mesmo! É outro! É novo! Ele se repete à frente para que você acorde e, a cada queda, consiga levantar com mais habilidade, e seguir em frente não reclamando e se lamentando por ter caído mais uma vez; não se criticando e se culpando por ter sido estúpido novamente.

Não! Não há nenhuma estupidez na repetição do aprendizado, mas sim vivência, privilégio e sabedoria! Assim, se você está agora no chão, se acabou de cair num buraco do seu caminho, não se sinta uma vítima e sim um escolhido pelo Universo para se tornar mais forte e mais preparado. Erga-se, mesmo doendo. Saia do buraco, mesmo chorando. E dê um passo à frente, e depois outro e outro, com a certeza de que pode ir bem mais longe...

Outros buracos virão. Novas cicatrizes ficarão cravadas em sua alma. E tudo isso será a prova de que você não veio como espectador e nem como coadjuvante de sua história. Você veio como protagonista e vai chegar até o fim com a dignidade de quem não apenas cumpriu o seu destino, mas o esculpiu com coragem, fé e atitude!


Enviado por: " Gotas de Crystal" <gotasdecrystal@gmail.com>

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

DOM CESLAU STANULA - Do Laicato e dos Leigos

07/12/2017
Do Laicato e dos Leigos

Falando sobre a vida cristã, em sintonia com a Igreja no Brasil procurarei apresentar nos próximos encontros o tema do Laicato e dos Leigos.

A Igreja no Brasil proclamou o próximo ano como “Ano do Laicato”. Este teve início no dia 26 de novembro de 2017, na Solenidade de Cristo Rei, terminará 25 de novembro de 2018.

O tema escolhido para as reflexões durante este ano foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. O Ano do Laicato é uma iniciativa da Conferência Episcopal no intuito de protagonizar o papel e a missão dos leigos na igreja e na sociedade.

O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade” (veja o site da CNBB).

Nos próximos encontros procuraremos ver quem somos e qual é a nossa missão no prisma do Evangelho e doutrina da Igreja.

Com o desejo de uma noite repousante, é linda festa da Imaculada, com a minha benção e oração.
Dom Ceslau

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08/12/2017
Do Laicato e dos Leigos II

O que se entende pelo termo leigo(a)? Se eu não entendo algo digo eu sou “leigo”: p.ex., na arte culinária ou sou leigo. Não entendo da música, sou leigo neste assunto. Na política, nesta questão, eu sou leigo etc. etc.

O termo “leigo” deriva do Latim “laicus” cuja origem vem do Grego “laikós”. É sinônimo de ‘laico’ ou ‘laical’, ou seja, que não pertence ou não está sujeito a nenhuma religião.

A Igreja, no documento do Vaticano II, Constituição sobre a Igreja (Lumen Gentium – abreviação LG) dedica todo o Capitulo IV sobre os Leigos(as). O Catecismo Católico, seguindo o Vat. II define: “Sob o nome dos leigos entendem-se aqui todos os cristãos (...) incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus (...)" (897).

Então, na Igreja Católica, leigos são os cristãos que não fazem parte do clero, ou seja, não são ordenados nem fazem parte da hierarquia eclesiástica, mas participam ativamente de atividades ligadas à Igreja por causa do batismo. Santo Agostinho (+430) faz a distinção entre o clero (cristãos ordenados) e leigos dizendo a famosa frase: “Aterroriza-me o que sou para vós; consola-me o que sou convosco. Pois para vós sou bispo; convosco, sou cristão”.
Perante o presépio, agradeçamos a Ele a graça de nos incorporar ao seu povo.
Com a benção e a oração. Uma boa e serena noite de paz.
Dom Ceslau.
Nossa Senhora da Conceição proteja!

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09/12/2017
Do Laicato e dos Leigos III

Formamos um povo santo de Deus. O Concilio Vat. II diz: “Tudo que foi dito sobre o Povo de Deus, vale igualmente para os leigos, religiosos (a)s e clérigos” (LG 30). Então qual é a diferença entre os leigos e os chamados religiosos e clérigos? Antes de dar a resposta vejamos o que todos temos em comum. Qual é, diria, o comum denominador para todos? É o BATISMO. Todos nos nós tornamos cristãos pelo batismo. O essencial e mais importante para todos, é o Batismo. O papa, bispos, padres religiosos(as) são aquilo que são porque são batizados. Pelo batismo formamos a família que é a Igreja de Cristo.

Agora nesta família – Igreja, cada um tem a sua função diferente; leigo recebe a consagração batismal para a sua função própria. Religiosos, padres, bispos recebem a mesma consagração batismal como todos e ainda a consagração especial, o sacramento da ordem ou profissão religiosa, para uma função própria. Então a diferença entre os cristãos leigos e cristãos ordenados consiste na função, o cargo na Igreja. Por isso S. Agostinho dirá: “Aterroriza-me o que sou para vós; (o cargo de ser bispo para vós), consola-me o que sou convosco” (cristão, batizado como vocês). O cargo de bispo o aterroriza pela responsabilidade, consola o batismo que o salva. Que lindo é isto: na Igreja ninguém é maior, ou menos todos somos iguais. Só temos as funções, os cargos diferentes. (continuaremos).

Pensamento: tomei consciência da importância do batismo? Uma boa noite, com a benção e oração.
Dom Ceslau

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11/12/2017
Do Laicato e dos Leigos IV

Todos somos iguais, mas temos as funções diferentes. Existem muitos documentos na Igreja Católica que tratam sobre o Laicato. O documento magistral é o do. Vat. II LG, o Capitulo IV, e sobre o Apostolado dos Leigos. O outro, é o Decreto “Apostolicam Atuositatem” sobre Atividade Apostólica do Povo de Deus. Depois a “Exortação Apostólica Christifideles Laici” de São João Paulo II, sobre a Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no mundo (1988). E muitos outros. O mais recente é o Doc. 105 da CNBB, sobre Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”. O Papa Francisco insiste que a Igreja deve estar sempre “em saída”. “...pois esta é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu «em saída» (Mensagem para dia das Missões 2014).  Isso quer dizer que a Igreja precisa sair de si mesma, das sacristias e ir ao encontro dos menos favorecidos, dos excluídos, necessitados, tornando-se, assim, uma Igreja inteiramente missionária. E precisamente para conseguir atingir esse objetivo, além de contar com o empenho de todos aqueles que consagram a sua vida à religião, (os cristãos ordenados e professos), a Igreja sempre contou e conta, com a vocação, a espiritualidade e a missão dos leigos. Qual é a função dos leigos na Igreja? Ser o Sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13).

Com a minha benção e oração. Um sono repousante. Boa noite.
Dom Ceslau.
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12/12/2017
Do laicato e dos leigos V


"Aos leigos compete, por vocação própria, buscar o Reino de Deus, ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, no meio de todas e cada uma das atividades e profissões, e nas circunstâncias da vida familiar e social, as quais como que tecem a sua existência. Aí os chama Deus a contribuírem, do interior, à maneira de fermento, para a santificação do mundo, através de sua própria função; e, guiados pelo espírito evangélico e desta forma, manifestarem Cristo aos outros, principalmente com o testemunho da vida e o fulgor da sua fé, esperança e caridade.” (Conc. Vat. II, Lumen Gentium 31).

Que linda definição da função, ou melhor,  da Missão dos Leigos(as) na Igreja. Em todas as atividades e profissões, de modo especial na família e na sociedade, ser fermento, fazer crescer de dentro a sociedade, baseada na fraternidade e na justiça. E assim manifestar o Rosto de Cristo pelas suas atitudes aos outros.

Desta forma a vocação laical é uma das mais expressivas manifestações de uma “Igreja em saída”.
Com a benção e oração.
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13/12/2017
Do laicato e dos leigos VI


Esta vocação laical emana do batismo. Por isso a motivação da atuação dos leigos (as) é o Batismo.

A Missão dos leigos é penetrar nos ambientes onde os cristãos consagrados (clérigos e religiosos (as) tem menos facilidade de penetrar. No coração do mundo plantar a semente do bem, da honestidade, da justiça, da paz. Numa palavra o próprio Cristo. No coração do mundo ser, através de sua própria profissão o fermento. Evidencia-se que a atuação dos leigos motivados assim, atuam pela sua profissão. A sua profissão deve ser o instrumento da sua santificação e da transformação do mundo. O consultório, o ambulatório, o hospital, o comércio, a escola, a política, a roça são os templos da santificação do leigo (a) e a construção do mundo melhor, do reino de Deus.

Existe uma lenda que diz que um alfaiate, estava já agonizando, mas consciente, pediu um dos seus filhos: traga-me uma agulha e a linha. Pensando que esta delirando, demoravam de cumprir o seu desejo. Mas já que insistiu trouxeram e entregaram em suas mãos tremulas. Ele as segurou e disse: este foi o instrumento pelo qual cumpri a minha missão de cristão e procurei a minha santificação. E partiu para casa do Pai. Linda imagem da missão do cristão leigo.
Pensamento: qual é o instrumento da sua santificação?

Com a benção e oração. Uma boa noite.
Dom Ceslau

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14/12/2017
Do laicato e dos leigos VII


O Catecismo da Igreja ensina: “os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Crisma (Confirmação), ele tem a obrigação e gozam de direito, individualmente e ou agrupados em associações de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles os homens podem ouvir o evangelho e conhecer a Cristo”. (CIC 900).

Segundo o Catecismo, existem situações que somente os leigos podem penetrar “as periferias existenciais” com a mensagem de Jesus. O Ano do Laicato tem precisamente esta intenção, objetivo, conscientizar os leigos que eles não são cristãos da “segunda categoria”, mas são na mesma linha com os outros cristãos ordenados, responsáveis pela construção do Reino de Deus aqui na terra, isto é, construir o mundo de paz, de respeito, baseados no ensinamento de Jesus. Deve estar convencido que onde o sacerdote não pode chegar, é ele que deve ser testemunha de Cristo. Deve levar a luz de Cristo aos ambientes das trevas do pecado, de injustiça, de violência, enfim, ao mundo de hoje com suas virtudes e mazelas.

Pensamento: reflita um pouco sobre esta sua missão e identifique a sua especial no ambiente onde atua.
Uma Boa Noite. Com a benção e oração.
Dom Ceslau.


Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

POEMA MOMENTOS – Antonio Lourenço de Andrade Filho

Poema Momentos


Ondas quebradas nas areias da praia
Trazem consigo a brisa e o cheiro do mar
 Das águas revoltas que avançam nas areias quentes
Molham o intenso e amor dos corpos fervescentes
Entre espumas esfregam -se carentes
 Suor  sentidos aflar, calor do amor ardente

Sonhos construídos nas areias da praia
Areias que absorvem e afagam os corpos
Sob a ação das águas salgadas do mar
Jogados nus nas praias desertas
O amor perdido e incauto  e soluto
E os sonhos rasgados sonhados e cumpridos
Momentos quebrados mágicos e perdidos
De amor espontâneo, prometidos e sentido
Como as ondas lentas que se afloram sentindo
O gosto  amado, quando a brisa sopra e o cheiro do mar
Nas areias, o amor inocente  buscam e sonham mais a mais
Sonhos construídos sob o sol poente,  amor demais
Nas praias de areias macias e quentes
Levadas pelas  águas do mar caliente

Desde as lembranças perdidas nas ondas
Que quebram no mar envolto em espumas e ondas azuis e cálidas
E devolvem nas areias os sonhos espalhados por La fúria do mar
Que derretem nas areias quentes perdidos encontrar-te
Promessas feita desde o acaso ao poente
Tudo feito para o mar engolir.

Antonio Lourenço de Andrade Filho 
Ambientalista

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Eglê comentou:

 “Sonhos construídos nas areias da praia – Tudo feito para o mar engolir”.

Belíssimo poema, caro  Antonio Lourenço de Andrade Filho! Somente um poeta da natureza como tu poderia conceber poema  tão terno e intenso, mostrando o ímpeto da paixão humana e a fúria do mar, na mais perfeita junção de fortes: o amor e o mar!
Parabéns! Muito Obrigada pela postagem.

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ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Outros Natais – Wagner Albertsson

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
OUTROS NATAIS

A CRIATIVIDADE DO HOMEM
PARA FAZER O MAL
SEMPRE FOI MAIOR DO QUE
PARA FAZER O BEM.
TANTAS ALTERNATIVAS PARA MATAR !
POUCAS OPÇÕES PARA CURAR...
A GUERRA SEMPRE FOI A ESCOLHA HUMANA
PARA "SOLUCIONAR"
PROBLEMAS EGOÍSTAS E SEM SENTIDOS.
A VIOLÊNCIA E O DESESPERO
AINDA FASCINAM OS HOMENS
NOS GAMES E NAS REDES SOCIAIS.
É NECESSÁRIO QUE  EXISTAM
OUTROS NATAIS PARA QUE CRISTO
NÃO SEJA ESQUECIDO DE VEZ.
POIS AQUELE QUE VEIO  TRAZER
A PAZ E O AMOR VERDADEIRO
SEMPRE DEVERIA  SER LEMBRADO
MESMO QUE NÃO HOUVESSE DEZEMBRO.
POIS SEM CRISTO,
O HOMEM SERÁ SEMPRE UM POÇO INFINITO
DE DESUMANIDADE E INJUSTIÇA.


WAGNER ALBERTSSON

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