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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

29 DE SETEMBRO: DIA DO CORAÇÃO – Eglê S Machado

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29 de Setembro: Dia do Coração 


Vinte e nove de setembro

É o dia do coração,

Esse maleável amigo

Que exerce tanta atração;

Se ele palpita  eu me lembro

Do poder da Criação,

Mas quando corre perigo

Me inspira aflita oração.


É O VENERÁVEL  MEMBRO
DE PAZ, AFETO E PERDÃO!

Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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UM MUSEU IMPORTANTE QUE FOI CASA DE CORONEL DE CACAU ESTÁ DESATIVADO

Um Museu Importante que foi Casa
de Coronel de Cacau está Desativado

                                                 Cyro de Mattos

            A Fundação Henrique Alves dos Reis foi forçada  a ficar desativada  em 1990, em razão da falta de recursos e, com isso, o município de Itabuna sofreu uma grande perda dentro do contexto cultural de seus espaços mais importantes. A Fundação era mantida com os rendimentos de 2.500 arrobas de cacau que a fazenda Sempre Viva produzia anualmente. O baixo preço do produto àquela época e a carestia imposta por uma inflação galopante fizeram com que  se tornasse inviável a sua manutenção. Em época mais recente, ainda como fator negativo para reativar a fundação Henrique Alves dos Reis, interferiu o advento da praga da vassoura-de-bruxa, contribuindo para a quase devastação da lavoura cacaueira.

            Idealizada por dona Elvira dos Reis Moreira para perpetuar a memória do pai, coronel Henrique Alves dos Reis, desbravador e  chefe político de grande influência no município,  a Fundação foi instalada em 11 de setembro de 1978, mas em 10 de maio de 1974 já existia  o Museu Casa Verde, que passou depois a integrar o patrimônio da instituição. Funcionava no local onde,  no princípio do século XX, existia um armazém para a comercialização e  depósito do cacau.  Com a destruição do armazém, foi erguida em seu lugar a Casa Verde, datada de 1887, onde moraram o coronel Henrique Alves dos Reis e sua mulher, dona Cordolina Loup dos Reis, a filha Elvira e o genro, Miguel Moreira, que foi prefeito de Itabuna.

            O Museu Casa Verde preserva o passado da conquista e do domínio dos coronéis do cacau, um tempo áureo da civilização grapiúna visível nas peças e indumentárias dos séculos XIX e XX, pertencentes à família do coronel Henrique Alves dos Reis. O mobiliário ali exposto é em madeira trabalhado na Áustria e em Portugal, conservando o museu um acervo constituído de mais de 2.500 peças de cristais de Baracat, prata, coleções belíssimas de biscuits franceses, aparelhos de  café e jantar de Limoges e da Inglaterra, conjunto de talheres de Cristophe, móveis em estilo Luís XV, bandejas, jarros,  e bacias em louça chinesa, floreiras em electroprata, além de objetos pessoais; fardamentos, espadas, moedas em prata dos primeiros anos do século XX, vestidos, chapéus e leques.

            Documentos valiosos sobre a memória política da cidade estão ali guardados, assim como vários números do jornal O Intransigente, um dos primeiros veículos da imprensa local, cuja primeira página  do primeiro número foi impressa em seda pura.

            A Universidade  Estadual de Santa Cruz  - UESC – e o seu Centro de Documentação e Memória Regional – CEDOC – assumiram no final do século XX  a administração do Museu Casa Verde, da Fundação Henrique Alves dos Reis, em Itabuna, contribuindo  assim para formar, por extensão, o diálogo entre a memória, que é o lugar de onde emerge a história, e as pessoas que forem visitar um espaço formador do desenvolvimento sócio-cultural da comunidade baiana e, em particular, da grapiúna.

            Reativar, manter e disponibilizar ao público o Museu Casa Verde, criado em 1974, significou não só preservar a memória da civilização cacaueira com o seu modo singular de vida, mas também possibilitou a construção de novos conceitos de manutenção histórico-patrimonial, em sintonia valiosa com o conhecimento autêntico do passado regional. No Museu Casa Verde percebe-se e compreende-se que ali está manifesta uma linguagem que vem do começo da civilização do cacau, formada pelos falares  e fazeres no dia-a-dia, doméstico, urbano e religioso, dentro e fora  da residência dos pioneiros que conquistaram a terra coberta de mata virgem.

            Naquela oportunidade, a  reativação do Museu Casa Verde foi, ainda, um modo  eficaz de desconstituir a postura ilimitada de que modernidade e progresso, nos tempos velozes  da internet, andam de mãos dadas como meios incontornáveis para a exclusão do que seja antigo. Deu-se  oportunidade através de uma universidade criativa, e que se tornou uma sólida instituição cultural do Sul da Bahia, para conhecer e apreciar, pesquisar e estudar, duas mil peças de aspectos com os seus significados, significantes e elementos da natureza histórico-social, os quais servem sobretudo para a compreensão mais abrangente da Região Cacaueira Baiana e da História do Brasil.

            No entanto, depois de alguns anos de proveitosa atuação, a parceria foi dissolvida. E,  passados tantos anos,  o Museu  Casa Verde continua desativado, causando prejuízos de natureza histórico-cultural  à comunidade  e ao Sul da Bahia, o que é lastimável.
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A Casa Verde
Cyro de Mattos


O sol partindo-se nas gargalhadas.
O tempo tendo os pulsos firmes, eis
O coronel Henrique Alves dos Reis.

Na selva indômita o fino bordado
De Dona Cordolina, leves asas
Do amor que na valsa voa e suspira.

Sombras caminham no aroma de noites
Gemidas, os lençóis rangem na alcova
De Dom Miguel e Dona Elvira. A cava

Hora do rebento que nunca veio.
Ai, solidões a sugar o triste seio.
Grave paisagem grava o relógio

Na parede. Em cada coisa que toco,
Em cada voz que escuto,  em cada traço
Que adivinho. Gestos longínquos há

De um certo pássaro agora, que canta
Em mim e invisível ganha o silêncio.
Estranha vertigem do verde,  ser

Esta casa, flor que já não trescala,
Rio que não passa. No exílio ser
Turvo sonho na poeira dos marcos.

Quem sabe por que razão os cristais
Foram a manhã dessa casa? A seda
Cativou com tão suave perfume?


(Poema inspirado na casa que  serviu de residência a Henrique  Alves dos Reis, coronel do cacau,  e sua família, em Itabuna (rua Miguel Calmon),  do livro Cancioneiro do Cacau,  Segundo Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, Genova, Itália, e Prêmio Nacional  Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores/Rio).
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            Cyro de Mattos é escritor e poeta. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Publicado nos Estados Unidos, Dinamarca, Rússia, Portugal, Espanha, Itália, França e Alemanha. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia. Doutor  Honoris Causa pela UESC.

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RODADA DE FIM DE SEMANA DO CAMPEONATO CITADINO NA AABB ITABUNA

Velanes em campo na AABB Itabuna.

Citadino de Futebol de volta com três jogos na AABB


Depois de uma breve parada no fim de semana passado, quando o Supermaster do clube disputou e foi campeão de um torneio entre AABBs em Jequié, o Campeonato Citadino de Futebol MiniCampo prossegue neste fim de semana.

A Hoop Confecções é líder geral e primeira colocada do Grupo B com 14 pontos, seguida da Clínica COTEF, vice-líder geral e segunda colocada no mesmo Grupo B com 10 pontos ganhos. Também com 10 pontos a equipe Drogarias Velanes lidera o Grupo A, seguida do Shopping Jequitibá com 8 pontos.

A 8ª rodada terá os seguintes jogos:

Sexta 29/09/2017
19h15: Academia Prime  x Aragão Plásticos
20h25: Baraúna/LEVAE x Cães de Guerra

Sábado 30/09/2017
15h00: Thumy Gás x Drogarias Velanes

Nestes horários a entrada é livre, com direito a estacionar dentro do clube, assistir aos jogos, levar os pequenos no parque (playground) e se servir do bar e lanchonete da AABB, inclusive para almoçar antes dos jogos. Uma opção de lazer interessante para adultos e crianças em Itabuna nos finais de semana.


Contatos – Rodrigo Xavier (Digão): (73) 9.9147-7188 (Tim)  / Vladistone Menezes: (73) 9.8801-3743 (Oi)


Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9.8877-7701 (Oi) / (73) 9.9133-4523 (Tim)

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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A LISTA ... - Oswaldo Montenegro e Luiza Possi

A Lista

Oswaldo Montenegro e Luiza Possi
com a bela eternizada Lista de Amigos!

Ligue o vídeo abaixo:

"Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia,
quantos você já não encontra mais.

Faça uma lista dos sonhos que tinha,
quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre,
quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria,
quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava...
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
eram o melhor que havia em você?
 
Quantas canções que você não cantava,
hoje assovia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?"

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Enviado por: Lucia Crystal gotasdecrystal@gmail.com

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TERRAS DE ITABUNA: Notícia que abalou o povoado

Notícia que abalou o povoado


A política se metia em tudo. O chefe político de Ilhéus, que estava mandando, Domingos Adami, era contra Firmino Alves; perseguia Firmino Alves e os seus amigos, que se encontravam na oposição ao lado do Coronel Antônio Pessoa da Costa e Silva. Naquele tempo, política era política, mandava quem estava de cima, submetia-se quem estava debaixo e os que se encontravam na oposição não recebiam, nem queriam, um mínimo favor dos governantes.

Por isso mesmo o caso do atentado do Alferes Cupertino Santos rendia, se desdobrava e a “Gazeta de Ilhéus” do Coronel Pessoa não parava de escrever contra os bandidos da situação que enxovalhavam a civilização agredindo, ferindo, matando os adversários, que eram amigos de Firmino Alves, não respeitando sequer as autoridades policiais. E citava num artigo de fundo a série de crimes terríveis, a hecatombe de Mucuri; as mortes do Engenheiro Agenor Portela Póvoas, de Leôncio Lima, no dia de N. S. da Conceição, na Passagem do Gentio; de José Domingues de Oliveira, de Antônio Gomes dos Santos. Aquele José de Aguiar mandava e desmandava, prendia, soltava, matava, esfolava, esbulhava, comandava uma verdadeira tropa de jagunços, nas barbas das autoridades. E terminava o jornal repetindo as palavras de uma carta recebida de um correligionário do terceiro distrito, que era Tabocas: “quando o voto se transformar numa verdade, aqui um tenente não mandará mais como um rei prepotente, nem fará mais eleições, nem tão pouco escorchará o povo nos impostos e não explorará vergonhosamente o jogo”.

Quando o caso do alferes prometia multiplicar-se em outros acontecimentos sanguinários, surgiu uma notícia que absorveu e abalou a atenção do povoado. Antônio José da Silva Leça tinha enlouquecido. E um vizinho, narrava a outro, a ocorrência, com olhos arregalados, temeroso até ao repetir a triste e terrível história do castigo que caíra sobre Antônio José da Silva Leça, contada pela “Gazeta de Ilhéus”, com os respectivos detalhes. Um tropeiro tinha trazido o jornal que estava nas mãos do comissário de polícia. Pobre do Antônio Leça, um homem bom e duramente castigado. Encontrava-se na cadeia de Ilhéus, amarrado, urrando, parecia ter virado bicho. E depois de toda essa lengalenga vinha a história: - Antônio Leça assistiu às pregações de um protestante e se convertera ao credo de Lutero. Logo chegou em casa agarrou os santos, N. S. da Conceição, São José, Santo Antônio e os lançou ao fogo, destruindo-os completamente. Depois de jantar saiu para visitar um amigo, à Rua da Taboquinha e ao regressar para casa, tarde da noite, notou que os santos que ele havia queimado se encontravam perfeitos no mesmo local da sua veneração. Desconfiou da coisa e pensou que a sua família os substituíra na sua ausência, cumprindo-se assim a palavra de sua mulher que lhe dissera na cara: “Fico sem homem em casa, menos sem os meus santos.” Para não ter mais conversa olhou raivoso para as imagens e se deitou calmamente. Uma hora depois de estar deitado e sem sono e, logo depois de ter o galo cantado meia-noite, ouviu pisadas de um cavalo ferrado. Prestou atenção e convenceu-se de que o cavalo estava dentro de sua própria casa. Permaneceu quieta na cama, observando, e qual não foi a sua surpresa ao ver o cavalo penetrar no seu quarto, através da porta fechada.

O cavalo aproximou-se da cama e estendeu o pescoço em sua direção. Pelos olhos e pelas narinas saíam fogo. Olhou para o corpo do cavalo e verificou que só possuía a parte dianteira do corpo. Nessa altura deu um grito terrível, pulou da cama, abriu a janela, saltou na rua e correu sem parar até a casa de um amigo ao qual contou a história e caiu desmaiado. Quando acordou estava doido, urrando, escoiceando.

Pobre do Antônio Leça, desgraçado do Antônio Leça. Também esse infeliz não sabia que Lutero, chefe do protestantismo, foi um frade excomungado, que roubou uma freira, renegou a Deus e entregou-se ao diabo? Por que foi seguir semelhante crença, que renega Nossa Senhora, Santo Antônio, São José?

Crença do diabo, como bem dizia o padre Liberato Bittencourt, crença dos renegados, dos excomungados e amaldiçoados. Em Tabocas se matava até gente de Deus e perdoava alguns matadores arrependidos. Nunca esses protestantes, esses hereges queimadores de santos. E um fazendeiro perguntava ao outro: Veja se Firmino Alves, se Militão Oliveira, se Henrique Alves são protestantes.

Ao contrário, são da igreja da Mãe de Deus, na qual nascemos, nos batizamos e haveremos de morrer.

Ninguém mais falou no pobre alferes baleado na barriga, nem na história que a fiscalização realizou com escândalo no açougue de Jorge Grego, que vendia carne podre salgada ao povo.


(TERRAS DE ITABUNA Capítulo VIII)
Carlos Pereira Filho

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

RIO MUDO - Oscar Benício Dos Santos

Rio mudo

Para Eglê Machado 
-Mãe D'agua do Cachoeira

Velho Cachoeira, hoje, rio mudo.

Perdeu o seu sonoro cascatear
sobre pedras que o faziam tonar,
numa mistura de tons grave e agudo.
Agora, assombroso rio surdo-mudo,

não ouve das lavadeiras o cantar,
nem da criançada o som do mergulhar.
Será que ainda enxerga, velho sisudo?
Ou cerra os olhos intencionalmente

para não ver o hipócrita que mente,
– que se diz protetor da natureza –,
mas que, na calada da fria noite,
lança ao rio seu lixo, que, qual açoite,
flagela as águas com sua impureza.


Bahia, Salvador

Oscar Benício Dos Santos


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MÜLLER DESAFIA O PAPA A UM DEBATE FORMAL SOBRE AMORIS LAETITIA

27 Setembro 2017
Ainda ressentido por ter sido demitido como prefeito da Doutrina da Fé, Gerhard Müller vai por todos os lados. O cardeal ultraconservador desafiou o Papa Francisco a um debate teológico formal sobre o conteúdo de Amoris Laetitia, em uma tentativa de aproveitar uma hipotética fragilidade do Pontífice, após a “correção filial” a seu magistério, que se tornou pública neste final de semana.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 26-09-2017. A tradução é do Cepat.

O purpurado alemão divulgou seu plano, nesta terça-feira, ao vaticanista do National Catholic Register, Edward Pentin. Em essência, a proposta de Müller pretende colocar fim à “situação séria” que foi criada após a publicação dos dubia dos quatro cardeais e as acusações de “heresias” desta meia centena de teólogos e acadêmicos.

Para conseguir seu objetivo, o cardeal gostaria que o Papa Francisco nomeasse um grupo de cardeais para defender sua postura, ao vivo, diante dos argumentos de seus detratores, em uma espécie de debate formal, conhecido na Idade Média como uma “disputa teológica” (disputatio).

O debate, sugeriu Müller, poderia ser feito com “alguns representantes proeminentes” dos dubia ou da “correção filial”, ou com os dois. O debate seria regido pelas normas estabelecidas há séculos para tais tipos de discussões acadêmicas, e teria como finalidade a descoberta das supostas verdades teológicas, mediante uma análise pormenorizada das Escrituras, da lei canônica e de outras fontes dos dogmas católicos. No centro estariam “as diferentes e, às vezes, controvertidas interpretações de algumas declarações no capítulo 8 de Amoris Laetitia”, nas palavras do próprio Müller. 

Segundo o que revelou a Pentin, Müller está convencido de que, ainda que o Papamereça 
“um pleno respeito”, os críticos “honestos” também “merecem uma resposta convincente”. O purpurado acredita que o debate formal pode ser uma maneira de promover o que a Igreja realmente necessita nesta conjuntura, ou seja, “mais diálogo e confiança recíproca”, ao invés de “polarização e polêmica”.

“Temos que evitar um novo cisma e separações da única Igreja católica, cujo princípio permanente e cuja fundação de sua unidade e comunhão em Jesus Cristo é o Papa atual, Francisco, e todos os bispos em comunhão com ele”, finalizou Müller.

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