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terça-feira, 25 de julho de 2017

DIA NACIONAL DO ESCRITOR – De Josefina para Cyro de Mattos

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Dia Nacional do Escritor


Hoje, 25 de agosto, é dia de homenagear os escritores brasileiros e toda produção literária do Brasil. É também por estas obras que ganhamos experiências e nos empoderamos de conhecimento.
Recebi de minha filha Josefina uma mensagem que muito me comoveu. Transcrevo-a abaixo:

Meu pai,

Hoje comemoramos o dia do escritor.

Parabéns àquela pessoa que torna as nossas vidas mais leves e que consegue transformar o cotidiano em poesia, contos, crônicas, romances.

Parabéns àquele que consegue nos transportar de nossas vidas medíocres e vazias para contos de fadas, para aventuras, para romances,  para viagens distantes, siderais, espaciais.

Parabéns especial a você meu pai, que não deixou esse sonho morrer, que lutou por ele e conseguiu transformá-lo em realidade.

Por isso, meus sinceros e maiores parabéns.

De sua filha,

Josefina

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25 DE JULHO: DIA DO ESCRITOR - Eglê S Machado

Dia do Escritor 


Nesta data, caro amigo,

Elevo aos céus um louvor!

Rendendo graças bendigo

Seu carinho acolhedor;

No meu coração abrigo

O mais fraternal amor,

Pra comemorar contigo

O “Dia do Escritor”
  
Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL



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segunda-feira, 24 de julho de 2017

67 DIAS E 67 NOITES DE UMA DELAÇÃO - Joesley Mendonça Batista

23/07/2017
Dezessete de maio de 2017, aniversário de 12 anos de um dos meus filhos -que deixaria a escola e sairia do país a meu pedido-, foi também o dia do meu renascimento. Senti-me um novo ser humano, com valores, entendimento e coragem para romper com elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades do nosso país.

Em vez de comemorar seu aniversário, minha filha juntou-se a milhões de brasileiros que tomavam conhecimento de episódios de embrulhar o estômago. Naquele dia vazou para a imprensa o conteúdo do acordo de colaboração premiada que havíamos assinado com a Procuradoria-Geral da República. Confesso que minha reação foi de medo, preocupação e angústia.

Afinal, uma semana antes estivera em audiência no Supremo Tribunal Federal para cumprir os ritos necessários à homologação do acordo. Era essa a notícia que eu estava ansiosamente aguardando, não a do súbito vazamento.

Desde então, vivo num turbilhão para o qual são arrastadas minha família, meus amigos e funcionários.

Imagens minhas e da minha família embarcando num avião, tiradas do circuito interno do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foram exibidas na TV, como se estivéssemos fugindo. Um completo absurdo.

Políticos, que até então se beneficiavam dos recursos da J&F para suas campanhas eleitorais, passaram a me criticar, lançando mão de mentiras. Disseram, por exemplo, que, depois da delação, eu estaria flanando livre e solto pela Quinta Avenida, quando, na verdade, nem em Nova York eu estava.

Para proteger a integridade física da minha família, decidi ir para uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, longe da curiosidade alheia. Nessa altura, porém, eu já havia sido transformado no inimigo público número um, e nada do que eu falasse mereceria crédito.

Minha exata localização nem seria assim tão relevante, a não ser por revelar uma estrutura armada com o objetivo de transformar a realidade complexa, plena de nuances, num maniqueísmo primário, em que eu deveria ser o mal para que outros pudessem ser o bem.

Mentiras foram alardeadas em série. Mentiram que durante esse período eu teria jantado no luxuoso restaurante Nello, em Nova York; mentiram que eu teria viajado para Mônaco a fim de assistir ao GP de Fórmula 1; mentiram que eu teria fugido com meu barco.

A lista das inverdades não parou por aí. Mentiram que eu estaria protegendo o ex-presidente Lula; mentiram que eu seria o responsável pelo vazamento do áudio para imprensa para ganhar milhões com especulações financeiras; mentiram que eu teria editado as gravações.

Por fim, a maior das mistificações: eu teria estragado a recuperação da economia brasileira, como se ela fosse frágil a ponto de ter que baixar a cabeça para políticos corruptos.

De uma hora para outra, passei de maior produtor de proteína animal do mundo, de presidente do maior grupo empresarial privado brasileiro, a "notório falastrão", "bandido confesso", "sujeito bisonho" e tantas outras expressões desrespeitosas.

Venderam uma imagem perfeita: "Empresário irresponsável e aproveitador toca fogo no país, rouba milhões e vai curtir a vida no exterior".

A única verdade que sei é que, desde aquele 17 de maio, estou focado na segurança de minha família e na saúde financeira das empresas, para continuar garantindo os 270 mil empregos que elas geram.

Por isso, demos início a um agressivo plano de desinvestimento que tem tido considerável êxito, o que demonstra a qualidade da equipe e das empresas que administramos.

De volta a São Paulo, onde moro com minha mulher e meus filhos, vejo na imprensa políticos me achincalhando no mesmo discurso em que tentam barrar o que chamam de "abuso de autoridade".

Eles estão em modo de negação. Não os julgo. Sei o que é isso. Antes de me decidir pela colaboração premiada, eu também fazia o mesmo. Achava que estava convencendo os outros, mas na realidade enganava a mim mesmo, traía a minha história, não honrava o passado de trabalho da minha família.

Poucos mencionam a multa de R$ 10,3 bilhões que pagaremos, como resultante do nosso acordo de leniência. Essa obrigação servirá para que nossas próximas gerações jamais se esqueçam dessa lição do que não fazer.

Não tenho dúvida de que esse acordo pagará com sobra possíveis danos à sociedade brasileira.

Hoje, depois de 67 dias e 67 noites da divulgação da delação, resolvi escrever este artigo, não para me vitimar - o que jamais fiz -, mas para acabar com mentiras e folclores e dizer que sou feito de carne e osso. E entregar ao tempo a missão de revelar a razão.


 JOESLEY MENDONÇA BATISTA, empresário, é dono do grupo J&F



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MOCINHA - Ariano Suassuna


Mocinha


Em 1990, quando tomei posse de minha cadeira na Academia Brasileira de Letras, agi de modo a ligar o mais possível a cerimônia, o uniforme, o colar e a espada aos rituais de festa do nosso povo. Eu lera, de Gandhi, uma frase que me impressionou profundamente. Dizia ele que um indiano verdadeiro e sincero, mas pertencente a uma das classes mais poderosas de seu país, não deveria nunca vestir uma roupa feita pelos ingleses. Primeiro, porque estaria se acumpliciando com os invasores. Depois, porque, com isso, tiraria das mulheres pobres da Índia um dos poucos mercados de trabalho que ainda lhes restavam.

A partir daí, passei a usar somente roupas feitas por uma costureira popular, Edite Minervina. E também foi ela quem cortou e costurou meu uniforme acadêmico, bordado por Cicy Ferreira. Isaías Leal fez o colar e a espada, unindo, nesta, num só emblema, a zona da mata e o sertão.

Naquele ano, era Miguel Arraes quem governava Pernambuco. E, como o Estado que me adotou como filho se encarregou da doação normalmente feita ao acadêmico pela terra de seu nascimento, combinei tudo com o governador e fizemos, no palácio do Campo das Princesas, uma espécie de cerimônia prévia na qual Arraes (que, como eu, é egresso do Brasil oficial, mas procura se ligar ao real) faria o discurso de entrega das insígnias; e artistas populares me entregariam os adereços feitos por eles: Edite e Cicy, o fardão, Isaías Leal, o colar, e mestre Salusitano, a espada (que, na ABL, me seria entregue por meu mestre Barbosa Lima Sobrinho). Depois que Isaías Leal me deu o colar, no Recife, pedi à maior cantadora nordestina, Mocinha de Passira, que o colocasse em meu pescoço - uma vez que, na Academia, escolhera para isso outra mulher, minha querida Rachel de Queiroz.

Como se vê, em tudo, eu tentava mostrar, do modo canhestro, simbólico e precário que me é possível, que, apesar de nascido e criado no Brasil oficial, procuro sempre não esquecer que existe o Brasil real e é a seu lado que me alinho em todas as circunstâncias da minha vida.

Foi por tudo isso também que, escrevendo aqui em dezembro do ano passado, escolhi dois personagens simbólicos para representarem o Brasil real. Dizia: “O primeiro é Chico Ambrósio, cabreiro do sertão da paraíba, homem de sangue predominantemente indígena e jeito aciganado; a outra é Mocinha de Passira, violeira dotada de uma voz impressionante”

E concluía: “Na minha opinião, o que devemos fazer é olhar o brasil de Chico e Mocinha para seguir e aprofundar (no campo social, político e econômico) o caminho indicado por Antônio Conselheiro - aquele socialismo-de-pobre que, para nós, foi uma picada aberta em direção ao sol de Deus”.

Nos tempos de desprezo que estamos vivendo em relação à cultura brasileira (e em especial à popular), espero, então, que pelo menos as nossas universidades percebam a importância dessa cantora e repentista, que, como afirmei em meu discurso da ABL, significa para mim, para o Brasil e para o nosso povo o mesmo que Pastora Pavón representava para García Lorca, para a Espanha e para o povo espanhol.

Folha de São Paulo, 27/06/00


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Ariano Suassuna - Sexto ocupante da Cadeira nº 32 da ABL, eleito em 3 de agosto de 1989, na sucessão de Genolino Amado e recebido em 9 de agosto de 1990 pelo Acadêmico Marcos Vinicios Vilaça. Faleceu no dia 23 de julho de 2014, no Recife, aos 87 anos.

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A ECONOMIA E A GALINHA - Plinio Corrêa de Oliveira

23 de julho de 2017
Plinio Corrêa de Oliveira
A economia e a galinha
Sair da prisão e viver em liberdade



mídia vem tratando das dificuldades que há em passar da economia comunista para a economia privada nos países que estavam submetidos à tirania da URSS. Como o público comum não está habituado aos assuntos econômicos, não entende qual é a razão de tais dificuldades. Porque a volta à normalidade traz um pouco de incômodo, mas se pode, em pouco tempo e com algum esforço retornar a ela, e a vida segue.

Não me levem a mal o prosaísmo da comparação que vou fazer. Quando eu era menino, viajava-se muito de trem e pouco de automóvel. Quando se chegava a uma estação, eu via mercadorias serem retiradas do vagão de cargas. Muitas vezes observava descerem jacás com galinhas — eram uns cestos grandes que se usava para transportá-las.

Depois, as galinhas às vezes eram levadas para minha casa e soltas no galinheiro. De vez em quando ia observar o galinheiro. De maneira que ainda conservo a noção das reações das galinhas saídas do jacá para o período da normalidade dentro do galinheiro. Eu seria capaz, se soubesse desenhar, de traçar o itinerário delas presas no jacá, e depois, colocadas em liberdade.

Em suma: primeiramente a galinha sentia-se livre e olhava um pouco em torno de si, sentindo-se a si própria. Depois, ela percebia que era possível voltar à normalidade e começava meio desajeitadamente a andar. Em pouco tempo, estava andando mais depressa e começava a agressão aos vermes para matar a fome. A galinha é antiecológica… Logo mais, ela percebia onde estava a água e bebia, fazendo — não sei por que fenômeno de deglutição — um gesto enérgico com a cabeça. Por fim, saía andando normalmente. Ela havia escapado do regime de cárcere e voltado para o regime de liberdade.

Por que a economia de um país não se faz mais ou menos do mesmo modo? Em última análise, para se avaliar esse assunto sob um aspecto mais sério, exemplifico com a Hungria. O país esteve dominado pelo regime comunista durante muito tempo e, em certo momento, começou a liberalizar a economia. Em alguns anos, a economia húngara estava restituída à normalidade. Não foi necessário escrever longos artigos com estatísticas… Foi a marcha natural, como a da galinha retirada da prisão. Assim também com a economia que sai do regime socialista.

Não compreendo por que em outros países que integravam a antiga URSS não se faz o mesmo. Os jornais apresentam tais complicações funambulescas para a normalização da economia, que se fica sem saber se vão encontrar solução. Parece-me que isso representa um desejo dos comunistas de apresentar alguma outra nova fórmula velhaca que represente um comunismo transformado de verme em libélula. Uma metamorfose do comunismo a fim de enganar os ingênuos…
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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 5 de janeiro de 1992. Sem revisão do autor.



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domingo, 23 de julho de 2017

DEUS, EU PRECISO DE SUA AJUDA! - Marília Benício dos Santos

Deus, eu preciso de sua ajuda!


- Márcio, você cai! Não corra, vou chamar sua mãe.

Márcio apesar das advertências da babá corria como um desesperado. Eu da varanda que dava para o jardim onde Márcio brincava, observava-lhe e dava risadas com as suas traquinadas.

Num dada momento, Márcio resolveu subir na goiabeira. Aí, realmente fiquei apreensiva. Ele tinha só cinco anos e disse-lhe de onde estava:

- Cuidado Márcio.

- Deixe comigo.
Lá em cima ele conseguiu tirar uma goiaba verde. A babá gritou:

-- Não coma goiaba verde. Vai lhe fazer mal.

Não sei se por que a babá falou ou porque não gostou da goiaba, resolveu jogá-la fora. Não foi uma coisa nem outra; é que a goiaba estava lhe atrapalhando, pois de lá de cima, continuava as suas travessuras passando de um galho para outro.

Numa dessas tentativas, o seu bracinho não conseguiu encontrar o outro galho e ele ficou pendurado só em um braço. Eu e a babá tomamos um susto. Foi naquele momento que ele sentindo o perigo, gritou:

- Deus, eu preciso de sua ajuda!

Na mesma hora ele conseguiu alcançar o outro galho e ficou a se balançar alguns segundos pendurado na goiabeira e em seguida pulou no chão e saiu correndo.

“Deus, eu preciso de sua ajuda”. Quantas lições as crianças nos dão. O grito de Márcio foi realmente uma oração. Durante a nossa vida vivemos tentando passar de um galho para outro. Sirvamo-nos das palavras de Márcio. “Deus, eu preciso de sua ajuda.”

Com certeza, ele virá ao nosso encontro.

(CARROSSEL)
Marília Benício dos Santos

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PREFÁCIO


Marília escreve como quem canta. Naturalmente.

Em sua prosa fluente e agradável sentimos a vida palpitando, mesmo nos acontecimentos mais triviais. Fragmentos do tempo, suas próprias vivências constituem seu tema predileto, o qual, sob uma aparência singela, representa, em última análise, um diálogo ininterrupto com Deus e com o mundo.

Não se pense, porém, que se trata de um livro religioso no sentido estrito da palavra. Em momento algum, a autora tenta provar o que quer que seja. No desdobrar de suas reflexões despontam os sentimentos mais intensos do seu coração e Marília possui aquela qualidade tão rara em nosso tempo e tão marcante dos autores místicos: a capacidade de transformar o seu dia a dia em busca constante de encontro entre a criatura e o Criador.

Lendo este livro, ou melhor, saboreando suas páginas, aos poucos nos apercebemos de que o trivial é, para Marília, o lugar próprio de encontro e de diálogo. Assim, ela nos prende e nos encanta desde o primeiro momento, precisamente pelo fato de que canta a vida, em suas alegrias e em suas tristezas, mas, sempre, na perspectiva feliz da esperança.


                                                                                                                         Lygia Costa Moog

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CHINA — “Comunistas têm medo da Virgem de Fátima”

23 de julho de 2017


      A afirmação é do cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong. Ele acrescentou que apesar de o horizonte parecer negro, o importante é recusar toda composição com o socialismo. Muitos cristãos estão presos, mas quando o regime comunista cair, esses católicos vão construir um novo país. Os católicos chineses acreditam na mensagem de Fátima e os comunistas temem o seu conteúdo. Ainda segundo o cardeal, as imagens de Nossa Senhora de Fátima estão proibidas pelo governo chinês, porque para os socialistas sua mensagem é “anticomunista”.


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