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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

ATÉ COM MEU MANO CAETANO! -Antonio Nunes de Souza

Até com meu mano Caetano!


Os ladrões, nas suas ferocidades absurdas, estão agindo de maneiras incrédulas em função de horários, locais, caminhões, ônibus, carretas, etc., para simples carros de passeio, estão assaltando nas avenidas, semáforos e até nas garagens de edifícios ou estacionamentos!

Estamos vivendo momentos de convivência com esses monstros, bastante assustadores, nos colocando medrosos até de sair para ir ao trabalho, pois, por incrível que pareça, tanto você pode não chegar ao seu destino, como pode passar a ser “paciente” em um hospital, premiado com uma das truculentas “balas perdidas”, comumente achadas nas principais avenidas e, com mais intensidade, nas periferias, morros e favelas!

Não gosto de falar sobre assuntos que estão longe da minha comunidade, mas, infelizmente, perto daqui (Maraú), os sádicos e monstros tomadores das coisas alheias, roubaram um carro e o reboque que estava levando todo equipamento, instrumentos, cenários, etc., de Caetanos e seus três filhos, que se apresentaram na Concha Acústica do Teatro Castro Alves no sábado!

Até as pessoas que merecem certas atenções, por seus profissionalismos e vivem somente trazendo e levando alegrias (poéticas e musicais), estão passivas das cruéis atitudes condenáveis!

Espero que tudo seja solucionado urgente pela eficiente polícia baiana, minimizando esse desagradável transtorno com nosso querido cantor!

Tomara que aconteça o que aconteceu nos anos 80 com o cantor Gilberto Gil. Seu carro, uma Caravan nova, foi roubada e, quando os bandidos viram a quem pertencia, no dia seguinte levaram e deixaram estacionada no mesmo local! Logicamente, eram admiradores e tietes de Gil. Peço a Deus que esses sejam pelo menos de bom gosto e gostem também de Caetano, e procedam da mesma forma!

Lamentavelmente, uma triste e pavorosa decadência, ter que enfrentar esses bandos de selvagens desnaturados!

Antonio Nunes de Souza, escritor.
Membro da Academia Grapiúna de Legras-AGRAL


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domingo, 14 de janeiro de 2018

DIÁRIO DE VIAGEM – Francisco Benício dos Santos (8)

BORDO DO PEDRO II 
22º DIA

Hotel del Plata.
Hospedo-me.
Visitas aos correspondentes de Castro C., que me receberam carinhosamente, facilitando-me tudo nesta grande metrópole.
Banco do Brasil. Carta de crédito. Peso, aqui já não vale o mil réis, é preciso cambiá-lo.
Sou brasileiro-estrangeiro.
Embaixador do Brasil.
Facilidades, gentilezas, camaradagens.
Resolvo demorar-me aqui até o dia trinta
Em oito dias  observarei alguma coisa.
Vejo, analiso, estudo, comparo, deduzo.
E  pelo que observei, até agora nada que se compare ao meu país.
Felicito-me em ser brasileiro.
Parabéns a mim mesmo.
......
 24º DIA

Gente estranha, língua estranha, comidas exóticas.
Cardápio em francês...
Pensava que era somente costume brasileiro.
Gente antipática, carregadores, garçons exploradores...
Passeio com o secretário da Delegação do Brasil, o Dr. Albuquerque. -  Avenida de Maio, Avenida Alvear, Faculdade de Ciências Médicas. Calle – Flóridas.
À noite teatro Colon, representação do Fausto por uma Companhia lírica italiana.
Luxo oriental.
Senhoras elegantíssimas.
Cavalheiros irrepreensíveis.
Cassino.
Tangos dolentes e orquestras típicas.
Luzes, champagne, muito jogo, muita perdição.
Danças lascivas.
Mulheres “muchachas” semi-nuas...
Impudentes, velhacas, matreiras.
Vendem tudo:
Alma, corpo, sentimentos.
Tudo podre, tudo vil, tudo material.
É a vida com todas as suas nuances e com todos os seus contrastes.
Cegos a conduzirem cegos.
Hipócritas a se fazerem de santos.
Pobres a se fazerem de ricos.
Ridículos sem o saberem nem perceber.
E a morte os espreitando, como se fora imensa furna a espera-los na passagem, para atirá-los  aos seus abismos...
E a vida continua...
E a morte ceifa...
Os dias sucedem  as noites.
Sempre os mesmos panoramas,
as mesmas ilusões
os mesmos sonhos
e a dura realidade afinal...

(AQUARELAS E RECORDAÇÕES Capítulo XXII)
Francisco Benício dos Santos

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“REIS” REPUBLICANOS? - Frederico Hosanan Sitonio

12 de Janeiro de 2018
Frederico Hosanan Sitonio

Nas últimas décadas, presidentes de vários países republicanos passaram a pleitear a reeleição indefinida para o cargo que ocupam. Quando necessário, eles chegam até a alterar a Constituição de seus respectivos países — ou a recorrer ao Judiciário, cujos integrantes das mais altas cortes são normalmente escolhidos por eles — para tentar perpetuar-se no Poder.

Neste sentido, a Suprema Corte da Bolívia autorizou há pouco Evo Morales a concorrer ao seu quarto mandato. Somado aos anteriores, serão 19 anos de reinado, digo, de presidência.

Isso não obstante 51% dos votantes daquele país lhe terem negado, no plebiscito de janeiro de 2016, a possibilidade de reeleição. A decisão da Suprema Corte boliviana é um exemplo de judicialização da política, uma nova forma de impor “democraticamente”, goela abaixo, o que foi rejeitado democraticamente.

Com isso, fica suficientemente exposta a manipulação do sistema republicano. Os que defendem essa reeleição indefinida não querem os Reis de antigamente, cujos governos são hereditários e avessos às demagogias, mas querem aventureiros que sequestram o Estado pelo tempo que for conveniente à ideologia que defendem.

Tais manobras jurídico-políticas visam levar os países onde são praticadas a uma situação análoga à da Venezuela de Hugo Chávez e de seu “delfim” Nicolás Maduro, cuja meta é Cuba, sequestrada por Fidel Castro, que passou o poder ao seu irmão Raul; ou então a Coreia do Norte, com três gerações de tiranos no poder, de pai para filho; ou ainda a Rússia, onde Putin tem a pretensão de tornar-se um novo “czar”…

Ou seja, será uma caricatura grotesca da forma de governo monárquica que eles tanto detestam. A corrupção da Monarquia, segundo Santo Tomás, tem um nome: Tirania.
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Fonte: Revista Catolicismo, Nº 805, janeiro/2018.



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PALAVRA DA SALVAÇÃO (61)

2º Domingo do Tempo Comum – 14 de janeiro de 2018

Anúncio do Evangelho (Jo 1,35-42)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus.
Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?”
Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram, pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde.
André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer: Cristo).
Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra).

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão de Dom Alberto Taveira Corrêa:

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A busca vital

“Quê estais buscando?” (Jo 1,38)

Um dos temas importantes do quarto evangelho é o da busca-encontro de Jesus. Ao leitor atento não passa desapercebido que a primeira palavra que o autor do evangelho põe na boca de Jesus é uma pergunta: “Quê buscais?”

Na realidade, parece que no ser humano tudo começa com a busca, pois é ela que põe em marcha todo o processo existencial. No princípio, sem saber bem o quê, ele busca “estar bem”, “sentir-se melhor”... E projeta a busca “fora”, naqueles objetos, pessoas, títulos, bens, ocupações..., que poderiam satisfazer sua sensação de carência e conferir-lhe maior segurança.

Mais cedo ou mais tarde, a vida lhe mostrará que nada que está fora é capaz de “plenificá-lo”, fazendo-o suspeitar que é preciso dirigir o olhar para o seu interior. Quem busca, entra em um movimento inspirador, criativo, despertando os melhores recursos da própria interioridade. É a busca que dá sentido e calor à própria vida. Quem não busca, vive um processo continuo de atrofia de sua própria humanidade, pois a busca é o dinamismo que mais nos humaniza.

Viver é desafiador na medida que viver é buscar. A dinâmica da busca marca a caminhada humana e define os rumos da vida. Vive-se em permanente busca e só à medida que se vive para buscar é que a vida se torna, de verdade, vida, com mais sabor e sentido. O que se busca define e determina o que é a vida da pessoa. “Diga-me o que buscas e dir-te-ei quem és”.

No interior de cada um permanece aguçada a dinâmica da busca, aquela que mantém a vida de todo coração e o incita na direção do que vale, do que conta e do que é essencial. Como ser necessitado e carente, o ser humano se sente impulsionado a buscar para conseguir acalmar sua insatisfação existencial. Mas a busca não guarda relação só com a carência, senão que é, ao mesmo tempo, expressão do desejo (aspiração) que parece constituir à pessoa e que se manifesta em forma de dinamismo vital (“buscar o que quero e desejo” – S. Inácio).

A diferença entre ambos movimentos – o que nasce da carência e o que nasce do desejo – poderia se expressar deste modo: pelo primeiro, o ser humano busca apegar-se e apropriar-se de algo que percebe como “bom” para ele e que lhe dá segurança; no segundo, pelo contrário, o que se dá é o impulso a viver e a expressar a própria identidade profunda.

No primeiro caso, falamos do ego e seus movimentos egocentrados; no segundo, de nossa verdadeira identidade, enquanto Plenitude que se transborda. O coração de cada um foi feito para encontrar a razão mais profunda do seu viver; há uma inquietude latente em seu interior que o faz peregrino do sentido. Tão fundamental como é o respirar, toda pessoa precisa assumir sua condição de navegadora do infinito. Somos todos, por natureza, eternos buscadores e garimpeiros do novo. Por isso, buscar torna-se um hábito de vida.

Uma lógica de contínua busca deve permear o coração do(a) seguidor(a) de Jesus, para aprender a viver da busca d’Ele, e da busca de todos os outros, colocando-se a serviço da vida, unicamente por amor. A vida se torna mais vida na medida que se vive para dar razão a essa busca. Uma busca que exercita o coração e o modula na sinfonia amorosa do coração de Deus. Ele é a única e completa razão da busca do coração humano.

Estar em busca é sair de nosso ser atrofiado pelas preocupações individuais para mover-nos num horizonte maior de pré-ocupação pelo Reino; estar em busca é perguntar-nos, é estar abertos para sermos tocados pela mais profunda das graças: a gratidão diante de Deus.

Enquanto estejamos identificados com o eu superficial (ego), nos perceberemos como seres carentes e nos sentiremos compelidos a uma busca ansiosa daquilo que supostamente poderia completar-nos. Quando chegarmos ao reconhecimento de nossa verdadeira identidade, a busca deixa de ser estressante para ser repousante. Cairemos, então, na conta de que a Plenitude não é “algo” que devemos alcançar ou um “prêmio” que nos aguarda mais adiante; é o que já somos e sempre fomos. Quando a pergunta de Jesus – “quê buscais?” ressoa em nós, aí é que descobrimos nossa mais autêntica maneira de ser, nossa originalidade, nossa identidade... Na realidade, o que andamos buscando é o nosso “eu verdadeiro”, o “eu profundo”, a “identidade original”. A busca revela nossa identidade profunda. Com outras palavras: o que buscamos não é diferente do que já somos. O buscador é o buscado.

Com esta chave, podemos voltar ao texto do evangelho de hoje: ao “ver Jesus”, estamos vendo quem somos, pois o encontro com Ele desvela nosso “eu original”. Quando não nos identificamos com o nosso “eu carente”, emerge a plenitude que somos: a semente enterrada se descobre espiga transbordante. Reconhecido em sua identidade, consciente de seu lugar e missão junto ao povo de Deus, o(a) seguidor(a) de Jesus continuamente mantém “fixo seus olhos fixos n’Ele” e deixa ressoar em seu interior sua pergunta radical: “o que vocês estão buscando?”

Jesus não chama para seguir uma religião, uma doutrina, nem faz proselitismo... Ele desencadeia um movimento e o seu modo de viver a todos seduz para identificar-se com Ele e com sua proposta de vida. Aqui não se trata de adesão a um programa nem a um projeto, senão do convite a um seguimento (“vinde e vede”), no calor e intimidade de uma relação pessoal que é dirigida a cada um em particular. Para isso requer-se uma resposta sem reservas, sempre mais criativa e ousada.

João evangelista quer deixar claro que há maneiras de seguir a Jesus que não são as mais adequadas. A pergunta – “onde moras?” -  não significa querer saber o lugar ou a casa onde habita Jesus, mas buscar uma identificação com a atitude vital d’Ele.

Poderíamos ampliar a pergunta dos discípulos de João Batista: “Mestre, onde vives, ou seja, onde estão tuas raízes; quê é que te dá Vida; quê é o que te vivifica; diga-nos onde está a Fonte, para que nós possamos permanecer, enraizados, sempre bebendo dela?”

Os dois primeiros discípulos não lhe perguntam por sua doutrina, por sua religião, mas por sua vida. E Jesus não responde com um discurso, mas com um convite à experiência de vida. “Vinde e vêde”, disse Jesus àqueles dois buscadores. “Entrai”, vinde à “Casa”, “reconhecei-vos na Vida que sois...; Vida que continuará se expandindo, movendo-vos a uma contínua busca, pois sois habitados por uma fome e sede de Plenitude”.

“...e permaneceram com Ele naquele dia”: é a mesma expressão que João utiliza para dizer que o Pai permanece no Filho e o Filho permanece no Pai; ou que Jesus e sua Palavra permanecem em nós e nós somos chamados a permanecer n’Ele. Permanecer enraizados somente na pessoa de Jesus e no sonho do Reino como o melhor legado que podemos oferecer aos nossos contemporâneos, sacudidos por tormentas que os afundam sem poderem vislumbrar um novo horizonte e um novo sentido para suas vidas.

Texto bíblico:  Jo 1,35-40

Na oração: Ter os olhos centrados em Jesus deixando-se impactar pelo Seu modo de viver, Sua paixão pelo Reino, Sua missão, Seu chamado.

- o que lhe impede de ter um olhar límpido e transparente na tentativa de se configurar ao olhar de Jesus?
- O que você busca ao fixar os olhos em Jesus? O que sente ao perceber os olhos de Jesus fixos em você?
- que consequências tem para sua vida o modo de ser, de viver e de fazer do próprio Jesus?
- quais são seus sonhos? Quê esperanças você carrega no coração?
- a quê você se anima a gastar sua vida? Quê medos o paralisam? 

Pe. Adroaldo Palaoro sj


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sábado, 13 de janeiro de 2018

TRABALHO REALIZADO SOBRE BULLYING SERVE DE REFERÊNCIA PARA OUTROS EDUCADORES

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Evandro Ferreira Rodrigues, nascido em 12/06/1979 em São Gonçalo (RJ), atualmente reside em Caucaia (CE). Licenciado em Matemática, está cursando Pedagogia e é Pós-Graduado em Matemática Financeira e Estatística e em Gestão Escolar. Evandro atua como professor, sempre trabalhando poesia e leitura na escola.

Publicou os livros “Momentos Apaixonados Escritos em Poesia”, “Amar com Poesia” e “Bullying, estou fora!” (infanto-juvenil).
Ministra palestras sobre o tema “bullying, prevenção e intervenção!”, em escolas, faculdades, igrejas etc. Participa do “Abraço Literário”, promovido pelo Sesc de Fortaleza e faz parte da ALMECE (Associação dos Escritores dos Municípios do Ceará). Tem cinco poemas na antologia “Vozes Escritas” e ficou entre os 3 primeiros no IV Prêmio Radiotelegrafista Amaro Pereira, de crônicas, organizado no Rio de Janeiro. Também está na antologia “Mil almas, mil obras”.Lançou esse livro na XI Bienal Internacional em Fortaleza e X Feira do Livro da UEFS (BA) e Programa Literatura, no BNB (2015 e 2017). Tem três anos de carreira literária e atualmente está terminando dois livros infantis para 2018.

“Muitos têm tomado consciência, pois tenho organizado, quando posso, rodas de conversa, pedido relatos, ouvido o que eles apresentam e se queixam, e prestado mais atenção em todos. Eles sabem disso!”

Boa Leitura!


Escritor Evandro Ferreira, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a escrever sobre bullying?

Evandro Ferreira - Pelo fato de trabalhar em escolas e observar o comportamento da maioria dos adolescentes me incomodou ver certas atitudes e não poder fazer nada. Escrevi o livro pensando justamente em chegar até eles para conversar, ministrar palestras e conscientizá-los daquilo que nem eles sabiam, isto é, que o bullying é sério e considerado crime. Dessa forma, podemos conscientizar os pais sobre o comportamento dos filhos e também dos cuidados a serem tomados. Assim, toda comunidade escolar poderá ser envolvida no processo de diminuição e erradicação do bullying.

Apresente-nos seu livro “Bullying, estou fora”.

Evandro Ferreira - Um livro com uma linguagem leve e clara, com algumas ilustrações, por meio das quais a criança que já sabe ler poderá entender e criar o hábito pela leitura e o respeito pelo próximo. O livro conta uma história baseada em muitas situações reais, e pode ser lido por pessoas de qualquer faixa etária. O legal tem sido o feed das crianças e mães, no que diz respeito à personagem principal – Josefina.Todos sofrem com ela, mas no fim vem a grande lição.

A quem você indica a leitura desta obra literária?

Evandro Ferreira - Todas as pessoas, especialmente crianças e responsáveis. Sem esquecer que pode ser bem trabalhado nas escolas e na igreja, por que não?!
Tenho tido experiências fantásticas de crianças que começam a tomar gosto pela leitura, pois são envolvidas pela história e ilustrações do livro. Elas já contam para seus pais e outros, toda a história, ou seja, a leitura é de fácil entendimento.

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio da leitura de “Bullying, estou fora”?

Evandro Ferreira - A atenção para essa praga que se alastra na sociedade, independentemente de faixa etária e classe social. Creio que à época da infância e adolescência de muitos de nós podia-se brincar e tirar “sarro” dos colegas, mas vejo nos dias atuais crianças e adolescentes se matando por banalidades. O objetivo é conscientizar, alertar, prevenir e saber como e quando intervir na situação.

Como têm sido as experiências com o livro em sala de aula?

Evandro Ferreira - Maravilhosas. Percebo que alunos do Ensino Fundamental II não sabem o que é, mas praticam. Muitos têm tomado consciência, pois tenho organizado, quando posso, rodas de conversa, pedido relatos, ouvido o que eles apresentam e se queixam, e prestado mais atenção em todos. Eles sabem disso! Mas precisamos de ajuda de todos os professores, da gestão escolar e dos adultos que estão por perto. Os meios de comunicação têm sido muito mal utilizados pela maioria. Então o cyberbullying também aparece. É preciso que os responsáveis acompanhem seus filhos e dialoguem sempre, pois quem sofre tem medo de falar e sofre ameaças. É um trabalho de formiguinha, mas é prazeroso quando gostamos e vemos os resultados positivos.

Além do livro sobre bullying, você tem outros livros publicados. Apresente-nos estes livros.

Evandro Ferreira - O livro “Momentos Apaixonados Escritos em Poesia” é meu primeiro trabalho. Lancei-o em 2014,e mesmo sem muitos acreditarem, as portas foram se abrindo por meio de igrejas católicas, centros culturais, recitais, roda de leitura e amigos mais próximos.
O segundo livro, Amar com Poesia, veio completar o primeiro, pois ambos falam de amor. Ouvindo as poesias que a maioria do público, que é feminino, dizia ter gostado, investi mais nesse segmento e apostei em poesias e prosas amorosas e reflexivas, que falam dos 3 tipos de amor: Ágape, Eros e Filia. Os casais, namorados, solteiros e pessoas que amam a poesia têm gostado bastante. Eu fico feliz!

Onde podemos comprar seus livros?

Evandro Ferreira - Como as livrarias infelizmente cobram um percentual muito alto, podem ser comprados diretamente comigo,e o exemplar já segue autografado e com dedicatória.

Quais os seus principais objetivos como escritor? Você pensaem publicar novos livros?

Evandro Ferreira - Levar o gosto pela leitura até as pessoas que não a experimentaram ainda, e fazer dela um momento prazeroso de descobrir um novo mundo.
Atualmente estou terminando dois livros infantis: uma fábula e outro de poesias infantis que englobará datas importantes a fim de que as crianças possam conhecer e ser trabalhados nas escolas infantis. Será meu novo desafio. Estou animado (rs).

Quais os principais hobbies do escritor Evandro Ferreira?

Evandro Ferreira - Ouvir música (Bon Jovi, U2, Bryan Adams, Legião Urbana, Pe. Fábio de Melo, Anjos de Resgate, Rosa de Saron, Celina Borges etc.), escrever, ler,apreciar a natureza, caminhar na areia da praia descalço; gosto de animais (tenho um cachorro, o Fred, e dois gatos– George e Jeremias). Também gosto de uma bela música ao vivo e amo futebol. Ah, sou Fluminense. Não poderia deixar de mencionar o amor a Deus, por meio da música, boas palestras, tv Canção Nova e a missa dominical, se é que posso chamar de hobby, mas são momentos que consigo equilibrar meu ser para continuar a luta pelo bem neste mundo.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Evandro Ferreira. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Evandro Ferreira - Que foi um prazer ter refletido aqui em cada pergunta. Gosto de fazer amizades e interagir com o público, mas peço que cada um que ler esta entrevista possa me ajudar nesse trabalho de formiguinha, pois são apenas 3 anos e não tenho nenhum apoio. Saibam que quero uma sociedade melhor, mais justa, amorosa e sem essas corrupções que vemos a cada dia. As crianças não podem crescer sem perspectiva ou achando que o errado é o que se dá bem na vida. Vamos expandir o amor, pois nele está o respeito, a paz, a igualdade, a humildade e a dignidade humana para um amanhã mais feliz!
Conto com o apoio de cada um de vocês.
Obrigado!

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



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PREPAREM SUAS FANTASIAS! - Antonio Nunes de Souza

Preparem suas fantasias!

Na nossa querida e maravilhosa Bahia, cheia de encantos aos milhões, temos a oportunidade de conviver com dezenas de dias Santos, feriados estaduais e nacionais, lavagens de igrejas, festejos dos diversos Orixás, enforcamentos de dias ligados a esses eventos, pontos facultativos, ensaios de blocos e comemorações a nossa encantadora etnia negra que, magnificamente, enfeita todos esses eventos com charme, sutileza, sensualidade e uma apimentada “malícia” em seus gestos, andares e movimentações, sem contar as coloridas e bonitas roupas, acompanhadas de suas artesanais joias e enfeites!

Somos, desculpe minha imodéstia, um Estado super  abençoado por Deus, cuja beleza é o nosso maior cartão postal!

Entre todas essas coisas que citei acima, como um monstruoso acontecimento, temos e oferecemos ao mundo, nosso exuberante, animado e loucamente gostoso CARNAVAL, tido como o melhor do planeta terra!

Todos esses festejos movimentam as populações dos seus 417 municípios que, pobres ou ricos, não deixam de enriquecer mais ainda o que parece impossível, com suas belíssimas manifestações folclóricas! Além de grandes ou modestas “micaretas”.

Parece até que aqui não se trabalha, mas, a verdade é que sabemos dar valor ao lazer, cumprir as obrigações necessárias e determinantes, seguindo as doces manifestações festivas, até como fonte de renda no comercio informal. Ser baiano é ser uma pessoa especial!

Logicamente, como bom baiano, prepare suas fantasias mentais e físicas, logo no início de janeiro, para que esteja bem paramentado nos festejos e não fique parecendo os tolos “caretas” que não sabem e não conhecem esses saborosos sentimentos, pelos cantos condenando comportamentos!

Somos bem diferentes da capital federal (Brasília), pois lá, sua festa maior é São João, que eles têm umas grandes quadrilhas, capazes que quebrar uma nação rica, apenas com seus descalabros!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras AGRAL 
antoniodaagral26@hotmail.com

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O MENINO DAS MEIAS VERMELHAS - Carlos Heitor Cony

Todos os dias, ele ia para o colégio com meias vermelhas.

Era um garoto triste, procurava estudar muito, mas na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. Os outros guris zombavam dele, implicavam com as meias vermelhas que ele usava.

Um dia, perguntaram porque o menino das meias vermelhas só usava meias vermelhas.

Ele contou com simplicidade:

- "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Botou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei, comecei a chorar, disse que todo mundo ia zombar de mim por causa das meias vermelhas. Mas ela disse que se me perdesse, bastaria olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas saberia que o filho era dela".

Os garotos retrucaram:

- "Você não está num circo! Porque não tira essas meias vermelhas e joga fora?"

Mas o menino das meias vermelhas explicou:

- "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim vai me encontrar e me levará com ela".

Quantas crianças e adolescentes estão HOJE, solitários e tristes, chorando  por alguém  que se foi. Colocam "meias vermelhas," na esperança que alguém as  identifique, em meio à multidão, e as leve para a intimidade do próprio coração.

São crianças, cujos pais as deixaram, um dia, em braços alheios, enquanto eles mesmos se lançaram à procura de tesouros, nem sempre reais.

Perdendo os melhores tesouros: seus próprios filhos.

Lesadas em sua afetividade, essas crianças vivem cada dia à espera de alguém, que as entenda, que lhes dê esperança, um aconchego.

Têm sede de carinho e fome de afeto.

Trazem o olhar triste de quem se encontra sozinho e anseia por ternura.

Ninguém no mundo pode medir a dor de um coração quando abandonado por alguém que tanto amou e esperou.

Talvez, HOJE, exista alguém, bem pertinho de você usando meias vermelhas, esperando uma pessoa que ame a Deus e a encontre.

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Carlos Heitor Cony - Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da ABL, eleito em 23 de março de 2000, na sucessão de Herberto Sales e recebido em 31 de maio de 2000 pelo acadêmico Arnaldo Niskier. Faleceu dia 05 de janeiro de 2018.

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