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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

ATÉ COM MEU MANO CAETANO! -Antonio Nunes de Souza

Até com meu mano Caetano!


Os ladrões, nas suas ferocidades absurdas, estão agindo de maneiras incrédulas em função de horários, locais, caminhões, ônibus, carretas, etc., para simples carros de passeio, estão assaltando nas avenidas, semáforos e até nas garagens de edifícios ou estacionamentos!

Estamos vivendo momentos de convivência com esses monstros, bastante assustadores, nos colocando medrosos até de sair para ir ao trabalho, pois, por incrível que pareça, tanto você pode não chegar ao seu destino, como pode passar a ser “paciente” em um hospital, premiado com uma das truculentas “balas perdidas”, comumente achadas nas principais avenidas e, com mais intensidade, nas periferias, morros e favelas!

Não gosto de falar sobre assuntos que estão longe da minha comunidade, mas, infelizmente, perto daqui (Maraú), os sádicos e monstros tomadores das coisas alheias, roubaram um carro e o reboque que estava levando todo equipamento, instrumentos, cenários, etc., de Caetanos e seus três filhos, que se apresentaram na Concha Acústica do Teatro Castro Alves no sábado!

Até as pessoas que merecem certas atenções, por seus profissionalismos e vivem somente trazendo e levando alegrias (poéticas e musicais), estão passivas das cruéis atitudes condenáveis!

Espero que tudo seja solucionado urgente pela eficiente polícia baiana, minimizando esse desagradável transtorno com nosso querido cantor!

Tomara que aconteça o que aconteceu nos anos 80 com o cantor Gilberto Gil. Seu carro, uma Caravan nova, foi roubada e, quando os bandidos viram a quem pertencia, no dia seguinte levaram e deixaram estacionada no mesmo local! Logicamente, eram admiradores e tietes de Gil. Peço a Deus que esses sejam pelo menos de bom gosto e gostem também de Caetano, e procedam da mesma forma!

Lamentavelmente, uma triste e pavorosa decadência, ter que enfrentar esses bandos de selvagens desnaturados!

Antonio Nunes de Souza, escritor.
Membro da Academia Grapiúna de Legras-AGRAL


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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

ARTISTAS ENGAJADOS E PROCURADORES JACOBINOS: UMA MISTURA EXPLOSIVA!

19 de setembro de 2017
Caetano Veloso e Deltan Dallagnol 
– Leo Aversa/Pablo Jacob / Divulgação/Agência O Globo

Leio no GLOBO sobre o dia em que Caetano Veloso recebeu em casa o procurador do powerpoint. Quer dizer que Paulinha faz canapés na Vieira Souto e não me convida? Eu, que sou o biógrafo oficial da esquerda caviar? Os radicais chiques de Nova York ao menos convidavam Tom Wolfe. Mas ingratidão à parte, acho que ficou ruim foi para quem foi convidado, e aceitou. O caso do convidado de honra, claro, procurador Dartagnol, quer dizer, Dallagnol. Seguem alguns trechos:

Empratados de comida nordestina, canapés, vinho, água e coca-cola embalaram um improvável encontro há quatro semanas no apartamento de Caetano Veloso de frente para o mar na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, no Rio. O compositor recebeu para uma conversa sobre política um dos mais comedidos integrantes da força-tarefa Lava-Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol.

O encontro, que parece saído de uma canção tropicalista, foi “quase clandestino”, na definição do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), responsável por levar o procurador à casa de Caetano e Paula Lavigne. Desde o primeiro semestre ela tem promovido bate-papos reunindo artistas e políticos para discutir a conjuntura brasileira. São convidados desde gente mais identificada com a esquerda a grupos mais à direita, com o intuito de vencer diferenças e fortalecer uma pauta comum.
 […]
Na conversa, falou-se sobre a percepção de que a Lava-Jato tinha como alvo apenas o PT. Deltan lembrou de que a mesma força-tarefa prendeu Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e inevitavelmente tem atuação limitada em relação a políticos com foro privilegiado.

— O MPF tá ocupando um papel que tem de cumprir, atacando à esquerda e à direita. Ser crítico hoje ao MPF é estar aliado ao que há de mais atrasado na política brasileira – diz Randolfe, que nos encontros tenta, segundo ele, “traduzir um pouco das loucuras que se passam em Brasília, o significado das coisas”.
 […]
O GLOBO perguntou a Caetano se suas percepções iniciais sobre a Lava-Jato se mantiveram depois do encontro, e o que o unia e o afastava, hoje, do “procurador do powerpoint”.

Caetano respondeu com um artigo, no qual menciona os acordos de leniência como “modificadores do capitalismo brasileiro” e alerta para a necessidade de evitar que “movimentações importantes não venham a servir à manutenção das nossas desigualdades”.

 Deltan não quis dar entrevista.

No fim do seu texto, o compositor cita a desigualdade e a corrupção como ideias em campos diferentes. De fato, os malfeitos com dinheiro público parecem ter ocupado todos os espaços da agenda pública dos últimos anos. E a preocupação com a desigualdade perdido a vez. Mas que Deltan não lhe ouça. Para o procurador, a corrupção está para a desigualdade como dois e dois são quatro.

Ou seja, o procurador das redes sociais ainda levou uma espécie de pito do anfitrião, por pegar demais no pé do PT. E claro, é preciso deixar bem claro que não há tal viés, que outros também foram presos ou acusados (porque preso o condenado Lula ainda nem está, não se sabe bem o motivo).

É a turma que não é “nem de esquerda nem de direita”, e só quer combater a corrupção, em abstrato, mas nunca punir os corruptos de carne e osso, especialmente se forem de esquerda. As máscaras dessa turma vão caindo uma a uma. As pretensões políticas vão ficando mais claras. Assim como os companheiros políticos, o pessoal que joga a rede para pescar “isentões” que até ontem defendiam o PT.

Eu gostaria de fazer uma só pergunta ao procurador com viés jacobino: o que ele acha disso aqui?

Será que a função de procurador combina com a de artista engajado que banca o revolucionário contra o “sistema”, posando inclusive de black bloc em apoio aos vândalos baderneiros que colocam máscaras e saem por aí depredando patrimônio público, quando não matando inocentes?
Sobre isso tudo, sobre os ícones da esquerda caviar, sobre os “igualitários” do Projaquistão, só tenho uma coisa a dizer:

E ainda tem quem caia nessa?

Rodrigo Constantino



RODRIGO CONSTANTINO
Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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