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sábado, 28 de outubro de 2017

AS REVELAÇÕES DE CYRO DE MATTOS - Entrevista a Diógenes Cunha Lima

Nascido em Nova Cruz, Rio Grande do Norte, Diógenes da Cunha Lima é advogado, professor, poeta e ensaísta. Publicou Lua 4 Vezes Sol, Instrumento Dúctil, Corpo Breve, Natal, Poemas e Canções. Membro da Academia Norte-Riograndense de Letras. Medalha João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras. Este questionário que elaborou para o escritor Cyro de Mattos pode ser considerado uma brincadeira divertida, permitindo que as respostas sejam reveladoras e até surpreendentes, além de seu valor intelectual.

DCL - Escrever é ventura ou aventura?
CM – Dá prazer. Lugar onde tudo eu arrisco, ainda que seja um grão no deserto.

DCL – A poesia é útil?
CM – Sim. É fundamental como o amanhecer.

DCL – Fronteira entre poesia e prosa.
CM – Poesia: linguagem condensada no discurso que transmite sentimentos, intuições e ideias ao outro e o mundo. Prosa: linguagem articulada que narra uma estória sequenciada no tempo cronológico ou fragmentado para projetar uma noção da vida.

DCL – Livros que ajudaram a sua formação.
CM – A Metamorfose, Kafka. Moby Dick, Melville. Enquanto Eu Agonizo, Faulkner. Ulisses, Joyce. Léguas da Promissão, Adonias Filho. Ópera dos Mortos, Autran Dourado. Contos, O. Henry. Vidas Secas, Graciliano Ramos. Reunião, Drummond. Poesia Completa, Fernando Pessoa.

DCL – Autores canônicos favoritos (prosa).
CM – Dostoievski, Kafka, Faulkner, Hemingway, Poe, Shakespeare, Machado de Assis, Miguel Torga, Gabriel García Márquez, Adonias filho, Graciliano Ramos, Autran Dourado, José Lins do Rego, Dalton Trevisan.

DCL – Autores canônicos favoritos (poesia).
CM – Camões, Pessoa, Lorca, Neruda, Drummond, Cecília Meireles, Jorge de Lima.

DCL – Na ficção, personagens masculinos de sua estima.
CM – Odisseu, Ivan Ilitch, Dom Quixote, Zorba, Santiago, Diadorim, Policarpo Quaresma, João Ternura, Fabiano, Quincas Berro d’Água.

DCL – Na ficção, personagens femininas de sua estima.
CM - A Mãe (Gorki), Madame Bovary, Capitu, Gabriela, Pureza, Maria Moura.

DCL – Três palavras bonitas.
CM - Mãe, amor e árvore.

DCL – Um verso.
CM - "A mais difícil prova é a da inocência” .(Cassiano Ricardo)

DCL Uma canção.
CM - "Uma canção de Itabuna/ Ressoa nessa estrada,/ A essa altura comprida,/Vem de dentro da infância,/ Nesses ventos da aventura.// Pelejando nos campinhos,/ Festejando nos quintais,/ São meninos como sonho,/ Cada um quer ser herói,/ Nesses ventos da esperança.// Todos eles um rio conhece/ Nos mergulhos do verão,/ Nos acenos da aurora,/Que desponta radiante/ Nesses ventos da ilusão.”

DCL – Um ditado popular.
CM - No mundo existem muitas forças, só Deus é o Poder.

DCL – Um filme.
CM - Tempos Modernos (Charles Chaplin, 1936).

DCL – Compositores preferidos (eruditos e populares).
CM - Luís Gonzaga, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Villa-Lobos, Ravel, Strauss, Mozart.

DCL – Pintores Preferidos.
CM - Van Gogh, .Pancetti, Caribé.

DCL – O computador mudou sua vida?
CM - Interfere.

DCL – A internet é também extensão de sua vida?
CM – Ajuda-me.

DCL – Heróis (na vida real)
CM – Tiradentes, Catuçadas, El Cid.

DCL – Heroínas (na vida real).
CM – Joana d’Arc, Maria Quitéria, Chiquinha Gonzaga.

DCL – Heróis históricos.
CM - Gandhi, Mandela, Zumbi dos Palmares.

DCL – Detestáveis homens da História.
CM – Hitler, Mussolini, Franco, Stalin.

DCL – Três cidades encantadoras.
CM – Belmonte, Salvador, Rio de Janeiro.

DCL – De que país o Brasil poderia auferir qualidades.
CM – Do que lhe seja útil para transmitir o bem.

DCL - Árvore admirável.
CM – Jaqueira.

DCM – Flor preferida.
CM – Rosa.

DCM – Três prenomes preferidos.
CM – Ana, Josefina, Mariza.

DCL – Pássaro admirado.
CM – Curió.

DCL – Cor favorita.
CM – Azul.

DCL – O seu rio.
CM – Rio Cachoeira (Itabuna).

DCL – O seu mar – a sua praia.
CM – Mar de Olivença, Praia do Condomínio Mar e Sol.

DCL – Bebida favorita.
CM – cerveja (de leve).

DCL - Comida favorita.
CM – Ensopado de carneiro.

DCL –O que mais salienta em um caráter humano?
CM – Generosidade.

DCL – Qualidade superior em um homem.
CM – Fazer o bem ao próximo.

DCL – Qualidade superior a uma mulher.
CM – Fazer o bem ao próximo.

DCL – O que mais aprecia em um amigo.
CM – Gratidão.

DCL – O que mais lamenta em um amigo.
CM – Traição.

DCL – Melhor a fantasia ou a realidade?
CM - Fantasia ou realidade melhor é a verdade.

DCL – Medo a que serve?
CM – Para tornar a vida insegura.

DCL – Dúvida a que serve?
CM - Para alimentar cautelas ou fragilidades.

DCL – A morte é vírgula ou ponto final?
CM - O enigma do mundo pende dessa vírgula ou ponto final.

DCL – Solidão é conquista ou derrota?
CM – Uma coisa ou outra. É inerente à condição humana, já que somos contraditórios e solitários. A vida é falha.

DCL – Somos sós no universo?
CM – Por analogia penso que não.

DCL – Deus é patrimônio de cada ser humano?
CM – Cada ser humano é patrimônio de Deus.

DCL – Jesus é um amigo?
CM – Que salva na vastidão de grandes solidões.

DCL – O diabo tem credibilidade humana?
CM – Não para quem tem fé em Deus.

DCL – Que outro dom Deus poderia ter dado a você?
CM – O de ser um cantor da Música Popular Brasileira.

DCL – Daria indulgência a que falhas humanas?
CM – Inveja.

DCL – Personagens bíblicas masculinas.
CM – Lázaro, Jó, Daniel, Jônatas, Abraão, Moisés, São José.

DCL – Personagens bíblicas femininas.
CM - Maria, Ester, Verônica, Madalena.

DCL – Exerce a sua fé?
CM – Sincrética: espiritismo e cristianismo.

DCL – Exerce a sua esperança?
CM – Em atos e nos livros que escrevo.

DCL – Exerce a sua caridade?
CM – Em atos e nos livros que escrevo.

DCL - Seu defeito principal?
CM – Saber que tenho poucos defeitos.

DCL – Sua ocupação preferida.
CM – Escrever.

DCL – Como você sonha a felicidade?
CM – A união geral como verdade.

DCL – Você não consegue tolerar...
CM – Corrupção e hipocrisia.

DCL – O que mais importa a você como profissional?
CM – Publicar um livro por uma boa editora de circuito nacional.

DCL – O que mais importa a você como amador?
CM – O Brasil ganhar o hexacampeonato mundial de futebol no Maracanã.

DCL - O que o tornaria infeliz?
CM – Ficar sem ler e escrever.

DCL - Quem você gostaria de ter sido?
CM – Robin Hood.

DCL – Seu estado de ânimo atualmente.
CM – Livre e solto.

DCL – Quem tem um sol no coração?
CM – Quando mais vê a vida se encanta e quanto mais vê nunca cansa.

DCL – Quem tem um deserto no coração?
CM – Está no exílio com sobras.

DCL – Ser criança é...
CM – Quando a vida agrada com palhaço e piada...

DCL – Ser jovem é...
CM – Irradiar fulgores e sabores por todos os cantos do dia.

DCL – Ser maduro é...
CM – Ter o coração nas estações estáveis temperadas com sol e chuva.

DCL – Ser velho é...
CM – Ter acumulado a vida com a incorporação do novo.

DCL – Epifanias.
CM – a) Naquele rio do menino todas as metáforas do mundo. b) Da cabeceira à foz sei que o sol também se levanta sem depender de mim.

DCL – Seu lema.
CM – Viver vale a pena se a alma não é pequena.



Fonte: O Livro das Revelações, Diógenes da Cunha Lima, Edições Baobap, Natal, 2013.

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

MARIA por Dom Ceslau II

Maria 

 "26/10 - Dom Ceslau  Stanula, Bispo emérito de Itabuna:


Agradeço a Deus pelos 20 anos que completaria hoje em Itabuna como bispo. Rezei a Missa pela Diocese, pelo bom povo que amo e dedicados sacerdotes com quem trabalhamos.
Obrigado Senhor."

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24/10/2017 -  Dom Ceslau:

Todos os privilégios especiais dados a Maria, foram-lhe dados em função da sua maternidade divina. Uns dos maiores, foi a Imaculada Conceição.

O povo sempre acreditou nesta verdade, expressando-a em orações e celebrações. Mas precisava de uma fundamentação teológica. Muitos teólogos e estudiosos passaram a vida toda para compreender e justificá-la.

Na idade média existia uma constante disputa entre os teólogos franciscanos e dominicanos sobre como Maria podia ser imaculada, se com o pecado de Adão TODOS foram atingidos então, Maria também.  

Mas Deus tem os seus planos. Iluminou o frade franciscano, José Duns Scoto, para provar, no famoso debate realizado em Paris em 1305, entre teólogos franciscanos e dominicanos, com a presença dos emissários do Papa, que Maria foi isenta, desde o momento da sua concepção, do pecado original, em previsão dos méritos de Jesus.

A sua tese resumiu em três palavras: Deus “podia” – porque  é Onipotente, “convinha” que Jesus tivesse sempre a sua Mãe na graça de Deus, e o “fez” redimindo-A, no momento da sua concepção. Por isso Maria é a Imaculada.

Duns Scoto, foi dotado de uma inteligência brilhante e levada à especulação – essa inteligência pela qual mereceu da tradição o título de “Doutor sutil”.


25/10/2017 - Depois de Doutor Sutil, Beato José Duns Escoto provar que Deus redimiu preventivamente a Maria e por isso nasceu Imaculada, ainda passaram muitos séculos de debates entre os teólogos, mas o povo confessava esta verdade nas suas orações e festejos.

 Alguns até faziam votos em de dar a vida em defesa desta verdade, como o jovem Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo nascido nas terras brasileiras (hoje é a sua festa (25.10),  que no dia 16 de abril de 1761, no antigo Convento São Boaventura, em Macuco/RJ, com a mão direita sobre a bíblia declarou: “Prometo e juro por estes santos Evangelhos defender, até dar a própria vida, a verdade em que confessamos que a Virgem Maria Nossa Senhora foi concebida sem pecado original e dele preservada pelos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu Santíssimo Filho”.

Que lindo é isto!  Até no dia 8 de dezembro de 1854, Pio IX recolheu a fé de todos os séculos e definiu solenemente como dogma de fé para os católicos que Maria é a Imaculada.

Casualidade? Ou a Providência de Deus: quatro anos depois Maria aparece em Lourdes a Santa Bernadete e se apresenta:

“Je suis l'Immaculée Conception” - Eu sou a Imaculada Conceição.
Eis os grandes e confortadores mistérios da fé. Que Ela, a nossa Mãe te abençoe e te dê uma repousante noite. 
Boa noite. Dom Ceslau.

26/10/2017 - Como chamamos mais frequentemente a Maria? 
 “A VIRGEM”

Por que?  Um dos quatro dogmas, ou verdades definidas para a nossa fé e a Virgindade de Maria, definido no Concílio Ecumênico do Latrão em 649, depois confirmado pelo Concílio de Trento em 1555.

É o segundo dogma mariano mais antigo das Igrejas Católica e Oriental Ortodoxa. (O primeiro é a Maternidade divina definido em Éfeso 431).

O Dogma da Perpétua Virgindade declara que Maria foi Virgem antes, durante e perpetuamente depois do parto. “A Virgem que conceberá e dará à luz um Filho cujo nome será Emanuel” (Cf. Is., 7, 14; Mt., 1, 22-23; Lumen Gentium, 55 do Concílio Vaticano II; Leia também o Catecismo da Igreja Católica nºs: 496-501).

A partir de 649, não houve na Igreja nem no Oriente nem no Ocidente,  vozes discordantes sobre esta verdade. A Liturgia cristã, que é a teologia feita oração, em todas as épocas enalteceu a virgindade perpétua de Maria, por ser Maria a Mãe de Deus.

Que a Virgem Maria te cubra com o seu manto. Com a benção e oração.

 Dom Ceslau.



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Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

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AÇÕES CONJUNTAS PREFEITURA + AABB DE ITABUNA: SAÚDE SOB CONTROLE

Escovação supervisionada em aluna da rede pública.

Prefeitura e AABB concluem Projeto Saúde Integral em Itabuna


Através de ações realizadas em três etapas – consultas médicas, vacinação e atendimento odontológico –, a Secretaria de Ação Social da Prefeitura e a AABB de Itabuna proporcionaram aos alunos da rede pública de ensino a oportunidade de prevenir e remediar possíveis problemas de saúde. Trata-se do Projeto Saúde Integral, concluído nesta quarta-feira (25) na sede do clube.

Estas ações foram orquestradas através do Programa Integração AABB Comunidade, uma parceria entre o clube e a municipalidade que existe já há 17 anos, atendendo a crianças e adolescentes de 6 a 17 anos das redes de escolas do município e do estado. E que tem como apoiadores institucionais a FENABB – Federação Nacional de AABBs e a FBB – Fundação Banco do Brasil.

Durante a primeira etapa, que teve início em setembro e contou com dois pediatras disponibilizados pela Secretaria de Saúde do município, foram realizadas consultas clínicas e solicitados exames laboratoriais para os atendidos. Na etapa seguinte, o foco foi a vacinação dos alunos, que puderam receber as doses que não estavam em dia. E a terceira etapa foi centrada no atendimento odontológico, com dentista ministrando palestra sobre higiene bucal, realizando escovação supervisionada e aplicando flúor em todas as crianças e adolescentes, que receberam ainda escovas dentais gratuitamente.

Segundo a coordenadora pedagógica do AABB Comunidade, professora Leisa Perelo, as ações foram bem sucedidas graças ao apoio do Departamento de Proteção Social Básica da Secretaria de Assistência Social do município. “A agilidade e o comprometimento na articulação dos recursos humanos, juntamente com a infraestrutura colocada à disposição pela prefeitura, foram a chave para o sucesso destas ações”, concluiu a coordenadora do programa.


Contatos – Maruse Dantas: (73) 9.9981-1829 (Vivo) / Leisa Perelo: (73) 9.8895-6138 (Oi)
 Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9.9133-4523 (Tim) / (73) 9.8877-7701 (Oi)

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UMA CADELA DA PESADA! - Maria do Carmo Machado

Uma cadela da pesada! 


O meu nome é Mona.
Falando a verdade, esse nome diminuiu quando eu cheguei por aqui, na casa da minha vó. Ela diminuiu meu nome pra não magoar Tany, minha tia, que tem uma grande amiga que se chama igual a mim. Eu nem liguei, logo me acostumei com este meu apelido.

Quando cheguei por aqui, eu já tinha um aninho, se é que algo em mim pode terminar em inho, pois já cheguei grandalhona, bem doidinha, ou melhor, bem doidona. -É assim que vó do Carmo me chama o tempo todo.

-Essa cadela é doida, doida!

Mas eu não faço nadinha que mereça este nome. Ela quer me estranhar, faço tudo nos conformes, igual a todo cachorro que tem o meu DNA.

Rasgo roupas, como as pás de lixo, (se forem plásticas, é claro), destruo toda sandália que deixam aqui , acolá, não conto quantas toalhas eu já deixei miudinhas , em pedaços, e depois que rasgo tudo, vou pra porta da entrada para exibir o meu feito. Balanço o rabo, e quero ouvir o elogio do meu feito, mesmo que isso represente uma boa carreira que eu venha logo tomar au... au... au!

Adoro correr picula com elas atrás de mim, - me dá, Mona, volte já, Mas eu não estou nem aí!
Fazer o quê? Dá vontade, não resisto, só pego para brincar.

Só aviso uma coisa : não sou culpada se deixam as coisas à toa, onde posso alcançar. Elas são os meus brinquedos para meus olhos. Se não querem que eu pegue, botem bem longe de mim.

Já comi bolsa, plantinhas, que enfeitavam a varanda, destruí o celular da minha vó distraída, que o esqueceu bem pertinho de onde eu ia passar - não vão dizer que ela está ficando gagá, não vou gostar disto. Mas eu fui até boazinha, pois não engoli o chip que ela pode aproveitar num celular bem novinho, até melhor do que o outro, vejam lá!

Um dia, aprontei uma, que quase matei a velha, coitadinha! Briguei com minha irmã, emprestada, é claro, pois ela é vira-lata, não tem o meu pedigree. Veio toda de valente, pulando em cima de mim, latindo feito uma doida, ah, eu não contei conversa, dei-lhe um chega pra lá. Minha vó, ficou doidinha, quase morreu , a coitada!

Gritava, gritava, mas nem eu nem a tal da dona Kita, é assim que ela se chama, demos ouvido a vovó. E só paramos, quando em todo desespero, do Carmo, a muito custo, conseguiu nos separar. Eu, fiquei solta, a outra foi pra prisão. Au au au! Foi um pega pra capar. Mas quem ganhou?

Bem, a Kita, ficou 10 dias recolhida , no quarto da Tia Taise, se apossou da cama dela, até poder se tratar, da mordida que eu dei nela, Foi um custo pra sarar.

Foi sem querer, não me condenem, foi no afã do barraco, que começou sem querer, pois a distraída vovó, nos soltou juntas , que horror!

Depois dessa, a coisa quase pegou pro meu lado.

Vovó do Carmo afirmou: - Não posso ficar com essa cadela doida. Ela quase me matou! Vive destruindo tudo, só falta engolir minha mão, a qualquer hora ela vai me derrubar e eu, não posso cair. Já estou com os ossos fracos, ora ora. Vamos procurar alguém para ela se mudar.

Poxa, fiquei desolada. Eu gosto tanto , tanto daqui!

Mas a tia Taise, tomou logo a defesa e disse: Vamos a Mona treinar para ela se educar!

Que alívio!

Estou ficando por aqui, continuo aprontando, mas uma coisa percebi: Vovó, Taise, a vizinha, meus amiguinhos, Joshua e Asafe, o tio Beto, tia Tany, todos são doidos por mim.

E eu continuo A Mona, A boa do pedaço!

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AABB: SILVANO E CARLA SEXTA 27/10

Silvano Gonzaga e Carla Valleria na Cabana do Tempo.   

É com Silvano e Carla a Sexta Super Musical da AABB Itabuna


Nessa sexta, 27/10, a partir de 20h00, tem Silvano Gonzaga e Carla Valleria na Cabana do Tempo. É a AABB Itabuna oferecendo música de qualidade, resgatando o prazer de casais, famílias e amigos saírem nas sextas-feiras à noite.

Sempre que tem Sexta Super Musical tem entrada livre para todos, sócios ou não. Dá para ir com toda segurança que até o estacionamento dentro do clube é garantido. Pode trazer até as crianças, que tem um parque equipado e áreas verdes para elas brincarem à vontade.

 “Os bares e restaurantes da AABB são administrados pelo próprio clube”, informa o vice-presidente João Xavier. “E além dos preços serem menores que em outras casas de padrão da cidade, a AABB não cobra couvert artístico nem 10% de gorjeta”, destaca Raul Vilas Boas, vice-presidente social.

A AABB fica na Rua Espanha s/n, travessa da Rua Europa Unida, São Judas, Itabuna/BA. Quem vem do litoral, o acesso é pela Ponte Calixto Midlej (Vila Zara). E quem vem do interior, Beira-Rio via Shopping e bairro Conceição. Os telefones do clube são (73) 3211-4843 e 3211-2771 (Oi fixo).



Contato – Raul Vilas Boas: (73) 9 8888-8376 (Oi) / (73) 9 9112-8444 (Tim)
Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (73) 9 9133-4523 (Tim) / (73) 9 8877-7701 (Oi)

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

“ANTE A ESCANDALOSA CORRUPÇÃO E OS ENORMES PROBLEMAS SOCIAIS, O BRASIL PRECISA QUE SEUS PADRES SEJAM SINAL DE ESPERANÇA”

23 Outubro 2017

"Neste momento difícil da sua história, em que tantas pessoas parecem ter perdido a esperança num futuro melhor diante dos enormes problemas sociais e da escandalosa corrupção, o Brasil precisa que os seus padres sejam um sinal de esperança. Os brasileiros precisam ver um clero unido, fraterno e solidário, em que os padres enfrentam juntos os obstáculos, sem deixar-se levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo. Tenho a certeza de que o Brasil vai superar a sua crise, e confio que vocês serão protagonistas desta superação", afirmou o Papa Francisco, na manhã de hoje, 21 de outubro, no Vaticano, ao receber em audiência a Comunidade do Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma, por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O Papa chamou a atenção para a 'doença' do 'academicismo' e a tentação de fazer dos estudos um mero meio de engrandecimento pessoal e alertou para que os padres não se deixem "levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo". "Por favor, pediu Francisco, não se esqueçam que antes de serem mestres e doutores, vocês são e devem permanecer padres, pastores do povo de Deus!"

Eis o texto.

Queridos irmãos e irmãs,

Recebo-lhes hoje, por ocasião dos trezentos anos do achado da veneranda Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Agradeço o Cardeal Sérgio da Rocha, Presidente da CNBB, pelas palavras amáveis que me dirigiu, em nome de toda a Comunidade presbiteral do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, juntamente com as religiosas e funcionários que colaboram para fazer dessa casa “um pedacinho do Brasil em Roma”.

Como é importante sentir-se num ambiente acolhedor, quando estamos longe e com saudades da nossa terra! Isso ajuda a superar as dificuldades para adaptar-se a uma realidade onde a atividade pastoral não é mais o centro do dia-a-dia. Vocês já não são mais párocos ou vigários, mas padres estudantes. E, essa nova condição pode trazer o perigo de gerar um desequilíbrio entre os quatro pilares que sustentam a vida de um presbítero: a dimensão espiritual, a dimensão acadêmica, a dimensão humanae a dimensão pastoral. Evidentemente, neste período concreto da vida de vocês, a dimensão acadêmica vem acentuada. Contudo, isso não pode significar um descuido das outras dimensões.

É preciso cuidar da vida espiritual: a Missa diária, a oração quotidiana, a lectio divina, a oração pessoal com o Senhor, a recitação do terço. Também a dimensão pastoral deve ser cuidada: na medida do possível, é saudável e recomendável desenvolver algum tipo de atividade apostólica.

E, pensando na dimensão humana, é preciso, acima de tudo, evitar que, diante de um certo vazio ligado à solidão, por não ter mais a consolação do povo de Deus, como quando estavam nas suas dioceses, acabe-se perdendo a perspectiva eclesial e missionária dos estudos. Isso abre a porta para algumas “doenças” que podem afetar o padre estudante, como por exemplo o “academicismo” e a tentação de fazer dos estudos um mero meio de engrandecimento pessoal. Em ambos os casos acaba-se por sufocar a fé que temos a missão de guardar, como pedia São Paulo à Timóteo: «Guarda o depósito que te foi confiado. Evita as conversas frívolas de coisas vãs e as contradições da falsa ciência. Alguns por segui-las, se transviaram da fé» (1Tm 6, 20-21). Por favor, não se esqueçam que antes de serem mestres e doutores, vocês são e devem permanecer padres, pastores do povo de Deus!

Mas como então manter o equilíbrio entre esses quatro pilares fundamentais da vida sacerdotal? Eu diria que o remédio mais eficaz contra esse perigo é a fraternidade sacerdotal. Na verdade, a nova Ratio Fundamentalis para a formação sacerdotal, ao tratar do tema da formação permanente, afirma que «primeiro âmbito em que se desenvolve a formação permanente é a fraternidade presbiteral» (n. 82). Essa é, portanto, como que o eixo da formação permanente. Isso se fundamenta no fato de que, pela Ordenação sacerdotal, participamos do único sacerdócio de Cristo e formamos uma verdadeira família. A graça do sacramento assume e eleva as nossas relações humanas, psicológicas e afetivas e «se revela e concretiza nas mais variadas formas de ajuda recíproca, não só espirituais mas também materiais» (João Paulo II, Pastores dabo vobis, 74).

Na prática, isso significa saber que o primeiro objeto da nossa caridade pastoral deve ser o nosso irmão no sacerdócio: «carregai – nos exorta o Apóstolo – os fardos, uns dos outros; assim cumprireis a Lei de Cristo» (Gal 6,2). Rezar juntos, compartilhar as alegrias e desafios da vida acadêmica. Ajudar àqueles que sofrem mais com as saudades. Sair juntos para passear. Viver como família, como irmãos, sem deixar ninguém de lado, sobretudo aqueles que passam por alguma crise ou, quem sabe, têm comportamentos repreensíveis, pois «a fraternidade presbiteral não exclui ninguém» (Pastores dabo vobis, 74).

Queridos sacerdotes, o povo de Deus gosta e precisa de ver que seus padres se amam e vivem como irmãos, ainda mais pensando no Brasil e nos desafios tanto de âmbito religioso como no social que lhes esperam ao retorno. De fato, neste momento difícil da sua história, em que tantas pessoas parecem ter perdido a esperança num futuro melhor diante dos enormes problemas sociais e da escandalosa corrupção, o Brasil precisa que os seus padres sejam um sinal de esperança. Os brasileiros precisam ver um clero unido, fraterno e solidário, em que os padres enfrentam juntos os obstáculos, sem deixar-se levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo. Tenho a certeza de que o Brasil vai superar a sua crise, e confio que vocês serão protagonistas desta superação.

Para isso, contem sempre com uma ajuda particular: a ajuda da Nossa Mãe do Céu, a quem vocês brasileiros chamam de Nossa Senhora Aparecida. Vem a minha mente as palavras daquele canto com o qual vocês a saúdam: «Virgem santa, Virgem bela; Mãe amável, mãe querida; Amparai-nos, socorrei-nos; Ó Senhora Aparecida». Que essas palavras se confirmem na vida de cada um de vocês. Possa a Virgem Maria, amparando e socorrendo, ajudá-los a viver a fraternidade presbiteral, fazendo com que o período de estudos em Roma tenha muitos frutos, para além do título acadêmico.

Que Ela, Rainha do Colégio Pio Brasileiro, ajude a fazer desta comunidade uma escola de fraternidade, transformando cada um de vocês em um fermento de unidade para as suas Dioceses, pois a “diocesanidade” do sacerdote secular se alimenta diretamente da experiência da fraternidade entre os presbíteros. E, para confirmar esses votos, concedo de coração à direção, alunos, religiosas e aos funcionários juntamente com suas famílias, a Bênção Apostólica, pedindo também que, por favor, não deixem de rezar por mim. Obrigado.




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TABOCAS, ITABUNA E REGIÃO – Clóvis Góis

Tabocas, Itabuna e Região


            O final do século XIX e início do XX foi o período da chegada daqueles que mais tarde seriam responsáveis tanto para receber a boa semente como para distribuí-la. 

            A divisão territorial e administrativa da região era enormemente  diferente da atual. Em todo o Centro Sul baiano, existiam somente cinco municípios: São Jorge dos Ilhéus (Ilhéus), Barra do Rio de Contas (Itacaré), São Pedro de Belmonte (Belmonte), Una e Imperial Vila de Canavieiras (Canavieiras).   

            A Vila de Tabocas estava em efervescência! Era o distrito mais movimentado e numeroso de Ilhéus, localizado estrategicamente entre o interior do país (passagem para Vitória da Conquista) e o porto de Banco do Vitória. Local de plantação, compra e venda do fruto de ouro. As mudanças eram rápidas, população aceleradamente crescente, gente de toda parte chegando atrás do eldorado, grande circulação de dinheiro (em 1890 o Município de Ilhéus já exportava 3.500 toneladas de cacau), política inflamada (efeito direto da competição partidária promovida pelas famílias ilheenses Pessoa e Adami de Sá), vozes clamando por emancipação, e violência, muita violência! 

            A ebulição humana daqueles dias proporcionava o surgimento de desocupados, vadios, arruaceiros e meliantes. Mesmo cidadãos de bem e trabalhadores, impulsionados pela fácil circulação do dinheiro, cometiam excessos e desordens, ações casadas com a ingestão de bebida alcoólica, jogo, prostituição e paixões políticas. 

            Em Ilhéus, o maior líder político local, coronel Domingos Adami de Sá, foi brutalmente agredido na Vila de Pontal. Aquele que seria o futuro intendente de Itabuna, Olinto Leone, foi submetido a júri popular acusado de ser o mandante do assassinato do advogado Virgílio Sá. No distrito do Almada, atuava uma perigosa quadrilha de salteadores, que, além de subtrair os pertences, também agredia suas vítimas. No mesmo local, durante um espetáculo circense, até uma criança foi ferida à bala. Num outro momento, mesmo um oficial de polícia sofreu um atentado quando se dirigia de Ilhéus para Tabocas. 

            Outro fato que mexeu muito com a população de Ilhéus foi o assassinato, por questões de demarcação de terra, do engenheiro Agenor Portela Passos. Acerca das ocorrências que se passavam em 1904, João da Silva Campos afirma que toda a região vivia “endêmicos surtos de desordem...”, pois, “crescido número de criminosos pronunciados pela justiça local... perambulavam... sem qualquer constrangimento ou receio”. O mesmo memorialista afirma, sem detalhar o fato,  que, no início do século XX, em Tabocas, “haviam ocorrido alguns excessos capazes de produzirem funda alteração da ordem, se o governo não adotasse prontas e imediatas providências”. Nesse caso, um delegado foi deslocado e conseguira “abafar as manifestações de anarquia”. Dias depois de acalmados os ânimos, “repetiam-se as desordens em Tabocas. Depois, até  agosto, a agitação dos espíritos manteve-se em potencial, dinamizando-se daí em diante, até dezembro...”, ou seja, a confusão pública continuava de mal a pior! 

            Entre os anos de 1905 e 1906, o ar continuava carregado. O medo foi instalado quando notícias chegaram de que um grupo de foras da lei sitiara o arraial para tirar a vida de um político local. No ano seguinte, muitos indivíduos de procedência duvidosa – “cavaleiros estranhos” – tiveram que ser enxotados da localidade por meio do chefe da polícia. Todos esses acontecimentos  deixavam a população em polvorosa. 

            Um bando de mercenários, os Cauaçus, provenientes da região de Jequié, implantou o terror em Itabuna, no período de 1916 a 1918. Aqui chegaram, contratados por José Kruschewsky para dar-lhe proteção política. Terminado o serviço, os Cauaçus resolveram ficar, estabelecendo seu quartel general na Rua Rui Barbosa (antiga Rua do Quartel Velho), de onde saíam para executar seus trabalhos, sempre a mando de pessoas influentes da cidade. Praticavam toda sorte de barbaridades: faziam cobranças de dívidas, com requintes de perversidade; invadiam propriedades rurais; extorquiam comerciantes oferecendo uma possível proteção; espancavam cidadãos a título de vingança; e, ainda, agiam como grupo de extermínio. Conseguiram espalhar o medo em toda a região! 

            Os tempos e a região clamavam por um evangelho da paz e da presença ordeira do Espírito Santo, por intermédio de homens dedicados ao Senhor! Seria a Plenitude dos Tempos para o aparecimento do Adventismo! 

            As agitações políticas em Tabocas, às vezes superavam sua vizinha materna. Muita coisa nova acontecia por aqui, e lá, não! As  comemorações dos 400 anos do descobrimento do Brasil e a eleição do presidente da Bahia, Severino Vieira, em 1900, foram ativas e efusivas por aqui. Esses eventos foram emudecidos em Ilhéus. 

            Num primeiro momento, o povoamento de Tabocas se resumia a alguns ajuntamentos humanos localizados onde são hoje os bairros de Fátima (Caldeirão Sem Tampa), Bananeira (Burundanga), Conceição (Marimbeta) e proximidades da Praça Olinto Leone (defronte ao Rio Cachoeira e na Rua da Areia). Com o crescimento vertiginoso da população, em pouco tempo as roças (1857) se transformaram em arruados (1877), estes em arraial (1897) que, por fim, foi elevado à categoria de  vila (1906), chegando ao status de cidade em 28 de julho de 1910. O desenvolvimento foi tamanho que chamou à atenção do redator do Jornal de Notícias, o jornalista Alfredo Requião, que elogiou Tabocas como um local pródigo em um “arraial muito populoso que, ainda em 1893, reduziu-se a oito ou nove casebres de palha e, agora (1902), apresenta-se como animadíssimo e rico empório comercial”. 

            A população Grapiúna sempre fora bastante miscigenada, tendo sido formada por negros, índios, estrangeiros, sertanejos (norte da Bahia) e sergipanos. Os negros, remanescentes dos africanos, eram  constituídos de ex-escravos provenientes da lavoura canavieira. As etnias Camacan, Pataxó e Aymoré representavam os indígenas. Do Oriente Médio vieram os sírios, libaneses, judeus e árabes.  

            A combinação dessas gentes produziu uma população de rápido crescimento, com saltos demográficos em espaço diminuto de tempo. Em 1887, enquanto arruado, constava de 2.000 pessoas. Em 1890, a localidade era habitada por 3.024 moradores. Já em 1906, momento da elevação para status de vila, já possuía 15.000 habitantes. Dobrou seu contingente humano para 30.000 pessoas em 1916 e, dois anos após o grande batismo de Boqueirão (1918), já tinha alcançado uma população de 41.980 indivíduos (1920). Enquanto o crescimento populacional no restante do Estado era de aproximadamente 2%, aqui era por volta de 6% ao ano. Foi um terreno fértil para os representantes dos Três Anjos de Apocalipse 14, que deveriam anunciar a Mensagem a todas as nações, tribos, línguas e povos. Poucos lugares no Brasil proporcionariam tal vantagem! 

            Tabocas, e depois Itabuna, aglutinava num espaço relativamente pequeno, representantes humanos diversos, com histórias, culturas, anseios e falas distintas! Estudos revelam que a formação da cidade foi composta, comprovadamente, por grandes levas de migrantes de dez cidades sergipanas (Chapada dos Índios, Vila Cristina, Itabaianinha, Capela, Estância, Buquim, Simão Dias, Itaporanga D’Ajuda, Tobias Barreto, Cristinápolis e Itabaiana) e 17 cidades baianas (Vila Nova da Raínha, Feira de Santana, Tucano, Aporã, Conde, Itiúba, Rio Real, Abadia, Itapicuru, Cícero Dantas, Inhambupe, Paripiranga, Jandaíra, Cipó, Entre Rios, Esplanada e Ribeira do Pombal). Alguma semelhança com Atos 2: 9 a 11? Tal como Deus utilizou o diverso ajuntamento de Jerusalém no Pentecostes para impulsionar a Igreja cristã nascente, fez uso das diferentes famílias e etnias neste solo para produzir a Igreja Adventista, que, hoje, é composta de uma sede de Associação, sete distritos pastorais, um colégio com 425 alunos e 53 igrejas e grupos, onde adoram 7.049 membros!

(A GÊNESE DO ADVENTISMO GRAPIÚNA, Cap.1)
Clóvis Silveira Góis Júnior

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Clóvis Silveira Góis Júnior é trineto de Genoveva França Jacó (integrante do primeiro batismo adventista realizado em Boqueirão, no ano de 1918).
Servidor público federal há 30 anos, é graduado em Administração e licenciado em história. É casado com Iara Souza setenta Góis, pedagoga, e tem dois filhos: Felipe e João.

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