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quinta-feira, 18 de novembro de 2021

COMO ENFRENTAR AS CRISES – Pe. David Francisquini


Pe. David Francisquini *

Quão ricos e tocantes se nos afiguram os ensinamentos do Nosso divino Redentor em forma de modelares parábolas. Bons tempos em que todos os brasileiros as conheciam das narrações feitas dos púlpitos das igrejas. Era a parábola do bom samaritano, a do semeador, a do joio e do trigo, a do grão de mostarda, a da rede lançada ao mar…

Em todas elas, com bonita narrativa sobre alguma ocorrência do dia a dia ao alcance de seus discípulos, o Homem-Deus transmitia seus ensinamentos sobre o Reino dos Céus. Referimo-nos à do grão de mostarda, considerado no Evangelho como a menor das sementes, mas do qual Jesus Cristo extraiu grande lição moral. Assim, a Boa Nova com suas parábolas desvendou a verdade que ganhou o mundo e dominou toda a Terra.

Ao aludir à beleza da narração, referi-me à do trigo e do joio, encontrada no capítulo 13 do livro de São Mateus. O inimigo lançou a semente má, do joio, sobre a semeadura do trigo, e eles cresceram juntos, indistintamente, causando confusão ao agricultor. Sabiamente, o dono da plantação instruiu seus serviçais a esperarem até a colheita para fazer a separação, atar em feixes o joio, levá-lo ao fogo e destinar ao celeiro a parte boa, o trigo.

Na vida de todos os dias, quantas vezes nos deparamos com situações semelhantes, em que não sabemos no quê, ou em quem confiar, já que as palavras, as obras e os exemplos induzidos podem facilmente nos levar a fazer escolhas erradas, sobretudo quando influenciados pela má propaganda que tudo relativiza, estabelecendo meias verdades, tornando confusos os critérios de alternativa entre o bem e o mal, entre a justiça e o erro.

Assim, ao longo dos séculos, foram surgindo inúmeros heresiarcas revestidos de pele de cordeiro, com seus engodos maquiavélicos, extraviando do rebanho santo um número incontável de almas, ora disfarçando a falsa doutrina que pregavam, ora desviando as consciências do seu reto pensar e agir, ora levando multidões ao descaminho com ensinamentos diferentes daqueles que sempre ensinou a Santa Igreja. Por isso mesmo, uma grande denúncia foi registrada em documento pontifício, a Encíclica Pascendi, do Papa São Pio X.

Em sua denúncia, o santo Pontífice alertava o mundo católico para a atuação do inimigo oculto no próprio seio da Santa Igreja. Clérigos e leigos que pregavam, sem embasamento sério, uma reforma que procurava desfazer de tudo o que havia de mais santo, não poupando sequer a pessoa divina do Fundador, a Ele mesmo se referindo como um simples homem. Assim, a perniciosa trama do progressismo, que naquele tempo se denominava modernismo, foi classificada pelo Papa como a pior de todas as heresias.

Já 1846, em La Salette, Nossa Senhora, entre lágrimas, revelara a duas crianças que essa seria a pior crise de todos os tempos. Mais recentemente, esses revolucionários conspiradores, através de movimentos culturais, infiltraram-se nos meios universitários e intelectuais, a fim de colocar em prática os ensinamentos de Antonio Gramsci, o comunista finório que visou conquistar as mentes.

É doloroso afirmar, mas quem em nossos dias não viu e não vê que nos meios católicos a cizânia penetrou de modo surpreendente, fazendo uma devastação dos valores perenes do Santo Evangelho em favor do comunismo internacional? Já não é de hoje que sistematicamente a infiltração do esquerdismo nos meios católicos vem ocupando lugar de destaque na direção dos rumos da Igreja.

Ela, que há dois milênios combatia primorosamente as heresias utilizando aquilo que lhe é próprio, ou seja, a pregação e os ensinamentos emanados da apologética de grandes santos teólogos, cuja pena nos legou valiosíssimos tratados teológicos de grande profundidade e perfeita clareza de raciocínio. Santo Agostinho, figura de excelência entre esses luminares, pregava o uso da razão, da argumentação fundamentada na boa doutrina.

Entretanto, é difícil explicar a ação do mistério da iniquidade que hoje assola a sociedade como um todo. Chega-se a um ponto em que o pecado alcança grande vulto e assume uma perversidade sem medidas, visando atingir todos os homens sem exceção, a fim de corrompê-los em todas as manifestações de sua personalidade, tanto individuais quanto sociais, políticas, e mesmo religiosas.

Com efeito, vivemos um trágico momento, amargamos uma situação da mais completa escuridão intelectual e espiritual, resultante de um processo iniciado há séculos, quando se tramou a marcha paulatina do desfazimento da sociedade moldada nos ensinamentos do Evangelho, cujos vestígios hoje apenas se vislumbram.

Essa conspiração do mal exige reação enérgica e eficaz das forças vivas da sociedade que ainda teimam em subsistir, denunciando em todas as ocasiões oportunas os planos dos inimigos da fé católica. Invoquemos, pois, Nossa Senhora Aparecida, para que venha em nosso auxílio com a coorte de Anjos de quem é igualmente Rainha.

Façamos a nossa parte, que na verdade não passará muito do tamanho de um grão de mostarda, mas que posto na terra e regado pela Mãe de Deus poderá se transformar num carvalho.

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*Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

https://www.abim.inf.br/como-enfrentar-as-crises/

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quinta-feira, 13 de maio de 2021

UMA CONJURAÇÃO ANTICRISTÃ – Padre David Francisquini



Padre David Francisquini*

 

      Ao criar nossos primeiros pais homem e mulher, Deus os abençoou, ordenou-lhes que crescessem e se multiplicassem e enchessem toda a Terra, sujeitando-a, como está escrito no livro Gênesis (1, 27-30): “Eis que vos dei todas as ervas, que dão sementes sobre a terra, e todas as árvores que encerram em si mesmas a semente do seu gênero, para que vos sirvam de alimento, e a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que se move sobre a terra, em que há alma vivente, para que tenham que comer. E assim se fez”.

      Como assim dispôs o Criador, cabe-nos, por nossa natureza e pelas potencialidades e riquezas que nos foram dadas, prover à nossa própria subsistência e trabalhar em função de nosso progresso natural e espiritual, rendendo assim maior glória a Deus. O mesmo Pai não criou seus filhos iguais, antes, os dotou de capacidades diferentes, como se pode depreender da parábola dos talentos.

      Com efeito, nela o servo que soube trabalhar e fazer render os talentos recebidos de seu senhor foi premiado com outros tantos, e o que enterrou o talento foi castigado. Como foi agradável aos olhos de Deus a diligência daquele que se empenhou em fazer progredir suas próprias qualidades, e como foi desagradável a acomodação daquele que se manteve inoperante diante dos benefícios recebidos!

      Todos nós sabemos que a existência do homem é anterior à do Estado, cuja ação deve ser apenas supletiva, ou seja, exercer-se somente quando o corpo social não dispuser de meios para realizar determinada tarefa. O contrário disso — a interferência em todos os aspectos da vida dos indivíduos e das sociedades — é uma característica do Estado socialista.

      Este último contraria a ordem natural e desafia disposições divinas, com consequências desastrosas para todo o corpo social, pois torna os homens negligentes, sem iniciativas e desinteressados, priva-os de sua liberdade de fazer o bem e os leva à miséria e à desolação, embrutecendo da sociedade e levando ao decrescimento da fé.



      Recordamos que há mais de 100 anos Nossa Senhora de Fátima alertou a humanidade para os nefastos erros que o comunismo espalharia pelo mundo por meio da Rússia. Tendo em vista as comemorações do próximo dia 13 de maio, data de sua primeira aparição aos pastorezinhos, vêm-me ao espírito algumas considerações que desejo compartilhar com os leitores.

      Por que, apesar de dotado de inteligência e de vontade — portanto um ser livre — tem o homem tão coarctada e perseguida em nossos dias sua liberdade para fazer o bem? Ele vem há séculos perdendo paulatinamente seus direitos fundamentais, como o de praticar a verdadeira fé, constituir e cuidar de sua família, ter a sua propriedade.

      Isso vem ocorrendo à maneira de um bolo colocado sobre uma mesa. Na medida em que as pessoas vão passando, cada qual tira um pequeno pedaço, e em pouco tempo o bolo desaparece… O mesmo se passa com os valores da alma, recebidos dos nossos maiores, que formavam o arcabouço de toda uma civilização fundamentada nos evangelhos.

      Como demonstra Monsenhor Delassus em seu imperdível livro A conjuração anticristã, existe um verdadeiro conluio para negar o pecado e a Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele faz com que o homem vá perdendo espaço no panorama da civilização cristã e resvalando para uma vida tribal diametralmente oposta àquela plasmada pelos nossos incansáveis pregadores que evangelizaram o Ocidente.

      A alma brasileira, indelevelmente marcada pelos ensinamentos do Evangelho, vem sendo desconstruída pelos revolucionários de ontem e de hoje nos seus valores cristãos, como o casamento, a criação dos filhos, a ideia de Deus e da religião, a noção do bem e do mal, a perda das noções fundamentais de justiça, a desarmonia institucional, entre outros.

      De onde o constante apelo dos partidos de esquerda e do Judiciário no sentido de implantar ideologias nefastas, como o aborto, o incesto, a identidade de gênero, a poligamia, a adoção de filhos por parceiros homossexuais — como se tratasse de um casal normal —, o direito de herança, a eutanásia, entre outros crimes. Numa palavra, levando os homens para um despenhadeiro rumo ao caos, como já ocorre na Venezuela e na Argentina.

      Em seu processo de apodrecimento generalizado da sociedade, a Revolução gnóstica e igualitária vem aos poucos eliminando, envenenando e matando, aqui, lá e acolá, com uma força de expansão própria à dos gases, esses valores morais que a civilização cristã recebeu da Igreja e nos transmitiu, tentando eliminar assim a própria ligação do homem com Deus. É a crise religiosa instalada nos quatro cantos da Terra.

      Em decorrência do que se propaga sobre o vírus chinês do Cavid-19, parece que o mundo não voltará mais à normalidade anterior. Se Deus não intervier, será o advento de um estado de coisas em que não haverá mais para os homens liberdade de ir e vir, de gerir seus negócios e sua vida como melhor lhes aprouver, nem de praticar a religião, especialmente a única verdadeira — a católica —, numa satânica tentativa de conduzi-los ao desespero e ao ódio a Deus.

      Aqueles que reagem a esta avalanche são tachados arbitrariamente com epítetos de negacionistas, antidemocráticos, obscurantistas, contrários à ciência, todas elas palavras-talismãs cuidadosamente estudadas em laboratórios e utilizadas ad nauseam pela grande mídia para causar o maior estrago possível nas hostes conservadoras.

      Em suma, toda esta urdidura visa atacar no homem naquilo que lhe é natural — um ser racional e livre criado à imagem e semelhança de Deus —, para criar um homem novo à imagem e semelhança do demônio. Em seu frenesi desarticulador, tal é o objetivo final da fúria revolucionária.

      O ponto central da mensagem de Fátima trata dos erros da Rússia que se espalhariam pelo mundo para perder as almas. Urge atender aos apelos de Nossa Senhora, rezar e fazer penitência, recitar diariamente o terço, fazer a comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados, e, sobretudo, mudar de vida e de comportamento diante dos descalabros das modas imorais.

      Lutemos e procuremos fazer a nossa parte. Deus, por meio de sua Mãe Santíssima, nos dará a vitória!

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*Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

https://www.abim.inf.br/uma-conjuracao-anticrista/


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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

O DESPERTAR DE UMA REAÇÃO SADIA – Pe. David Francisquini

 


Pe. David Francisquini*

 

            O demônio nunca dá o que promete. Como ele é o pai da mentira, este dito popular antigo será sempre atual, pelo menos enquanto o diabo for diabo, ou seja, para sempre. Como sacerdote, tenho testemunhado ao longo dos anos quão árduo tem sido o apostolado, sobretudo nos últimos tempos, pois são tantas lantejoulas a brilhar e tantos pratos de lentilhas a comer!

            Em seu livro Revolução e Contra-Revolução, Plinio Corrêa de Oliveira trata do homem revolucionário, aquele moldado pela Revolução várias vezes secular, que se julga autossuficiente e agnóstico, mas idolatra a ciência e a técnica. Nelas ele espera e crê poder resolver todos os seus problemas, eliminar a dor, a pobreza, a ignorância, a insegurança, enfim tudo aquilo a que chamamos efeito do pecado original.

            Não podendo se autoproclamar Deus, o revolucionário afirma que Ele não existe. Nega a redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas vai procurá-la na ciência e na técnica à espera de tempos cada vez melhores, e, quiçá, um dia poder vencer a morte. Com essa vã expectativa ele quer trabalhar cada vez menos e se divertir desbragadamente tanto quanto lhe for possível.

            Então, ele faz uma espécie de bloqueio mental para qualquer cogitação sobre a vida sobrenatural, sobre um pensamento no Sagrado Coração de Jesus, fonte de vida e santidade; sobre o Imaculado Coração de Maria, por meio do qual obtemos as graças suficientes e necessárias para nos manter nas vias traçadas por Deus, ou nos reconduzir à verdadeira paz e à reconciliação com Ele por meio da Confissão.

            Por outro lado, constato também algo de muito novo, ou seja, um estado de espírito, um sentimento de reação à Revolução igualitária que amadurece e se transforma em ideias, que por sua vez desemboca em ação contra a degringolada moral da sociedade. É de causar regozijo a um espírito reto, e amargura àqueles que não temem a Deus, ver o lado polêmico e ideológico desta reação.

            Esta reação profunda na opinião pública, que não se cinge apenas ao Brasil, vem sendo ostentada com galhardia no mais das vezes por pessoas jovens, demonstrando que Deus em sua infinita misericórdia vem em socorro dos homens. Pelas atitudes dos revolucionários diante desta sadia reação, vê-se que ela não é vã, pois se fundamentada em princípios da lei natural e da religião.

            Uma coisa é considerar as ideias em tese, outra é avaliá-las de perto, num indivíduo ou num grupo de pessoas, analisar as suas metas, métodos, modos e procedimentos. Costuma-se dizer que o ‘discurso’ da esquerda — religiosa ou não — é bonito, mas não passa de uma utopia. Basta ver o resultado da aplicação dessas ideias esquerdistas e socialistas nos países onde elas foram ou são aplicadas. Só produzem miséria e desolação.

            O que foi e vem sendo feito no Brasil tanto nos meios religiosos quanto públicos — no executivo, legislativo e judiciário — não foi pouco. De mãos dadas esses poderes, somados à grande mídia e aos adeptos da teologia da libertação, já pintaram e bordaram a fim de implantar aqui os seus propósitos despóticos, prepotentes e ditatoriais, dilapidatários, subvertendo toda ordem. Infelizmente, não cessaram…

            Por que desejam eles, por exemplo, a legalização do aborto, do incesto, da libertinagem, da poligamia, do divórcio, da eutanásia e das piores sem-vergonhices? Por que no campo social e econômico visam sempre a abolição da propriedade privada com a velha política da Reforma Agrária, acrescida de outros ardis recentes como a questão indígena, quilombola e trabalho escravo? 

            Na verdade, eles não visam o bem comum, mas o caos e a instabilidade em todos os campos da vida social. Com essas iniciativas antinaturais, pretendem regular uma modalidade temperamental difusa, a fim de discriminar os que defendem a família monogâmica e natural estabelecida pelo Criador e assim implantar a libertinagem que acabará o que ainda resta de civilização cristã. Eis a agenda da esquerda.

            Contrariando a lei natural, os fautores revolucionários parecem não ter calculado bem os seus passos, e em sua ânsia de destruir a estrutura social vigente avançaram muito depressa, o que causou nas forças vivas do País uma reação ordeira, saudável e eficaz em sentido contrário, provocando como consequência, uma polarização ideológica na opinião pública, por eles tão temida.

            Em minha opinião, esta luta se estabeleceu como um bem para a causa católica, pois deixa manifesta a esperança em um futuro melhor para as almas e para o País. Este fenômeno de opinião pública não ocorreu sem a graça divina, que ajudou as almas a conhecer o mal enquanto tal, refletido na falta de piedade e na compreensão da caridade cristã, ou seja da bondade que norteia a vida em sociedade.

            Alguém poderia perguntar se eles realmente amam os pobres, que eles propalam defender e dar suas vidas. Acontece que as Escrituras afirmam o contrário, ou seja, os ímpios são impiedosos em relação aos pobres, eles fazem perecer os indigentes da terra, roubam deles, e se servem deles apenas para se enriquecer e tirar vantagens. Portanto, não nos iludamos.

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(*) Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

https://www.abim.inf.br/o-despertar-de-uma-reacao-sadia/

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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

O “NOVO NORMAL”, MAIS UM PASSO PARA O CAOS? - Plinio Corrêa de Oliveira

5 de outubro de 2020


Muitas obras de arte moderna, intencionalmente ou não, colaboram para habituar as pessoas ao caos, à cacofonia e à decadência. [Land of Black Gold – Ali Banisadr (2008). Coleção Particular].

Plinio Corrêa de Oliveira

Como se faz a transição do regime de ordem para o regime de desordem? Como habituar as pessoas ao caos, à cacofonia, à decadência, sem que elas discordem e se revoltem?

Teria de ser feita pouco a pouco, uma lenta imersão na desordem, mas vergando as pessoas e levando-as a degradar-se, a aceitar a Revolução* do modo como os seus mentores a planejaram. Tais mentores estão implantando assim a generalização gradual do caos, que chamam de “caos harmônico”, habituando a humanidade a viver numa espécie de caos macio, mas que vai desarticulando toda a civilização.

Na demolição que está sendo feita, tudo é contado, pesado e medido implacavelmente, e transcorre sem perda de tempo, sem desviar-se do objetivo planejado. Mesmo quando parece desvio, a execução do plano caminha inexoravelmente. Assim é a situação atual dos acontecimentos.

O problema que se coloca para os promotores do caos é o seguinte: quando as pessoas perceberão que estão sendo vítimas desse plano? Quando despertarão, dispostas a empreender a reação?

Creio que haverá em dado momento da História uma grande graça concedida pela Divina Providência. Nesse momento, muitos dos que agora dormem acordarão, e saberão encontrar a verdade. Para Deus tudo é possível!

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 28 de janeiro de 1989. Esta transcrição não passou pela revisão do autor. A palavra “Revolução” é aqui empregada no sentido que lhe dá o livro Revolução e Contra-Revolução.*

 

https://www.abim.inf.br/o-novo-normal-mais-um-passo-para-o-caos/

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sexta-feira, 3 de julho de 2020

O VÍRUS DA REVOLUÇÃO MATA O CORPO E A ALMA

2 de julho de 2020
Carlos Vitor Santos Valiense

Uma notícia muito chocante viralizou na internet: um homem, durante uma discussão, foi morto pelo gerente de um supermercado por ter-se negado a usar máscara.*

Não narrarei o fato em seus mínimos detalhes, mas apenas o foco principal: “a briga por causa de uma máscara resultou em uma morte”.

Apesar de essa notícia ainda ser considerada chocante para muita gente, a coisa está ficando diferente. Aquele rapaz, aquela mocinha que luta pela “democracia” publicou foto com os dizeres: “sou estudante e antifascista”; “sou mulher e antifascista”; “sou isso, aquilo, aquilo outro e sou antifascista”. Esses mesmos, por sua vez, dizem: “esse aí, sem mascara, mereceu morrer, ele ia contaminar o supermercado inteiro, colocou em risco a coletividade; fascista, merece morrer!
Atira nele, pouuu!”. Isso é sinistro.

Acredito que a Revolução conseguiu em três meses colocar literalmente o mundo em uma maca de hospital, na maior crise sanitária dos últimos tempos, a qual, ainda pior, afetou as almas, como veremos adiante.

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, falando em uma reunião no dia 8 de novembro de 1971 sobre “Epidemias comunistas”, fez a seguinte suposição: “Se alguém conseguisse provar — o que, aliás, não é verdade, mas se houvesse uma prova disso — que o comunismo espalha epidemias, o partido comunista ficava reduzido a zero, porque toca num dos ídolos, que é a saúde.” Em tempos de coronavírus essa suposição é prenhe de verossimilhança.

A crise causada pelo Comunavírus não só colocou a população em uma prisão domiciliar, mas levou os sacramentos católicos de volta às catacumbas.

Presenciamos hoje, da pior forma possível, algo que nos seria dado conhecer somente através dos livros que narram a história dos mártires dos primeiros séculos. Os católicos que enfrentavam então as arenas, que eram mortos pelos leões, queimados vivos e esquartejados, ficariam hoje trancados em suas casas, porque o valor supremo passou a ser a vida.

O martírio, então, nem se diga. Segundo a esquerda dita católica, já existem muitos mártires: mártires sem-terra, mártires das favelas, mártires LGBT, mártires das calçadas etc. Esses seriam os verdadeiros mártires que importam nos tempos de fascismo.

Sacramentos? Para quê? “Somos uma igreja doméstica, o sonho do pontificado de João Paulo II está se realizando”, dirá uma freira comunista. Missa pela internet, catequese por live, comunhão na sacolinha, confissão por videoconferência ou no estilo protestante, “confesse-se diretamente com Deus”. Água benta? Nem pensar, álcool gel, já!

Quantos mortos sem os sacramentos? Já pararam para pensar? Quantos ficaram sem a assistência da Igreja no seu momento crucial, naquele momento para o qual rezamos na Ave Maria: “rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte”.

Já pararam para pensar? A crise não é somente sanitária, é um reflexo de uma crise muito maior, é uma crise de fé. Os ministros de Deus são impedidos de realizar o seu oficio sagrado não somente pelas autoridades civis; impedem-nos — por exemplo, de reabrir as igrejas — as próprias autoridades eclesiásticas… em nome da vida.

O Prof. Plinio também dizia: “Quando a cúpula de São Pedro balança, o mundo também balança”, ou seja, a crise na sociedade é um reflexo da crise na Igreja.

Esta pandemia do vírus chinês está mostrando ao mundo não apenas o poder e a protuberância da Revolução, mas também sua notória influência sobre a estrutura eclesiástica. Está mostrando que a Revolução mata não apenas o corpo, mas também a alma.

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domingo, 28 de junho de 2020

RETROCESSOS MONSTRUOSOS – Péricles Capanema

28 de junho de 2020
Péricles Capanema

Temos às pencas regressões sociais desconhecidas da maior parte das pessoas, às vezes esquecidas, por vezes subestimadas. São fracassos medonhos, lesivos ao bem comum. E assim, ao longo das décadas e séculos, empobreceram a sociedade, dificultaram a inclusão, a mais de fechar horizontes da promoção (perfeição) social. Por imperativo de justiça, reclamam resgate do olvido imerecido, que começa pelo conhecimento. Reitero, convém trazê-los de volta à luz, para fruição, instrução e proveito popular. Bem vista, essa revivescência é benemérito ativismo social. Todos perdem com tais esquecimentos (qualificação benévola, existem ocultações e deformações intencionais).

Vou falar em especial de um deles, hoje perdido em desvãos da História. Antes, poucas linhas de útil recordação sobre a relevância da exemplaridade. Tratei faz pouco, pela rama embora, do papel social dos “role models”, exemplos e padrão para milhões. Bafejando comportamentos, são fundamentais para formar mentalidades, favorecer doutrinas, promover condutas. Governam no mais alto sentido da palavra. Pois governar não é sobretudo abrir estradas e construir pontes; é em primeiro lugar dirigir pessoas. Dirige-as quem influi nas convicções, mentalidades e hábitos morais.

É difícil a tradução de “role model” para o português; seria modelo ou modelo social. Aliás, é exatamente esse o papel de um santo canonizado, servir de modelo, padrão, sugerir rumos, trabalhar mentalidades. O “role model” dos nossos dias em regra é versão apequenada, desnaturada, laicizada e aguada do santo.

Assim define o “Business Dictionary” [Dicionário dos Negócios] o “role model”: “São pessoas para as quais se olha e se reverencia. Um modelo social é alguém que os outros desejam imitar, seja agora, seja no futuro. Um modelo social pode ser alguém que você conheça, relacione-se normalmente com ele, ou alguém que você nunca encontrou, como uma celebridade. Modelos sociais podem ser atores conhecidos, figuras públicas, políticos, professores, policiais, pessoas importantes da família”.

Modelos sociais são ou foram Gandhi, os Beatles, Elvis Presley, Che Guevara, Bill Gates, Pelé, a princesa Diana e ainda numerosos influencers atuais. Um tio seu, leitor, admirado na família. Uma prima, leitora. “Quero ser como fulano”, é grito interior de sem-número de pessoas. Modelos sociais influem no caminhar da sociedade (involuções ou avanços), cada um a seu modo e título, cada um atuando em especial sobre certa faixa do público. Seu tipo humano se torna objetivo atraente naquela faixa da realidade. É corrente, a irradiação de sua personalidade, ligada ao fascínio que exercem, muitas vezes ultrapassa a influência de chefes de governo ou de Estado, mesmo de grandes potências. Podem atrair para o bem, hoje pouco comum, podem puxar para o mal, o que é mais frequente.


Luís XIV (1638-1715) é considerado a personificação do monarca absoluto. Dele teria sido a frase, pronunciada em 1655, “L’État, c’est moi” (o Estado sou eu). Nunca a disse; pelo contrário, pouco antes de falecer, afirmou: “Morro, mas o Estado permanece”. Ninguém nega, contudo, Luís XIV governou com autoridade, exerceu com desembaraço o mando. “Le métier du roi est grand, noble et délicieux”. Essa é dele; para o monarca o ofício do rei era grande, nobre e delicioso. Marcou a França, marcou sua época, foi modelo para soberanos. Não analisarei sua política, nem seus acertos e erros. Meu foco é aspecto pouco destacado, facetas de seu tipo humano, inspiradoras de comportamentos e formadoras de mentalidade. A descrição de que me valho é de Hyppolite Taine (1828-1893), dos maiores historiadores franceses, está nas páginas do seu livro “Les origines de la France contemporaine” [capa acima]; dela vou retirar apenas as referências para tornar mais fluente a leitura. Hoje é fácil encontrar a obra na rede e baixá-la — está no domínio público.

“Luís XIV tinha todas as qualidades de um mestre de casa, o gosto da representação e da hospitalidade, a condescendência e a dignidade; a arte de não ferir o amor-próprio das pessoas, a arte de ficar sempre em seu lugar, a galanteria nobre, o tato, o atrativo do espírito e da linguagem. Falava perfeitamente bem; quando era preciso tinha a linguagem leve; quando necessário, o gracejo. Se narrava uma história, fazia-o com enorme encanto, um tom nobre e fino, que só vi nele. Nunca houve homem mais naturalmente polido, nem com uma polidez tão bem medida, tão bem graduada, ninguém distinguia melhor nas respostas e na maneira de ser a idade, a condição social e o mérito. Suas reverências, mais ou menos marcadas, sempre discretas, tinham uma graça e uma majestade incomparáveis. Era admirável pela forma diferenciada de receber homenagens à frente das tropas e ainda nas revistas. Sobretudo no tratamento das mulheres, nada havia de semelhante. Nunca passou diante da mais simples empregada de quarto sem tirar o chapéu e sabia a quem cumprimentava. Nunca disse nada depreciativo para ninguém. Nunca em sociedade comentou alguma coisa fora do lugar ou deslocada. Até no menor gesto, no caminhar, no porte, na postura, tudo medido, decente, nobre, grande, majestoso e, contudo, muito natural”.

Taine conclui: “Eis o modelo. De perto ou de longe, foi seguido até o fim do Antigo Regime”. Sabe-se que Luis XIV morreu em 1715, o Antigo Regime acabou com o triunfo da Revolução Francesa em 1789. De fato, Luís XIV incarnou em alto grau um ideal de perfeição social, que marcou o Antigo Regime. Em especial, tal ideal social moldou a educação dos príncipes, a formação do “honnête homme”, o homem de sociedade. Tendia a se generalizar; sua perenidade e aperfeiçoamento gradual estimulariam avanços civilizatórios, dos quais o mundo se viu privado. Com o fim do Antigo Regime, atacada e vilipendiada pelas correntes revolucionárias, em análise rápida, sobraram destroços de tal padrão de convívio, ainda que por vezes enormes. Multidões durante séculos estiveram excluídas de formas mais perfeitas de vida social, acostumando-se com a degradação nas relações humanas. Decadência atroz — minimizada.

Esse mesmo espírito, aninhado no fundo da doutrina e da mentalidade das formações revolucionárias, manifestou-se repetidas vezes ao longo da História, gerando miséria e exclusão. Dois exemplos. Um grande cientista — nascido na nobreza de toga (durante a Revolução Francesa, renunciou ao uso da partícula de, própria à nobreza; aliás, pouco lhe adiantou) —, hoje por vezes chamado de “pai da química moderna”, Antoine-Laurent de Lavoisier (1743-1794) foi condenado à guilhotina por tribunal de exceção da Revolução Francesa. Pediu alguns dias de adiamento da execução, queria terminar; solicitação negada. Resposta emblemática de Jean-Baptiste Coffinhal, presidente do Tribunal Revolucionário: “A República não precisa de sábios”. Lavoisier foi guilhotinado em 8 de maio de 1794. Arremeteu irado contra o crime hediondo Louis de La Grange, dos maiores matemáticos da época: “Morreu Lavoisier, só lhes custou um segundo cortar a cabeça, cem anos talvez não sejam suficientes para que apareça uma parecida”. Quanto perdeu o mundo? Quanto perderam os pobres em qualidade de vida? Retrocesso desumano — silenciado.


Outros fatos, de mesma natureza. No Brasil, animadas pelo mesmo fanatismo, mulheres do MST (uma das vanguardas da atrofia social entre nós), em pelo menos duas ocasiões, pelo que me lembro agora, 2006 e 2015, foram discípulas modelares de Jean-Baptiste Coffinhal. Em março de 2006 em Barra do Ribeiro, a 60 quilômetros de Porto Alegre, destruíram pelo menos um milhão de mudas de eucalipto em laboratório [foto ao lado] de propriedade da Aracruz Celulose. Renato Rostirolla, gerente florestal, lastimou: “Há trabalhos de 20 anos de melhoramento genético que foram destruídos. Se fôssemos realizar todos os cruzamentos, levaria no mínimo cinco ou seis anos. Alguns nunca mais serão possíveis, porque as matrizes foram destruídas”. Vandalismo semelhante foi perpetrado em Itapetininga, março de 2015, também por mulheres capitaneadas pelo MST, agora na Futura Gene, empresa do grupo Suzano. O gerente Eduardo José de Mello lamentou: “Perdemos alguns anos de desenvolvimento tecnológico”. Segundo a empresa, 14 anos de pesquisas foram destruídos.

Os setores que espatifam com delícias intolerantes milhares e até milhões de mudinhas escolhidas de eucalipto, prenúncios de porvir melhor, de forma congruente, simpatizarão com a decapitação criminosa de Lavoisier; e não perceberão problema algum, acharão é bom, que a alta educação de Luís XIV seja depreciada e finalmente desapareça como fator de aperfeiçoamento social. Inimigos do crescimento, obstruem os caminhos da subida e o povo é a maior vítima.

Post-scriptum: tais setores não têm apenas manifestações extremadas; correntes de opinião numerosas ingeriram prazerosamente doses graduadas de tal veneno.


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sábado, 21 de dezembro de 2019

POR UM FUTURO MELHOR



Durante nossa vida aprendemos a valorizar coisas que não são fundamentais: materialismo, modismo, poder, status... E coisas desse tipo são o que importam na nossa sociedade. Por isso, queremos convocá-lo para uma revolução.... Vamos renovar a espécie humana! Vamos investir na alma! Resgatar, não só a natureza, mas o natural.

Vamos vender mais paz.... Não filtrar as emoções...Coalescer a inveja! Contabilizar as boas relações. Reciclar as relações ruins! Reatar as velhas amizades... Equipe o prazer... Trabalhe a perseverança... Vença o cansaço! Faça a diferença, sem precisar de propaganda. Resolva tudo sem alarde! Use o marketing da sinceridade. Cobre o profissionalismo de todos, inclusive daqueles que você elegeu...   Vamos maximizar a energia... Preservar os recursos. Tratar a água, pois ela é a nossa fonte de vida... E como o ar, que também é meio de vida, vamos ser transparentes! Renove o estoque de sorrisos... Canalize os bons pensamentos. Use o marketing do amor! Abrace mais.

Beije os seus amores... Relembre o quanto os ama. E, com a mesma força, diga não ao racismo, à intolerância, à discriminação. Seja saudável, inclusive nas atitudes. Dê bons exemplos! Diga a verdade, principalmente às crianças, para que elas cresçam sabendo acreditar. Crie seus filhos  como cidadãos do mundo. Cultive DEUS ...e viva na razão da emoção, lutando pela felicidade plena, e por um futuro melhor. E agradeça sempre a Deus por estar nesse mundo.

“Gotas de Crystal - Whats 32 99131 1743" 

(Recebi via Whats, sem menção de autoria)

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