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terça-feira, 29 de dezembro de 2020

A VERDADEIRA BELEZA ATRAI A JUVENTUDE - I

 29 de dezembro de 2020

 


Catedral de Westminster (Londres)

Plinio Maria Solimeo

 

Estudo recente de uma organização de jovens britânicos afirma que “são muito influentes na conversão de um jovem ao cristianismo o próprio prédio físico da igreja”. Analisando esse estudo, o Telegraph cita que “cerca de 13% dos adolescentes disseram que decidiram se tornar cristãos depois de visitarem uma igreja ou catedral”.

Para o jornal londrino, a “influência do edifício da igreja na conversão de adolescentes é mais significativa do que a participação deles em um grupo de jovens, em um casamento, ou o fato de eles conversarem com outros cristãos sobre a fé”. O estudo sugere que métodos utilizados pela Igreja, como grupos de jovens, são menos eficazes para atrair adolescentes do que a oração ou a visita a uma igreja.

O que atrai esses jovens ingleses nas igrejas e catedrais, muitas delas verdadeiras joias medievais, roubadas ao culto católico durante a apostasia e o cisma do lúbrico rei Henrique VIII? Na verdade, eles são atraídos pela beleza da arquitetura, pelo colorido dos vitrais, pelas esguias torres e cúpulas que desafiam os tempos. Enfim, tudo aquilo que falta nas igrejas modernas, feias como o pecado…

Isso nos remete a uma questão filosófica. O que pode ser realmente considerado belo? O Belo é algo subjetivo ou objetivo? Na verdade, desde a antiguidade, filósofos — o principal deles foi Aristóteles — se debruçaram sobre o assunto à busca de uma explicação satisfatória. São Tomás de Aquino, seguindo os passos do filósofo grego, tratou com maestria desse tema em sua Suma Teológica.

Segundo o Prof. Gabriel Ferreira, ao comentar o Doutor Angélico, esclarece que ele aponta três condições da beleza: a primeira delas é integridade ou perfeição do ente. Ou seja, quanto mais o ser for completo e íntegro de sua natureza; quanto menos lhe faltar para que seja aquilo que é; portanto, quanto mais perfeito, mais belo será tal ente.

A segunda das condições é o que Santo Tomás chama de proporção ou harmonia. Que seja proporcional entre suas diversas partes, ordenadas para o fim que lhe é próprio. Por último, São Tomás acrescenta um traço pouco explorado, isto é, o brilho, a claridade ou o esplendor. Pois o que é belo exibe uma espécie de halo que coroa seu grau de perfeição e está de acordo com ele.

A beleza portanto se encontra naquilo que os sentidos e o intelecto encontram satisfação e nossos apetites são aplacados. A experiência da beleza conjura a unidade dos nossos desejos — do intelecto e da vontade — e as satisfaz, uma vez que o bom e o belo são o mesmo. É essa “satisfação” em encontrar esse “bom e o belo” que atualmente atrai muitos jovens. Pretendo voltar ao tema. Até breve.

https://www.abim.inf.br/a-verdadeira-beleza-atrai-a-juventude-i/

 

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

GANDHI - SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO


Turnê nacional da peça  estará em Salvador e apresenta a sabedoria, dignidade e honestidade de Gandhi no Teatro Módulo

Intercalando cenas de humor, lirismo e dramaticidade chega a Salvador o espetáculo Gandhi - seja a mudança que você quer ver no mundo. Com texto e direção de Mateus Faconti e com Sergio Lelys, Patrícia Naves e Luis Doffá no elenco, a peça está em cartaz nos dias 02, 03 e 04 de março (sexta-feira á domingo), a partir das 20 horas, no Teatro Módulo.

A montagem cria um painel rico e marcante no qual a sabedoria, dignidade e honestidade de Gandhi, (vivido por Sergio Lelys) tão necessárias no momento em que vivemos é apresentada.

A peça que é apresentada como uma história de amor atingindo um caráter, inclusive histórico cultural, pela primeira vez é contada sob o ponto de vista de uma mulher: Kasturbai Gandhi esposa e companheira de Mahatma Gandhi, (vivida pela atriz Patrícia Naves) que conduz o espetáculo de forma surpreendente e não à toa, provoca o espectador sobre a importância de cultivar um sentimento de tolerância, amor e não violência para enfrentar as transformações da sociedade.

Um espetáculo para ser apreciado por toda a família e por todas as plateias, que gostam de ir ao teatro, se emocionar e se alegrar ao mesmo tempo. O público poderá conhecer um pouco mais da trajetória desse guerreiro da paz, que defendendo a dignidade e sempre lutando pela não violência, tornou-se o porta voz da consciência de toda a humanidade.

A cenografia é de Lúcio Meca e Mateus Faconti, iluminação Daniela Gaia, figurinos Sergio Lelys, trilha sonora original Ricardo Dutra, coreografia, Luís Doffa, produção executiva Nilda de Araujo, realização Núcleo Tenda da Fortuna e produção local Carambola Produções.

Serviço
Gandhi - seja a mudança que você quer ver no mundo estreia em Salvador
Dias 02, 03 e 04 de março – (sex a dom)
Horário: 20h
Onde: Teatro Módulo
End.: Av. Prof. Magalhães Neto, 1177 - Pituba
Valor: 70,00(inteira) e 35,00(meia)
Classificação Livre 
Vendas: compreingressos.com e bilheteria do teatro


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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

AUTÊNTICA ARTE NO DESEJO DE PERFEIÇÃO ATÉ NAS CLASSES POPULARES

8 de Janeiro de 2018
Adolpho Lindenberg
Nada de mais errado julgar que o gosto pela perfeição, pelas coisas bem feitas, com expressão artística autêntica, seja apanágio só das elites. Quem já viajou pelo Tirol, pela Baviera ou pela Suíça, deve ter observado como as casas dos camponeses são bonitas, diferenciadas, com detalhes artísticos — pinturas nas paredes, formato dose telhados, rosa de ventos feita de ferro etc.

O bom acabamento, as cortinas colocadas com esmero e as flores de gerânio bem cultivadas nas janelas completam o quadro digno de tornar-se um cartão postal. O mesmo ocorre quando percorremos as vielas de antigos vilarejos, ainda preservados em toda a Europa — casas em bom estado, outras abandonadas e quase em ruínas, mas cada uma manifestando sua individualidade e seu conjunto, agradando a todos os que por ali transitam.
E o que falar dos tapetes, dos bordados, dos trajes, das danças típicas, das festas populares? E dos pratos das ricas culinárias das diversas regiões da Europa?
Tudo isso mostra como era rica, culturalmente, em todos os níveis sociais, a Civilização Cristã.



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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

BLACK MIRROR MOSTRA LADO SOMBRIO DA NATUREZA HUMANA FOMENTADO PELA TECNOLOGIA MODERNA

29 de dezembro de 2016

“Conheci um coração puro que recusava a desconfiança. Era pacifista, libertário e amava com um único amor abrangente toda a humanidade e os animais. Sim, uma alma de elite, com toda a certeza. Pois bem, durante as últimas guerras religiosas, na Europa, retirou-se para o campo. Escreveu na entrada de sua casa: ‘De onde quer que você venha, entre e seja bem-vindo.’ Quem, segundo o senhor, respondeu a este belo convite? Os milicianos, que entraram como se a casa fosse deles e o estriparam.” – Albert Camus, A Queda

Aproveitando a época mais calma do ano em termos de trabalho, em clima quase de férias para quem nunca tira férias, tenho dedicado mais tempo às séries da Netflix, e com isso pude avançar bem na que estou vendo no momento. Trata-se de “Black Mirror”, com episódios quase sempre marcantes, impactantes, que apontam para o telespectador um espelho e mostram aquilo que está lá, em nosso âmago, mas que tentamos esconder – dos outros e de nós mesmos.

Depois de ver um político que precisa fazer sexo com um porco ao vivo para salvar uma princesa sequestrada, sob o júbilo do povo curioso (o mesmo que sempre frequentou linchamentos em praça pública), um urso de desenho animado que ridiculariza todo o sistema e acaba quase eleito, uma moça que acorda sem memória e é perseguida enquanto todos à sua volta simplesmente tiram fotos, gente que “pedala” e vive confinada em cubículos só sonhando com a fama, vi ontem um episódio que se chama justamente “Queda livre”. Retrata uma espécie de Uber de pessoas, com cada um dando notas aos outros, e sua nota é fundamental para tudo na vida.

Uma metáfora ao dinheiro e ao status que cada um tem, mas potencializado pela tecnologia moderna. Essa é a temática da série, em resumo: nossa natureza é isso, nada tão bonitinho como gostamos de crer, e as redes sociais têm estimulado esse lado mais individualista e narcísico em nós. Tudo por cliques, por “curtidas”, para ser “amado” por todos, numa tremenda prisão cansativa em que o genuíno é sacrificado pelo artificial.

Tem sido o tema recorrente de textos e livros do filósofo Luiz Felipe Pondé. Os jantares “inteligentinhos”, os filhos adolescentes que só pensam em salvar crianças africanas e bichinhos, os locais que precisam ser visitados nas viagens de férias porque todos visitam, a ausência de qualquer preconceito etc. A vida transformada num desgastante espetáculo para os outros, sob uma ditadura do politicamente correto em que você precisa aparentar ser a alma mais abnegada e descolada do planeta. Ainda que seja preciso sorrir e falar belas palavras para a “amiga” da escola que transou com seu namorado.

Como deve ser cansativo viver o tempo todo pelas aparências! Como a personagem de Jodie Foster em “Deus da Carnificina”, de Polanski. Escrevi sobre isso em Esquerda Caviar:

O filme Deus da carnificina, de Roman Polanski, é uma sátira à hipocrisia do politicamente correto, com Judie Foster fazendo o papel de uma típica representante da esquerda caviar, que se coloca sempre acima dos outros no campo moral.

Ela é capaz de tudo perdoar em nome da “civilização”. É tão descolada que até passou sua lua de mel na Índia! Mas, em certo momento, desabafa: “Por que tudo tem que ser sempre tão exaustivo?”. Usar sempre aquela máscara cansa.

A personagem abraça as causas das pobres crianças africanas, mas, no fundo, esconde seu ódio a tudo aquilo em volta, seu recalque à sua vida medíocre com seu marido acomodado, um simples vendedor de latrinas sem ambição. Eis como Pondé resume a figura em um artigo sobre o filme:

Ela escreve livros sobre Darfur e a miséria na África e, em meio a seus berros contidos de histérica, ela decreta que quem não se preocupa com a pobreza mundial não tem caráter. Tenta passar a imagem de que ama e perdoa a todos, inclusive o filho da Winslet que bateu em seu filho, mas no fundo é uma passiva agressiva, aquele tipo de mulher descrita por Woody Allen, que fala baixinho, mas fere fundo com sua saliva venenosa e cruel.

Em certo momento, o marido afirma que o “amor” que ela sentia pelos negros do Sudão tinha estragado tudo nela. É uma tirada ácida, mas que aponta para essa característica da esquerda caviar com perfeição. Ela “amava” os pobres distantes, mas isso era pura hipocrisia, uma forma de entorpecimento próprio. A esquerda caviar usa a “preocupação” com a desgraça alheia como troféu de sua suposta superioridade moral. As minorias oprimidas são seus mascotes.

Quem não quer – ou não sente a necessidade – de ligar o “FODA-SE” de vez em quando, de deixar aquilo que realmente sente vir à tona e falar mais alto? Claro, há o outro extremo que me parece igualmente nefasto: o “sincericídio”, aquele que não tem filtro algum entre o que pensa e o que sai de sua boca, o bruto incapaz de qualquer “mentirinha social” para agradar ou para não ofender tanto os demais.

Aristoteles já dizia que o homem é um “animal político”, e que somente um deus ou um bruto poderia abrir mão disso, da vida em civilização. E viver em sociedade significa engolir alguns sapos, aceitar com alguma maturidade o espetáculo da vida, o teatro, as máscaras que usamos em público, ou mesmo em casa. Nem um casal suportaria a verdade o tempo todo. Alguma hipocrisia se faz necessária para viver entre os seres humanos (qualquer marido que precisa sempre responder se a roupa da esposa está bonita entende isso). Como não existe deus entre nós, só mesmo um bruto, um bárbaro poderia virar as costas totalmente ao “sistema” e cuspir em todas essas convenções sociais meio falsas.

Um bruto ou, claro, um ser completamente imaturo, e também movido por vaidade, ainda que diga o contrário. Ou seja, um sociopata ou alguém infantil. Penso em Stockmann, na peça Um Inimigo do Povo, escrita pelo norueguês Henrik Ibsen no século XIX. Após descobrir que os famosos banhos da cidade estavam contaminados, esperava obter grande respeito e admiração por parte dos demais habitantes. Afinal, sua descoberta mostrava os riscos para a saúde de todos. Mas Stockmann ignorara os fatores políticos e econômicos, já que os banhos eram a principal fonte de renda da cidade.

Aos poucos, mesmo seus supostos aliados, que declaravam apoio pela frente, o atacaram pelas costas, se voltando contra ele. Toda a cidade passou a repudiar o autor da infeliz descoberta, preferindo ignorar os fatos, como se assim estes pudessem, num passe de mágica, desaparecer. Dr. Stockmann agiu diferente, e mesmo que sozinho, sem apoio, escolheu a verdade pura, e enfrentou a maioria. Acabou tachado como um inimigo do povo, na tentativa de ajudá-lo.

Seria ele um homem com a coragem moral de manter sua integridade e convicção apesar da enorme pressão popular contra sua pessoa, ou alguém com postura infantil e sem qualquer jogo de cintura, no fundo agindo assim para superar a estima que seu irmão político tinha perante a população? Parece claro que a inocência de Stockmann beira o absurdo, e que sua convicção confunde-se com fanatismo até, ao se mostrar disposto a ignorar totalmente a pólis e até a destruí-la em nome da verdade irrestrita.

Temos ainda Cordélia em Rei Lear, de Shakespeare. A filha mais jovem do rei, e também a favorita, recusa-se a tecer elogios artificiais em evento público em que cada filha recebe sua herança em forma de propriedade. Ela acha que não é correto usar palavras vazias para expressar seus sentimentos, e não é capaz de abusar da retórica como suas irmãs mais velhas, que possuem o dom da palavra, ainda que falsas no conteúdo. Ela seria mais genuína ou apenas mais infantil, ao não superar esse obstáculo em nome do jogo político em curso? Shakespeare, ao desenrolar a história como uma grande tragédia após este ato de recusa de Cordélia, parece acreditar na segunda hipótese.

Não ser capaz de nenhum ato de elogio artificial pode ser não um sintoma de integridade, mas de infantilidade ou barbarismo. Dito isso, claro que nossa realidade parece inclinada ao outro extremo, a essa obsessão com as “notas” que vamos receber dos outros, até de desconhecidos. E, como alertava Baltasar Gracián, “Para ser benquisto, o único meio é vestir-se com a pele do mais simples dos animais”. Schopenhauer ia em linha semelhante ao afirmar que “quem tem de produzir o bom e o autêntico e evitar o ruim tem de desafiar o juízo das massas e de seus porta-vozes e, portanto, desprezá-los”.

Não acho que seja saudável ou possível “desprezar” totalmente o juízo dos outros, o julgamento que fazem a nosso respeito. Somos “animais cívicos” e a opinião dos outros deve ser levada em conta. Mas com certo equilíbrio. O excesso de preocupação com o que os outros pensam de nós pode levar a uma prisão insuportável, a um comportamento completamente artificial, sempre em busca de “curtidas”, de uma “nota” boa perante a sociedade. Quem vive para isso não vive mais de verdade, não vive para si, não passa de um zumbi, de um robô.

Quais são seus reais interesses? Quais são suas paixões genuínas? Você quer tanto mesmo aquele carro novo ou é só para mostrar aos outros? Você está mesmo desfrutando desse prato elaborado nesse caro restaurante ou só pensando na foto que vai tirar para impressionar os demais? Quer mesmo ir àquele lugar ou é só porque é o que se espera de quem tem certo nível social passar as férias lá, no lugar da moda? Você está mesmo feliz o tempo todo ou essas fotos incessantes de sorrisos em lugares bonitos com boa companhia são só para parecer feliz, para inglês ver?

“Nem uma criança de dois anos que acaba de ganhar um balão parece tão feliz”, espeta o irmão da personagem principal do episódio da série, que se esforça com esmero em ser “querida” por todos. Atenção, SPOILER: Até ela surtar. Acho importante buscar um equilíbrio entre as inofensivas “mentiras sociais” e a sinceridade, sendo que essas mentiras são mais toleráveis quando ditas para não ofender gratuitamente os outros, e não para ganhar pontos para nós mesmos. Alguma pitada de artificialidade será necessária para se viver em sociedade. Mas como valorizo mais o genuíno!

Sempre me cansou muito essa tentativa de parecer ser “cool”, estar na “moda”, sorrir o tempo todo um sorriso falso para seduzir os demais, bajular todo mundo, adular os famosos, ricos e poderosos, agir feito um político em campanha 24 horas por dia. Essa é minha visão do inferno! E esse meu inferno está se tornando realidade para a sociedade, com a mãozinha que as redes sociais têm dado à nossa natureza humana vaidosa, insegura, desamparada. Onde isso vai acabar? A distopia retratada em “Black Mirror” dá uma ideia. E ela é assustadora!

Espero que consigamos reverter esse quadro. Mais genuinidade, com boas doses de maturidade: eis o que desejo a todos em 2017. Feliz Ano Novo!

Rodrigo Constantino


SOBRE /  RODRIGO CONSTANTINO

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.





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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

02 DE DEZEMBRO - DIA NACIONAL DO SAMBA

Dia Nacional do  Samba


O Brasil não é apenas conhecido pelas belas paisagens, pelos craques fantásticos de futebol, nem muito menos pelas novelas televisivas que fazem sucesso no exterior. Quando alguém pensa em Brasil, geralmente a mente salta: mulheres, carnaval e, samba. Isso mesmo, o Samba, um estilo musical que une a diversidade e o swing de uma nação inteira.

No dia 02 de Dezembro é comemorado o dia nacional do samba, um estilo musical que leva a identidade brasileira para o exterior, claro, existem uma série de modalidades deste estilo musical, desde o samba raiz até aqueles que mantêm a tradição viva até os dias de hoje. Isso mesmo, apesar de toda modernidade que nos cerca, o samba ainda pede passagem entre os grandes sucessos de nossos dias.

No inicio o dia do samba era comemorado apenas em Salvador, mas como o estilo nunca respeitou fronteiras, aos poucos foi aumentando até se tornar uma comemoração nacional. Era algo esperado devido a quantidade de talentos que tornaram o samba esse estilo musical que leva a tradição, amor e a vivacidade de uma nação inteira. Mesmo com tantos estilos musicais completamente diferentes, o samba é entre todos o mais pitoresco do Brasil, o estilo musical que traduz a essência do povo brasileiro.

Um estilo musical cheio de gingado e melodia que encanta pelas danças e também pela execução que exige harmonia e talento de todos os músicos envolvidos na roda de samba.


Dia Nacional do Samba

O Dia Nacional do Samba é comemorado em dois de Dezembro, onde se celebra esse ritmo musical criado no Brasil e que é tido como forma de expressão em diversas regiões. E conhecido mundialmente como símbolo da música brasileira.

Apesar de ser extremamente popular em muitas regiões do Brasil, a origem do samba como Bahia e São Paulo, este gênero de música está muito ligado ao Rio de Janeiro, onde nasceu por volta do final do século XIX e começo do século XX. Era uma dança de escravos que misturaram suas danças com os ritmos regionais do maxixe, xote, entre outros, criando o samba carioca.

Origem do Dia do Samba

A data de 2 de Dezembro foi escolhida como o dia do Samba pois foi nesse dia que o famoso compositor Ary Barroso, um dos mais famosos compositores de samba da história, visitou pela primeira vez Salvador na Bahia. O então vereador Luís Monteiro Costa propôs então homenageá-lo, celebrando o dia do Samba nesta data no calendário regional, que com o passar dos anos acabou se tornando uma comemoração a nível nacional.

Tipos de samba:

Samba enredo - com origem no Rio de Janeiro na década de 30 é um samba que determina o ritmo dos desfiles das escolas de samba, e aborda temas sociais e culturais.

Samba de partido alto - é um samba de origem pobre, que tenta demonstrar a realidade de regiões carentes. Seus principais compositores são Moreira da Silva, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila

Samba Pagode - um dos ritmos dentro do samba que mais fazem sucesso surgiu no Rio de Janeiro nos anos 70, com letras românticas e ritmo repetitivo, tem como principais representantes grupos como: Fundo de Quintal, Raça Negra, Só Pra Contraria, entre outros.

Samba canção - com origem na década de 20 tem característica ritmo lento e letras românticas.

Samba carnavalesco - são as famosas marchinhas que embalavam os carnavais antigos e bailes típicos.

Samba exaltação - esse tipo de samba trazia um saudosismo com letras que mostravam as maravilhas brasileiras, junto com acompanhamento de orquestra.

Samba de breque - tipo de samba que tem interrupções para comentários no meio da música, com temáticas críticas ou humorísticas.

Samba de gafieira - com origem nos anos 40, tem ritmo rápido e forte com acompanhamento, muito comum em danças de salão.

Sambalanço ou Samba Rock - Com influência do jazz o surgiu entre as décadas de 50 e 60 e embalou boates em São Paulo e Rio de Janeiro. Tem como principais representantes Jorge Ben Jor, Wilson Simonal e mais recentemente Seu Jorge.



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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

KLEBER GALVÊAS: COMEMORANDO 50 ANOS DA 1ª EXPOSIÇÃO

Comemorando 50 anos da minha primeira exposição, 1966
– Primeiro Salão Nacional de Artes Plásticas do Espírito Santo - apresento uma nova exposição.
É uma mostra festiva de pinturas, com colorido vivo e fortes contrastes.
Abstração 1 - 122x95cm.
Abstração 2 - 122x95cm
Abstração 3 - 122x95cm.
Abstração 4 - 122x95cm.
Abstração 5 - 74x56cm
Abstração 6- 122x40cm
Abstração 7 - 122x40cm.
Abstração 8 - 122x48cm.
Abstração 9 - 122x48cm.

EXPOSIÇÃO DE ARTE MODERNA – Homero Massena
A Gazeta, 18 de setembro de 1966
Entre os artistas que compareceram ao primeiro “salão” de arte moderna, em nossa terra, foi incontestavelmente Kleber Galvêas um dos que mais se destacou. Seu quadro “pescador” está entre os quadros de maior valia que expôs. Foi adquirido por um americano que o transportou para Washington, onde reside.
Temos assistido o desenvolvimento artístico quase genial do jovem capixaba. Verdadeira revelação na arte contemporânea. Espontâneo criador de um estilo muito pessoal, não tem a preocupação de imitar ou inspirar-se em obras de outros artistas da escola que adotou; não decalca espiritualmente o já pintado pelos grandes mestres, não pajeia como alguns que nos aparecem retumbando os guizos de seus feitos revelando mediocridade. Valendo-se da liberdade concedida ao abstracionismo ao cubismo e a outras modalidades da arte contemporânea, apresentam verdadeiras aberrações confundindo o público sobre o que há de verdadeiro e valoroso na nobre arte que imortalizou Picasso, Albert Moret, Marquinni e , entre nós o saudoso Portinari que dignificou a cultura artística no Brasil, legando a gloria do seu nome à terra de seu beco.
Estamos certos que Kleber Galvêas em futuro próximo será uma glória nacional dado o seu amor ao trabalho e novas criações. Pena foi o não ter exposto algumas de suas telas que reputamos de grande valor, e que enchem o seu ateliê.
Além do mais, excelente alma de verdadeiro artista, modesto, aceita com acatamento a crítica que nós, os profissionais, mais velhos, por vezes tomamos a liberdade de apresentar-lhe.
É com a maior satisfação que traçamos essas linhas com a finalidade de incentivar o novel artista e de desejar que continue com o mesmo valor, a mesma fé no destino glorioso que espera.
Aos que nos leem, considerarão certamente estranho o nosso entusiasmo por uma arte oposta ao nosso estilo e por vezes maltratado, não pelos verdadeiros artistas, mas por aventureiros que invadem como bárbaros, o sagrado pais das artes.
A próxima exposição pessoal que fará Kleber Galvêas, será apreciada pelos nossos conterrâneos momento em que verificarão a verdade do que aqui afirmamos. Homero Massena.

Homero Massena e Kleber Galvêas na Barra do Jucu, Pedrinho's Bar, 1972 - Foto: Edy Massena.
Subida da Penha de Galvêas tema muito frequente na obra do mestre Massena - 160x135cm.
Paisagem da Barra do Jucu - 65x40cm.

Pinturas de Kleber Galvêas em parceria com os netos: Gabriel e Luisa.


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terça-feira, 15 de novembro de 2016

MOVIDO PELO AMOR, SÁBATO SABIA QUE PALCO E RUA SÃO INSEPARÁVEIS

Movido pelo amor, Sábato sabia que palco e rua são inseparáveis.
AIMAR LABAKI

Com a morte de Sábato Magaldi, como disse o crítico e curador Kil Abreu, "fecha-se ao menos em termos cronológicos (mas não de influência) o ciclo da crítica ao teatro moderno no Brasil".
Difícil fazer compreender a quem não viveu a época em que ambos publicavam o misto de respeito e afeto que cercava suas figuras.

Sábato e Décio eram críticos pedagogos, mestres autodidatas, que criticavam em diálogo direto com o processo dos artistas e grupos, e escreviam buscando contribuir para a formação intelectual de seus espectadores. Eram, pois, professores nas duas pontas da equação.

Reconhecidos pela classe teatral como companheiros de jornada, não deixavam de ser tratados com uma certa reverência. Relação que hoje se diria autoritária, mas que à época era apenas natural, dadas as circunstâncias.

AnteriorAmigo fraterno de Nelson Rodrigues, defendeu e explicou sua obra antes mesmo do autor ser aceito e, post-mortem, consagrado. Não se furtou a algumas duras polêmicas, como a que manteve por meio de cartas com José Celso Martinez Correa, quando da montagem de "Gracias, Señor" —episódio que de certa maneira marca a ruptura entre a primeira e a segunda gerações do teatro moderno brasileiro.

E contribuiu para a formação de inúmeros críticos e pensadores. Foram seus alunos, entre muitos outros, Ilka Maria Zanotto, Mariângela Alves de Lima, Silvana Garcia, Edélcio Mostaço, para não falar de seu sucessor no "Jornal da Tarde", Alberto Guzik.

O que o movia era o amor —amor ao teatro e amor às pessoas, não fosse o grande proseador que era. Conversar com Sábato, mais que um aprendizado, era um grande prazer.

Deixa uma grande obra publicada incontornável —e outra, submersa: um diário que manteve durante todos os anos de crítica. Obra que merece ser depositada em alguma biblioteca, nem que seja para só ser aberta daqui a alguns anos, como aparentemente era seu desejo. Sábato era um homem de teatro, e como tal sabia que palco e rua são inseparáveis.

Ainda que algumas de suas teses estejam sendo revistas à luz de novos trabalhos e pesquisas, seus livros permanecem e permanecerão como fonte primária insubstituível. Escritas com o rigor e sabor que caracterizavam também sua fala.

Mineiro, de charme insuspeitado por trás da timidez e formalidade aparentes, Sábato teve por grande parte da vida uma grande companheira, Edla van Steen, escritora talentosa, intelectual de brilho próprio —e uma das mulheres mais bonitas que este país já viu. Foi casado também com outra grande artista, Marilena Ansaldi, atriz e bailarina.

Com ele, ficamos todos um pouco órfãos. Mesmo aqueles que nem conhecem ainda seu nome, mas sabem que seu próprio caminho passa por duas tábuas e uma paixão —em língua portuguesa.

 AIMAR LABAKI é dramaturgo, roteirista e diretor.



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sábado, 12 de novembro de 2016

AOS 95 ANOS, DONA IVONE LARA RECEBE PRÊMIO MÁXIMO DA CULTURA BRASILEIRA

Aos 95 anos, Dona Ivone Lara recebe prêmio máximo da cultura brasileira
12/11/2016
Ao lado da sambista estavam o cineasta Fernando Meireles, o ator Carlos Vereza e o coreógrafo Carlinhos de Jesus, também homenageados
Principal condecoração pública da Cultura, a Ordem do Mérito Cultural foi entregue a 30 personalidades e seis instituições brasileiras na noite desta segunda-feira (07/11), em evento no Palácio do Planalto presidido pelo ministro da Cultura Marcelo Calero. A cerimônia, que contou com a presença do presidente da República Michel Temer e da primeira-dama Marcela Temer, teve como grande homenageada a sambista Dona Inove Lara, que recebeu a comenda máxima de grã-cruz.
“Nossa matriarca do samba é um  capítulo retumbante da memória afetiva do Brasil. Salve Dona Ivone Lara! Salve o samba”, bradou Calero ao fim do discurso inicial que abriu os trabalhos da homenagem.
O gênero musical foi celebrado por meio de quatro apresentações musicais regidas por Neguinho da Beija Flor, Márcio Gomes, Áurea Martins e André Lara. O Hino Nacional ficou a cargo de Fafá de Belém.
Dividida em três categorias – Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro -, a Ordem de Mérito Cultural agraciou grandes nomes da cultura nacional e as respectivas contribuições alcançadas no exercer do ofício. Entre os homenageados, o artista plástico Vik Muniz, o cantor Jorge Aragão, a arte-educadora Ana Mae  Barbosa e o ator Carlos Vereza.
“Nesta noite, tive a chance de apertar a mão de tantos artistas que sempre admirei de longe,” comentou em tom informal o presidente Michel Temer. Ele aproveitou a oportunidade para revelar: “Aumentamos em mais de 40% o orçamento do Ministério da Cultura em 2017”, arrancando aplausos do público presente. O veterano Carlos Vereza, conhecido pela postura antipetista e crítica ao governo de Dilma, prometeu cobrar. “Além do orçamento do MinC, também foi firmado investimento no audiovisual, favorecendo o cinema nacional. Neste momento de crise, é ousado e gratificante escutar isso”, disse o ator, que contabiliza quase seis décadas de carreira na tevê, nos palcos e no cinema.
Criado em 1995, a Ordem laureou mais de 500 representantes da cultura e das artes brasileiras. Os candidatos podem ser indicados por qualquer cidadão e passam pelo crivo de uma comissão técnica.



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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

CONHEÇA A OBRA DO MESTRE HM. - Kleber Galveas

Conheça a obra do mestre HM.

Homero Massena fez sua última exposição em 1968. Não havia nenhuma galeria no Espírito Santo. Ela aconteceu na entrada do Carlos Gomes. O teatro estava caindo aos pedaços. Uma reforma completa foi iniciada logo após, e Massena foi convidado a pintar o teto. Ele tinha 84 anos, subiu escadas íngremes altíssimas e retocou o seu trabalho. Após serem fixadas as dezoito placas de compensado naval, que havia pintado em Jucutuquara.
Massena revolucionou nossa pintura. Até 1951, data da inauguração da Escola de Belas Artes do ES, preponderava aqui a escola da Irmã Tereza Monteiro Novaes, no Colégio do Carmo. Ela estudou pintura com Carlos Reis em Vitória e com acadêmicos famosos no Rio. Foi mestra dedicada por mais de meio século. Com suas discípulas produziu obras para culto das igrejas católicas, eventos cívicos e decoração de residências. Iniciou centenas de capixabas na pintura. Uma dessas foi minha mãe, de quem tenho dois óleos de 1938. A Escola do Carmo era de maneiristas: o desenho bem acabado e as figuras representadas com contornos bem definidos recebiam a cor como complemento. Faziam, na verdade, belíssimos desenhos coloridos.
Na escola do Massena a pintura se liberta. O desenho continua a ser feito com rigor de perspectiva, claro–escuro, com definição de espaços e equilíbrio. Perde a sua função de contorno e ganha importância como estrutura, orientando a cor aplicada com pinceladas soltas, tintas diluídas, criando veladuras ricas em matizes. É a pintura com suas tintas cozinhadas na paleta e texturas representando a natureza dos materiais, o movimento, a luminosidade local e a emoção. Tudo isso com fatura (resultado pictórico) original e extrema economia de materiais, até no tema. Sua sensibilidade e habilidade nos coloca em comunhão com a natureza capixaba.
Impressionista ciente das transformações provocadas pela luz na forma e na cor dos objetos, certo de que o branco puro e o preto inexistem na natureza e de que a linha do horizonte é abstração, Massena pesquisa ao ar livre, ganhando dimensão como antropofágico. Digerida a técnica que absorveu nos grandes centros, como Rio e Paris, ele foi capaz de criar um estilo próprio e inconfundível, representando nossa natureza com elegância. O artista perenizou trechos da nossa terra, nossa gente, nossos costumes, e nos emociona. 
Massena viveu de 1885 a 1974. Assistiu ao nascimento da República e ao homem pisar na lua. Acompanhou a evolução dos transportes, do cavalo para os carrões e aviões; o aparecimento do radio, TV... Viu a interação entre sua obra e a arquitetura moderna quando Juscelino quis uma tela sua, para inaugurar o gabinete da presidência, no Palácio do Planalto.
Nós, capixabas, depositários da pintura mais antiga exposta nas Américas (Convento da Penha) e da pintura mais antiga feita no Brasil (Reis Magos em Nova Almeida), passamos a ter, com Massena, a sétima escola oficial de Belas Artes no Brasil, hoje, CA da Ufes.
Rever a sua obra, na hora em que acontecem profundas transformações na paisagem e no estilo de vida dos capixabas, pode nos proporcionar reflexões muito interessantes, para ajudarmos a construir o futuro. 
No dia 30 de outubro de 2016, o Museu Atelier Homero Massena completa 30 anos com portas abertas. Você é bem-vindo.


Kleber Galvêas, pintor. Tel. (27) 3244 7115 www.galveas.com outubro, 2016

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

JORNALISMO BRILHANTE IMPORTADO - Kleber Galvêas

Século XXI. Um importante jornal de Boston, EUA, foi vendido para um grupo internacional. Na primeira reunião com os jornalistas, o novo editor, vindo de Miami, tem sua atenção despertada pela investigação da Equipe Spotlight daquela redação.
Durante 20 anos o jornal recebeu cartas denunciando problemas nas paróquias de Boston, e pequenas matérias estampadas caçavam as vespas. O novo editor levou o caso a sério e enfrentou o sistema que propiciava os eventos: não caçou as vespas, atacou o vespeiro.
O primeiro encontro do novo editor com o Arcebispo de Boston, segundo o filme Spotlight (que inspirou este texto) foi assim:
Arcebispo – Acho que uma cidade prospera quando as grandes instituições trabalham juntas.
Jornalista – Um jornal para funcionar bem precisa ir sozinho.
Arcebispo – Claro
Jornalista – Sou da opinião de que um jornal só desempenha bem suas funções se for independente.
Arcebispo – É claro, mas a minha oferta (trabalhar junto) continua de pé.  
Os jornalistas protagonistas em Spotlight são frutos da escola americana que, desde os anos 1960, deixou de ser reprodutora de conhecimentos (informativa) e passou (em todos os níveis) a ser geradora de novos conhecimentos (formativa) e a valorizar a identidade. As crianças são orientadas para conhecer, compreender, aplicar, analisar, sintetizar, avaliar, escolher e agir.
Na nossa mídia, nós temos vários profissionais vocacionados, preparados e muito competentes. O problema é o sistema? O Art. 215 da nossa Constituição diz: “O Estado... apoiará e incentivará a valorização e difusão das manifestações culturais.” O Art. 216 § 3º diz: “A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais.” Essa obrigação constitucional do Estado e moral da Mídia não é cobrada, resultando em prejuízo: financeiro e ético para a mídia; artístico, para agentes culturais (não existe arte sem público); e em déficit de informação para todos.
Na globalização são os diferentes que somam, e os benefícios são proporcionais à contribuição dada. Como contribuir, de uma maneira sustentável, se não cultivarmos nossa identidade e ignorarmos nossa vocação? Um povo sem identidade é facilmente manipulado. Será essa a intenção?
O silêncio dos jornalistas profissionais a respeito da quase extinção, sob seus olhos, das editorias de cultura nas nossas mídias, indica que alguma coisa anda errada, pois a cultura é o que move o indivíduo para além da indiferença.  

Kleber Galvêas, pintor. www.galveas.com Tel. (27) 3244 7115 outubro, 2016. 

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