Raimundo da Mota Azevedo Correia, o mais célebre dos
parnasianos brasileiros, foi autor de famosos sonetos e de famosas poesias que
podem ser consideradas das melhores da língua. Nasceu a bordo de um navio surto
num porto do Maranhão em 13/05/1860 e faleceu em Paris em 13/09/1911. Na vida
civil foi professor de Direito, magistrado e diplomata. Publicou: “Primeiros
Sonhos” (1879), “Sinfonias” (1882), “Versos e Versões” (1886), “Aleluias”
(1890). Em 1898 coligiu suas principais produções poéticas num volume a que deu
o título “Poesias”; 2ª Edição1906; 3ª Edição 1910; 4ª Edição 1922. Foi um dos
fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira nº 5, que
tem por patrono Bernardo Guimarães e onde teve por sucessores Osvaldo Cruz e
Aloísio de Castro. Suas “Poesias Completas”, a cargo de Múcio Leão, foram
editadas em dois volumes em São Paulo em 1948.
“Vós
rezais nas vossas aflições e necessidades; pudésseis também rezar na plenitude
de vossa alegria e nos dias de abundância.
Pois que é
a oração senão a expansão de vosso ser para o éter vivente?
E se
constitui conforto exalar vossas trevas no espaço, maior conforto sentireis
quando exalardes a aurora de vosso coração.
E se não
podeis reter vossas lágrimas quando vossa alma vos chama para orar, ela vos
deveria esporear repetidamente, embora chorando, até que aprendêsseis a orar
com alegria.
Quando rezais,
vos elevais até encontrardes, nas alturas, aqueles que estão orando à mesma
hora, e que, fora da oração, talvez nunca encontrásseis.
Portanto,
que a vossa visita a esse templo invisível não tenha nenhuma outra finalidade
senão o êxtase e a doce comunhão.
Pois se
penetrardes no templo unicamente para pedir, nada recebereis.
E se nele
entrardes para vos curvar, ninguém vos erguerá.
E mesmo se
aí fordes para mendigar favores para outros, não sereis atendidos.
Basta-vos
entrar no templo invisível.
Não vos
posso ensinar a rezar com palavras.
Deus não escuta
vossas palavras, exceto quando Ele próprio as pronuncia através de vossos
lábios.
E não vos
posso ensinar a oração dos mares e das florestas e das montanhas.
Mas vós que
nascestes das montanhas, e das florestas, e dos mares, podeis encontrar suas
preces no vosso coração.
E se
somente escutardes na quietude da noite, ouvi-los-ei dizendo em silêncio:
Deus nosso,
que és nosso Eu alado, é Tua vontade em nós que quer.
É teu
desejo em nós que deseja.
É Teu
impulso em nós que pode transformar nossas noites, que Te pertencem, em dias
que também Te pertencem.
Nada Te
podemos pedir, pois Tu conheces nossas necessidades antes mesmo que nasçam em
nós.
Tu és
nossa necessidade; e dando-nos mais de Ti, Tu nos dás tudo.”
(O PROFETA)
Khalil Gibran Khalil
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Gibran Khalil Gibran- Poeta libanês, viveu na
França e nos EUA. Também foi um aclamado pintor. Seus textos apresentam a
beleza da alma humana e da Natureza, num estilo belo, místico, conseguindo com
simplicidade explicar os segredos da vida, da alegria, da justiça, do amor, da
verdade.
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OS DEUSES DA TERRA OU NA FRONTEIRA DO SUPRANATURAL
Este livro
constitui uma categoria à parte na obra de Gibran. Pois é o único que tem por
heróis deuses – e não homens. Nos outros livros de Gibran, mesmo os heróis dotados
de sublime grandeza fazem parte da humanidade. Até Jesus no livro Jesus, o
Filho do Homem, é apresentado como homem.
Em Os Deuses
da Terra, os três heróis do livro são deuses, que falam num estilo de
apocalíptica majestade. E o livro é, na realidade, um poema épico que parece
desenrolar-se num lugar fora ou além desta Terra.
Começa com
os seguintes versos:
“Quando caiu
a noite da
duodécima grande era
E o
silêncio, a maré da alta da
noite,
engoliu as colinas,
Os três
deuses nascidos da terra,
Os Senhores
Titãs a vida,
Apareceram
sobre as montanhas.
Rios corriam
à volta de seus pés;
A neblina flutuava
sobre seus peitos,
E suas
cabeças elevavam-se majestosamente
Acima do mundo.”
O livro todo
se desenvolve na mesma atmosfera, feita de imagens imponentes e de evocações
sobre-humanas.
Barbara Young
o considera um dos poemas mais belos de toda literatura anglo-saxônica.
São três os
deuses heróis do livro, e cada um deles representa um dos aspectos da
divindade: Força esmagadora e altiva – Providência Compassiva – Amor e Bondade.
E eles
conversam entre si.
Mas de que
conversam os deuses quando conversam? E quando desejam, o que desejam?
Os homens,
mortais, desejam a imortalidade. Mas os deuses, imortais, estão satisfeitos com
sua imortalidade?
E qual é o
papel do amor na vida dos deuses?
As respostas
de Gibran levam-nos para um mundo diferente, fora do espaço e do tempo.
Um livro de
inspiração, de iluminação, que faz ressaltar como a vida e o amor dos homens
são efêmeros e os torna, assim mesmo, infinitamente mais desejados.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia.
A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido
convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus
lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por
que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos
disser”.
Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação
que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem
litros.
Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de
água”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao
mestre-sala”. E eles levaram.
O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado
em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois
eram eles que tinham tirado a água.
O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo
serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados,
serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”
Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em
Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.
“Mas tu guardaste o vinho melhor até agora” (Jo
2,10)
Estamos ainda no espírito da Epifania, da manifestação de
Deus em Jesus Cristo. A festa dos “Reis Magos” e do Batismo de Jesus formam,
tradicionalmente, com as Bodas de Caná, a tríade da epifania.
O acontecido em Caná da Galileia é o começo de todos os
sinais, e que se prolongará ao longo da vida de Jesus. A nova purificação não
se fará com água que limpa o exterior, mas com vinho saboroso que transforma o
interior do ser humano. O vinho-amor como dom do Espírito, é o que
purifica, o único que pode salvar definitivamente.
O relato das Bodas em Caná sugere algo mais. A água só pode
ser saboreada como vinho quando, seguindo as palavras de Jesus, é “tirada” de
seis grandes talhas de pedra, utilizada pelos judeus para suas purificações. A
religião da lei escrita em tábuas de pedra está exausta; não há água capaz de
purificar o ser humano. Essa religião deve ser libertada pelo amor e pela vida
que Jesus comunica.
As talhas estavam ali “colocadas” sem mobilidade alguma. Com
isso denota a importância que elas vão ter no relato e seu caráter simbólico. O
número seis (sete menos um) é sinal do incompleto. É o número das festas dos
judeus que são relatadas no evangelho de João. A sétima será a Páscoa.
As talhas eram de pedra, como as tábuas da lei, e estão
significando a Antiga Aliança. A lei de pedra é sem misericórdia, sem amor
(vazias, sem água e nem vinho). A lei é a causadora da falta de amor (vinho).
Essa consciência de pecado era consequência da infinidade de preceitos,
impossíveis de serem cumpridos. Jesus faz tomar consciência de que estão
vazias; ou seja, que o sistema de purificação era ineficaz.
Em quê consistiu o primeiro “sinal” realizado
por Jesus, no evangelho de S. João?
Mergulhando mais a fundo na cena damo-nos conta de que
a água que Jesus transformou em vinho não
era água para os usos domésticos ou, mais precisamente, para usos “profanos”;
em outras palavras, não era “água para a vida” (beber,
preparar refeições, lavar-se, regar...), mas era “água para a
religião”.
O Evangelho diz isso expressamente: “Estavam seis
talhas de pedra colocadas aí para a purificação dos judeus; em cada uma delas
cabiam mais ou menos cem litros”.
Portanto, seiscentos litros de água, armazenadas em talhas
de pedra. Expressa-se, assim, em linguagem metafórica, a enormidade e o peso da
religião judaica; representa todo o sistema da observância ritual judaica, que
impedia as pessoas viverem mais plenamente.
Jesus, na primeira oportunidade que teve, suprimiu a “água
da religião” e transformou-a em vinho, no generoso “vinho
da vida”, sinal da abundância de vida e do prazer de viver.
Definitivamente, o que Jesus quis dizer, mediante o primeiro
dos “sinais” que realizou em sua vida, foi que a velha
ordem religiosa havia terminado. A partir de então, Deus manifesta sua “glória” de
outra maneira. Jesus traça e marca uma nova maneira de viver uma relação sadia
com Deus, que não impõe, nem exige rituais religiosos e purificações sagradas.
Em vez disso, Ele se comunica “na vida”, no prazer de
viver, na alegria de saborear a vida e a festa, em tudo o que, de maneira
espontânea, evoca o melhor vinho que nós, humanos, podemos
beber neste mundo.
Jesus “dessacralizou” o templo, o sábado, o sacerdócio, as
instituições religiosas judaicas, e “sacralizou” a festa como
tempo e espaço de humanização.
A “glória de Deus”, a partir de
Jesus, não se manifesta mais no Templo, nos sacrifícios e nas solenidades
litúrgicas, mas no prazer da festa e na alegria dos amantes que compartilham o
melhor vinho.
Isso é muito humano! E, exatamente
por isso, é tão divino.
Jesus, ao se fazer presente em Caná, deu novo sabor e
impulso vital (esperança, alegria) às bodas da história humana, passando da
pura lei (cântaros de água de purificações) à vida intensa, ao vinho abundante,
bom, saboroso, que ativa a alegria da festa; e tudo isso despertado pela
sensibilidade de sua mãe Maria (ela é sinal da passagem, de
caminho a ser feito para ir do Antigo ao Novo Testamento).
Muitas vezes manipulamos Jesus para continuar tendo à porta
de nossas igrejas as “seis talhas de água das purificações” (proibições,
normas, ritualismos, doutrinas...). Temos seis talhas de água parada, água de
imposições e medos; falta-nos o vinho generoso da vida, para todos, para que a
alegria se expanda e todo o mundo seja lugar de bodas. Muitos só conhecem uma
“religião aguada”, não podem saborear algo da alegria festiva que Jesus
contagiava; e continuarão se afastando das comunidades cristãs.
No entanto, Jesus revela uma presença original numa festa e
sua mãe no-lo apresenta para que Ele seja a fonte de vinho, ou seja, do amor,
de bodas para toda a humanidade.
Esta é a mensagem do evangelho deste domingo, um dos textos
mais belos da história da humanidade.
O pano de fundo de todo o relato é a alegria de um homem e
uma mulher que se vinculam no amor e querem que esse amor se expanda e chegue a
todos, como amor feito vinho de festa e plenitude prazerosa.
O Reino de Deus se vincula, deste o
Antigo Testamento, com banquete e bodas, como destacou uma tradição profética
desenvolvida por Oséias e culminada no Cântico dos Cânticos. A vida é, antes de
tudo, refeição festiva e amor. Não basta o pão, é preciso o vinho. Uma
vida sem amor e sem prazer (vinho e bodas) seca, torna-se estéril, em meio ao
círculo da violência, do ódio, da fome e da luta de todos contra todos. É
necessário atualizar, com fidelidade criativa, o “sinal” que Jesus realizou
para introduzir, em nossas vidas, a alegria do Deus-Pai festeiro; só assim,
nossa vida se tornará mais ditosa e com mais sentido.
“Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados
para o casamento”. Eles não se encontravam ali desde o início, mas chegaram
de fora, para alterar e dar novo curso à festa, que estava correndo risco de se
acabar, com a falta do vinho.
Só a chegada de Jesus e seus discípulos desvela uma grande
carência. Só quando chega o Amor Maior, descobre-se a falta de amor. Chega
Jesus e vemos que há pouco amor no mundo, que as pessoas vivem a pão e água, na
dura batalha pela vida, sem poder saborear o bom vinho da alegria e da festa.
Certamente, o texto alude a uma falta material de “vinho”, mas é claro que o
relato alude a outra carência mais profunda. Não é que só tenha acabado o pouco
de vinho; não é que seja questão de ter mais ou menos vinho. Acabou o amor e a
solidariedade; acabou o vinho porque alguns beberam demais, acumularam e
desperdiçaram tudo. Acabou o vinho (o pão, o vinho, o prazer da vida) porque
alguns fizeram a opção pela morte, pelo ódio, pela destruição e divisão; dessa
forma, o mundo se transformou em lugar de opressão, de mentira, de festas
mortíferas. Esta simples expressão – “eles não tem mais vinho” – é
a crônica de um fracasso.
A presença de Jesus e seus discípulos na festa de casamento
evoca a chegada de um novo tempo para a nova comunidade dos
seus seguidores(as). Jesus, em sintonia com o Pai festeiro, se revela, antes de
tudo, como um “animador de bodas”. Não vem cobrar ou impor, mandar ou proibir.
Vem com os seus para oferecer bodas ao mundo, bodas festivas, carregadas de amor.
Jesus e sua nova comunidade são presenças de bodas: querem que os homens e
mulheres possam celebrar suas bodas com bom vinho em todos os tempos.
Texto bíblico: Jo 2,1-11
Na oração: As “talhas das purificações” não
são algo do passado. Elas ainda continuam fazendo parte de nossa vivência
cristã, marcada pela superficialidade e exterioridade, feita de ritos,
moralismos, cansaços, normativas... e que não deixam que o bom vinho Reino se
expanda e tenha acesso às dimensões mais profundas do nosso ser. Pois bem,
segundo seu evangelho, Jesus nos quer portadores do vinho da festa,
animadores da celebração, prontos para o baile, o encontro, o abraço, a
vivência do amor, a comunhão. Esta é a imagem que deveríamos revelar ao mundo
de hoje.
- Sua vida cotidiana tem a marca do “vale de lágrimas” ou do
“vinho saboroso da alegria”?
- Sua presença na comunidade cristã deixa transparecer o
“melhor vinho” que brota do seu interior?
* A sextina é um poema que
apresenta um dos sistemas estróficos mais difíceis e raros. Foi usada por
alguns dos grandes poetas, como Dante, Petrarca, Camões e Jorge de |Lima. Compõe-se de seis sextetos e um terceto final,
a coda. Utilizando versos decassilábicos, tem as palavras (ou as rimas) finais
repetidas em todas as estrofes, num esquema pré-determinado. O terceto final, ou
coda, tem, em cada verso, no meio e no fim, marcando as sílabas tônicas, as
palavras (ou rimas) utilizadas no poema todo, na posição em que se apresentaram
na primeira estrofe.
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Cyro de Mattos, poeta, ficcionista, cronista, ensaísta e
autor de literatura infantojuvenil. Publica quinzenalmente uma crônica na
revista digital RUBEM.
A política, não só no Brasil, mas em toda parte, tem andado
numa maré de desprestígio. Isso é da maior gravidade, pois gera um círculo vicioso:
os jovens que se preocupam com a sociedade e com a justiça social se afastam da
vida pública, que passa a ser ocupada cada vez mais por pessoas incompetentes
que trabalham por seus interesses pessoais, esquecendo o Estado e o bem comum,
aumentando o desgaste da política.
Sem a política, é impossível que as instituições
democráticas funcionem. Se onde elas existem a coisa é difícil, imaginem onde
não existem.
Aristóteles dizia que o discurso, próprio do homem, serve
para distinguir o justo e o injusto, e assim buscar o bem. Daí a criação do
Parlamento e da representação política. O Parlamento é a maior instituição
política já criada pelo homem na busca do autogoverno. Nele o povo detém o
poder de questionar, de protestar, de fiscalizar, de mudar. Deve ser sagrado na
cabeça do povo. Ele é a essência das liberdades. Quando o Parlamento é fechado
ou nulo, o sistema se abala.
Há bons políticos e maus políticos. Não vamos generalizar.
Uma das excelências da democracia representativa é que ela se constitui sempre
de mandatos transitórios, e o povo tem o poder de mudá-los, expulsá-los da
política.
No Brasil, queremos fazer que a democracia funcione sem
partidos, sem políticos, sem política. Ela está a cada dia descambando mais
para uma ação concentrada entre amigos e inimigos que se reúnem em questões
tópicas para gerir crises e administrar o cotidiano. Não existe nenhuma visão
prospectiva da solução dos problemas do País.
Fomos incapazes de aprofundar a democracia que conquistamos
e construímos. O desenvolvimento estagnado e medíocre do neoliberalismo
mostrou-se incapaz de assegurar um mínimo de justiça social e oportunidade de
melhor qualidade de vida.
Eu fico preocupado. Não com a democracia, mas com a
qualidade e a saúde de nossa democracia. Já muito foi dito que ela é mais um
estado de espírito do que um regime. Com o exercício de eleições passamos a
julgar a democracia unicamente por estas. Não bastam instituições democráticas,
mas é preciso educação democrática.
O Brasil perde gradativamente o respeito pelos valores da
democracia, que passam a ter o crivo da circunstância, sem a noção de que um
sistema de valores é perene e aspira à eternidade. Acumulamos um retrocesso.
Destruíram-se os partidos, acabaram-se as ideias, sumiram os programas, a ética
e a moralidade foram banidas do processo político. É o caos.
O problema, assim, é político. O resto é conjuntura. A
política é o permanente.
José Sarney - Sexto ocupante da Cadeira nº 38, eleito em 17 de julho de
1980, na sucessão de José Américo de Almeida e recebido em 6 de novembro de
1980 pelo Acadêmico Josué Montello. Recebeu os Acadêmicos Marcos Vinicios
Vilaça e Affonso Arinos de Mello Franco.