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sábado, 17 de julho de 2021
sexta-feira, 16 de julho de 2021
COM PALESTRA A ACADEMIA GRAPIÚNA DE LETRAS PROMOVE REUNIÃO ORDINÁRIA
Além do acadêmico-presidente Samuel Leandro Oliveira de
Mattos, que presidiu os trabalhos, a reunião foi prestigiada por significativa
parcela dos acadêmicos que compõem a “Casa das Letras Grapiúna” e de inúmeros
convidados.
Na oportunidade, Samuel Leandro agradeceu a presença dos confrades/confreiras e convidados (as) e em seguida, proferiu breve mais importantes considerações sobre a importância do mês de julho para a história da Bahia e, assim, citou o historiador Cid Teixeira (1924) que afirma que o Dois de Julho é a data da Independência do Brasil na Bahia – o 2 de julho –. A independência do Brasil, pois, somente se consolida com a derrota das tropas portuguesas na Batalha de Pirajá (em 8/11/1822).
Em seguida, o acadêmico e
professor Jailton Alves, declamou o poema intitulado “Bahia”, de autoria da
confreira e poetisa Zélia Possidônio.
A palestra da noite, que virou tradição na atual gestão, ficou a cargo do professor-universitário, que além de membro da AGRAL, preside a Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA), Paulo Sérgio dos Santos Bonfim, sob o título “Da solidão do 'cogito' à ética da alteridade: uma nova dimensão axiológica de 'ser' humano”, que pela qualidade do tema e do palestrante, mereceu elogios dos acadêmicos e convidados.
(Ascom da AGRAL)
quinta-feira, 15 de julho de 2021
ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Cigarra /Dualismo – Luiz Gonzaga Dias
Luiz Gonzaga Dias
Para cantar nasceste! Alma
inquieta,
Sempre vibrando em gozos e
torturas.
Tua canção – lirismo de poeta,
Tem sons de tédio e brados de
amargura!
Em pleno campo a tua voz afeta,
Algo de brando e muito de
ternura.
Contudo dentro em nós, mágoa
secreta,
Desperta ao teu cantar cheio de
agrura.
Ah! Cigarra boêmia peregrina!
Ao poeta comparo a tua sina,
Quando te encontro assim
preludiando...
Fado tão belo e igual não pode
haver,
Pois teu destino é de cantar
morrer,
E o do poeta é de morrer
cantando!
........................
Luiz Gonzaga Dias
Entre a cigarra boêmia e
vagabunda,
E a previdente e prática
formiga,
Eu admiro a primeira e da
segunda
Imito a vida cheia de fadiga.
Sou a cigarra cujo canto inunda
De regozijo a criatura amiga;
E sou também formiga na fecunda
Luta insana a que a vida nos
obriga.
Vibrar pelas campinas! Ser
cigarra!
Prados cheios de luz, manhã
festiva,
Liberdade... Prazer que ninguém
narra!
A luta mata o sonho... A vida
obriga,
À lida pelo pão. Alma cativa
Eu retorno tristonho a ser
formiga.
* * *
SÃO ROQUE - PATRONO CONTRA EPIDEMIAS E DOENÇAS CONTAGIOSAS - Plinio Maria Solimeo
Modelo de caridade e confiança, o santo muito auxiliou e operou milagres junto a pessoas infectadas durante uma epidemia na época medieval.
Plinio Maria Solimeo
No final do século XIII e início do XIV a cidade de Montpellier, hoje francesa, pertencia ao reino de Mallorca, da casa real de Aragão. O governador da cidade, João, cuja esposa Libéria era também de ilustre família, gozava de todo o prestígio do cargo e de boa fortuna. Mas não tinham filhos. Com muita fé, importunaram os Céus para obtê-los, e foram ouvidos. Roque, o menino que lhes nasceu, trazia impressa no peito uma cruz vermelha, sinal de sua predestinação.
Busca da perfeição
Herdeiro de
uma família que dera ao conselho da cidade vários membros, Roque era de natural
bondoso, afável e cordato, conquistando facilmente os corações. Amando a Deus
sobre todas as coisas, é natural que tivesse também caridade extrema para com o
próximo, e os pobres eram seus preferidos. Socorrê-los, ampará-los, fazer-lhes
bem era sua maior alegria, pois neles via o Divino Salvador.
Roque perdeu o pai aos 19 anos, e a mãe quase em seguida.
Único herdeiro da considerável fortuna da família, herdava também o cargo de
governador da cidade. Entretanto, de há muito vinha meditando o conselho
evangélico: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres, e
terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-me” (Mt 19, 21). E ele queria ser
perfeito, por isso vendeu tudo o que conseguiu e distribuiu o produto aos
pobres. Deixou a seu tio paterno a administração do que restou, cedendo-lhe
também o direito de sucessão.
Atendendo as vítimas
Com traje de peregrino e um bastão na mão, Roque partiu com destino a Roma, para visitar os lugares santos e decidir seu futuro.
Andando sempre a pé, e alimentando-se com o que recebia de
esmola, chegou a Aquapendente, nos Estados Pontifícios. Ali grassava a peste,
causando grandes danos especialmente entre os pobres. Inspirado por Deus,
deteve-se na cidade com o desejo de assistir os empestados. Para isso
dirigiu-se ao hospital local. O administrador, vendo-o tão jovem e delicado,
mostrou-lhe os inconvenientes do ofício, inclusive a probabilidade de contágio.
Roque insistiu, acabando por ser aceito.
Percorrendo as salas onde estavam os empestados, lavava-lhes
as feridas, fazia-lhes o leito e prestava-lhes os serviços mais repugnantes.
Suas palavras tinham a virtude de inundar de alegria aquelas almas tão
provadas, devolvendo-lhes a esperança da salvação neste mundo e principalmente
no outro. Fazia sobre as chagas o sinal da cruz, curando milagrosamente a
muitos.
Visitava as casas onde havia pessoas atingidas pela peste, e
ali desempenhava o mesmo papel, com igual sucesso. Logo correu pela cidade a
notícia de que um “anjo” tinha descido do Céu para socorrer os flagelados pela
epidemia. Todos queriam vê-lo, tocá-lo, ter alguma coisa sua.
Não
procurando sua glória, mas a de Deus, Roque fugiu dessa popularidade,
abandonando furtivamente a cidade.
Na Cidade Eterna
Parte do bastão de São Roque
Dirigiu-se
então para Cesena, na Lombardia, ao saber que a cidade fora também atingida
pela peste. Prodigalizando aos flagelados os mesmos cuidados, conseguiu debelar
a peste. Um afresco na catedral local registra essa benéfica passagem do
apóstolo da caridade.
Chegando a
Roma, constatou que a epidemia a atingira da maneira mais inexorável. A cidade
parecia deserta, todos temendo sair às ruas devido ao risco do contágio. O medo
e o egoísmo endureciam os corações, e apenas alguns generosos cidadãos e magistrados
dedicavam-se a atender os atingidos pelo peste. Os doentes em estado terminal
eram postos nas ruas pelos próprios parentes, e não havia quem deles cuidasse.
À vista
desse lúgubre espetáculo, Roque pôs-se imediatamente ao trabalho, determinado a
morrer, se necessário fosse. Sua caridade heroica não recuava diante de nenhum
obstáculo ou perigo, por mais terrível que fosse. O mal diminuía por toda parte
onde atuava, o contágio desaparecia. Viam-se doentes no estado mais
desesperador voltar à vida, tão logo ele lhes fazia o sinal da cruz.
Os
empestados arrastavam-se até os locais onde o santo iria passar, para vê-lo,
tocá-lo e receber a cura prodigiosa que se obtinha com sua presença. Os
próprios cardeais da Santa Madre Igreja procuravam-no para que, traçando sobre
eles o sinal da nossa salvação, fossem preservados do contágio da temível
epidemia.
Passado o
surto da doença, permaneceu ele ainda em Roma durante três anos, pedindo
esmolas nas portas dos palácios para levá-las aos tugúrios, visitando as
basílicas e indo de hospital em hospital para levar o alívio a todos os
contagiados que gemiam no leito de dor.
Percorreu
depois as cidades atingidas pela epidemia na campanha romana, prodigalizando os
mesmos cuidados e operando os mesmos prodígios.
Vítima da caridade
Chegando a
Placência, foi logo ao hospital, onde atendeu os doentes. Mas teve que ir para
o leito. Em sonho aparecera-lhe um anjo do Senhor, que lhe disse: “Servo
bom e fiel, até agora suportaste grandes trabalhos por amor do Deus todo
poderoso. É agora necessário que sofras também os mesmos males, para que
padeças um pouco o muito que [Jesus] sofreu por ti”. Roque
acordou ardendo em febre, sentindo na coxa esquerda uma dor tão violenta que
era quase insuportável: fora atingido pela peste!
Sofria
tanto, que gritava de dor. Para não atrapalhar os outros doentes, arrastou-se
até uma floresta vizinha, apoiado num bastão. Além da febre altíssima,
devorava-o uma sede insaciável, o que o fez suplicar a Deus o socorro naquele
transe. No mesmo instante surgiu uma fonte, quase a seus pés, na qual ele pôde
saciar a sede, lavar suas feridas e refrescar-se.
Faltava-lhe o que comer, mas a Providência velava por ele.
Havia perto do local umas casas de campo, nas quais se haviam refugiado
habitantes da cidade para escapar do contágio que os flagelava. Numa delas, no
momento em que o proprietário se punha à mesa, um de seus cães de caça pegou um
pão na boca e saiu em disparada. Isso ocorreu nos dias seguintes. Intrigado, o
seu dono Gotardo seguiu-o, descobrindo Roque (a quem o cão levava o alimento)
estendido no solo, numa cabana abandonada. O santo pediu-lhe que permanecesse
longe, para não ser contagiado.
Gotardo voltou para casa, mas a sucessão de fatos não lhe
saía da cabeça. Chegou à conclusão de que seu cão era mais caridoso que ele,
pois socorria o doente, enquanto ele nada fazia. Iluminado pela graça, voltou à
cabana, dizendo a Roque que estava determinado a ficar ali e a dele cuidar até
que sarasse ou morresse. Vendo nisso a mão de Deus, o santo assentiu.
Entretanto
o cão não mais voltou, e agora eram duas bocas a alimentar, pois Gotardo estava
determinado a não voltar para casa. O que fazer? Roque sugeriu-lhe então um ato
heróico: pegasse seu manto de peregrino e fosse à cidade pedir pão de esmola
para a sobrevivência de ambos, mostrando-lhe o valor que isso teria aos olhos
de Deus. Resolvido a vencer-se a si mesmo, Gotardo aceitou jubiloso o conselho.
Quando os
conhecidos de Gotardo o viram na cidade vestido daquele modo e pedindo esmola,
ficaram estupefatos. Uns riam-lhe na cara, outros lhe viravam o rosto, de modo
que no fim da jornada só tinha conseguido de esmola dois pãezinhos. E assim foi
até que Deus, nos seus desígnios insondáveis, curou o santo, inspirando-lhe
também o desejo de voltar para sua cidade natal. Partiu depois de ver Gotardo
instalado numa cabana como eremita. Ele também vendera todos os seus bens e
distribuíra o produto aos pobres, determinado a procurar a perfeição. A
respeito desse Gotardo tão generoso, muitos afirmam que morreu também em odor
de santidade, embora se ignore a data de sua morte.
Rejeitado pelos seus
Relíquia do santo
Quando
Roque chegou a Montpellier, a cidade estava em guerra. Vestido pobremente como
estava, e não querendo informar quem realmente era, foi tido como espião. Por
ordem do governador da cidade — seu próprio tio, que não o reconheceu, tão
mudado estava pela doença e privações — foi condenado à prisão perpétua.
Permaneceu numa enxovia por cinco anos, acrescentando aos naturais sofrimentos
outros que a penitência e a piedade lhe sugeriam. No fim desse tempo, entregou
a Deus sua bela alma, purificada e embelezada pela caridade, no dia 16 de
agosto de 1327, com apenas 32 anos de idade.
Ao
removerem seus restos mortais, os carcereiros descobriram a cruz em seu peito,
por meio da qual foi revelada sua identidade. Foi extremo o pesar do
governador, ao saber que daquele modo tão ignominioso morrera quem tinha o seu
mesmo sangue, e que tão generosamente lhe dera o cargo que ocupava.
Preparou-lhe os mais honrosos funerais.
A fama das
virtudes desse santo singular ultrapassaram as fronteiras da França,
espalhando-se por toda a Europa. Passou a ser invocado como o patrono contra a
peste e as feridas incuráveis.
Narra-se
que durante o Concílio de Constança (novembro de 1414 a abril de 1418, na Alemanha)
uma terrível epidemia ameaçava interromper os trabalhos da magna assembléia.
Por sugestão de um de seus membros, que deu como exemplo o que se fazia na
França, foram prescritas rogativas e jejuns em honra do então venerável Roque.
Uma imagem sua percorreu as ruas da cidade, e quase imediatamente cessou a
epidemia.
____________
Fonte : Revista Catolicismo, Agosto/2010.
Obras Consultadas:
● Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, Bloud et
Barral, Paris, 1882, tomo IX, pp. 645 ss.
● Fr. Justo Perez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, tomo
III, Ediciones Fax, Madri, 1945, pp. 369 ss.
● Edelvives, El Santo de Cada Dia, Editorial Luis
Vives, Saragoça, 1948, tomo IV, pp. 473 ss.
● Gregory Clearly, Saint Roch, The Catholic
Encyclopedia, Online version, www.newadvent.com.
https://www.abim.inf.br/sao-roque-patrono-contra-epidemias-e-doencas-contagiosas/
* * *
terça-feira, 13 de julho de 2021
ELEVAÇÃO A CIDADE – Carlos Pereira Filho
Elevação a cidade
Comércio,
lavoura, desdobravam-se numa progressão vertiginosa, fazendo convergir para o
município as atividades produtoras da vizinhança pois já naquele tempo, a cidade
itabunense se esboçava como o centro do movimento da região cacaueira.
Uma festa
extraordinária se realizou com a elevação de Itabuna à categoria de cidade. Deixou
de ser Tabocas para ser vila de Itabuna e passava de vila para cidade pela Lei
número 807, de 28 de julho de 1910, graças à iniciativa dos senadores Arlindo
Leone, Batista de Oliveira e da assinatura do Governador João Ferreira de
Araújo Pinho.
Rezam as
crônicas que a sessão do conselho municipal para instalação se efetuou no dia
21 de agosto de 1910, com a presença dos conselheiros Tertuliano Guedes de
Pinho, Antonio Gonçalves Brandão, Adolfo Maron e Américo Primitivo dos Santos. Falaram
muitos oradores, depois que o presidente do conselho leu a lei e deu por instalada
a cidade. Discursaram José Veríssimo da Silva Júnior, Filadelfo Almeida, Artur
Nilo de Santana e dr. João Batista Soares Lopes.
Mais de uma
dezena de senhoras assistiu ao ato solene da instalação. Na rua, o povo
vibrava, bebia e gritava, tendo um cidadão, de apelido “Cambucá”, cantando o
Hino Nacional e dançando quadrilha à frente das filarmônicas. As filarmônicas
tocaram seus dobrados e andaram em tréguas, em homenagem à grande data
municipal.
Os jornais “Correio
de Itabuna”, “A Brasa”, “O Itabuna”
comemoraram o feito com artigos de fundo.
“A Brasa”, de
Genolino Amado, aproveitou a oportunidade para dizer que “aquela obra não era
dos trânsfugas, dos traidores, dos hereges, dos ingratos. Aquela obra pertencia
aos homens esclarecidos, que pensavam no bem público, na grandeza da terra, na
independência de Itabuna”.
O pior
sucedeu lá para os lados das “Bananeiras”, rio acima. Um protegido da situação
provocou um barulho e matou um empregado do Coronel Henrique Félix. Matou-o
estupidamente com um tiro na cabeça e deu um viva a Itabuna.
Dentro da
vida acidentada, de intranquilidade pública, da falta de meios de comunicações,
dentro de todas essas dificuldades, o município desenvolveu-se, levado, ajudado
pelos seus trabalhadores, que eram os proprietários das suas terras plantadas
de cacau.
Não há na
história do Estado o exemplo de um povo mais afeiçoado ao progresso. Para o itabunense
não existia o perigo das doenças, dos homicídios, dos assaltos, das feras, das
serpentes. Para ele só havia um objetivo: o trabalho criador da riqueza, as
matas que derrubava e plantava cacau, os terrenos que coivarava e semeava o
cereal, a execução, enfim, de um plano elaborado, riscado na consciência de
cada cidadão que transformava a floresta infernal do cacau no paraíso das suas
ambições. Assim é que o itabunense fez a riqueza da sua terra, a grandeza do
seu município, lutando, desbravando, resistindo e insistindo até a vitória final.
Quantos deles não morreram nessa imensa empreitada, quantos deles não
sucumbiram nessa tarefa ciclópica de criar e organizar um dos mais importantes
núcleos de produção e de renda do País?
Firmino Alves
estava pensando justamente no heroísmo da sua terra e do seu povo, quando
recebeu de Ilhéus uma carta de Rodolfo de Melo Vieira, na qual avisava que
havia chegado uma leva de sergipanos, e que, no dia seguinte a embarcaria para
Itabuna. Rodolfo de Melo Vieira, comerciante conceituado no município
ilheuense, era o agente consignatário de Firmino Alves na importação que fazia
de sergipanos. Acabou de ler a carta e sorriu. Diante de si passavam muitos
cavaleiros, montados em bons e tratados cavalos esquipando rio abaixo e rio
acima, em comemoração àquele dia festivo.
Olhou e sorriu. Entre os cavaleiros estavam Ramiro,
João e Antonio, sergipanos que tinham chegado com os sacos às costas em 1904,
para Tabocas. Para entrarem nas matas ele os havia suprido de carne, farinha,
feijão, um machado, e um facão.
Estavam agora
afazendados, possuíam cavalos, corriam para baixo e para cima, com pose de
coronéis fazendeiros, diferentes daquelas pálidas criaturas que saltaram dos
barcos, amarelos e enjoados, com olhares humildes e interrogativos, em busca de
trabalho e de pão, numa terra desconhecida.
(TERRAS DE ITABUNA Capítulo XII)
Carlos Pereira Filho
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segunda-feira, 12 de julho de 2021
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS LANÇA SEGUNDO EPISÓDIO DO CICLO DE PODCASTS INTITULADO "LITERATURA BRASILEIRA NO MUNDO"
A Academia Brasileira de Letras prossegue com o ciclo de podcasts "Literatura Brasileira no Mundo". A emissão traz a visão dos Sócios Correspondentes da ABL sobre a presença da literatura brasileira em diferentes países do mundo. O segundo episódio, que será disponibilizado ao público no dia 14 de julho, a partir das 16h, foi gravado pelo Sócio Correspondente Leslie Bethell. A apresentação do episódio e a coordenação do ciclo são feitas pelo Acadêmico Antônio Torres.
Leslie Bethell, historiador inglês, é atualmente
diretor do Centre for Brazilian Studies da Universidade de Oxford, na
Inglaterra. Antes, foi diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos, da
Universidade de Londres. Seu principal trabalho, como acadêmico, foi a
coordenação e edição da monumental Cambridge History of Latin America, com 11
volumes publicados desde 1984, e um grande número de publicações derivadas.
Além de editar a obra, o prof. Bethell é autor e co-autor de inúmeros capítulos
que fazem parte dela. Como as outras histórias de países com o selo da
Cambridge University Press, esta obra tornou-se a principal referência
internacional para a história da América Latina. Pela cuidadosa pesquisa, o
livro sobre a ação britânica na abolição do tráfico de escravos para o Brasil
tornou-se um marco historiográfico, tanto no que se refere ao tráfico como às
relações entre o Brasil e a Grã-Bretanha. Em toda sua carreira, o professor
Bethell manteve estreito contato com o Brasil. O Centro de Estudos Brasileiros
da Universidade de Oxford, que o prof. Bethell dirige, é um importante ponto de
referência, contato e intercâmbio entre especialistas brasileiros, ingleses, e
de outros países, em diversas áreas do conhecimento – economia, história,
educação, ciência política, artes -, sendo responsável também pela realização
de eventos acadêmicos, científicos e culturais que ajudam a promover a cultura
e a ciência brasileira no Reino Unido.
Todos os podcasts gravados ficarão disponíveis no site da
Academia, assim como nas plataformas de streaming Spotify, Apple Podcasts,
Deezer e Castbox.
12/07/21
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