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terça-feira, 10 de março de 2020

O HOMEM DO SUDÁRIO NÃO ESTAVA MORTO, SEGUNDO UM ESTUDO MÉDICO – Dolors Massot


Shutterstock | gonewiththewind

Dolors Massot | Mar 09, 2020

A pesquisa do Dr. Bernardo Hontanilla é baseada no fato de que a figura do Sudário de Turim apresenta “sinais de vida incompatíveis com um cadáver”


A origem do Sudário e a imagem que ele mostra continuam motivando estudos da comunidade científica. Uma investigação médica recente poderia mudar as hipóteses que estavam sendo consideradas até agora.
O Dr. Bernardo Hontanilla, especialista em Cirurgia Plástica da Universidade de Navarra (Espanha), acaba de publicar um artigo na revista científica “Scientia et fides”, no qual expõe suas conclusões: a imagem do Santo Sudário “corresponde a um homem vivo”.

O Dr. Hontanilla, com 25 anos de carreira profissional e especialista em cirurgia facial, fornece os seguintes dados:

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A presença de sulcos nasogenianos na face do Sudário

“Na imagem do Sudário, os sulcos nasogenianos são claramente visíveis. São essas fendas ou dobras que temos à direita e à esquerda do nariz e que descem à boca ”, explica o médico. Em um cadáver, esses sulcos não aparecem porque, com a morte, os músculos relaxam e o vinco desaparece.

Esses sulcos desaparecem apenas – no caso de uma pessoa viva – quando ocorre uma paralisia facial.

“A presença de sulcos nasogenianos é incompatível com um cadáver, excluindo o caso de espasmo facial, que não ocorre na figura”, conclui Hontanilla.

Os lábios fechados do “Homem do Sudário”

Este médico afirma que “após a morte, o corpo experimenta um ato de relaxamento e isso faz com que a boca se abra. Na imagem do Sudário, essa situação não ocorre: os lábios estão fechados.”

A presença de lábios fechados e a presença de sulcos ao mesmo tempo é novamente incompatível com um cadáver.

Posição do corpo

No Sudário, “existe uma flexão do pescoço para a frente, há uma semi-flexão assimétrica das pernas (O joelho está dobrado levemente e não da mesma forma nas duas pernas) e uma sola do pé está apoiada no solo. Ao mesmo tempo, as mãos repousam sobre os órgãos genitais e os cobrem”. Hontanilla acrescenta: “o que o Sudário mostra é o conjunto de movimentos que uma pessoa faz quando recolhe seus membros”.

“Sinais de morte e sinais de vida”

Embora até agora sempre se pensasse que o Santo Sudário ilustrava a imagem de um homem morto, o Dr. Hontanilla afirma que “ele traz sinais de morte e sinais de vida”. Entre os sinais de vida estão aqueles que manifestam um homem em uma atitude de se levantar.

Quanto aos sinais de morte apresentados pelo Sudário, haveria, por exemplo, restos de sangue: “há sangue pre-mortem no rosto e nas costas; e restos de sangue post-mortem na lateral, onde há um coágulo.”

Jesus Cristo é “o homem do Sudário”?
Para o Dr. Bernardo Hontanilla, os dados de seu estudo “falham em determinar se estamos falando sobre Jesus Cristo, porque para isso precisaríamos de prova de DNA. Mas o que esse trabalho científico pode dizer é que nada observado é incompatível com o relato evangélico tanto da morte quanto da ressurreição de Jesus.”
Hontanilla não nega que, com sua teoria, a imagem do “homem do Sudário” combine “sinais de morte e sinais de vida”.

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segunda-feira, 9 de março de 2020

É RIDÍCULO TER SAUDADES DO GOVERNO MILITAR



Como alguém, em sã consciência, pode ter saudades de um governo que tinha, apenas, 12 ministérios? Prova, inequívoca, que o país não era bem administrado.

Como confiar em presidentes que morreram pobres? Um homem que ocupa o cargo máximo de uma nação, sem fazer fortuna, prova que não sabe aproveitar oportunidades, nem gerir o patrimônio próprio. Um incapaz.

Como ser saudoso de uma época de ditadura, onde todos os cidadãos tinham direito ao livre acesso às armas de fogo? E pior, a repressão era tão violenta que, mesmo armados, os cidadãos não se matavam. Isso demonstra o medo da população contra aquele governo bárbaro.

Como respeitar um regime que criou o INSS, o PIS, o PASEP, regulamentou o 13º, instituiu a correção monetária, criou o Banco Nacional da Habitação, o FUNRURAL, construiu mais de 4 milhões de moradias e abriu 13 milhões de vagas de emprego?

Melhor nem falar de infraestrutura. Em 21 anos, conseguiram, apenas, asfaltar 43.000Km de estradas, construir 4 portos, reformar outros 20, instalar as maiores hidrelétricas do mundo, decuplicar a produção da Petrobrás, criar a Embratel e a Telebras, implementar dois polos petroquímicos, entre outras coisinhas sem importância.

A educação era ridícula. Pegaram o país com 100 mil estudantes secundaristas e transformaram em 1.3 milhões. Criaram o Mobral, o CESEC, a CNPQ e o programa de Merenda Escolar.

Nestes vergonhosos anos de chumbo, onde o PIB cresceu 14%, as exportações saltaram de 1.5 para 37 bilhões, atingimos a 7ª economia mundial e nos tornamos o 2º maior produtor de navios do planeta. Uma catástrofe!

Realmente, durante essa página negra da história nacional, pelo visto, apenas os presídios funcionavam. Esses, sim, um exemplo. Neles entraram terroristas, assassinos, assaltantes, guerrilheiros, sequestradores, e saíram deputados, ministros, governadores e, até, dois presidentes. Isso que é recuperação.

(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)

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domingo, 8 de março de 2020

EM CANTAR – Geraldo Maia



Em Cantar


A mulher quando chega
parece um milagre;
sua presença se espalha
por toda parte,
e não sabemos se o que se passa
é lentidão de raio
ou ensaio de eternidade.
A mulher quando chega
é como se a beleza do mundo
de repente se
condensasse num tela viva
em constante movimento e graça
e não sabemos se o que se passa
é traço de loucura
ou distorção de sanidade.
Se é magia pura,
ou apenas a tarefa cotidiana
de trançar com sonho e realidade
o tecido da existência
sobre o qual pouco sabemos
a não ser que se revela
quando chega
a mulher.

Geraldo Maiassanto
  
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Geraldo Maia, poeta
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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OS CRISTÃOS DIANTE DO MEDO DO CORONAVÍRUS – Francisco Borba Ribeiro Neto




A pessoa de fé reconhece os perigos, procura precaver-se e evitá-los, mas não se deixa dominar por eles

Aameaça de uma nova pandemia (epidemia de abrangência mundial), causada pelo coronavírus Covid-19, vindo da China, tem gerado apreensão e medo em todos nós. Esse sentimento foi até batizado de “ansiedade pandêmica”. Existe um aspecto realista nesse medo.

As pandemias decorrem da proliferação de novos agentes infecciosos, frutos de mutações em microrganismos que existem há milhares de anos, mas vem ganhando a capacidade de se proliferar rapidamente na população humana, causando doenças com índices de mortalidade relativamente altos. A evolução do Covid-19 é incerta, assim como de outros semelhantes, não sabemos como se comportará no futuro. Pode ser que fique restrito às áreas já atingidas e/ou que perca a letalidade, se tornando facilmente administrável pelos serviços de saúde pública. Pode ser que se alastre por todo o mundo, mantendo sua letalidade.

O vírus ebola, por exemplo, matou, desde 1976, quando foi identificada, até hoje, mais de 11 mil pessoas, a grande maioria concentrada em países africanos. Toda pessoa que morre é uma grande perda e esse número não deixa de ser grande, mas fica pequeno quando comparado com a letalidade da gripo espanhola, que entre 1918 e 1919 matou cerca de 50 a 100 milhões de pessoas em todo o globo – enquanto a Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, matou aproximadamente 8 milhões de pessoas. Sob esse ângulo, portanto, os cuidados das agências de saúde e de toda a população com novos vírus são mais que justificáveis.

Por outro lado, existe um alarmismo irracional nesse medo. O sarampo, por exemplo, em 2018, vitimou 142 mil pessoas (mais de 11 mil por mês, em média), enquanto o Covid-19 matou, nos últimos dois meses, pouco mais de 3 mil pessoas. Então porque as escolas não são fechadas com medo do sarampo, as bolsas não caem, nem os eventos públicos são cancelados? Em parte, porque as populações afetadas estão principalmente nos países pobres e em bolsões de pobreza, mas principalmente porque já conhecemos o sarampo, sabemos como lidar com ele, não tememos uma explosão pandêmica inesperada, como temos em relação ao Covid-19. Um temor em parte racional, como vimos acima, mas por outra parte totalmente irracional.

A confiança contra o pânico

Temer o desconhecido é um instinto necessário à sobrevivência das espécies, inclusive da nossa. Uma criança temerosa tem muito menos chance de se acidentar que uma outra arrojada. Mas, por outro lado, um adulto apavorado tem muito menos chance de fazer escolhas adequadas que um outro sereno. Por isso, o medo irracional e instintivo deve amadurecer, em nosso desenvolvimento, para se tornar uma prudência responsável e racional, que avalia as situações e evita riscos desnecessários.

Aleteia já relembrou, a respeito da atual epidemia de coronavírus, as exortações do Papa Francisco para que não sejamos dominados pelo medo, em qualquer situação. Podemos também relembrar a exclamação de São João Paulo II, no início de seu pontificado: “Não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder!”. Medo de acolher a Cristo? Mas nosso medo é das pandemias… Na verdade, para o cristão, todos os medos são uma consequência de não nos entregarmos totalmente a Cristo. A pessoa de fé reconhece os perigos, procura precaver-se e evitá-los, mas não se deixa dominar por eles. Quem vive com medo das coisas tem, no fundo, medo de se entregar a Cristo, de fazer a experiência de que Ele pode nos salvar, ainda que de forma impensável para nós.

Por isso, a forma pela qual enfrentamos a ameaça do Covid-19, ou qualquer outra possível pandemia dos nossos tempos, é um indicador (não o único, evidentemente) do quanto a nossa fé ultrapassa os limites das celebrações e dos gestos religiosos, para se tornar realmente um critério de orientação diante dos desafios da vida. Nessa perspectiva, nossa capacidade de lidar com situações como essa, da atual crise do coronavírus implica em:

Serenidade diante dos muitos desafios e ameaças da vida, que – para o cristão – nasce da confiança no amor e na providência divinas, que nos permite reconhecer os perigos, sem nos deixar definir por eles.

Estar bem informado sobre o que está acontecendo, evitando fake news e procurando sempre as indicações de especialistas e dos órgãos de saúde. Esta é a forma de praticar o realismo cristão nesse momento.

Atitudes responsáveis e condizentes com a gravidade da situação, sem alarmismos, mas também evitando riscos desnecessários.


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PALAVRA DA SALVAÇÃO (173)


2º Domingo da Quaresma – 08/03/2020

Anúncio do Evangelho (Mt 17,1-9)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”
Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.
Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão de Dom Antônio Emídio Vilar:

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“O seu rosto brilhou como o sol e as suas vestes ficaram brancas como a luz” (Mt 17,2)

“Saí de vossas trevas! Deixai para trás a segurança do vale e empreendei, sem medo, a subida ao monte, porque lá no alto a luz vos espera!”. Este poderia ser o apelo do evangelho da Transfiguração, que pede de nós mobilidade para sair das falsas seguranças de uma vida sem horizontes. De fato, há em nós uma força atrofiadora que nos faz preferir a acomodação, permanecendo tranquilos, perdidos no imediato e alheios à capacidade de transfiguração que se esconde por detrás da aparente normalidade das pessoas e das coisas.

“O mundo está cheio de esplendor espiritual e de segredos maravilhosos, mas basta um pequeno cisco sobre nossos olhos para que tudo fique escondido”(Baal Sem Tov). Por isso, no Evangelho de hoje, e com diferentes graus de intensidade, o evangelista sai da esfera plana das descrições precisas e exatas e se expressa na linguagem do excessivo, do simbólico, do totalizante: “seu rosto brilhou como o sol”, “suas roupas ficaram brilhantes como a luz”, “uma nuvem luminosa os cobriu”... E como contraste escuro frente a tanta luz, três pobres homens assustados que balbuciam disparates, que preferiam permanecer junto a esta situação tão surpreendente. 

A Transfiguração está nos dizendo quem era realmente Jesus e quem somos realmente cada um de nós. Essa cena que Mateus relata é um símbolo das muitas “experiências de transfiguração” que todos experimentamos. A vida diária tende a fazer-se cinza, monótona, cansada, e a deixar-nos desanimados, sem forças para caminhar. Mas, eis que surgem momentos especiais, com frequência inesperados, em que uma luz atravessa nosso coração, e os olhos de nossa interioridade nos permitem ver muito mais longe e muito mais fundo daquilo que estávamos acostumados a olhar até esse momento.

A realidade é a mesma, mas nos aparece transfigurada, com outra figura, revelando sua dimensão interior, essa na qual tínhamos acreditado, mas que com o cansaço do caminhar tínhamos esquecido. Essas experiências, verdadeiramente espirituais, nos permitem renovar nossas energias e, inclusive, entusiasmar-nos para continuar caminhando, com o sentimento de “como se víssemos o Invisível”. 

Aquele Monte (Tabor) foi um espaço instigante para Jesus, lugar alto de sua experiência radical, de onde Ele podia ver os problemas da humanidade, para senti-los, para assumi-los e mudar... O mesmo Jesus nos faz subir à grande montanha para que vejamos as coisas de outra forma, de outra perspectiva... 

É preciso, de vez em quando, tomar distância e nos afastar do cotidiano rotineiro e atrofiado, para ampliar nossa visão e contemplar o drama humano; é decisivo nos situar diante do calor de Deus (sarça ardente) para desvelar nossa verdadeira identidade. Somente assim a Montanha nos transfigurará para que nos empenhemos no serviço em favor dos “desfigurados” do mundo. 

Todos nós aspiramos por experiências como a dos discípulos de Jesus no alto do Tabor. Mas nós não podemos nos encontrar com Jesus no Tabor da Galileia. Necessitamos buscar nosso Tabor particular, os rincões de nossa morada interior, onde estão as fontes que mais forças nos dão, as luzes com as quais nos sintonizamos para iluminar e dar um novo significado ao nosso compromisso primeiro. Todos nós somos portadores de uma luz que procede de dentro, uma iluminação interior, que só aquele que vive a partir de sua própria interioridade consegue ter acesso a ela.

Ao relatar suas experiências espirituais, muitos místicos fazem referência a uma luz que ilumina com força seu interior. É uma graça que não se revela rara, pois temos consciência que “Deus é luz” e que o mesmo Jesus se definiu como a “Luz do mundo”. Somos envolvidos providencialmente por esta expansiva Luz. Todas as pessoas que fizeram esta experiência de encontro com o “Deus da Luz”, puseram os meios para fazer a viagem interior e ativar a “faísca da luz divina” ali presente. Na medida em que se deixaram invadir por essa Luz, aproximaram-se cada vez mais dela para vivê-la com mais intensidade e para deixá-la refletir em seus rostos e ações. Por isso, foram pessoas de presenças originais e iluminantes em seu meio. 

No ritmo do cotidiano, o dom imenso da luz passa desapercebido. Que o digam aqueles que não podem ver; que o digam aqueles que nunca puderam estremecer-se diante de um pôr-do-sol ou diante das cores vivas de uma pintura; que o digam aqueles que nunca puderam ver o brilho de uns olhos cheios de amor... Na costumeira cotidianidade, o perigo de não valorizar a luz é evidente; no entanto, para quem contempla sua cotidianidade, a formosura da luz que se derrama sobre nós que vivemos neste planeta sem luz própria é a prova da generosidade de Deus para conosco. 

Por isso mesmo, há vidas luminosas e vidas obscuras. Há pessoas cuja luz interior transfigura suas vidas: vivem na transparência da luz, seus gestos e atos são luminosos, admiram-se com o brilho da vida e desejam que tudo tenha esse brilho, iluminam com sensata positividade tudo o que acontece ao seu redor, colocam-se sempre na perspectiva de quem desfruta da cor e do amor no encontro com os outros...

O resplendor da Transfiguração brilha no interior de cada um de nós; não nos vemos vazios por dentro porque no mais profundo de nós, na morada mais interior, está o “sol de onde procede uma grande luz” (Santa Teresa de Jesus). Deixar-nos transfigurar. Somos seres de luz e nossa verdadeira transformação nasce de nosso interior. 

Na Transfiguração, Jesus nos faz descobrir nosso verdadeiro ser, que vemos refletido n’Ele. A transfiguração não é condição de um “iluminado”, mas a realidade de toda pessoa que é capaz de “sair de seu próprio amor, querer e interesse” (S. Inácio). Deixar-se transfigurar é descentrar-se e expandir sua luz, para realizar aquele chamado único de Jesus dirigido a todos: “Vós sois a luz do mundo”.

Transfiguração é festa da luz: Jesus é a Luz e no encontro com Sua Luz podemos ativar a tímida luz presente no nosso interior. Só assim podemos ampliar os espaços de luz em nossas vidas, para contagiar-nos de luz e para comunicar uma mística de luz em nosso entorno. Não se trata de falsas iluminações, mas de alcançar outra perspectiva de vida, mais luminosa, mais positiva, mais esperançada. 

Para transitar na noite de nosso tempo precisamos buscar, na Transfiguração, a Luz que a ilumine e nos indique a direção e o sentido de nossa existência. A “noite de nosso mundo”- carregada de tanta corrupção, violência, preconceito e intolerância - pede pessoas marcadas pela experiência da Transfiguração, capazes de ver a presença d’Aquele que é a Luz no meio das realidades simples e cotidianas, no profundo do coração de cada ser humano, de cada realidade vivente, de cada palmo de nossa terra, no mistério insondável do universo grávido de graça. 

Precisamos cultivar não só olhos que vejam a realidade, senão que sejam capazes de contemplar, no meio da noite, a presença da Luz: uma luz que brota das profundezas da realidade, do profundo do ser, onde o Deus, Fonte de vida, sustenta tudo; uma Luz que nos faz descobrir nosso ser essencial: filhos e filhas amados(as) e irmanados(as) com todos e com tudo. 

Texto bíblico:  Mt. 17, 1-9 
Na oração: Na nossa vida cristã, não faltam momentos de claridade e certeza, de alegria de luz.
E tudo depende de nossa visão, ou seja, se nosso olhar só capta o imediato e rasteiro que nos rodeia, ou se é capaz de descobrir o profundo e o luminoso em tudo...
- Como é seu olhar? Você é capaz de transfigurar o olhar para captar a presença da Luz, da profundidade de sentido, da presença de Deus... que há por detrás de cada circunstância?
- Sua presença cotidiana, é oportunidade para deixar transfigurar sua luz interior, que se visibiliza na bondade, na compaixão, no compromisso com a vida...?

Pe. Adroaldo Palaoro sj


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sábado, 7 de março de 2020

HISTÓRIAS QUE A VIDA CONTA: Observe suas mãos












Observe suas Mãos

Meu avô, com noventa e tantos anos, 
sentado no banco do jardim, não se movia.
Estava cabisbaixo, olhando suas mãos. 
Quando me sentei ao seu lado,
nem notou minha presença.

E o tempo passava…

Sem querer incomodá-lo, 
mas querendo saber como ele estava, 
lhe perguntei como se sentia. 
Levantou sua cabeça, me olhou e sorriu. 
‘Estou bem, obrigado por perguntar’, 
disse com uma forte e clara voz. 
Expliquei que não queria incomodá-lo, 
 mas queria ter certeza de que estava bem, 
já que estava sentado, imóvel,
simplesmente, olhando para suas mãos.

Então ele me perguntou: 
‘Alguma vez já olhou para suas mãos? 
Quero dizer, realmente olhou para elas?’
Lentamente soltei minhas mãos 
das mãos de meu avô, as abri e as contemplei.
Virei as palmas para cima e logo para baixo. 
Creio que realmente nunca as havia observado.
Queria saber o que meu avô queria me dizer.

Meu avô sorriu e me disse:
Pare e pense um momento 
sobre como suas mãos têm te servido através dos anos.
Estas mãos, ainda que enrugadas, 
secas e débeis têm sido as ferramentas 
que usei toda a minha vida para alcançar, 
pegar e envolver.

Elas puseram comida em minha boca 
e roupa em meu corpo.
Quando criança, minha mãe me ensinou 
a juntá-las em oração.
Elas amarraram os cadarços dos meus sapatos 
e me ajudaram a calçar minhas botas.
Estiveram sujas, esfoladas, 
ásperas, entrelaçadas e dobradas…

Foram decoradas com uma aliança 
e mostraram ao mundo que estava casado
e que amava alguém muito especial.
Foram inábeis quando 
tentei embalar minha filha recém-nascida.
Elas tremeram quando enterrei meus pais, 
e quando entrei na igreja com minha filha
no dia de seu casamento.
Elas têm coberto meu rosto, 
penteado meu cabelo 
e lavado e limpado todo meu corpo.
E, até hoje, quando quase nada de mim funciona bem, 
estas mãos me ajudam a levantar
e a sentar e ainda se juntam para orar.

Estas mãos têm as marcas de onde estive 
e a dureza de minha vida.
Mas, o mais importante, 
é que são estas mãos 
que Deus tomará nas Suas quando
me levar a Sua presença!’

Desde então, nunca mais 
vi minhas mãos da mesma maneira.
Mas lembro quando Deus esticou 
Suas mãos e tomou as de meu avô e o levou a
Sua presença.

Na verdade, nossas mãos são uma benção.
Cada vez que uso minhas mãos 
penso em meu avô, e me pergunto:

‘Estou fazendo bom uso delas?’

E sempre que minha consciência 
responde que ‘estou usando minhas mãos 
para praticar o bem, para trabalhar honestamente, 
que as estou usando para dar carinho e amparo
a quem necessita’, sinto-me em paz.

E agradeço ao Criador 
por tamanha bênção, 
esperando que Ele estenda Suas mãos
para que, também eu, um dia, possa nelas repousar!”

A vida acontece no presente, sempre.
Há somente o hoje, o agora, 
e este é o seu momento com Deus!

Agradeça, por tudo o que tens na vida…
E pelas tuas mãos que, bondosas, 
ajudam a tornar o HOJE, um dia MELHOR!

Pense nisso...


(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)

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sexta-feira, 6 de março de 2020

SIGMUND FREUD - Antônio Baracho



            Um homem nascido às 06:30h da tarde do dia seis de maio de 1856, em Freiberg, na Moravia, que hoje pertence à Tchecoslováquia, modificou profundamente a nossa visão do mundo e a consciência que tomamos de nós mesmos.

            É certo que o neurologista Sigmund Freud não descobriu inconsciente, cuja existência foi bem conhecida pelos filósofos, de PIatão a Leibniz. Mas descobriu as intervenções do inconsciente nos setores da vida orgânica e da vida consciente que se julgava preservados da sua influência: descobriu a natureza do tal inconsciente: foi o primeiro a perceber a importância dele.

            Ateu convicto desde os tempos de estudante, dizia-se     não-identificado nem com a religião judaica nem com qualquer outra, e o que mais caracterizou a sua personalidade foi o seu ímpeto, honestidade e firmeza de caráter, contestando os velhos tabus e preconceitos da sociedade de sua época. No entanto o seu espírito de cientista influenciou a trajetória de outras estrelas, como o antropólogo francês Claude Levi-Strause, o crítico literário também francês Roland Barthes e toda a geração de artistas do movimento surrealista, de André Breton a Salvador Dali.

            A psicanálise chegou ao domínio público, sem dúvida que há razões extracientífica para esse sucesso. Mas, no plano próprio da ciência psicológica, é lícito afirmar que a psicanálise foi o grande acontecimento do século passado.

            A crítica não trai nem menospreza o pensamento de Freud, ao contrário, realça e valoriza, na sua definitiva e excepcional moldura, a bagagem imensa das suas criações, das suas contribuições aos vários ramos da ciência, suas antevisões, as corajosas assertivas que, combatidas ferrenhamente na época, desabrocharam, décadas depois, em frutos sazonados de conhecimentos novos, em cuja tessitura se faz, dia a dia, mais
clara a dimensão do comportamento humano.

            A morte de Freud (23/09/1939), culminando os padecimentos cruéis de um câncer, durante 16 anos e 33 cirurgias, encerra também a viagem de um prodigioso epistológrafo; escreveu nada menos de 20 mil cartas pela vida: A psicanálise foi a resposta a mais longa que não conseguiu concluir.

            Enquanto não podemos afirmar se todos continuaremos vivos, é fácil atestar que ele alcançou a imortalidade.

            

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ANTONIO BARACHO – Poeta, psicólogo.
Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL, ocupante da cadeira nº 11.
E-mail: antoniobaracho@hotmail.com
Tel. (73) 99102-7937 / 98801-1224

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