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sábado, 21 de dezembro de 2019

POR UM FUTURO MELHOR



Durante nossa vida aprendemos a valorizar coisas que não são fundamentais: materialismo, modismo, poder, status... E coisas desse tipo são o que importam na nossa sociedade. Por isso, queremos convocá-lo para uma revolução.... Vamos renovar a espécie humana! Vamos investir na alma! Resgatar, não só a natureza, mas o natural.

Vamos vender mais paz.... Não filtrar as emoções...Coalescer a inveja! Contabilizar as boas relações. Reciclar as relações ruins! Reatar as velhas amizades... Equipe o prazer... Trabalhe a perseverança... Vença o cansaço! Faça a diferença, sem precisar de propaganda. Resolva tudo sem alarde! Use o marketing da sinceridade. Cobre o profissionalismo de todos, inclusive daqueles que você elegeu...   Vamos maximizar a energia... Preservar os recursos. Tratar a água, pois ela é a nossa fonte de vida... E como o ar, que também é meio de vida, vamos ser transparentes! Renove o estoque de sorrisos... Canalize os bons pensamentos. Use o marketing do amor! Abrace mais.

Beije os seus amores... Relembre o quanto os ama. E, com a mesma força, diga não ao racismo, à intolerância, à discriminação. Seja saudável, inclusive nas atitudes. Dê bons exemplos! Diga a verdade, principalmente às crianças, para que elas cresçam sabendo acreditar. Crie seus filhos  como cidadãos do mundo. Cultive DEUS ...e viva na razão da emoção, lutando pela felicidade plena, e por um futuro melhor. E agradeça sempre a Deus por estar nesse mundo.

“Gotas de Crystal - Whats 32 99131 1743" 

(Recebi via Whats, sem menção de autoria)

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HÓSPEDE INDESEJADO - Alberto Saraiva


E eis que, de repente, não mais que de repente, surgiu a notícia que um nauseabundo velhaco está querendo se acostar (é Rui/Ruim, hein?) por aqui.

Exatamente aqui, na mui bela e formosa Cidade da Baía, terra onde sindicalista carioca vira governador, apronta e faz o sucessor; de pés de barro é o ídolo (ou santo de pau oco) que virá nesse andor, o que fiz para merecer isso, Ó Senhor???

          Como os baianos da gema, gostamos de tudo às claras e sabemos que não se faz omelete sem quebrar os ovos (Ôxe! Por que será que esse papo de ovo surgiu?), decidimos nos reunir em audiência pública no Barradão que, como todo mundo sabe, é onde as galinhas fujonas soltam a franga, e continuo chocado (ou chôco?) porque ovo,  galinha e franga são tão recorrentes nesse texto que tem (ou tinha) como tema um galo velho e rouco, que quer morar onde mora a Ivete Sangalo... Ah! Agora entendi!!!

          Certas coisas nos aparecem como se fossem um ovo de Colombo, ora pôs, ops! Pois!!!

          Nos reunimos no Barradão, pelos motivos acima, e mais pelo sugestivo nome que ostenta, já que o que nos move realmente é como barrar a pretensão desse galo de Janja, quer dizer, de granja, de querer fazer daqui o seu poleiro, já que pouso não tem mais, e seu tão anunciado retorno ao terreiro (onde dizia cantar de galo!) não passou de um vôo de galinha, uma coisa de dar pena. Bem maior que a aplicada pelo TRF-4, por sinal.

          Combinamos estratégias que vão de uma grande ovação (De OVO mesmo), desde o momento que ele desembarcar no aeroporto do jatinho do Huck, o BNDES era uma verdadeira galinha dos ovos de ouro, bem o sabemos.

          Nada de Trio Elétrico: vai ser ao som de uma obra de Wagner. Tipo a Arena Fonte Nova, ou a Torre Pituba, ou quem sabe o Estaleiro Paraguaçuives. Baiano não é bobo de dar rima pobre assim de graça, ainda mais quando o rico galego fica fazendo hora com nossa cara com um Rolex de manhã, outro de tarde, outro de noite, como um Ode a Brecht (hoje eu tô culto que só), vai ver em homenagem ao culto à personalidade que todo petista que se presta faz, difícil é achar algum que presta, se faz o favor.

          Fecharemos o acesso à Avenida Paralela, obrigando a comitiva sindicalista-cutista-petista-Wagnista-Ruisista, (tudo a mesma merda) a trafegar pela Avenida Octávio Mangabeira, numa homenagem àquele que disse a sempre atualíssima frase: "Pense num absurdo, na Bahia tem precedente", e por todo o trajeto de 30 km (haja ovo!) até o Campo Grande (onde mora a Ivete, que agora será Congalo) se ouvirá o canto "Lula Ladrão, Seu Lugar é na Prisão". Vai ser lindo!!!

          Daí então, faremos um rodízio permanente na porta do prédio, sempre na companhia do Carro do Ovo (em tempos de carne cara), esse veículo onipresente em todas as ruas do Brasil. 

          Usaremos seu (dele) altofalante para fazer diuturnamente (e à noite também, como diria a Anta) verdadeiros saraus onde serão lidas, página por página, as sentenças de Moro, da Gabriela Hardt (com direito a uma vinheta: "Se falar comigo nesse tom vamos ter problemas!"); as do TRF-4 e, claro, todos os 322 volumes da delação premiada do Palocci.

          Tenho certeza que os moradores do prédio vão achar o maior barato, tanto assim que vão convocar uma AGE para expulsar o hóspede indesejado, que estará transformando a Mansão dos Cardeais, num verdadeiro pau de galinheiro.

          Que vá cacarejar em outro lugar, dirão.

          Alberto Saraiva, que vai logo avisando: texto protegido por Direitos Autorais. Só o compartilhe se for na íntegra, sem edição nem supressão da autoria, sob pena dos amigos e amigas que o estão recebendo em primeira mão hoje, 19 DEZ 19, à 01:00, fazerem de sua vida um inferno. Que nem a de Lula, em Salvador.

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ALBERTO SARAIVA Nascido em 06 de junho de 1953 em VelosaCelorico da BeiraPortugal,] veio para o Brasil com os pais com menos de um ano de idade. Foi criado em Santo Antônio da Platina, interior do Paraná, e com 17 anos foi para a capital paulista com o objetivo de cursar medicina.

Assumiu uma pequena padaria da família no Brás, bairro de São Paulo, quando o seu pai foi assassinado num assalto ao estabelecimento. Entre seus estudos e o trabalho no comércio da família montou em 1988 um restaurante especializado em comida árabe chamado Habib's na Rua Cerro Corá, bairro da Lapa. Este restaurante transformou-se numa rede de lojas próprias e franqueadas, espalhadas pelo Brasil, e António Saraiva é presidente, além do Habib's, da rede Ragazzo, da Arabian Bread (pães), da Ice Lips (sorvetes), da Promilat (laticínios), e da Vox Line (call center).

Obras
Alberto Saraiva, 25 Verbos para construir sua vida. Editora Planeta do Brasil, 2016.
Alberto Saraiva-Os mandamentos da lucratividade. Editora: Campus, 2004

 (Wikipédia)


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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

JESUS É MAIS IMPORTANTE QUE PAPAI NOEL. Leia esta história para seus filhos


© Ben White / Unsplash

Edifa | Dez 19, 2019

Dezembro tinha apenas começado quando o correio estava a ser acumulado na secretária do Pai Natal…

Milhares de crianças já tinham enviado suas cartas para а o famoso endereço: Papai Noel, Santa Claus, Polo Norte, HOH OHO, Canadá. O homem feliz, ocupado com a organização da grande noite de 25 de dezembro, não teve mais tempo para atender o correio.

Ele tinha escolhido elfos, entre os mais velhos, para responder às crianças em seu nome. Todos receberam uma resposta, tempestade de neve ou não, a menos que houvesse uma greve postal.

Para o Papai Noel isso era mais importante do que as renas. Mas as exigências das crianças muitas vezes iam além dos simples brinquedos da moda. Alguns queriam um irmão ou irmã, outros um pai, uma mãe, saúde… Os elfos já não sabiam o que dizer. Eles avisaram o Papai Noel.

“Sem esta criança divina, continuaria a ser Natal?”

“Continua na mesma,” disse, “mas acho que é ainda pior este ano. As crianças querem o que não lhes posso dar: paz e amor. E só tenho uma noite para não os desapontar. Tenho de falar com a Criança de Belém sobre isso.”

O velho barbudo gostava de Jesus. Não era culpa sua que ele fosse mais popular do que Ele nos corações de tantas crianças. Em Novembro, a publicidade era só sobre o seu trenó cheio de presentes. No entanto, o Papai Noel sabia que só Jesus podia satisfazer as crianças que estavam desiludidas com a vida. “Sem esta criança divina, continuaria a ser Natal?” pensou ele, acariciando a sua grande barba branca com a mão direita.

Só Jesus “pode acender uma estrela em nossos corações”

No dia seguinte, ele saiu de sua casa de gelo com alegria e entrou na oficina dos elfos. Ele foi aos anciãos e lhes disse com a sua voz tonitruante: “Todas as noites me levareis as cartas das crianças tristes, e nós as leremos a Jesus. Ele conhece cada criança pelo seu nome. Vai nos inspirar a escrever o que precisamos. Só ele pode acender uma estrela nos nossos corações. Vamos confiar nele!”

Foi assim que o Santa Claus, apesar das suas muitas ocupações, respondeu às crianças infelizes. Todas as noites, antes de se deitar, pedia aos anjos da guarda que os guiassem ao Deus Menino.

“Glória а Deus no Céu mais alto”

Se você sair uma noite em dezembro sem fazer barulho, você pode ouvir os anjos cantarem o cântico de louvor ao “recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura” (Lc 2,12), entre Maria e José “”Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).” (Lc 2,14). Uma estrela então brilhará nos olhos de uma criança.

Jacques Gauthier




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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

CARTA CIDADÃO – Agenilda Palmeira


A liberdade é o mais rico patrimônio de um povo. Nem sempre nos damos conta disso. A liberdade é como a saúde só a valorizamos quando a perdemos. A campanha eleitoral do próximo ano que extraoficialmente está nas ruas, é mais um passo importante na caminhada do Brasil rumo ao futuro. Mas o que é futuro? Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgado dia 25/9 mostrou que a lei Maria da Penha não diminuiu a taxa de mortalidade das mulheres por agressão no Brasil. O levantamento revela que a proporção de feminicídio por 100 mil mulheres em 2011 (5,43) superou o patamar em 2001 (5,41). A lei de agosto de 2006 criou uma série de medidas de proteção e tornou mais rigorosa a punição contra a violência doméstica. É assustador o IPEA estima que no período de 2001 a 2011 ocorreu mais de cinquenta mil feminicídios no Brasil.

Quanto mais as “práticas democráticas” ocorrem, mas os cidadãos se aperfeiçoam nas mesmas. A construção de uma boa política é, sobretudo zelar pela segurança do cidadão e da cidadã. É o Estado oportunando a proteção a mulher de forma coesa e determinando leis, leis e mulheres continuam sendo mortas e muitas dessas mortes tiveram Boletim de Ocorrência e mesmo assim o poder público não apura, não age é como o faz de conta. Que país do futuro é esse que silencie ou até desconhece os feminicídios que estão aí registrados?

A educação pela primeira vez em quinze anos, a taxa de analfabetismo de brasileiros com idade de quinze anos ou mais aumentou no país. Esse aumento adiciona- se a outros indicadores-índice de analfabetos funcionais, falta de trabalhadores qualificados, queda de produtividade.

Rui Barbosa quando foi candidato a Presidência da República no início do século passado já reclamava do elevado número de analfabetos existente. Fique esperto, cidadão. Se você deixar alguém lhe dizer o que fazer o tempo inteiro, da hora de acordar à hora de dormir. Os distraídos talvez ainda não tenham percebido, mas o Brasil não está sendo ‘o país das maravilhas” vemos um congresso falido, a inoperância do governo, o desarranjo da infraestrutura, e há outros fatores alguns crônicos como a escola que não ensina, os hospitais à deriva, a polícia que não polícia, a justiça que não faz justiça.

Fomos ensinados a aceitar docilmente a corrupção. No período da primeira república, coagido pelos coronéis ou em troca de favores, os eleitores brasileiros abriram mão do direito de escolher nossos representantes. Nossa memória política ainda guarda traumas do voto de cabresto. O embrião da corrupção é concebido durante as campanhas eleitorais, quando o voto é muitas vezes trocado por um pacote de alimentos ou por material de construção. Não é, pois, de se estranhar que políticos que compram o voto de seus eleitores ajam a favor de seus próprios interesses. Protegidos em nossos lares, nos indignamos com as notícias que trazem à tona, mensalões, dossiês dos aloprados e outros escândalos da mesma espécie. Mas continuamos em nossa zona de conforto, Acostumados a pensar em política somente em época de campanha eleitoral.

Chamamos os políticos de corruptos, mas, ao mesmo tempo, estabelecemos um pacto silencioso com a corrupção do nosso dia a dia. Por ser tão difundida na nossa sociedade é impossível combatê-la. Assim, a toleramos das formas mais simples, como ocupar uma vaga no estacionamento destinada ao idoso, burlar uma regra do trânsito porque “ninguém está olhando.”

A solução para a problemática corrupção não se limita a aceitar que ela é um câncer espalhado por nosso sistema e um traço de nossos políticos. Necessitamos combatê-la, fiscalizando, cobrando, protestando é preciso usar a visão pois esta, determina a atitude e atitude é ação.

Dia cinco de outubro a Constituição Federal faz vinte e cinco anos de sua promulgação. É necessário que todos colaborem para o exercício da cidadania isso é possível, pois democracia depende de instituições que imponham a subordinação aos governantes à vontade do povo que o elegeu. A representação popular, ao contrário do que se possa pensar, não delega a determinadas pessoas o poder de interpretar os votos ou às aspirações da coletividade, mas o de ser a sua vontade e a sua voz. É uma garantia de nossa carta cidadã.


Sobre o autor:
Agenilda Palmeira
Professora e Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL). Itabuna – Bahia.
E-Mail: nildinh@hotmail.com


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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

VENCENDO AS TREVAS, A LUZ DE CRISTO QUE BRILHA NO NATAL JAMAIS SE EXTINGUIRÁ


terça-feira, 17 de dezembro de 2019



O Natal é comemorado em toda a face da Terra.

Mas, cada povo o comemora a seu próprio modo.
Por quê?
A Igreja Católica, vivendo na alma de povos diferentes, produz maravilhosas e diversas harmonias. Ela é inesgotável em frutos de perfeição e santidade.
Ela é como o sol quando transpõe vidros de cores diferentes. Quando penetra num vitral vermelho, acende um rubi; num fragmento de vitral verde, faz fulgurar uma esmeralda!

O gênio da Igreja passando pelos povos alemães produz algo único; passando pelo povo espanhol faz uma outra coisa inconfundível e admirável, e depois mais aquilo e aquilo outro num outro povo, num outro continente, numa outra raça.

No fundo é a Igreja iluminando, abençoando por toda parte. É Deus que na Sua Igreja realiza maravilhas da festa de Natal.

Canta a liturgia : “Puer natus est nobis, et Filius datur est nobis...”

“Um Menino nasceu para nós, e o Filho de Deus nos foi dado.

“Cujo império repousa sobre seus ombros e o seu nome é o Anjo do Grande Conselho”.

“Cantai a Deus um cântico novo, porque fez maravilhas”.

Aquele Menino nos foi dado — e que Menino! Então, cantemos a Deus um cântico novo.

O Natal do católico é sereno, cheio de significado, e ao mesmo tempo elevado como o interior de uma igreja!

A vitalidade inesgotável da festa natalina é sobrenatural, produz na alma católica uma paz profunda, uma sede insaciável de heroísmo, e um voltar-se completamente para as coisas do Céu.

No Natal, a graça da Igreja brilha de um modo especial na alma de cada católico. E de cada povo que conserva algo de católico na face da Terra inspirando incontáveis formas de comemorar o nascimento do Redentor!

Porque a Igreja é a alma de todos os Natais da Terra!

Vídeo:



Luis Dufaur

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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

ANTEVÉSPERA DE NATAL - Ariston Caldas




          Chegou em casa meio cansado, o cenário da rua era o mesmo de todo dia. “Boa tarde, dona Dos Anjos”. Era a vizinha da frente que ficava todo dia sentada na ponta do passeio quando a sombra chegava. 

            Ele lembrava de coisas vagas, de pessoas. A chuva vai desabar neste instante, pensou olhando para a barra escura formando-se para as bandas do Sul; parecia que a noite chegava, mas a Ave Maria ainda estava longe. Destrancou a porta e entrou, tudo turvo e quente; acendeu a lâmpada da sala e avistou, no meio da mesa ao centro, um pedaço de papel branco com uma caneta ao lado; na tira de papel estava escrito: Eliana; reconheceu, perfeitamente, a caligrafia de Eliana , graúda, letras irregulares; embaixo, outra vez, agora garatujada , parecendo escrita às pressas. 

            Não deixara nenhum pedaço de papel sobre a mesa, nem caneta; sentiu uma sensação estranha e a primeira coisa que lembrou foi dos pés de Eliana; pelo Natal do ano passado comprara para ela um par de sandálias brancas número 34. Depois de um ano sumida, Eliana aparecia agora. Como conseguiu entrar se a porta estava trancada?

           O pedaço de papel escrito seria qualquer papel antigo levado pelo vento para o centro da mesa; e a caneta?

            Sentia-se confuso. O nome repetido teria sido escrito naquele instante, a tinta ainda estava fresca – Eliana. A mesma caligrafia, em cima e embaixo; não era bonita, igual a do ano passado: “Boas Festas e Feliz Ano Novo. Beijos” Se ainda tivesse aquele cartão de Natal faria uma comparação entre ele e o escrito no pedaço de papel; nem precisava isso, era uma cópia, a mesma coisa, até a irregularidade das letras - umas, verticais; outras, inclinadas. Eliana escrevia sempre assim. E a caneta ao lado do pedaço de papel? Não havia deixado nada disso sobre a mesa. Eliana gostava de futucar pela geladeira, pelo armário, mas na geladeira e no armário não havia nada fora do lugar, até uma lata com doce seco estava lá, intacta como deixara. Eliana teria entrado às pressas. Por que não deixou uma explicação? “Estive aqui, quero lhe ver!” Ou qualquer coisa assim, mesmo sem desejar-lhe Boas Festas.

            Queria esquecê-la, passar o Natal sem recordá-la em nenhum momento. Mas agora, na antevéspera, ela teria voltado para reviver momentos amargos e ditosos. Lembrou das tardes de sol, tomando sorvete com ela no Jardim da igreja, olhava para os pés pequenos de Eliana, para as pernas cruzadas cor de bronze, para o cabelo voando pelo vento; da despedida cheio de tristeza. “Será que eu ainda me encontrava em casa quando ela destrancou a porta?” Tornou a ler o nome de Eliana no pedaço de papel, em cima e embaixo cópia fiel, as letras disformes; gostaria de ver Eliana frente a frente. Ela teria ainda o mesmo sorriso? Certamente. Um ano não mudaria o sorriso dela. Lembrava das sandálias brancas; pensou perguntar a vizinha da frente se ela teria visto Eliana entrar, mas a vizinha não conhecia Eliana, era novata na rua. Pelo menos informaria se alguém havia entrado. Como, se a porta estava trancada e Eliana não tinha a chave? Lembrou novamente do pedaço de papel, da caneta ao lado. “Eliana”, estava escrito duas vezes, letra autêntica, inquestionável. Leu e releu, estava conferido. Ninguém mais que ele conhecia a letra de Eliana, desde o tempo dos bilhetinhos; a tinta ainda estava fresca, não se tratava, assim, de coisa antiga. Fez conjeturas, voltou a ler o nome escrito duas vezes no pedaço de papel em cima da mesa, revivendo sentimentos, lembranças renascendo, os pés de Eliana, as sandálias brancas número 34.

            Ela teria jogado o pedaço de papel por baixo da porta? “Impossível”. Por que estava lá no centro da mesa, com uma caneta ao lado? Se soubesse onde Eliana se encontrava seria capaz de procurá-la para uma explicação. E se fosse repelido por ela! Eliana não é mal-educada e diria qualquer coisa, calma, mesmo sem um ar de riso. Foi assim, assim; diria tudo a ela. As assinaturas pareciam dizer: “quero voltar”, que ainda o lembrava com algum afeto. A letra era do próprio punho, nem tinha dúvida. Repelia a ideia de uma reconciliação, mas gostaria de um esclarecimento. A noite acabava de descer; foi deitar-se sem um pingo de sono, com o juízo sem mudar de rumo. “Se Eliana batesse agora na porta?” Compraria um presente para ela, de preferência umas sandálias brancas número 34.

            Tudo isso foi imaginação de João Lopes, menos a vizinha, era somente saudade de Eliana que nunca desapareceu de sua cabeça, com mais força quando o Natal se aproxima.


(LINHAS INTERCALADAS – 2ª Edição 2004)
Ariston Caldas

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Ariston Caldas nasceu em Inhambupe, norte da Bahia, em 15 de dezembro de 1923. Ainda menino, veio para o Sul do estado, primeiro Uruçuca, depois Itabuna. Em 1970 se mudou para Salvador onde residiu por 12 anos. Jornalista de profissão, Ariston trabalhou nos jornais A Tarde, Tribuna da Bahia e Jornal da Bahia e fundou o periódico ‘Terra Nossa’, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia; em Itabuna foi redator da Folha do Cacau, Tribuna do Cacau, Diário de Itabuna, dentre outros. Foi também diretor da Rádio Jornal.

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

O QUE VOCÊ VAI FAZER AGORA?– Edgar Andrade



O que realmente importa
é o que você vai fazer agora,
O que você escolhe agora.
Você pode manter
o foco nas coisas ruins
que já lhe aconteceram
ou mudar o foco.



O que realmente importa é o que você vai fazer agora. O que você escolhe agora. Você pode manter o foco nas coisas ruins que já lhe aconteceram ou mudar o foco. Quando as pessoas mantêm o foco no que elas querem, o que elas não querem perde a força, o que você quer se expande e o que você não quer desaparece.

Você é o criador da sua própria experiência. Você gerencia seus próprios pensamentos que criam a sua realidade. Você pode começar onde você está. Você pode começar a pensar e gerar dentro de si mesmo um sentimento de harmonia, de felicidade e a resposta virá como você espera. A partir de agora você passará a acreditar em outras coisas.

Acredite que há mais do que o suficiente para todos no universo, Acredite que tudo dá certo para você e até mesmo que você rejuvenesce. E você pode se libertar de padrões hereditários, códigos culturais, crenças sociais e provar que  o poder dentro de você é maior que o poder que está no mundo.

Há algum limite para isso? Absolutamente não. Nós somos seres ilimitados. Nós não temos limites. As capacidades, os talentos, os dons  e o poder que está dentro de cada indivíduo nesse planeta é ilimitado. Você viverá em uma realidade diferente, e as pessoas olharão para você e dirão: “O que você faz de diferente de mim?” A única coisa que é diferente é que você tem a certeza do sucesso!
  

"Gotas de Crystal - Whats 32 99131 1743" 

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