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sexta-feira, 24 de maio de 2019

SACERDOTE VÍTIMA DO ÓDIO COMUNISTA - Plinio Maria Solimeo


21 de maio de 2019
Igreja destruída na China comunista

Plinio Maria Solimeo

         Apesar do infeliz acordo da Santa Sé com a China comunista em prol da chamada Igreja Patriótica, títere do governo chinês, e em detrimento da chamada Igreja Subterrânea, fiel a Roma, continuam as perseguições naquele país. Bispos fiéis e católicos leigos têm sido perseguidos, igrejas e conventos continuam a ser invadidos e destruídos.

De acordo com o conceituado National Catholic Register, desde dezembro de 2018 — não chegando a três meses depois de assinar seu acordo com o Vaticano —, Pequim aumentou a perseguição religiosa, procurando sinicizar a religião no país. Depois de citar perseguições a outros grupos religiosos, o jornal acrescenta: “Com relação aos católicos, as condições são opressivas também, com santuários no país sendo também demolidos. Os católicos menores de 18 anos são proibidos de assistir Missa, e algumas dioceses permanecem vagas”[i].

         Isso porque o comunismo não muda. E é implacável quando está no poder, levando tudo a ferro e fogo para impor sua nefasta ideologia. Seriam muitos os exemplos ao longo da história do século XX e início do XXI, tanto na Rússia quanto noutros países onde ele predominou ou predomina. Escolhemos apenas um, ocorrido nos remotos idos de 1929, para mostrar o ódio diabólico que esses sem-Deus já demonstravam contra os católicos, assim que conquistavam um país. Trata-se do martírio de um sacerdote irlandês, cruelmente morto pelo fato de simplesmente ser católico.

  
      O Pe. Timóteo Leonard [foto] nasceu numa fazenda em Killonan, Ballysimon, no Condado de Limerick, na Irlanda, na festa de São Pedro e São Paulo de 1893. Um dos seis filhos do casal William e Mariana Leonard, dois de seus irmãos se tornariam também sacerdotes.

         Timóteo frequentou a Escola Nacional de Monaleen, foi interno no Colégio São Munchin em Limerick e, depois de cursar a Universidade São Patrício, em Maynooth, foi ordenado sacerdote no dia 28 de abril de 1918, para a Diocese de Limerick. Pouco depois entrou para a Sociedade Missionária de São Columbano, que havia sido fundada dois anos antes para enviar missionários à China.

Em 1924 seria fundado o ramo feminino da Sociedade, o das Irmãs Missionárias de São Columbano, para assessorar os missionários em seu apostolado. São Columbano (540-615) foi um monge missionário irlandês que se tornou conhecido pela fundação de inúmeros mosteiros pela Europa, o mais famoso sendo o de Luxeuil, na França, fundado em 590, no qual entraram tantos monges, que foi possível fazer o laus perennis, isto é, o Ofício ininterrupto, dia e noite, a Deus.

O Pe. Leonard foi dos primeiros missionários columbanos a ser enviado à China, em 1920, com o Pe. Eduardo Galvin, co-fundador da Sociedade com o Pe. João Blowick. Os missionários partiram no dia de São Patrício, 17 de março, do porto de Liverpool, na Inglaterra, via Estados Unidos.

Chegando a Shangai, os missionários participaram por vários meses de um curso intensivo de chinês mandarim. Depois do que o Pe. Leonard foi enviado para área de Haniang, começando então seu apostolado em solo chinês. O Pe. Galvin mais tarde seria o primeiro bispo de Hanyang, naquele país.

Memorial em homenagem ao Pe. Timóteo Leonard

Em 1924 o Pe. Timóteo retornou à Irlanda em busca de novos missionários e ajuda financeira para sua missão. Nesse intuito, pregou em paróquias, colégios e escolas, projetando slides do trabalho dos missionários na China. Como tinha nascido numa fazenda, também apresentou seu trabalho numa feira de agricultura, sendo muito bem recebido pelos fazendeiros, que lhe deram bom suporte financeiro.

Durante essa estadia na Irlanda, o Pe. William Fenton perguntou-lhe se ele tinha considerado que poderia ser morto na China. O intrépido missionário respondeu: “E daí? Se eu pensasse que não o poderia ser, ficaria desapontado. Aliás, [o martírio] não será senão por um quarto de hora. Pense então na recompensa eterna!”.

         O Pe. Leonard retornou à China em 1926, desta vez para a região de Hubei, na parte central do país. Dois anos depois foi transferido para a província de Jiangxi, ficando pároco de Nan Feng, na diocese de Nan Chang.

         O verdadeiro missionário era incansável em seu trabalho, seu entusiasmo não encontrando limites. Além de atender a seus paroquianos da cidade, viajava por péssimos caminhos em lombo de mula para visitar os católicos encontrados em áreas distantes, em lugares às vezes quase inacessíveis.

         Ora, os revolucionários comunistas, liderados pelo feroz MaoTseTung, conseguiram penetrar naquela área por volta de 1929. O exército vermelho somava então dez mil homens na região. Todos seus membros odiavam os católicos, principalmente os missionários estrangeiros que trabalhavam no país.

         No dia 15 de julho de 1929, os energúmenos chegaram à cidade de Nan Feng, e foram direto para a igreja. O Pe. Leonard estava exatamente terminando a consagração na Missa das 5:00 horas da manhã. Os comunistas o arrancaram do altar, quebrando os vasos sagrados. Nesse instante, a maior preocupação do sacerdote foi a de salvar o Santíssimo Sacramento. Increpou então asperamente os sem-Deus pelo sacrilégio que cometiam, fazendo heróicos esforços para proteger as Sagradas Espécies. Mas os comunistas tiraram-lhe das mãos o cibório, jogaram as hóstias sagradas pelo chão, e nelas pisaram.

Depois intimaram o Pe. Timóteo a pagar grande importância por seu resgate. Como ele recusou, o levaram preso juntamente com 16 fiéis, incluindo seu coroinha. O Pe. Leonardo pediu a seus captores que liberassem o menino sem resgate, com o que eles condescenderam.

Os 17 confessores da fé foram aprisionados. Entretanto o Pe. Timóteo, como o responsável por todos eles, foi levado para o alto de um monte, onde o interrogaram e torturaram por muito tempo, durante o qual o sacerdote recusou qualquer alimento, permanecendo entregue à oração.

No dia seguinte, depois de um simulacro de julgamento, o missionário columbano foi condenado à morte, acusado de ser hostil ao povo da China, isto é, dos comunistas, amigo dos Nacionalistas que contra eles lutavam, e espião do Vaticano. O Pe. Timóteo foi executado no dia 17, sendo parcialmente decapitado.

         Três dias depois, seus paroquianos recuperaram o seu corpo, e o levaram para a igreja local, onde foi velado por três dias em meio a lágrimas, cânticos e orações dos seus paroquianos.

No dia 23 de julho o missionário também columbano, Pe. Pat Dermody, e um sacerdote chinês, cantaram solene Missa de réquiem pelo eterno repouso da alma do falecido.

É preciso dizer que os missionários columbanos foram expulsos da China quando os comunistas tomaram o poder no país em 1949.

O Pe. Timóteo Lonard foi o primeiro dos 24 missionários da Sociedade de São Columbanoque deram sua vida pela fé. Ele tinha somente 36 anos de idade quando foi martirizado.

         O dia em que sua família recebeu a notícia de seu martírio, foi de muita consternação para a sua mãe e os seus irmãos. Entretanto, em meio à tristeza, veio da Austrália uma nota de fé e alegria. Com efeito, um dos irmãos do falecido, Dr. William Leonard, que se tornara grande erudito naquele país, ao saber da notícia das circunstâncias da morte do irmão, mandou um telegrama à mãe, no qual dizia: “Congratulações! A senhora se tornou a mãe de um mártir”. 


Outras fontes consultadas:
https://columbans.ie/new-headstone-columban-martyr-fr-timothy-leonard/
http://www.ncregister.com/daily-news/from-ireland-to-china-and-martyrdom-the-legacy-of-father-timothy-leonard
http://www.limerickcity.ie/media/olj%202011%20p046%20to%20048.pdf


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SEM DESTINO! - Antonio Nunes de Souza


Sem Destino


Na penumbra da madrugada
Vou tranquilo na pela estrada
Sem saber onde estou indo.
O bom é estar andando
Sem parar vou caminhando
Sem saber se estou vindo!

Perdido em meus pensamentos
Esquecendo meus tormentos
Sigo em frente meu destino.
Deixando sempre para trás
Os velhos momentos de paz
Do meu tempo de menino!

Estou com a mente perdida
Minha memória esquecida
Somente não posso parar.
Não sei se vou ou se fico
No coração ouço um grito
Para continuar a andar!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL



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quinta-feira, 23 de maio de 2019

AGRONEGÓCIO É A SOLUÇÃO, APESAR DA MÁ FÉ DE ALGUNS - Hélio Brambilla


23 de maio de 2019

Hélio Brambilla

         A julgar pelos eventos agropecuários deste primeiro quadrimestre de 2019, o agronegócio vai de vento em popa. O Show Rural de Cascavel (PR), atingiu recorde absoluto tanto de público quanto de negócios, o mesmo tendo ocorrido em Não-Me-Toque (RS), Ribeirão Preto (SP), o maior da América Latina em volume de negócios [foto abaixo].

As agrishows são feiras exclusivas de tecnologia agrícola. Já as exposições agropecuárias, como Londrina e Maringá (PR), Uberaba (MG) com a Expozebu, Goiânia (GO), Campo Grande (MS) e outras do gênero.

O Presidente da República, acompanhado de alguns de seus ministros vêm visitando algumas delas como a de Ribeirão Preto, na qual reiterou a promessa de campanha de autorizar licença para posse de arma nas propriedades rurais a fim de prevenir o esbulho possessório dos chamados “movimentos sociais”, que de sociais não têm nada, pelo contrário, agem como terroristas.

É fato que as fazendas têm sido ultimamente alvo de verdadeiros saques de quadrilhas armadas até os dentes para roubar máquinas e equipamentos, produtos agropecuários, insumos para lavouras e defensivos agrícolas.

A gritaria da esquerda foi grande, e os meios de comunicação se encarregaram de fazer ecoar a zoeira com os ruídos característicos de um estrondo publicitário contra as armas de defesa pessoal e do patrimônio. Até um jornal grande colocou um estagiário para escrever sobre o assunto citando ilustres desconhecidos opinando sobre o tema.

Sobre os assaltos, vale para o campo a mesma lei para o comércio e para as residências urbanas: a lei da legítima defesa. No caso de invasão de propriedade o Código Civil autoriza o desforço privado imediato, que pode ser executado pelo proprietário, por seus parentes, vizinhos e amigos.

         O grande jurista baiano, professor Orlando Gomes, definiu taxativamente que o “desforço pode chegar ao uso de armas se o seu emprego for indispensável à manutenção ou à restituição da posse.” (Diário de Montes Claros, 8 e 15 de janeiro de 1986.)

         No mesmo sentido, o professor Silvio Rodrigues, de São Paulo, assim se pronunciou em seu parecer: “Se para assegurar ou recuperar a posse, o possuidor tiver que usar armas, inclusive de fogo, ser-lhe-á lícito a elas recorrer” (Id. ib.).

O Prof. Orlando Gomes assim se justificou: “Uma agressão injusta consistente, por exemplo, na ocupação de terras por um bando obstinado, ocorre em circunstâncias que não permitem o chamamento à força policial. Para ação imediata, até porque a demora em acudir o esbulho cria o problema da expulsão dos esbulhadores.

“Nesta hipótese, e em outras semelhantes, o possuidor (ou seus prepostos) podem agir de pronto por sua própria força e autoridade, sem ser obrigados a chamar a polícia e ficar esperando sua ação.

“Quando, porém, lhe pareça mais oportuno apelar para a autoridade policial, e logo verifique a inutilidade do apelo, lícito é que pratique, ele próprio, o desforço, expulsando os esbulhadores, contanto que não seja largo o intervalo entre a ação e a reação, a ofensa e a defesa” (Idem ib.).

Os especialistas ressaltam que a reação deve ser proporcional; se forem duas ou três famílias desprovidas de armas, ou mesmo um bando que para armar um acampamento adentram na propriedade rompendo cercas, não se pode usar contra eles um canhão Gross Bertha…

Exageros? Por certo os haverá! Para tudo neste mundo é necessário equilíbrio. Mas a zoeira antigoverno continuou em razão de o presidente ter acenado para um eventual decreto das chamadas “excludentes de ilicitude”, presentes no Código Penal que, ao defender o seu patrimônio ou a sua vida, o cidadão de bem poderá entrar nas excludentes de ilicitude.

Ou seja, o cidadão responde pelo seu ato, mas não recebe punição! É exatamente como se deve proceder para que os bandidos que desrespeitam a Lei passem a temer o cidadão de bem. Temos escrito em várias ocasiões, mesmo antes das eleições de 2018, que de nada adianta liberar o porte e a posse de armas se o produtor, ao se defender, atingir o meliante, pois ipso facto seria preso por homicídio, em caso óbito, ou tentativa de homicídio, em caso de ferimento.

Um jornal chegou a denunciar o projeto como sendo um incentivo à criação de milícias rurais, chegando a afirmar que o governo já é condescendente com as milícias urbanas. Ademais, o discurso do Presidente Bolsonaro teria alarmado religiosos que acompanham (sic) os conflitos de terra, chegando a citar a freira americana Jean Anne Bellini, coordenadora da CPT, que foi amiga da missionária Doroty Stang.

Tal freira teria declarado não saber se o Presidente percebe as consequências dessas declarações irresponsáveis que insuflam a violência. Os ânimos estão exaltados, e um pronunciamento desses só piora as coisas. Já havia muitos fazendeiros que pensavam assim, mas eles tinham o pudor de dizer. Agora perderam o pudor.

Pudor!? — Não se trata de pudor. O que eles sentiam na verdade era o temor de ser perseguidos em nome dos “direitos humanos”, que no mais das vezes protegem os bandidos em detrimento das pessoas de bem, o temor de represálias institucionais como a negação de financiamentos para a lavoura, além de outras retaliações.

Mas a zoeira mão parou aí. Ela em ocorrendo também em razão do ensaio de dois senadores, Marcio Bittar e Flávio Bolsonaro, em atualizar o 4º artigo do Código Florestal, que trata das áreas de reservas legais, que na Amazônia chega a 80% da propriedade, diminuindo para 35% no cerrado, e para 20% nos demais biomas.

Os dois parlamentares mostraram que o montante de recursos naturais nessas áreas de reserva atinge U$ 23 trilhões de dólares, sendo U$ 15 trilhões em recursos minerais e energéticos e U$ 8 trilhões na biodiversidade.
       
Luís Fernando Guedes Pinto, do Imaflora, taxa a medida de radical, mas com argumento muito frágil, de ser possível que uma canetada nessa lei provoque o maior desmatamento do planeta, comprometendo uma área maior que a Alemanha. 
       
Acontece que esses ambientalistas radicais se esquecem ou fingem desconhecer de que só na Amazônia Legal, o Brasil preserva um território maior do que toda a Índia, e que em todo o país é preservado mais do que o território dos 28 países da União Européia somados. (Cfr. Tons de Verde, de Evaristo Eduardo Miranda). Preserva e produz! O Brasil caminha a passos largos para se tornar o maior produtor e exportador mundial de produtos agropecuários.

Depois vêm os ataques aos assim chamados subsídios. Em primeiro lugar, trataremos do subsídio ao diesel. Como diz muito bem o grande especialista em combustíveis e transportes no Brasil o Dr. Adriano Pires, que assim resume: “o problema não é do posto, mas do im-posto”. A Petrobrás sempre foi estatal e, portanto, monopolista e mal administrada, sobretudo nos 13 anos do governo do PT, com seu patrimônio dilapidado pela roubalheira, mas cobrando preços altos para ir tapando os rombos que fazia em seu caixa.

Outro tema é a falência da União, Estados e Municípios que querem cobrir seus déficits arrochando os impostos dos combustíveis, a tal ponto que em vários estados chegam a ultrapassar os 50% do preço final do produto. Aí vem essa lenga-lenga de subsídio. Solução? — Abaixar impostos. Isso fará bem a todos: caminhoneiros, produtores rurais, indústria e os próprios consumidores, ao Brasil.

Depois vem o tal subsídio para a irrigação noturna no campo. As usinas hidrelétricas costumam fazer a manutenção de suas turbinas durante à noite, em decorrência de o consumo baixar consideravelmente. Para algumas que atendem aos produtores, a geração noturna torna-se quase de custo zero.

Nas propriedades agrícolas, grande parte do consumo se dá entre 18 às seis horas da manhã, uma vez que entram no mesmo esquema da ociosidade das turbinas. Na verdade, o governo precisa ter mais comunicação para refutar essas objeções para o cidadão urbano, que não tem ideia desses pormenores.

Também os ditos subsídios dos financiamentos do Banco do Brasil para o custeio de safra não ultrapassam o percentual que o governo paga aos poupadores e alguns investimentos. Para um leigo na matéria poderia transferir esses recursos diretamente ao produtor que pagasse a bagatela dos juros que rendem a poupança.

Com pouco mais de quatro meses de governo, só no Paraná e Mato Grosso do Sul são 144 propriedades invadidas por índios, ou pessoas travestidas de índios; e no Oeste do Paraná por caboclinhos e índios, na sua grande maioria vindos do Paraguai… É urgente a desocupação dessas terras.

A safra conheceu alguns percalços pela falta de chuva durante a granação da soja e do milho, o que causou até 30% de quebra na produção do Paraná e no Mato Grosso do Sul. Portanto não teremos uma safra recorde, mas, assim mesmo, será a segunda maior da história do país.

As exportações devem superar novamente a marca dos U$ 100 milhões! Parabéns, produtor rural! Que a Divina Providência e Nossa Senhora Aparecida continuem a proteger os produtores e a pátria brasileira, para que nunca se torne uma Venezuela ou uma Cuba.


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ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: ESPELHO – Oscar Benício dos Santos


Espelho

“Por qué duplicas, misterioso hermano,
el menor movimento de mi mano?” ...Jorge Luis Borges



Espelho frio, inerte duplicador 
a quem você só procura espelhar, 
deixando-o ver apenas seu exterior, 
onde su’alma se não pode afigurar.


Frigido espelho, falso refletor,
se já tem vidro e aço pra agasalhar, 
já bem no âmago do seu interior, 
por que, também, o psiquê guardar?


Esconde no imo dos seus reflexos 
os mais indecifráveis complexos, 
que se escondem por traz da razão.


Espelho, não duplicas o virtual. 
Prende-se só, à frieza do real 
e esquece q’a vida é duplicação.


Oscar Benicio Dos Santos
1926 - 2019


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quarta-feira, 22 de maio de 2019

UM DIA INTERNACIONAL DA MULHER, MAS DIFERENTE


22 de maio de 2019
Grã-duquesa Maria Pavlovna da Rússia

Paulo Henrique Américo de Araújo

Todos os anos, no dia 8 de março, uma enxurrada de reportagens nas diversas mídias comemora o chamado “Dia Internacional da Mulher”. O ano de 2019 não deixaria de trazer a cantilena de sempre, e o sentido de revolta contra as normas católicas de comportamento se repete na leitura de qualquer publicação sobre o tema.

Bem significativa, neste sentido, é a informação do “Correio Brasiliense” sobre uma manifestação feminista no centro de Brasília,1 na data mencionada. Jolúsia Batista, uma das organizadoras, ressaltou os objetivos do ato: “É dia de expressar uma luta organizada. Mas a luta é diária. Somos contra o conservadorismo do governo atual e contra o fundamentalismo cristão. Somos pró-legalização do aborto e contra a reforma [da previdência] como está, pois agrava o cenário, principalmente para as mulheres. Somos contra qualquer tipo de retrocesso”.

Não é meu intento analisar aqui o conteúdo da declaração (ou a ausência dele), nem fazer comentários sobre a agenda das manifestantes. Deixemos de lado esses aspectos, pois todos estamos saturados desse feminismo tacanho, distorcido e anticatólico. Em face dos devaneios feministas, parece-me a melhor iniciativa opor a eles exemplos de atitudes que ressaltam o real valor das mulheres. Lembrar modelos contrários ao do feminismo tem o efeito salutar de desintoxicar as pessoas do veneno que ele vem disseminando. E se as pessoas se deixarem desintoxicar, é bem possível que no futuro as comemorações do dia internacional da mulher realmente enalteçam as virtudes femininas características.

Alta nobreza na atitude de uma mulher

Um desses exemplos me caiu recentemente nas mãos, com a leitura das memórias da grã-duquesa Maria Pavlovna da Rússia,2 prima-irmã do último czar Nicolau II. Nascida em 1890, ela viveu durante o auge da crise do Império Russo, passando pela Primeira Guerra Mundial, e finalmente pelas trágicas convulsões da revolução comunista. Com muita dificuldade ela conseguiu escapar da Rússia, ao mesmo tempo que os bolcheviques massacravam os membros da nobreza, inclusive seu próprio pai.

O período que nos interessa compreende a grande guerra de 1914-18. Como muitas mulheres da mais alta nobreza, a grã-duquesa Maria se engajou como voluntária para o serviço de enfermaria das tropas russas. Exerceu essa função com máximo empenho, durante quase todos os quatro anos do terrível conflito. No início, como simples auxiliar de enfermagem, e depois como enfermeira, procurando ocultar sua identidade para poder trabalhar em qualquer tarefa que lhe fosse requisitada, além de evitar lisonjas ou louvores. Depois, como seu prestígio e experiência aumentassem, assumiu o comando de um importante hospital de campanha.

Um pequeno episódio revela como, apesar de ser prima do imperador, Maria não procurava ostentar sua posição diante das tropas. No início da guerra, em uma aldeia perto do front de batalha, acabara de chegar um oficial com a mão ferida. Ao ver o grupo de enfermeiras, das quais uma era a princesa, ele perguntou:

— Irmãzinhas, não tereis por acaso uma atadura limpa para trocar o meu curativo?

O oficial não distinguia a grã-duquesa entre as enfermeiras. O tratamento que ele usou (irmãzinhas) para se dirigir a elas se explica pelo fato de as enfermeiras se trajarem à maneira de freiras. Maria se ofereceu de imediato para trocar o curativo. Enquanto o fazia, outro militar se aproximou sem que ela percebesse, e perguntou:

— Vossa Alteza Imperial permite que eu a fotografe?

Confusa, a princesa-enfermeira voltou-se, reconheceu o militar, e suplicou:

— Não, não faça isso, pelo amor de Deus!

Logo ela notou que a mão ferida da qual cuidava começou a tremer. O oficial ferido examinava-lhe atentamente o rosto, abaixando o olhar mais de uma vez, antes que o curativo estivesse concluído. A princesa permanecia em silêncio.

— Permite-me agora que lhe pergunte quem é? Indagou o oficial.

Maria não via mais motivos para ocultar seu nome, e após a revelação, o ferido outra vez lhe perscrutou o rosto em silêncio, e repentinamente ajoelhou-se na calçada, diante de todos, tomou nas mãos a barra do vestido da princesa e o osculou. Ela mesma conta que ficou perturbadíssima; e sem olhar para o oficial, sem despedir-se, fugiu em direção à farmácia.

Este belo fato revela muito mais do que a manifestação do respeito e admiração dos russos pelos membros da nobreza. Também não se trata apenas de um episódio no qual a força militar — a força física, diríamos — reconhece a superioridade de uma frágil enfermeira. Há no episódio algo mais revelador da mentalidade do russo, que a própria grã-duquesa explicita em suas memórias:

“A atitude dos soldados em relação a nós [enfermeiras] era profundamente tocante. Dir-se-ia que personificávamos para eles tudo o que lhes era caro, tudo o que lhes tocava o coração. Com nossas toucas brancas, representávamos de certo modo esse ente feminino superior, no qual se reúnem as qualidades de mãe e de esposa completadas pelas de religiosa, concepção especialmente apreciada pelo povo russo”.

Aí está! A superioridade feminina se expressa justamente naquilo que ela tem de autêntico. Superioridade essa invariavelmente rejeitada pelas feministas radicais de hoje. Pergunto-me qual seria a reação daquelas manifestantes do dia 8 de março, se alguém lhes propusesse realçar esse tipo de elevação feminina…
Thomas Bruce o assassino de Jamie Schmidt (foto abaixo). No fundo, o lugar do crime.

Ato heróico de uma mulher não feminista

Cito outro exemplo, agora dos dias atuais.3 Em novembro de 2018, Jamie Schmidt entrou numa loja de artigos religiosos católicos na cidade de Saint Louis, Estados Unidos. Duas funcionárias ali trabalhavam na ocasião. Momentos depois, Thomas Bruce chegou ao estabelecimento, trocou algumas palavras com as mulheres e saiu da loja. Depois tornou a entrar, mas desta vez armado com uma pistola.

Diante da ameaça, as duas funcionárias foram obrigadas a se despir, e em seguida foram abusadas sexualmente pelo canalha. Jamie – católica praticante, casada e mãe de três filhos – forçada a permanecer num canto da loja, testemunhou a horrível cena. Thomas então se aproximou, e apontando-lhe a arma, ordenou que ela também se despisse. Tudo que havia ocorrido com as outras duas mulheres se repetiria, mas…

Em momentos drásticos como esses surgem demonstrações de força de alma e personalidade que impressionam. O mais fácil para Jamie seria, talvez, tentar convencer o malfeitor com palavras meigas ou lágrimas desesperadas, numa chance de apaziguar seu ímpeto tresloucado; ou simplesmente ceder diante do perigo, e se deixar agredir sexualmente.

Não! Essa autêntica católica escolheu enfrentar a situação com uma dignidade cheia de fé – uma nova mártir da pureza, a exemplo de Santa Maria Goretti. A resposta à ordem do agressor foi pronta e irredutível:

— Em nome de Deus, eu não vou tirar minhas roupas!

Jamie Schmidt

O abusador deve ter percebido que ali não haveria meio termo nem acordo. Só lhe restava um único recurso: a violência. Disparou à queima-roupa contra o peito da mulher. Por mais paradoxal que possa parecer, essa atitude covarde revela quem só tinha mais força física: Jamie, obviamente! Ela morreu minutos depois, numa ambulância a caminho do hospital. Nos últimos suspiros, testemunhas ouviram Jamie recitar o Padre-nosso. O monstro-agressor foi preso após fugir, e responde pelo crime bárbaro diante dos tribunais. Espera-se que seja condenado à pena de morte.

Algum movimento feminista se lembrou da atitude honrada de Jamie Schmidt? Por que não exaltar o ato heroico daquela mulher, no dia internacional da mulher? Não espere nada disso, pois há muita coisa distorcida no movimento feminista…

Em razão de tudo isso, o site Returntoorder, impulsionado pela TFP norte-americana, está ajudando a promover uma campanha de substituição do dia internacional da mulher por outro muito diferente: o Lady Day. “A alternativa católica é chamada de Lady Day [Dia da Senhora ou da Dama]. O tema de 2019: ‘Comemorando a pureza e a coragem das mães’. […] Uma resposta positiva, jubilosa e esperançosa no sentido de celebrar e honrar o plano de Deus para as mulheres, enquanto mães puras e corajosas”.4

Nada melhor do que o atualíssimo exemplo de Jamie Schmidt para contrapor à revolução feminista e ao seu fraudulento e midiático dia internacional da mulher.

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Notas
Memórias, Maria, grã-duquesa da Rússia, Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, sem data de publicação.



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ESPAÇO SELVAGEM será inaugurado em Taubaté-SP



ASSOCIAÇÃO CULTURAL LETRASELVAGEM
& LIVRARIA SELVAGEM


CONVIDAM

para o evento de inauguração do ESPAÇO SELVAGEM.


Local: Rua Cônego de Almeida, 113 (esquina com a Rua Silva Barros) – Centro – TAUBATÉ-SP.


Data: 25 de maio (sábado), às 18h00.



Você, que é professor, estudante, poeta, escritor, músico, ator, cineasta, artista, artesão
ou simplesmente ama os livros e a Cultura, venha e participe. Entrada franca.



Além de oferecer ao público artefatos de cultura (livros, CDs, DVDs, peças de arte e artesanato), o ESPAÇO SELVAGEM se propõe a promover atividades de informação, reflexão e formação de uma consciência cidadã, através de Saraus, Leituras, Palestras, Debates, Oficinas de Artes, Projeção de filmes e Audiovisuais com análise e discussão sobre seus conteúdos. Sua presença e participação no evento de lançamento do Espaço, bem como nos eventos futuros, será de vital importância.



Na ocasião, haverá sessão de autógrafos com os escritores Joaquim Maria Botelho e Marcia Etteli.



Confirmadas as presenças dos escritores e jornalistas Celso de Alencar, Erorci Santana, Luís Avelima, Leandro Carlos Esteves, Antonio Carlos Gonçalves e Carlos Henrique Vicente, de São Paulo. Poetas do Vale do Paraíba farão leituras.




Contato: (12)992033836 (Whatsapp)
letraselvagem@uol.com.br


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SANTA RITA DE CÁSSIA – ”A Santa das causas desesperadas”


21 de maio de 2019

Uma vida de provações e sofrimento, assim podemos descrever a existência de Santa Rita. Com paciência e muita oração, suportou as dores físicas e espirituais as quais foi submetida durante sua vida. Nunca, mesmo nas horas mais difíceis abandonou sua fé em Nosso Senhor Jesus. O precioso estigma de um dos espinhos da coroa de Cristo em sua testa, foi como que uma marca da grande Santa que Ela se tornaria até os dias atuais.

Filha obediente, esposa maltratada, mãe amorosa, dedicada a caridade e à oração até seu último dia de vida. Tantas virtudes haveriam para se aplicar a essa agostiniana de espírito, e que não descansou enquanto não se tornou religiosa de fato, mas todos eles se resumem nessas palavras que são motivo de esperança por parte de todos os seus devotos: padroeira das coisas impossíveis e das causas desesperadas.



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Oração a Santa Rita de Cássia

Ó Poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés uma alma desamparada que necessitando de auxílio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida por vós que tem o título de Santa dos Casos Impossíveis e Desesperados.

Ó, cara santa, interessai-vos pela minha causa, intercedei junto a Deus para que me conceda a graça que tanto necessito (faça o pedido). 

Não permitais que tenha de me afastar de vossos pés sem ser atendido.
Se houver em mim algum obstáculo que me impeça de alcançar a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste.

Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus, em união com a vossa prece. Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha confiança. Por vosso intermédio, espero tranquilamente a graça que vos peço.

Santa Rita, Advogada das causas Impossíveis, rogai por nós!

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