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quarta-feira, 10 de março de 2021

VENDA DE TERRAS PARA ESTRANGEIROS – Hélio brambilla



Hélio Brambilla

 

No final do ano legislativo, o Senado desengavetou um projeto que “dormia nas gavetas” havia mais de um ano, e o aprovou em apenas 44 minutos na noite do dia 15-12-2020. Apresentado pelo Senador Irajá Abreu, o PL 2963/19 pretende tornar realidade a venda ou arrendamento de propriedades rurais a empresas estrangeiras. O que significa isso para nós, hoje e no futuro?

Segundo notícia de “O Estado de São Paulo” (17-12-20), a medida dispensa autorização ou licença para aquisição de qualquer modalidade de posse por estrangeiros. A única restrição significativa é que a soma das áreas não poderá passar de 25% da superfície dos municípios. Mas abre assim a possibilidade de 2.136.857 km² de nosso território (num total de 8.547.403 km²) serem entregues a estrangeiros.

Essa área é maior que os territórios da Alemanha, França, Espanha, Itália, Portugal e Áustria juntos, e poderia tornar-se propriedade de qualquer interessado. Assim estaria formado um “Estado dentro do Estado”. Só um? Poderia ser mais de um, mas alguém tem dúvida de que a China é a grande interessada em comprar o Brasil? E o prezado leitor deseja ver seus filhos e netos nascendo sob o regime comunista chinês?

Essa aberração política, além de estabelecer inadmissíveis enclaves no Brasil, poderia perpetuar nessas terras a escravidão do nosso povo. Ameaça vaga, hipotética, inconsistente? Nada disso! Basta ver que a entrada indiscriminada de muçulmanos na Europa tem colocado de joelhos a população de vários países, ante a prepotência dos imigrantes, que já se tornaram e se consideram “donos da situação”.

Com sua população nativa envelhecida e declinante, e agora acrescida por muçulmanos que não fazem limitação da natalidade, a Europa enfrenta gravíssima situação econômica. Medidas econômicas suicidas, implantadas a propósito da pandemia, arruinaram a economia sem impedir o morticínio.

Uma notícia com algo de tranquilizante, porém insuficiente para nos autorizar a fechar os olhos, é que o governo brasileiro está na contramão dessa política suicida. Na véspera do Natal, o presidente Bolsonaro voltou a condenar o malfadado projeto de venda de terras a estrangeiros. Terá ele a clarividência necessária para vetar todo o projeto, quando os trâmites legislativos se concluírem?

No mesmo sentido ergueu sua voz a associação dos produtores de soja, cujo presidente Bartolomeu Brás assegurou ser esta a posição das 16 seções da entidade no Brasil. Comunicou que se reuniu com o Senador Irajá Abreu, filho da ex-ministra Kátia Abreu, tratando de convencê-lo dos malefícios do projeto. De nada adiantou, pois o parlamentar não quis ouvir as admoestações dos produtores rurais. Vários sindicatos rurais também estão levantando a voz contra o disparatado projeto.

O Brasil possui hoje 62 milhões de hectares utilizados para a agricultura. Calculando pelo valor médio de seis mil dólares por hectare, esse ativo vale 372 bilhões de dólares. Por outro lado, nos últimos 20 anos o agronegócio brasileiro gerou um trilhão e trezentos bilhões de dólares, valor suficiente para pagar quatro vezes o valor dessas terras. Não existe ativo mais rendoso no mundo. Negócio como o proposto pelo PL 2963/19 é bem exatamente um “negócio da China”…


E há mais. Caso seja montada uma agroindústria na propriedade, esta poderia admitir até 50% de funcionários do país comprador — uma cláusula feita “sob encomenda”, pois serve como uma luva… para quem? Você conhece algum país com 1,4 bilhão de habitantes à disposição para serem exportados? A médio e longo prazo, não escaparíamos de invasão maciça de chineses. E não se esqueça de que um contingente assim costuma ser enriquecido por “soldados” travestidos de funcionários.

Os produtores rurais brasileiros não podem deixar de ver a enormidade do problema com o qual nos deparamos. Algumas vozes se levantam a favor do projeto, alegando que os imigrantes sempre compravam terras, mesmo sem se tornarem brasileiros. Mas os tempos eram outros, eles aportaram no Brasil numa conjuntura totalmente diferente, pois vinham se integrar à nação. Hoje, pelo contrário, com a nova geopolítica global, virão para subjugá-la.

Isto poderá custar o equivalente a um Tratado de Tordesilhas às avessas! O Brasil perderá mais de dois milhões de km² de terras conquistadas com sangue, suor e lágrimas por nossos antepassados. Também por isso, os ruralistas devem protestar junto aos políticos de sua região. E insistir junto ao Presidente da República para vetar o projeto, qualquer que seja sua redação final.

Trabalhemos em conjunto para proteger o que é nosso. E Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, nos ajudará a manter íntegro nosso território soberano.

 

https://www.abim.inf.br/venda-de-terras-para-estrangeiros/


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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

BRASIL: A ARCA DE NOÉ DO SÉCULO XXI? – Hélio Brambilla

26 de agosto de 2020


Hélio Brambilla

          Tantos são os problemas que assolam o Brasil e o seu povo que se torna difícil traçar uma unidade descritiva desse circo de horrores em que a esquerda pretende transformar nosso País. Na verdade, ela quer tocar fogo no circo e permanecer imune e impune. Literalmente, quer ver o circo pegar fogo, ou pelo menos a Amazônia em chamas…

         Comecemos por ver e analisar as desgastadas calúnias de que o Brasil está acabando com a Floresta Amazônica. Os focos de queimadas podem ser decorrentes da técnica milenar da coivara utilizada na limpeza de pastagens ou na preparação de roças para o plantio de pequenos produtores. Ou até mesmo de festas juninas.

          Mas, em todo caso, as queimadas diminuíram em relação a 2019 segundo dados coletados pela Embrapa Territorial e divulgados em 17-8-20.

          A Embrapa noticia que o monitoramento por satélite de referência da NASA das queimadas e fogos ativos, de 1º de janeiro a 16 de agosto deste ano, registrou no Brasil um total de 63.616 pontos de calor. Com relação ao mesmo período do ano de 2019 houve no Brasil uma redução de 2%.

         A Embrapa informa ainda que no bioma Amazônia, apesar do falso alarde de alguns, até 16-8-20, houve uma redução de 15% nas queimadas: 29.710 em 2020 contra 35.145 no mesmo período em 2019. O bioma caatinga também apresenta uma redução de 24% das queimadas com relação ao ano passado.

          O Mato Grosso apresenta 0% de variação nas queimadas com relação a 2019. O Estado registrou até 16-10-20 o total de 13.225 queimadas, incluindo as de parte do Pantanal. O número é quase igual ao do ano passado: 13.238.

          No Pantanal, muitas queimadas transformaram-se em incêndios. Outros foram provocados por raios e por ações criminosas ou de negligência. Segundo a Embrapa, a vegetação aberta e caducifólia da região, onde predominam gramíneas e arbustos, facilita a ocorrência e propagação dos incêndios. Raios com frequência provocam incêndios. A chegada das chuvas tende a encerrar esse ciclo de fogo.

         O que os 152 bispos têm a dizer sobre isso? Macron? Merkel? Greta?

         A dizimação de florestas — de que somos acusados sem cessar — ocorre em sua imensa maioria em áreas de cerrado, pois a floresta amazônica, a rain forest, não pega fogo, tão elevada a sua umidade. Mesmo assim, a derrubada de florestas no País não atingiu 10.000 km2.

         Não que concordemos com esse desmate, mas o fato concreto é que nesse ritmo demoraríamos cerca de 500 anos para abater a última árvore em nosso País. A Greta estaria viva para assistir a cena?

         A imensidão do território nacional é tal que, se por uma catástrofe viesse um novo dilúvio universal e restasse ileso apenas o Brasil — além da pomba e do corvo do relato bíblico da Arca de Noé — caberiam aqui, com a densidade da população de Bangladesh mais de 9 bilhões de pessoas.

         O Brasil é 57 vezes maior do que o território de Bangladesh, que conta com 164 milhões de habitantes em uma área de 147.000 km2. Ou seja, 50.000 km2 menor que o Estado do Paraná com seus 11 milhões de habitantes (Boletim da FAEP, nº. 1477, de 9-6-19).

         Alguém perguntará, mas e comida para toda essa gente? Ora, até o momento utilizamos apenas 8% do nosso território para produção agrícola e 16% para pecuária, e alimentamos 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo.

         Se considerarmos os mesmos índices de produtividade atuais e raciocinarmos em termos hipotéticos, tomando 100% de nosso território, então seríamos capazes de alimentar 6 bilhões de pessoas.

         E haveria mais, muito mais. Basta somarmos, além dos 8,5 milhões de km2, mais 4,5 milhões de km2 da denominada “Amazônia azul” — que é nosso território marítimo e zona econômica exclusiva equivalente à superfície da Floresta Amazônica — em nossa costa com 7.400 km de extensão. Estudos recentes apontam que fazendas aquáticas seriam capazes de produzir o equivalente à atual produção terrestre do Brasil em frutos do mar e algas marinhas.

         Senhores catastrofistas de plantão e ambientalistas radicais, falem com mais fundamento quando disserem que é preciso eliminar 1 bilhão de pessoas da face da Terra para começar a diminuir a pobreza. O exemplo começa em casa. Ajudem com suas fortunas incalculáveis a que os povos tenham mais religião, moral, cultura e tecnologia para produzir mais com menos terras.

         Sigam o exemplo do Brasil que vocês tratam como vilão, mas que em 50 anos, ao aumentar apenas 40% de sua área cultivada, obteve um aumento de mais de 300% na produção, superando índices de produtividade dos EUA.

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         Agora, tratemos um pouco do propalado genocídio dos 100 mil mortos pela Covid-19 no Brasil.

          Parece que 152 bispos que se pronunciaram contra o Governo estão caolhos. Afinal, só enxergam eventuais erros no Governo, mas não enxergaram, por exemplo, as blasfêmias todas que ocorreram no carnaval nem a liberação do carnaval por governadores irresponsáveis. Será por serem caolhos ou será por falta de reta intenção?

          Basta ver o jornal “O Estado de S. Paulo”, 8-8-20, que fornece a lista dos Estados que liberaram o carnaval: AM, PA, MA, CE, PE, BA, RJ, SP. Esses Estados totalizaram 69.724 mortes, ou seja, 70.000 em números redondos. Em relação às 100.000 mortes, isso significa que esses Estados que liberaram o carnaval foram responsáveis por 70% das mortes por Covid-19 no Brasil, supondo evidentemente que não se tratem de fake-óbitos.

          152 bispos no Brasil propalam genocídio do Governo, mas não falam uma palavra de eventual genocídio dos Estados. Alegam responsabilidade do Governo por essas mortes, mas não enxergam que apenas 30% das mortes seriam eventualmente de responsabilidade do Governo e dos Municípios.

         Conforme tínhamos advertido em artigo, em abril, no início da pandemia, já denunciávamos que os Estados que tinham liberado o carnaval apresentavam uma quantidade muito maior de infectados.

          Além disso, nem 152 bispos, nem mídia, nem esquerda mundial disseram uma só palavra sobre os responsáveis pelo vírus, ao deixá-lo escapar de maneira acidental ou culposamente.

          Estatísticas apontam quase 1 milhão de mortos e 20 milhões de contaminados em todo o mundo. Isso sem contar o desastre econômico e psicológico que abalou o mundo, enquanto China parece continuar crescendo economicamente.

         É bem verdade que ninguém sabe ao certo quantos morreram na China, porque nenhum regime do mundo foi tão fechado como o regime escravagista chinês. Mas, conforme apontamos em recente artigo tratando a respeito dos fake-óbitos, o número de mortes foi inflado no ocidente e desinflado na China.

         Talvez para glorificar a eficiência chinesa no combate à epidemia, talvez para colocar o ocidente em pânico e, portanto, de joelhos perante a mesma China.

Hipóteses à parte, a história um dia — e esperamos seja em breve — elucidará essa trama secreta universal.


Mas, o que parece mais inusitado ainda foi a entrevista de Dingding Chen [foto ao lado], feita pelo jornalista Jamil Chade para o UOL, em 10-8-20.

         Trata-se de um professor de relações internacionais da Jinan University, em Guangzhou e Diretor do Intellisia Institute, um dos maiores think tanks chineses dedicados à sua política externa. Chade constata que desde o início do governo Bolsonaro, atritos se proliferaram entre a diplomacia brasileira e a chinesa, enquanto exportadores agrícolas e mesmo militares agiram nos bastidores para tentar uma convivência adequada no eixo Brasília-Pequim.

         Chen admite que a curto prazo o Brasil poderia — notem bem, poderia — ser mais afetado por um resfriamento nas relações, principalmente por sua dependência comercial. […] Mas, Pequim é quem perderia a longo prazo com o distanciamento em relação à América do Sul.

         O entrevistado chinês constata que “a China se beneficiou muito da globalização. Muito mais que os demais países nos últimos 40 anos”. Isso não teria sido feito propositalmente pelas forças revolucionárias do mundo?

         Se a China ganhou com a globalização e uma parcela importante da classe média do ocidente tem a impressão de que saiu perdendo, questiona Chade, como esperar,diante dessa situação, que esse sistema possa se sustentar em um cenário em que os políticos culpam a China pela destruição dos empregos?

         Mais adiante, a uma pergunta sobre um eventual conflito armado, Chen respondeu que é “preciso levar a sério a possibilidade de um conflito localizado sair do controle. Historicamente já vimos isso ocorrer, […] o momento é de extrema incerteza”.

         Na última pergunta sobre quem mais perderia com uma relação ruim entre Brasil e China, o entrevistado respondeu que o seu país perderia muito. Comercialmente é algo pequeno diante do significado da relação de longo prazo.

         Ou seja, o desconforto gerado pela quinta-coluna brasileira e ocidental de aumentar os impostos aqui para favorecer a China a se industrializar, levando nossos empregos e fazendo crescer nossa dependência, isso é uma coisa que a classe média não tolera e se indigna.

         Não falemos dos grandes, porque são cúmplices dessa traição. Quanto aos pequenos, não têm força de expressão, e no mais das vezes estão apenas voltados para o seu dia a dia, mas a coisa é diferente com a classe média que carrega o país nas costas e está mais que indignada.

         Outra coisa que o professor chinês não disse, porque não pode mostrar o calcanhar de Aquiles da China, é a questão dos alimentos. Só o Brasil pode oferecer alimentos baratos de alta qualidade e em grande volume para alimentar aquela população que foi acostumada pelo regime comunista a comer todo tipo de insetos e coisas repugnantes.

         Basta lembrar que na China, quase 46% do território são montanhas acima de 4 mil metros de altitude e desertos, incluindo o de Gobi, um dos maiores do mundo. Portanto, impróprios para agricultura.

         No Brasil, boa parte do território é apta para a agricultura, e mais que isso, de altíssima produtividade. Prova disso é que a agropecuária no Brasil segue com recordes de produção e exportação.

         Falam tanto em vacina contra a Covid, mas o que certa imprensa não diz é que o Brasil está inundando o mundo com suco de laranja, ou seja, com pura vitamina C, um imunizante natural excelente.

As exportações de suco de laranja aumentaram 158% neste ano. Fora Covid! Viva o produtor de laranja brasileiro! Nas exportações é provável que tenhamos o maior superavit da nossa história, graças ao agronegócio.

         Basta lembrar da apresentação do Ministro Paulo Guedes para a Frente Parlamentar da Agricultura, em 10-8-20, quando ele afirmou que o PIB brasileiro, nesse ano de pandemia, quase não mudou. Isso graças à agricultura que salvou a economia, pois só da agricultura brasileira é possível tirar três safras por ano.

         Em relação às exportações mundiais, a soja nacional responde por 51% delas; a carne de frango por 34%; a carne bovina por 24%; o farelo de soja por 24%; o milho por 21%; a carne suína por 10% e o óleo de soja por 9%.

         Prova dessa eficiência da agricultura brasileira é que o consumo de diesel chegou em julho/2020 a patamares de antes da crise provocada pela Covid. Onde houver produção e safra agrícola, haverá caminhões rodando pelas estradas.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, 16-8-20, por causa da superprodução de milho deste ano, a safra do Brasil vai alcançar 253,7 milhões de toneladas. Isso é de longe o maior recorde de produção que já houve no Brasil por conta do sucesso da safrinha de milho.

         Além disso, em decorrência da pandemia, o povo brasileiro está poupando mais. Segundo o mesmo jornal, em 12-8-20, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em 127 bilhões de reais.

         Deus é brasileiro e a Virgem Aparecida é a Mãe D’Ele. Portanto, confiança, trabalho, fé e perseverança. Unidos venceremos a crise! Fora quinta-coluna catastrofista!

 

https://www.abim.inf.br/brasil-a-arca-de-noe-do-seculo-xxi/


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domingo, 29 de dezembro de 2019

NÃO ESTAMOS EM 1823… — BALANÇO DA SAFRA AGRÍCOLA


Publicado em 27 de dezembro de 2019

Helio Brambilla

Lady Maria Dundas Graham Callcott (1785 – 1842), conhecida como Maria Graham, retratada por August Callcott

A Sra. Maria Graham [foto ao lado] gostava de viajar por países exóticos. Foi o que motivou essa dama inglesa a visitar o Brasil em 1823, pouco depois de Dom Pedro I proclamar a Independência. Além de muito fina e distinta, era também muito inteligente, segundo opinião do próprio Imperador.

Em suas memórias, registradas no livro “Journal of the voyage to Brasil”, ela relata que ao desembarcar no porto do Rio de Janeiro, “ficou muito admirada ao ver que o povo não andava nu”. Ao que, o secretário de Dom Pedro, gracejando, comentou: “Ela pensava que aqui todos éramos bugres de tanga e penas…”.

Recebida pela alta aristocracia do Rio, ela pôde visitar inúmeros lugares e ficou encantada. Foi tal a sua impressão, que voltou por uma segunda vez no ano seguinte (1824), tendo assistido à abertura da Assembleia Constituinte, da qual resultou a melhor Carta jamais havida no Brasil, sobretudo se comparada à verdadeira colcha de retalhos votada em 1988, que além de não representar os anseios do povo brasileiro, tornou-se velha e decrépita em tão pouco tempo.

Se viva estivesse e voltasse hoje ao Brasil, outra surpresa com a qual Sra. Graham se depararia seria constatar que, apesar da nossa péssima Constituição, e de seus incondicionais defensores no Legislativo e no Judiciário, o Brasil se alçou à condição de sexta potência mundial, ultrapassando a própria Inglaterra. E isso graças ao agronegócio!

Trabalhando dignamente de sol-a-sol, com alta tecnologia, nos tornamos o segundo país em número de drones utilizados na agropecuária, e dispomos da segunda maior frota de aviões… agrícolas. Portanto, altíssima tecnologia para alimentar um bilhão e quinhentos milhões de pessoas mundo afora.

Do mesmo povo, quando necessário, que não foge à luta, e sabe combater rijamente os revolucionários semeadores do caos e da desordem, a ilustre visitante poderia parafrasear o que se dizia outrora da Áustria, cuja influência mundial se fazia pelo casamento de suas Arquiduquesas: “Enquanto outros povos fazem guerra, tu, feliz Brasil, plantas!”.

Ainda há pouco, nos quatro cantos da Terra, num estrondo publicitário universal contra o Brasil, só se falava em internacionalização da Amazônia, nas queimadas que a devastavam, no genocídio de brasileiros indígenas — quase tudo fake news, ora disseminadas comendo caviar, ora camembert regado por Romanée-Conti, ora sorvendo o uísque dos capitalistas ingleses.

Conversando recentemente com o prefeito de uma das cidades mais emblemáticas de Portugal, comentei que por ocasião dos incêndios que destruíram suas florestas milenares, inclusive matando muita gente de seu país, o mundo inteiro acorreu para ajudá-lo a debelar o fogo. O mesmo aconteceu com incêndios na Grécia, na Sibéria, na Austrália e nos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, pelo contrário, segundo notícias veiculadas pela grande imprensa, ONGs ajudaram a atear o fogo! Não adianta ficar com ‘achismos’ sobre a Amazônia. É preciso conhecê-la.

O nosso maior especialista em clima, Prof. José Luís Molion [foto ao lado], falando recentemente em Roma por ocasião do Sínodo dos Bispos, afirmou que “se na Amazônia chove, não é porque tem floresta, mas se existe floresta é porque chove!” Para o estudioso, entram a cada segundo na Amazônia 200 milhões de metros cúbicos de água vaporizada, vindas do Oceano Atlântico.

O cientista W. James costumava dizer que a ciência é antes de tudo um espírito sem prevenções, e supor que ela seja uma espécie de fé que se deve abraçar é enganar-se completamente sobre a natureza e rebaixar os sábios ao nível dos sectários. Muito bom recado para os ongueiros e afins no Brasil e alhures.

Nossos produtores rurais estavam lutando durante o ano todo para produzir e aliviar as necessidades alimentares do mundo, inclusive daqueles que nos atacam com ódio sectário. Apesar de alguns percalços com secas e às vezes excesso de chuvas, conseguimos bater o recorde de 240 milhões de toneladas de grãos, que redundaram em mais de 100 bilhões de dólares de exportação de produtos do agronegócio.

Os produtores brasileiros estão alimentando inclusive a China com grande quantidade de carne bovina, porque o povo chinês não tem proteínas suficientes para trabalhar como escravo no capitalismo estatal lá implantado, devido à peste suína que está dizimando os criatórios deles.

Isto em detrimento do povo brasileiro, que está pagando mais caro pela carne bovina. Entretanto, é preciso deixar claro que há mais de cinco anos a arroba do boi não era reajustada, e muitos criadores acabavam fechando as contas no vermelho. Ou ainda eram abatidas novilhas, causando uma transitória escassez de carne no mercado, que de acordo com todos os analistas é apenas sazonal.

Por sua vez, a produção de etanol extraído da cana-de-açúcar foi muito boa, e o Brasil está conseguindo vender combustível barato à sua população, diminuindo drasticamente a emissão de metais pesados na atmosfera, provenientes de combustíveis fósseis.

Enquanto isso, na Índia, nos 200 quilômetros do entorno de Nova Delhi, a poluição aumentou 22 vezes em relação ao ano passado, fazendo com que o governo tivesse que distribuir mais de sete milhões de máscaras antigás à população, pois em um único dia entrava nos pulmões dos habitantes a fumaça equivalente a 40 cigarros.

Prezado leitor, por acaso você viu algum protesto de ONGs ambientalistas e do Sínodo dos Bispos contra isso? Por que apenas o Brasil seria o culpado por todos os males existentes no mundo?

Porventura prestaram atenção a Sra. Merkel, o Sr. Macron e os desavisados bispos presentes no Sínodo da Amazônia, que de dentro de suas salas confortáveis querem impor a vida tribal aos habitantes da Amazônia, coisa que nem os índios e os outros 20 milhões de amazônicos querem?

Estão tentando substituir a fracassada ditadura do proletariado pela ditadura das ONGs, da ONU e do Episcopado. Nossas almas católicas repudiam isso! Recorro aqui às palavras de Plinio Corrêa de Oliveira, contidas no seu histórico manifesto de resistência à política de distensão do Vaticano com os regimes comunistas: “Mandai-nos o que quiserdes. Só não mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho [provisoriamente pintado de verde] que investe. A isto nossa consciência se opõe”.



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quinta-feira, 23 de maio de 2019

AGRONEGÓCIO É A SOLUÇÃO, APESAR DA MÁ FÉ DE ALGUNS - Hélio Brambilla


23 de maio de 2019

Hélio Brambilla

         A julgar pelos eventos agropecuários deste primeiro quadrimestre de 2019, o agronegócio vai de vento em popa. O Show Rural de Cascavel (PR), atingiu recorde absoluto tanto de público quanto de negócios, o mesmo tendo ocorrido em Não-Me-Toque (RS), Ribeirão Preto (SP), o maior da América Latina em volume de negócios [foto abaixo].

As agrishows são feiras exclusivas de tecnologia agrícola. Já as exposições agropecuárias, como Londrina e Maringá (PR), Uberaba (MG) com a Expozebu, Goiânia (GO), Campo Grande (MS) e outras do gênero.

O Presidente da República, acompanhado de alguns de seus ministros vêm visitando algumas delas como a de Ribeirão Preto, na qual reiterou a promessa de campanha de autorizar licença para posse de arma nas propriedades rurais a fim de prevenir o esbulho possessório dos chamados “movimentos sociais”, que de sociais não têm nada, pelo contrário, agem como terroristas.

É fato que as fazendas têm sido ultimamente alvo de verdadeiros saques de quadrilhas armadas até os dentes para roubar máquinas e equipamentos, produtos agropecuários, insumos para lavouras e defensivos agrícolas.

A gritaria da esquerda foi grande, e os meios de comunicação se encarregaram de fazer ecoar a zoeira com os ruídos característicos de um estrondo publicitário contra as armas de defesa pessoal e do patrimônio. Até um jornal grande colocou um estagiário para escrever sobre o assunto citando ilustres desconhecidos opinando sobre o tema.

Sobre os assaltos, vale para o campo a mesma lei para o comércio e para as residências urbanas: a lei da legítima defesa. No caso de invasão de propriedade o Código Civil autoriza o desforço privado imediato, que pode ser executado pelo proprietário, por seus parentes, vizinhos e amigos.

         O grande jurista baiano, professor Orlando Gomes, definiu taxativamente que o “desforço pode chegar ao uso de armas se o seu emprego for indispensável à manutenção ou à restituição da posse.” (Diário de Montes Claros, 8 e 15 de janeiro de 1986.)

         No mesmo sentido, o professor Silvio Rodrigues, de São Paulo, assim se pronunciou em seu parecer: “Se para assegurar ou recuperar a posse, o possuidor tiver que usar armas, inclusive de fogo, ser-lhe-á lícito a elas recorrer” (Id. ib.).

O Prof. Orlando Gomes assim se justificou: “Uma agressão injusta consistente, por exemplo, na ocupação de terras por um bando obstinado, ocorre em circunstâncias que não permitem o chamamento à força policial. Para ação imediata, até porque a demora em acudir o esbulho cria o problema da expulsão dos esbulhadores.

“Nesta hipótese, e em outras semelhantes, o possuidor (ou seus prepostos) podem agir de pronto por sua própria força e autoridade, sem ser obrigados a chamar a polícia e ficar esperando sua ação.

“Quando, porém, lhe pareça mais oportuno apelar para a autoridade policial, e logo verifique a inutilidade do apelo, lícito é que pratique, ele próprio, o desforço, expulsando os esbulhadores, contanto que não seja largo o intervalo entre a ação e a reação, a ofensa e a defesa” (Idem ib.).

Os especialistas ressaltam que a reação deve ser proporcional; se forem duas ou três famílias desprovidas de armas, ou mesmo um bando que para armar um acampamento adentram na propriedade rompendo cercas, não se pode usar contra eles um canhão Gross Bertha…

Exageros? Por certo os haverá! Para tudo neste mundo é necessário equilíbrio. Mas a zoeira antigoverno continuou em razão de o presidente ter acenado para um eventual decreto das chamadas “excludentes de ilicitude”, presentes no Código Penal que, ao defender o seu patrimônio ou a sua vida, o cidadão de bem poderá entrar nas excludentes de ilicitude.

Ou seja, o cidadão responde pelo seu ato, mas não recebe punição! É exatamente como se deve proceder para que os bandidos que desrespeitam a Lei passem a temer o cidadão de bem. Temos escrito em várias ocasiões, mesmo antes das eleições de 2018, que de nada adianta liberar o porte e a posse de armas se o produtor, ao se defender, atingir o meliante, pois ipso facto seria preso por homicídio, em caso óbito, ou tentativa de homicídio, em caso de ferimento.

Um jornal chegou a denunciar o projeto como sendo um incentivo à criação de milícias rurais, chegando a afirmar que o governo já é condescendente com as milícias urbanas. Ademais, o discurso do Presidente Bolsonaro teria alarmado religiosos que acompanham (sic) os conflitos de terra, chegando a citar a freira americana Jean Anne Bellini, coordenadora da CPT, que foi amiga da missionária Doroty Stang.

Tal freira teria declarado não saber se o Presidente percebe as consequências dessas declarações irresponsáveis que insuflam a violência. Os ânimos estão exaltados, e um pronunciamento desses só piora as coisas. Já havia muitos fazendeiros que pensavam assim, mas eles tinham o pudor de dizer. Agora perderam o pudor.

Pudor!? — Não se trata de pudor. O que eles sentiam na verdade era o temor de ser perseguidos em nome dos “direitos humanos”, que no mais das vezes protegem os bandidos em detrimento das pessoas de bem, o temor de represálias institucionais como a negação de financiamentos para a lavoura, além de outras retaliações.

Mas a zoeira mão parou aí. Ela em ocorrendo também em razão do ensaio de dois senadores, Marcio Bittar e Flávio Bolsonaro, em atualizar o 4º artigo do Código Florestal, que trata das áreas de reservas legais, que na Amazônia chega a 80% da propriedade, diminuindo para 35% no cerrado, e para 20% nos demais biomas.

Os dois parlamentares mostraram que o montante de recursos naturais nessas áreas de reserva atinge U$ 23 trilhões de dólares, sendo U$ 15 trilhões em recursos minerais e energéticos e U$ 8 trilhões na biodiversidade.
       
Luís Fernando Guedes Pinto, do Imaflora, taxa a medida de radical, mas com argumento muito frágil, de ser possível que uma canetada nessa lei provoque o maior desmatamento do planeta, comprometendo uma área maior que a Alemanha. 
       
Acontece que esses ambientalistas radicais se esquecem ou fingem desconhecer de que só na Amazônia Legal, o Brasil preserva um território maior do que toda a Índia, e que em todo o país é preservado mais do que o território dos 28 países da União Européia somados. (Cfr. Tons de Verde, de Evaristo Eduardo Miranda). Preserva e produz! O Brasil caminha a passos largos para se tornar o maior produtor e exportador mundial de produtos agropecuários.

Depois vêm os ataques aos assim chamados subsídios. Em primeiro lugar, trataremos do subsídio ao diesel. Como diz muito bem o grande especialista em combustíveis e transportes no Brasil o Dr. Adriano Pires, que assim resume: “o problema não é do posto, mas do im-posto”. A Petrobrás sempre foi estatal e, portanto, monopolista e mal administrada, sobretudo nos 13 anos do governo do PT, com seu patrimônio dilapidado pela roubalheira, mas cobrando preços altos para ir tapando os rombos que fazia em seu caixa.

Outro tema é a falência da União, Estados e Municípios que querem cobrir seus déficits arrochando os impostos dos combustíveis, a tal ponto que em vários estados chegam a ultrapassar os 50% do preço final do produto. Aí vem essa lenga-lenga de subsídio. Solução? — Abaixar impostos. Isso fará bem a todos: caminhoneiros, produtores rurais, indústria e os próprios consumidores, ao Brasil.

Depois vem o tal subsídio para a irrigação noturna no campo. As usinas hidrelétricas costumam fazer a manutenção de suas turbinas durante à noite, em decorrência de o consumo baixar consideravelmente. Para algumas que atendem aos produtores, a geração noturna torna-se quase de custo zero.

Nas propriedades agrícolas, grande parte do consumo se dá entre 18 às seis horas da manhã, uma vez que entram no mesmo esquema da ociosidade das turbinas. Na verdade, o governo precisa ter mais comunicação para refutar essas objeções para o cidadão urbano, que não tem ideia desses pormenores.

Também os ditos subsídios dos financiamentos do Banco do Brasil para o custeio de safra não ultrapassam o percentual que o governo paga aos poupadores e alguns investimentos. Para um leigo na matéria poderia transferir esses recursos diretamente ao produtor que pagasse a bagatela dos juros que rendem a poupança.

Com pouco mais de quatro meses de governo, só no Paraná e Mato Grosso do Sul são 144 propriedades invadidas por índios, ou pessoas travestidas de índios; e no Oeste do Paraná por caboclinhos e índios, na sua grande maioria vindos do Paraguai… É urgente a desocupação dessas terras.

A safra conheceu alguns percalços pela falta de chuva durante a granação da soja e do milho, o que causou até 30% de quebra na produção do Paraná e no Mato Grosso do Sul. Portanto não teremos uma safra recorde, mas, assim mesmo, será a segunda maior da história do país.

As exportações devem superar novamente a marca dos U$ 100 milhões! Parabéns, produtor rural! Que a Divina Providência e Nossa Senhora Aparecida continuem a proteger os produtores e a pátria brasileira, para que nunca se torne uma Venezuela ou uma Cuba.


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