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sábado, 19 de janeiro de 2019

ATENÇÃO, MUITA ATENÇÃO!


Nós, eleitores de Jair Bolsonaro, precisamos continuar engajados no projeto de direita do país, mas para isso é fundamental entendermos algumas premissas básicas: 

1. O governo não é perfeito... vai errar...a diferença é que é honesto. 

2. Os ministros vão divergir...isso é normal... toda unanimidade é burra.

3. O presidente vai voltar atrás toda vez que sentir que errou... isso se chama humildade.

4. O partido do presidente nem sempre concordará com as propostas... isso é democracia. 

5. A grande mídia foi derrotada nas eleições... vai criticar sempre e vai procurar desconstruir a imagem do presidente e de seus ministros... podem acostumar... serão 4 anos de braço de ferro.

6. A esquerda está de mudança para o Nordeste, onde montará sua plataforma de enfrentamento junto à população mais carente e desinformada do país. Muitas crises surgirão de lá. 

7. Sempre haverá um "especialista" convocado para os programas de TV descendo a lenha na direita, mentindo descaradamente.

8. Vai demorar para derrotar os comunistas que mamavam nas tetas gordas dos governos petistas. Precisamos continuar unidos e saber que a guerra será de longo prazo... provavelmente uma geração... 25 anos. 

Isto posto, vamos parar de cair na corda de bombas plantadas por esquerdistas diariamente na imprensa e apoiar cada vez mais nosso presidente e seu projeto. 

Vamos ter que ser inteligentes, ativos e corajosos e principalmente FIÉIS aos nossos Princípios.

#Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!

(Recebi via WhatsApp; autor não mencionado)

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INDÍGENAS PARAGUAIOS NO BRASIL

17 de Janeiro de 2019

As delegacias da Polícia Federal de Guaíra, Cascavel e Foz do Iguaçu, no Paraná, instauraram inquéritos para investigar possíveis irregularidades na emissão dos chamados Registros Administrativos de Nascimento Indígena (Ranis) em cartórios de todos os municípios cobertos por essas delegacias. A Polícia Federal já identificou mais de uma centena de irregularidades e fraudes para a emissão e obtenção de documentos, além de revelar possível envolvimento de servidores da FUNAI para facilitar aos paraguaios o acesso a documentos de nacionalidade brasileira.

 A investigação questiona o modo de invasão indígena dessas áreas demarcadas pelo governo federal no Paraná, e registra inúmeros casos de invasores pretensamente nascidos no Brasil, mas cujos documentos e respectivos portadores são todos paraguaios.  Estes apresentavam as identidades do país de origem, mas possuíam também certidões brasileiras emitidas pela FUNAI, que confirmava assim a falsificação dos documentos para justificar a presença de indígenas paraguaios no Brasil.

Tais documentos lhes possibilitaria a permanência nessa região, sobretudo nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, em áreas demarcadas como território indígena. Uma das alegações dos próprios indígenas para a demarcação é a de que esse lugar foi habitado por seus ancestrais, pertencendo-lhes, por isso, na chamada ocupação pretérita. Contudo, se os registros de nascimento tiverem sido de fato falsificados, esse argumento cai por terra.

O delegado da Polícia Federal em Cascavel, Marco Smith, revela que os inquéritos devem seguir pelo menos até o fim do ano, já que quase diariamente surgem novos elementos nas investigações que apuram a fraude. “Pelo que temos apurado, essas situações têm ocorrido em toda a região da fronteira com o Paraguai, aqui no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Temos mais de uma centena de casos e estamos caminhando para quase duas centenas”.

O relatório da PF registra um fato, ocorrido no dia 17 de dezembro de 2017, quando uma van e um táxi, ambos com placas paraguaias, foram interceptados no posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na cabeceira da Ponte Ayrton Senna, em Guaíra. Seus ocupantes disseram que estavam indo ao Paraguai para exercer o direito de voto. A mesma situação se repete nas fronteiras de Mato Grosso do Sul com as cidades paraguaias, mas são ignoradas pelas autoridades, inclusive pelo Ministério Público Federal (MPF).
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1 comentário:

Barcelos de Aguiar

18 de Janeiro de 2019
Otima iniciativa da PF. Vem confirmar certas denuncias de “indios” na nossa região fronteiriça que não passam de paraguaios disfarçados. Nada temos contra os paraguais mas sim denunciamos
agentes da Funai e CIMI que os industrializam com o fim de criar o caos em regiões do Brasil, aliás, grandes produtoras de grãos. Barcelos de Aguiar


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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

LAVAGEM DO BONFIM! - Antonio Nunes de Souza


Tem dias que, por mais que não desejarmos, temos que ser saudosistas. Hoje é um desses dias, vendo através da TV o tradicional e maravilhoso cortejo da “LAVAGEM DA ESCADARIA DA IGREJA DO NOSSO SENHOR DO BONFIM”!

Lembro-me, como se hoje fosse, das dezenas de vezes que participei dessa maravilhosa jornada a pé, acompanhando centenas de carroças enfeitadas, trios elétricos (atualmente proibidos), dançando e cantando, esquecendo até que era uma festividade religiosa. Aquilo era como uma prévia do carnaval. E na verdade era!

Foguetórios, bandas, charangas, centenas e mais centenas de pagadores de promessas, multidão de Baianas vestidas a caráter, nos perfumando com água de colônia e, ao mesmo tempo, rezando nosso corpo com suas folhas benditas, descarregando os nossos pecados!

Em alguns trechos do cortejo via-se políticos, padres, paroquianas e também uma série de turistas encantados, tirando fotos para levar para seus países de origem, ou mesmo em nosso Brasil.

Não podemos deixar de confessar que, ao longo do trajeto, tomávamos nossas cervejinhas, capetas e caipiroscas, não só para enfrentar o calor, como para encorajar a caminhada!

Na chegada, isso depois de umas três horas, triunfalmente começamos a subir a sagrada colina e nos depararmos com a nossa deslumbrante e milagrosa paróquia do Nosso abençoado Senhor!

Ouve-se a Banda Marcial do Corpo de Bombeiros tocando o Hino em louvor e, uma grade maioria fazendo um coral lindo e celestial! Temos que confessar que, já mais pra lá do que pra cá, a preocupação agora era ver a lavagem propriamente dita e, logo em seguida, procurar uma barraca com samba de roda cachoeirano ou santamarense, onde as paqueras corriam soltas e nada santificadas!

Por mais bobo que fosse o baiano, sempre saía com uma companhia turística abraçado. Juntava a fome com a vontade de comer. Depois de rolar todas essas façanhas, voltávamos para nossas casas para descansar da maratona religiosa(?).

Dia seguinte quando alguém nos perguntava se tínhamos ido a lavagem, simplesmente respondíamos assim: Mermão a lavagem foi fantástica! Tomei todas até a noite, sambei e ainda me armei com uma gaúcha linda e sapeca!

-Pô cara, e não rezou não?

-Rapaz, não é que me esqueci! Mas, Nosso Senhor me perdoa por essa falha. Saravá meu Pai!


Antonio Nunes de Souza, escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
antoniodaagral26@hotmail.com

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A CHINA E A “QUINTA COLUNA” OCIDENTAL – Marcos Machado


6 de Janeiro de 2019
 ♦  Marcos Machado

Dotada de um partido único com poderes ditatoriais, onipresente e onipotente; de um ditador vitalício que ostenta o título de presidente; de um serviço de espionagem interno com sofisticado sistema de controle facial e milhares de agentes-estudantes espalhados pelo mundo livre a fim de espionar e clonar segredos em tecnologia de ponta; de um parque industrial montado por empresas do mundo livre a partir dos acordos suicidas de Nixon em 1971, a China parte agora para a conquista da opinião pública mundial.

A “quinta coluna” pró-nazista

À maneira do nazismo, a China conta com uma rede de “quintas colunas” espalhadas pelo mundo livre. Um exemplo brasileiro? Ver-se-á, ao longo de 2019, a penetração chinesa no Brasil, fruto dos 13 anos petistas.

Como observou a seu tempo o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, a “quinta coluna” organizada pelo nazismo é arma tão poderosa quanto a artilharia, a infantaria e a cavalaria.

“Ninguém ignora os efeitos devastadores que ela [quinta coluna] produziu entre os povos atacados pelo nazismo”.

“Com efeito, os piores quinta-colunistas são aqueles que ‘não veem’, ‘não preveem’ ou ‘não percebem’, indivíduos atacados por uma espécie de moléstia do sono, em consequência da qual pode a quinta-coluna derrubar por debaixo de seus pés a metade do mundo, que eles perguntarão o que estão fazendo as toupeiras por debaixo da terra.”1

Associated Press cai na malha chinesa

A famosa Associated Press (AP) fez uma parceria com a estatal chinesa de notícias Xinhua. É o que relata Annie Wu em artigo publicado no Epochtimes em 29 de dezembro de 2018 sob o título: “Parceria entre Associated Press e Xinhua causa preocupação no Congresso dos EUA”.2

“Nos últimos meses, o regime chinês vem tentando melhorar a opinião internacional sobre a China através de sua mídia estatal.

“Uma parceria anunciada recentemente entre a agência de notícias estatal chinesa Xinhua e a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP) tem preocupado membros do Congresso devido à possibilidade de que a propaganda chinesa possa vazar para a cobertura da mídia norte-americana e influenciar o público nos Estados Unidos.”
Como se diz em linguagem popular, comunista “não dá ponto sem nó”.

Prossegue Epochtimes, relatando a carta de 14 senadores e representantes norte-americanos ao presidente da AP, publicada no “Washington Post”“Ao contrário do jornalismo independente da AP, a principal missão da Xinhua é influenciar a opinião pública para conquistar simpatia para o Partido Comunista Chinês (PCC)”.

A nota ainda afirma que “recentemente Xinhua foi forçada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos a registrar-se como agente estrangeiro perante o governo federal”, e “cita um relatório de março de 2018 que fala sobre o papel da Xinhua como ‘agente de influência’ nos Estados Unidos, conduzido pelo centro de estudos norte-americano Instituto Projeto 2049”.

O Brasil que se cuide

Ainda segundo a notícia, “Xinhua é orientada diretamente pelo Departamento de Propaganda do PCC a promover seus planos”.

É notória e fartamente documentada a rede de tentáculos que a China vem tecendo nas Américas.
Também digno de nota são os setores estratégicos de nosso continente visados pelos chineses.

A montagem de uma gigantesca antena na Patagônia argentina dá à China excelentes condições estratégicas numa disputa com os Estados Unidos.

Concluindo, comenta EpochTimes: “Em maio de 2015, o braço internacional da Xinhua, a China Xinhua News Network Corporation, publicou uma nota sobre a visita do presidente da Xinhua, Cai Mingzhou, ao escritório central da AP em Nova Iorque, onde se encontrou com Pruitt. A nota enfatizou a ‘estreita colaboração ao longo dos anos’ entre as duas mídias e o desejo de ‘compartilhar experiências’”.

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O Brasil já tem recebido — e a China continua insistindo na tecla — muitos convites de “estreitar colaboração” e “compartilhar experiências”.

Neste limiar de 2019, libertos que estamos dos grilhões petistas, auguramos e esperamos do novo governo uma política externa firme, altaneira e soberana que coloque o Brasil no destaque internacional que lhe é devido no concerto das nações.

Para isso não nos faltam recursos naturais, inteligência, jeito, altivez e tradição diplomática, como tem demonstrado o novo chanceler Ernesto Araújo.

Que Nossa Senhora Aparecida abençoe esta nova etapa do Brasil, longe das garras e pressões comunistas.

Especial cuidado com a rede dos “quinta colunas” na mídia ou fora dela,  que continuamente fazem a propaganda da China “boazinha”.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

PÁTRIA BRASILEIRA OU PAÍS LAMACEIRO - Evaldo D' Assumpção

Acredito que fazer uma oposição ética e construtiva, será o mais saudável. Afinal, sempre que alguém nos contesta, com racionabilidade, nos faz crescer.

06/01/2019
Ano novo, os eleitos empossados, recorro a Drummond: 'E agora, José?' (Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

Por Evaldo D' Assumpção*

Entramos num novo ano – 2019 – repleto de contradições. Para a esmagadora maioria dos brasileiros, um tempo de esperança e de otimismo. Para uma pequena e frustrada parcela, que quase arrasou nosso país, um prato cheio para jogar pedras e enlamear com boatos, ameaças, falsas notícias, insinuações malévolas e outras irresponsáveis peraltices.

Fico surpreso com o comportamento dos adeptos, verdadeiros religiosos fanáticos, do grupo que ocupou o poder no Brasil por quase quinze anos. Desde o impeachment da presidente Dilma, ecoa insistentemente pelo país, acusações de golpe, com contínuas afirmações de que a democracia foi pisoteada.  Como entender isso, se as atitudes dos partidos que compunham o grupo dominante, nunca respeitou as regras democráticas, quando essas não lhes convinham? Invasões de terras, ocupação de imóveis legalmente pertencentes a alguém que pagava seus impostos, eram exemplos constantes. Depois, com a interferência da Policia Federal e dos Procuradores e Juízes da operação Lava Jato, foram eclodindo as mais absurdas usurpações de dinheiro público, como jamais se viu nesse país. Foi com ela que ouvi falar de trilhões de Reais, valor que nunca passou pela minha cabeça de médico zeloso por minha profissão e sua ética.

Depois vieram as eleições de outubro passado, quando até a tentativa de assassinato foi perpetrada para eliminar o candidato que, sendo um dos menos conhecidos, ascendeu como um cometa no meio dos rançosos e mofados políticos ambiciosos e voltados, muito mais para seus interesses pessoais do que para o bem comum do povo brasileiro. Notícias falsas passaram a circular como uma peste negra pelas redes sociais, a mais nova e letal arma pela primeira vez utilizada em campanha política. A todo momento recebíamos e ouvíamos falar de fatos absurdos, inaceitáveis, tendo como protagonistas diversos candidatos. Contudo, as manifestações populares pelas ruas das cidades, iam delineando uma nova liderança, certamente beneficiada com o atentado à sua vida, de que foi vítima. O tiro saiu pela culatra. Duvidou-se da lisura das urnas eletrônicas, usando-se o ridículo argumento, até mesmo ofensivo para a nação brasileira, de que “só existia no Brasil, portanto não devia prestar”. Prestou sim, e muito bem. Nenhuma fraude foi legalmente comprovada, e os resultados desmoralizaram totalmente os institutos de pesquisa pública, levando-nos a crer que sua manipulação era coisa óbvia.

A imprensa dividiu-se, e a maioria usava seus múltiplos recursos de penetração no meio do povo, tentando desmoralizar o candidato desconhecido, que mesmo num leito hospitalar conquistava, a cada dia, mais votos. E as cortinas se fecharam, deixando no palco da política nacional, um vencedor inesperado. Para gáudio de milhões de brasileiros que saíram às ruas em comemorações limpas, pacíficas, civilizadas, sem necessidade de intervenção policial para conter atos de vandalismo, como estávamos habituados a assistir, quando das ruidosas manifestações dos partidários da ala esquerda, a cada dia mais enfraquecida pela ação dos federais.

Encerrado o que a Presidente do TSE poeticamente chamou de “Festa da Democracia”, apurados todos os votos, foi indubitavelmente confirmada a vontade do povo brasileiro, que por sua maioria elegeu o candidato inesperado, Jair Bolsonaro. E como numa festa, especialmente quando nela se exagera, sempre ocorre uma ressaca. E essa veio com a posse dos eleitos. E não foi só a do Presidente, mas praticamente da metade do Congresso Nacional, modificado com a substituição da grande maioria dos antigos, viciados e execrados caciques, por novos representantes do povo, predominando os que caminharam lado a lado com o Presidente eleito.

Ano novo, os eleitos empossados, recorro a Drummond: “E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José?”.

Perguntas que faço aos adversários, aos derrotados na Festa da Democracia, sem mácula e sem mancha: o que querem agora? Uma Nação reerguida, ou um caos absoluto, com miséria para o povo? Com 13 milhões de desempregados, 12 milhões de analfabetos, quase 3 milhões de crianças e adolescentes fora da escola, 62% de municípios brasileiros sem saneamento básico, 5 mil municípios brasileiros sem leitos de UTI, 1/3 da população vivendo em cidades sem tratamento para o câncer, milhares de municípios sem hospitais ou com hospitais não funcionantes por falta de verba para mantê-los? Com a seca no nordeste, que se arrasta desde antanho, havendo verdadeira “Indústria da seca” que rende tanto aos poderosos? Se ela não tem solução, como o Estado de Israel tornou-se no país que é? E vem a pergunta que não quer se calar: em quase 15 anos de governo dito “popular”, por que o povo brasileiro não está feliz, empregado, independente, saudável? O que fizeram com as malas cheias de dinheiro?

Sei que posicionamentos políticos, e relações afetivas, não se impõem. Contudo, considerando tudo como está, acredito que fazer uma oposição ética e construtiva, será o mais saudável. Afinal, sempre que alguém nos contesta, com racionabilidade, nos faz crescer. Entretanto, a oposição brutal, eivada de mentiras, o contestar pelo contestar, a guerra suja e sem limites, os boicotes nas sombras como agem os sem caráter, é ação burra. Afinal, é a nação brasileira, o Brasil que é de todos, que está em jogo. Queremos uma PÁTRIA BRASILEIRA ou um país lamaceiro, para deixar para nossos filhos e netos? Coloquemos o dedo na consciência.

*Evaldo D' Assumpção é médico e escritor


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TRANSPARÊNCIA E GENTILEZA - Ana Maria Machado


Viver numa democracia pressupõe respeitar as urnas, os limites institucionais, o jogo de pesos e contrapesos entre os poderes. A alternância no governo, que agora teremos, configura uma troca de papéis e exige uma oposição que fiscalize e proponha alternativas, mas que saiba conviver com o desejo expresso da maioria. Hora de deixar para trás o “nós contra eles”. Mesmo se, como disse Ciro Gomes em relação ao PT, agora “eu sou o eles”. Ou, como se brincou por aí, tanto pediram #elenão que acabaram ganhando um Helenão. Ficaram cicatrizes. Por isso, o diálogo requer delicadeza.

Esse quadro acentua a importância de se expressar, opinar, perguntar, ouvir, analisar, corrigir, sugerir. Tentar entender. Abandonar melindres e a retórica de que a democracia corre risco se houver discordância. Admitir fatos. Reconhecer que a corrupção não foi invenção de juízes antipetistas. Que a nova matriz econômica de Dilma foi um desastre na ponta do lápis, não na má vontade da mídia. Que a ONU nunca recomendou o registro da candidatura de Lula e que nosso Judiciário não desrespeitou essa pretensa determinação — foi só a opinião avulsa de dois peritos de um comitê.

Hora de baixar a fervura. Ir além das redes sociais. Nisso, a relação do governo com a mídia é fundamental. Convém ser transparente. Não se pode barrar jornalistas em coletiva, nem usar verba de publicidade para chantagem. Para evitar curto-circuito em prejuízo do país, seria bom que o futuro governo seguisse o exemplo recente de Sergio Moro. Se todo mundo quer saber (e tem esse direito), o melhor é organizar uma entrevista coletiva, em vez de chutar a primeira frase que vem à cabeça de alguém acossado por microfones e celulares, entre jornalistas se acotovelando. Que se destine um espaço para esse encontro. Que cada um pergunte livremente e espere sua vez. Que o entrevistado responda com civilidade, desenvolva seu raciocínio, pese suas palavras.

Pode não alimentar a fogueira, mas é mais útil a todos. Precisamos disso.

O Globo, 26/11/2018



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Ana Maria Machado - Sexta ocupante da Cadeira nº 1 da ABL, eleita em 24 de abril de 2003, na sucessão de Evandro Lins e Silva e recebida em 29 de agosto de 2003 pelo acadêmico Tarcísio Padilha. Presidiu a Academia Brasileira de Letras em 2012 e 20


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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

OS PÉS DE NOSSOS FILHOS


Desde o dia em que tu nasceste, eu criei a ilusão, dentro de mim, que poderia caminhar por ti.

Imaginei que colocaria teus pés sobre os meus e te levaria pelos caminhos que eu julgasse mais tranquilos e seguros.

Isso seria eternamente minha responsabilidade.

... e foi assim durante um bom tempo, caminhei por ti, para ti.

Dessa maneira, tu nunca feririas teus pés pisando em espinhos ou em cacos de vidro e jamais se cansaria da caminhada, nem mesmo precisarias decidir qual estrada tomar.

De repente, o tempo veio me avisar bruscamente que essa deliciosa tarefa não faria mais parte dos meus dias.

Teus pés cresceram e eu já não conseguia mais equilibrá-los em cima dos meus, daí quando eu menos esperava eles escorregaram e alcançaram o solo.

Hoje sou obrigada a vê-los trilhar caminhos nos quais eu jamais os levariam e ainda tento detê-los insistentemente, mas só raríssimas vezes consigo.

Agora só me é permitido correr com os meus junto aos teus, e em certos momentos teus passos são tão longos que quase não posso acompanhá-los.

Atualmente, assisto aos teus tropeços, sempre pronta para levantar-te das tuas quedas.

Por vezes tu me estendes as tuas mãos em busca de socorro, outras, mesmo estando estirado ao chão e ferido, insistes em levantar-te sozinho por puro orgulho ou para me provar que já és capaz de erguer-te após teus tombos e curar-te de tuas próprias feridas.

Assim vamos vivendo e sinto uma saudade imensurável daquele tempo que precisavas de mim para conduzi-lo, pois era bem mais fácil suportar teu peso sobre meus pés, do que sobre meu coração.

No entanto, já consigo compreender como a vida é sábia.

Percebo, finalmente, que em algum momento tu precisaste mesmo desbravar teus caminhos independente de mim...

... como eu, é provável que tenhas que fazê-lo com mais alguns pés sobre os teus, os dos teus filhos.

Não, claro que não é uma tarefa fácil, mas se eu consegui, tu também conseguirás, porque plantei em teu coração o melhor e mais poderoso aditivo para que suportes tanto peso: o amor!


(Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria)


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