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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

TOMADA DE POSIÇÃO CORAJOSA – Péricles Capanema

 


Péricles Capanema

 

Tomada de posição necessária. Em 1º de maio de 2021 foi fundada a COOPAIBRA – Cooperativa de Agricultores e Produtores Indígenas do Brasil. Seu presidente é Felisberto de Souza Cupudunepá Filho, engenheiro sanitarista, indígena da etnia Umutina. O vice-presidente é Edson de Oliveira, professor, indígena da etnia Bakairi. O secretário-geral é Ubiratan Maia, advogado, indígena da etnia Wapichana. A nova entidade em 1º de maio já representava 20 etnias que habitam Pernambuco, Paraíba, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pará e Amazonas. Ocupam legalmente 16 milhões de hectares de terras indígenas (160 mil km2, área maior que a de dez Estados brasileiros, a mais do Distrito Federal). Hoje, já representam mais de 30 etnias. Na carta que enviaram ao Presidente da República está o núcleo do que pretendem e há séculos se proíbe aos indígenas brasileiros: querem ser “senhores de nosso próprio destino”.

“Senhores de nosso próprio destino”. Simples assim. Rejeitam o cabresto, recusam o papel de porquinhos-da-índia, cobaias de organizações indígenas desnaturadas, ongs brasileiras e estrangeiras, CIMI, setores da grande imprensa envenenados por utopismos. Fora o resto. É claro, serão e já são objeto de campanhas de exclusão, de intolerância, sofrerão lacração e cancelamentos. Sabem e não a temem que sofrerão a saraivada intolerante das poderosas patrulhas ideológicas. Por isso foi decisão especialmente corajosa. Começa a agir a nova entidade na defesa dos autênticos interesses indígenas, até agora sufocados nas gargantas da imensa maioria das etnias, injustamente sem voz, mas que, afirma a COOPAIBRA, espera ela “ser voz e parte da nossa imensa e rica nação”. Foi tomada de posição necessária; a COOPAIBRA quer a regulamentação da mineração nas terras indígenas (com a aprovação do PL 191/2020), para que ali surjam “oportunidades de trabalho, renda e cidadania”. Elas têm “mosaico de necessidades” e estão desatendidas. E para tal precisam “empreender, produzir e comercializar bens e serviços da forma que bem desejarem”. A presente situação, lembra ainda a carta ao presidente da República, mantém “práticas irregulares, depredação do meio ambiente, confrontos armados, evasão de divisas” acarretando “empobrecimento cada vez mais profundo das comunidades indígenas”. De outro modo, hoje, é de conhecimento geral, na prática, nas reservas indígenas, campeiam o garimpo clandestino, os contratos irregulares, o contrabando, a prostituição; enfim, o crime. A vida como ela é.

Tomada de posição imprescindível. O vozerio de organizações esquerdistas e do ambientalismo extremado nega aos índios o que a maioria deles almeja: participação e inserção cada vez maiores na sociedade brasileira. Querem crescer, não desejam ser ilhas atrasadas de comunismo primitivo, que perenizam o retrocesso. A COOPAIBRA deixa evidente, a presente ditadura de organizações concertadas com vozerio orquestrado impede a maioria dos indígenas de se manifestar. Manifesta com clareza meridiana, a negação de uns faz com que todos sejam prejudicados: “Isto é arbitrário, discriminatório, contraproducente, ilegal, injusto e, pior que tudo, iguala a todos numa mesmice só vista em países que adotaram o comunismo”.

Tomada de posição alvissareira. A manifestação desperta a esperança de que terminará o sufoco das etnias indígenas. Será o fim da exclusão e da intolerância em relação aos caminhos da prosperidade. Poderão crescer, integrar-se ao Brasil, serem constituídas por cidadãos no gozo da cidadania plena. “A integração das etnias indígenas ao sistema econômico fortalecerá não apenas a identidade indígena como um todo, mas também possibilitará uma maior autoestima enquanto cidadãos brasileiros”.

Tomadas de posição em defesa das etnias e do povo brasileiro. A carta ao presidente da República, com trechos acima reproduzidos, foi seguida por ofício do presidente da COOPAIBRA ao presidente da Câmara de Deputados, deputado Arthur Lira, que exprimia a mesma reivindicação de participação crescente, inclusão, autonomia e protagonismo: “O senhor já sabe, mas não custa repetir, fomos a única instituição diretamente voltada à questão indígena que se manifestou expressamente favorável aos PLs 490 e 191 e isso representa a vontade de nossos 30 povos cooperados e, portanto, o objetivo deste documento é tão somente apelar para sua sensibilidade e inteligência e pedir, respeitosamente, que sejam dispendidos todos os esforços possíveis para colocar em pauta, ainda neste exercício, a votação dos PLs 490 e 191, pois a nós o mais importante hoje é a segurança jurídica entre indígenas e não indígenas, autonomia, protagonismo e empreendedorismo, e inclusão”. Que continuem nessa direção, são os votos do Brasil que presta.

Agenda indígena autêntica. Está posta a verdadeira e imediata agenda das etnias, porta para seu crescimento e inserção na sociedade brasileira, a aprovação já dos PLs 490 e 191/2020. É rumo de crescimento, restauração e regeneração.

https://www.abim.inf.br/tomada-de-posicao-corajosa/

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sábado, 19 de janeiro de 2019

INDÍGENAS PARAGUAIOS NO BRASIL

17 de Janeiro de 2019

As delegacias da Polícia Federal de Guaíra, Cascavel e Foz do Iguaçu, no Paraná, instauraram inquéritos para investigar possíveis irregularidades na emissão dos chamados Registros Administrativos de Nascimento Indígena (Ranis) em cartórios de todos os municípios cobertos por essas delegacias. A Polícia Federal já identificou mais de uma centena de irregularidades e fraudes para a emissão e obtenção de documentos, além de revelar possível envolvimento de servidores da FUNAI para facilitar aos paraguaios o acesso a documentos de nacionalidade brasileira.

 A investigação questiona o modo de invasão indígena dessas áreas demarcadas pelo governo federal no Paraná, e registra inúmeros casos de invasores pretensamente nascidos no Brasil, mas cujos documentos e respectivos portadores são todos paraguaios.  Estes apresentavam as identidades do país de origem, mas possuíam também certidões brasileiras emitidas pela FUNAI, que confirmava assim a falsificação dos documentos para justificar a presença de indígenas paraguaios no Brasil.

Tais documentos lhes possibilitaria a permanência nessa região, sobretudo nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, em áreas demarcadas como território indígena. Uma das alegações dos próprios indígenas para a demarcação é a de que esse lugar foi habitado por seus ancestrais, pertencendo-lhes, por isso, na chamada ocupação pretérita. Contudo, se os registros de nascimento tiverem sido de fato falsificados, esse argumento cai por terra.

O delegado da Polícia Federal em Cascavel, Marco Smith, revela que os inquéritos devem seguir pelo menos até o fim do ano, já que quase diariamente surgem novos elementos nas investigações que apuram a fraude. “Pelo que temos apurado, essas situações têm ocorrido em toda a região da fronteira com o Paraguai, aqui no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Temos mais de uma centena de casos e estamos caminhando para quase duas centenas”.

O relatório da PF registra um fato, ocorrido no dia 17 de dezembro de 2017, quando uma van e um táxi, ambos com placas paraguaias, foram interceptados no posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na cabeceira da Ponte Ayrton Senna, em Guaíra. Seus ocupantes disseram que estavam indo ao Paraguai para exercer o direito de voto. A mesma situação se repete nas fronteiras de Mato Grosso do Sul com as cidades paraguaias, mas são ignoradas pelas autoridades, inclusive pelo Ministério Público Federal (MPF).
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1 comentário:

Barcelos de Aguiar

18 de Janeiro de 2019
Otima iniciativa da PF. Vem confirmar certas denuncias de “indios” na nossa região fronteiriça que não passam de paraguaios disfarçados. Nada temos contra os paraguais mas sim denunciamos
agentes da Funai e CIMI que os industrializam com o fim de criar o caos em regiões do Brasil, aliás, grandes produtoras de grãos. Barcelos de Aguiar


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