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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

MOMENTOS MÁGICOS – Daniel Bruno



Você pode ter sofrimentos no meio do caminho - quem não tem? Mas ao final, você se levanta, com muito mais força e coragem para viver e lutar por aquilo que almeja.

Se você ficar aí onde você está, parado, sem fazer nada, não vai conseguir realizar o seu objetivo. E ainda pior: vai deixar de viver toda uma vida que existe lá fora esperando apenas que você abra a porta do seu coração e deixe este medo ou orgulho de lado.

A vida é simples, alegre, fantástica, porém, muito curta. É por isso que temos que viver muito intensamente, para não nos arrependermos mais tarde daquilo que não fomos ou não fizemos. A vida é constituída de momentos mágicos, e assim como a mágica, ela ocorre em um determinado momento, não para sempre.

Muitas pessoas acham que podem deixar para serem felizes amanhã, que hoje é muito difícil. E sempre têm uma desculpa: ou são concursos, ou são provas, vestibulares, ou então é muito trabalho. Mas quando você decidir viver aquilo que tanto deseja, pode ser que seja tarde demais. Dizem que nunca é tarde demais quando se tem boas ações, mas existem momentos que simplesmente não voltam.

O que adianta você gostar de alguém e não dizer isso para essa pessoa? Ao invés de pensar que essa pessoa poderá vir-lhe atrapalhar, pense no grande apoio que ela pode lhe dar ou oferecer. Não devemos tirar conclusões precipitadas e muito menos querer adivinhar o que passa pela mente dos outros. Se você tem medo de uma reação negativa, fica a pergunta bem simples, o que é pior:

A verdade que derrama uma lágrima, mas que faz você ir em busca de seus objetivos... Ou a mentira, que simplesmente pára você e que não o deixa ir atrás do que sonha? O que adianta você querer um trabalho com mais responsabilidade, sem fazer por merecer? Devemos acreditar que podemos conseguir, mas também agir para alcançar o nosso objetivo.

Não adianta esperar uma força milagrosa, por que essa não vem sozinha. Ela vem de dentro de nós, de dentro da nossa mente, de dentro do nosso coração. É preciso correr riscos na vida. E com isso, todos nós deparamos, sem exceção. Não adianta querer programar todo o nosso dia de tal maneira, porque sempre acontecerá algo inesperado. Às vezes, o momento mágico está aí, mas só depende de você deixar que ele aconteça ou não.

Felicidade é serenidade e muitas vezes é a conquista dos nossos esforços. Você precisa ter um sonho, pois só assim é que a felicidade fará sentido.  Você pode ter sofrimentos no meio do caminho - quem não tem? mas ao final, você se levanta, com muito mais força e coragem para viver e lutar por aquilo que almeja. Quem tem medo de enfrentar essa realidade, sofre muito mais, mas quando criar essa coragem sentirá que o tempo passou, e que talvez o que poderia  ter sido feito no passado, hoje não adianta mais.

O presente é vivido hoje e se sonhamos com o futuro, devemos começar a construí-lo agora, já, não no amanhã, pois quando esse amanhã chegar, não terá nada reservado. Apenas um vazio, que muitas vezes é frio e silencioso. Qual será o resultado ou a herança de tudo isso? Remorso, arrependimento, e a certeza de ter desperdiçado momentos mágicos que a vida deu. Não espere acontecer para acreditar. Construa a base do seu futuro a partir de agora, e seja feliz para o resto da sua vida, sempre se orgulhando de ter feito tudo aquilo que você quis.

"Gotas de Crystal" gotasdecrystal@gmail.com


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A FORÇA DO BRASIL CRISTÃO RENASCENDO NAS TORMENTAS ATUAIS


 7 de Janeiro de 2019 
“Os guardas caem por terra” – James Tissot (1836–1902). Brooklyn Museum, Nova York.

Trecho do discurso de Plinio Corrêa de Oliveira no encerramento da campanha da TFP contra a infiltração comunista na Igreja. Pronunciado no dia 12 de setembro de 1968, no auditório da Casa de Portugal, em São Paulo*


Há no Evangelho esta promessa: “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra”. Devemos entender então como bem-aventurados os que não amam a rixa, nem a briga, nem a violência, porque deles será a Terra. Será deles, pois atrairão a si o amor dos homens que realmente amam o bem. Mas será deles também porque saberão opor-se, com força invencível, a quem os queira jugular por violência ilegítima. Esta é a força cristã do católico, cuja mansidão é a de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus; e a força indomável d’Aquele que também é o Leão de Judá!

No momento em que Nosso Senhor foi preso, alguém Lhe perguntou: “És tu Jesus de Nazaré?”. E Ele respondeu: “Ego sum”. Com esta simples resposta — “Eu sou” — os inimigos foram tomados de terror e caíram com a face em terra! Esta é a majestade, a força, a dignidade dos que têm a mansidão cristã!

Nosso País é cordato, ama a mansidão, e ao longo da sua história tem fugido às lutas. Mas se algum dia formos ameaçados com a pergunta — “Aceitas a pressão que se quer fazer contra ti? És ainda o Brasil cristão?” — tenho a certeza de que a nação responderá, com uma força que ainda ninguém lhe conhece, mas que está nascendo nas tormentas do momento atual: “Ego sum!”.

E todos os agitadores, nossos adversários, serão obrigados a se prostrar e cairão por terra, porque conhecerão isto que existe entre outras coisas autênticas do Brasil novo: a decisão de progredir fiel a si mesmo, fiel à tradição cristã, fiel à família e à propriedade. Com uma força que impressionará o mundo, a nação enfrentará quem tome sua mansidão como moleza, imaginando que pressões possam trazer resultado.
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(*) Fonte: Revista Catolicismo, Nº 817, Janeiro/2019. 
Aos que desejarem ouvir a gravação deste discurso, ele se encontra no seguinte link:



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domingo, 6 de janeiro de 2019

BRASILEIRO MONTEIRO LOBATO - Cyro de Mattos


Brasileiro Monteiro Lobato

Cyro de Mattos

            Descobri os livros na estante de seu Zeca Freire, o farmacêutico, homem atencioso e de bons préstimos. Era o dono da Farmácia Popular, localizada na rua do comércio. Notei que a biblioteca dele tinha livros grandes e pequenos, grossos e finos. Estavam arrumados nas prateleiras de um armário, que ocupava mais da metade da parede do gabinete. Gostava de ficar ali no gabinete do Seu Zeca Freire quando ia encontrar com o amigo Duda, um de seus filhos. Meus olhos curiosos examinavam o título e o nome do autor na lombada de cada volume.

            Foi lá que vi pela primeira vez os nomes de Monteiro Lobato, Érico Veríssimo, Humberto de Campos, Machado de Assis, José de Alencar, Paulo Setúbal e Jorge Amado. Foi lá também que o pai do meu amigo perguntou-me se eu já tinha lido algum livro de escritor brasileiro. Respondi que não, pois até aquele momento só tinha lido revistas em quadrinhos, que os meninos de meu tempo chamavam gibi e guri. Além disso, conhecia apenas poucos trechos do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, no trabalho de análise lógica que a professora de português passou para os alunos na classe do primeiro ano ginasial.

            Ele perguntou depois se eu não queria conhecer um livro de Monteiro Lobato, autor que escrevia muito bem para as crianças, os jovens e os adultos. Não era um livro grande o que ele queria que eu lesse. Aconselhou que eu fosse lendo sem pressa. Se gostasse, fosse lendo outros livros daquele autor que  nunca tinha ouvido falar. Então primeiro li Reinações de Narizinho, livro que dava início à saga do Pica-Pau Amarelo, o sítio de Dona Benta, onde reinava a menina do nariz arrebitado, Pedrinho, Emília, a terrível boneca, e outros personagens.

            Reinações de Narizinho puxou-me para a leitura de outros livros de Monteiro Lobato. Como acontecera com o primeiro livro, li As Caçadas de Pedrinho sem  tirar os olhos das cenas que me davam prazer, de tão divertidas e bem inventadas. Vibrei com as aventuras de Pedrinho, que saiu vitorioso na caçada de uma onça, como também no ataque que  outros animais fizeram ao sítio de Dona Benta.

            Aí não parei mais. Fui conhecendo, de livro para livro, um mundo maravilhoso criado por aquele escritor, que impressionava quando compartilhava uma grande quantidade de cenas vividas por personagens que habitavam um território feito de  façanhas e mágicos sonhos.

            Íntegra e verdadeira, pura curtição da garotada até hoje, a obra de Monteiro Lobato faz parte do patrimônio cultural brasileiro. Cabe  aos professores orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica. Se há quem se refira, no livro desse escritor brasileiro, à tia Anastácia como ex-escrava e negra, é porque essa era a cor dela. Não se trata de um insulto, essa era a realidade dos afrodescendentes no Brasil dessa época. Uma triste constatação de uma vergonhosa realidade histórica.

            Vale lembrar que, a partir da leitura de suas obras, gerações de escritores brasileiros viram despertar sua vocação e sentiram-se destinados, cada um com a sua voz, a repetir seu mesmo destino.



          Cyro de Mattos é Doutor Honoris Causa da Uesc, membro da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil e Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. É publicado também em Portugal, Itália, França,  Alemanha, Espanha e Dinamarca. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México.

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06/01 - DIA DA GRATIDÃO. 12 LEIS DA GRATIDÃO POUCO CONHECIDAS (QUE VÃO MUDAR SUA VIDA)



1. Quanto mais você está em um estado de gratidão, mais vai atrair coisas pelas quais ser grato

Seja grato pelo que você tem, e vai acabar tendo mais.
Foque sobre o que você não tem, e nunca terá o suficiente.
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2. Ser feliz nem sempre vai te fazer grato, mas ser grato sempre vai te fazer feliz

É quase impossível apreciar um momento sinceramente e olhar severamente ao mesmo tempo.
Ser feliz agora não significa que você não deseja mais, significa que você é grato pelo que tem e paciente para o que ainda está por vir.



3. Gratidão fomenta o verdadeiro perdão, que é quando você pode sinceramente dizer: “Obrigado por essa experiência.”

Não faz sentido condenar ou lamentar uma lição de vida importante.
Gratidão traz um sentido para o ontem, paz para o presente, e cria uma visão positiva para o amanhã.



4. Você nunca precisa mais do que tem em um dado momento

Tem sido dito que a mais elevada forma de oração é dar graças. Em vez de orar “para” as coisas, dê graças por aquilo que você já tem.
Quando a vida lhe dá toda a razão de ser negativo, pense em uma boa razão para ser positivo. Há sempre algo pelo qual ser grato.



5. A gratidão inclui tudo

Dias bons dão-lhe felicidade e dias ruins dão-lhe sabedoria. Ambos são essenciais.
Porque todas as coisas têm contribuído para o seu avanço, você deve incluir todas as coisas em sua gratidão. Isto é especialmente verdadeiro em seus relacionamentos. Nós nos encontramos com pessoas comuns em nossas vidas; mas se você lhes der uma chance, todas elas têm algo importante para lhe ensinar.



6. O que você tem para ser grato no presente, muda

Seja grato por tudo que você tem agora, porque nunca sabe o que acontecerá em seguida. O que você tem acabará por ser o que você tinha.
A vida muda a cada dia, e suas bênçãos irão gradualmente mudar junto com ela.



7. A mente grata nunca toma coisas como garantidas

O que separa privilégio de benefício é a gratidão.
A circunstância (ou pessoa) que você toma por garantida hoje pode vir a ser a única da qual você precise amanhã.



8. Enquanto você expressa sua gratidão, não deve esquecer que a maior valorização não é simplesmente proferir palavras, mas vivê-las diariamente

O que mais importa não é o que você diz, mas como você vive.
Não basta dizer que, mostre. Não basta prometer, prove.



9. Gratidão inclui retribuição

Na agitação da vida cotidiana, quase não percebemos que recebemos muito mais do que damos, e a vida não pode ser rica sem essa gratidão.
É tão fácil superestimar a importância de nossas próprias conquistas em comparação com o que temos com o auxílio de outros.



10. A maior homenagem às pessoas e circunstâncias que você perdeu não é tristeza, mas a gratidão

Só porque alguma coisa não durou para sempre, não significa que não foi o maior presente que se possa imaginar.
Seja grato porque seus caminhos se cruzaram e por ter tido a oportunidade de experimentar algo maravilhoso.



11. Para ser verdadeiramente grato, você deve estar realmente presente

Conte as bênçãos em sua vida, e comece com a respiração você está realizando agora.
Muitas vezes esquecemos que o maior milagre não é andar sobre a água; o maior milagre é caminhar sobre a terra verde, habitando profundamente no momento presente, apreciando-o e sentindo-se completamente vivo.



12. Abandonar o controle multiplica o potencial de gratidão

Às vezes, investimos muita força para tentarmos controlar cada aspecto de nossas vidas que completamente nos perdemos no caminho.

Aprenda a deixar ir, relaxar um pouco e pegar o caminho que a vida leva até você às vezes. Tente algo novo, seja destemido, mas acima de tudo, faça o seu melhor e fique bem com isso. Abandonar expectativas desnecessárias permite que você realmente experimente o inesperado. E as maiores alegrias na vida são muitas vezes as surpresas inesperadas e oportunidades que você nunca preveu. Pelo o que você é grato hoje?  Como a gratidão afeta a sua vida? Deixe um comentário abaixo e compartilhe seus pensamentos!
 

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (112)


Solenidade da Epifania do Senhor – Domingo, 06/01/2019


Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém.
Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: ‘E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo’”.
Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.
Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.
Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Roger Araújo:

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“...voltaram para sua terra por outro caminho” (Mt 2,12)

“Por que é que os homens se deslocam em vez de ficarem quietos”? Esta pergunta do escritor Bruce Chatwin nos reconduz ao centro do mistério do próprio ser humano. Somos seres de travessia. As viagens nunca são apenas exteriores. Não é simplesmente no espaço geográfico que o ser humano viaja. Isso significaria não perceber toda sua a profundidade; deslocar-se implica uma mudança de posição, uma ampliação do olhar, uma abertura ao novo, uma adaptação a realidades e linguagens diferentes, uma expansão da sensibilidade, um confronto, um diálogo tenso ou deslumbrado..., que deixam necessariamente impressões muito profundas. 

A experiência da viagem é a experiência de fronteira e do horizonte aberto, de que o ser humano precisa para ser ele mesmo. Nesse sentido, a viagem é uma etapa fundamental da descoberta e da construção de sua própria identidade e do conhecimento do mundo que o cerca. É a sua consciência que perambula, descobre cada detalhe do mundo e olha tudo de novo como da primeira vez. A viagem é uma espécie de propulsor desse olhar novo. Por isso, é capaz de introduzir na sua vida elementos sempre inéditos que o incitam a uma mudança contínua. Nada mais anti-humano que uma vida estabilizada em posições fechadas, ideias atrofiadas, visões limitadas pelo medo do diferente... 

Mais do que viajantes, aos poucos vamos nos descobrindo peregrinos. Quando fazemos uma peregrinação, muitas vezes nos interrogamos onde é que ela termina, porque uma das coisas que experimentamos é que, à medida que caminhamos, a realidade torna-se sempre mais aberta e nós nos enriquecemos muito mais. A peregrinação não tem propriamente um fim: tem uma extraordinária finalidade. No caso dos Magos é o encontro com o “Rei de Israel”. 

Na noite de Natal, Jesus se manifestou aos pastores, homens pobres e humildes, que foram os primeiros a se deslocarem para levar um pouco de calor à fria gruta de Belém. Agora são os Magos que chegam de terras longínquas, também eles atraídos misteriosamente por essa Criança. Os pastores e os Magos são muito distintos entre si; mas uma coisa tem em comum: o céu.

Os pastores de Belém foram correndo para ver o menino Jesus não porque fossem particularmente devotos, mas porque velavam de noite e, levantando os olhos ao céu, viram um sinal e escutaram uma mensagem. Assim também os Magos: investigavam os céus, viram uma nova estrela, interpretaram o sinal e se puseram a caminho. Os pastores e os Magos nos ensinam que para encontrar Jesus é necessário saber levantar o olhar para o céu, não fixar-nos em nós mesmos, ter o coração e a mente abertos ao horizonte de Deus, que sempre nos surpreende, saber acolher suas mensagens e responder com prontidão e generosidade.

O termo “magos” tem uma considerável gama de significados; mas, certamente, em Mateus são sábios cuja sabedoria religiosa e filosófica os põe em caminho; é a sabedoria que leva a Cristo. Somente homens de uma certa inquietude interior, homens de esperança, em busca da verdadeira estrela da salvação, seriam capazes de colocar-se em caminho e percorrer a longa distância entre Oriente e Belém.

Chama a atenção a prontidão da resposta dos Magos. Com simplicidade expressam como no preciso mo-mento em que perceberam a indicação do céu, imediatamente reagiram e a seguiram. A estrela que os guiava era uma estrela nova, superior, peregrina, que despertava assombro e atraía àqueles que a contemplavam. Os caminhos deste novo astro, orientam à salvação divina para toda a humanidade.

A experiência dos Magos nos exorta a não nos contentar com a mediocridade, a não permanecer adormecidos e estáticos, mas a buscar o sentido das coisas, a perscrutar com paixão o grande mistério da vida. Eles nos ensinam a não nos escandalizar frente à pequenez e à pobreza, mas a reconhecer a majestade na humildade e sabermos ajoelhar diante dela. O deslocamento dos Magos ajuda a nos deixar guiar pela estrela do Evangelho para encontrar Aquele que é Luz, e despertar a luz que nos habita. Assim, poderemos levar aos outros um raio de sua luz e compartilhar com eles a alegria do caminho.

Os Magos vêm do Oriente e caminham para a luz. Estão orientados. Oriente significa onde nasce o sol, a luz. A desorientação é a perda do sentido, do caminho, é viver na escuridão. A verdadeira luz está mais presente na gruta despojada que nos palácios e templos de Jerusalém.

Epifania, portanto, é abrir caminhos; Epifania é buscar e caminhar para a luz. 
Mateus termina seu relato notando que, uma vez que os magos se encontraram com o Menino Jesus, “regressaram por outro caminho”. E não mudam de caminho para evitar Herodes, mas porque encontraram o Caminho: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Deus, a Luz, não está presente nos caminhos e pretensões de Herodes (e existem muitos Herodes e faraós soltos pela história), mas naquele que é frágil e está deitado em um presépio.

Como os Magos, levantemos e voltemos à casa por outro caminho! 

Quem se encontra com Jesus voltará à sua casa, ao seu trabalho, às suas ocupações, mas já não será o mesmo. Voltará de outra maneira, por outro caminho, com um coração dilatado e um espírito renovado. Quem se encontra com a Criança de Belém, dá-se conta de que os caminhos de Herodes, do poder, do prestígio, da riqueza, são caminhos que levam à morte. E Epifania é o caminho da vida, da acolhida e do encontro. O itinerário espiritual, portanto, pode ser descrito como uma viagem da cabeça ao coração; é uma viagem longa, difícil, mas apaixonante. 

Por diferentes motivos, também hoje vivemos uma grande mobilidade; precisamos ser espertos em mover-nos entre o diferente, o que nos confunde, o mistério, o que nos questiona... Sempre caminhando. Esta é a atitude daquele que segue um Deus sempre maior, sempre surpreendente, que está sempre mais além de onde estamos. Então, que sigamos, sempre adiante... mas façamos isso juntos, sem deixar ninguém fora!

Este e o dinamismo que deve perpassar nossa vida: da instalação ao crescimento, da acomodação ao deslocamento contínuo. Partimos da realidade de que a tendência natural é amparar-nos nas “zonas de conforto”; elas nos dão mais segurança; é mais cômodo; requer menos energias.

A inércia leva a viver o ordinário, o repetitivo; custa-nos admitir e saborear o excepcional, o extraordinário; muitas vezes nos movemos em meio a um certo ceticismo vital, sem paixão pela vida e pela missão. Mas o caminho da fé nos leva de assombro em assombro, de graça em graça, de alegria em alegria.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos” (Fernando Pessoa). 

Texto bíblico:  Mt 2,1-12 

Na oração: Esse “outro caminho” é o caminho que deve direcionar para Deus nossa vida.
O que importa é pôr-se a caminho nas pegadas dos Magos, fazer escolhas e recusar desvios.

- Há alguma “estrela” abrindo horizontes para você?

- O que há de “herodiano” em sua realidade e em seu mundo interior? quais são as causas, as manifestações e os efeitos das suas inseguranças, do fixismo em torno do próprio eu, dos seus medos?

- conserve-se em movimento interior, sempre; nada de roteiros rígidos que sufocam o Espírito, matam a criatividade, prendem à rotina e empobrecem o dinamismo de uma vida em transformação. 

Pe. Adroaldo Palaoro sj



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sábado, 5 de janeiro de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA, UM SONETO: Novos Reis Magos - Oscar Benício dos Santos


NOVOS REIS MAGOS 


Magos que seguiam a Estrela,

que navegava no céu,
seguiram-na até vê-la
pairar sobre diáfano véu:


dossel de armação singela

que evitava o fogaréu 
do sol hostil, que flagela,
mesmo um Deus que se fez réu.


Reis que dois mil anos atrás

não perceberam, aliás,
novos Magos em outro vau.


Eram Reis desbravadores

que viram, da estrela os alvores,
brilhando em terras do cacau.



Oscar Benício Dos Santos

Faz. Guanabara, 06/01/16


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ESTÃO VOLTANDO AS FLORES - Emílio Santiago / Helena de Lima



Ligue o vídeo abaixo:

Publicado em 25 de out de 2012
Uma simples homenagem a uma queridíssima amiga 
desde a minha entrada no YT... Katia.
Categoria
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ESTÃO VOLTANDO AS FLORES

(Marcha-rancho - Paulo Soledade)

Vê, estão voltando as flores

Vê, nessa manhã tão linda
Vê, como é bonita a vida
Vê, há esperança ainda.


Vê, as nuvens vão passando

Vê, um novo céu se abrindo
Vê, o sol iluminando
Por onde nós vamos indo...


Composta Em 1961 / Paulo Soledade.
 ...................

Ligue o vídeo abaixo, para ouvir na voz de Helena de Lima:


Publicado em 7 de mar de 2013

Helena de Lima - ESTÃO VOLTANDO AS FLORES - marcha-rancho - Paulo Soledade. Álbum: Helena de Lima - Os olhos que vêm de você - RGE. Ano de 1962. Coisas que o tempo levou. Dia Internacional da Mulher - 8 de março.

Categoria

Música

Artista
Various Artists

Álbum
Marchinhas de Carnaval Vol 9
Licenciado para o YouTube por
The Orchard Music (em nome de MNR Media); UBEM e 1 associações de direitos musicais

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Alguns comentários sobre a música “Estão Voltando as Flores”:

Ligue o vídeo abaixo:

Singela homenagem ao Dr. Cícero, médico que chefiou a equipe que salvou Jair Messias Bolsonaro!


Paulo Soledade (Paranaguá. PR, 29/6/1919-Rio de Janeiro, 27/10/1999) compôs esta marcha-rancho em dezembro de 1960, num momento de euforia pela recuperação da saúde, após uma cirurgia de alto risco. Imediatamente gravada na Mocambo por Helena de Lima, alcançou pleno êxito, e motivou este novo e vitorioso registro da cantora, de 1962, para o álbum da RGE "Os olhos que vêm de você". Um clássico! 
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O médico que salvou a vida de Bolsonaro fez uma homenagem para ele cantando essa música, ela tem tudo a ver com o atual momento que estamos vivendo com a Vitória do nosso presidente 03/11/2018.
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Muito! Muito lindo a homenagem que o médico fez ao nosso presidente! Parabéns doutor!
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Deus como é bonito a Vida , 58 milhões de Brasileiros felizes da VIDA e pela Vida de nosso Capitão Bolsonaro agora ainda mais com MORO, as Flores estão voltando.
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Musica de Paulinho Soledade em homenagem a cura de sua tuberculose, e saber que iria viver mais tempo ao lado de seu amor , de então. Esta e a historia que me foi contada. Cley Cormack.- Rio de Janeiro,08/03/2014.


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