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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

MARIA DO CARMO D’OLIVEIRA


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Lá se foi uma semana, muita coisa aconteceu na minha vida,
na sua, umas boas, outras nem tanto, e muita gente morreu.

É, isto é inexorável, faz parte , sim, desta vida,
ainda que muitos pensem que tem pé grudado aqui.
 Ledo engano! aqui somos peregrinos, viajantes por um tempo
e nosso porto seguro, permanente e eterno está mui longe daqui.

Mas a viagem é certeira, ninguém vai poder fugir.
A boa nova, entretanto,  é que a morada segura, eterna, nos aguarda no porvir e fica pertinho de Deus livre do mal e da dor.
Lá, meu amigo, ou amiga, só viveremos o amor.. .

- Com Jesus estamos preparados para esta viagem linda!
Ele já pagou a nossa passagem. Louvado seja Deus!


Maria do Carmo Machado d'Oliveira 
Professora e poetisa Itabunense,
residente em São Gonçalo dos Campos – BA.

* * *

EM UMA SEMANA, DOIS ATENTADOS – Frederico R. de Abranches Viotti


12 de setembro de 2018

O Brasil ainda sofria os efeitos de um Incêndio devastador em sua História quando o líder das pesquisas eleitorais é esfaqueado durante um comício, a um mês das eleições presidenciais

♦  Frederico R. de Abranches Viotti

Alguns fatos impactam a Opinião Pública de um país.
Durante mais de uma década, uma seita vermelha governou o Brasil impondo sua agenda ideológica contra a família e contra a propriedade, instrumentalizando o Estado e servindo-se dele para alimentar um partido e seus aliados.

A Esquerda provocou os Pacatos

Confrontando continuamente a índole ordeira de nosso país, os sucessivos governos de esquerda provocaram a reação da maioria silenciosa. Uma maioria que não costuma se manifestar publicamente, mas que procura progredir na vida, educar seus filhos com os princípios que aprenderam de seus pais e trabalhar na pacatez da vida cotidiana.

Já em 1982, comentando esse aspecto da alma do brasileiro, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira advertia que se a esquerda, uma vez no Poder, fosse açodada em impor sua agenda, fosse persecutória, o Brasil se distanciaria dela em um primeiro momento. Depois, ficaria ressentido. Por fim, ficaria furioso. E, agindo assim: “A esquerda terá perdido a partida da popularidade”.[1].

Essas palavras de advertência são hoje mais atuais do que nunca.

O Brasil reagiu

A esquerda perdeu a popularidade. Como uma única voz, os brasileiros foram às ruas em verde e amarelo e se manifestaram pacificamente contra um projeto de Poder que tinha na corrupção um de seus tentáculos.

“Nossa bandeira jamais será vermelha” e “Eu quero o meu Brasil de volta” repetiram milhões de pessoas pelo país inteiro. Ostentando o verde e o amarelo e cantando o Hino Nacional, tais pessoas demonstraram o que desejavam para o País.

O incêndio do Palácio de São Cristóvão

No dia 2 de setembro último, um incêndio devastou a antiga residência da Família Imperial brasileira, o Palácio de São Cristóvão, que abriga o Museu Nacional.

Foi também em um dia 2 de setembro, há exatos 196 anos, que a Princesa Leopoldina, enquanto Regente e nesse mesmo Palácio de São Cristóvão, assinou a ata da reunião do Conselho de Estado na qual foi decidida a independência do Brasil. Cinco dias depois, no dia 7 de Setembro, D. Pedro I proclamou a Independência.

Uma coincidência de datas e de local. Um símbolo de um país que se emancipava de Portugal, tornando-se independente, mas que agora, quase dois séculos depois, era consumido pelas chamas.

Uma parte de nossa identidade, da identidade que se buscou preservar nas manifestações em defesa do Brasil, que agora queimava aos olhos de todos.

Eu quero o meu Brasil de volta, diziam os manifestantes. Mas uma parte dele era queimada no dia 2 de setembro de 2018.

Ao contrário de outros incêndios que ocorreram em museus brasileiros nos últimos anos, este causou uma profunda comoção.

O atentado contra Jair Bolsonaro

Quatro dias depois, outro acontecimento impactou o Brasil.

A um mês das eleições, o candidato que, para muitos brasileiros, representa uma reação contra o PT, contra a corrupção, contra a loucura do politicamente correto e da Ideologia de gênero, sofre um atentado durante um comício.

Era o início da tarde do dia 6 de setembro quando, carregado nos braços de seus correligionários, o candidato Jair Bolsonaro é esfaqueado por um ativista de esquerda. As investigações ainda estão em andamento sobre sua ligação com partidos políticos e mesmo sobre a sua sanidade mental. Mas o fato era inequívoco. Tratava-se de uma tentativa de assassinato contra um candidato à Presidência da República que ocupa a liderança nas pesquisas eleitorais.

Algo estranho ao nosso país, conhecido pela pacatez de seu povo, ao menos até a esquerda tomar o Poder.

Um atentado como esse só pode causar repulsa em todas as pessoas de bem, que esperam a pronta e total recuperação de Bolsonaro.

Dois acontecimentos que se somam

O incêndio do Palácio São Cristóvão e a tentativa de assassinato do candidato Jair Bolsonaro são dois fatos isolados, até onde se saiba, mas que formam um quadro de instabilidade de grande alcance pelo impacto que causaram.

O Brasil real se distancia dos políticos

O País está cansado da esquerda, dessa perseguição do Politicamente Correto e da deturpação do conceito de Direitos Humanos que essa mesma Esquerda patrocina.

Se os políticos, sejam eles de qualquer viés ideológico, não perceberem esse desejo e continuarem a provocar a Opinião Pública, esta lhes escapará das mãos.

Em 1987, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira analisou o Projeto de Constituição do Brasil. Dizia ele sobre esse distanciamento cada vez maior entre o que deseja o Brasil e o que resolvem os políticos:

“À medida, porém, que o Brasil de superfície caminhe para a extrema-esquerda, irá se distanciando mais e mais do Brasil de profundidade. E este último irá despertando, em cada região, do velho letargo. E de futuro os que atuarem na vida pública de nosso País terão de tomar isto em consideração. Se tal não ocorrer, convém insistir em que o divórcio entre o País legal e o País real será inevitável. Criar-se-á então uma daquelas situações históricas dramáticas, nas quais a massa da Nação sai de dentro do Estado. Em outros termos, quando as leis fundamentais que modelam as estruturas e regem a vida de um Estado e de uma sociedade deixam de ter uma sincronia profunda e vital com os ideais, os anelos e os modos de ser da nação, tudo caminha nesta para o imprevisto.”[2]

Serenidade e Firmeza pela Restauração do Brasil

Nesse momento, o Brasil precisa de serenidade. Uma serenidade que só é verdadeira se for acompanhada da firmeza na defesa dos valores autenticamente nacionais, sempre de forma legal e pacífica.

A esquerda brasileira, inspirada pelo conceito marxista da luta de classes, dividiu nosso país. Devemos nós, defensores da Civilização Cristã, buscar restaurar o Brasil que é fiel a si mesmo, à sua identidade, ao seu passado.

A inveja destrói o que conquista. Não é possível um país progredir quando seus políticos se deixam levar por uma ideologia que, pelo seu igualitarismo, institucionaliza a inveja, defende a expropriação daquilo que outros conquistaram com seu trabalho.

É preciso respeitar a propriedade, o trabalho acumulado honestamente, a família. Sem isso, não há verdadeira paz social ou progresso econômico. Sobretudo, sem o respeito à Lei Natural e à Lei de Deus, não há nação que se mantenha.

Nossa Senhora nos ajudará nessa empreitada. Saibamos rezar e lutar, sempre dentro da lei, para que o Brasil se livre da seita vermelha.

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[1] Cuidado com os pacatos!, in Folha de S. Paulo, 14 de dezembro de 1982.
[2] Projeto de Constituição Angustia o País. Editora Vera Cruz Ltda. S. Paulo, 1987, p. 201 (grifos nossos).


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BOLSONARO, O ATENTADO ESQUERDISTA, O NOME E O ENDEREÇO DE QUEM PAGA OS ADVOGADOS DO CRIMINOSO


12/09/2018

O candidato a presidente Jair Bolsonaro, muito à frente nas pesquisas eleitorais, foi vítima de um típico atentado político comunista. Alguma dúvida? Então, vejamos:

Segundo a imprensa amestrada, Adelio Bispo de Oliveira, autuado em flagrante, era filiado ao PSOL, partido aliado do PT e tido como uma dissidência mais radical.

Por sua vez, dados básicos sobre o autor do atentado são sonegados pela mídia da esquerda amestrada: o perfil do ativista traçado no Facebook dá conta de que ele, além de cultor do Deus Lula (transformado, segundo a própria divindade, em uma “ideia”), apoia, com igual empenho, o PSOL, o MST, o PSTU e Gleise Hoffman (presidente do PT acusada de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e que já fez invocação ao mundo árabe, dominado por facções terroristas, para libertar o presidiário petista).

Na rede social, Adélio se revela leitor contumaz dos sites “Marxismo-leninismo” e “Coração Vermelho à Esquerda” e ainda das seccionais panfletárias de várias “associações e movimentos sociais”.

Mas o autor do atentado não é apenas um leitor passivo da literatura revolucionaria em trânsito livre na Internet. Ele postou no seu computador fotos em que participa ativamente, no Rio de Janeiro e em São Paulo, de manifestações de rua em favor do “Lula Livre” e das passeatas petistas do “Fora Temer”.

Pior: recentemente, tal qual um Lee Oswald a se exercitar em stands de tiro da KGB, na União Soviética, para assassinar John Kennedy, o ativista Adelio aprimorava sua mira criminosa numa academia de tiro ao alvo em Florianópolis-Santa Catarina.

Outro dado importante – a denunciar o histórico de violência desse admirador de um Lula sempre disposto a “botar o exército de Stédile nas ruas” – são os registros em delegacias policiais de prisões de Adélio por agressões físicas”.

Outro detalhe: em Minas Gerais, o criminoso esquerdista, tido como desempregado, estava hospedado numa pousada de classe média nas proximidades de Juiz de Fora: aguardava, “numa boa”, a passagem da comitiva de Jair Bolsonaro, único candidato a declarar abertamente sua condição de patriota, cristão e anticomunista.

Aqui, a pergunta que se faz é a seguinte: quem financiava as viagens e as estripulias do esquerdista galopante? Quem pagava seus deslocamentos interestaduais e lhe fornecia dinheiro vivo para pagar diárias em hotéis e pousadas?

Qual o nome e endereço de quem paga os quatro (4) advogados do criminoso?

A julgar pelo que se noticia, a Polícia Federal está pedindo em juízo a quebra do sigilo bancário do criminoso. É uma boa medida, mas não basta. Se faz necessário, por exemplo, constatar a veracidade do vídeo em que uma mulher, em meio à multidão, entrega a faca a um homem que, em seguida, a repassa ao autor de atentado. Tal exame é fundamental visto que a mídia amestrada sequer menciona o fato.

O ministro da Segurança Pública de Temer e ex-integrante do Partido Comunista Brasileiro, Raul Jungmann, sempre azeitado em suas falações, disse que o atentado é, basicamente, “um ato isolado de lobo solitário”. Não se pode levar a sério esse tipo de falação. Pelo seguinte: os comunistas, quando matam, planejam a coisa direitinho para atingir seus objetivos e, depois, amaciá-los pelo esquecimento.

Vejam o caso do dissidente León Trotski: o “soba” Joseph Stalin, “pai do povo”, mandou lavar com esmero a cabeça de Ramón Mercader e depois despachou-o para o México, quando, então, o sicário matou a golpe de picareta o criador do exército Vermelho.

(Mercader, ao que se diz, no final da vida foi gozar as delícias tropicais de Havana-Cuba).

No plano interno, temos o escabroso caso de Celso Daniel, prefeito petista de Santo André e tesoureiro da campanha presidencial de Lula, em 2002, assassinado com mais de 10 tiros numa rumorosa queima de arquivo que envolvia propinas grossas desviadas ilegalmente para os cofres do PT, segundo o irmão da vítima.

Curiosamente, as nove (9) testemunhas da morte de Celso Daniel, que poderiam denunciar os mandantes do crime, foram liquidadas, seguidamente, uma atrás outra, inclusive dentro da prisão onde se encontravam.

Os comunistas, sabe-se, têm uma velha tradição de liquidar seus adversários sem pestanejar. Basta consultar seu histórico de crimes e barbaridades. Em geral, em nome da lógica totalitária, em que os fins justificam os meios, eliminam impiedosamente quem ousa enfrentá-los.

PS 1 – Logo após o atentado ao candidato Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas, a terrorista Dilma Rousseff, um poste inventado por Lula, afirmou que o culpado de tudo era a própria vítima, ignorando que o criminoso era cobra criada do serpentário ideológico comunista. O próprio Adelio, que de doido não tem nada, confessou que era de esquerda e queria matar por motivo político e religioso, embora declarasse depois que “não acreditava em nada disso”.

(Os adversários de Bolsonaro dizem que ele prega a violência, Nada mais falso. Bolsonaro prega a necessidade do cidadão se armar diante de bandidos armados, tendo em vista a ausência do Estado). É muito diferente.

PS 2 – Do sempre bem informado Cláudio Humberto, em sua coluna diária: “Após a notícia da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro, durante sua visita a Juiz de Fora, seguiram-se gargalhadas macabras nas dependências do Ministério dos Direitos Humanos”.

É preciso dizer mais alguma coisa?


Cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.



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terça-feira, 11 de setembro de 2018

CONHECENDO E DISSEMINANDO A MENSAGEM (VII) – Clóvis Silveira Góis Júnior


4.7. O Êxodo


            Aquela igreja foi aos poucos se esvaziando em decorrência de vários fatores, principalmente da busca por melhorias financeiras. Já em 1923, boa parte dos componentes da família França Batista se deslocara para a região de Sapucaieira (Ilhéus) em busca de desbravar as matas para introdução de agricultura de subsistência que iria permitir a introdução de víveres e consequente sustentação dos filhos e agregados. Dentre aqueles desbravadores é importante realçar os seguintes nomes: Pedro França Batista e sua esposa Ernestina França Batista; Lúcio França Batista e sua cônjuge, Maria Rosa; e José Francisco Araújo e sua companheira, Jovina França Batista. Esta evasão não deixou de minar a força adventista de Boqueirão.

            Chegando a Ilhéus, reuniram-se em locais distintos até chegar ao ambiente da atual congregação, Simiro (1923 a 1928), Itapoã (1928 a 1930) e Sapucaieira (1930 em diante).  Tendo em vista a rejeição inicial por parte dos índios nativos, as conversões locais se arrastaram de forma lenta. O templo que existe atualmente foi inaugurado em 26 de dezembro de 1970, permanecendo como grupo até 1985, quando em nove de dezembro passou à categoria de igreja. Atualmente, uma numerosa congregação aguarda o momento certo para comemorar o centenário da chegada do Adventismo à região.

            Até 1929, onze anos depois do primeiro batismo, ainda encontramos registros da permanência de igreja de Boqueirão nas publicações oficiais. O South American Bulletin, editado nos Estados Unidos, em 1929, vol.5, número 6, em nota escrita por E. H. Wilcox, demonstra também a inconstância do homem à terra, sempre em busca de melhores lugares para continuar a luta pelo sustento e manutenção da vida:

                                        “O trabalho prosperou e cresceu.  E
                                        até breve havia uma igreja de 40
                                         membros num lugar conhecido como
                                         Boqueirão. Hoje a igreja não é tão
                                         grande, pois alguns membros se
                                          mudaram para outras partes, onde
                                            hoje outras Escolas Sabatinas têm
                                            surgido. Alguns mudaram-se para a
                                             cidade de Itabuna, onde hoje temos a
                                             desenvolver um trabalho próspero”.

            João Roberto Ramos saiu da localidade na década de 30, com grande parte dos filhos e netos.

            Concomitantemente às conferências realizadas na cidade de Itabuna em 1925, o pastor Gustavo Storch realizou trabalho evangelístico no Boqueirão, quando teve “o privilégio de batizar dez preciosas almas”.

            Tempos depois , em virtude do êxodo dos irmãos em busca das zonas urbanas ou mesmo outros locais rurais que os sustentassem melhor com suas respectivas famílias, aquela primitiva comunidade de crentes foi dissipada. Nada mais restava dos tempos áureos.

            Uma jovem senhora, irmã Avelina Marques (filha de Francina Evangelista dos Santos), residente em Boqueirão, tendo adquirido um exemplar do livro O Grande Conflito, vendido pelo colportor Generoso de Oliveira, promoveu a leitura comunitária para sua família,  vizinhos e trabalhadores rurais, o que gerou novo ânimo e interesse da maioria, tendo sido reavivados os cultos sabáticos da localidade. A igreja foi reativada e adoração acontecia na residência de Anatálio Batista (filho de Pedro Batista), o qual, também, era responsável pela direção do grupo. Esta segunda leva de adventistas também deixou a região. Hoje não existe um único representante de nossa igreja no Boqueirão.


(A GÊNESE DO ADVENTISMO GRAPIÚNA Cap. 4.7.)
Clóvis Silveira Góis Júnior

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MORRE NO RIO DE JANEIRO, AOS 95 ANOS, O ACADÊMICO, JURISTA, SOCIÓLOGO E ESCRITOR HELIO JAGUARIBE.


O Acadêmico, jurista, sociólogo e escritor Helio Jaguaribe faleceu na noite do dia 9 de setembro, domingo, em sua residência, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, vítima de falência múltipla dos órgãos. Seu corpo será velado na Sala dos Poetas Românticos, no Petit Trianon, a partir das 10 horas de quarta-feira, dia 12. O sepultamento está previsto para o mesmo dia, às 15 horas, no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista, em Botafogo. O Acadêmico deixa viúva, Maria Lucia Charnaux Jaguaribe, e cinco filhos, Anna, Roberto, Claudia, Beatriz e Isabel.

O Presidente da ABL, Marco Lucchesi, assim que foi informado do falecimento do Acadêmico, determinou que a bandeira da Academia fosse hasteada a meio mastro e afirmou: “Helio Jaguaribe foi um dos últimos grandes intérpretes de nosso país. Estudou o Brasil para transformá-lo, mediante uma abordagem desenvolvimentista, com a fundação do Iseb (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), nos anos cinquenta”.

Marco Lucchesi disse, ainda, que “para Helio Jaguaribe, ação e pensamento permanecem indissociáveis, como Darcy Ribeiro e Celso Furtado, que o precederam na cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras. Cientista político de alta erudição e consciência vigilante, deixou obra vasta e criativa. Cito apenas dois títulos: A dependência político-econômica da América Latina, verdadeiro clássico na área, e Um estudo crítico da história, divisor de águas da interpretação do processo histórico publicado em nosso país. Homem de gestos largos e entusiasmado, Helio continua vivo pelas virtudes de sua obra, saudosa do futuro”.

Nono ocupante da Cadeira nº 11 da ABL, Helio Jaguaribe foi eleito em 3 de março de 2005, na sucessão de Celso Furtado, e recebido em 22 de julho de 2005, pelo Acadêmico Candido Mendes de Almeida.

Helio Jaguaribe de Mattos, academicamente conhecido como Helio Jaguaribe, nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de abril de 1923, diplomando-se em Direito, em 1946, pela Pontifícia Universidade Católica desta cidade. Em 1952, iniciou, com um grupo de jovens cientistas sociais, um projeto de estudos para a reformulação do entendimento da sociedade brasileira, fundando o Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política (Ibesp), de que foi Secretário Geral e Diretor da revista do Instituto, Cadernos de Nosso Tempo, de relevante influência no Brasil e na América Latina.

Em 1956, teve a iniciativa de promover a constituição do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), uma instituição de altos estudos, do Ministério da Educação e Cultura, no campo das Ciências Sociais, do qual foi designado Chefe do Departamento de Ciência Política. Exonerando-se de ambas as funções em 1959, por discordância com mudanças na orientação do Instituto. Passou, então, alguns anos colaborando, sem vínculos permanentes, com diversas instituições acadêmicas, no Brasil e no exterior.

Em 1964, depois de pública condenação do golpe militar, afastou-se do país e foi lecionar nos Estados Unidos: de 1964 a 1966, na Universidade de Harvard; de 1966 a 1967, na Universidade de Stanford; e de 1968 a 1969, no MIT – Massachusets Institute of Tecnology.

Retornando ao Brasil em 1969, ingressou no Conjunto Universitário Cândido Mendes onde, por alguns anos, foi Diretor de Assuntos Internacionais. Com a fundação do Instituto de Estudos Políticos e Sociais, em 1979, foi designado Decano do novo Instituto, função que exerceu até 2003. Nessa data, completando 80 anos, propôs sua substituição por um scholar mais jovem, o professor Francisco Weffort, ex-Ministro da Cultura do Governo Fernando Henrique Cardoso, que foi escolhido para o cargo. A Helio Jaguaribe foi conferido o título de Decano Emérito e, nessa qualidade, continuou ativamente suas pesquisas no Instituto.

Por sua contribuição às Ciências Sociais, aos estudos latino-americanos e à análise das Relações Internacionais, recebeu o grau de Doutor Honoris Causa da Universidade de Johannes Gutenberg, de Mainz, RFA (em 1983); da Universidade Federal da Paraíba (em 1992); da Universidade de Buenos Aires (em 2001). Em 1996 foi agraciado, por sua contribuição às Ciências Sociais, com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 1999, o Ministério da Cultura conferiu-lhe, por sua contribuição ao desenvolvimento cultural do país, a Ordem do Mérito Cultural.

10/09/2018


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ATÉ QUANDO, JUSTO SENHOR, DEUS DAS VINGANÇAS? (II) – Pe. David Francisquini


11 de setembro de 2018

♦  Padre David Francisquini *

No artigo anterior, com o mesmo título em epígrafe, prometi voltar ao assunto do aborto. Apenas para recordar um ponto importante, torno a citar Santo Agostinho, quando trata dos homens que se movem por amor a Deus e aqueles que se movem por amor egoístico, colocando entre este último o pretenso “direito” da mulher de decidir sobre o seu próprio corpo no caso do aborto.

Com efeito, é com interesse — e muita preocupação — que vimos acompanhando o desenrolar da ação (ADPF 442), proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), pedindo a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Não preciso dizer que se tal proposta for aprovada as portas da legislação brasileira ficarão escancaradas para todo tipo de aborto.

Para esse Partido Socialista — na verdade radicalmente comunista —, a lei em vigor viola os princípios fundamentais. Na minha formação sacerdotal, estudei ciências naturais, ética, filosofia, sociologia e, é claro, teologia dogmática e moral, não sendo difícil, portanto, perceber a inconsistência desta ação.

Pela mesma razão, entendo a completa impossibilidade de juízes — máxime os da Suprema Corte — julgarem procedente a ação desse partido político libertário, que prega a liberdade para tudo e para todos, menos para o nascituro inocente e indefeso. É um verdadeiro absurdo sustentar o “direito fundamental da mulher” de tirar a vida de um ser gerado em seu próprio ventre.

Constitui uma gravíssima ofensa a Deus e à própria dignidade da mulher atribuir-lhe o direito de matar seu filho. Só num mundo muito decadente alguém ousaria sustentar o contrário. Se for admitido hoje o princípio de que se pode tirar a vida de uma pessoa inocente pelo simples fato de ela não ser desejada, assistiremos amanhã à matança de qualquer pessoa que venha a prejudicar o nosso egoísmo.

Em passado recente, esta macabra história tornou-se realidade em inúmeras ditaduras, na Europa e em outras partes do mundo. Jesus Cristo ensinou que “haveis de chorar e de lamentar, enquanto o mundo há de se alegrar: vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em gozo”.

Quando a mulher está para dar à luz, ela fica naturalmente preocupada. Mas sua aflição se transforma em alegria com o nascimento do filho. É uma imagem de Cristo ressurreto, que veio à luz no domingo da Ressurreição. Ele, no seio da terra, representa uma criança no ventre materno, e assim como Ele ressurgiu dos mortos, também a criança virá à luz do mundo.

Na sua epístola aos efésios (cap. 5, 22-33), São Paulo trata da sublimidade do matrimônio, comparando-o coma união de Cristo com a Igreja. Se o marido é a cabeça da mulher, Cristo é a cabeça da Igreja. Cristo ama a Igreja e se entrega a Ela para torná-La mais resplandecente e gloriosa.
Como Jesus Cristo ama a Igreja, assim o marido deve amar a sua esposa como se fosse o seu próprio corpo, porque ninguém aborreceu a sua própria carne. Antes, ele a nutre e cuida dela como Cristo procede em relação à sua Igreja, pois somos membros de seu Corpo Místico. O aborto é a violação do princípio da relação entre Cristo e a Igreja, o esposo e a esposa. Mais. Enquanto São Paulo fala de luz, de santo, de imaculado e sem rugas, o aborto fala de destruição, de trevas, de morte e de corrupção.

O fruto do primeiro momento de um relacionamento entre um homem e uma mulher se chama embrião. Ele contém em grau pequeno um ser vital que não tardará a nascer homem ou mulher. Afirmar, em nome da dignidade da mulher, que ela pode eliminar a seu bel-prazer a vida de um filho gerado em seu ventre, contraria rotundamente os princípios mais elementares da racionalidade e da sanidade mental. O livro do Eclesiastes narra que o abortado é como algo que não conheceu a luz do sol, não teve o seu nome ilustrado entre os vivos; sobretudo, não foi levado à pia batismal.

O Profeta Isaías narra o horror daqueles que morrem na guerra pelo fio da espada, cujos corpos estendidos por terra são pisoteados pelos cavalos e pelos guerreiros, comparando-os aos abortados que não têm sepultura nem honra. Com efeito, a situação do abortado é pior que a do morto na guerra, sem lar, sem o aconchego da família nem sepultura. E o abortado foi morto por uma pena capital imposta por lei humana…

Ancorada em bons teólogos e no Catecismo da Santa Igreja, a moral católica nos ensina que só é lícito matar alguém em legítima defesa da própria vida ou numa guerra justa, ou ainda no cumprimento de uma execução penal ditada por um tribunal legitimamente constituído. Nenhuma autoridade, por mais soberana que imaginar se possa, poderá autorizar ou legitimar tal prática.

A expectativa dos brasileiros é a de que os juízes do Supremo Tribunal Federal julguem com reta consciência esta questão, não se deixando influenciar por pressões daqueles que defendem a cultura da morte, nem mesmo por alguma convicção ideológica própria que vá nesse sentido, mas que pautem seu voto na lei natural, na Lei de Deus e na Constituição brasileira, que garantem o direito à vida desde a concepção.

Em oração e sempre vigilantes, rogamos a Nossa Senhora Aparecida que proteja o Brasil do pecado do aborto que brada aos céus e clama a Deus por vingança. Que os brasileiros sejam obedientes aos preceitos de Deus, que nunca desampara seus filhos.

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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria — Cardoso Moreira (RJ).


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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

QUEM SOU EU! - Expedita Maciel

Quem sou eu?
sou aquela que custou a entender que quando se aceita
o que a vida tem para nos oferecer sem revoltas
e lamúrias :tudo fica mais fácil e mais bonito
a Vitória tem sabor gostoso de Triunfo:
os louros são mais verdes e dourados

Quem sou eu?
Sou aquela que acorda depois de um sonho bom e
fica procurando cadê a realidade e, arregaça as mangas
e vai luta, que está na hora de trabalhar
e com o coração cheio de amor e muita gratidão, vai com satisfação  trabalhar, depois do dia de trabalho, encerra mais um dia pensando: amanhã se Deus quiser voltarei, e penso triste em quem não tem emprego, ou não tem gratidão pelo seu ganha pão, penso que gosta mesmo é de ser um mamão,
quer comer na mão, pois vai é chorar onde ninguém ver,
é como chorar no deserto que até a lágrima é sufocada pela terra
solta dos ventos do deserto, a vida de quem não sonha
não produz ilusões, desejos de viver e ser melhor,
é uma vida é seca é árida é pior que agreste ou pântano.

Quem sou eu?
sou aquela que leva uma topada ou pedrada apanho as pedras e edifico os meus castelos de sonhos que se misturam com realidade
e torno a minha vida mais feliz fico mais cantante e cantando louvo e agradeço a a Deus, cantando te encontrei chorando te perdi mas não perdi a alegria Fé e a vontade de viver e vencer eu sou aquela que tem Fé que Deus está sempre comigo, caminhando com Jesus Cristo, guiando meus passos para não ser atropelada e nem tropeçar na estrada da vida

Quem sou eu?
sou aquela que sempre com sorrisos nos lábios e
pronta para meu próximo servir
Firmei os meus pés na Fé em Cristo Jesus,
Maria e José e se puder e Deus quiser nesta Fé

Eu viverei Sempre
no coração com portas abertas por Jesus de Nazaré
e serei preenchida de Saúde, Paz e Amor e, que junto venha a prosperidade pois já na idade que estou preciso,
para viver com mais sabedoria e dedicar mais meu tempo livre a dizer que vale a pena viver se a vida e o coração não são pequenos

Viva a Deus!
que me mostrou quem sou e a que vim.
e que se Deus é por mim quem será contra mim?




Expedita Maciel

Autora do livro VIM VI E VENCI



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