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quarta-feira, 4 de abril de 2018

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA: Poema 20 – Pablo Neruda



Posted: 03 Apr 2018

A Magia da Poesia >> Desde 1999, este projeto divulga poemas de grandes poetas sem erros ou falsas autorias. >>

Poema 20

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: “A noite está estrelada,
e piscam, azuis, os astros, ao longe”.
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis, e às vezes ela também me quis.
Nas noites como esta,  tive-a entre meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela me desejou, e às vezes eu também a desejava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Que importa que o meu amor não pudesse guardá-la?
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma não se conforma por havê-la perdido.
Como que para aproximá-la, meu olhar a procura.
O meu coração a procura, e ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a desejo, é verdade, mas como a desejei…
Minha voz buscava o vento para tocar seu ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.
Já não a desejo, é verdade, mas talvez a deseje…
É tão curto o amor, e tão longo o esquecimento…
Porque em noites como esta tive-a entre meus braços,
minha alma não se conforma por tê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que eu lhe escrevo.

(Tradução livre de Fabio Rocha e Luis Cubas Vivanco, do livro Pablo Neruda – poemas para recordar – Selección de Óscar Hahn, 4a edição. Santiago do Chile: Fundación Pablo Neruda, Outubro de 2012, ps. 15 e 16 – poema original do livro “Veinte poemas de amor y una canción desesperada” (é o poema 20). Enviado como imagem pela leitora Tirene Pavanelli)

Vídeos com o poema: 1 | 2 | 3



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Leia mais Pablo Neruda
Conheça Também:
Pablo Neruda – Wikipedia 
Por Fabio Rocha, para A Magia da Poesia.

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terça-feira, 3 de abril de 2018

STF: OS EUNUCOS MORAIS - Carlos José Ribeiro do Val


Somente daqui a alguns anos a nação brasileira vai entender o tamanho do dano que o Supremo Tribunal Federal está fazendo com esse país. E estão fazendo isso por diversas razões. Uma delas é porque são um bando de egocêntricos apátridas embriagados pelo poder, psicologicamente imaturos, e que não tem grandeza moral para desempenharem o papel de juízes.

Eles são aproveitadores das benesses e das carcaças de um país apodrecido pela corrupção, cujos políticos ladrões são amparados pelo foro privilegiado, pela lentidão planejada da justiça, e pela fraqueza moral que impera principalmente naquela corte. São coadjuvantes da destruição de uma democracia que começava a despontar, hipócritas de um teatro macabro, vassalos da criminalidade. Esse fantasma vai seguramente assombrar os seus descendentes, mas nem isso os afeta. 

Ao invés de guardiães da Constituição como se arvoram, são os prostitutos constitucionais, estafetas da imoralidade e da desesperança, gigolôs do poder absoluto da contravenção, e dos seus defensores feitos milionários pelo dinheiro do crime vindo dos cofres públicos.
  
Eles não sabem o que é construir uma nação. Eles se dobram a um líder corrupto, bêbado, vendedor de ilusões, e entregador de desgraças, que quebrou o país e as suas instituições. Esses supostos juízes são mais baixos que os desinformados que votam no ilusionista pigmeu, amoral e analfabeto. Eles são cúmplices do populismo devorador do progresso e do desenvolvimento. São verdadeiros assassinos da evolução civilizatória de um povo.
  
Esses lenientes doentios, pretensos artistas eruditos de televisão, consumidos por uma vaidade injustificada com tintas de psicopatia, são os torpedeadores da esperança nacional. Os trejeitos efeminados de um deles, na tentativa de projetar uma grandeza inexistente revela a fraqueza moral e a vaidade desmedida. Os argumentos exagerados e mutantes do outro revela que Saulo Ramos tinha razão; é um juiz de merda. As mudanças de opinião de outro revela o caráter mercantilista de sua personalidade e o DNA coronelista que não consegue disfarçar. A necessidade de outro de agradecer o emprego arrumado pela mãe, através da amizade com a mulher do presidente ultrapassa todos os limites, chega a ser patética, se não fosse trágica, o seu clamor por generosidade para com o corrupto condenado. Outro, advogado partidário, não precisaria estar lá, bastaria enviar o voto pelo correio, pois todos os brasileiros já sabem como vai votar. É um voto partidário, a favor da criminalidade. Essa corte é o próprio retrato de Sodoma e Gomorra, chegamos ao fim dos tempos.

Depois de Lula, eles vão libertar Cabral, Cunha, Geddel, Palocci, Beira-Mar, só para mencionar uns poucos. Esses exploradores do lenocínio político que se tornou a nossa nação transformaram a Suprema Corte em guardiã do assalto aos cofres públicos, protetora das máfias partidárias, masturbadores persistentes das mazelas nacionais.

A corja do STF é pior que Lula, Michel Temer, Palocci, Geddel, Lucio Vieira Lima, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Jader Barbalho, juntos. Esse pessoal só queria roubar a nação, eles tinham um propósito. Mas eles não tinham o poder de condenar a nação ao eterno inferno do subdesenvolvimento e da violência. Os políticos podem ser expulsos pelo voto, o que não é possível com os  Kalifas do STF que deveriam ser juízes em benefício do povo e não no próprio. Eles só podem ser retirados pelo Congresso, onde estão os corruptos que os colocaram lá.
  
Eles têm o poder de condenar o país ao inferno do subdesenvolvimento, e decidiram fazer exatamente isso. O pequeno e frágil conjunto de regras da democracia é constantemente estuprado pelos parasitas supremos, para proteger criminosos famosos. Então eles são mais criminosos do que os criminosos que protegem. Quem defende bandido, bandido é.

Veja-se a decisão da cassação da chapa Dilma-Temer, onde o Presidente na época prestou um serviço sujo ao seu mestre, deturpando a legislação e a constituição, para mostrar gratidão a quem lhe deu o emprego. Veja-se o outro soltando o amigo e parceiro de negócios do Rio, por diversas vezes seguidas. Aos amigos tudo, aos inimigos a Lei. E o outro que pediu vistas do caso do foro privilegiado, depois de já ter a maioria formada. É ou não é um agente do obscurantismo defendendo o interesse dos seus mestres.

Os longos e hipócritas argumentos de proteção da constituição proferidos quando a televisão está filmando se esvaem quando, em lugar da proteção da constituição, entregam a cocaína da leniência populista e hipócrita para deleite dos saqueadores da nação. São todos muito iguais, nomeados pelos criminosos que deveriam julgar, parceiros nos crimes contra a nação. Eles são da mesma forma que os corruptos, traidores da nação e dos brasileiros em geral.

Diga-se por justiça, que não são todos iguais. A Corte faz uma maioria macabra, mas existem almas solitárias que se rebelam contra isso, em homenagem à própria consciência, mas são minoria.
  
Essa corte poderia se chamar Supremo Tribunal da Fornicação, ou Tribunal da Eterna Prescrição. Ao longo da sua história, julgou menos de 5% dos processos que lá chegam. Vejam o caso de Renan Calheiros, com 11 processos e nenhum anda. Romero Jucá, Eliseu Padilha, Michel Temer, Lucio Vieira Lima, só para mencionar alguns nomes. Meu Deus, o Brasil não merece isso. Todos esse pessoal está protegido pelo STF. E agora o princípio Lula vai valer para todos. Os criminosos da Lava Jato vão estar todos soltos, desfrutando do saque dos últimos anos, e dividindo com os coadjuvantes dessa obra grotesca.

Esses juízes não se importam se os seus nomes fizerem parte do esgoto da história. Eles querem o aqui e agora... Que se dane o futuro. São hedonistas, amorais radicais, midiáticos embriagados, não se importam em ser vilões, desde que forem remunerados adequadamente e estiverem na TV. O maior mercador da Corte se comporta como Primeiro Ministro e degusta da mesma forma o poder sobre o presidente e parlamentares enrolados, como do comando dos jagunços de Mato Grosso. Ele aprecia muito os dois papéis. Esse é o maior psicopata, que tem os políticos todos na mão, e sem nenhum pudor desfruta disso avassaladoramente.

O que fazer? Precisamos no mínimo execrar esses personagens macabros da desgraça nacional. Ir para rua. Introduzir mais leis de iniciativa popular. Mudar a forma de indicar os juízes da Suprema Corte. Bandidos no Executivo, bandidos no Legislativo, e bandidos no Judiciário, todos se protegem, não farão leis que beneficiem o país, a não ser com pressão popular. Votem em pessoas que nunca estiveram lá. Vamos trocar todos. Só o povo na rua para acabar com esse incesto criminoso entre membros de todos os poderes. Vamos começar indo para rua no dia 3 de abril, para tentar reverter o salvo conduto do molusco pinguço e doente.





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A EQUIPE - Péricles Capanema


2 de Abril de 2018
Péricles Capanema

Nos já distantes começos dos anos 70, alguém — não me recordo quem — intitulou de A Equipe a um conjunto de grandes atores da cena internacional: Nixon, Kissinger, Brejnev, Willy Brandt, Pompidou,
e outros ainda, que pareciam agir em uníssono na condução da distensão (ou détente). Cada um deles, encarapitado em sua posição ideológica, em sintonia surpreendente promovia a política cuja maior figura simbólica foi Henry Kissinger [foto ao lado] — aqui e ali ainda lembrado hoje, com exagero, como uma espécie de Metternich desse período. Anos e anos a fio. A China estava fora da dança, ensaiava ainda os primeiros passos de uma escalada que hoje a coloca como maior opositora dos Estados Unidos. Aliás, a détente criou e favoreceu condições para a ascensão chinesa.

Por que lembro tais fatos? Simples. Acompanhando os recentes acontecimentos de Brasília, a pontiaguda qualificação A Equipe me obcecava a memória entristecida. Advogados celebrados, magistrados nos galarins da imprensa, jornalistas acólitos, políticos na sombra, quem sabe grandes empreiteiros encalacrados — quais outros partícipes? —, em sintonia surpreendente, conduziram os fatos para desfecho combinado: a liminar antes impensada até mesmo por todos os que diuturnamente nos órgãos de divulgação previam qual seria o desenlace da votação do Habeas Corpus, cuja aprovação livraria Lula da cana. Um de tais analistas observou, sobre o inesperado desfecho provisório do caso (ainda vem coisa por aí), que o Brasil não é para principiantes, e nem para experientes. Nem os mais experientes conseguem conjeturar a fundo sobre as tramoias do jeitinho brasileiro (na ocorrência, mal-empregado).

Deixemos de lado os jeitinhos, a coisa é séria. Potencialmente, de apocalípticas consequências. Em substância, não vi verberação dos fatos mais grave que a do senador paranaense Álvaro Dias (foto), de momento também presidenciável, o que confere a suas palavras alcance maior: “O voto suspeito de seis ministros do Supremo provocou grande indignação no país. Afinal, o ex-presidente da República está acima das leis e o Supremo é uma instituição dedicada a protegê-lo evitando sua prisão? Quando uma instituição essencial ao Estado de Direito se divorcia das aspirações da sociedade, a República falece. A República faleceu. Nós vamos continuar defendendo a refundação da República.”

Tomem nota: nas palavras de um dos mais destacados senadores, o Brasil oficial é um cadáver. Sinônimo exato para faleceu. No caso, a República foi assassinada. Se ela foi assassinada, existem assassinos. Mais concretamente, de forma metafórica, o Brasil assistiu ao assassinato das instituições do Estado. Aqui, empurrado de forma incoercível — por lógica comezinha, digo eu — assassinato perpetrado por A Equipe.

Um cambalacho levou a um assassinato nas palavras do senador. Ou o parlamentar paranaense é irresponsável, ou está afirmando que a República faleceu por ter sido assassinada em suas instituições, em especial por membros do Supremo. Quem assassina (destrói) instituições basilares do Estado é incompatível com as funções que tão indignamente exerce. Deve sofrer, por crime de responsabilidade, processo de impeachment, legalmente conduzido pelo Senado. Claro, embora conjeturável, nada disso acontecerá. Por quê? Inexistem condições políticas para tais providências. Membros de A Equipe o impedirão. De outro modo, o País encontra-se manietado por um contubérnio. E as vítimas indefesas do contubérnio assassino não foram apenas as instituições; a punhalada varou em especial o coração da parte mais sadia do Brasil, aquela particularmente ligada a seu passado cristão.

Em artigo de umas três semanas atrás, eu dizia o que agora soa quase como vaticínio: “O Brasil parece estar de braço quebrado. Sua ‘maior et sanior pars’, a gente que presta, o pessoal mais ativo e decisivo, sente que, mesmo com os atuais recursos, eliminados obstáculos artificiais, muita coisa boa pode ser feita já. […] A ‘sana pars’ do Brasil vê com clareza, pode planejar a saída, mas as instituições a bem dizer tornam inviáveis quaisquer movimentos nesse sentido. É uma espécie de imobilidade forçada que não leva à cura.”

Constatava a execração, mas também — causada por instituições que acorrentam a nação — a imobilidade forçada diante da catástrofe. Ia adiante: “No Brasil dos anos 60 a ‘maior et sanior pars’presenciou desgostada a irrupção nas praças e ruas do padre de passeata e da freira de minissaia, como os ferreteou Nelson Rodrigues. Hoje fazem companhia a eles o juiz de passeata e os procuradores de passeata, horrores impensáveis naqueles já distantes anos, em que a gravidade, a discrição funcional e o senso do bem comum dos magistrados parecia valor adquirido na sociedade brasileira. A espetacularização achincalhante do Judiciário avança despudorada sob o olhar asqueado da ‘sana pars’ do Brasil. São trincas em uma das colunas institucionais do Brasil. O que fazer? De certa maneira, aqui também, de forma temporária, estamos condenados à imobilidade.”

Condenados à imobilidade, outra vez, ferrolhos institucionais. Eu dizia que a coluna está trincada. Álvaro Dias, agredido pela realidade, foi mais longe: a coluna desmoronou em nossas cabeças. O que fazer, dentro do ordenamento que nos agrilhoa, contra a degenerescência nos três Poderes e em numerosas elites (ou oligarquias) da sociedade civil? Aqui está o ponto.

Atribui-se a Konrad Adenauer, o lendário chanceler do pós-guerra alemão, não sei se com fundamento, princípio político verdadeiro: o primeiro dever de todo chefe político é cobrir a própria área. Em outros termos, falar para ela, articulá-la, vivificá-la. No caso, tudo fazer para os que agora inconformados não se acomodem, mas se solidifiquem em suas posições. A expansão da inconformidade entre os de momento passivos e hesitantes, providência essencial, fica para segundo momento lógico.

A reconfiguração do panorama é urgente, a opinião pública ultrapassou um meridiano nos últimos dias. Com efeito, o Brasil inconformado com a deterioração verificou traumatizado que nossas instituições, mesmo as mais prestigiadas, estão podres, cheiram mal. Álvaro Dias chegou a dizer que membros seus assassinaram a República.

E aí, fomos jogados diante do pavoroso. Posta a decomposição geral do Brasil oficial, estando carcomidas as amarras da lei, a porta ficou aberta para destruições, em proporções agora incalculáveis, do que resta de progresso, esperança e dignidade em nosso futuro. Serão passos largos na mesma estrada rumo ao precipício, já trilhada pela Venezuela.

Para tal, poderemos assistir ao espetáculo repetitivo de magistrados graves — à vera, contrafações burlescas de Nelson Hungria e de tantos outros —, no meio de vazia e aparatosa erudição, esbofeteando despudoradamente disposições da legislação brasileira, para a adaptarem aos intuitos inconfessáveis de membros decisivos de A Equipe. Entre elas, vão aqui, apenas como ilustração, as constantes do artigo 8º do novo Código de Processo Civil: “ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência”. Onde nos últimos dias se escondeu a preocupação com o bem comum? Com a dignidade? A obediência à razoabilidade?

Diante da aparente inutilidade de reagir, a tentação dos inconformados será a acomodação diante da inflexibilidade dos que conduzem a farândola demolidora. Quando não a adesão a soluções amalucadas. O caminho é outro: fugir do desânimo, lucidez e persistência na esperança, mesmo dentro da tragédia. Deus não abandonará um País fruto de tantas lágrimas. Como Santo Agostinho, resgatado do descaminho pelo sofrimento e oração de Santa Mônica, um dia brilhará para o Brasil a aurora de enorme grandeza cristã.


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Comentário:

MARIO HECKSHER
2 de Abril de 2018

Bom dia amigos. Atualmente parece que alguns se surpreendem com o que está acontecendo em nosso país. Eu sou um homem velho e estudei a vida inteira para me contrapor aos comunistas/socialistas. Por isso, sempre orientei meus jovens camaradas militares a respeito das mentiras que que eles pregavam, então nada disso me espanta. Antigamente, alguns me chamavam de PROFETA DO CAOS, no entanto tudo o que dizia aconteceu ou está acontecendo.
Parece-me que as pessoas do bem estudam pouco e só tomam ciência dos fatos quando ocorre o pior. Falta-lhes visão prospectiva.

No Brasil, a nossa sorte foi termos conseguido preservar nossas Forças Armadas da contaminação pelo socialismo e pela corrupção. Por isso, hoje elas atuam como um indiscutível PODER MODERADOR e impedem a morte da doente democracia.

Peço a NOSSA SENHORA APARECIDA, padroeira do Brasil, que interceda junto ao Senhor Deus, pedindo a ele que poupe nossa Pátria dos tormentos comunistas.

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‘TEMPOS ANORMAIS’- Zuenir Ventura


‘Tempos anormais’

Vocês vão entender o título no final. Volto ao tema diante da repercussão da última coluna, que tratava da sessão do STF que julgou o pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula. Por causa principalmente de um termo muito usado pelos ministros — “teratológico” —, poucas vezes recebi tantas mensagens, inclusive de colegas, a começar por minha diretora, que se referiu criticamente “ao uso vaidoso e pretensioso de nosso idioma”.

De Brasília, a também jornalista Patricia Pinheiro mandou uma divertida crônica que termina assim: “muito obrigada por me fazer saber o que é teratológico e por me lembrar que temos dicionário em casa!”. Gerson Camarotti, que estava no plenário da Corte cobrindo a sessão, conta que perguntou para todos os companheiros o que era teratologia.

“Só fiquei mais tranquilo depois de perceber que eles também desconheciam aquela palavra da moda no Supremo. Você esclareceu a minha dúvida”. Então, digamos, foi uma retribuição a quem várias vezes por semana, no “Em pauta”, da GloboNews, esclarece as minhas dúvidas políticas.
Houve quem me gozasse: “Vai dizer que na Academia vocês também não usam termos difíceis?” Como outras instituições, temos os nossos códigos e usamos, sim, mas internamente, entre os pares, não em sessões televisionadas. A propósito, o poeta e acadêmico Geraldo Carneiro comentou que os juízes — “com exceção do Barroso e às vezes da Cármen Lúcia — têm a mania teratológica de falar difícil”.

Inclemente, ele lembrou os personagens que Molière chamou de “preciosas ridículas”. “Jamais usam o gerúndio, ao contrário de Camões, Vieira, Eça, Machado etc. Têm horror à fala das ruas, assim como têm horror ao cidadão comum”.

Dos inúmeros comentários recebidos, o mais surpreendente foi um, por sinal bem-humorado, transmitido através do WhatsApp de meu amigo Roberto D’Avila, porque o remetente não tinha meu endereço. Adivinhem de quem? Do ministro Luís Roberto Barroso, confessando ter apreendido o sentido de “mal secreto” lendo meu livro sobre a inveja com esse título. Ele usou a expressão contra o seu desafeto no famoso bate-boca da véspera (ainda bem que não citou o autor. Já imaginaram eu metido nessa briga como que tomando o partido contra um dos lados?. E que lado! Tremo só de pensar).

Barroso se disse “triste” com o episódio, acrescentando, que “ainda assim o humor ajuda”. E terminou com um exemplo para ajudar na definição do polêmico adjetivo: “teratológicos são os nossos tempos. Completamente anormais”.

Quanto a isso, não há dúvida.

O Globo, 28/03/2018

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Zuenir Ventura - Sétimo ocupante da Cadeira n.º 32 da ABL, foi eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna, e recebido no dia 6 de março de 2015, pela Acadêmica Cleonice Berardinelli.

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

CASA DE JORGE AMADO PUBLICA “POEMAS IBEROAMERICANOS” DO ITABUNENSE CYRO DE MATTOS

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
A Fundação  Casa de Jorge Amado, de Salvador, publicou o livro “Poemas Iberoamericanos”, do autor baiano (de Itabuna)  Cyro de Mattos, na Coleção Casa de Palavras. O livro havia sido publicado no ano passado pela Editora Palimage, de Coimbra, Portugal, na coleção Palavra e Imagem.

Com prefácio do poeta e Doutor em Letras Carlos Felipe Moisés, da USP, o livro é dividido em três partes: poemas brasileiros, poemas portugueses e poemas espanhóis. Para a crítica, estes “Poemas Iberoamericanos” em boa hora nos trazem de volta o poeta de Itabuna, cidadão do mundo, na posse de sua arte luminosa e verdadeira.

Reafirmam o que a sua poesia tem de  mais regional e, simultaneamente, de mais universal. No prefácio à edição, Carlos Felipe Moisés afirma que na presente coletânea  surpreende ( para alguns ) o consórcio entre o regional e o universal,  a confirmar a justeza da observação de Graça Capinha, doutora da Universidade de Coimbra, em Portugal, ao se referir ao livro “Vinte Poemas do Rio”.

“Itabuna, Ilhéus, Salvador, Lisboa, Coimbra, Salamanca, Toledo são os cenários de predileção do poeta, explicitamente referidos, poema a poema, e ali aparecem como que entrelaçados, submetidos ao mesmo olhar inquieto, que incessantemente luta com as palavras (como diria Drummond), no encalço da poesia comum que seus versos possam captar”, observa o prefaciador.

E completa sua opinião: “Para além dos localismos  mais ou menos exóticos, o lugar da poesia é qualquer lugar onde o poeta  cinrcunstancialmente esteja, dispostos a permitir que “a cor local” se transforme em paleta multicolorida – como faz com maestria, o poeta de Itabuna.”


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Sobre Cyro de Mattos: 
Baiano de Itabuna. Escritor e poeta, Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Sul da Bahia). Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna.

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domingo, 1 de abril de 2018

EXAUSTÃO - Francisco do Espirito Santo Neto


Exaustão

Teu cansaço ou fraqueza é fruto da tua falta de limites.  O “excesso de bagagem” que carregas e que torna tua vida mais pesada se deve à suposta necessidade de exagerado controle das coisas e das pessoas e à falsa ideia de que és superior em tudo o que fazes.

Tua ansiedade te leva a fazer ou a resolver as coisas imediatamente.  O que poderias executar em um dia queres fazer em instantes.

Teu perfeccionismo impõe-te realizar tarefas impecáveis, quando poderias fazê-las com esmero, mas não com perfeição.  Ao invés de viveres cada dia como uma alegre e fascinante viagem de aprendizado, tomas a vida como uma expedição cansativa e constrangedora, com metas inatingíveis.  O perfeccionismo é inimigo de tua paz interior.

Tua insegurança te induz a concretizar feitos e eventos, não para tua realização interior, e sim para receberes aplausos exteriores.   A necessidade de te sentires superior te traz um elevado dispêndio de energia emocional.

Tua baixa estima te leva aos pícaros do exagero em produzir cada vez mais.  Por sentires menos que os outros, tendes a compensar tua auto desconsideração tentando fazer diversas coisas ao mesmo tempo.  A preocupação com o julgamento dos outros  te faz “tropeçar” nas estradas da vida.

Tua exaustão não é produto de teu trabalho no bem, nem perda energética na doação de forcas ao edifício do Cristo, mas produto do teu “ego onipotente”, que acredita que tudo pode, tudo faz e tudo deve ver.

No labor cristão, felizmente, o esforço e o desgaste são restaurados, a criatura se alimenta energeticamente.  Entra em contato com seus potenciais internos e, a partir daí, sente os prazeres da alma.  A respeito disso escreve Paulo de Tarso:  “por isto, eu me comprazo nas fraquezas, nos opróbrios, nas necessidades, nas angústias por causa de Cristo.  Pois quando sou fraco, então é que sou forte”.

Portanto, tem calma.  Calma não é lentidão ou desleixo.  É, antes de tudo, conquista de quem aprendeu que o Criador sempre faz a sua parte, esperando que a criatura, igualmente, faca a sua.  Lembra-te de que a tua parte é uma pequena parcela que deve ser retirada de tuas forcas e utilizada de conformidade com teus limites, ou seja, proporcionalmente a tuas conquistas e possibilidades.

Livro: Um modo de entender uma nova forma de viver – Fco. do Espirito Santo Neto – ditado por Hammed


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PALAVRA DA SALVAÇÃO (72)

Páscoa do Senhor – Domingo – 01/04/2018


Anúncio do Evangelho (Jo 20,1-9)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós,
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Ligue o vídeo abaixo e assista a música “Porque Ele vive” cantada por Natan, Mary, Carol e Caio:


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Travessia para a Galileia: mulheres portadora de perfumes

“Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago e Salomé, compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus.

E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo” (Mc 16,1-2) 
As mulheres revelaram uma presença fundamental nos relatos da Páscoa. Elas seguiram e serviram a Jesus com seus bens pelos caminhos da Galileia (Lc 8,1-3) e permaneceram fiéis até o final, até a Cruz. São testemunhas, como tantas mulheres de hoje, da fidelidade nas situações limite, onde o que lhes toca fazer é estar e acompanhar, na sua impotência e luto, até que emerja o inédito. São testemunhas da semente do amor entregue, que, embora invisível no ventre da terra, vai pouco a pouco abrindo caminho para a luz, afastando pedras e abrindo sepulcros, dando à luz o novo, porque o Deus de Jesus não é um Deus de mortos, mas de vivos. Frente à traição e a ausência dos discípulos, as mulheres foram significativas por sua lealdade. Enquanto o grupo de homens se trancou na passividade covarde, elas optaram pelo enfrentamento da realidade, vencendo o medo, colocando-se a caminho.

Das mulheres que foram ao sepulcro na manhã de Páscoa levando perfumes podemos aprender sua capacidade de enfrentar os acontecimentos com sabedoria e audácia. Elas são as mulheres “mirróforas”, ou seja, portadoras de perfumes, que madrugam para ir ungir o corpo de Jesus. São conscientes do tamanho da pedra e de sua impossibilidade de removê-la, mas isso não é um obstáculo em sua determinação de ir ao túmulo para fazer memória d’Aquele que abriu para elas um horizonte de sentido. A alusão ao “primeiro dia da semana” e o “nascer do sol” acompanham a entrada delas em cena, na madrugada da Páscoa: estamos no começo da Nova Criação e a luz da Ressurreição as envolve em seu resplendor.

Quem busca, encontra; as mulheres foram as primeiras que viram este instigante sinal: a grande pedra tinha sido removida e o túmulo estava vazio. E foram as primeiras a “entrar”. Entraram no túmulo: esta foi a experiência das discípulas de Jesus, ou seja, entraram no mistério que Deus realizou com sua vigília de amor. Não se pode fazer a experiência da Páscoa sem “entrar” no mistério.
“Entrar no mistério’ significa capacidade de assombro, de contemplação; capacidade de escutar o silêncio e sentir o sussurro de fio de silêncio sonoro no qual Deus nos fala. ‘Entrar no mistério’ requer de nós que não tenhamos medo da realidade: não nos fechemos em nós mesmos, não fujamos perante aquilo que não entendemos, não fechemos os olhos diante dos problemas, não os neguemos, não eliminemos as questões... 

‘Entrar no mistério’ significa ir mais além das cômodas certezas, mais além da preguiça e da indiferença que nos freiam, e pôr-se em busca da verdade, da beleza e do amor, buscar um sentido não óbvio, uma resposta não banal às questões que põem em crise nossa fé, nossa fidelidade e nossa razão.

Para 'entrar no mistério’ é preciso humildade, a humildade de abaixar-se, de descer do pedestal de nosso eu tão orgulhoso, de nossa presunção. A humildade para redimensionar a própria estima, reconhecendo o que realmente somos: criaturas com virtudes e defeitos, pecadores necessitados de perdão. Para entrar no mistério é preciso este abaixamento que é impotência, esvaziando-nos das próprias idolatrias, adoração. Sem adorar, não se pode entrar no mistério” (Papa Francisco – Missa da Vigília Pascal – 2015).

As mulheres buscaram Jesus no lugar equivocado, embora ali aprenderam uma lição inesquecível: é inútil buscá-lo no lugar da morte. Esse espaço está desabitado. O jovem de branco associa a ressurreição a uma tumba vazia: “Ressuscitou, não está aqui” (v.6). O cenário da morte carece de respostas. A busca deverá ser feita no espaço onde se desenvolve a vida. As mulheres entendem que corresponde a elas tomar a iniciativa e tirar da covardia o grupo de discípulos, transmitindo um encargo a todos os que abandonaram Jesus e, em especial, a quem chegou a renegá-Lo: “...dizei a seus discípulos e a Pedro...” (v.7).

Agora, finalmente, Marcos cita os discípulos. Através das mulheres, eles receberão o encargo de Jesus. Elas se converteram em mensageiras da boa notícia; elas assumiram o protagonismo e relançaram o projeto do Reino a partir de sua grande intuição: na Galileia começou a história e ali deverá ser reiniciada. Seguir as pegadas do Galileu confirma que Ele vai adiante guiando os seus seguidores e seguidoras. Percorrer seus passos garante ao grupo a experiência de contar com Ele: “Ele irá à vossa frente, na Galileia; lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito” (v.7). 

Para o evangelista Marcos, voltar à Galileia significa retomar e prolongar a mensagem e a proposta do Reino de Jesus. Foi ali na Galileia que Jesus começou sua vida pública e atuou como aquele que veio aliviar o sofrimento humano, com a certeza de que o Reino tinha chegado e que Deus faria mudar a forma de vida dos homens, partindo precisamente dos mais pobres e excluídos. Dessa forma, inicia-se um grande “movimento humanizador”, a partir de baixo, ou seja, dos últimos e pobres, anunciando e preparando a chegada do Reino na Galileia.

Esta volta à Galileia tem, portanto, um sentido teológico, kerigmático e geográfico, marca o começo da nova comunidade dos seguidores e seguidoras de Jesus. Para Marcos, nesse entorno da Galileia está o futuro do Evangelho. A partir desse lugar deve iniciar-se o novo caminho do seguimento. Por isso, os(as) discípulos(as) devem entrar em sintonia com o modo original de ser e de viver de Jesus na Galileia. É ali que se devem encontrar todos os que são de Jesus (Pedro, as mulheres, os discípulos de Jerusalém), para também ali retomar e prolongar o movimento iniciado pelo Mestre de Nazaré.

A partir desse pano de fundo, entende-se a palavra final do evangelho de hoje: “lá vós o vereis”. Ver a Jesus significa aprender a olhar como Ele olhava e a viver como Ele vivia, colocando a vida a serviço dos coxos, mancos, cegos, doentes, expulsos da sociedade... Ver a Jesus significa ver a partir de Jesus (como Ele faria hoje), nas novas condições pessoais e sociais de um mundo que parece condenado à morte, como aquele em que Jesus viveu.

Vendo a Jesus poderemos ver tudo de um modo diferente, vendo o sofrimento das pessoas, ouvindo seus gritos. A missão está aberta. Esse é o caminho do Evangelho, carregando em nossas pobres mãos, como as mulheres da Páscoa, o perfume da Nova vida ressuscitada. E assim como o mau odor repele e afugenta, o bom odor atrai e convida ao seguimento.

Mas é sobretudo através do “modo cristificado de ser e viver” que os(as) seguidores(as) de Jesus exalam um bom odor, criam uma atmosfera perfumada ao seu redor. Assim, às vezes nos encontramos com ambientes que nos cativam e atraem, que desprendem um aroma agradável e prazeroso. São ambientes nos quais reina a acolhida, a afabilidade, o compromisso, a simplicidade. Sempre agrada ficar por mais tempo. Nossa memória parte dali amavelmente carregada com energia salutar e nossos pulmões saem repletos de ar purificado, limpo...

Também existem outros ambientes cujo ar é irrespirável, fétido, com mau odor. São lugares onde há competições, agressividade e violência, onde as pessoas são manipuladas as pessoas; são atmosferas arrogantes, infectadas, orgulhosas, vazias. Saímos dalí meio asfixiados, desejando não querer voltar mais.

Todos nós cristãos fomos ungidos com o óleo santo no batismo, fomos besuntados e massageados com um bálsamo cristificante. Por isso trazemos a força sanadora do perfume de Cristo, para sermos presenças diferenciadas em lugares que cheiram à morte e poder manifestar a beleza da vida cristã com a qualidade do nosso aroma.

Somos uma fragrância que é o símbolo da vida, e que, derramada em favor das pessoas, inunda o mundo, comunicando a salvação.

Páscoa é expandir o perfume da vida que nos envolve.

Desejo uma “Páscoa perfumada” a todos vocês.
    
Texto bíblico:  Mc 16,1-7 
Na oração: Como as mulheres “mirróforas”, tomemos consciência dos aromas que levamos para perfumar os ambientes com odor de morte, de rigidez, de indiferença, de medo... para que se transformem em espaços com cheiro de vida, de liberdade, de ternura e acolhida.

- Quê aromas captamos e reproduzimos em nossas casas, em nossas comunidades, em nossos contextos...?

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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