Teu cansaço ou fraqueza é fruto da tua falta de limites.
O “excesso de bagagem” que carregas e que torna tua vida mais pesada se deve à
suposta necessidade de exagerado controle das coisas e das pessoas e à falsa ideia
de que és superior em tudo o que fazes.
Tua ansiedade te leva a fazer ou a resolver as coisas
imediatamente. O que poderias executar em um dia queres fazer em
instantes.
Teu perfeccionismo impõe-te realizar tarefas impecáveis,
quando poderias fazê-las com esmero, mas não com perfeição. Ao invés de
viveres cada dia como uma alegre e fascinante viagem de aprendizado, tomas a
vida como uma expedição cansativa e constrangedora, com metas
inatingíveis. O perfeccionismo é inimigo de tua paz interior.
Tua insegurança te induz a concretizar feitos e eventos, não
para tua realização interior, e sim para receberes aplausos exteriores.
A necessidade de te sentires superior te traz um elevado dispêndio de
energia emocional.
Tua baixa estima te leva aos pícaros do exagero em produzir
cada vez mais. Por sentires menos que os outros, tendes a compensar tua auto
desconsideração tentando fazer diversas coisas ao mesmo tempo. A preocupação
com o julgamento dos outros te faz “tropeçar” nas estradas da vida.
Tua exaustão não é produto de teu trabalho no bem, nem perda
energética na doação de forcas ao edifício do Cristo, mas produto do teu “ego
onipotente”, que acredita que tudo pode, tudo faz e tudo deve ver.
No labor cristão, felizmente, o esforço e o desgaste são
restaurados, a criatura se alimenta energeticamente. Entra em contato com
seus potenciais internos e, a partir daí, sente os prazeres da alma. A
respeito disso escreve Paulo de Tarso: “por isto, eu me comprazo nas
fraquezas, nos opróbrios, nas necessidades, nas angústias por causa de
Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte”.
Portanto, tem calma. Calma não é lentidão ou
desleixo. É, antes de tudo, conquista de quem aprendeu que o Criador
sempre faz a sua parte, esperando que a criatura, igualmente, faca a sua.
Lembra-te de que a tua parte é uma pequena parcela que deve ser retirada de
tuas forcas e utilizada de conformidade com teus limites, ou seja,
proporcionalmente a tuas conquistas e possibilidades.
Livro: Um modo de entender uma nova forma de viver – Fco. do
Espirito Santo Neto – ditado por Hammed
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
João.
— Glória a vós, Senhor.
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de
Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha
sido retirada do túmulo. Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão
Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o
Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao
túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa
que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas
de linho no chão, mas não entrou.
Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e
entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que
tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num
lugar à parte.
Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado
primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura,
segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
Ligue o vídeo abaixo e assista a música “Porque Ele vive”
cantada por Natan, Mary, Carol e Caio:
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Travessia
para a Galileia: mulheres portadora de perfumes
“Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago e Salomé, compraram
perfumes para ungir o corpo de Jesus.
E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol,
elas foram ao túmulo” (Mc 16,1-2)
As mulheres revelaram uma presença fundamental nos relatos
da Páscoa. Elas seguiram e serviram a Jesus com seus bens pelos caminhos da
Galileia (Lc 8,1-3) e permaneceram fiéis até o final, até a Cruz. São
testemunhas, como tantas mulheres de hoje, da fidelidade nas situações limite,
onde o que lhes toca fazer é estar e acompanhar, na sua impotência e luto, até
que emerja o inédito. São testemunhas da semente do amor entregue, que, embora
invisível no ventre da terra, vai pouco a pouco abrindo caminho para a luz,
afastando pedras e abrindo sepulcros, dando à luz o novo, porque o Deus de
Jesus não é um Deus de mortos, mas de vivos. Frente à traição e a ausência dos
discípulos, as mulheres foram significativas por sua lealdade. Enquanto o grupo
de homens se trancou na passividade covarde, elas optaram pelo enfrentamento da
realidade, vencendo o medo, colocando-se a caminho.
Das mulheres que foram ao sepulcro na manhã de Páscoa
levando perfumes podemos aprender sua capacidade de enfrentar os acontecimentos
com sabedoria e audácia. Elas são as mulheres “mirróforas”, ou seja, portadoras
de perfumes, que madrugam para ir ungir o corpo de Jesus. São conscientes do
tamanho da pedra e de sua impossibilidade de removê-la, mas isso não é um
obstáculo em sua determinação de ir ao túmulo para fazer memória d’Aquele que
abriu para elas um horizonte de sentido. A alusão ao “primeiro dia da semana” e
o “nascer do sol” acompanham a entrada delas em cena, na madrugada da Páscoa:
estamos no começo da Nova Criação e a luz da Ressurreição as envolve em seu
resplendor.
Quem busca, encontra; as mulheres foram as primeiras que
viram este instigante sinal: a grande pedra tinha sido removida e o túmulo
estava vazio. E foram as primeiras a “entrar”. Entraram no túmulo: esta foi a
experiência das discípulas de Jesus, ou seja, entraram no mistério que Deus
realizou com sua vigília de amor. Não se pode fazer a experiência da Páscoa sem
“entrar” no mistério.
“Entrar no mistério’ significa capacidade de assombro, de
contemplação; capacidade de escutar o silêncio e sentir o sussurro de fio de
silêncio sonoro no qual Deus nos fala. ‘Entrar no mistério’ requer de nós que
não tenhamos medo da realidade: não nos fechemos em nós mesmos, não fujamos
perante aquilo que não entendemos, não fechemos os olhos diante dos problemas,
não os neguemos, não eliminemos as questões...
‘Entrar no mistério’ significa ir mais além das cômodas
certezas, mais além da preguiça e da indiferença que nos freiam, e pôr-se em
busca da verdade, da beleza e do amor, buscar um sentido não óbvio, uma
resposta não banal às questões que põem em crise nossa fé, nossa fidelidade e
nossa razão.
Para 'entrar no mistério’ é preciso humildade, a humildade
de abaixar-se, de descer do pedestal de nosso eu tão orgulhoso, de nossa
presunção. A humildade para redimensionar a própria estima, reconhecendo o que
realmente somos: criaturas com virtudes e defeitos, pecadores necessitados de
perdão. Para entrar no mistério é preciso este abaixamento que é impotência,
esvaziando-nos das próprias idolatrias, adoração. Sem adorar, não se pode
entrar no mistério” (Papa Francisco – Missa da Vigília Pascal – 2015).
As mulheres buscaram Jesus no lugar equivocado, embora ali
aprenderam uma lição inesquecível: é inútil buscá-lo no lugar da morte. Esse
espaço está desabitado. O jovem de branco associa a ressurreição a uma tumba
vazia: “Ressuscitou, não está aqui” (v.6). O cenário da morte carece de
respostas. A busca deverá ser feita no espaço onde se desenvolve a vida. As
mulheres entendem que corresponde a elas tomar a iniciativa e tirar da covardia
o grupo de discípulos, transmitindo um encargo a todos os que abandonaram Jesus
e, em especial, a quem chegou a renegá-Lo: “...dizei a seus discípulos e a
Pedro...” (v.7).
Agora, finalmente, Marcos cita os discípulos. Através das
mulheres, eles receberão o encargo de Jesus. Elas se converteram em mensageiras
da boa notícia; elas assumiram o protagonismo e relançaram o projeto do Reino a
partir de sua grande intuição: na Galileia começou a história e ali deverá ser
reiniciada. Seguir as pegadas do Galileu confirma que Ele vai adiante guiando
os seus seguidores e seguidoras. Percorrer seus passos garante ao grupo a
experiência de contar com Ele: “Ele irá à vossa frente, na Galileia; lá vós o
vereis, como ele mesmo tinha dito” (v.7).
Para o evangelista Marcos, voltar à Galileia significa
retomar e prolongar a mensagem e a proposta do Reino de Jesus. Foi ali na
Galileia que Jesus começou sua vida pública e atuou como aquele que veio
aliviar o sofrimento humano, com a certeza de que o Reino tinha chegado e que
Deus faria mudar a forma de vida dos homens, partindo precisamente dos mais
pobres e excluídos. Dessa forma, inicia-se um grande “movimento humanizador”, a
partir de baixo, ou seja, dos últimos e pobres, anunciando e preparando a
chegada do Reino na Galileia.
Esta volta à Galileia tem, portanto, um sentido teológico,
kerigmático e geográfico, marca o começo da nova comunidade dos seguidores e
seguidoras de Jesus. Para Marcos, nesse entorno da Galileia está o futuro do
Evangelho. A partir desse lugar deve iniciar-se o novo caminho do seguimento.
Por isso, os(as) discípulos(as) devem entrar em sintonia com o modo original de
ser e de viver de Jesus na Galileia. É ali que se devem encontrar todos os que
são de Jesus (Pedro, as mulheres, os discípulos de Jerusalém), para também ali
retomar e prolongar o movimento iniciado pelo Mestre de Nazaré.
A partir desse pano de fundo, entende-se a palavra final do
evangelho de hoje: “lá vós o vereis”. Ver a Jesus significa aprender a olhar
como Ele olhava e a viver como Ele vivia, colocando a vida a serviço dos coxos,
mancos, cegos, doentes, expulsos da sociedade... Ver a Jesus significa ver a
partir de Jesus (como Ele faria hoje), nas novas condições pessoais e sociais
de um mundo que parece condenado à morte, como aquele em que Jesus viveu.
Vendo a Jesus poderemos ver tudo de um modo diferente, vendo
o sofrimento das pessoas, ouvindo seus gritos. A missão está aberta. Esse é o
caminho do Evangelho, carregando em nossas pobres mãos, como as mulheres da
Páscoa, o perfume da Nova vida ressuscitada. E assim como o mau odor repele e
afugenta, o bom odor atrai e convida ao seguimento.
Mas é sobretudo através do “modo cristificado de ser e
viver” que os(as) seguidores(as) de Jesus exalam um bom odor, criam uma
atmosfera perfumada ao seu redor. Assim, às vezes nos encontramos com ambientes
que nos cativam e atraem, que desprendem um aroma agradável e prazeroso. São
ambientes nos quais reina a acolhida, a afabilidade, o compromisso, a simplicidade. Sempre agrada ficar por mais tempo. Nossa memória parte dali amavelmente
carregada com energia salutar e nossos pulmões saem repletos de ar purificado,
limpo...
Também existem outros ambientes cujo ar é irrespirável,
fétido, com mau odor. São lugares onde há competições, agressividade e
violência, onde as pessoas são manipuladas as pessoas; são atmosferas
arrogantes, infectadas, orgulhosas, vazias. Saímos dalí meio asfixiados,
desejando não querer voltar mais.
Todos nós cristãos fomos ungidos com o óleo santo no
batismo, fomos besuntados e massageados com um bálsamo cristificante. Por isso
trazemos a força sanadora do perfume de Cristo, para sermos presenças
diferenciadas em lugares que cheiram à morte e poder manifestar a beleza da
vida cristã com a qualidade do nosso aroma.
Somos uma fragrância que é o símbolo da vida, e que,
derramada em favor das pessoas, inunda o mundo, comunicando a salvação.
Páscoa é expandir o perfume da vida que nos envolve.
Desejo uma “Páscoa perfumada” a todos
vocês.
Texto bíblico: Mc 16,1-7
Na oração: Como as mulheres “mirróforas”, tomemos
consciência dos aromas que levamos para perfumar os ambientes com odor de
morte, de rigidez, de indiferença, de medo... para que se transformem em
espaços com cheiro de vida, de liberdade, de ternura e acolhida.
- Quê aromas captamos e reproduzimos em nossas casas, em
nossas comunidades, em nossos contextos...?
A Academia Brasileira de Letras abre seu ciclo de
conferências do mês de abril de 2018, intitulado As cidades dos poetas,
com palestra do Acadêmico, professor, poeta e ensaísta Antonio Carlos
Secchin. O tema escolhido foi Caetano Veloso: Londres e São Paulo. A
coordenação do ciclo também é de Secchin.
Serão fornecidos certificados de frequência.
A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado,
Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências
de 2018.
As outras três palestras do mês de abril serão proferidas
pelos professores, poetas e ensaístas Felipe Fortuna(João Cabral de Melo
Neto, dia 10), Emmanuel Santiago(Olavo Bilac, dia 17) e Adriano
Espínola (Ferreira Gullar, dia 24). Sempre às terças-feiras, às 17h30min,
no Teatro R. Magalhães Jr, da ABL.
Acadêmico Antonio Carlos Secchin convida para o ciclo "As cidades dos
poetas"
Sobre sua conferência, Secchin afirmou: “A
palestra versará sobre a construção da ideia de cidade – no caso, Londres e São
Paulo – a partir da subjetividade do poeta: as cidades, mesmo reais, são
também, e sempre, inventadas, pois a memória, em vez de ser objetiva, deixa-se
penetrar pelos sentimentos e pela imaginação. Examinarei a elegância discreta
de Caetano Veloso ao recordar um espaço – Londres – e um tempo (o do exílio) em
que não foi muito feliz, contrapondo essas rememorações ao mergulho afetivo e
afetuoso na São Paulo de fins da década de 1960”.
O CONFERENCISTA
Sétimo ocupante da Cadeira nº 19 da ABL, eleito em 3 de
junho de 2004, Antonio Carlos Secchin é professor emérito de
Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de
Janeiro e doutor em Letras pela mesma Universidade.
Poeta com oito livros publicados, entre eles Desdizer (poemas
inéditos mais poesia reunida, 2017), e Todos os ventos, ganhador de três
prêmios nacionais para melhor livro do gênero publicado no Brasil em 2002.
Ensaísta, autor de João Cabral: a poesia do menos (1985), Poesia
e desordem (1996), Escritos sobre poesia & alguma ficção (2003), Memórias
de um leitor de poesia (2010), Papéis de poesia (2014), João
Cabral: uma fala só lâmina (2014) e Percursos da poesia brasileira (2018).
Secchin já proferiu 499 palestras em quase todos os
estados brasileiros e no exterior. Professor convidado das Universidades de
Barcelona, Bordeaux, Califórnia, Lisboa, Mérida, México, Los Angeles, Nápoles,
Paris (Sorbonne), Rennes e Roma.
Autor de mais de 500 textos (poemas, contos, ensaios)
publicados nos principais periódicos literários brasileiros e internacionais.
Em 2013, a editora da UFRJ publicou Secchin: uma vida em letras, reunião
de 88 artigos, ensaios e depoimentos em homenagem à sua atuação nos campos da
poesia, do ensaísmo, do magistério e da bibliofilia.
Dentro da Semana Santa destaca-se o Tríduo Pascal, que são
os três últimos dias em que contemplamos o mistério da Páscoa: a Paixão, Morte
e Ressurreição de Cristo.
O Tríduo Santo inicia com a celebração, nas horas
vespertinas, da Ceia do Senhor. Esta celebração possui o tom festivo. A
liturgia realça que Cristo nos deu a Páscoa no rito da ceia que exige da Igreja
a união indissolúvel na vida entre o serviço e a caridade fraterna.
Dentro
deste contexto se deve ver o rito do Lava pés, praticado desde o tempo de S.
Agostinho, que foi reservado só para as igrejas catedrais, e depois da refirma
do Papa Pio XII em 1955, seu uso se estendeu a todas as Igrejas.
Depois da celebração as Hóstias consagradas são solenemente
levadas a um lugar devidamente preparado para a adoração. Desta forma
fica plenamente expressa a ideia, que o culto ao mistério eucarístico devemos
prestar tanto na Missa como e fora da Missa. Não se trata então do “sepulcro”,
Cristo no túmulo, mas do contrário, de “ostensão”, exposição, do tabernáculo
que contém as Sagradas Espécies que devemos adorar sempre, porque é o próprio
Cristo Jesus. (Veja: Dicionário Litúrgico – Tríduo Pascal).
Nas Igrejas Catedrais, nos horários matutinos, celebra-se a
Missa do Crisma, durante a qual o Bispo abençoa os óleos santos: do Batismo,
dos Enfermos e do Crisma. Está solene liturgia transformou-se também em
oportunidade para reunir todo o presbitério em torno do seu bispo, renovar as
promessas sacerdotais e fazer da celebração uma festa do sacerdócio. Rezemos
pelos bispos e padres que Jesus nos deixou para nunca nos faltar a Eucaristia.
Com a oração e benção episcopal.
Dom Ceslau.
......
29/03/2018
A Sexta-feira Santa
A sexta feira Santa exprime o significado da cruz, inspirado
no Evangelho de São João. Portanto, a sexta feira santa não é o dia de luto na
igreja, mas o dia de amorosa contemplação do sacrifício de Jesus, fonte da
salvação. O aspecto da humilhação e da morte está sempre inseparavelmente
ligado ao mistério da ressurreição e da glorificação de Cristo. Este
significado teológico da cruz exprimem os textos litúrgicos: as orações, mas
principalmente os textos bíblicos que constituem a liturgia da Palavra. Na Sexta
Feira Santa nunca se celebrou a santa Missa, e no seu lugar se coloca a
adoração solene da Santa Cruz, que é o ponto central das celebrações da
Sexta-feira Santa. Este rito da adoração da Santa Cruz vem de Jerusalém e já
está praticado no século IV, como atesta São Cirilo (+386) bispo de Jerusalém.
Depois as leituras, desde o século II, seguem as orações solenes – “oração
universal”. A celebração termina com a Santa Comunhão, que no início ficou
reservada para o celebrante, mas desde 1955, desde a reforma do Papa Pio XII,
foi estendida para os fiéis.
Na sexta Feira Santa, por motivos religiosos obriga, o jejum
e abstinência. Este jejum é o sinal sacramental da participação no sacrifício
de Cristo. De fato, “chegaram os dias em que o esposo foi tirado”, por isso,
segundo a recomendação de Jesus, os discípulos jejuarão (Lc 5,33-35).
Num profundo silencio orante contemplemos o amor de Jesus
para conosco. Uma boa noite.
Dom Ceslau
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30/03/2018
A Vigília Dominical
A primeira e a única celebração no Sábado Santo é a
Vigília dominical, chamada por S. Agostino como a “mãe de todas as vigílias”. O
rito romano, com o tempo, enriqueceu-o pela introdução de elementos novos, como
a benção do fogo e o círio, que constituem a abertura da celebração da Vigília.
A partir do século II a noite da Vigília Pascoal ficou caracterizada pela
celebração do batismo. A celebração da Vigília desenvolve-se inteiramente na
alegria da páscoa e com o rito progressivo e ascensional e desemboca na santa
Missa a verdadeira Páscoa.
Depois das cerimônias iniciais, a benção do fogo e do círio,
com o belíssimo canto de perecônio pascoal, vem a liturgia da Palavra, com nove
leituras, apresentando a história da salvação, e depois segue a liturgia batismal.
A liturgia renovada aconselha que haja não só a renovação das promessas
batismais dos adultos, mas a efetiva celebração do batismo. Depois da liturgia
batismal, a comunidade explode com canto alegre e triunfal: “Glória a Deus no
mais alto dos céus”, em Celebração Eucaristia da Páscoa.
O simbolismo fundamental da celebração da vigília pascoal
consiste em ser ela “uma noite iluminada”, “a noite vencida pelo dia”,
mostrando assim pelos sinais, que a graça de Cristo venceu as trevas do pecado.
Por isso a vigília pascoal é noturna pela sua natureza. Começar de noite para
terminar no raiar do dia. Passagem das trevas para a luz, da noite para o dia,
expressa a realidade do mistério da Pascoa em Cristo e em nós. A Páscoa, QUE
SIGNIFICA A PASSAGEM... passagem sempre para o melhor, sempre para a luz....
Que linda simbologia.
Feliz Páscoa. Que a luz do dia da Páscoa continue
brilhando na sua e na nossa vida. Feliz Páscoa.
Dom Ceslau.
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Dom Ceslau Stanula
Bispo Emérito da Diocese de
Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
Há 22 anos quando aposentou como auditor fiscal da Receita
Federal, e com pendores literários, Azevedo, como é costumeiramente tratado nos
meios literários, motivado por amigos, começou a escrever aos 65 anos.
Utilizando a tecnologia da informação para seu tino autodidata, até então
valeu-se de seu diário vivencial desde 1970. Tem cinco livros publicados.
Considerando-se um escritor ainda em formação, intitula-se
uma pedra bruta a ser lapidada conforme crítica literária. Transitando da
terceira para a quarta idade (82 anos) continua lendo, estudando e escrevendo
para satisfazer seu ego, embora dificultem-lhe as dores físicas, a surdez
severa, a memória esvaindo e outros empecilhos mais. Sem perder o senso crítico
e a lucidez, reflete especialmente sobre a razão que leva os ingratos a agirem
assim. Conclui sobre a diferença entre o velho e o idoso: ser velho é quando
perdemos as esperanças e passamos a reclamar de tudo e de todos como se nada
mais valesse a pena. Ser idoso é quando ainda descortinamos um novo porvir,
transpondo barreiras na estrada da vida e abrindo picadas para as trilhas nas
matas.
“Analisa também o aspecto vivencial da família,
desmoralizada pela mídia e enxovalhada por quem mais deveria defendê-la: pais,
mães e filhos.”
Boa leitura!
Escritor José Antônio de Azevedo, é um prazer contarmos com
a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a
escrever o seu livro “O Homem no Mundo”?
Azevedo - Trata-se de uma obra séria com algumas pitadas
de ironia, discorrendo sobre vários temas, como episódios do dia a dia do país,
a administração pública e o descaso das autoridades com os idosos, apesar do
Estatuto do Idoso. Analisa também o aspecto vivencial da família, desmoralizada
pela mídia e enxovalhada por quem mais deveria defendê-la: pais, mães e filhos.
Quais os principais desafios para a escrita de “Transição”?
Azevedo - Demonstrar a existência das duas grandes e
traumáticas transições: a do nosso nascer e a do morrer. O nascituro, que está
tranquilo no ventre da mãe, suporta um grande choque ao vir à luz. Ao morrer
sofre enorme impacto ao transitar para a quarta dimensão.
Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio do
enredo que compõe a obra?
Azevedo - Divulgar minha visão sobre as transições por
que passou o mundo na atualidade, visto que em menos de um século tudo que
existe nele transformou muito mais do que o que ocorreu até então desde o Big
Bang.
Dando continuidade à sua carreira literária, surge “O
coração infarta quando chega a ingratidão”. Quais temáticas estão sendo
abordadas por meio do enredo que compõe a obra?
Azevedo - O tema da ingratidão como o PIOR DEFEITO do
ser humano. Nele, reflito sobre a razão que leva os ingratos a se utilizarem
dos velhos como escada, enquanto produtivos, para os descartarem quando perdem
a capacidade de trabalho.
E por fim temos “Comendo fogo e cuspindo cinza”. Por que
este título?
Azevedo - Fiel à temática que me é cara e crítico sobre
a sociedade, nas questões que envolvem pessoas idosas, apresento uma personagem
nova, Zé Baiano, e o cidadão idoso Maicro, para fundi-los como em uma simbiose,
transformando-os daí numa terceira, Ícaro. Resulta em seguida no melhor que há
nos outros dois: o vigor da juventude com a experiência da maturidade. O
simbiótico Ícaro, assim transformado, torna-se imbatível nas batalhas diárias
da vida, pois descobre dentro de si uma fogueira de energia que gera potência
para fazer funcionar o motor da juventude acumulada. Conduzo, assim, o tema por
uma série de palestras que abordam vários aspectos da existência, sempre em
busca do equilíbrio, tão necessário a quem come fogo e cospe cinzas para
produzir a energia de que precisa na evolução da vida.
Onde podemos comprar seus livros?
Azevedo -“Transição” está à venda na Biblioteca 24h.
“O Homem no Mundo”, “O coração infarta quando chega a
ingratidão” e “Comendo fogo e cuspindo cinzas” podem ser adquiridos nas
livrarias Cultura, Martins Fontes e Asabeça.
Qualquer um destes títulos pode ser pedido pelo e-mail jazevedo2008@gmail.com diretamente
com o autor a preço a ser combinado, ou doado para leitores pobres que não
tenham condições de comprar.
Quais os seus principais objetivos como escritor? Soube que
já temos livro novo no prelo.
Azevedo - Considerando minha humilde e simples pessoa,
não tenho pretensões financeiras como escritor, mas se angariar alguns leitores
já me sinto orgulhoso e realizado. O livro que está no prelo “Evolução
Transcendental da Juventude” está com previsão para ser editado até final de
abril deste ano (2018).
Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom
conhecer melhor o escritor José Antônio de Azevedo. Agradecemos sua
participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos
leitores?
Azevedo - A todos os leitores o meu muito obrigado.
Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura