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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

EXCLUSIVO: DESPREZO À POPULAÇÃO BRASILEIRA

Democratas no Iasp: "Anistia cozinhada às escondidas por maus brasileiros"
Brasil 21.11.16 
Em instantes, as entidades que defendem a democracia brasileira divulgarão o manifesto abaixo, no Instituto dos Advogados de São Paulo.
Leiam em primeira mão:

DESPREZO À POPULAÇÃO BRASILEIRA

No momento em que se aprofundam investigações acerca da corrupção envolvendo prestadoras de serviços à administração pública e agentes políticos de diversas esferas e de diferentes partidos, surgem notícias da criação de anistia a beneficiários de recursos não contabilizados, bem como de propinas e até mesmo daqueles que dissimularam ou ocultaram valores ilicitamente recebidos.

O delito chamado de Caixa 2 está previsto como falsidade ideológica no art. 350 do Código Eleitoral, consistente em deixar de registrar na contabilidade recursos recebidos. Se o legislador optar por melhor redação da figura penal, tal não consiste em apagar o fato delituoso realizado no passado e adequado ao descrito no Código Eleitoral. Muito menos, significa qualquer perdão ou apagamento de corrupção ou lavagem de dinheiro travestida em contribuição eleitoral, por ser depositada na conta de partido político.

Constitui um tapa na cara da sofrida população brasileira pretenderem os parlamentares legislar em causa própria, para se auto beneficiar e escapar da justiça penal pela porta dos fundos por via de anistia que concedem a si mesmos.

Há, nesta proposta de lei, uma traição ao compromisso que fazem os deputados ao tomar posse de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, pois se afronta gravemente o princípio da moralidade, dado elementar de nossa constituição, bem como se atinge o sentimento de honradez do povo brasileiro, cansado da corrupção que destruiu o patrimônio da Nação, criando imenso descrédito para a já abalada democracia brasileira.

Em benefício do nosso povo e para preservação do Estado de Direito Democrático, representantes de entidades da sociedade civil e de movimentos sociais vêm manifestar sua indignação à proposta sibilina, oculta e desonesta de alguns deputados que pretendem, pela anistia, se auto proteger ou proteger políticos correligionários.

Esta iniciativa revela o imenso desprezo que dispensam os parlamentares ao sentimento de justiça vivenciado por toda a população. Deve a sociedade brasileira repudiar esta anistia cozinhada às escondidas por maus brasileiros que se dizem seus representantes.



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CAMPEÃO DO CITADINO DE FUTEBOL SAI SÁBADO (26) NA AABB ITABUNA

Clique sobre as fotos, para vê-las no tamanho original
Citadino de futebol tem grande final sábado na AABB
             
COTEF (de Itabuna) e Thumy Gás (de Buerarema) disputam o título de campeão do XII Campeonato Citadino de Futebol MiniCampo da AABB Itabuna. A grande final será no campo de grama natural do clube nesse sábado (26) às 15h00.

Não existe vantagem prévia para nenhum dos dois times. Será campeão quem vencer a decisão – que é em jogo único – no tempo normal. Persistindo o empate, não haverá prorrogação: a disputa vai direto para a cobrança de pênaltis.

O Citadino 2016 começou no mês de julho. Além de Thumy Gás e COTEF, participaram mais 11 equipes: Drogarias Velanes, Aragão Plásticos, Shopping Jequitibá, AABB-30, Oportunity Contabilidade, Claridente, Mr. Sheik, World Print, Axé da Sorte, Madeireira Mauá e Daniel San.

No sábado à tarde a entrada e o estacionamento dentro do clube estão liberados para sócios e não sócios. A AABB oferece serviços de bar e lanchonete ao lado do campo, além de parque infantil e áreas verdes para as crianças brincarem enquanto os adultos assistem aos jogos. Quem gosta de um futebol bem jogado não pode perder.


Fotos:
COTEF (de vermelho) e Thumy Gás disputam o título.


Contatos (DDD 73) – João Xavier: 9.9138-3444 (Tim), Rodrigo Xavier: 9.8853-4607 (Oi) e Marcos Lima: 9.9152-6360 (Tim).

Assessoria de Imprensa – Carlos Malluta: (DDD 73) 9.8877-7701 (Oi) / 9.9133-4523 (Tim)

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O PARADIGMA DA COR – Kleber Galvêas

O Paradigma da Cor

           Obrigado a acompanhar a mudança da Biblioteca Nacional, de Lisboa para o Brasil, trazida por D. João VI, o bibliotecário Luís dos Santos Marrocos deplorou a sua sorte nas primeiras cartas que enviou para a “Terrinha”. De inicio odiou tudo o que viu e a quantos conheceu. Até... encontrar a mulata. Encantado, inebriado, libidinoso, mudou completamente o tom das suas missivas: o Rio era o paraíso.

          Não é à toa que a mulherada vai à praia de “asa delta”, a garotada de sunga, ou pagam R$70,00 por uma sessão de bronzeamento artificial. A preferência pela pele morena é quase unânime no Brasil, quiçá, no mundo. Se você tiver dúvida venha à Festa da Penha, em Vila Velha, Espírito Santo.

          O Espírito Santo, no século XIX, recebeu imigrantes do Norte da Itália, do Norte da Alemanha e da Polônia. A maioria loura e de olhos azuis. Esses imigrantes, com a fartura que desfrutaram cultivando a terra, conseguiram se reproduzir com enorme desenvoltura. Como vieram de uma região onde a puericultura era mais desenvolvida, suas crianças cresceram saudáveis, quase todas chegaram à fase adulta e se multiplicaram.  Eram 10, 20 filhos por casal.

          A Festa da Penha, que acontece todos os anos, desde 1570, na segunda segunda-feira após a Páscoa, reúne capixabas de norte a sul do interior do Estado, os que vivem na Grande Vitória e os que nos visitam. É grande o número de casais com cores mistas que podemos observar, muitos deles trazendo seus filhos.

          Conversando com alguns homens e mulheres desses casais, ouvi: os de pele escura dizerem ter sempre preferido alguém de pele clara para casar. A preferência dos de pele clara era pela pele escura.

          Se observarmos uma flor de hibiscos, muito comum nos jardins, nós vemos que a parte feminina da flor (gineceu) fica acima dos estames que portam o pólen (androceu). Essa disposição dos órgãos sexuais comum, na maioria das flores, dificulta a autofecundação, possibilitando cruzamento genético com outra flor e, assim, variações na espécie. Essas variações, ao contrário de mutações, geralmente são transmitidas aos descendentes. As variações em uma espécie são estratégias de sobrevivência em um mundo com o ambiente sempre em transformação.

          Nossa história mantém registros discretos de grandes homens de pele escura (negra ou indígena) que tiveram papel de relevância na construção do nosso País. Lembro alguns: André Rebouças, Francisco de Paula Brito, Pixinguinha, José do Patrocínio, Lima Barreto, Machado de Assis, Marechal Rondon... No cenário internacional, o prestigio da pele escura culminou com a eleição de Obama nos Estados Unidos.

          O que amamos nós conservamos como referência, mas só podemos amar o que conhecemos. Acredito que, desde os tempos dos mouros, em Portugal, a pele escura desses africanos gerou um paradigma, um preconceito: são invasores inimigos.

          Mídia, governo, escola, igreja, indústria, comércio e demais segmentos sociais têm-se esforçado para modificar essa percepção, prestigiando e valorizando a pele escura.

          No Brasil nunca existiu um “Ônibus de Rose”, nem banheiros e bebedouros públicos separados, como na década de 1960 ainda havia nos Estados Unidos. Lá sempre se soube quem era negro ou branco. Havia uma regra: com o octoroon (um oitavo de sangue negro) o individuo era considerado negro, não importando a aparência. Aqui nunca houve regra, e a miscigenação é quase absoluta. Não existem guetos étnicos e em toda favela se encontra amplo espectro de cores de pessoas.

          Vejo com grande alegria a beleza, vigor físico e o bom caráter do meu neto mulato de 10 anos, que tem o meu nome.

          No Brasil nunca existiu racismo de Estado. O preconceito já é percebido como um paradigma, sem nenhuma razão para continuar existindo. No Espírito Santo, percebo que acreditamos nisso cada vez mais. A eleição do governador Albuino, há 25 anos, já indicava nossa disposição. 


Kleber Galvêas, pintor. Tel. (27) 3244 7115 www.galveas.com novembro, 2016 


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FIQUEI ESTARRECIDO! - Antonio Nunes de Souza

Fiquei estarrecido!

Minutos atrás, fiquei completamente estarrecido e assustado, quando, do meu escritório improvisada no apartamento, ouvi lá na sala, através da TV que a Polícia Federal, acabava de prender um Garotinho!
Achei um absurdo a prisão de um garotinho, já que o código do menor não permite tal coisa, pois, somente com 18 anos o cidadão pode realmente ser preso! Mas, como estão prendendo todo mundo, imaginei que a lei tenha sido mudada em caráter de urgência, pelos novos mandatários nacionais.
Corri para a sala para ver a reportagem e, graças a Deus, tratava-se do político “cobra criada” Anthony Garotinho que, anos atrás já foi enveredado em assuntos nada dentro das leis, mas, fazendo até greve de fome na penitenciária, terminou sendo solto como sempre foi costume no passado, ou seja: Cadeia não era para políticos e nem seus protegidos. Para os grandes empresários, casa de detenção, somente para eles construírem com licitações fraudulentas!
Mais tranquilo, voltei ao meu PC e, rapidamente, coloquei os meus pensamentos nessa crônica que, para mim, foi uma pegadinha a mais em minha vida!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL

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domingo, 20 de novembro de 2016

GENTE - Wagner Albertsson

GENTE

TODO  SER HUMANO
É UM LIVRO.
APRENDEMOS SEMPRE
ALGO DIFERENTE
COM ELE.
NÃO IMPORTA 
SE SÃO LETRADOS 
OU DE POUQUÍSSIMA
ESCOLARIDADE.
SEMPRE HÁ ALGUMA
COISA NOVA
 A SER APRENDIDO
COM ALGUÉM.
QUANTO MAIS CONHEÇO
AS PESSOAS,
MAIS ME SURPREENDO
COM O QUE ELAS TÊM
A ME ENSINAR.
  

WAGNER ALBERTSSON

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SEM PALAVRAS - Péricles Capanema

Sem Palavras
20 de novembro de 2016
Péricles Capanema

No centro da foto, o chefe máximo do MST, Stédile, numa arenga dentro da Basílica de São Pedro durante o “3º Encontro Mundial de Movimentos Populares” no Vaticano

De 3 a 5 do corrente mês de novembro realizou-se no Vaticano o 3º Encontro Mundial de Movimentos Populares. O primeiro também ocorreu ali, o segundo na Bolívia, o terceiro voltou a acontecer no Vaticano. O Papa Francisco encorajou-os e deles participou com o discurso de encerramento. Agora, segundo afirmam documentos oficiais, o Encontro reuniu delegações de 67 países. São, de fato, movimentos de extrema-esquerda do mundo inteiro.

Sobre esse recente encontro, João Pedro Stédile [na foto acima], dirigente máximo do MST e presença destacada nessas reuniões, declarou que ali iriam discutir formas de combater “a democracia burguesa hipócrita” e a “apropriação privada dos bens comuns da natureza”. Esclareceu ainda que o principal instrumento teórico do movimento para aumentar a consciência é a encíclica Laudato Sì do atual Pontífice. Não custa lembrar que em 2014 o líder do MST confessou: “Nós, marxistas, lutamos junto com o Papa para parar o diabo”.

O 3º Encontro aprovou, “em diálogo com o Papa Francisco”, 41 moções, das quais relaciono abaixo nove:

1. “Repudiamos os abusos de direitos humanos e assassinatos que a Polícia comete em diversos Estados dos Estados Unidos. [...] Repudiamos o genocídio contra os jovens negros brasileiros”. A Polícia brasileira praticaria genocídio contra negros.

2. “Repudiamos a ruptura da democracia no Brasil e o complô midiático presidencial-congressual que deu origem a um golpe de Estado institucional para impor um programa de governo que reduz os direitos dos trabalhadores.” Dispensa comentários.

3. “Denunciamos o Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais, Brasil, que determinou a desocupação forçada de 8 mil famílias das comunidades da região de Izidora Rosa.”

4. “Manifestamos nossa solidariedade aos delegados dos movimentos populares da Venezuela, os quais apoiam a mediação do Papa Francisco, e reclamamos o fim dos ataques à ordem constitucional.” O que significa apoio ao governo Maduro, ativo promotor da ditadura e fator principal da miséria e da fome sofridas pelos pobres na Venezuela.

5. “Denunciamos a grave situação dos presos políticos em vários países, [...], Porto Rico, Espanha, Turquia, Estados Unidos”. Silêncio revelador e vergonhoso sobre a situação dos presos políticos em Cuba, Venezuela, Coreia do Norte.

6. “Pedimos ao Papa Francisco que se manifeste contra o sistema THAAD na Coreia do Sul, fator de tensão no nordeste da Ásia.” Esse sistema militar antimíssil é contra a possibilidade de ataque por mísseis da Coreia do Norte comunista, que há pouco explodiu uma bomba atômica. Nem uma palavra sobre a bomba atômica do regime comunista de Pyongyang.

7. “Condenamos o emprego de venenos agrícolas produzidos e controlados por Bayer/Monsanto, Sygenta, Chemical, Du Pont, Steel Quinoa, multinacionais que envenenam os alimentos no mundo.” A ChemChina, estatal do governo comunista chinês, caminha para ser a maior produtora mundial de agrotóxicos. É uma gigantesca multinacional presente em 120 países. Matem vendas de aproximadamente 40 bilhões de dólares anuais. Nem uma palavra contra ela.

8. “Basta de desocupações de camponeses. A terra é de quem a trabalha.” Antigo slogan dos agitadores comunistas. Quando estes estão no poder, a terra é coletivizada, ficando nas mãos do Estado.

9. “Expressamos nossa solidariedade com a Escola Nacional Florestan Fernandes, a escola de formação latino-americana do MST, que foi atacada pela polícia no Brasil.”

O Papa Francisco, como referi, encerrou o encontro. E aproveitou para reiterar sua proximidade com os participantes: “Neste terceiro encontro nosso expressamos a mesma sede de justiça, e o mesmo clamor: terra, teto e trabalho para todos.”

Estimulou estruturas de apoio: “Obrigado aos bispos que vieram acompanhando vocês.” O suporte episcopal no mundo inteiro, é claro, não existiria se a atitude da Santa Sé fosse outra. A esses movimentos especializados na subversão e na agitação social, o Papa Francisco qualifica de “poetas sociais”, por razão surpreendente: eles encadeiam criativamente grandes e pequenas ações.

Esbofeteado pela realidade, estou sem palavras. Edmond Rostand imagina no L’Aiglon o reencontro da Imperatriz Maria Luísa com o filho, a quem pede perdão. O duque de Reichstadt reza: “Meu Deus, inspirai-me a palavra profunda e, entretanto leve, com a qual um filho perdoa a sua mãe”.

É do que todos nós precisamos: de palavras filiais, respeitosas e profundas que desvelem a realidade inteira. Uma primeira constatação: chocado com repetidas atitudes de favorecimento aos lobos, o rebanho está se isolando do Pastor.





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A MÃE DESNECESSÁRIA

Freud e sua mãe, Amalia.
A Mãe Desnecessária

A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.

Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.

A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres.

Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Nota da página: Embora esse texto apareça na internet com diversas autorias, a autoria mais provável é da jornalista Márcia Neder.



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