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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

MECANISMOS DE AUTOFAGIA CELULAR DÃO NOBEL DA MEDICINA AO JAPONÊS YOSHINORI OHSUMI

  

Yoshinori Ohsumi, Nobel da Medicina 2016
O prémio Nobel da medicina foi atribuído esta segunda-feira ao japonês Yoshinori Ohsumi pelas suas investigações sobre a autofagia.

O biólogo Yoshinori Ohsumi, professor no Frontier Research Center do Instituto de Tecnologia de Tóquio, recebeu o prémio “pelas suas descobertas dos mecanismos de autofagia“.
Ohsumi, de 71 anos, foi pioneiro nesta área, e recebeu em 2012 o Kyoto Prize, o mais alto galardão de carreira no Japão, que distingue “personalidades com inegável contributo para a ciência, cultura e elevação espiritual da Humanidade”.
A autofagia é um processo essencial para o funcionamento das células em que estas “digerem” partes de si mesmas para eliminar organelos envelhecidos.
Em organismos de seres desnutridos, a autofagia é uma das estratégias de sobrevivência e permite que as células redistribuam os nutrientes para conseguir executar as atividades mais essenciais à vida.
O conceito de autofagia já tinha sido descoberto em 1960, quando cientistas observaram que as células eram capazes de destruir os seus próprios componentes e os transportar para a unidade celular chamada de lisossomo.
Em 1990, Yoshinori Ohsumi fez uma série de experiências com levedura para identificar os genes ligados à autofagia.
A temporada dos prémios Nobel 2016 começa hoje com o anúncio do Nobel da Medicina e prossegue com o da Física (terça-feira), da Química (quarta-feira), da Paz (sexta-feira) e da Economia (dia 10).
O Nobel da Literatura será atribuído a 13 de outubro.
Os prémios Nobel, criados em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (inventor da dinamite), foram atribuídos pela primeira vez em 1901.
ZAP
http://zap.aeiou.pt/nobel-da-medicina-distingue-especialista-em-biologia-celular-132373

domingo, 2 de outubro de 2016

GRANDE SERTÃO CASTIGADO PELA SECA – Expedita Maciel

GRANDE SERTÃO CASTIGADO PELA SECA 


A CHUVA NÃO VEIO, NÃO CHEGOU AO SERTÃO,
SERTÃO QUE NÓS SERTANEJOS CONHECEMOS
SERTÃO DE MULHER SÉRIA E HOMENS TRABALHADORES
E O CHÃO VIRA TORRÃO!
E AGENTE SEM NENHUM TOSTÃO E,
NADA DE ALIMENTO PARA O CORPO,
SÓ SUOR E POEIRA COM UMA DOIDEIRA DE VER TUDO MORRER,
TUDO SE ACABAR.
SEM A CHUVA MESMO QUE FINA!
MORRE A VEGETAÇÃO, MACAMBIRA MORRE
A SECA MATOU A MATA, DIZIMOU A PALMA
E O MANDACARU, E XIQUE-XIQUE QUE ALIMENTAVAM
AS CRIAÇÕES SECARÃO
OS ANIMAIS CAEM COM FOME E SEM FORÇAS
NÃO LEVANTAM MAIS, POIS NÃO TEM MAIS FORÇAS
APESAR DE FORTES ESTÃO FRACOS COM A FOME DANADA
E NÃO PODEM LUTAR CONTRA A FOME
JURITI MESMO COM SEU CANTO TRISTE BATEU ASAS E VOOU
O JOÃO DE BARRO NÃO PODE MAIS CONSTRUIR
SUA NOVA MORADA PARA SE ACASALAR POIS
ATÉ O BARRO SECOU
OH! TRISTEZA DANADA
QUE A INDÚSTRIA DA SECA NÃO CUIDA,
SÓ ENCHEM OS BOLSOS, NADA DE BOLSÕES DE SECA
PARA O HOMEM DO CAMPO ALIVIAR SEU SOFRIMENTO
E DOS ANIMAIS,
DESDE PEQUENA QUE OUÇO,
SEI QUE EXISTEM ESTAS VERBAS
MAS NÃO CHEGAM AS MÃOS CALEJADAS DO TRABALHADOR
POIS NÃO ERAM OU SÃO DISTRIBUÍDAS
O HOMEM DO CAMPO QUE JÁ NÃO AGUENTA,
LARGA SUA TERRA E VAI PROCURAR OUTRO CHÃO
PARA PISAR E OUTRAS PLAGAS PARA TRABALHAR
E DO SEU SUOR,TIRAR SEU SUSTENTO
E A DEUS QUERER!
UM DIA VOLTAR E RECOMEÇAR TUDO DE NOVO
POIS O SERTANEJO É ANTES DE TUDO UM FORTE

MEU DEUS!
SERÁ QUE O SENHOR ESTÁ ZANGADO,
MAS PERDOA-LHES PAI!
ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM

PAI ETERNO,FAZ CHUVA CAIR NO SERTÃO!
PARA TER NOVAMENTE TERRA MOLHADA, COM ALEGRIA,
BOA SEMEADURA E FARTA COLHEITA,

MUITA FARTURA E MAIS GRATIDÃO

OBRIGADO SENHOR!


Expedita Maciel

Autora do livro Vim, Vi e Venci

* * *

sábado, 1 de outubro de 2016

JARDIM DA INSPIRAÇÃO – Oscar Benício dos Santos

Jardim da Inspiração 

NO JARDIM DA INSPIRAÇÃO
COLHI RISONHO BUQUÊ;
DE FLORES E ILUSÃO
FIZ TROVAS PARA VOCÊ! 
Eglê S Machado

“No jardim da inspiração”.
colhi flores na Primavera, 
não as deixei pro Verão 
em espaço de espera.
Pois, depois da ablação,
o fim da flor se acelera
ela só, em solidão, 
nunca, jamais reverbera.
Perde sua cor – o seu sangue –; 
sua corola pálida exangue 
chora pétalas em vão.
U’a flor seca sem buquê
foi colhida por Eglê 
“No jardim da inspiração”.



Oscar Benício dos Santos
* * *

POUCO ANTES DE MORRER, IDOSA ESCREVEU QUEM ERA REALMENTE

Quando a enfermeira encontrou sua carta, ficou sem palavras…

Infelizmente, milhares de idosos são abandonados por suas famílias diariamente. As pessoas mais velhas são levadas para lares, ou por que seus filhos acham que eles são inúteis, ou simplesmente por que não conseguem cuidar deles.
Alguns dos familiares visitam seus parentes, mas a maioria dos idosos espera anos e anos por uma simples chamada, que nunca chega… Atualmente, as pessoas estão ocupadas com o seu dia a dia, e não se lembram, ou não querem lembrar, de visitar quem os criou.
E assim, tristes e depressivos, a morte chega para os mais velhos, depois de anos de solidão. Foi o que aconteceu com essa mulher.
As enfermeiras pensavam que ela já estava senil, e que estava só esperando o dia de sua morte. Elas costumavam murmurar coisas para si mesmas, pensando que a idosa não percebia o que diziam… Mas quando ela partiu desse mundo, seus cuidadores encontraram uma carta que fez com que todos ficassem de queixo caído!
“O que é que vocês veem, enfermeiras? O que é que vocês veem?
O que é que vocês pensam quando me olham?
Uma velha rabugenta, não muito inteligente.
Com hábitos estranhos e olhar distante.
Aquela que a comida cai dos cantos dos lábios e nunca responde.
Aquela a quem dizem alto: ‘Pelo menos você poderia tentar’.
A que parece não ter consciência das coisas que vocês fazem.
E que sempre perde alguma coisa. A meia ou o sapato?
Aquela que, sem resistir ou não, deixa que vocês façam o que quiserem.
Que passa grande parte de seus dias no banheiro ou a comer.
É isso que vocês acham? É isso que vocês veem?
Pois então, enfermeiras, abram seus olhos, você não me veem.
Vou vos dizer quem eu sou, agora que estou sentada, fazendo o que vocês me dizem e comendo o que vocês pedem:
Eu sou uma garota de 10 anos, com pai e mãe,
irmãos e irmãs, que se amam.
Uma menina de 16 anos com asas nos pés,
que sonha em breve encontrar o amor.
Uma noiva de 20 anos, com o coração aos saltos,
Recordando os votos que prometeu cumprir.
Com 25 anos já tem seus próprios filhos,
que vai orientar e a quem vai fornecer um lar seguro.
Uma mulher de 30 anos, cujos filhos crescem rápido,
Unidos com laços que devem durar.
Aos 40, meus filhos jovens cresceram e se foram.
Mas meu marido está comigo para que eu não fique triste.
Aos 50, voltam a jogar bebês novamente no meu colo.
Eu e o meu amor voltámos a conhecer crianças.
Dias negros se aproximam, meu marido está morto.
Olho para o futuro e estremeço.
Meus filhos têm os seus próprios filhos.
E penso nos anos e no amor que conheci.
Agora sou uma mulher velha. A natureza é terrível.
Eu rio da minha idade como uma idiota.
Meu corpo está frágil. A graça e a força se despedem.
Agora só existe uma pedra onde batia o coração.
Mas dentro dessa velha carcaça ainda vive uma jovem mulher.
E o meu coração maltratado incha.
Lembro-me das alegrias, lembro-me das tristezas.
E eu vivo e amo todos os dias.
Penso nos anos, tão poucos e que foram tão rápido.
Eu aceito o fato de que nada é para sempre.
Então abram seus olhos. Abram e vejam.
Nada de velhas resmungonas.
Olhem mais de perto. VEJAM-ME!
Essa história é uma lição para todos nós. Uma pessoa idosa tem passado, presente e FUTURO. Infelizmente, muita gente acha que eles são inúteis. Mas a verdade é que eles merecem muito respeito e atenção.
Depois de perderem aqueles que mais amam, seus pais, irmãos, tios e até esposos, eles tiveram força de continuar a viver, por seus filhos e netos. E o que recebem em troca? Indiferença e maus-tratos….


(Recebi sem indicação de autoria)

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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

DIANTE DA ETERNIDADE - Lourenço Sanches

Diante da Eternidade- Lourenço Sanches


        Diante do horizonte mais amplo de nossas vidas, face sua eternidade, se nos conscientizarmos mais do quão a existência física é curta, efêmera, certamente pensaremos melhor antes de jogar fora as oportunidades que nos são dadas para sermos felizes, e de também nos dedicarmos a promover a felicidade dos outros. Não sabemos por quanto tempo, sejam anos ou dias, poderemos desfrutar da convivência com nossos familiares, amigos, colegas de trabalho, enfim todas as pessoas que fazem parte de nosso circulo de relacionamento...

        Afinal, muitos de nós somos “chamados” por Deus ainda muito cedo, inesperadamente... E não podemos prever como e nem quando isso ocorrerá a cada um de nós... Alguns sequer chegam a nascer... vendo interromper sua efêmera jornada na matéria ainda no ventre materno... Alguns “nos deixam” antes mesmo de atingir a maturidade... Outros um pouco mais tarde... Dentre todos, felizmente, há os que conseguem bem aproveitar sua existência, acumulando em sua “bagagem” experiências enriquecedoras que os acompanharão no seu retorno à “Pátria Celeste”.

        De fato, não sabemos por quanto tempo ainda faremos parte do mundo visível, nem quando será chegada a “nossa hora da partida”, e tampouco o momento da despedida de ninguém! Em decorrência dessa nossa verdadeira “alienação” de consciência relativa a valorização que devemos conferir à esta nossa vida, aos seus objetivos maiores, e de nossa responsabilidade perante o Pai, nos despreocupamos e negligenciamos com os esforços e com a cuidadosa atenção que devemos ter... Para com nós mesmos... E para com todos que nos cercam ! Nos deixamos influenciar pelo nosso “orgulho ferido”, nos desequilibramos e permitimos ser emocionalmente afetados pela supervalorização que damos à insignificâncias,  naturais do cotidiano e do convívio entre as pessoas. E acabamos por nos aborrecer desnecessariamente.

        Muitas vezes nos calamos quando deveríamos falar e falamos além do necessário quando o recomendável seria permanecer em silêncio. Exigimos “compreensão” para com nossas “pequenas falhas”, mas nem sempre agimos amorosamente com o que pré-julgamos se constituir  nos “grandes erros” dos outros... Julgamos com a severidade que não queremos nos seja aplicada e exigimos total complacência para conosco!     Infelizmente essa é a “justiça” aceita pelo nosso atual nível de evolução. Diante dessa realidade a pautar nossos passos, desperdiçamos tempo por demais precioso. Às vezes nos permitimos a anos de desencontros e de “desamor”! Evitamos o contato, não oferecemos o aconchego, o carinho e o abraço fraterno que tanto nossa alma pede e que confessamos à intimidade de nosso travesseiro, tudo porque nosso orgulho e insensatez impedem essa aproximação...

        Não damos um beijo amoroso porque nossa altivez o impede murmurando que não estamos habituados a essas “demonstrações” e tampouco manifestamos nosso querer bem, nosso amor, porque achamos que “o outro” já deve saber o que nós sentimos. Perdemos a maravilhosa oportunidade de amar e “bloqueamos” o amor que tanto clamamos e que nos seria destinado, impedindo que ele chegue até nós! E assim deixamos transcorrer o tempo permanecendo taciturnos e “fechados” em nosso orgulho, enraizando na alma - cada vez mais - a nossa intransigência, nossa amargura para com os outros e, sem nos darmos conta, para conosco mesmo. No “mundo consumista” em que vivemos atualmente, reclamamos daquilo que não temos ou então achamos que não temos o suficiente. Cobramos muito... Dos outros... Da vida... E de nós mesmos! Desgastamos-nos com frustrações e angústias... Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que materialmente possuem mais do que nós. E se experimentássemos nos comparar com aqueles que possuem menos? Seguramente essa nova avaliação nos surpreenderia, fazendo uma enorme diferença!

        E com isso o tempo vai passando... Passamos pela vida sem ter aproveitado a “oportunidade” do aprendizado e da prática da Lei do Amor que Jesus nos ensinou. Subsistimos sofrendo e nos “arrastando” porque não “ousamos contrariar” nosso amor próprio... Até que, finalmente, “acordamos” e olhamos para trás; muitas vezes tarde demais para a presente vida material... E então nos perguntamos: E agora? Agora...   Já... hoje! Ainda é tempo de reconstruir, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer a Deus por nossa vida, por tudo aquilo que nos cerca e pelo que a Misericórdia Divina nos disponibiliza para desfrutarmos, material e espiritualmente. Nunca se é velho demais, ou jovem demais, para se rever posições, para perdoar, para sermos perdoados e para amar; dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso. Não se permita ficar preso aos “tropeços” do passado. O que passou, passou e já produziu suficientes “danos”... Impeça que permaneça indefinidamente a causar estragos em sua vida! As experiências vividas serviram para nosso aprendizado. Agora é o momento de pensarmos no “daqui para frente”, em nosso futuro... E ele poderá ser do tamanho de nossos sonhos!

        Não tarde em buscar a reconciliação com seus “companheiros de jornada”, e principalmente para com sua própria essência, e aproveite... Ainda há tempo para exalar o amor fraterno ao seu derredor, harmonizar sua alma e voltar a sorrir...! Ainda há tempo de voltar-se para nosso Pai, o Deus de Amor que nos criou e agradecer pela vida, rogando pelas forças que nos faltam para fazermos, o quanto antes, a “Reforma Intima” necessária à nossa vida, desde já e para toda a eternidade! Reflita...  E não perca mais tempo!


Enviado por: " Gotas de Crystal" ppscrystal@yahoo.com.br


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POEMINHA HÍBRIDO - Efigênia Oliveira

Poeminha Híbrido 
Sou mulher artesanal

de faces, de fases!
Ora na penumbra, ora no lume.
Não importa, apenas sou.
Nas fases sou flor e sou espinho,
Nas faces trago sorrisos,
rubores, amores e temores. 
Quando nasci, um anjo sorridente,
disse tocando trombeta:
Vai menina, 
carregar teus fardos,
cumprir teus fados,
que hás de tecer
em sonora poesia. 

Efigênia Oliveira
Co-autora do livro VIOLETA LILÁS


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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

SESSÃO DA SAUDADE: Para a AGRAL - Oscar Benício dos Santos

Para a AGRAL

Com a Sessão da Saudade
a Agral homenageou Jaó,
esse sentimento que me invade
e deixa-me tristonho e só. 

E agora na soledade
soturno de fazer dó,
imploro com sobriedade,
embora sabendo-a já, pó. 

Agradeço à Academia, 
q’é de Letras, mais filosofia,
lembrando as da Grécia Antiga.

Não se mensura o valor
pelo tempo, mas o teor
q’a Instituição abriga.



Oscar Benício Dos Santos
Salvador, 28, set, 2016

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