Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador CIÊNCIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CIÊNCIA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

CIENTISTAS ACHAM OCÉANOS DE AGUA NO MANTO TERRESTRE, MAS “VERDES” ESPALHAM PÁNICO DE DESERTIFICACAO DA TERRA

Luis Dufaur (*)

O prof. Steve Jacobsen trabalhando no Departamento de Ciências Terrestres
e Planetárias da Northwestern University.


Pesquisadores de Northwestern University Illinois descobriram que as camadas superficiais do planeta Terra encerram numerosos oceanos de água. Um dos mais profundos se encontra a mais de mil quilômetros de profundidade, segundo noticiou “Atlantico”. http://www.atlantico.fr/atlantico-light/chercheurs-ont-decouvert-eau-profondeur-1000-km-terre-2892210.html

“Se esse oceano não se encontrasse nessa profundidade nós ficaríamos submersos, explicou Steve Jacobsen da Northwestern University, num artigo publicado pela revista Lithos.

“Isso implica a presencia de uma reserva de água no planeta muito maior do que se pensava antes”, sublinhou.

Infográfico de 'O Globo' na época da descoberta.
O jornal lamentou a falta de participação de cientistas brasileiros

A presença dessa água em grandes profundidades foi denunciada por um diamante que foi ejetado por um vulcão perto do rio São Luíz em Juina, no estado de Mato Grosso, na divisa com Rondônia.

Os pesquisadores estudaram com microscópio infravermelho as imperfeições do diamante e identificaram uma prova inequívoca provocada por essas águas, segundo Steve Jacobsen.

Na hora de analisar a profundidade na qual teria se formado dito diamante a composição dos materiais pedia temperaturas e pressões muito elevadas, características da parte mais profunda do manto terrestre, camada da Terra, localizada entre a crosta e núcleo terrestres, com profundidades que vão de 30 km abaixo da crosta até 2.900 km e onde as temperaturas podem atingir os 2.000º.
  
O estudo agora publicado.


A composição do mineral levou os pesquisadores a estipular que foi gerado num profundidade de por volta de 1.000 kms.

Nele os cientistas identificaram “a assinatura da água” que só poderia estar nessa profundidade. Por isso eles acreditam ter a prova de que o ciclo da água da terra é bem maior do que se conhecia até agora e vai até essa profundidade do manto terrestre.

Segundo Steve Jacobsen a descoberta traz dados “sobre a origem da água no planeta e sugere que essa água já existia no momento em que a terra foi formada”.

“Ignoramos como a água foi ter numa tal profundidade. Ela teria podia chegar até o manto há dezenas de milhões de anos por causa do movimento das placas tectônicas primitiva”, disse o cientista.

Steve Jacobsen acha que esses oceanos submersos explicam por que a Terra é o único planeta conhecido que possui placas tectônicas. A água se introduz no manto pela crosta oceânica e “favorece o amolecimento das rochas e assim ajuda aos movimentos das placas tectônicas agindo como lubrificante”, concluiu.


( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM



Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

* * *

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

NOBEL DE QUÍMICA PARA TRÊS CIENTISTAS PELA INVENÇÃO DAS "MÁQUINAS MOLECULARES"

Nobel de Química para três cientistas pela invenção das "máquinas moleculares"

05/10/2016

Nobel de Química foi atribuído em conjunto ao francês Jean-Pierre Sauvage, o britânico Fraser Stoddart e o holandês Bernard Feringa, pais das minúsculas "máquinas moleculares" que prefiguram os nano-robôs do futuro.
Os três vencedores "conduziram os sistemas moleculares para estados nos quais, ao serem preenchidos de energia, podem controlar seus movimentos", explicou o júri do Nobel.
"O motor molecular está hoje na mesma fase que o motor elétrico nos anos 1830, quando os cientistas exibiam várias manivelas e rodas, sem saber que isto conduziria aos trens elétricos, às máquinas de lavar, aos ventiladores e aos processadores de alimentos", completa.
Jean-Pierre Sauvage, 71 anos, professor na Universidade de Estrasburgo (leste da França), foi o primeiro a imaginar as 'nanomáquinas', que apresenta como uma "montagem molecular capaz de colocar-se em movimento de forma controlada em resposta a diversos sinais: luz, mudança de temperatura, etc".
"Tais sistemas existem, muito numerosos, nas células vivas e intervêm em todos os processos biológicos importantes", ele explicou em 2008.
Na origem de sua descoberta ele uniu duas moléculas em forma de anel para formar uma cadeia, chamada "catenano".
Esta experiência foi desenvolvida depois por Fraser Stoddart, 74 anos, professor na Northwestern University (Estados Unidos), e que criou um "rotaxano": ele enfiou um anel molecular em um fino eixo molecular e demonstrou que o 'anel' poderia deslocar-se ao longo do eixo.
A descoberta permitiu criar um 'elevador molecular' e um 'músculo molecular'.
Fraser Stoddart passou a infância em uma fazenda de sua família na Escócia.
Sem energia elétrica ou as comodidades da vida moderna, ele se divertia com quebra-cabeças, um passatempo que o ajudou a desenvolver uma qualidade essencial para um químico: reconhecer as formas e observar como podem ser unidas", recordou a Academia Real de Ciências da Suécia.
O fascínio com as formas prosseguiu durante o seu trabalho de pesquisa. Stoddart
Bernard "Ben" Feringa, 65 anos, professor na Universidade de Groningen (Holanda), foi o primeiro a desenvolver um "motor molecular", o que permitiu desenvolver um "nanoveículo".
Entrevistado ao vivo pela Academia Sueca, ele disse "ter a impressão de ser um pouco parecido aos irmãos Wright, que voaram (de avião) pela primeira vez há 100 anos. As pessoas perguntaram 'para que precisamos de máquinas voadoras?' E agora temos o Boeing 747 e o Airbus".
"Se pensarmos nos materiais que podemos criar hoje graças à química, em nossa capacidade para introduzir funções dinâmicas e construir máquinas, ou produzir materiais que podem mudar de função, então as possibilidades são infinitas", afirmou.
"As máquinas moleculares serão muito provavelmente utilizadas no desenvolvimento de objetos como os novos materiais, os sensores e os sistemas de armazenamento de energia", explicou o júri do Nobel.
A criação de computadores moleculares, que permitiriam armazenar e tratar a informação a nível molecular, ou robôs microscópicos com capacidade para cumprir uma grande variedade de funções, na Medicina ou na vida diária, estão entre as potenciais aplicações destas máquinas.
O prêmio de 8 milhões de coroas (832.000 euros) será dividido entre os três. No ano passado, o Nobel de Química foi concedido a Aziz Sancar (Turquia/Estados Unidos), Paul Modrich (Estados Unidos) e Tomas Lindahl (Suécia) por suas pesquisas sobre a reparação do DNA.
A categoria Química foi a última dos Nobel científicos a ser anunciada este ano.
gab/fp



* * *

terça-feira, 4 de outubro de 2016

TRIO LEVA NOBEL DE FÍSICA POR ESTUDO QUE PODE TER APLICAÇÃO FUTURA NA ELETRÔNICA

Anúncio foi feito na manhã desta terça. David J. Thouless recebeu metade do prêmio e a outra metade foi para F. Duncan M. Haldane e J. Michael Kosterlitz
Por G1, em São Paulo
04/10/2016
O Prêmio Nobel de Física de 2016 foi para o trio de cientistas britânicos David J. Thouless, F. Duncan M. Haldane e J. Michael Kosterlitz "pelas descobertas teóricas das transições de fase topológica e fases topológicas da matéria". As pesquisas, que revelaram características da chamada "matéria exótica", podem ter aplicações futuras na eletrônica.
"Suas descobertas permitiram avanços na compreensão teórica dos mistérios da matéria e criaram novas perspectivas para o desenvolvimento de materiais inovadores", destacou a Fundação Nobel.
As transições de fase ocorrem quando as fases da matéria transitam entre si, como quando o gelo derrete e se torna água. As fases mais comuns da matéria são gás, líquido e sólido. Mas, em temperaturas extremamente altas ou baixas, a matéria pode assumir outros estados exóticos.
O que os laureados fizeram foi revelar os segredos dessa matéria em estado exótico. Eles criaram métodos matemáticos para estudar essas fases incomuns da matéria que ocorrem, por exemplo, em supercondutores, superfluidos e filmes finos magnéticos.
Topologia e pães
A topologia é o ramo da matemática que descreve as propriedades da matéria que mudam apenas passo a passo. Para tentar explicar ao público leigo o complexo conceito de topologia, um dos membros do comitê para física do Nobel, Thors Hans Hansson, usou um pão, um bagel (pão com um buraco no meio) e um pretzel (tipo de pão cujo formato apresenta dois buracos).
Thors Hans Hansson tenta explicar o complexo conceito de topologia usando um pão, um bagel e um pretzel durante anúncio dos vencedores do Prêmio Nobel de Física deste ano (Foto: JONATHAN NACKSTRAND / AFP)

"Se voce é um topologista, tem uma coisa interessante sobre isso: o pão não tem buraco, o bagel tem um buraco e o pretzel tem dois buracos. O número de buracos é algo que chamamos de invariável topológica", disse. Isso é chamado invariável porque não é possível ter um estágio intermediário entre um buraco e dois buracos (não existe meio buraco, por exemplo).
A esperança, segundo a Academia Real de Ciências da Suécia, que concedeu o prêmio ao trio, é que as pesquisas possam ser usadas em novas gerações de eletrônicos e supercondutores, ou em futuros computadores quânticos.

(Foto: Infográfico G1)

Metade do prêmio total de 8 milhões de coroas suecas (equivalente a R$ 3.028.000) foi concedido a Thouless e a outra metade foi dividida entre M. Haldane e Kosterlitz. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (4) na Suécia.
Os três cientistas britânicos estão hoje baseados nos Estados Unidos. Thouless, nescido em 1934, é hoje professor emérito da Universidade de Washington. Haldane, nascido em 1951, é professor da Universidade Princeton. Já Kosterlitz, nascido em 1942, é professor da Universidade Brown.

Cientista britânico F. Duncan M. Haldane, um dos laureados com o Prêmio Nobel de Física de 2016, em sua casa em Princeton, New Jersey, nos Estados Unidos, após o anúncio do prêmio nesta terça-feira (4) (Foto: Reuters/Dominic Reuter)

J. Michael Kosterlitz, um dos laureados com o Prêmio Nobel de Física, é fotografado na Universidade Aalto em Espoo, na Finlândia, onde atualmente está como professor visitante, nesta terça-feira (Foto: Roni Rekomaa/Lehtikuva/AFP)

História do prêmio
O Nobel de Física é concedido desde 1901. O mais jovem a ser premiado foi Lawrence Bragg, que em 1915, quando ganhou, tinha apenas 25 anos. Ele é o mais jovem ganhador de qualquer Nobel, não apenas de física.
O mais velho ganhador do de física é Raymond Davis Junior, que tinha 88 anos quando levou o prêmio, em 2002. John bardeen foi o único físico a receber o prêmio duas vezes - uma vez por seu trabalho com semicondutores e outra por sua pesquisa com supercondutividade. Em mais de um século de premiações, apenas duas mulheres ganharam o Nobel de Física.
Medicina, Química, Paz e Literatura
O Nobel de Física é o segundo a ser apresentado este ano, depois doanúncio do japonês Yoshinori Ohsumi na área de medicina, nesta segunda-feira. Na quarta-feira (5), será anunciado o de Química, e na sexta (7) o da Paz. O de Economia será anunciado na segunda-feira da próxima semana (10). O de Literatura ainda não tem data para ser anunciado.
Foto do topo: Jonathan Nackstrand / AFP




* * *

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

MECANISMOS DE AUTOFAGIA CELULAR DÃO NOBEL DA MEDICINA AO JAPONÊS YOSHINORI OHSUMI

  

Yoshinori Ohsumi, Nobel da Medicina 2016
O prémio Nobel da medicina foi atribuído esta segunda-feira ao japonês Yoshinori Ohsumi pelas suas investigações sobre a autofagia.

O biólogo Yoshinori Ohsumi, professor no Frontier Research Center do Instituto de Tecnologia de Tóquio, recebeu o prémio “pelas suas descobertas dos mecanismos de autofagia“.
Ohsumi, de 71 anos, foi pioneiro nesta área, e recebeu em 2012 o Kyoto Prize, o mais alto galardão de carreira no Japão, que distingue “personalidades com inegável contributo para a ciência, cultura e elevação espiritual da Humanidade”.
A autofagia é um processo essencial para o funcionamento das células em que estas “digerem” partes de si mesmas para eliminar organelos envelhecidos.
Em organismos de seres desnutridos, a autofagia é uma das estratégias de sobrevivência e permite que as células redistribuam os nutrientes para conseguir executar as atividades mais essenciais à vida.
O conceito de autofagia já tinha sido descoberto em 1960, quando cientistas observaram que as células eram capazes de destruir os seus próprios componentes e os transportar para a unidade celular chamada de lisossomo.
Em 1990, Yoshinori Ohsumi fez uma série de experiências com levedura para identificar os genes ligados à autofagia.
A temporada dos prémios Nobel 2016 começa hoje com o anúncio do Nobel da Medicina e prossegue com o da Física (terça-feira), da Química (quarta-feira), da Paz (sexta-feira) e da Economia (dia 10).
O Nobel da Literatura será atribuído a 13 de outubro.
Os prémios Nobel, criados em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (inventor da dinamite), foram atribuídos pela primeira vez em 1901.
ZAP
http://zap.aeiou.pt/nobel-da-medicina-distingue-especialista-em-biologia-celular-132373