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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

CIRÚRGICO, CARLOS VEREZA DETONA E EXPÕE AS NOVAS CARACTERÍSTICAS DAS “ELENÃO”


05/01/2020

Um ator que se tornou imprescindível nas redes sociais pela exposição de seus pensamentos com clareza, coragem e plena independência.

Um “livre prensador” que merece todo o respeito das pessoas de bem e que querem um país melhor e mais justo.

Mais uma vez, Carlos Vereza desmoraliza a turma do EleNão.

Eis o texto:

“Características das ‘EleNão’:

Odeiam as queimadas na Amazônia, mas se calam nos incêndios na Califórnia e, agora, na Austrália.

Elevam a chatola da Greta às alturas da santidade, mas não desconfiam do providencial mutismo da pirralha ante esses dois sinistros.

São a favor das ‘exposições’ Queer, onde uma criança tocou o corpo de um homem nu, desde que não seja com seus filhotes.

São visceralmente hipócritas; sua indignação é sempre seletiva.

Adoram o maior ladrão da história do Brasil, e não se importam com o ‘legado’ do gatuno, desde que possam urrar: lulalivre!

Os fatos, as evidências, nada significam frente sua bovina adesão! Levará tempo! Infiltraram-se em todas as instituições!

Como carrapatos oportunistas-ideológicos!"



da Redação


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domingo, 5 de janeiro de 2020

ITABUNA CENTENÁRIA UM POEMA:Talento e Formosura - Catulo da Paixão Cearense



Talento e Formosura



Ligue o vídeo abaixo:





Tu podes bem guardar os dons da formosura
Que o tempo, um dia, há de implacável trucidar
Tu podes bem viver ufana da ventura
Que a natureza, cegamente, quis te dar


Prossegue embora em flóreas sendas, sempre ovante
De glórias cheia no teu sólio triunfante
Que antes que a morte vibre em ti funéreo golpe seu
A natureza irá roubando o que te deu

E quanto a mim, irei cantando o meu ideal de amor
Que é sempre novo no viçor da primavera
Na lira austera em que o Senhor me fez tão destro
Será meu estro só do que for imortal

Terei mais glória em conquistar com sentimento
Pensantes almas de varões e alto saber
E com amor e com pujança de talento
Fazer um bardo ternas lágrimas verter

Isso é mais nobre, mais sublime e edificante
Do que vencer um coração ignorante
Porque a beleza é só matéria e nada mais traduz
Mas o talento é só espírito e só luz

Tu podes bem sorrir das minhas desventuras
Pertenço à dor e gosto até de assim penar
Eu tenho n'alma um grande cofre de amarguras
Que é o meu tesouro e que ninguém pode roubar

Pois quando a dor me vem pedir alguma esmola
Eu lhe descerro as portas d'alma, que a consola
E dou-lhe as lágrimas que vão lhe mitigar o ardor
Que a inspiração dos versos meus só devo à dor

Descantarei na minha lira as obras-primas do Criador
O mago olor da flor desabrochando à luz do luar
O incenso d'água que nos olhos faz a mágoa rutilar
Uns olhos onde o amor tem seu altar

E o verde mar que se debruça n'alva areia a espumejar
E a noite que soluça e faz a Lua soluçar
E a estrela d'alva, a estrela Vésper languescente
Bastam somente para os bardos inspirar

Mas quando a morte conduzir-te à sepultura
O teu supremo orgulho a pó reduzirá
E após a morte profanar-te a formosura
Dos teus encantos mais ninguém se lembrará

Mas quando Deus fechar meus olhos sonhadores
Serei lembrado pelos bardos trovadores
Que os versos meus hão de, na lira, em magos tons, gemer
E eu, morto embora, nas canções hei de viver




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Catulo da Paixão Cearense

Nasceu no Maranhão e mudou-se para o Rio de Janeiro com a família aos 17 anos. Na capital, cedo travou contato com músicos do choro, como Anacleto de Medeiros e Sátiro Bilhar. É considerado um dos maiores poetas populares do Brasil, tendo escrito letra para músicas como Luar do Sertão, de João Pernabuco e Flor Amorosa, de Joaquim Callado.

Nascimento: Brasil, São Luis do Maranhão, 08/10/1863
Falecimento: Brasil, Rio de Janeiro, RJ, 10/05/1946






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PALAVRA DA SALVAÇÃO (164)

Solenidade da Epifania do Senhor – Domingo, 05/01/2020

Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.
Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Evangelho:

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Bartolome Estevan Murillo

“Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande” (Mt 2,10) 

O relato evangélico deste domingo é desconcertante: o Deus, escondido na fragilidade humana, não é encontrado pelos que vivem instalados no poder ou fechados na segurança religiosa. Ele se deixa revelar àqueles que, guiados por pequenas luzes, buscam incansavelmente uma esperança para o ser humano, na ternura e na pobreza da vida.

Para além da intencionalidade do evangelista Mateus, o texto contém um profundo simbolismo, carregado de sabedoria. Tudo começa com uma “estrela”. É a luz interior (intuição, insight) que desencadeia o processo de busca e nos põe a caminho. Pode aparecer de maneira inesperada, em qualquer momento e, com frequência, costuma surgir numa situação de crise que, ao remover nossos hábitos, faz com que nos abramos a uma dimensão mais profunda.

Estar a caminho de Belém é fazer a travessia em direção a nós mesmos. Ao buscar uma Criança na Gruta, buscamos nossa verdade mais profunda e original, a verdade interna da alegria e do amor, do sentida da vida, em meio a um mundo no qual a maioria só parece buscar coisas externas, afastando-se de si mesmos. A luz que aqui importa é a tua, a nossa, a minha, ou seja, a de Deus que ilumina o caminho da vida, que nos leva até Jesus e com Jesus nos leva ao Reinado do Pai, que é a plenitude de nossa própria vida.

Peregrinos somos todos, mas não em guerra de estrelas (star-wars) e sim em um caminho messiânico que leva ao ouro, incenso e mirra de Belém, que é o sinal da verdade da vida. Trata-se sempre da voz do desejo que nos habita, e que não é outra coisa que expressão de nossa verdadeira identidade que nos chama para “voltar à casa”. Com efeito, o caminho no qual o desejo nos introduz é o caminho da verdade; a estrela sempre conduz à verdade. E sabemos ou intuímos que a verdade vai nos desnudar de tudo aquilo que havíamos absolutizado. Por esse motivo, é importante que nos perguntemos se realmente buscamos a verdade..., ou nos conformamos com qualquer coisa que a substitua.

A estrela não tem outra finalidade que a de conduzir-nos à “casa”, nossa gruta interior. Mas, apenas iniciamos o caminho, aparecem as dificuldades: os apegos que não estamos dispostos a soltar, as formas de viver que se fizeram habituais, o medo do incômodo que toda mudança supõe, o susto diante do desconhecido... e, em último termo, a ignorância básica que nos faz acreditar naquilo que não somos e nos mantém acomodados na noite da insatisfação existencial.

Os Magos (sábios) do Oriente são símbolo do ser humano em sua busca de Deus, em seu desejo de infinito e plenitude. Esta é a “impressão digital” de artista que Deus deixou em todos nós: a saudade do divino, do sublime, do infinito, do pleno, do Outro.

A estrela simboliza a força dos desejos mais profundos do ser humano (no latim, a palavra desejo “de-sid-erium”, contém a raiz “sid”: sideral, firmamento, horizonte). Portanto, quem deseja transgride as estreitas fronteiras da vida e se deixa conduzir para além de si mesmo; quem não ativa os desejos profundos, limita-se a vegetar, a cercar-se de proteção, a buscar segurança... atrofiando a própria existência. Só os nobres desejos, presentes em nosso interior, alimentam o espírito de busca, acendem a criatividade e nos movem ao encontro do novo e do diferente.

Se levássemos a sério o movimento de “saída” dos Magos, muitas coisas poderiam mudar: o interior de nós mesmos, nosso entorno mais próximo, a estrutura social, as igrejas, as religiões, a ecologia... O “quê” da questão não está nos verbos senão no sujeito ativo que gera o ato de sair, buscar e encontrar. 

Como os Magos, precisamos ativar a capacidade de abrir a janela que nos conecta com a vida dos outros e nos permite continuar interessados, com paixão e com lucidez (para ter boas fontes de informação), por tudo aquilo que está ocorrendo em nosso convulsionado mundo. Visitar ambientes que talvez nunca tivemos ocasião de conhecer, sair de nossos espaços rotineiros e conhecidos, abrir-nos às surpresas da vida...

Os Magos perguntam àqueles que podem ajudá-los. Hoje precisamos dialogar com mais profundidade.

Todo ser humano é aventureiro por essência; com ardor, ele anseia por uma causa última pela qual viver, um valor supremo que unifique a multiplicidade caótica de suas vivências e experiências, um projeto que mereça sua entrega radical. Para dar sentido à sua vida e realizar-se como pessoa, o ser humano necessita da autotranscedência, isto é, viver para além de si mesmo, de seus impulsos, caprichos, interesses. 

Ele carrega dentro de si a sede do infinito, a criatividade, a capacidade de romper fronteiras, os sonhos, a luz... Portador de uma força que o arrasta para algo maior que ele, não se limita ao próprio mundo; traz uma aspiração profunda de ser pleno, de realização, de busca do “mais”... 

O desejo do encontro é força determinante para se manter acesa a chama da dinâmica da busca. É uma chama que se mantém acesa em proporção ao sentido e à grande importância de quem ou do que se busca. Vale a pena buscar o que é importante e encontrar Aquele que responde às razões mais profundas da busca.

Os Magos ensinam como devemos nos mobilizar para viver esse deslocamento (geográfico, interno, social...) para acolher intensamente a surpresa do encontro: caminham em busca, observam os sinais com atenção, desfrutam o trajeto com alegria, porque a alegria consiste em caminhar para o outro, entram no lugar onde Maria já oferece o ambiente aberto... É interessante notar este detalhe do texto do evangelho: “viram o menino com Maria, sua mãe” (v. 11); tudo indica que o tinham em frente, no centro, como o mais importante. Maria põe o Filho fácil de ser encontrado. Nem sequer perguntam por Ele, já o descobrem imediatamente. Não estabelecem diálogo com a mãe. Vão mudos e diretos ao objetivo. Podemos aqui intuir o regozijo de Maria, pois sua felicidade é que a humanidade descubra seu Filho como ela o descobriu. 

Uma vez dentro, os visitantes se prostram, se abaixam, reconhecem, identificam, adoram. Em seguida abrem seus cofres e oferecem seus presentes. O relato diz que os magos levaram ouro, incenso e mirra. A meta, para a qual aponta a voz do desejo, requer desapego e desprendimento de nossos “tesouros”. E isso só é possível quando compreendemos que aquilo à qual nos havíamos apegado se esvazia diante da verdade d’Aquele diante de quem estamos.

Procuremos, neste dia festivo, seguir os passos do processo de busca-encontro-manifestação que os Magos experimentaram. Eles buscavam o Rei dos judeus porque “viram sua estrela”, e o encontram em um menino, em casa, com sua mãe, Maria. Descobrem o divino no humano mais frágil. Este é o núcleo da mensagem do relato da Adoração dos Magos. O divino está no humano. Quanto mais humano mais divino.

Como os Magos, também nós somos buscadores de Deus. E, como eles, devemos nos perguntar: a quê Deus buscamos? Onde o encontraremos? Como é possível saber que de fato o encontramos? 

A Epifania consiste no encontro com Recém-nascido em Belém; o reconhecimento recíproco transforma os Magos em testemunhas vivas da Boa-Nova. Transformados, eles mesmos se tornam Boa-Nova e assim anunciam, em diálogo vivo, a Luz das nações.

Epifania é deter-nos a contemplar aquela Criança, o Mistério de Deus que se faz homem na humildade e na pobreza; mas é, sobretudo, acolher de novo em nós mesmos aquele Menino, que é Cristo Senhor, para viver de sua mesma vida, para fazer que seus sentimentos, seus pensamentos, suas ações, sejam nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações. Celebrar a Epifania é, portanto, manifestar a alegria, a novidade, a luz que o Nascimento de Jesus trouxe e que afeta toda a nossa existência, para sermos, também nós, portadores da alegria, da autêntica novidade, da luz de Deus aos outros.

Texto bíblico:  Mt 2,1-12 
Na oração: Em sua aparente simplicidade, o relato dos Magos nos apresenta perguntas decisivas: diante de quem nos ajoelhamos? Como se chama o “deus” que adoramos no fundo de nosso ser? Como cristãos, adoramos o Menino de Belém? Colocamos a seus pés nossas riquezas? Estamos dispostos a escutar seu chamado para entrar na lógica do Reinado de Deus e sua justiça?

- O que os Magos despertam em nós, hoje?

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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sábado, 4 de janeiro de 2020

FACULDADE DE DIREITO - Cyro de Mattos


Faculdade de Direito
Cyro de Mattos



          Da Universidade Federal da Bahia. Gloriosa Faculdade de Direito, como era comum alguns universitários dizerem, voz cheia de expressão feliz que o rosto deixava transparecer. No percurso que eu fiz na Faculdade de Direito, de 1958 a 1962, recordo a maneira de ser dos mestres nas aulas, a regularidade, a precisão e a ordem daqueles homens de vasto saber.

            Diante de mim, nesse instante, a paixão de Adalício Nogueira pelo Direito Romano. A exposição exemplar que Nelson Sampaio fazia sobre a desumanização da Política ao longo dos séculos. A visão ampla e moderna de Machado Neto em torno da consideração do Direito concebido como norma de Kelsen, o jurista austríaco. A graça do professor Machadinho, o tetracatedrático, baixinho e gordo. Dizia em voz sonante, antes de iniciar a aula, que os alunos ficassem mais que atentos, com os seus ensinamentos as paredes iriam tremer.

            Lembro a eloquência de Josafá Marinho em suas lições de Direito Constitucional, a maneira encantatória das aulas de Direito Penal, ministradas por Aloysio de Carvalho Filho, substituído depois pela veemência de Raul Chaves. A eficiência de Elson Gottschalk para demonstrar o lado pragmático do Direito do Trabalho. O jeito elegante, a dicção objetiva, o poder de síntese e densidade com que o mestre Orlando Gomes transmitia, sem esforço, as aulas admiráveis de Direito Civil.

            Com esse e outros mestres, a razão do moço que veio do interior logo tomou conhecimento que o Direito é uma das maiores conquistas do ser humano neste planeta. Sem essa hora não existe o homem real, mas o regresso na escala biológica. Não há coexistência, a paz, meta maior de todos nós nesse tão difícil gesto de viver.

            Faculdade de Direito de minha adolescência. Dos jovens de ontem, residentes na Capital ou vindos do interior, alguns deles bem nascidos. A minha turma da Faculdade de Direito era também a de Antônio Luís Calmon Teixeira, o civilista, Marcelo Gomes, o empresário, Adalberto Carvalho, o cracão de bola, João Berbert, o cientista social, Dylson Dórea, de notável memória, o jurista, Artur Caria, o juiz, Raul Ferraz, o deputado, Lucy Lopes Moreira, a desembargadora, Ildásio Tavares, o poeta, João Ubaldo Ribeiro, o romancista, e Edvaldo Brito, o orador.

            No rigor de atitude que comanda, o tempo passa e não perdoa. Sabe todos os caminhos, a claridade do dia e a escuridão da noite. Deixa-me sem resposta, se pergunto por essas vozes, risos, expectativas, desafios, emoções que passam por meus olhos agora como sombra de uma paisagem precária. Por que tão depressa lá se foram esses gestos na curva da estrada? Ninguém pode me dizer algo sobre esse instante em que só tenho ouvido para escutar o rumor daquelas vozes.

            Ninguém decifra como dói saber que a recordação de certas imagens nada mais é do que saudade de certos instantes. E as pessoas, objetos, bichos, ruas são fugidios. Como os dias, semanas e meses. Infelizmente.

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Cyro de Mattos, escritor e poeta. Primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Autor premiado no Brasil, Portugal, Itália e México.

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

J.R.GUZZO - 10 ANOS EM RETROSPECTIVA



In Moro we trust.


“Um outro Brasil

O Estado de S. Paulo

29 Dec 2019 

J. R. GUZZO 

A Lava Jato virou uma nação inteira de ponta-cabeça. 

Há um outro Brasil depois de Moro.

10 ANOS EM RETROSPECTIVA

O fato mais importante da década para o Brasil foi a explosão na cena nacional de um moço nascido no norte do Paraná, formado numa faculdade de direito da cidade de Maringá e desvinculado de corpo e alma do grande circuito São Paulo-Brasília-Rio de Janeiro de celebridades jurídicas, reais ou imaginárias. 

Seu nome, como todo o Brasil e boa parte do mundo sabe hoje, é Sérgio Moro – um típico “juizinho do interior”, como foi definido na ocasião pelo ex-presidente Lula e sua corte imperial. 

Todo mundo se lembra: eles simplesmente não entenderam nada quando Moro começou a chamá-lo, como um cidadão normal, para prestar contas à Justiça sobre o que tinha feito em seus tempos de poder e glória. 

Onde já se viu uma coisa dessas? 

O titular de uma modesta Vara Criminal de Curitiba, com pouco mais de 40 anos de idade, querendo interrogar, processar e talvez até condenar “o maior líder político” da história do Brasil? 

Pois é. 

Era isso mesmo. 

E o mundo inteiro sabe o que aconteceu depois.

Sérgio Moro mudou a realidade do
Brasil como ninguém mais, nestes últimos dez anos – ou 50, ou sabe-se lá quantos. 

Condenou e botou na cadeia por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, pela primeira vez na história, um ex-presidente da República. 

Comandou a maior operação judicial contra a corrupção jamais realizada no Brasil. 

Não só a maior: a primeira feita para valer em 500 anos, a mais bem-sucedida em termos de resultados concretos e a mais transformadora da vida pública que o País já conheceu. 

Moro, no comando da Lava Jato, conseguiu mostrar a todos, na prática, que a impunidade das castas mais ricas, poderosas e atrasadas da sociedade brasileira não tinha de ser eterna – podia ser quebrada, e foi. 

O governo paralelo que as empreiteiras de obras sempre exerceram no Brasil, mais importante que qualquer governo constituído, foi simplesmente riscado do mapa. 

Em suma: a Lava Jato virou uma nação inteira de ponta-cabeça. 

Havia um Brasil antes de Moro. 

Há um outro depois dele.

Exagero? 

Pergunte à Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa ou OAS se mudou ou não alguma coisa importante em suas vidas. 

A mesma pergunta pode ser feita às dezenas de políticos processados e presos, a empresários piratas que durante décadas saquearam o Tesouro Nacional e aos monarcas absolutos que reinavam nas diretorias das empresas estatais: e aí, pessoal, tudo bem com vocês? 

Dá para ver se houve ou não mudança, também, quando se constata que a ação de Moro levou milhões de brasileiros para as ruas, num inédito movimento de massas contra a corrupção. 

Varreu do poder um partido, um sistema e milhares de militantes políticos que mandaram no Brasil durante mais de 13 anos. 

Fez uma presidente ser deposta do cargo por fraude contábil.

Moro e o seu time fizeram muito mais que condenar 385 magnatas, aplicar 3.000 anos de penas de prisão e recuperar para o erário, até agora, R$ 4,5 bilhões em dinheiro roubado. 

É bom notar, também, que em toda a Lava Jato não há um único trabalhador punido. 

Não há nenhum inocente na prisão, agora ou desde que a operação começou, em 2014. 

Não há, enfim, uma única ilegalidade em nada do que Moro fez – tomou centenas de decisões e três tipos de tribunais superiores a ele examinaram com microscópio tudo o que fez, sem encontrar nada de errado até hoje em sua conduta moral. 

Acusou-se Moro, até no STF, de colocar em risco “a democracia”. 

Bobagem. 

O que acaba com democracia é golpe militar, e não juiz criminal que põe ladrão na cadeia. 

Nenhum país do mundo, até hoje, virou ditadura por punir a corrupção dentro da lei.

Sérgio Moro deu ao Brasil uma chance de ser um país civilizado. 

É muito.”

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José Roberto Guzzo, mais conhecido como J.R. GUZZO, jornalista brasileiro.

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ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Geraldo Maia – Soneto que nada completa



SONETO QUE NADA COMPLETA


Nada sou nada tenho nada quero
Um só nada e nada disso é tudo
E muito que possuo de mim mesmo
o Deus universo do qual faço parte

Tão ínfima tão infinita tão
Insignificância grandiosa
Pulsa enorme imensa total
E ao mesmo tempo murcha reduz

Sua grandiosidade a um
Simples ponto de nada do que sou
Somos estamos sendo toda nossa

Minha realidade nada é por mim
Que posso ser tudo se de Deus já sou 
e nada faz completo estar sendo sem Deus.

.....
Geraldo Maia, poeta
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

A ORAÇÃO QUÂNTICA DO AMOR



Pai nosso que estás nas flores,
no cantos dos pássaros,
no coração a pulsar,
que estas na compaixão,
na caridade,
na paciência
e no gesto do perdão.

Pai nosso que estás em mim,
que estas naquele que buscam a verdade.
Santificado seja o teu nome
por tudo o que é belo, bom e justo e grandioso. 
Venha a nós o teu Reino de paz e justiça,
de fé e caridade,
de Luz e amor.

Seja feita a tua vontade,
ainda que minhas rogativas
prezem mais o meu orgulho 
do que minhas reais necessidades.

Perdoa minhas ofensas, 
meus erros, minhas faltas.

Perdoa quando meu coração se torna frio,
perdoa-me assim como eu posso perdoar
aqueles que me ofendem
mesmo quando o meu coração esteja ferido. 

Não me deixa cair em tentação dos erros,
dos vícios e egoísmo
e livrai-me de todo o mal, de toda a violência,
de toda a desilusão e de todos os infortúnios,
livrai-me de todo a dor,
de toda a mágoa e de todas as doenças.

Ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessária
que eu tenha a coragem de dizer obrigado pai por mais esta lição.

Gratidão sempre pai, até no infinito.



(Recebi via Whats, sem menção de autoria)

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