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domingo, 15 de dezembro de 2019

PALAVRA DA SALVAÇÃO (161)

3º Domingo do Advento 15/12/2019

Evangelho (Mateus 11: 2-11)

- O Senhor esteja com você.
- E com seu espírito.
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +, de acordo com São Mateus. 
- Glória a você, Senhor.

João, que tinha ouvido falar das obras de Cristo na prisão, enviou seus discípulos para dizer:  "Você é o que vem ou devemos esperar por outro?"  Jesus respondeu: "Vá e conte a João o que você ouve e vê:
 os cegos veem e os coxos andam, os leprosos são limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e as Boas Novas são anunciadas aos pobres;  E bem-aventurado aquele que não encontra escândalo em mim! ”  Quando eles foram embora, Jesus começou a falar com João sobre o povo:”  O que você saiu para ver no deserto? Uma bengala sacudida pelo vento? O que você saiu para ver, se não? Um homem elegantemente vestido? Não! Quem se veste com elegância está nos palácios dos reis.  Então, o que você fez? Ver um profeta? Sim, eu lhe digo, e mais do que um profeta.  Eis de quem está escrito: Eis que eu envio o meu mensageiro diante de ti, que preparará o teu caminho adiante. «Em verdade vos digo que ninguém maior que João Batista surgiu entre os nascidos de mulher; no entanto, o menor do Reino dos Céus é maior que ele.

Palavra de Salvação.
- Glória a você, Senhor.

https://liturgia.cancaonova.com/es/                                                              
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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão de Dom Alberto Taveira Corrêa:

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“Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo” (Mt 11,4) 

O evangelho de Mateus nos apresenta a chamada “prova messiânica”. João Batista, a partir do cárcere, envia emissários para perguntar a Jesus se é Ele o esperado ou se devem esperar um outro. Jesus não responde com alguns argumentos teológicos, nem com citações bíblicas, ou com alguns dogmas e doutrinas, mas remete os discípulos de João aos puros fatos, que podem ser “vistos e ouvidos”: “os cegos veem, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”.

Estas “obras”, estas boas notícias, são a prova de identidade do Messias; e deverão ser a prova de identidade dos seus seguidores. Só quando nossa vida prolongar e atualizar estas mesmas obras, só quando formos “boa notícia para os pobres” é que estaremos sendo seguidores(as) daquele Messias. Por que Jesus fala de cegos, surdos, coxos, inválidos, leprosos..., e muitos outros coletivos que continuam sendo marginalizados? O texto quer dizer que a chegada do Reino terá ressonâncias vitais para todos, mas sobretudo para os mais desfavorecidos, que tinham perdido a esperança; quer dizer que aquele que acolhe o Reino, sairá da dinâmica da morte e entrará na dinâmica da vida.

É interessante que, entre os sinais da presença do Messias não há referência a um só sinal “religioso”: nem culto, nem orações, nem sacrifícios, nem doutrinas. Isto nos deve fazer pensar. Nós cristãos, com frequência, nos esquecemos que, para Jesus, o primeiro é o ser humano, a prioridade é a vida.

As “obras” que Jesus realizava, desconcertaram o Batista porque este, em sua pregação junto ao Jordão, o que na realidade anunciava era a chegada de um Messias ameaçante e justiceiro. João Batista, portanto, falava à multidão da “perdição eterna”, na linha do juízo mais severo. Por isso, o Messias viria a este mundo para remediar o problema do “pecado”. 

Ainda hoje na Igreja, em muitos ambientes mais fechados e conservadores, prevalece a figura de João Batista, com julgamentos, medos e ameaça do juízo final. Com isso, a religião e suas observâncias deixam de ser fonte de esperança e nos distanciam do compromisso com os “últimos e excluídos”. Jesus corrige João. Ele não veio para impôr medo e anunciar ameaças aos pecadores e às pessoas “perdidas”. Ele veio a este mundo para aliviar o “sofrimento humano”, para incluir quem estava excluído, para ativar a dignidade dos mais carentes, para abrir um horizonte de esperança a todos...

Dito isto, com facilidade compreendemos onde, em quê e como encontramos e vivemos o centro mesmo do Evangelho. O decisivo e determinante, na Igreja e na vida cristã, não é a doutrina, nem as práticas religiosas que alimentam a culpa doentia, nem o legalismo estéril, nem o ritualismo que afasta da vida... Há algo que é mais simples, mais claro e que está ao alcance de todos, a saber: o central e determinante da vida cristã é o compromisso contra todo tipo de sofrimento e contra tudo aquilo que exclui e gera desumanização.

Dito de outra maneira: seguir Jesus é contagiar vida plena e felicidade aos outros. Tanto mais, quanto mais limitadas e desamparadas são as pessoas com as quais convivemos. Somente o “projeto com vida”, que Jesus traçou em seu Evangelho, é a luz e a esperança que tanto aspiramos. 

O Advento nos revela que a mística cristã é uma mística de olhos e ouvidos compassivamente abertos. Temos de aguçar a vista e afinar os ouvidos para sermos capazes de contemplar as obras de Deus em favor da vida, que se visibilizam na história da humanidade, sobretudo entre os mais pobres e excluídos. 

Este tempo que vivemos e este lugar no qual estamos imersos, requer de nós novos olhos e novos ouvidos para facilitar a convivência, a transformação social e aceitar a nova visão da existência humana. É preciso sair dos sentidos estreitos, autorreferentes e centrados em nós mesmos..., para os sentidos contemplativos, oblativos, capazes de nos deixar impactar pela realidade e entrar em sintonia com ela, vibrando e nos alegrando com as surpresas que daí brotam. 

O tempo do Advento chega ao mais profundo, transforma nosso coração e nossos sentidos, e nos leva a um mundo novo de possibilidades inéditas, descobre e revela o melhor em cada um de nós. Quem se unifica e se dilata em seus sentidos, encontra seu verdadeiro rosto, porque a beleza do rosto é “epifania da pessoa”. O verdadeiro rosto deixa transparecer o coração quando este é carregado de compaixão. O olhar de Jesus é reflexo do olhar do Pai, pois Ele se fixa sobretudo nas pessoas concretas e, com particular atenção, nos mais pobres e necessitados, aqueles que eram “invisíveis” para a sociedade de seu tempo: os enfermos, as viúvas, as crianças, o estrangeiro...

Estamos vivendo um tempo litúrgico privilegiado onde o trato íntimo com o Senhor nos transforma, nos inspira a assumir suas atitudes profundas e a “cristificar nossos sentidos”, para segui-Lo em sua encarnação no nosso mundo.  Através dos nossos sentidos, o modo de ser e de agir de Jesus entra em nossa intimidade e, por meio deles respondemos também à realidade de um modo novo.

A contemplação do mundo da dor e das sombras de nossa realidade implica uma compreensão responsável que olha, escuta, sente, se encarna e se encarrega das realidades de sofrimento. É uma contemplação que nos enraíza na realidade da exclusão para descobrir como o rosto ferido e maltratado de nosso Deus se transforma em narrações de resistência e esperança para seu povo. 

O tempo do Advento também deixa transparecer um grande obstáculo, que acaba reforçando o impulso possessivo dos nossos sentidos: vivemos numa cultura de imagens artificiais, não escolhidas, arremessadas contra nós, com fins mercantilistas. Nossos olhos e ouvidos estão saturados, nossas retinas estão fatigadas, nossos tímpanos perderam sua vibração. Estar submetidos a tal impacto, visual e sonoro, nos faz perder a inocência, ou seja, a capacidade de estar simplesmente numa atitude receptiva e de acolhida; também esvazia a contemplação desinteressada e distendida, aquela que nos dispõe para sentir e captar a presença divina na realidade e nas pessoas.

Nossos sentidos estão se tornando filhos da necessidade ou do interesse, esvaziando-se de toda gratuidade e atitude receptiva. Sentidos petrificados e possessivos acabam por bloquear também o nosso interior. Dos sentidos petrificados brotam atitudes de julgamento, de intolerância, de violência, de preconceito..., nos distanciando daqueles que são “os preferidos de Deus”.

Nossa civilização, que já ultrapassou a era do trabalho escravo, ainda está na era dos “sentidos escravos”.

Estão comercializando com nossas pupilas e nossos tímpanos; nas publicidades comerciais, temos os olhos e ouvidos vendidos e não levamos nenhuma “comissãozinha”. Só os sentidos contemplativos deixam de ser possessivos e devoradores, para se tornarem oblativos e abertos; e, quando são oblativos, eles nos unificam por dentro e nos movem a viver em profunda sintonia com a realidade, carregada de presenças.

O Advento é oportunidade única para recuperar a capacidade do assombro e da admiração, e assim, viver os sentidos de maneira agradecida, gerando comunhão. E a conversão começa pelos sentidos.

Texto bíblico:  Mt 11,2-11
Na oração: Através dos “sentidos cristificados” alcançamos uma forma de olhar, escutar, sentir, apalpar, saborear... que nos abre à percepção da Presença divina e à revelação do sacramento do irmão.
- quê novos sinais e vozes você está captando no seu interior e na sua realidade cotidiana, manifestação da surpreendente ação de Deus em favor da vida?
- de quê maneira você prolonga as “obras” de Jesus no seu ambiente?

Pe. Adroaldo Palaoro sj
13.12.2019
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sábado, 14 de dezembro de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA UM SONETO: Sépia - Geraldo Maia



SÉPIA 
Geraldo Maia


te amar como a gota à pétala
sorver toda manhã de tuas entranhas
e parir o céu numa pequena tela
de ternura e te amar por estranhas

ruas de silêncio então aos poucos
alcançar o gozo cru de teu veneno
antídoto fatal rebenque em pleno
galope salto sol do delírio outros

te amarão por certo mas o meu amor
é de sépala e punhal tara de flor
de orgia é sangria fescenina

de mel e amargo trago sem fim rima
boba como água e susto ah gosto
de te amar como lágrima ao rosto

Geraldo Maia, poeta 
Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto)
Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA
Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon
Trabalha na empresa Folha Notícias,
Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

13 DE DEZEMBRO, DIA DE SANTA LUZIA



  
          Santa Luzia foi uma das mais veneradas santas da antiguidade.  Recebeu primorosa educação cristã de modo que se sentiu dominada pelo amor a Cristo emitindo, desde cedo, o voto de perpétua virgindade.

            Mas, sua mãe desejava que Luzia se casasse com um jovem de distinta família, mas pagão. Aconteceu que, após uma romaria ao túmulo de Santa Águeda, Luzia recusou a proposta do matrimônio. Prevendo uma vingança e o martírio, Luzia distribuiu seus bens aos pobres e se preparou para o que viesse com fervorosa oração.

          O jovem que esperava casar-se com Luzia transformou o amor em ódio e denunciou-a ao governador de dois crimes: de não ter cumprido a palavra e de ser cristã. Foi martirizada no dia 13 de dezembro de 303.

            Santa Luzia é invocada como protetora contra as doenças dos olhos. Provavelmente esta conexão se deve ao fato de que o nome de Luzia em latim se liga a palavra luz.

                                Frei Marcos Antônio de Andrade, OFM
                                                                                 Agudos/ SP

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ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS EMPOSSA SUA NOVA DIRETORIA PARA 2020



"Não haverá saída possível se não lançarmos um olhar frontal e desarmado para o presente. Não como súditos ou inimigos, mas enquanto cidadãos para construir, de forma inclusiva e generosa, o bem comum", enfatiza Marco Lucchesi em seu discurso de posse na Presidência da ABL.

A nova Diretoria da Academia Brasileira de Letras, eleita no dia 5 de dezembro, tomou posse no dia 12 de dezembro, às 17h00, no Salão Nobre do Petit Trianon (Avenida Presidente Wilson, 203 - Castelo, Rio de Janeiro).  

O Presidente é o Acadêmico e escritor Marco Lucchesi. Assumiram, ainda, os seguintes Diretores: Secretário-Geral: Merval Pereira; Primeiro-Secretário: Antônio Torres; Segundo-Secretário: Edmar Bacha; Tesoureiro: José Murilo de Carvalho. 
Em seu discurso de Posse, Lucchesi afirmou: "Não haverá saída possível se não lançarmos um olhar frontal e desarmado para o presente. Não como súditos ou inimigos, mas enquanto cidadãos para construir, de forma inclusiva e generosa, o bem comum’.

 
DIRETORIA DA ABL PARA 2020


MARCO LUCCHESI – Sétimo ocupante da Cadeira n.° 15 da ABL, eleito em 3 de março de 2011, na sucessão de Padre Fernando Bastos de Ávila, Marco Lucchesi, nascido no Rio de janeiro em 9 de dezembro de 1963, é o mais jovem Presidente da Academia Brasileira de Letras dos últimos 70 anos. O mais novo, em toda a história da ABL, foi o Acadêmico Pedro Calmon (1902-1985), que assumiu, em 1945, com 43 anos de idade.
Escritor muitas vezes premiado, tanto no Brasil quanto no exterior, Lucchesi é autor de uma obra que abarca poesia, romance, ensaios, memórias e traduções. Publicou mais de 40 livros ao longo de sua trajetória. Professor titular de Literatura Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem pós-doutorado em Filosofia da Renascença na Alemanha. Formado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui mestrado e doutorado em Ciência da Literatura. Seus livros mais recentes são O carteiro imaterial (ensaios), Clio (poesia) e O bibliotecário do imperador (romance). Ganhou três Prêmios Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.


MERVAL PEREIRA – Oitavo ocupante da Cadeira n.° 31, eleito em 22 de junho de 2011, na sucessão de Moacyr Scliar, Merval Pereira é jornalista e comentarista da GloboNews e da CBN, e colunista de O Globo. Foi eleito Correspondente Brasileiro da Academia das Ciências de Lisboa em novembro de 2016. Em 1979, recebeu o Prêmio Esso pela série de reportagens “A segunda guerra, sucessão de Geisel”, publicada no Jornal de Brasília e escrita em parceria com o então editor do jornal, André Gustavo Stumpf. A série virou livro, considerado referência para estudos da época e citado por brasilianistas, como Thomas Skidmore. Em 2009, recebeu o prêmio Maria Moors Cabot da Universidade de Columbia de excelência jornalística, a mais importante premiação internacional do jornalismo das Américas.


ANTÔNIO TORRES – Nascido na Bahia, Antônio Torres estreou na literatura em 1972, com o romance Um cão uivando para a Lua, considerado pela crítica a revelação daquele ano. Hoje, entre os seus 17 títulos publicados, destaca-se a trilogia formada por Essa terra (1976), O cachorro e o lobo (1997) e Pelo fundo da agulha (2006). Em 1998, foi condecorado pelo governo francês como Chevalier des Arts et des Lettres, pelos seus livros traduzidos na França. Em 2000, teve o reconhecimento nacional ao receber o Prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da sua obra. Em 2001, ganhou o Prêmio Zaffari & Bourbon. Recebeu ainda, entre outros, o Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro, da Academia Carioca de Letras, e o Prêmio da Academia Petropolitana de Letras, ambos pelo conjunto da sua obra, da 9.a Jornada Nacional de Literatura, da Universidade de Passo Fundo, RS, pelo romance Meu querido canibal. Em 2007, Pelo fundo da agulha foi um dos ganhadores do Prêmio Jabuti. Seus livros, que passeiam por cenários rurais, urbanos e da História, têm tido várias edições no Brasil e traduções em muitos países; da Argentina ao Vietnã. De 1999 a 2005, foi Escritor Visitante da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, quando ministrava oficinas literárias, realizava aulas inaugurais e proferia palestras nos campi do Maracanã, da Faculdade de Formação de Professores da UERJ em São Gonçalo e da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense da UERJ em Duque de Caxias. 


EDMAR BACHA – Economista, fundador e diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças, um centro de pesquisas e debates no Rio de Janeiro, nasceu em Lambari, Minas Gerais, de uma família de escritores, políticos e comerciantes. Sexto ocupante da Cadeira n.° 40, eleito em 3 de novembro de 2016, na sucessão de Evaristo de Moraes Filho, concluiu a Faculdade de Ciências Econômicas na Universidade Federal de Minas Gerais e, em seguida, obteve o ph.D. em Economia na Universidade de Yale, EUA. É autor de inúmeros livros e artigos em revistas acadêmicas brasileiras e internacionais. O último livro foi Belíndia 2.0: Fábulas e Ensaios sobre o País dos Contrastes.


JOSÉ MURILO DE CARVALHO – Historiador e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nascido em Andrelândia (MG), fez sua graduação em Sociologia e Política na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e é ph.D. pela Universidade de Stanford. Atuou como professor visitante e pesquisador em diversas universidades estrangeiras, como Oxford, Leiden, Londres, Stanford e Princeton. É autor de vasta produção de artigos e crônicas publicados em jornais e revistas, no Brasil e exterior, e de livros, como Os bestializados (1987), Pontos e bordados (1998), A formação das almas – o imaginário da República no Brasil (1990), Cidadania no Brasil: o longo caminho (2001) e Dom Pedro II (2007). Seu livro mais recente é O pecado original da República.

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE


Hoje é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe.
Em vez de eu falar, hoje Ela nos falará.
Nós a ouviremos, como Juan Diego:

– "Juanito! Juan Dieguito! Menor dos meus filhos, fica sabendo que sou Maria sempre Virgem, Mãe do verdadeiro Deus, por quem vivemos
Desejo muito que se erga aqui um templo para mim, onde mostrarei e prodigalizarei todo o meu amor, compaixão, auxílio e proteção a todos os moradores desta terra e também a outros devotos que me invoquem confiantes.

Vai e põe nisto todo o tem empenho.

– Ouve e entende bem uma coisa, tu que és o menorzinho dos meus filhos: o que agora te assusta e aflige não é nada. Não se perturbe o teu coração nem te inquiete coisa alguma. Não estou aqui, eu, tua mãe? Não estás sob a minha sombra? Não estás porventura sob a minha proteção?"

Precisa acrescentar algo mais!? Com a bênção e oração.
Dom Ceslau.


Dom Ceslau Stanula, 
Bispo Emérito da Diocese de Itabuna, escritor, membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL)

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SEM ESQUECER - Merval Pereira


A operação Mapa da Mina, nome cuja explicação ainda está para ser dada, e representa a própria essência da nova fase da Lava Jato, é um recado para quem acha que já está livre das investigações. Há dois anos e dez meses a Operação Aletheia, que levou o ex-presidente Lula a depor coercitivamente à Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, foi iniciada, mas só agora chega a seu fim.

Foram documentos apreendidos naquela ocasião que levaram a essa operação de ontem, e o nome dela é o título da apresentação financeira interna do grupo que foi investigado pela Aletheia. Ainda não se sabe o que significa, mas que o nome é sugestivo, isso é.

Entre os investigados estão os filhos de Lula, Fabio Luis, que o ex-presidente dizia ser “o Ronaldinho dos negócios”, Marcos Claudio, Sandro Luis e Luis Claudio. A “coincidência” de que estavam envolvidos em negócios milionários com Jonas Suassuna e a família Bittar, proprietários no papel do sítio de Atibaia, reforça a suspeita de que o ex-presidente era, na verdade, o proprietário oculto do sítio, que seria um pagamento pelos favores feitos a seus negócios.

Os dois entraram em negócios que tinham o apoio financeiro da empresa de telefonia celular Oi, tudo indica, segundo o Ministerio Público e a Polícia Federal, como recompensa a favores do governo. Há de tudo nesse processo, até a evidência de que o aparelhamento das estatais e das agências reguladoras propiciou a nomeação de diretores da Anatel para favorecer os interesses da Oi, inclusive na fusão com a Brasil Telecom que necessitou de uma mudança legal para ser concretizada.

Outra coincidência é que a juíza Gabriela Hardt, que ficou algum tempo como interina de Sergio Moro em Curitiba, recusou ontem a prisão preventiva de Lulinha, pedida pela Policia Federal. A juíza, que condenou Lula no caso do sitio de Atibaia, é constantemente citada pelos petistas como perseguidora de Lula.

No caso em que Lula foi condenado pela juíza, o interessante é que a acusação contra Lula é de ter se aproveitado de obras de infraestrutura das construtoras OAS e Odebrecht no sítio que usava como sendo seu. Não houve acusação formal de que o sítio fosse de Lula, porque ainda não havia provas suficientes.

Desta vez, a acusação é justamente essa, unindo os pontos do caso, que parecia à maioria mais evidente do que o do triplex. Agora, parece que a investigação encontrou o mapa da mina, que leva a milhões de reais recebidos de diversas maneiras pelos parentes do presidente.

Houve até um email pedindo ao pessoal da empresa de Jonas Suassuna para limpar das mensagens todas as referencias ao governo. Ele ganhou também muitos negócios para sua empresa de produtos digitais, como a Nuvem de Livros, financiada por dinheiro governamental e que não apresentou resultados que justificassem esse aporte, segundo a acusação.

Várias outras empresas envolvidas há muito na Lava Jato aparecem também nessa investigação, confirmando que, conceitualmente, o trabalho de Curitiba ainda tem muito a revelar. Os bancos de dados das diversas operações levam a novas investigações, como já acontecera outras vezes.

Acusações que aparentemente foram descartadas voltam à tona com o prosseguimento das investigações. Foi também uma demonstração de que o Procurador-Geral da República Augusto Aras fez bem em voltar atrás na ideia de reduzir o aparato mobilizado para a Operação Lava Jato.

Ainda há muito a fazer, como garantem os procuradores de Curitiba. A montagem do quebra-cabeças, como classificou o procurador Pozzobon, requer muita persistência, e por isso também os processos não devem ser distribuídos por diversos estados, como volta e meia tentam os advogados de defesa.

A tese de que é preciso centralizar as investigações para ter melhores resultados vai se confirmando à medida que as investigações prosseguem. Novos desdobramentos, como os de ontem, mostram à sociedade que a busca dos culpados nas diversas fases da operação Lava Jato não cessa. 

O Globo, 11/12/2019


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Merval Pereira - Oitavo ocupante da cadeira nº 31 da ABL, eleito em 2 de junho de 2011, na sucessão de Moacyr Scliar, falecido em 27 de fevereiro de 2011, foi recebido em 23 de setembro de 2011, pelo Acadêmico Eduardo Portella.

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IGREJA CONVIDA FIÉIS DA AMÉRICA LATINA A REZAREM PELA PAZ NESTE DIA DE GUADALUPE



Redação da Aleteia | Dez 12, 2019

O objetivo da iniciativa é a união dos católicos em oração para que todos os países da região obtenham a graça da paz.

O Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) convidou as conferências episcopais, organizações eclesiais, comunidades religiosas, movimentos apostólicos e os fiéis em geral a se unirem ao Dia Continental de Oração pela Paz, em favor dos povos da América Latina e do Caribe, neste dia 12 de dezembro, festa de Nossa Senhora de Guadalupe.

O objetivo da iniciativa é a união dos católicos em oração para que todos os países da região obtenham a graça da paz.

“Convidamos vocês a organizar com suas comunidades paroquiais, movimentos apostólicos, conferências episcopais, famílias e amigos, um momento de oração, rezando o terço, participando de uma liturgia da Palavra ou da Eucaristia ou dedicando um tempo durante o dia para rezar por essa intenção”.

O Celam também convidou os fiéis a compartilharem nas redes sociais a sua adesão ao Dia Continental de Oração pela Paz mediante a hashtag #AméricaLatinaRezaPorLaPaz:

“Conte-nos de onde vocês se unirão para rezar pela paz no continente, como celebrarão a festa da Virgem de Guadalupe em seu países. Recordamos que a mensagem da Virgem de Guadalupe é a da harmonia entre todos os povos numa única civilização de amor e dedicação a Deus”.

A nota do Celam termina afirmando:

“Maria aperfeiçoa a inculturação do Evangelho. Ela é o nosso modelo de discípula e missionária a quem confiamos o destino de nossos povos”.




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