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domingo, 1 de julho de 2018

DE ESTADO SOBERANO A ESTADO CLIENTE - Péricles Capanema


1 de julho de 2018
  Péricles Capanema

Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos, desembarcou em Brasília na 3ª feira, 26 de junho [foto]. De lá foi para Manaus. No aeroporto manauara, não o esperavam nem o governador nem o prefeito da cidade. Ficou dois dias entre nós.

O presidente Donald Trump ainda não veio ao Brasil. Em quase dois anos de governo, visitou a Itália (duas vezes), o Vaticano, Bélgica, Canadá, China, França, Alemanha, Israel, Japão, Filipinas, Polônia, Arábia Saudita, Cingapura, Coreia do Sul, Suíça, Vietnã.

Ampliando, até agora não visitou apenas o Brasil, de fato não pôs os pés em nenhum país da América Latina, coalhada de tradicionais aliados. A situação reflete deprimente realidade, nem é preciso comentar — para ambos os lados. Os fatos urram. De passagem, está marcada para 30 de novembro próximo visita de Donald Trump a Buenos Aires para a reunião do G-20.

Em boa parte, política é símbolo. Em certo sentido, é sobretudo símbolo. Que a constatação leve a um trabalho sério para aumentar objetivamente a importância da América Latina.

Repito, Mike Pence desembarcou em Brasília. A primeira gestão do mandatário, tentou coordenar com as autoridades brasileiras atitude mais enérgica em relação a Caracas. Mais que mera gestão, veio para isso. Deveria ter sido recebido com entusiasmo por tal objetivo.

Fracassou redondamente. O chanceler Aloysio Nunes Ferreira [à esquerda de Mike Pence]jogou um balde de água fria na esperança do norte-americano que, no caso, só queria mais efetividade e menos lero-lero na compaixão que sentimos do povo venezuelano e maior consciência das ameaças pelas quais passa o Brasil. Disse o vice-presidente dos Estados Unidos: “O Brasil liderou esforços para expulsar a Venezuela do Mercosul, uniu-se aos EUA para suspender a Venezuela da OEA. Agora, chegou a hora de agir com mais firmeza, e os EUA pedem ao Brasil e às outras nações mais atitudes contra o regime de Maduro”.

O recado era direto: chegou a hora de atuar com mais firmeza, de resolver o caso. A resposta brasileira foi também direta: chegou nada, não vamos proceder com mais firmeza, vai continuar o lero-lero, azar do povo venezuelano. Sublinhou o chanceler, ao frisar que a posição dos EUA sobre a Venezuela não coincide totalmente com a do Brasil. “Somos contra qualquer iniciativa unilateral em matéria de sanções. Para nós, o tema da Venezuela está colocado onde deveria estar colocado: na OEA, a Organização dos Estados Americanos”.

Quem de momento mais sofre com as atitudes lenientes do Brasil com a ditadura de Maduro? O povo venezuelano. Quem poderia estar se deliciando com a frieza e o distanciamento do Brasil em relação aos Estados Unidos? A esquerda em geral, claro, em especial a China comunista. Pode ter dividendos amazônicos, é o que veremos.

Quem sofrerá duramente no futuro, se o rumo não for mudado? Nós. Volto a assunto que nenhum brasileiro esclarecido deveria situar fora de suas preocupações. Michel Temer não visitou Washington. Donald Trump não visitou Brasília. Michel Temer visitou Pequim. Xi Jingping, presidente da China, já visitou Brasília. Lembro, política é símbolo.

Política é realidade. Estamos nos lances iniciais de uma gigantesca disputa comercial entre Estados Unidos e China que pode degenerar em guerra comercial generalizada e daí, sabe Deus, em embates até piores. Em tais choques, a China, perdendo mercado dentro dos Estados Unidos, pela força das circunstâncias buscará novos fornecedores e novas parcerias.

À primeira vista, situação favorável para o Brasil. Poderá substituir os Estados Unidos no fornecimento de numerosas commodities e apresentar oportunidades de aplicação de capitais. É, aliás, o que já divulgam setores ligados aos interesses chineses no Brasil. E vão continuar procurando criar clima de simpatia pela posição chinesa, por apresentar reflexo favorável aos interesses brasileiros. De parceiros comerciais seríamos alçados à condição de aliados estratégicos. Balela, soft powerdiplomacia.

Recolho repercussões iniciais de fenômeno perigoso com potencial gigantesco de expansão. “Para o chinês, o investimento não é resultado de uma parceria geopolítica, ele é parte dessa parceria”, declarou Eduardo Centola, sócio do Banco Modal, instituição parceira da estatal CCCC (China Communications Construction Company). Aliás, a bem dizer todo o investimento chinês no Brasil provém de estatais chinesas.

Talvez o Sr. Centola não tenha percebido, mas parceria geopolítica, por ele tanto elogiada, o que é? Geopolítica. Obviamente, favorecer interesses chineses nessa parte do mundo. Qual deles salta logo à vista? Sitiar os Estados Unidos. Aqui está tarefa à qual se prestaria o Brasil.

Vamos adiante. “A China olha o Brasil como um país onde pode escoar capital, tecnologia e capacidade ociosa”, corrobora Kevin Tang, diretor-executivo da Câmara de Comércio Brasil-China.

Satisfeita pelo novo quadro, constata Marianna Waltz, diretora da agência de risco Moody’s; “o Brasil faz parte da estratégia global [da China] de garantir acesso à matéria-prima e de construir a infraestrutura necessária para importá-la”. De novo, houve noção da envergadura do que disse? Pois esse é o papel que desempenhavam as regiões colonizadas em relação às metrópoles nos séculos XIX e XX. Forneciam matéria-prima, as potências colonizadoras construíam sua base.

Com esse quadro de conjunto, para qual situação o Brasil vai sendo empurrado? Para a de Estado cliente. Estado cliente, para quem anda desmemoriado, é Estado econômico, política, às vezes militarmente subordinado a outro. Sinônimos da expressão, Estado finlandizado, Estado satélite, Estado vassalo, Estado tributário, protetorado.

Fascinado por bruxedos aliciantes, passo pesado, o Brasil bambaleia atordoado numa estrada cujo ponto de chegada — Estado cliente — vem sendo escondido. À vera, a estação de destino ainda está pouco clara até mesmo para muitos de seus setores mais responsáveis. Recorro a Mike Pence, chegou a hora de acordar.


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PALAVRA DA SALVAÇÃO (85)


Solenidade de São Pedro e São Paulo – Domingo 01/07/2018


Anúncio do Evangelho (Mt 16,13-19)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? ”Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM:

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Quando Jesus é "rocha" em nosso interior...

“Tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei a minha igreja...” (Mt 16,18)

Há indicações históricas de que já no séc. IV se celebrava uma festa em honra de S. Pedro e S. Paulo. Não é fácil descobrir as razões que levaram aqueles primeiros cristãos a unir em uma mesma celebração litúrgica duas figuras humanas tão diferentes. O mais provável é porque os dois foram martirizados em Roma durante a perseguição de Nero e quase ao mesmo tempo. Pode ser também porque suas sepulturas estivessem juntas durante muito tempo. É também provável que muito cedo se descobriu a complementariedade desses dois homens. De qualquer forma, são um claro exemplo de que personalidades tão diferentes, que inclusive discutiram duramente aspectos importantes da primitiva fé cristã, pudessem ser dois seguidores autênticos de Jesus. 

Mas, desde sempre, Pedro e Paulo foram considerados como as colunas da Igreja. No caso de Paulo é tão evidente que alguns estudiosos chegaram a dizer que ele foi o verdadeiro fundador da Igreja, enquanto organização. Pedro é o personagem mais destacado em todo o NT. Mesmo assim, sabemos muito pouco de sua vida. Pelo contrário, Paulo é a pessoa melhor documentada. É o único apóstolo do qual podemos fazer uma biografia quase completa. 

O texto do Evangelho da festa de hoje nos ajuda a reler nossa vida. Ali afirma-se nossa identidade: temos um nome, que carrega algo sólido, firme, resistente, que não se desfaz com as adversidades existenciais (crises, fracassos...). A identidade de uma pessoa é dada por aquilo que é consistente, seguro... no seu interior e não pelo nome em si.

“Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei minha Igreja..." 

E sobre ela, ao longo dos séculos, se assentou a fé dos cristãos de todos os tempos. Mas a Pedra da qual Cristo fala não é Pedro, pois a pedra da sua presunção, de sua segurança, de seu orgulho se transformou em cacos com suas negações na noite da Paixão. Mais tarde, Pedro, estará em condição de entender que a Pedra é unicamente Jesus. Somente Ele oferece toda a segurança. Pedro nos alenta na fé: confirma os seus irmãos, mas a fé é em Jesus Cristo.

O fundamento da Igreja é Jesus Cristo. Quem é decisivo na Igreja é Ele. O papa, os bispos, a clero tem sua missão e sua importância, mas a pedra angular é o Senhor. Igualmente decisivo é o Reino de Deus, não a Igreja. A Igreja é aquela que trabalha em favor do Reino de Deus, mas o fundamento último é o Reino de Deus. Um Reino de justiça, de amor e de paz.

Mateus, no evangelho deste domingo, nos situa diante de um jogo de palavras entre “petros” (pedregulho, pedra sem estabilidade e que se esfarela) e “petra” (rocha firme, consistente). Simão é, por si mesmo, um “petros”, mas através de sua confissão messiânica, acolhendo a revelação de Deus e confessando Jesus como o Cristo, Filho de Deus vivo, alargou sua interioridade para que o mesmo Jesus ali se fizesse “petra” (Rocha – fundamento). Pedro chega ao grau máximo de identificação com Jesus, que mais tarde Paulo afirmará: “Não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim”. Pedro é proclamado bem-aventurado porque na sua fragilidade (petros) Jesus se faz presença solidificada (petra). A Igreja se fundamenta na misericórdia de Deus, não na força dos homens. A Igreja é a comunidade dos pecadores perdoados, não a comunidade dos perfeitos. 

A primeira coisa que estes dois personagens, Pedro e Paulo, nos ensinam é que não é nada fácil aceitar a mensagem de Jesus e segui-lo. Precisamente, os dois foram os mais resistentes, cada um à sua maneira, na hora de dar o passo e aceitar o verdadeiro Jesus. Tanto Pedro como Paulo eram pessoas muito religiosas e que se encontravam muito confortáveis dentro do judaísmo. O encontro com Jesus desbaratou essa segurança e os fez entrar na dinâmica de uma autêntica relação com o Mestre galileu. Pedro, com toda espontaneidade, não perde ocasião de manifestar sua oposição àquilo que o Mestre dizia.  Paulo foi um fanático na defesa de sua religião. Por defender o judaísmo se converteu em perseguidor de todos aqueles que seguiam a maior heresia surgida dentro do judaísmo: “os seguidores do caminho”.

Mais ainda: pode-se perceber claramente nos evangelhos os obstáculos que eles tiveram de superar para passar do conhecimento de Jesus à vivência de tudo o que Ele pregou. Seria muito interessante descobrir que somente a partir da vivência pessoal alguém pode se lançar à missão de comunicar uma fé. Isto explica como um punhado de pessoas, em pouco tempo, foram capazes de transformar o mundo até então conhecido.

Essa dificuldade que Pedro e Paulo tiveram para seguir Jesus, pode ser de muita ajuda para nós hoje. Pedro, antes da experiência pascal, seguia a um Jesus que se encaixava em seus ideais e interesses de bom judeu. Paulo, antes da queda a caminho de Damasco, servia ao Deus do AT que estava a anos-luz do Deus de Jesus.

Não serve para nada seguir a Jesus sem conhecê-Lo a fundo, identificando-nos com seu modo de ser e viver. Só depois de termos superado os nossos pré-juízos, estaremos preparados para despertar nos outros o desejo de viver o mesmo seguimento. Todos temos de passar pelo doloroso processo de maturação na fé, pelo qual passaram Pedro e Paulo. No caso deles, a dificuldade se agravou porque os dois tiveram que dar o salto de uma religião centrada na Lei a uma experiência interior de seguimento, o que não é em nenhum caso, algo cômodo.

Da aprendizagem de uma doutrina à vivência do seguimento de uma Pessoa, há um grande percurso que todos devemos fazer. Sem essa passagem a fé se converte em pura teoria, que torna estéril nossa vida e nem desperta sedução nos outros. Talvez esteja aqui a causa de muitos fracassos no caminho da evangelização. Estamos mais preocupados em “passar” uma doutrina, uma moral, uma religião... e não deixamos transparecer em nossas vidas que somos seguidores d’Aquele que é Rocha em nosso interior.

Na origem do discipulado e da igreja está sempre presente a consciência de termos sido chamados. A vontade e a decisão de cada um são imprescindíveis, mas são despertadas pela chamado e testemunho de outros, pelo chamado de Jesus e, em último termo, pelo chamado do próprio Deus. Isso é o que significa originariamente o termo “igreja” (ekklesia): “comunidade de chamados”. No chamado de Jesus, Pedro e Paulo reconheceram o chamado de seu próprio interior, o chamado do povo sofredor, o chamado dos tempos difíceis e, em última instância, o chamado do Deus grande e próximo que lhes convidava à identificação com seu Filho e ao compromisso com o Reino. 

Texto bíblico:  Mt 16,13-19 

Na oração: É o Espírito que, guiando-nos pelo caminho da escuta de nosso “eu interior”, nos faz sentir originais, únicos, sagrados...

A oração é a chave interior que abre caminho  para chegarmos até o “eu original”, aquele lugar sólido, a rocha sobre a qual construímos nossa vida. Este é o nível da graça, da gratuidade, da abundância, onde mergulhamos  no silêncio, à escuta de todo o nosso ser. 

Nossa própria interioridade é a rocha consistente e firme, bem talhada e preciosa sobre a qual encontramos segurança para caminhar na vida, superando as dificuldades e as inevitáveis resistências na vivência do Reino.

- Dê nomes aos seus recursos internos, valores e capacidades, sonhos e desejos... que dão solidez à sua vida.

Pe. Adroaldo Palaoro sj



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sábado, 30 de junho de 2018

7x1 PARA A ALEMANHA! - Harry Oliveira



Quem é o vitorioso mesmo?


Sobre o Brasil não preciso escrever porque você já conhece, mas quero falar um pouco sobre a "Alemanha que foi para casa!"

Há 10 anos moro e trabalho na Alemanha que ontem foi eliminada da copa do mundo. Vivo em um país com uma economia forte, juros baixos, mercado imobiliário em constante crescimento, setor de transportes funcionando a todo vapor, crianças estudando em escola pública e que podem escolher como segundo idioma o inglês, francês além de estudar latim como opção. Há vagas de trabalho em todos os setores que você possa imaginar.

É um país onde as pessoas respeitam as regras, onde pedestres, ciclistas e motoristas obedecem ao semáforo quando está vermelho,  A Alemanha é um lugar onde as pessoas não jogam lixo no chão e tudo é reciclado.

Nos domingos ninguém corta a grama do jardim e também não coloca aquela música alta, porque é o "dia do descanso" e ele precisa ser respeitado.

O país dos 7x1 é um lugar onde o pobre e o rico podem frequentar o mesmo supermercado e ambos conseguem viajar e tirar férias. Esse país é um lugar onde há um calendário escolar de férias diferente em cada região para que as estradas não fiquem sobrecarregadas pelo fato de todos saírem para viajar ao mesmo tempo.

A lista de coisas na "Alemanha eliminada" é interminável, claro que ela não é perfeita e também tem os seus problemas, porém resolvi escrever esse pequeno texto depois de ver as redes sociais inundadas de mensagens dos patrióticos brasileiros, mensagens do tipo: "Alemanha, chupa essa manga; vão pra casa; todo mundo tenta, mas só o Brasil e penta."

Para os tais brasileiros fica aqui a dica: A Alemanha volta para casa e continuará sendo a mesma Alemanha, com uma economia forte, uma população que sabe respeitar as leis e os limites do próximo, continuará sendo um país onde ordem e progresso apesar de não estar escrito na bandeira, é real. Continuará sendo um país onde corrupto não tem vez porque cada cidadão é um fiscal.

 Infelizmente a Alemanha marcou 7x1 novamente, já o Brasil continuará sofrendo e padecendo nas mãos de pessoas inescrupulosas e a mercê de uma classe política irresponsável e corrupta que na sua maioria está no poder por causa de eleitores que se orgulham em dizer:

"Ele rouba, mas faz!" 


Harry Oliveira

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FÉ DEMAIS OU FÉ DE MENOS? - Antonio Nunes de Souza


Usando de uma cacofonia no título, mais parece que o texto é debochado e gozador, mas, na verdade, trata-se de algo sério vivido por todos os entes queridos dessa terra amada de meu adorado e bondoso Deus!

Embora a preocupação ou cuidados nessa área de fé tenha uma significação mais forte e sólida no início da terceira idade, porém, em todas as idades a fé é despertada, principalmente nas horas das dificuldades, dores e desesperos. Ela passa a ser a “bengala” mais sólida para os pedidos de equilíbrios das situações, pode-se usar em abundância, por mais exagerada que seja, ganhando-se esperanças e boas expectativas a custo zero. Inclusive revitalizando as forças pelos poderes santificados existente nos corações de cada um, e as orações professadas por todos. E, o curioso de tudo isso é que, até os descrentes, em seus desesperos,  voltam-se a Ele pedindo seus perdões, pelo sim ou pelo não! Eu, sinceramente não conheço ateus. Estes, geralmente, vivem com a “tropa na sobra” e, somente quando as coisas desandam, apelam para o bom Deus e os gerentes de bancos para aliviar suas dores!

Logicamente, tem-se uma grande fé nos planos de saúde que, infelizmente, trata todos com deboches e péssimas assistências, inclusive não disponibilizando uma série de procedimentos, dos mais procurados e de tratamentos especializados! Custos caros e assistências das mais “baratas e simplórias”. Temos por estes uma fé fétida e de revolta!

Não vale nem a pena falar sobre a fé nos tratamentos oferecidos pelo governo através do SUS, pois, por incrível que pareça a qualidade assistencial é tão grotesca e abusiva, que, quando pode-se, rapidamente, recorre-se para médicos amigos ou parentes, ou com sacrifícios, clínicas particulares.

Assim sendo, somente resta a fé no maldito e abençoado dinheiro, que abre as portas dos desesperados junto aos bons hospitais, aliada sempre fortemente com a grande fé em Deus.

Essas duas últimas são as privilegiadas e responsáveis pelo equilíbrio emocional, muitas e muitas vezes a curas miraculosas que, depois que a coisa passa, sempre agradecem em primeiro lugar ao “Dr. Fulano” como se esse foi que realmente lhe deu de volta sua tranquilidade! São esquecidas até as promessas santificadas feitas nas horas das agonias!

Eu, particularmente, aconselho que se tenha, em primeiro e acertado comportamento, uma grande fé n’Aquele que nos criou. Fique certo que nunca será demais!

ELE sempre tem a receita certa para o seu mal!


Antonio Nunes de Souza, escritor.
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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11.418 CONTRA A IDEOLOGIA DE GÊNERO - Nelson Ramos Barretto


30 de junho de 2018

Carta apresentando ao Presidente Temer o abaixo-assinado

♦  Nelson Ramos Barretto

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e associações Pró-Vida encaminharam ao Presidente Michel Temer um abaixo-assinado com 11.418 assinaturas resultantes da campanha promovida contra a inclusão da Ideologia de Gênero na Base Nacional Comum Curricular.

A campanha apelava aos brasileiros estarrecidos com os rumos da BNCC, para que o Presidente excluísse desta a nefasta identidade de gênero.

Primeiro, porque a Ideologia de Gênero, destituída de qualquer sustentação científica, visa quebrar nas crianças a noção de que elas nascem com um sexo definido. Segundo, porque essa ideologia já foi rejeitada pelos brasileiros, que obtiveram a sua proibição oficial em mais de 90% de nossos municípios.

Membros do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
em frente a Catedral da Sé (SP)
coletando assinaturas contra a implantação
da Ideologia de Gênero no BNCC


Tendo o Presidente Temer, no decurso da coleta de assinaturas, tomado a corajosa iniciativa de excluir a Ideologia de Gênero da BNCC e de impedir seu ensino obrigatório nos colégios, os organizadores da campanha também lhe fizeram chegar seus calorosos cumprimentos, na esperança de que esta sua valorosa postura em defesa da Família se mantenha nos diversos órgãos governamentais.


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sexta-feira, 29 de junho de 2018

RESISTÊNCIA CONTRA "TRIO DO MAL" COMEÇA A GANHAR FORÇA - Luiz Carlos Nemetz


29/06/2018
Ganha corpo em todo o Brasil um movimento que pouco a pouco começa a se articular ordenadamente, de absoluto e completo repúdio, aversão e rejeição ao comportamento dos três ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que reiteradamente têm se posicionado de forma totalmente abusiva e contrária às decisões do plenário da Corte, concedendo, a torto e a direito, liberdade a criminosos e corruptos condenados a severas penas, sob argumentos pífios de defesa do estado democrático de direito que somente eles enxergam.

Estão colocando em farrapos a credibilidade institucional da Corte Suprema.

As reações estão vindo dos mais variados setores da nação.

São textos, editoriais de grandes jornais, posicionamentos de juristas consagrados e uma tormenta de manifestações nas mídias sociais e na imprensa internacional.

Esse movimento de reação tem que ganhar muito mais musculatura. Três ministros não podem e não devem conseguir sequestrar o Brasil e aos brasileiros, devolvendo ao convívio social marginais, delinquentes e corruptos.

O poder judiciário é o último abrigo da sociedade e não pode servir de refugio para bandidos.

Há uma tática que vem sendo usada por estes três "mosqueteiros" de araque que é desmontar a operação lava-jato, desacreditá-la, tornar sem efeito prático as suas decisões. É transformar o Brasil numa terra sem donos. Levando a população a um estado de confusão e conflitos.

O que está em jogo é a República. A sociedade, a nação e as instituições não podem mais calar diante desse arbítrio, perpetrado por ministros que legislam sozinhos contra toda a ordem normativa brasileira, em defesa de interesses que cada dia ficam mais claros e evidentes.

É hora de se dar um basta e impor limites a essa insignificante minoria identificada com o que existiu de pior na nossa história republicana.

Eles não tem a força que pensam ter!

O Brasil está precisando dos bons! Junte-se a eles!

Abra a boca como um brasileiro de bem. Grite: CHEGA!


Luiz Carlos Nemetz
Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia


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OBSERVANDO OS OUTROS - Paulo Coelho


A velha em Copacabana

 Ela estava no calçadão da Avenida Atlântica, com um violão, e uma placa escrita à mão: "Vamos cantar juntos".
Começou a tocar sozinha. Depois chegou um bêbado, uma outra velhinha, e começaram a cantar com ela. Daqui a pouco uma pequena multidão cantava, e outra pequena multidão servia de plateia, batendo palmas no final de cada número.
"Por que faz isto?", perguntei, entre uma música e outra.
"Para não ficar sozinha", disse ela. "Minha vida é muito solitária, como a vida de quase todos os velhos".
Oxalá todos resolvessem seus problemas desta maneira.
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O amigo em Sidney

"Às vezes a gente se acostuma com o que vê nos filmes, e termina esquecendo a verdadeira história", diz um amigo, enquanto olhamos juntos o porto de Sidney. "Lembra-se da cena mais marcante do filme: 'Os dez mandamentos'?".
Claro que me lembro. Moisés - interpretado por Charlton Heston - em determinado momento levanta seu bastão, as águas se dividem, e o povo hebreu atravessa o mar a pé.
"Na Bíblia é diferente", continua meu amigo. "Deus ordena a Moisés: 'diz aos filhos de Israel que marchem'. E só depois que começam a andar é que Moisés levanta o bastão, e o Mar Vermelho se abre".
Só a coragem no caminho faz com que o caminho se manifeste.
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O católico e o muçulmano

Eu conversava com um sacerdote católico e um rapaz muçulmano durante um almoço. Quando o garçom passava com uma bandeja, todos se serviam, menos o muçulmano, que fazia o jejum anual prescrito no Alcorão.
Quando o almoço terminou e as pessoas saíram, um dos convidados não deixou de alfinetar: "veja como os muçulmanos são fanáticos! Ainda bem que vocês não tem nada em comum com eles".
"Temos sim", disse o padre. "Ele tenta servir a Deus tanto quanto eu. Apenas seguimos leis diferentes".
E concluiu: "pena que as pessoas só vejam as diferenças que as separam. Se olhassem com mais amor, enxergariam principalmente o que há de comum entre elas - e metade dos problemas do mundo seriam resolvidos".
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Meu sogro, Christiano Oiticica

Pouco antes de morrer, meu sogro chamou a família:
"Sei que a morte é apenas uma passagem, e quero poder fazer esta travessia sem tristeza. Para que vocês não fiquem inquietos, mandarei um sinal de que valeu a pena ajudar os outros nesta vida". Pediu para ser cremado, as cinzas jogadas no Arpoador, enquanto um gravador tocava suas músicas preferidas.
Faleceu dois dias depois. Um amigo facilitou a cremação em São Paulo, e de volta ao Rio fomos todos para o Arpoador com o rádio, as fitas, o embrulho com a pequena urna de cinzas. Ao chegarmos diante do mar, descobrimos que a tampa estava presa por parafusos. Tentamos abrir, inutilmente.
Não havia ninguém por perto, só um mendigo, que se aproximou. "O que vocês querem?".
Meu cunhado respondeu: "Uma chave de parafuso, porque aqui estão as cinzas do meu pai".
"Ele deve ter sido um homem muito bom, porque acabei de achar isto agora", disse o mendigo.
E estendeu uma chave de parafuso.

Diário do Nordeste, 23/06/2018


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Paulo Coelho - Oitavo ocupante da Cadeira nº 21, eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.

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