O rapaz passava pelo empório da cidade, quando o
proprietário o chamou. Tinha 19 anos e tinha boa aparência.
O dono lhe ofereceu um bandolim para comprar e lhe disse que
tocar um instrumento era uma ótima forma de atrair garotas.
O rapaz achou interessante a ideia e depois de uma
negociação, comprou o instrumento.
Ele já ouvira falar de uma orquestra de bandolins que
praticava todas as semanas no porão de uma sinagoga. Eram filhos de imigrantes
judeus, vindos da Europa Oriental.
Foi lá, aprendeu a tocar e a ler partituras musicais. A
jovem Dora já tocava na orquestra.
Foi olhar o rapaz e ir se encantando aos poucos. Um dia, ela
criou coragem e o convidou para ser seu par numa festa de formatura da escola.
Começaram a namorar. Quando andavam lado a lado, Kelly
segurava o braço de Dora gentilmente.
A vizinhança dizia que eles pareciam Cinderela e o Príncipe
Encantado.
O jovem par se casou. Era o ano de 1944 e Dora acabara de completar 20 anos.
Três anos mais tarde, nasceu o primeiro filho e depois o segundo e o terceiro.
Preocupações sempre havia. Orçamento familiar.
Comportamentos na escola. Momentos sérios de conversas ao redor da mesa da
cozinha, depois de colocar as crianças na cama.
E elas ouviam, de seus quartos, as vozes suaves dos pais
flutuarem pelo corredor.
Risos eram constantes naquele lar. Contavam histórias bobas,
só para rir. Criavam danças malucas, ouviam e tornavam a ouvir os mesmos
discos.
Quando as crianças ficaram maiores, Dora manifestou desejo
de trabalhar meio período. E, se isso a faria feliz, tudo estava bem para
Kelly.
Logo, ela chegaria à conclusão que, sem um diploma
universitário, não teria promoções, não cresceria. E nem seu salário.
Reuniu marido e filhos ao redor da mesa da cozinha e expôs
seu plano. Precisava e desejava obter um diploma universitário.
Queria ser professora de verdade. No entanto, o marido teria
de cuidar das crianças, durante a noite.
O filho maior teria que colaborar, chegando em casa cedo o
suficiente para ajudar o pai com o jantar. A filha do meio deveria auxiliar a
menor nos deveres de casa.
Kelly respirou fundo e disse: Dora, não se preocupe.
Ficaremos bem. Sei o que isso representa para você. Serei o homem mais feliz
desta cidade porque terei a mulher mais feliz ao meu lado.
Aos 50 anos, Dora recebeu o grau de bacharel em educação
pré-escolar.
Kelly enxugou lágrimas de alegria, irradiando orgulho.
Ele não conseguiu terminar os estudos, pois precisava
trabalhar para ajudar no sustento da família.
Dia desses, Dora precisou viajar para ir ao casamento de um
parente. Kelly ficou em casa, porque não gosta de viajar.
A filha, preocupada com o pai sozinho em casa, telefonou.
Achou a voz dele muito estranha.
Algum problema?- Perguntou.
Promete que não vai rir? – Disse ele. Sinto falta de sua
mãe.
Mas, pai, ela viajou há poucas horas.
Eu sei, mas depois de 60 anos de casamento…
Na história de amor desse casal, nada de extraordinário. O
seu conto de amor não tem mágica, castelo, fada madrinha, varinha de condão.
Como eles conseguem viver juntos há tanto tempo?
Eles nunca brigam. Não são abertamente carinhosos, mas têm
uma união muito profunda.
Importam-se um com o outro. Relevam pequenas falhas. Exaltam
as virtudes de um e de outro.
Sobretudo, entre carinho, ternura e afeto, uma grande dose
de respeito mútuo.
Redação do Momento Espírita com base no artigo
Uma história de amor à moda antiga, de Lorri Benedik,
de Seleções Reader´s Digest, outubro de 2005.
Em 08.02.2010.
A História me fascina desde a infância. Era, antes de tudo,
uma visão monumental, um grande afresco nas paredes do tempo, no qual grandes
impérios emergiam do nada e para o nada se apressavam a passos largos.
Começava para mim no antigo Egito, com aquela obsessão de
eternidade, escrita na rocha, para triunfar sobre a astúcia do tempo.
A História, para mim, só podia ser universal: Livro aberto,
vertiginoso e altissonante, escrito com sangue, transitando nas artérias
do tempo. Fluxo de guerras e invasões, templos em ruínas, fachadas e capitéis
partidos, mundo de infame sinergia, sucessão de belezas e de escombros.
Uma sinfonia interminável de heróis paralelos e vidas ilustres.
Com o passar do tempo, a desilusão de domar a História
trouxe a crítica feroz aos deterministas, que buscavam não apenas de ler o
passado, mas também prever as dobras do presente, como cartomantes travestidas
de ares científicos, pontuando sem temor a dialética do futuro.
Os últimos filósofos da História, Spengler e Toynbee, tão
diferentes entre si, conservam apenas o desenho de duas poéticas da história
que definitivamente naufragaram. Toynbee possuía a sólida cultura que faltou a
Spengler. O primeiro ousou menos porque sabia mais. O segundo ousou mais porque
sabia menos. Sequestraram o tempo e mataram a História, na ilusão de
capturá-la.
Assim ocorre com a nossa História recente, as mudanças de
rumos, os erros do passado e os de agora só poderão ser plenamente
compreendidos num tempo de média e longa duração, sem frustrados ensaios de
sequestro e paixão.
Não podemos contar com uma narrativa sem autocrítica,
vitimizada e parcial do Congresso. Não apostemos na teologia da História,
própria da Lava Jato, tão autorreferente e messiânica, ao partir de um ano
zero, como quem faz tábula rasa. Nem procuremos nos votos do STF a narrativa de
um Judiciário sobreposto aos demais Poderes, com virtudes capazes de tirar
sozinho o país do abismo.
Será preciso reconhecer que erramos todos, sem exceção, por
ingenuidade ou cálculo, e que a responsabilidade da crise atual é toda nossa,
porque não soubemos encontrar novos caminhos para os desafios do presente.
Buscamos respostas extremadas e aumentamos a temperatura e a estridência. Somos
sócios da crise, majoritários ou não, implicados nas malhas que criamos,
ocupados no combate aos monstros nascidos de escolhas desoladas e
intempestivas.
Não estamos numa cruzada, nem é preciso cavar novas
trincheiras. A partir de uma perspectiva intelectualmente honesta, não devemos
apostar na luta do bem contra o mal, das mãos limpas contra as mãos sujas, das
asas do anjo contra as impurezas do demônio.
É preciso enfrentar com firmeza a barbárie e a violência do
protofascismo em marcha, sem que a justiça se torne um ajuste de contas
ideológico. O fio do tempo e da história deixará claro quem apostou na cultura
da guerra e quem de fato não abandonou a cultura da paz e da justiça social.
Marco Lucchesi - Sétimo ocupante da cadeira nº 15 da ABL,
eleito em 3 de março de 2011, na sucessão de Pe. Fernando Bastos de Ávila , foi
recebido em 20 de maio de 2011 pelo Acadêmico Tarcísio Padilha. Foi eleito
Presidente da ABL para o exercício de 2018.
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + de acordo com
São João.
- Glória a você, Senhor.
Naquele dia, a primeira da semana, estando fechada,
por medo dos judeus, pelas portas do lugar onde estavam os discípulos, apareceu
Jesus no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco.
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram felizes
em ver o Senhor. Jesus novamente disse-lhes: "A paz esteja
convosco. Como o Pai me enviou, então eu mando você. " Depois
de dizer isso, ele soprou sobre eles e disse:" Receba o Espírito
Santo. A quem perdoais os pecados, eles são perdoados; para
quem você os segura, eles são retidos ".
Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Pe. Paulo
Ricardo:
===
O
"sopro" do Ressuscitado nas raízes de nossa existência
“...soprou sobre eles e disse: ’Recebei o Espírito Santo’”
(Jo20,22)
Pentecostes é uma festa eminentemente pascal. Sem a presença
do Espírito, a experiência pascal não teria sido possível. Ressurreição,
ascensão, irrupção do Espírito e missão eclesial aparecem aqui intimamente
articuladas. Não são momentos isolados, mas simultâneos, progressivos e
dinamizadores na comunidade dos(as) seguidores(as) de Jesus.
O Ressuscitado, através da eficácia do sopro do Espírito,
reconstrói as relações rompidas, afasta o medo, abre o horizonte da missão...
Com a força do Espírito, a vida se torna profecia de ressurreição.
O sopro incontrolável do vento revela a liberdade de ação de
quem é movido pelo Espírito. Como não se pode segurar, determinar o rumo,
exercer controle sobre o vento, o mesmo se dá com a pessoa que recebe o sopro
do Espírito. Sua capacidade de fazer o bem torna-se ilimitada. Nada a detém
quando se trata de demonstrar, com gestos concretos, o amor ao semelhante; esse
amor que ela traz dentro de si permite-lhe expressar, de maneira criativa, sua
solidariedade e sua presença inspiradora. Tudo, em sua vida, torna-se novo,
pois o Espírito não lhe permite cair na rotina e na inatividade,
características de quem perdeu a razão de viver.
O Espírito que nos habita não é um Espírito de medo que
recusaria a novidade; é um Espírito que nos torna capazes de inventar, criar,
decifrar, abrir novos caminhos, a fim de permitir às mulheres e aos homens de
hoje encontrar e reconhecer o Cristo sempre vivo através dos seus discípulos.
A festa de Pentecostes é uma ocasião privilegiada para nos
aproximar do mistério do Espírito através de imagens que tem muita relação com
nossas experiências vitais.
Quê sentimos quando parece que nos afogamos, porque nos
falta ar, e de repente podemos respirar a ar fresco a pleno pulmão? E quando
temos muita sede e alguém nos oferece água? Ou quando estamos muito cansados e
alguém se aproxima para nos ajudar e nos animar? Quê sentimos quando uma pessoa
está ao nosso lado e nos ajuda nos momentos de enfermidade e de medo?
A palavra “Espírito” é um termo latino, e seu uso se
generalizou. Em hebraico se fala “ruah”, termo feminino, que indica vento, ar,
alento, vida, amplitude, espaço ilimitado... Tem conotações muito mais ricas e
vitais que o termo “espírito”. A totalidade de nosso ser está empapada do Ruah
de Deus.
O termo “ruah” evoca também o sopro do vento, a brisa fresca
que traz a chuva, considerada como uma benção. Evoca também o mistério e a
presença de Deus, similar ao vento, porque se nota sua presença, mas não se
pode vê-lo.
A ação da “ruah” nos seres humanos refere-se, portanto ao
alento de vida de Deus que há em cada um, à abundância de Vida divina que está
presente no interior de cada homem e cada mulher e na história.
As angústias e os sofrimentos mais radicais do ser humano
são acolhidos e transformados pelo sopro do Espírito: um sopro vital que
possibilita a vitória da esperança contra o desespero, da comunhão contra a
solidão, da vida contra a morte.
O Espírito é sopro, hálito, vento que gera vida, que move,
impulsiona e sopra onde quer. De onde vem e para onde vai não é fácil dizer. No
entanto, está presente, se faz sentir, age. Sopra, despoja, subverte, separa,
varre, empurra, levanta, expande, toca de leve... Aparecem e permanecem os
sinais da sua passagem.
É um vento leve, refrescante, novo, penetrante, inovador,
cambiante; um sopro sutil, interior, profundo; um sopro que não pode ser
detido, sufocado.
Ao mesmo tempo é um vento impetuoso, desafiador e perigoso,
pois pode conduzir a direções inimagináveis. Envolve, mas não invade.
Interroga, mas não condena. Arrasta, mas não constrange.
Oferece, mas não
impõe. Presente, vital, essencial, livre, libertador. Pode ser acolhido e tudo
torna-se novo.
Por isso, quem se deixa mover pelo Sopro sente sua força e
reconhece sua ação. E, sem perder o chão da realidade e da história, aspira por
algo mais alto, mais profundo, mais bonito e transcendente.
Quem se deixa mover pelo Espírito é imprevisível e não se
deixa enquadrar pelas ideias cristalizadas e nem se fecha em atitudes
petrificadas. Quem se deixa conduzir pelo Espírito não se contenta com a
superficialidade e a mediocridade: abre espaço para a força do “mais”. Deseja
voar mais alto e mergulhar o mais profundo, busca novidades, é dinâmico, muda de
paradigmas e desfruta do presente, sem se desconectar do passado e do futuro.
Quem assim o faz renasce sempre, a mudança é seu hábito de vida.
É preciso resgatar, no dinamismo do seguimento de Jesus, a
força, a beleza e a fecundidade da dimensão espiritual de todo ser humano. Ao
referir-nos à espiritualidade cristã, estamos situados frente uma “vida segundo
o Espírito” (Rom. 8,9), uma vida nascida, orientada e alimentada pelo Espírito
Santo; estamos, pois, frente à experiência original que torna cristã uma
pessoa: ser habitada pelo mesmo Espírito que habitou Jesus de Nazaré.
Espiritualidade vem de “spiritus” e tem a ver com
respiração, um alento que vem de dentro, um fogo e um calor, uma energia e
força que brotam e sustentam o íntimo da pessoa espiritual.
Espiritualidade é a arte de respirar corretamente, cada vez
de forma integral, atenta e concentrada, a partir do âmago, da profundidade,
mas também de maneira natural e leve. Quem cultiva essa respiração integral,
esse alento e fôlego do espírito dentro de si, consegue caminhar mais longe, ir
mais adiante, ser mais criativo e intuitivo, não desanima ou esmorece quando
muitos já estão com a língua de fora.
Espiritualidade significa, antes de mais nada, não perder o
fôlego interior em qualquer circunstância da nossa vida. Somos “pessoas
espirituais” quando exercitamos tão bem a arte e o alento do espírito que,
mesmo nas situações mais difíceis da vida e do caminho, não perdemos a energia,
o fôlego, a consistência. A força do espírito nos conduz sempre adiante.
Como “filhos e filhas do Vento” basta deixar-nos envolver
pelo Sopro e escutar aquela voz que habita a dimensão mais profunda da vida e
que se aninha nas cavidades mais secretas de nossa existência.
“Espiritual” é alguém que cultiva e cuida da respiração
interior do seu ser com o mesmo cuidado que tem o camponês quando trabalha a
terra e a plantação. Apenas aquelas pessoas que se mantêm próximas ao chão, às
raízes da vida, conseguem manter também esta postura totalmente radical, a
“humilitas” que vem de húmus, o chão escuro, úmido e fértil da terra.
Esta radical humildade, que vem da proximidade do chão e da
comunhão com a terra, desperta piedade, respeito, cuidado, atenção,
sensibilidade, misericórdia e, sobretudo, coragem e compaixão.
Nesse sentido, a busca pela espiritualidade vem de baixo,
das raízes do humano, ela salta das profundezas da alma humana, não vem de
cima, do além. A busca da espiritualidade nasce do ímpeto interior do ser
humano por ser livre, por superar-se e poder crescer integralmente.
Espiritual é, portanto, a pessoa humilde, que vive da força
que vem das raízes, que tem suas raízes fincadas profundamente no chão da vida,
como uma árvore.
Texto bíblico: Jo 20,19-23
Na oração:
- Deixe que o Sopro liberte seu corpo de todas as memórias
negativas que o entulham, devolvendo ao seu espírito sua inocência, sua
disponibilidade, sua energia...
- Acolha simplesmente o Sopro em seu interior. Deixe que o
Espírito desça ao mais profundo de você mesmo.
- Acolha-o com gratidão, simplesmente expirando e
inspirando. Por alguns instantes, seja um com o Sopro.
- O Sopro que respira em você é o mesmo que respira em todo
o Universo.
- Deixe o Ser respirar em você, sendo inspirado e expirado.
Respire em Sua presença para o seu bem-estar e para o bem-estar de todos.
O Papa Beato Paulo VI na promulgação da Constituição Lumem
Gentium, terminou sua alocução proclamando Maria a Mãe da Igreja, título que
não aparece no documento conciliar. Logo este titulo se tornou a
invocação de Maria e foi acrescido às “Ladainhas lauretanas".
Em fevereiro
1974 o mesmo Papa Beato Paulo VI publicou a Exortação Apostólica Marialis Cultus. sobre o culto de Maria, como parte da renovação litúrgica introduzido pelo Concílio Vaticano
II. Nesta, explica o lugar de Maria no ciclo litúrgico da Igreja e o sentido
das festas marianas. A Exortação segue a orientação do Concílio:
"promovam generosamente o culto, sobretudo o litúrgico, para com a
Bem-Aventurada Virgem Maria; dêem grande valor às práticas e aos exercícios de
piedade recomendados pelo magistério" (LG 67).
Neste ensinamento, Paulo VI
articula a questão da cultura e da inculturação do culto a Maria, como a Mulher
que soube viver no seu tempo e inserir-se no mistério de Cristo, porque foi a
mulher que acreditou naquilo que o Senhor tinha dito. Com a proteção de Maria e
a minha humilde oração e a benção, uma boa e repousante noite.
Dom Ceslau.
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09/05/2018
É interessante, como o Papa Beato Paulo VI, na sua
exortação apostólica sobre o Culto de Maria acentua a importância da devoção
popular, que na verdade não entra na liturgia oficial da Igreja. A devoção
popular é a expressão da fé, do carinho, da presença de Deus e de nossa Senhora
na vida cotidiana do povo. Aí está o valor da devoção popular, tão
apoiado, propagado e aconselhado pelo Papa Beato Paulo VI e
principalmente pelo papa São João Paulo II. Na Exortação Apostólica sobre
o Culto Marino o Paulo VI fala das Ladainhas, do terço, da reza da hora do
Anjo, das Três Ave Marias.... A devoção popular tão cara ao nosso povo tanto na
roça como nas grandes cidades tem o reconhecimento eclesial. Vejo tantas
pessoas nas suas caminhadas matinais com o terço na mão, no ônibus indo ao
trabalho com o terço na mão...no avião, com o terço na mão... Expressão da fé e
da presença de Deus e de Maria na vida cotidiana deles. Oxalá estas
expressões não desapareçam com o tempo... Com a benção e a oração. Uma excelente
e repousante noite para você.
Dom Ceslau.
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10/5/2018
A ladainha é a expressão da Piedade popular.
A palavra ladainha vem do grego que significa,
súplica, intercessão.
Para realmente colocar o coração na oração verbal e
indispensável compreensão das palavras, ou frases expressas na oração que
elevamos a Deus, no nosso caso específico, das ladainha. Neste mês de maio o
povo canta a Ladainha de N. Senhora, chamada também a Ladainha Lauretana ou
Loretana, composta no fim da Idade Média. Leva este nome da cidade de Loreto
(Itália), onde se encontra, segundo a tradição popular, a Casa de Maria. A
ladainha lá rezada frequentemente pelos fiéis, recebeu o reconhecimento e
a aprovação do papa Sixto V en 1587. Algunas invocações atualmente usadas
foram acrescentados à ladainha original por uma série de Papas ao longo da
história. Que Nossa Senhora interceda por nós. Com a benção e oração, desejo
uma noite tranquila de paz.
Dom Ceslau.
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11/5/2018
A Ladainha da Santíssima Virgem Maria tem interessante
composição. Podemos claramente destacar suas "tonalidades". As
primeiras invocações destacam a santidade de Maria em três invocações: a
santidade de Maria como pessoa, seu papel como Mãe de Jesus Cristo e sua
vocação como virgem. Depois em doze invocações meditamos a maternidade de
Maria, seguindo os seis ( 6) títulos de Maria Virgem, mas a
virgindade tratando não só como o seu mérito, mas a eficácia
da sua virgindade. Segue depois a simbologia. São treze invocações simbólicas,
em sua maioria tirados do Antigo Testamento referentes ou
atribuídos a N.Sra, evidenciando suas virtudes e seu papel como co-redentora da
humanidade. Os quatros títulos seguintes exaltam o papel de Maria como intercessora
por nós na nossa vida cotidiana. E termina a Ladainha com treze
invocações da Maria como a Rainha, terminando com a invocação: Rainha da Paz. Eu
pessoalmente sempre acrescento ainda: Rainha do Brasil. Que linda é
teologicamente profunda oração a Maria, quando a rezamos conscientemente.
Rezando assim ela não se torna enfadonha, mas enriquecedora. Com o a benção e
oração pela intercessão da Mãe. Boa noite.
Dom Ceslau.
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14/05/2018
O Ofício de Nossa Senhora
Entre tantas formas de devoção a Maria muito conhecida e
praticada é o Ofício de Nossa Senhora. Em fevereiro este ano fui convidado
pregar o retiro espiritual para o clero de Camaçari. Uma noite foi dedicada a
Maria. Os padres escolheram entre outras formas homenagear a Maria o
Oficio. Reunimo-nos nos jardins do Convento de Dom Amando em SSA,
rodeando a a Gruta de Nossa Senhora para lá cantar. Eu fiquei encantado com a
piedade e a devoção com que os padres cantaram, na maioria de cor, o Oficio de
Nossa Senhora. Sinal, que esta devoção herdaram das suas casas.
Como surgiu esta forma de devoção? O Ofício foi escrito na
Itália no século XV pelo franciscano Bernardino de Bustis, e aprovado pelo Papa
Inocêncio XI em 1678. No Brasil foi muito propagado, sobretudo no Nordeste, por
Frei Damião.
Uma antiga tradição (lenda) conta que Nossa Senhora se
ajoelha no céu quando alguém na terra reza este Ofício. Muitos santos rezavam
este ofício todos os dias. (continua). Com a benção e oração na sua intenção.
Dom Ceslau
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15/05/2018
A estrutura destes hinos
Qual é a estrutura destes hinos. O Ofício de
Nossa Sra. segue a forma do Ofício das Horas (ou Breviário), que desde
diaconato o clero está obrigado a rezar. A intenção do Breviário sacerdotal é
prolongar a Santa Missa ao longo do dia, consagrando todos as suas horas.
O Oficio de N. Sra. composto para ser cantado ou recitado de uma só vez ou
seguindo a Liturgia das Horas, também tem este mesmo objetivo. Foi escrito
originalmente em latim no século XV pelo monge franciscano Bernardino de
Bustis, como já dissemos ontem, tendo sido aprovado pelo Papa Inocêncio XI em
1678, e enriquecido pelo Papa Pio IX em 1876 com indulgências especiais.
O
oficio, como antigo Breviário, consta de sete partes, rezado originariamente
assim: Matinas e Laudes de madrugada, Prima as seis de manhã , Terça as
nove de manhã, Sexta, meio dia, Noa as três da tarde, Vésperas, as
seis da tarde e a Completas, as nove da noite. (continua).
Com a benção e
oração, uma boa noite e Maria que vele pelo seu sono.
Dom Ceslau.
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16/05/2018 Divisão de horas
Mas como entender esta divisão de horas, para nós tão
estranha? Para entender, temos que saber como era dividido o tempo de um dia
(24h) na antiguidade. Os judeus e outros povos antigos contavam o dia de um
pôr-do-sol até outro. Para fins civis, o dia e a noite constavam,
respectivamente, de 12 partes iguais: 4 períodos de 3 horas cada para a noite,
que vão do pôr-do-sol ao nascer, e quatro períodos de 3 horas cada para o dia,
que vão do nascer ao pôr-do-sol. A Igreja cristão assumiu esta divisão do tempo
e para santificar o dia todo e estabeleceu dois ofícios: o Ofício da Noite e o
Ofício do Dia. O dá noite chamado de Ofício das Vigílias. Seguia-se lhe a prece
da aurora ou da manhã, chamada por isso Matinas. Mais tarde, deram às Vigílias
o nome de Matinas, e às Matinas o de Laudes. O Ofício do Dia constava de Prima,
Terça, Sexta, Noa, Vésperas e Completas. Complicado, não é? Mas assim se
compreende porque estes nomes das partes de oficio como laudes, prima, terça
etc.(continua).
Uma repousante noite com a benção de Jesus e proteção de Maria.
Boa Noite. Dom Ceslau.
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17/05/2018
A mensagem louvadora a Maria
Depois de apresentar a estrutura do Oficio de Nossa Senhora,
adentremo-nos na sua mensagem louvadora a Maria.
O autor do Oficio, conhecedor
e estudioso da Bíblia, predominantemente do Antigo Testamento, escolheu para
cada hora do dia um trecho, ou um episódio bíblico, fazendo comparações ou
alusões a Maria. Assim o Oficio de Nossa Senhora se tornou o oficio mais
bíblico do que simples poesia produzida em louvor a Maria. Sabendo que o Oficio
está feito como uma colcha de retalhos, de textos bíblicos do antigo e Novo
Testamento, rezando ou cantando o Oficio, somos convidados a leitura da Bíblia
Sagrada, principalmente do texto citado no oficio e a meditá-lo (leitura orante
da Bíblia). A meditação está unida a louvor de Maria e sob a proteção de Maria.
Então, resumindo, o Ofício de Nossa Senhora, tão conhecido
pelo nosso povo, é composto dos textos bíblicos com a referência a Maria.
(continua).
Com a minha benção e oração, desejo um boa noite sob a proteção de
Maria. Dom Ceslau
===
18/05/2018
Ofício de Nossa Senhora - Com meditação bíblica
O Pe. Cristovão Dworak, redentorista fez um livrinho com o
título "Oficio de Nossa Senhora – Com meditação bíblica". Além de
apresentar do texto do Oficio fez o comentário das citações bíblicas
mencionadas no oficio. Desta sua obra retirei alguns comentários, como simples "tira gosto". “TRONO DO GRÃO SALOMÃO” (1 Rs.10,18-20) Tão
belo e luxuoso era o trono do grande rei Salomão, que a Bíblia exclama: `Nada
de semelhante se fez em reino algum! Era de marfim, todo revestido de ouro
puro. Deus preparou para Jesus em Nossa Senhora um trono infinitamente mais
belo e nobre, enriquecendo-a com toda espécie de graça.
“VELO DE GEDEÃO” - Gedeão, que foi Juiz em Israel,
obteve de Deus um duplo sinal de vitória sobre os inimigos madianitas que
oprimiam o povo. Jz 6,36-40. O orvalho que desce antes sobre o velo e o
humedece, e depois sobre toda a terra, representa a plenitude de graça que
Maria recebeu, para depois comunicá-la à humanidade inteira. “SARÇA DA VISÃO” -
Deus chamou Moisés para libertar seu povo, aparecendo-lhe numa sarça, que ardia
sem se consumir (Êx 3, 1-6). Nossa Senhora está simbolizada na sarça, porque
deu à luz ao Salvador, que liberta o mundo de todo tipo de escravidão, sem
prejuízo da sua virgindade. E assim por diante. Que o Oficio se torne realmente
a oração que nos faça compreender melhor a Mensagem de Deus na Bíblia pela
intercessão de Maria.
Com a benção e oração, confiando na proteção de Maria. Boa
noite.
Dom Ceslau.
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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de
Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
Estar cansado é um grande privilégio! Quando estamos
cansados somos capazes de filtrar os sentimentos por relevância e não por
carência. Somos capazes de dar valor ao que, realmente, merece e não ao que
julgamos merecer.
Nem todos irão entender a sua vontade de desistir.
Provavelmente, irão julgar seus caminhos, seus passos, suas escolhas e dizer
que você deveria ter “tido mais paciência”. Levando em consideração o quanto
você aguentou, o quanto relevou e o quanto perdoou para manter esse
relacionamento até aqui, você não deveria se importar com os conselhos alheios.
A vida seria mais simples (e chata) se tudo o que sentimos
coincidisse com o que outros pensam, não é? Mas a vida não é assim. É tanto
esforço, tanta insistência, tantos pedidos de desculpas aceitos que, um dia, a
gente cansa. Como diz Carpinejar “a gente não cansa de amar, a gente cansa de
não ser amado”.
A gente cansa de esperar por mudanças de quem não está
disposto a mudar, cansa de se esperar iniciativas de quem nunca as teve, cansa
de ser culpado de atitudes que não cometeu.
A gente cansa de ser uma versão resumida de si mesmo e de
tentar se encaixar na vida dos outros. A gente cansa de esperar carinho, de
cobrar a presença e de exigir respeito. Cansa de relevar as grosserias diárias
e de considerar apenas, as poucas, que nos fazem sorrir.
A gente cansa, sem poesia alguma, de ser trouxa. E quer
saber? Estar cansado é um grande privilégio! Quando estamos cansados somos
capazes de filtrar os sentimentos por relevância e não por carência. Somos
capazes de dar valor ao que, realmente, merece e não ao que julgamos merecer.
Aprendemos a fazer escolhas maduras e a arcar com as consequências dos nossos
atos com a seriedade que a vida exige.
Acontece exatamente assim: quando o cansaço nos abate, o
amor próprio nos levanta. A partir daí, somos capazes de caminhar sem culpas,
sem rancores, sem frustrações. Paramos de encontrar culpados e apenas seguimos
em frente.
Começamos a entender que amor cansado não sobrevive, mas que
pessoas cansadas se regeneram. Começamos a não aceitar relacionamentos mornos,
pessoas indecisas e ligações nos domingos a noite. Enxergamos o próprio valor e
aprendemos a respeitar os próprios limites.
Começamos a ver a vida colorida e a perceber que, por mais
que queiramos muito alguém, conseguimos viver sem. Constatamos que ninguém
morre de amor e que, toda dor, intensa ou não, passa.
Um dia, em alguma fase da vida, a gente percebe que precisa
assinar a própria carta de alforria e entender que, se nem o amor é eterno,
imagine o número de chances que damos aos outros.
Professora por vocação, escritora por paixão e teimosa por
natureza. Criadora e colunista do site o site ¨Entrelinhas Literárias¨, costuma
transformar em textos palavras que, nem sempre, deveriam ser ditas..
Seu tempo de luta está chegando ao fim, pois o momento
do mais glorioso despertar está se aproximando. Tem sido uma jornada longa e
dolorosa que normalmente parece não ter fim, pois você se esforçava para
entender, com suas capacidades mentais severamente limitadas que você permitiu
que seu corpo lhe oferecesse, o significado que essa jornada tinha para você.
Tem sido realmente desconcertante tentar dar sentido à ilusão que não tem
propósito, exceto o de convencê-lo de que o que você tem vivenciado dentro dela
era a Vontade de Deus para você.
A Vontade de Deus para você é que você tenha alegria
eterna, não a dor e o sofrimento da ilusão! Ele quer que vocês desperte dela, a
intenção d'Ele é que você desperte, e, portanto, você despertará. Despertar
é o seu destino, é inevitável e irrevogável, porque lhe é impossível
permanecer adormecido permanentemente, sonhando com a ilusão, quando é a
Vontade de seu Pai, e a sua, que você desperte para experienciar com alegria e
maravilha a Realidade de sua existência eterna em Unidade com Ele.
Quando você escolheu ir dormir e sonhar, Ele prometeu
que este estado não duraria, e Ele lhe deu o meio para despertar a Chama
Eterna, ardendo dentro de você para guiá-lo para Casa e a
luminosidade dessa Luz Divina é sentida e percebida até por aqueles que estão
adormecidos mais profundamente. Muitos têm trabalhado com a Chama
Eterna por muitas vidas na ilusão para ajudar suas irmãs e irmãos a
despertar. Agora esses grandes esforços estão mostrando resultados, e em breve
você perceberá que trabalho maravilhoso você tem feito na ajuda a eles.
O amor que você tem mantido, demonstrado e compartilhado,
apesar dos esforços de alguns muito insanos e mal orientados para impedi-lo,
desencorajá-lo e desacreditá-lo, você continuamente tem fortalecido e
intensificado por éons para alcançar agora um pico. Quase toda a
humanidade está ciente de que as enormes mudanças em suas atitudes e
comportamentos são essenciais. Consequentemente, essas mudanças essenciais
estão entrando em ação com grande rapidez por todo o mundo.
A mídia ainda o estaria fazendo acreditar que estas são
ações isoladas e sem conexão de pessoas comportando-se nervosa e
irracionalmente, quando, de fato, elas atingiram o momento que está
se acelerando, é imparável, e está entrelaçando e conectando as intenções
amorosas e pacíficas de muitos seres por todo o mundo.
O Amor de Deus, que envolve você em todos os momentos,
é infinito em Seu poder; assim que você escolheu abrir seu coração para receber
a abundância de energia motivadora que o Amor fornece, você se encaminhará
com velocidade e entusiasmo crescentes para o momento do seu
despertar. Nada terá o poder, o encantamento ou a capacidade de desviá-lo
de seu caminho pretendido. Você continuará a avançar, demonstrando paz e
amor em ação, e iluminando brilhante e claramente o caminho para
todos os que serão atraídos a seguir você no caminho para casa.
Todos os aparentes obstáculos ao seu progresso serão
simplesmente dissolvidos, desintegrados ou evaporados perante o esplendor
da Luz Divina que você está mantendo e demonstrando. Você, e todos os que
viajam ao seu lado, realmente chegarão à sua sagrada Destinação, e na
sua chegada as comemorações começarão!
Raivoso, soluçando, rosto triste, olhos vermelhos, o netinho
foi se abrigar no colo do avô. Ele sofrera uma enorme injustiça. O avô, com a
sabedoria dos anos, contou ao neto um pouco de sua vida:
Eu mesmo, algumas vezes, senti ódio daqueles que me fizeram mal e não deram
sinais de arrependimento. Mas o ódio corrói a você e não afeta o seu inimigo. É
o mesmo que tomar veneno e desejar que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes
contra esse sentimento.
As lágrimas já haviam secado nos olhos do neto e o avô continuou:
É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um é bom e não magoa ninguém.
Vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando percebe que não
houve intenção de ofender. Ele só luta quando é justo fazer isto, em defesa dos
direitos e na medida certa.
Mas o outro lobo, é cheio de raiva. Mesmo as pequenas coisas o fazem partir
para um raivoso ataque. Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.
Ele não consegue refletir porque sua raiva é muito intensa.
E o avô concluiu:
Às vezes, é difícil conviver com esses dois lobos dentro de mim, pois ambos
tentam dominar meu espírito.
O garoto olhou fixamente os olhos serenos do avô e perguntou, um tanto curioso:
Qual deles vence, vovô?
E o avô respondeu:
AQUELE QUE EU ALIMENTO MAIS FREQUENTEMENTE DENTRO DE MIM!