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sábado, 28 de abril de 2018

COM O BRASIL EM CANNES por Zuenir Ventura


Cacá Diegues está voltando em breve a Cannes com seu “Grande circo místico”, 54 anos depois de participar do XVIII Festival de Cinema — ele, com “Ganga Zumba”; Glauber Rocha, com “Deus e o diabo na Terra do Sol”; e Nelson Pereira dos Santos, com “Vidas secas”. Eu estava lá nesse ano em que os três funcionaram como uma espécie de compensação pela vergonha do golpe militar de 1964. Pelo menos duas surpresas aguardavam Nelson. A primeira foi logo após a exibição de “Deus e o diabo”. Sem saber que cineastas como Fritz Lang e Luis Buñuel haviam adorado seu filme, Glauber estava muito nervoso, a ponto de ter um súbito desarranjo intestinal. “Não estou aguentando”, disse pra mim a seu lado, “pede ao Nelson pra me substituir na coletiva”. E voltou correndo para o hotel. Assim foi que o amigo teve que responder a jornalistas do mundo todo perguntas como esta “Quem é Deus e quem é o diabo? Será Antonio das Mortes (o matador do filme) a representação da ditadura?” quis saber um alemão. Nelson teve de explicar também que Dadá era a mulher de Corisco, não tinha nada a ver com dadaísmo, o movimento artístico.

A outra surpresa deu mais trabalho a Nelson, que chegou a ser acusado de assassinato de animais. É que uma condessa italiana ficou furiosa com a cena em que a cadela Baleia encena a sua morte graças a soníferos. “Só mesmo um povo subdesenvolvido para fazer filme em que se mata animal”, ela vociferou. A notícia da “morte” viralizou, como se diria hoje, e criou uma certa má vontade contra o filme. Foi preciso que o produtor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto conseguisse da Air France a oferta de uma passagem de primeira classe para Baleia, que desembarcou como celebridade. Ainda assim, a tal condessa não se conformou e espalhou que, como os “vira-latas são todos iguais”, os brasileiros teriam arranjado uma cachorra qualquer para substituir a grande intérprete que, por não falar francês, não podia garantir aos repórteres presentes no aeroporto: “C’est moi-même”.

Não seria esse o único mal-entendido. À noite, na sessão de gala, Cacá atrasou-se e quando começou a subir a escadaria do Palácio do Festival, Glauber, lá em cima, começou a gritar: “Cacá, ô, Cacá, anda logo”. Uma gargalhada explodiu. “Foi a maior vergonha da minha vida”, disse depois o diretor de “Ganga Zumba”. É que Cacá em francês quer dizer “cocô”. “Sozinho, não dava para fingir que não era comigo”. Glauber continuava gritando: “Cacá, ô, Cacá”, e a turma do sereno repetindo: “Cacá, ô, Cacá”, ou seja, “cocô, ô, cocô”.

Por via das dúvidas, Cacá deve ser agora o primeiro a subir as escadarias do Palácio, junto e misturado com o público

O Globo, 25/04/2018

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Zuenir Ventura - Sétimo ocupante da Cadeira n.º 32 da ABL, foi eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna, e recebido no dia 6 de março de 2015, pela Acadêmica Cleonice Berardinelli.


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A ERA PT - João Alves


A era PT  

O pobre não entrava na faculdade:
O que o PT fez?
Investiu na Educação?
Não, tornou a prova mais fácil.

Mesmo assim, os negros continuaram a não conseguir entrar na faculdade:
O que o PT fez?
Melhorou a qualidade do ensino médio?
Não, destinou 30% das vagas nas universidades públicas aos negros que entram sem fazer as provas. Querendo dizer que eles não têm capacidade.

O analfabetismo era grande:
O que o PT fez?
Incentivou a leitura?
Não, passou a considerar como alfabetizado quem sabe escrever o próprio nome.

A pobreza era grande:
O que o PT fez?
Investiu em empregos e incentivos à produção e ao empreendedorismo?
Não. Baixou a linha da pobreza e passou a considerar classe média quem ganha R$300,00.

O desemprego era pleno:
O que o PT fez?
Deu emprego?
Não. Passou a considerar como empregado quem recebe o ‘bolsa família’ ou não procura emprego.

A saúde estava muito ruim:
O que o PT fez?
Investiu em hospitais e em infraestrutura de saúde, criou mais cursos na área de medicina?
Não. Importou um monte de cubanos que sequer fizeram a prova para comprovar sua eficiência e que aparentemente nem médicos são. (Um já foi identificado como capitão do exército cubano)

Alguém ainda duvida que esse governo é uma tremenda mentira?

(Texto de João Alves)


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sexta-feira, 27 de abril de 2018

O QUE A MEMÓRIA AMA, FICA ETERNO por Fabíola Simões


Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender. O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.

 É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

 Diante do tempo envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

 A frase do título é de Adélia Prado: "O que a memória ama, fica eterno". Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta nossos baús secretos porque a memória é dada a segredos estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

 A capacidade de se emocionar vem daí: quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época.

 Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos já adultos ou até idosos e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debiloides, como éramos há 20 ou 30 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos... mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

 A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre "as crianças", não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Pra eles a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite...ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

 Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Como disse na introdução do blog, somos a soma de nossos afetos, e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

 Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Fabíola Simões de Brito Lopes 


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PEQUENO DETALHE - Saul Brandalise Jr.



Normalmente, os pequenos detalhes fazem uma enorme diferença em nossas vidas. Conheço pessoas que leem muito e pouco ou nada aplicam em suas vidas do que efetivamente sabem.

O Universo não cobra a nossa ignorância. Somos verdadeiramente responsáveis pelo destino que damos ao conteúdo que existe dentro de nosso cérebro. 

Conheço pessoas que pregam a igualdade entre os seres humanos, mas são efetivamente os que criam, em suas relações, as maiores desigualdades.  Seu corpo físico atual é apenas reflexo de suas emoções, mente e alma.  Uma vida feliz e regrada precisa obedecer, necessariamente, aos seguintes princípios e relativas condutas: Espírito, Amor e Matéria. 

Muitas pessoas são amigas de nossa facilidade e do eventual poder material que temos. Só descobrimos isso quando ambos vão embora. Quando as facilidades deixam de existir é quando o poder passa a ser efêmero.

A doença no corpo físico sempre é consequência de dissabores emocionais. Saber controlar nossos sentimentos é o principal segredo de uma vida consciente e regrada.

O verdadeiro amigo é aquele que nos diz o que não gostamos de ouvir. Aquele que está próximo quando todos se vão.

Quando o amor é real, nós não ficamos felizes com o que a pessoa nos dá, mas, efetivamente, pelo que nos tornamos quando estamos juntos e dividindo a mesma energia.

Se você trabalha para ganhar dinheiro jamais irá acumular fortuna. O dinheiro é sempre consequência de como o conseguimos. Ele é sempre acessório e nunca principal.
  
Somos hoje a consequência de todas as decisões que tomamos em nossa vida.  

Você estar lendo este texto  Acredite: Não é um pequeno detalhe.


"Gotas de Crystal" gotasdecrystal@gmail..com

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Saul Brandalise Jr - Nascido em Videira - Santa Catarina, empresário que durante muito tempo controlou e também presidiu um dos grupos empresariais mais expressivos do país, que inclui a Perdigão.
Em 2003 recebeu o título de Cidadão Emérito de sua cidade Natal e em 2000 o Titulo de Cidadão Honorário de Uberaba - MG.
Preside atualmente a Central Barriga Verde, que compõe a TV Barriga Verde, Rede Bandeirantes em SC e a Rádio Band FM Florianópolis, além de outras treze emissoras de rádio espalhadas pelo território Catarinense. 

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quinta-feira, 26 de abril de 2018

CÉU SEM ESTRELAS – Marília Benício dos Santos


Céu sem estrelas 


            Quantos anos passaram! A minha casa continua a mesma. Pintada de amarelo com as janelas verdes. Há muitas janelas em minha casa, acompanhando o estilo normando.

            O colorido dos vidros, verde, rosa, champagne, azul, dá muita beleza àquelas janelas de vários tamanhos. A escada em espiral vinda do jardim, continua dando muita graça àquela casa da Independência. O jardim, lá está, não com as flores da minha infância, mas, muito bem cuidado com a sua ramagem e gramado tornando-o ainda belo.

            Entrei. Tudo na mais perfeita ordem. Os mesmos móveis. A mobília estilo Luiz XVI, dá uma onipotência à sala de visita com suas paredes rigorosamente conservadas. Uma guirlanda de rosas contorna aquela sala. Saindo das guirlandas, traços de caminhos sem fim dourados completava assim a beleza  daquela pintura.

            A sala de música, o piano importado da Alemanha, lá está, mudo. A mobília oriental, era pintada de vermelho com dragões dourados. Agora, modificada, pintada de preto e com assento de palhinha, continuava linda. As paredes pintadas de azul com traços dourados. Em cima, contornando-as, instrumentos musicais artisticamente desenhados; bandolim, violino, tambor. As paredes da sala de jantar eram verdes e no alto, frutos como, caju, maçã, cerejas estavam pintados.

            Fiquei ali parada, com o olhar fixo naquilo que via.

            Quanta recordação! Parecia ouvir as risadas gostosas de mamãe. O corre-corre da criançada subindo e descendo a escada de jacarandá. Tenho a impressão de que todos estão ali e que o passado tornou-se presente.

            Olho o piano mudo. De repente parecia ouvir tocar. Resolvi continuar a visita. Subo a escada. Há lá em cima, os quartos, um monte de recordação. Vou ao quarto de meus pais, ao vestíbulo onde meu pai costumava ficar lendo ou escrevendo. A sua escrivaninha, lá está. Abro-a e encontro um caderno com a sua letra. Vejo um soneto de sua autoria. Faço questão de transcrevê-lo:

            O ORÁCULO

Mal me quer... Bem me quer...
Ela dizia e a flor despetalava
E no seu eterno sonho de mulher
Uma por uma, as pétalas arrancava.

 Num sorriso meigo e contrafeito
Esperava do oráculo a sorte linda,
Comprimindo o coração dentro do peito,
Numa ansiedade atroz infinda...

E neste engano tão belo e ledo
Ao cair da última pétala o segredo:
Bem me quer a flor lhe diz.

E ela numa alegria delirante
Vai dizendo e cantando saltitante
Ai! Como serei feliz!

                    (Francisco Benício)

            O meu coração está cheio de saudades. Abro a janela. A noite estava muito fria. No céu não havia estrelas. Céu sem estrelas. Foi assim que identifiquei minha casa naquele momento. Continua para mim um céu, mas sem estrelas.

            Fui deitar-me. Não conseguia dormir. As lembranças vinham à minha presença. Naquele exato momento, ouvi o ranger da escada. Meu Deus, quem será? Levantei-me e fui até lá. Não era ninguém. Lembrei-me de Sílvio, meu irmão, que ao voltar da farra, apesar de todo o cuidado, o ruído da escada o denunciava. Cheguei a vê-lo, encaminhando-se para o seu quarto. Era muito bonito, com os seus cabelos lisos penteados para trás.

            Voltei para o meu quarto. Cheguei à janela novamente. A noite continuava escura.

            Depois de melhor refletir, ponderei: não é o céu sem estrelas. Elas estão ali por trás da escuridão. Em minha casa também, os meus pais, os meus irmãos que já se foram estão também ali. Estão, sobretudo, em minha lembrança, em meu coração.

            Deitei-me e dormi profundamente. Acordei com o sino chamando para a missa. É domingo. Louvado seja Deus. A vida continua.

(CARROSSEL)
Marília Benício dos Santos

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ITABUNA CENTENÁRIA SORRINDO - Sinais de envelhecimento


Sinais de envelhecimento - Escrito por uma senhora confiante... 


Depois de uma reunião, eu saía de um hotel e procurava as chaves do meu carro. Eles não estavam nos meus bolsos. Uma busca rápida na sala de reunião, não estava lá também.

De repente, percebi que devo tê-los deixado no carro.

Meu marido gritou muitas vezes por deixar as chaves na ignição.

Minha teoria é a ignição é o melhor lugar para não perdê-las .
A teoria dele é que o carro será roubado se deixado na chave de ignição!

Imediatamente, eu corri para o estacionamento e cheguei a uma conclusão terrível...
Sua teoria estava certa. O estacionamento estava vazio. ..

Eu imediatamente chamei a polícia. Dei-lhes a minha localização, a descrição do carro, o lugar onde estacionei etc. Confessei igualmente que deixara as chaves no carro e que o carro tinha sido roubado.

Então eu fiz a chamada mais difícil de todas, para meu marido:
"Querido (eu gaguejei; sempre o chamo de 'fofo ' em momentos como esse), deixei minhas chaves no carro... e foi roubado."

Houve um grande silêncio. Achei que a ligação havia sido interrompida, mas então ouvi sua voz.
Idiota, ele gritou: Eu deixei você no hotel!

Agora era a minha hora de ficar em silêncio. Envergonhada e feliz também, eu disse: Bem, então  por favor vêm me buscar.

Ele gritou novamente: Eu vou, assim que convencer esse polícia, que não roubei seu carro. 

(Recebi via WhatsApp, sem referência a autoria)

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PROFESSOR GILBERTO ARAÚJO ABRE NA ABL O CICLO DE CONFERÊNCIAS ‘LITERATURA E LOUCURA’, SOB COORDENAÇÃO DO ACADÊMICO ANTÔNIO TORRES.


A Academia Brasileira de Letras abre seu ciclo de conferências do mês de maio de 2018, intitulado Literatura e loucura, sob coordenação do Acadêmico e romancista Antônio Torres, com palestra do professor Gilberto Araújo. O tema escolhido foi O romance de Maura Lopes Cançado. O evento está programado para quinta-feira, dia 3 de maio, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca. A partir de maio, as palestras serão sempre às quintas-feiras.

Serão fornecidos certificados de frequência. 

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.
 Acadêmico Antônio Torres convida para o ciclo "Literatura e loucura"

 “A loucura fascina a literatura pelo mistério que a envolve”, adiantou Antônio Torres sobre o ciclo, “sua carga simbólica, recheada de metáforas, delírios e demais manifestações que rompem com os dogmas estabelecidos. O Ciclo de Conferências deste mês de maio discorrerá sobre alguns casos exemplares desse encontro mágico, a começar pela relação entre literatura e loucura em Maura Lopes Cançado, a autora de Hospício é Deus. “O que me assombra na loucura é a distância – os loucos parecem eternos. Nem as pirâmides do Egito, as múmias milenares, o mausoléu mais gigantesco e antigo possuem a marca de eternidade que ostenta a loucura”, escreveu Maura, em seu célebre diário, do qual falará o doutor em Letras Gilberto Araújo, professor da UFRJ, que já passou pelas universidades de Lisboa, Coimbra, Porto, Paris, Londres e Viena.

Antônio Torres falou também das outras três conferências: “O segundo caso será o de Antonin Artaud – no dia 10, no mesmo local e horário –, tema da tese de doutorado da conferencista, Ana Kiffer, professora da PUC-Rio com estágio na Universidade de Paris 7 e passagem pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Na terceira palestra, no dia 17, Roberto Corrêa dos Santos, professor do Instituto de Artes da UERJ, apresentará observações pontuais de Clarice Lispector, Virgínia Woolf e Jacques Rivière sobre a loucura. Fechando o ciclo, no dia 24, o escritor Eric Nepomuceno desvendará um caso clássico: o do uruguaio Horácio Quiroga, o dos contos de amor, de loucura e de morte”.

O CONFERENCISTA

Gilberto Araújo é doutor em Literatura Brasileira pela UFRJ, por onde também obteve os títulos de mestre e bacharel summa cum laude, sempre sob orientação do Acadêmico Antonio Carlos Secchin.

Foi professor substituto dessa instituição e atualmente é professor efetivo de língua e literatura no Colégio Pedro II. Sobre a literatura brasileira, publicou diversos ensaios e palestrou no Brasil e no exterior, tendo passado pelas universidades de Lisboa, Coimbra, Porto, Paris, Londres e Viena.

Organizou as Melhores crônicas de Humberto de Campos (2009), para a Global, e preparou, para a Unicamp, a reedição das Canções sem metro, de Raul Pompeia, livro sobre o qual escreveu sua dissertação de mestrado.

É autor de Literatura brasileira: pontos de fuga (2014) e de Júlio Ribeiro (2011), volume da Série Essencial da Academia Brasileira de Letras. Foi prestador de serviços no Setor de Publicações da ABL por quatro anos, condição em que preparou e prefaciou reedições de Artur Lobo, B. Lopes, Júlia Cortines, Luís Guimarães Júnior e outros. É bibliófilo e pesquisador, com particular interesse na literatura brasileira do século XIX.
25/04/2018


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