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quinta-feira, 8 de março de 2018

MULHER: ALMA E ENCANTO – Eglê S Machado



Ligue o Vídeo abaixo:

Mulher: alma e encanto 


Procura um sonho novo, diferente,
bem rico em leveza - igual canção!
Tentando atingir a perfeição
caminha, ao tempo hostil indiferente.

Transforma o seu momento de aflição
num suceder fugaz e incipiente
e segue visionando docemente
seu mundo de quimérico brasão.

Aceita qual laurel a nuvem onde
às vezes divergente se esconde
o sol do seu roteiro colorido,

e crê com grande afinco e vigilância,
com paz no coração, no olhar uma ânsia,
um dia ver seu ideal florido. 


Eglê S Machado
Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
08/03/2013



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ITABUNA CENTENÁRIA SORRINDO - Para alegrar seu dia


Humor

Estamos no ano de 2015. Os astronautas põem o pé pela primeira vez em Marte. Durante a exploração, um dos astronautas encontra uma marciana incrivelmente linda. Após o primitivo primeiro contato, ambos percebem que os idiomas falados são parecidos e iniciam uma conversa. Não demora muito, o assunto já é sexo e eles discutem os diferentes modos de reprodução:
- Aqui em Marte, - inicia a Marciana - para se procriar junta-se uma porção de elementos químicos num recipiente, cospe-se dentro e chacoalha até aparecer um marcianinho.
Como o astronauta não é bobo, em vez de comentar o nosso processo, ele prefere demonstrar praticamente. A marciana concorda e eles iniciam o ritual.
Depois de algumas horas, sem fôlego, a Marciana diz:
- É incrível! Isso é a coisa mais fantástica que eu já fiz! Mas... e o bebê?
O astronauta responde:
- Bem, o bebê só aparecerá daqui a nove meses.
E a marciana:
- Então parou por quê?

***
A menina sai para passear de barco em um lago, com o pai e depois de umas 2 horas ela chega em casa chorando com o rosto inchado parecendo uma jaca.
Assustada, a mãe pergunta:
- O que foi isso, minha filha?
- Foi uma abelha, mãe.
- E ela te picou?
- Não... Não deu tempo, papai matou ela com o remo...

***
A titia pergunta pro Joãozinho:
- O que vai fazer quando for grande como a titia?
O Joãozinho responde:
- Um regime!

***
Na unidade de SUS, o médico olha bem para o paciente e estranha:
- Amigo, eu sou pediatra! Como é que um adulto com a sua idade marca consulta com um médico de crianças?
- Que absurdo, não é, doutor?
Pela minha idade o senhor pode calcular há quanto tempo estou nesta fila...




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O BRASIL DE BRAÇO QUEBRADO - Péricles Capanema


7 de Março de 2018
Péricles Capanema
Estou de braço quebrado. Pior, o direito, e sou destro. Já sei, problema meu, ninguém tem nada a ver com isso. Podem ficar tranquilos, não vou falar de mim só por falar, sirvo apenas de exemplo, tratarei mesmo é do Brasil, catando milho nas teclas do computador com a mão esquerda. Eça de Queiroz imaginou a vida de Gonçalo Mendes Ramires como metáfora de Portugal. Modestamente, “proportione servata”, fiapos disso seguem abaixo.

Quieto, não sinto dor; se mexo, dói. Não espanta, a imobilidade deve ser total, advertiu o ortopedista, uns 45 dias na tipoia, por baixo. Obedeço, fazer o quê, mas é difícil. A cabeça continua igual, ainda que um tanto desorientada pelo fechamento brusco do leque das possibilidades. Hoje posso fazer quase nada, um tanto de coisas vai sendo deixada para trás a toda hora, sei lá se e quando as retomarei. Aflijo-me em olhar o abismo entre o que quero e o que posso fazer.

A sensação primeira foi de turbilhão, algo como um beduíno inexperiente envolto por tempestade de areia. Dores, desorientação, desconhecimento do que vem por aí e terei de enfrentar. Até o momento, ignoro se será necessário a cirurgia ou se bastará o repouso para a reconstituição da fratura. Nem sei se o braço terá os movimentos prejudicados. Como será a fisioterapia? Disseram-me, vai ser necessária, nada mais. Na melhor hipótese, daqui a poucas semanas tudo volta ao que era. Tentei escrever, saiu uma garatuja. Perguntei tímido ao médico: — Posso escrever? — Melhor não. — Paro por aqui, ao contrário de Xavier de Maistre não vou relatar viagem em torno do meu braço partido. Rezem por mim.

O Brasil parece estar de braço quebrado. Sua “maior et sanior pars”, a gente que presta, o pessoal mais ativo e decisivo, sente que, mesmo com os atuais recursos, eliminados obstáculos artificiais, muita coisa boa pode ser feita já. É preciso que, anos sem fim, apenas 2,1% dos alunos de famílias pobres tenham aproveitamento escolar decente? Nenhuma nação terá futuro de relevo com tragédia dessas. Em Hong Kong, 53,1% dos filhos de pobres têm bom desempenho na escola; em Macau, 51,7%; em Cingapura, 43,4%; no Japão, 40,4%. Sexagésima segunda nossa posição entre os países, os dados, da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), estão nos jornais dos últimos dias.

Nas últimas semanas também fomos informados por órgão ligado ao Banco Mundial que no item Leitura (ciências humanas, digamos), posto o ritmo atual, precisaremos de 260 anos para atingir o nível dos países desenvolvidos. E no item Matemática (ciências exatas, digamos), 75 anos. É como estar de braço quebrado. A “sana pars” do Brasil vê com clareza, pode planejar a saída, mas as instituições a bem dizer tornam inviáveis quaisquer movimentos nesse sentido. É uma espécie de imobilidade forçada que não leva à cura.

No Brasil dos anos 60 a “maior et sanior pars” presenciou desgostada a irrupção nas praças e ruas do padre de passeata e da freira de minissaia, como os ferreteou Nelson Rodrigues. Hoje fazem companhia a eles o juiz de passeata e os procuradores de passeata, horrores impensáveis naqueles já distantes anos, em que a gravidade, a discrição funcional e o senso do bem comum dos magistrados parecia valor adquirido na sociedade brasileira.

A espetacularização achincalhante do Judiciário avança despudorada sob o olhar asqueado da “sana pars” do Brasil. São trincas em uma das colunas institucionais do Brasil. O que fazer? De certa maneira, aqui também, de forma temporária, estamos condenados à imobilidade.

A podridão que exala das estatais (deixo de lado no momento os prejuízos amazônicos, a incompetência e o descalabro proverbiais), constatada no mensalão, no petrolão e no eletrolão, na bica, fez com que a privatização avançasse no público. Já não se admite como possível, muito menos como recurso eleitoral, a ridícula figura de Geraldo Alckmin vestindo jaqueta com os logos das estatais, herança melancólica da campanha de 2006. Melhorando, vergonhosa.

O atual é Paulo Guedes, o principal assessor econômico de Bolsonaro, declarando o que vai a seguir sem acarretar perda de densidade eleitoral para o candidato:
“O governo é muito grande, bebe muito combustível. Mas se você olhar para educação, saúde, ele é pequeno. Já que a democracia vai exigir a descentralização de recursos para Estados e municípios, o governo federal tem que economizar. Onde? Na dívida.

“Se privatizar tudo, você zera a dívida, tem muito recurso para saúde e educação. Ah, mas eu não quero privatizar tudo. Privatiza metade, então. Já baixa metade da dívida. Tem clima para não privatizar? Onde começou o mensalão, Bradesco ou Correios? Onde se acusa o Eduardo Cunha? Caixa, loterias, fundos de pensão. Onde foi o petrolão? Petrobras. Você vê clima para continuar com as estatais?

“O povo brasileiro é contra? Ou será que são vocês [imprensa]? Eu nunca escutei isso do povo. Eu escutei isso da Folha, de jornalistas tucanos, petistas. Por que não pode vender o Correio? Por que não pode vender a Petrobras? E se o mundo for para um negócio de energia solar?

“E o shale gas [gás de xisto]? E se o petróleo, daqui a 30 anos, estiver valendo US$ 8 [o barril]? Você sentou em cima de um totem, ficou adorando o Deus do óleo. Por que uma empresa que assalta o povo brasileiro tem que continuar na mão do Estado?” Aqui a fratura de décadas, parece, começa a consolidar.

Um monte de fraturas ainda precisa consolidar. Já estou no fim. Só dois exemplos. O disparate delirante da reforma agrária. O programa de décadas atira pelo ralo uma dinheirama que não temos, não aumenta a produção, não ajuda os pobres, é foco de corrupção. Todo mundo tem receio de tocar nesse tumor de estimação.

Outro tumor, a subserviência e entrega do Brasil em relação à China comunista, colocando a independência nacional em risco. Também já completa décadas. Fraturas e tumores, temas atuais para a campanha presidencial. O que deles pensam os candidatos? Rezem pelo Brasil e votem bem, cuidado também na escolha de deputados, senadores e governadores, são coisas boas que podem ser feitas já.


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quarta-feira, 7 de março de 2018

MILAGRE EUCARÍSTICO EM 2018? - Ciência confirma a Igreja


| Mar 06, 2018


Informações detalhadas sobre as 40 hóstias intactas na igreja destruída por terremoto há ano e meio


A igreja de Santa Maria Assunta, na cidade de Arquata, Itália, foi destruída pelo terremoto de 2016.

Tudo desabou e os restos, inclusive obras de arte, foram dados por perdidos, conta o jornal italiano “Avvenire”. 

Um ano e meio depois da calamidade, uma equipe de carabinieri, gendarmaria italiana, especializada em bens culturais, comunicou que havia resgatado o tabernáculo e o conservava em custódia e que queria restitui-lo à diocese.

Aconteceu então a surpresa que evocou o milagre eucarístico de Siena de 1730.

Dentro do tabernáculo do século XVI, encontraram a píxide bem fechada, embora derrubada, e quarenta hóstias perfeitamente conservadas dentro dela.

Tinham passado um ano e meio no abandono, mas estavam pasmosamente íntegras, sem nenhum sinal de mofo ou alteração de espécie alguma.
As hóstias encontradas em perfeito estado na píxide. Foto Avvenire


“Percebia-se ainda o cheiro das hóstias novas. É como se Jesus tivesse sido engolido pelo terremoto e saído vivo dentre as ruínas”, comentou o bispo de Ascoli Piceno, a diocese da paróquia.

O Pe. Angelo Ciancotti, da catedral não conseguia segurar as lágrimas. Ele foi o primeiro em ter a píxide em mãos.

Ele tinha promovido as tentativas de recuperação que só agora foi possível efetivar, retirando o tabernáculo todo golpeado pelos detritos e coberto de pó.

As chaves não deveriam servir mais. Porém, o Pe. Angelo havia conservado uma na esperança de voltar a abrir a casa de Jesus. E essa funcionou imediatamente.

“Na primeira tentativa, o tabernáculo abriu, conta ele. A píxide estava deitada, mas fechada. Nela, o Corpo de Cristo após um ano e meio enterrado, estava perfeito, do ponto de vista da cor, da forma e do odor.

“Não havia nenhuma bactéria ou mofo que pode aparecer em qualquer hóstia depois de semanas enclausurara. Pelo contrário, após um ano e meio, aquelas pareciam ter sido feitas o dia anterior”.

E uma sensação tomou conta das testemunhas: “Ele está presente”.

O terremoto teve uma magnitude de 6.6 no local e atingiu a região de Arquata del Tronto e adjacências em 30 de outubro de 2016 causando imensos danos.
O tabernáculo onde estava a píxide contendo as hóstias. Foto Avvenire



A basílica de Núrsia, erigida no local onde nasceu São Bento, foi quase totalmente destruída. Novos tremores de terra acabaram matando em total por volta de 300 pessoas.

“Sim para mim é um milagre”, disse o Pe. Angelo, para o jornal regional Il Resto del Carlino.

“Quem não tem fé não vai acreditar em nada. O Senhor fez tudo por Si próprio”, comentou o “National Catholic Register” dos EUA.

O sacerdote sabia que as hóstias tinham sido feitas pelas freiras do convento de Santo Onofre e foi tirar a limpo com elas se tinham usado algum tipo de conservante.

“Não, responderam elas, apenas farinha e água”.

Para o Pe. Angelo foi um “achado prodigioso e inexplicável. (…) Para mim é um milagre e uma mensagem para todos que nos relembra a centralidade da Eucaristia.
“Jesus nos diz: Eu existo e estou convosco. Confiai em Mim”.


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INTERNACIONAL DIA DA MULHER! - Antonio Nunes de Souza

Dia oito de março, mundialmente, comemora-se o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, sendo uma super merecida homenagem, a este ser bendito e sagrado que Deus nos presenteou!

Somente mesmo Deus, escultor santificado, poderia de nossa humilde costela, ampliar o barro e, num passe de mágica, esculpir esse ser tão essencial em nossas vidas!

Sinceramente, não sei como seria o mundo sem a presença da mulher. Eu juro que já teria morrido de tédio e de desgosto, ter que aturar milhões de homens em minha volta!

Não imagino nem como seria a nossa vida sexual, ou se ela existiria. Até em pensar me dá arrepios de desgosto, tendo que enfrentar uma situação esdrúxula que deveria ser!

Mas, graças ao nosso bom Deus, nada disso aconteceu, tudo foi feito e elaborado com segurança e com uma complementação divina e maravilhosa. Nós temos as lindas, faceiras, carinhosas mulheres para nos estimular em todas as nossas atividades!

Infelizmente, temos sempre que lamentar a existência de homens porcos chauvinistas, mal educados e selvagens que, estupidamente, ousam levantar as mãos para elas, maltratando-as e até matando-as por motivos fúteis e banais! Evidentemente tem situações que podem causar certos desesperos, mas, civilizadamente, deve-se resolver, ou se necessário for, entregar os castigos e as condenações as leis. Jamais, em nenhuma circunstâncias usar da violência!

Parabenizo todas as mulheres, independente de cores, credos e classe social, pois sem elas não poderíamos dar continuidade a perpetuação da nossa espécie, pois, somente a união da nossa semente, com o acolhimento do seu corpo, resulta nos nossos maravilhosos descendentes!

Sejam benditas queridas “Rainhas da Terra”!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras - AGRAL
Antoniodaagral26@hotmail.com

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terça-feira, 6 de março de 2018

ACONTECIMENTOS EXTRAORDINÁRIOS SÃO DESTAQUES EM CIRCULANDO O MUNDO


Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Odilia Maria Portugal Guimarães, brasileira, residente em Niterói (RJ), é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), licenciada em História, Geografia e Sociologia, professora aposentada da rede estadual (RJ) e particular e escritora, com dois livros publicados: “Circulando o Mundo” e “Conversando com Antepassados”.

“É ser um incentivo para que as pessoas acreditem que muitas vezes, diferentemente do que parece, nem tudo está perdido. E que a vida pode nos surpreender com acontecimentos misteriosos e extraordinários.”
Boa Leitura!

Escritora Odilia Portugal, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a motivou a escrever sobre fatos reais?

Odilia Portugal - Em primeiro lugar sou grata pela oportunidade de poder falar sobre  meu trabalho nesta revista. Mesmo tendo exercido o cargo de professora durante muitos anos lecionando história e geografia, na verdade me considero uma estudante. Uma estudante da vida, por um viés espiritual, que procura conhecer os mistérios e a força que movimenta e sustenta cada um de nós. A realidade da vida é, por si só, fonte inesgotável de lições e ensinamentos, e alguns acontecimentos merecem ser contados.

Como vem sendo a seleção de histórias a serem escritas?

Odilia Portugal - Inicialmente, resolvi relatar acontecimentos fortes ocorridos comigo mesma. Na sequência, alguns amigos me contaram momentos difíceis que viveram, em que se apresentaram soluções inesperadas e misteriosas. Em seguida, comecei a pesquisar, em outras fontes, acontecimentos milagrosos e extraordinários. Quando percebi já havia escrito alguns contos então publiquei meu primeiro livro.

Baseado em fatos reais você tem publicado o livro de contos “Circulando o Mundo”. Apresente-nos a obra.

Odilia Portugal - É uma obra de ficção, inspirada em acontecimentos reais que a mim chegaram de alguma forma. São narrados alguns milagres, mistérios ou acontecimentos extraordinários. As circunstâncias, nomes, lugares e datas são fictícios; só a essência, a modificação da realidade e a transformação ocorrida são reais. O que existe em comum entre os contos é o encantamento, o inexplicável, o inesperado e a gratidão.

Sabemos que cada texto apresentado na obra tem um pouco da Odilia Portugal. Apresente-nos a história de um dos textos publicados como exemplo.

Odilia Portugal - O estudo da espiritualidade se tornou fundamental para mim depois de uma viagem que fiz ao Norte do Brasil, há alguns anos, em circunstâncias permeadas de mistérios. Este encontro com a espiritualidade é relatado no conto “Circulando o Mundo”, porque é impossível eu falar de acontecimentos extraordinários sem me lembrar que também vivenciei alguns deles. Outros dois contos: “Lago do Arara” e “Um dia e o Rei” são também momentos especiais vividos por mim. Nestes casos alguns nomes são trocados, mas as histórias são verdadeiras, exatamente como são narradas.

Quais os principais objetivos a serem alcançados por meio de “Circulando o Mundo”?

Odilia Portugal - Meu principal objetivo, com esses contos, é lembrar que muitas coisas que acontecem estão além da compreensão racional e materialista. É a alegria de ver a vida movimentada por uma força que circula o mundo e que é invisível aos olhos materiais. É ser um incentivo para que as pessoas acreditem que muitas vezes, diferentemente do que parece, nem tudo está perdido. E que a vida pode nos surpreender com acontecimentos misteriosos e extraordinários.

Além de “Circulando o Mundo”, você publicou “Conversando com antepassados”. Apresente-nos a obra.

Odilia Portugal - Trata-se de um romance no qual é narrada a vida de uma mulher cuja família veio do Líbano no início do século passado, e que teve uma infância muito difícil a começar pelas palavras de maldição proferidas no dia de seu nascimento pelo próprio pai. Uma história de superação, lutas e vitórias.

Qual a relação de “Conversando com antepassados” com a doutrina espírita?

Odilia Portugal - Podemos dizer que tem uma relação com a doutrina espírita, porque fala de causa e efeito, perdão, superação, lutas e vitórias. Existe um trecho: “quando uma criança está para nascer toda a família e amigos se preparam para recebê-la, é uma alegria. Quando o espírito precisa desencarnar, outros esperam por ele do outro lado, há uma preparação também. Deus não o abandona, manda seus mensageiros de luz para receber com amor e carinho o espírito no plano invisível”. Por aí podemos ver a existência do viés espiritual. Na verdade, “Circulando o Mundo” tem mais a ver com a doutrina espírita, porque nele falo claramente de manifestações espirituais. Mas nenhum dos dois é vinculado a qualquer religião, mesmo eu sendo uma estudante da alta espiritualidade.

Onde podemos comprar seus livros?

Odilia Portugal - Meus livros foram publicados com meus próprios recursos e não estão disponíveis em livrarias por não achar interessante as propostas por elas oferecidas. Podem ser pedidos pelo e-mail circulando.omundo@gmail.com pelo qual são dadas mais informações.

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Odilia Portugal - Continuar escrevendo textos que sejam agradáveis, tragam boas mensagens e auxiliem a refletir sobre a vida e seus mistérios. No momento estou preparando um livro com novos contos e crônicas e trabalhando no blogdequemeomundo.com.br.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Odilia Portugal. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Odilia Portugal - Agradeço a oportunidade de divulgar meu trabalho, convidando a todos a lerem meus livros e a interagirem no blog. Existem palavras tais quais “sempre” e “nunca”, entre outras que, a meu ver, devem ser usadas com muito critério, porque a vida pode se expressar em mistérios e nos surpreender...

Serviços:
Blog:dequemeomundo.com.br

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



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DOM CESLAU STANULA - Concilio Vaticano II


01/03/2018

Dos 21 Concílios Ecumênicos, todos importantes, mais próximo de nós foi o Vaticano II.
Chama-se Vaticano II, porque se realizou no Vaticano e foi o segundo realizado no Vaticano. O Primeiro foi na Basílica de S. Pedro, entre 1869 e 1870, convocado pelo papa Pio IX. Teve que encerrar os trabalhos por força da ocupação de Roma pelas tropas de Garibaldi. O Segundo foi inaugurado no dia 11 de outubro de 1962, pelo Papa São João XXIII. Participaram mais de 2.000 bispos do mundo inteiro, Superiores Gerais das Congregações e Ordens religiosas, além dos peritos em várias áreas de ciência, e principalmente em teologia, e observadores das outras denominações religiosas.

O objetivo desse Concilio foi apresentar todo o deposito de fé, toda a revelação divina em forma accessível às exigências do nosso tempo, por isso teve caráter prevalentemente pastoral.
O Concílio foi encerrado no dia 08 de dezembro de 1965. (continuaremos).

Com o a benção e a minha oração. Uma serena e repousante noite.
Dom Ceslau
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02/03/2018
O fruto dos trabalhos do Vaticano II.

Com a preocupação de não modificar a doutrina, mas  comunica-la através de uma formulação mais clara que atinja o homem de hoje, os padres conciliares se  dedicaram ao estudo,  discussões, consultas etc., para finalmente votar as propostas que expressavam a integridade e unidade na fé para serem promulgadas como documentos conciliares.

Todo este trabalho frutificou em 16 documentos divididas em três categorias: 04 constituições, 03 declarações e 09 decretos.

As Constituições expõe verdades de fé e os elementos essenciais da Igreja: a Sacrosanctum Concilium (sobre a Liturgia); a Lumen Gentium (sobre a Igreja); a Dei Verbum (sobre a revelação divina); a Gaudium et Spes (relação da Igreja com o mundo moderno).

 As Declarações expõe a visão da Igreja sobre determinadas questões importantes da sociedade: a Gravissimum Educationis (sobre a educação católica); a Nostra Aetate (da relação entre a Igreja e os não-cristãos); a Dignitatis Humanae (questão da liberdade religiosa).

Os Decretos apresentam as normas disciplinares e pastorais que nasceram da reflexão conciliar: o Unitatis Redintegratio (do Ecumenismo); o Orientalium Ecclesiarum (das igrejas orientais católicas); o Optatam Totius (da formação dos presbíteros); o Perfectae Caritatis (sobre a vida religiosa); o Christus Dominus (os bispos); o Apostolicam Actuositatem (trata do apostolado dos leigos); o Ad Gentes (a atividade missionária da Igreja); o Presbyterorum Ordinis (da vida do presbítero); e, o Inter Mirífica (trata de meios de comunicação social). (continuará).

Deus te abençoe. Com a minha oração. Uma boa e repousante noite.
Dom Ceslau.
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03/03/2018
A minha reflexão de ontem precisa de um esclarecimento.

A língua oficial da Igreja Católica continua o LATIM.

Por isso todos os documentos da Igreja levam o título das primeiras palavras como inicia o documento em Latim. Por exemplo: a Exortação Apostólica sobre o amor na família do Papa Francisco, inicia em latim assim:

“Amoris laetitia quae in familiis viget laetitia est quoque Ecclesiae” isto é “Alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja”. E o documento está hoje conhecido no mundo inteiro por: Amoris Laetitia (e a abreviação: AL). Por isso ontem coloquei os documentos conciliares do Vaticano II em Latim e tradução em português, o que, pode ser, dificultou entendimento do meu pensamento. Mas isto foi importante, porque as abreviações que vamos encontrar nos textos quaisquer serão em Latim. Por ex. LG = Lumen Gentium a (Constituição do Vaticano II sobre a Igreja).

Com a minha benção e oração, uma boa noite e ótimo fim da semana.
Dom Ceslau.

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Continuação das reflexões
05/03/2018

Faz três anos que celebramos 50 anos do encerramento do Vaticano II. Mas ainda falta muito para que as orientações e a luz que foi acesa na BB Igreja para “ventilar a Igreja” – como dizia o Papa São João XXIII fossem introduzidas plenamente.

O Papa Francisco ao iniciar o seu pontificado disse: “quero a Igreja pobre para os pobres”. Coincidentemente, há 50 anos antes o Papa São João XXIII teve a mesma ideia e da mesma forma se expressou. Muitas mudanças foram introduzidas, depois do Concilio Vat II na América Latina e no Brasil.
Muitas mudanças entraram radicalmente. Surgiram CEBs (Comunidades Eclesiais de Base).

Propagaram-se inúmeros movimentos, como os Cursilhos, ECC, o Treinamento de Liderança Cristã (TLC), a Renovação Carismática Católica (RCC), o Neocatecumenato, Focolares, Equipes de Nossa Senhora, etc.

É o novo vento do Espírito Santo que começou a soprar a partir o Vaticano II. Mas ainda falta muito para chegarmos para uma plena renovação na Igreja segundo a vontade de Jesus.  É a nossa tarefa de todos: leigos e cristãos ordenados.

Dediquei, mas tempo para a reflexão sobre Vaticano II para que todos, principalmente os leigos, tivessem mais clara a ideia o que foi este Vat. II, e a sua importância para a renovação da vida na Igreja.

Com a benção e oração. Boa noite.
Dom Ceslau.

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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL.

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