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sábado, 2 de setembro de 2017

EDITORA ARACNE DA ITÁLIA PUBLICA LIVRO DE POESIA DE CYRO DE MATTOS

Foto ALB
Editora Aracne da Itália publica
Livro de Poesia de Cyro de Mattos


Poesie Brasiliene della Bahía” - Poesia Brasileira da Bahia - é o livro de poemas do escritor e acadêmico Cyro de Mattos, publicado no início deste mês pela Aracne Editora, http://www.aracneeditrice.it, de Roma, Itália, com tradução de Mirella Abriani e desenho da capa de Ângelo Roberto.
Com “Poesie Brasiliene della Bahía”, o autor Cyro de Mattos alcança a marca de onze livros publicados por várias editoras na Europa: quatro em Portugal, quatro na Itália, um na França, um na Alemanha e um na Espanha. Além disso, o escritor tem contos e poemas publicados em Portugal, Itália, França, Rússia, Espanha, Estados Unidos, Dinamarca e México.

Vale a pena ressaltar que, na ocasião em que o poeta baiano recebeu o Segundo Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d`Oro, em Genova, Itália, a presidente do júri, professora doutora Graziela Corsinovi, da Universidade de Genova, ressaltou que a poesia de Cyro de Mattos é dotada de “amplo horizonte histórico e existencial, articulada em lúcido espaço lírico, em que evoca o mistério e a epopeia brasileira com grandes camadas sugestivas.”

A editora Aracne é uma das mais prestigiosas da Europa. Foi criada em 1993 e mantém um canal de TV para divulgar suas atividades no mundo dos livros, através de congressos, reuniões, encontros, seminários, entrevistas, feiras, salões, etc. Publica livros científicos e didática universitária, de economia, política, direito, literatura e arte. Ao longo de mais de vinte anos, já publicou mais de 15 mil livros.

Clique no link

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Cyro de Mattos é baiano de Itabuna. Escritor e poeta, Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Sul da Bahia). Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Autor premiado no Brasil, publicado em Portugal, Itália, França, Alemanha,  Espanha e Dinamarca. Com Os Ventos Gemedores (EditoraLetraSelvagem),  ganhou o Prêmio Pen Clube do Brasil -2015.

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O LENHADOR – Catulo da Paixão Cearense

O Lenhador



          Era uma vez... Meus meninos!
             Era uma vez!... Atenção!

         Eu vou contar-vos a história
         do lenhador do sertão.

          Guarde-a bem na memória,
          ou, antes, no coração.

Um lenhador derribava,
àtoa, sem precisão,
tudo quanto ele encontrava
que fosse vegetação.

          A sua pobre avozinha
          toda a noite e todo o dia,
          (mas sempre falando em vão...)
          sem se cansar, lhe dizia:
          “Meu filho!... Tem compaixão!
          “Respeita a imagem das árvores,
          “porque elas têm coração”.

E o lenhador chaboqueiro,
a rir-se, como um selvagem,
dizia que os seus conselhos
não passavam de bobagem.

          Assim, risonho, o malvado,
          acordando muito cedo,
          pegava do seu machado
          e levava o dia inteiro
          esfrangalhando o arvoredo.

          E a sua triste avozinha,
          sempre a chorar, mas em vão,
          a toda hora do dia,
          como quem faz oração,
          de joelhos, lhe repetia
          que tivesse compaixão
          da santidade das árvores,
          que têm alma e coração.

Pois bem:  nesse mesmo dia,
a soltar feros rugidos,
sem atender aos gemidos
da sua avó, da avozinha
centenária de janeiros,
o bruto, o bruto dos brutos,
derribou dois ingazeiros
carregadinhos de frutos.

E a sua avó, coitadinha,
que tantas mágoas já tinha,
piedosa, assim lhe falou:

          “Meu netinho: sê bondoso,
          “como foi teu santo avô!
          “por que foi que decepaste
          “aqueles dois ingazeiros,
          “dois amigos fraternais!
          “Vai pedir perdão, meu filho,
          “perdão para os teus pecados
          “aos dois troncos decepados
          “desses Cristos vegetais!”

D’uma feita, o criminoso,
cantando, jogou no chão
um pé de jacatirão,
tão moço e tão extremoso,
que, com fraternal carinho,
com carinho paternal,
guardava entre os seus verdores
o ninho de um cardeal.

E a velha, que não cansava
de aconselhar o impiedoso
naquele eterno estribilho,
ainda assim suplicava:

“Meu filho, meu pobre filho,
“Tuas ações são contadas
“pelo mal que tu fizeres!
“Respeita todas as árvores,
“que ainda mesmo agigantadas,
“são fracas, como as mulheres”.

          Doutra feita, o renegado,
          sem um tiquinho de dó,
          desgalhou a laranjeira
          da pobrezinha da avó,
          uma velha laranjeira,
          cujas flores enfeitaram,
          há meio século passado,
          seu vestido de noivado,
          quando ela e o morto adorado
          na igrejinha se casaram.

E a avó, sempre com o perdão,
sempre, sempre repetia:

“Tu mataste a laranjeira
“que há tempos já não floria!
“É debalde que eu te imploro!
“Eu sei que te imploro em vão!
“Mas, filho! Tem caridade!
“Tem um tico de piedade
“da pobre vegetação”.

Mas, qual!... Meus filhos! O homem
já não tinha coração!

Vede quanta perversão!

Do lado do capinzal,
lá, onde pastava o gado,
erguia-se um grande ipê,
que o avô tinha plantado
No tempo, em que ele podia
no seu roçado roçar,
depois de levar na roça
com a sua enxada a cavar,
debaixo daquela sombra,
nas horas quentes do dia,
vinha o velho descansar.

          Se era noite de luar,
          ali, num banco de pedra,
          com a viola conversando,
          o velho, já caducando,
          rasgava o peito a cantar.

Pois bem. Um  dia, o tinhoso,
a fera desnaturada,
o tirano dos tiranos,
quis destruir, as escolhas
aquela planta sagrada
aquele templo de folhas,
que tinha mais de cem anos.

Mas quando o rei das florestas,
aos golpes do seu machado,
já começava a pender,
o grande amaldiçoado
viu uns borbulhos de sangue
do tronco velho escorrer!!!...
sacudiu fora o machado,
e deu de perna a valer.

E foi correndo... Correndo!...

E os troncos que ia revendo
das plantas que decepou,
eram braços levantados
de uns homens, desenterrados,
a gritar: - Vai-te, impiedoso!...
- Vai-te embora, cão tinhoso!...
- Cão danado! Cão leproso!

- Foi Deus quem te castigou! –

E foi correndo...  correndo!...

Cada vez corria mais!...

Quis parar!... Olhou pra atrás!...

Mas vendo o ipê debruçado,
como um Cristo ensanguentado,
cada vez corria mais!!

Numa curva do caminho,
um pobre  velho ranchinho,
abandonado, avistou!

Quer ver se para e descansa,
e o ranchinho, por vingança,
todo inteiro desabou

          E foi correndo e gritando!...

          E toda a vegetação
          que o malvado ia encontrando
          e que mal podia ver,
          como se fosse arrancada
          com toda a raiz da terra,
          numa grande disparada,
          ia atrás dele a correr!!!

Na crista da encruzilhada
vendo uma gruta fechada
de verde capoangal,
barafustou pelo mato,
que, logo que viu o ingrato,
de mato manso e macio,
ficou sendo um espinhal!!

          E foi outra vez correndo,
          correndo pelos caminhos!

O capim que ele pisava,
no mesmo instante ficava
crivado todo de espinhos!!

          Ia correndo,  sem tino,
          como um pérfido assassino,
          que um inocente matou!

Mas, agora, em sua frente,
o que ele viu, de repente,
que, de repente, impacou?!

          Era um rio que passava
          ali, naquele lugar!
          O rio tinha uma ponte!...
          Ele foi atravessar!...

          Pôs o pé!... Ia passando!...
          E a ponte rangeu, quebrando!...
          E o homem cai, bracejando,
          na correnteza a boiar!

“Socorro, meu Deus! Socorro!”...
gritava, já se afogando!
“Socorro, que eu vou morrer!
“Eu juro pela avozinha,
“a mãe da minha mãezinha,
“nunca mais na minha vida
“uma só planta ofender!”

          Então, um verde ingazeiro,
          que estava à margem do rio,
           esticou-lhe um braço verde,
          para dar-lhe a salvação!

O homem pegou no galho,
os dentes no galho aferra,
foi subindo, foi subindo,
e quando pisou na terra,
chorava mais que um chorão!

Chorando e beijando o galho,
dizia: - “Muito obrigado!
“Deus te conserve, enfolhado,
“com todo viço e verdor!

          “Quero esquecer meu passado!...
          “Vou sepultar meu machado!
          “não serei mais lenhador!”

Pois bem. Depois do perdão
e daquelas juras santas
que fez ao velho ingazeiro,
veio a regeneração!

          O lenhador do sertão,
          para expurgar-se dos crimes,
          transformou-se em jardineiro!!

                                   *

          Deixando os matos agrestes,
          veio em caminho da roça!

          E, em breve, ao redor da choça,
          feita de barro e coberta
          de sapês hospitaleiros,
          só se viam, florescendo,
          canteiros e mais canteiros.

Levava os dias inteiros
tratando do seu jardim.

E a avó, que já carregava
mais de cem anos de idade,
dizia que neste mundo
nunca viu tanta bondade
e tanta pureza assim.

Depois do labor do dia,
nem mesmo as noites dormia!
Bastava o simples rumor
de um inseto zumbidor,
ou o cicio da aragem,
ciciando entre a folhagem,
para abrir a janelinha
da sua choupanazinha,
e escutando esses rumores
ficar ali, debruçado,
ouvindo a noite inteirinha
o meigo sonho das flores!

De manhã, de manhã cedo,
lá ia saber das rosas,
dos cravos, dos crisântemos,
das açucenas cheirosas,
se tinham dormido bem.

Tinha cuidado com as rosas
que as avós mais carinhosas
com os seus netinhos não têm.
Dizia a uma flor: “Bom dia!
“Como está hoje vermelha!”
Dizia a outra: “Coitada!
“Perdeu seu mel! Foi roubada!
“Minha flor!... Serás vingada!
“Hei de matar essa abelha!”

Depois, com mágoa... com pena
de uma formosa açucena,
que parece que chorava,
batia leve no galho
para livrá-la das lágrimas
daqueles pingos de orvalho!
Ia apanhando do chão,
A flor que no chão caía!
Nas rudes costas da mão,
limpando as flores d’agua
que vinham do coração,
batia em cima do peito,
como quem faz confissão


Quando o sino da capela
vibrava na Ave-Maria
as seis notas mensageiras,
(como o Cristo ajoelhado,
No jardim das Oliveiras),
o grande regenerado
pedia a Deus pelas almas
das flores que nesse dia
no jardim tinha enterrado.

*
          E agora, quando passava
          entre as árvores, cantando,
          cheios d’agua carregando
          seus dois grandes regadores,
          os arvoredos, mostrando
          que ao lenhador perdoavam,
          no jardineiro atiravam
          as suas palmas de flores!!!

No dia em que o lenhador,
que se tornou jardineiro,
rendeu sua alma ao Senhor,
diz o povo do lugar
que, quando foi a enterrar,
as borboletas voavam,
e os passarinhos, cantando,
o féretro acompanhavam!...
e os arvoredos e os matos,
por serem órfãos de flores,
reconhecidos e gratos,
por tamanha adoração,
ao doce gemer dos ventos,
agitavam-se, em lamentos,
atirando seus verdores
sobre as tábuas do caixão.

*

Quem, hoje, por alta noite,
nas horas de mais “quebranto”,
passa pelo Campo Santo,
velho, triste e abandonado,
vê um vulto pervagando
de campa em campa, regando
as flores do cemitério,
onde ele foi enterrado.


(POEMAS BRAVIOS)

Catulo da Paixão Cearense

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TAL BEN-SHAHAR, O PROFESSOR DE HARVARD QUE ENSINA FELICIDADE

O professor de Harvard que ensina a ser Feliz


Você sabia que, em Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do mundo, o curso mais popular e bem sucedido ensina você a aprender a ser mais feliz? A aula de Psicologia Positiva ministrada por Tal Ben-Shahar atrai 1400 alunos por semestre e 20% dos graduados de Harvard aceitam esse curso eletivo.

De acordo com Shahar, a classe, que se concentra na felicidade, na autoestima e na motivação, dá aos alunos as ferramentas para ter sucesso e enfrentar a vida com mais alegria. Este professor de 35 anos, considerado por alguns como "o guru da felicidade", destaca em sua aula 14 dicas principais para melhorar a qualidade do nosso status pessoal e contribuir para uma vida positiva:


1: Agradeça sempre a Deus por tudo o que você é e tem.

2: Pratique regularmente uma atividade física.

3: Tome sempre um bom café da manhã.

4:
Seja assertivo.

5: Gaste seu dinheiro em viagens, cursos e aprendizado.

6: Enfrente seus desafios, não fuja deles.

7: Coloque em todos os lugares boas memórias, frases e fotos de seus entes queridos.

8: Sempre cumprimente e seja bom com as outras pessoas.

9: Use sempre sapatos confortáveis.

10: Cuide da sua postura.

11: Ouça boa música e leia bons livros.

12: O que você come tem um impacto direto na sua saúde e no seu humor.

13:
Cuide-se e sinta-se atraente.

14:
Finalmente, acredite em Deus, pois, com suas bênçãos, nada é impossível.


“A felicidade não é estática. É um processo que termina apenas com a morte”.


 Leia sobre Shahar aqui:
 http://exame.abril.com.br/carreira/o-professor-da-alegria/
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Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A VERDADE DAS ESPUMAS - Carlos Heitor Cony

A verdade das espumas


Acho que não foi há tanto tempo assim. Cheguei à praia com minhas filhas e encontrei um aglomerado de cidadãos. Eles montavam guarda num pequeno trecho da areia, caras alarmadas, pior: pungidas. Não fui eu quem viu o grupo: foi o grupo que me viu e dois de seus membros vieram em minha direção, delicadamente me afastaram das meninas e comunicaram: -Tire depressa suas filhas daqui!. As palavras foram duras, mas o tom era ameno, cúmplice.

Quis saber por que. Em voz baixa, conspiratória, um dos cidadãos me comunicou que ali na arrebentação, boiando como uma anêmona, alga desprendida das profundezas oceânicas, havia uma camisinha -que na época atendia pelo poético nome de "camisa de Vênus".

O grupo de cidadãos ali estava desde cedo, alertando pais incautos, como se a camisinha fosse uma pastilha de material nuclear, uma cápsula de césio com pérfidas e letais emanações.

Não me lembro da reação que tive, é possível que tenha levado as meninas para outro canto, mas tenho certeza de que nem alarmado fiquei. Hoje, a camisinha aparece na televisão, é banal e inocente como um par de patins, um aparelho de barba.

Domingo último, encontrei um grupo de cidadãos em volta de uma coisa. Não, não era aquele monstro marinho que Fellini colocou no final de um de seus filmes. Tampouco era uma camisinha.

O motivo daquela expressão de cidadania era uma seringa que as águas despejaram na areia. Objeto na certa infectado, trazendo na ponta de sua agulha o vírus da Aids, que algum viciado ali deixara para contaminar inocentes e culpados. Daqui a dois, cinco anos, espero que a Aids não mais preocupe a humanidade. Mas os cidadãos continuarão alarmados, descobrindo novas misérias na efêmera eternidade das espumas.

Folha de São Paulo (RJ), 27/08/2017




Carlos Heitor Cony - Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da ABL, eleito em 23 de março de 2000, na sucessão de Herberto Sales e recebido em 31 de maio de 2000 pelo acadêmico Arnaldo Niskier.

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ORELHAS DO LIVRO “LAFAYETTE DE BORBOREMA UMA VIDA, UM IDEAL” – Helena Borborema

Lafayette de Borborema


            “Conheci Lafayette de Borborema e acompanhei parte  de sua trajetória em Itabuna.  Advogado, criminalista de renome, político, bom jornalista, bom cidadão.

            Simples, despido de ambição, vaidade, defendia o cliente com ardor e combatividade, não distinguindo o rico do pobre.

            Tinha em mira a causa e não o cliente e com os olhos fitos na deusa de olhos vendados, símbolo da sua profissão, traçou o rumo a seguir, marchando firme, intemerato, desprendido.

            Lafayette de Borborema não pertence tão somente à memória da família e dos amigos, pertence também à História de Itabuna como um dos membros ilustres que o tempo não pode apagar.

RAYMUNDO CRAVO

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            “Inteligente, vibrátil, assim o víamos, sumido entre pilhas que iam até o teto, do seu “Jornal de Itabuna”. De sua carteira, empoeirada,  lançava aquele olhar arguto, enquanto esboçava, num lado da face, um quase riso entre jovial e sarcástico, do jornalista que estraçalhava com fina ironia o adversário, em cruentas polêmicas dos anos idos. Lafayette de Borborema, o advogado tranquilo, agitava-se e agigantava-se na defesa ou no ataque, sem fugir da linha mestra do Direito, o que bem conhecia.

            E o tipo humano? Alma de criança nos longos bate-papos. Esqueceu-se dos ganhos fartos daquela época, deixou-nos, em sua modéstia respeitosa, prole digna e amada, caminhos a seguir,  sempre vivo em nossa lembrança.

OTTONI JOSÉ DA SILVA

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“LAFAYETTE DE BORBOREMA

            A primeira imagem que me aflora à memória, ao evocar, pela magia da remembrança, a figura humana sob todos os títulos respeitável, do meu amigo Lafayette de Borborema, é a do advogado, que na tribuna do Júri ou na defesa das causas cíveis, tinha uma conduta retilínea das mais louváveis, o que lhe dava uma autoridade moral das mais meritórias.

            Mas o que me atraía neste homem, de pequena estatura, mas de avantajado  porte moral,  era sua participação como advogado criminal, defendendo inocentes injustiçados ou condenando, com o cautério de sua dialética irrespondível, os celerados da pior espécie,  que ontem, como hoje, perturbam o funcionamento normal das sociedades.

            Na tribuna do Júri era um leão de juba eriçada, na defesa de princípios morais que serviram de norte a toda sua existência, esgrimindo com a perícia de um d’Artagnan e pondo fora de combate adversários da melhor estirpe, com a força destruidora de seus argumentos, tudo isso de maneira ética e estritamente profissional.

            Esta a lembrança imperecível que tenho do grande lidador, que se chamou em vida Lafayette de Borborema.

JOSÉ NUNES DE AQUINO

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 (Lafayette de Borborema: UMA VIDA, UM IDEAL)
Helena Borborema
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HELENA BORBOREMA -  Nasceu em Itabuna. Professora de Geografia lecionou muitos anos no Colégio Divina Providência, na Ação Fraternal e no Colégio Estadual de Itabuna. Formada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Itabuna. Exerceu o cargo de Secretária de Educação e Cultura do Município
(A autora)

Conhecida professora itabunense, filha do Dr. Lafayette Borborema, o primeiro advogado de Itabuna. É autora de ‘Terras do Sul’, livro em que documento, memória e imaginação se unem num discurso despretensioso para testemunhar o quadro social e humano daqueles idos de Tabocas. Para a professora universitária Margarida Fahel, ‘Terras do Sul’ são estórias simples, plenas de ‘emoção e humanidade, querendo inscrever no tempo a história de uma gente, o caminho de um rio, a esperança de uma professora que crê no homem e na terra’.
(Cyro de Mattos)

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O SILÊNCIO DOS LOBOS - Aldo Novak

O silêncio dos lobos


Pense em alguém que seja poderoso…
Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?
Lobos não gritam.
Eles têm a aura de força e poder.
Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.
Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.
Olhe.
Sorria.
Silencie.
Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.
Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) ideia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade!
Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.
Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.
Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:
“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio”.

Responda com o silêncio, quando for necessário.
Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.
Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.
Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.
E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.
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Aldo Novak, cujo nome completo é Edwaldo Novak (São Roque, 10 de novembro de 1962) é um jornalista, que iniciou a carreira especializando-se em jornalismo aeroespacial e ficção científica, mas que atualmente é mais conhecido por seus textos de gestão pessoal, administração e equilíbrio de vida. Ele também é conhecido, no Brasil, como conferencista e coach e autor do livro "O Segredo para Realizar Seus Sonhos", da editora Ediouro e do livro "A Vida Não Tem Segredo", da editora Dreamland.

(Wikipédia)

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