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quinta-feira, 25 de maio de 2017

ITABUNA CENTENÁRIA: UM SONETO – Augusto dos Anjos

VERSOS ÍNTIMOS


Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta vida miserável,
Mora entre feras sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

AUGUSTO DOS ANJOS
Eu e outras poesias
8ª edição.

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Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, poeta de notável originalidade, tentou, entre nós, a poesia científica numa obra das mais famosas e das mais lidas do Brasil, a que deu por título Eu e outras poesias, editada pela primeira vez em 1912. Nasceu na Paraíba em 20-04-1884 e faleceu em Leopoldina, MG, onde era diretor de um Grupo Escolar, em 12-11-1914. 

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A HORA DA GRANDEZA


SABE-SE QUE UMA CRISE atingiu sua gravidade máxima quando, nas discussões que ocorrem de norte a sul do país, as duas palavras mais pronunciadas são “renúncia” e “impeachment”. Em todas as rodas de deputados, senadores, empresários, juristas e jornalistas, fala-se na possibilidade de uma ou outra saída – e assim tem sido desde que o jornal O Globo revelou o conteúdo da delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS. Numa conversa gravada, Temer dá a impressão de aprovar a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso há sete meses. Em outra conversa, Temer inicia uma negociação com seu interlocutor, que resultou mais tarde no pagamento de 500 000 reais em dinheiro vivo.

            A crise deflagrada pela denúncia se desdobra em duas esferas. No plano jurídico, a situação é clara: o presidente Michel Temer é inocente até que se prove o contrário – e, para que o contrário seja provado, é preciso que se percorra, com rigor e serenidade, o caminho previsto nas leis e nos códigos. Desde quinta-feira, assim que saiu a autorização para a abertura de um inquérito, Temer está formalmente sob investigação da Lava-Jato. Tem direito a ampla defesa.

            As névoas estão no plano político. Com uma suspeita séria, o presidente fragilizou-se. É nesse contexto, emoldurado por um estado de perplexidade nacional, que aparecem as palavras “renúncia” e “impeachment”. Discute-se se alguma das duas alternativas poderia oferecer uma saída para o caos em que o país foi jogado por suas altas esferas. A que o presidente Michel Temer está buscando não é nenhuma delas: é permanecer no Palácio do Planalto.

            Na mesma quinta-feira, Temer fez um pronunciamento de menos de cinco minutos no qual foi categórico: “Não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos”, disse, com tom de voz peremptório, olhar um tanto abatido e dedo em riste. A renúncia é um ato pessoal e intransferível, mas não se materializa inteiramente por moto próprio: decorre, sobretudo, da pressão e do peso das circunstâncias. O impeachment, a outra opção aventada, dispensa explicações. Os brasileiros são o povo mais versado no assunto no planeta e, portanto, conhecem bem suas dores e seus dramas.

            Seja qual for a saída encontrada, nesta hora grave é preciso grandeza – e não apenas do presidente. Grandeza dos homens públicos que ocupam os postos centrais do poder nacional. Grandeza para que, em busca de uma solução para o delicado momento que o país vive, sejam capazes de pôr os interesses do Brasil acima dos interesses pessoais, de modo que o país possa seguir em frente, superar as dificuldades, romper as amarras da recessão, aprovar as reformas estruturais, cumprir a caminhada rumo à modernidade, libertar-se da mediocridade econômica e – enfim – dar ao povo brasileiro a oportunidade de construir uma vida justa e digna.

            Para que esse sonho, ao mesmo tempo grande e singelo, possa se realizar, os homens públicos devem pensar mais no país do que em seu próprio destino. Os fatos mostram  que, hoje em dia, talvez não haja pregação mais inútil do que pedir gestos de desprendimento aos políticos brasileiros, eles que têm dado provas tão contundentes de desprezo à ética e à decência. Mas o Brasil precisa perseverar, precisa de serenidade para encontrar a saída que pareça menos traumática e mais correta. Os milhões, os múltiplos milhões de brasileiros que lutam honestamente por uma vida decente não merecem ser punidos pela incompetência política e pela mesquinharia dos poderosos.


Carta ao Leitor

Revista VEJA, edição 2531 – 24 de maio de 2017

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

LULA CAIU NA FOGUEIRA - Por Felipe Moura Brasil

Lula caiu na Fogueira


24 de Maio de 2017
               
Gravação é a única prova admitida pelo PT – de preferência, quando não são dos petistas as vozes na gravação. Todas as outras provas, que exigem leitura de documentos, são dadas como inexistentes, pois petista não lê.

A denúncia contra Lula no caso do tríplex no Guarujá tinha 149 páginas. A denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia tem 168 páginas. Só essas duas, das seis denúncias contra Lula, somam, portanto, 317 páginas. É muita página para petista ler – muito mais para entender e mais ainda para assumir que entendeu.

“Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler”, disse Lula em programa de TV em 1981, acrescentando que estava com um livro há três meses e tinha lido 300 páginas.

Naquele suposto ritmo, Lula teria levado pouco mais de três meses para ler as denúncias do tríplex e do sítio – e talvez tivesse batido um recorde digno de registro no ‘Guiness Book’ do Partido dos Trabalhadores que não trabalham nem leem.

Como ficou claro após a divulgação das conversas comprometedoras de Joesley Batista com Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), e das imagens do assessor do presidente com uma mala de dinheiro e da irmã do senador presa, petistas preferem áudios, fotos, galerias e memes. Livro, só se for para colorir – e de vermelho, claro.

Infelizmente para Lula, a denúncia sobre o sítio (fartamente usufruído por ele) é tão arrasadora que até se entende melhor, como antecipamos em Reunião de Pauta, por que seu advogado atuou para impedir a exploração do caso no interrogatório sobre o tríplex (que Lula não chegou a usufruir porque a imprensa o noticiou como dele já em 2010).

Claudia Suassuna, mulher de Jonas Suassuna, disse que “foi realizada a aquisição do sítio Santa Denise” pelo marido, “já sabendo que sua utilização seria de Lula”.

De quebra, “reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula” e “que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia”.

Já o caseiro Maradona, em e-mails enviados ao Instituto Lula em 2014, informava que “morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos (sic) gambá (sic) nas armadilhas”; e também que a “pirua (sic) esmagou os três pintinhos de pavão que estava (sic) com ela”.

É complicado refutar a acusação de que Odebrecht, OAS e Schahin reformaram o sítio como forma de pagar a Lula propinas do esquema de corrupção da Petrobras, se considerarmos – além das confissões de executivos das empreiteiras e dos registros das obras – que o proprietário formal do imóvel só frequentava o arraiá dos Lulas, e o caseiro se reportava diretamente ao comandante máximo para narrar o arraiá dos pintos.

Muito mais fácil é fingir que não existe tudo aquilo que petista não lê.

De tanto dançar quadrilha, Lula caiu na fogueira, mas ainda tenta enganar os “gambá”.



(O Antagonista)
Felipe Moura Brasil

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ISSO É ASSIM – Wagner Borges

Isso é Assim



Irmão de senda, por favor, olha para cima e vê o zimbório celeste.

Saibas tu que cada estrela é tua irmãzinha. Porque o mesmo Poder que criou a todas elas, também criou a ti.

A luz do teu coração vem do Alto e ilumina o teu corpo de argila. O teu corpo pertence ao planeta, mas o teu fogo real é estelar.

Tu não nasces nem morres; só entras e sais nas trilhas vitais. Porque essa é a tua natureza: A da LUZ. E tu és mais do que te lembras.

O Sopro Vital do Eterno viaja contigo... O que está em cima é como o que está embaixo: o Céu em ti. E o que está embaixo é como o que está em cima: tu mesmo nas estrelas.

No milagre de uma só coisa: o equilíbrio em teu coração.

Com teu corpo, tu caminhas pelo mundo. E aprendes muitas coisas. E, em espírito, tu viajas pelo infinito; e aprendes mais ainda... E tudo se reúne em teu coração: muitas moradas e muitas vidas. Tu és o somatório de muitas experiências, na Terra e além... No alto ou embaixo, dentro ou fora do corpo, tu és sempre o mesmo.

Nada nos mundos transitórios pode tirar tua natureza estelar. E isso sempre foi assim, mesmo que, às vezes, tu te esqueças disso. O fato de aceitares isso ou não, não altera o que tu és. E o tempo se encarregará de tirar o véu de teu esquecimento. Assim como a Sabedoria do Universo te impulsionará para o melhor... Mesmo que, por vezes, tu teimes em negar tua natureza, tu és espírito! E as lições da vida desvelarão o mistério diante de ti, em teu coração. E tu verás que tua inteligência é ínfima diante da Sabedoria do Todo. E teus momentos de arrogância são como bolhas de ilusão no oceano da vida.

O Universo te levará onde for preciso... Até que tu descubras a ti mesmo. Até que as correntes, que tu mesmo criaste, se rompam na luz do Eterno.

Muitas vezes, tu olhas, mas não vês, porque estás preso à aparência fugaz. Outras vezes, tu ouves, mas não escutas, porque a cera do ego te bloqueou. Ó, quantas vezes tu te afastaste do que te era caro, e abraçaste o nada? E, mesmo assim, não deixaste de ser espírito; apenas te desviaste da rota. E o Céu jamais te condenou! Porque tua natureza estelar é conhecida.

O Alto jamais deixou de te amar. Pelo contrário, foste tu mesmo que te afastaste. E, mesmo quando permites que as trevas te traguem, tu ainda és da Luz. E isso é assim. E o tempo e as devidas lições te ensinarão o que for devido. Porque a Inteligência do Todo sabe tudo sobre ti, no alto e embaixo...

Porque teu coração é conhecido, bem mais do que tu mesmo imaginas. E a tua jornada é a mesma de todos: em direção à Consciência Cósmica!

Irmão, quer tu grites ou esperneies, ainda assim, tu és espírito! E isso é assim... Tu vais e voltas, sob os anseios e ilusões do teu ego. Mas a Luz que habita em ti é sempre a mesma. E, mesmo na tua noite mais sombria, ela continuará em ti. Sim, continuará, bem dentro do teu coração.

Porque o Amor nada julga, só ama. E, quando tu te abrires novamente, verás a Luz mais linda de todas: A Luz da Aurora do Todo em ti!

Sim, e isso tudo será em teu coração. Porque tu és espírito! Ontem, hoje, e sempre... E isso é assim...


Wagner Borges


Enviado por: " Gotas de Crystal" <gotasdecrystal@gmail.com>


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SEXTA MUSICAL É 26/05 NA AABB COM O CASAL SÉRGIO E ZANZA

Sérgio canta com Zanza e interage com a plateia na AABB


Quem ainda não viu Sérgio Pezza e Zanza Oliver interagindo com o público vai poder ver nessa sexta-feira, 26/05, a partir de oito da noite, na Cabana do Tempo da AABB Itabuna.

Nessa noite o clube libera a entrada e o estacionamento interno para sócios e não sócios. “Quem curte boa música pode vir toda sexta com os amigos, a família e até as crianças que todo mundo vai entrar e gostar”, garante a presidente Maruse Dantas.

“A Cabana do Tempo tem bar e restaurante próprios do clube”, informa Raul Vilas Boas, vice-presidente social da AABB. “Sai mais em conta que outras casas de nível de Itabuna já que não cobramos couvert artístico nem 10% de gorjeta”, completa o dirigente.

A AABB Itabuna fica na Rua Espanha s/n, travessa da Avenida Europa Unida, no São Judas. Quem vem do litoral, o acesso é pela Ponte Calixto Midlej (Vila Zara). E quem vem do interior, segue pela Beira-Rio, via Shopping e Conceição. Os telefones do clube são (73) 3211-4843 e 3211-2771 (Oi fixo).

  
Contato – Raul Vilas Boas: (73) 9.8888-8376 (Oi) / (73) 9.9112-8444 (Tim)


Assessoria de Imprensa - Carlos Malluta: (73) 9.9133-4523 (Tim) / (73) 9.8877-7701 (Oi)

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terça-feira, 23 de maio de 2017

NUMA SEXTA-FEIRA SANTA – Ariston Caldas

Numa Sexta-feira Santa


            Sentia, perfeitamente, os atrativos de Abgail; eram muitos, da cabeça aos pés.

          O sorriso dela era um fulgor, boniteza de esbanjar; e os seios? “Vige Maria!”. Mas, somente sentia, não imaginava, muito menos com maldade.

            Abgail era prima-carnal dele, filha de Socorro, mulher de respeito, bondosa, quase sua mãe, irmã do pai que fora um sujeito bom de verdade: “Deus o tenha no reino dos céus”. Daí, nunca havia pensado coisas estranhas a respeito da prima, e nem podia ser diferente, menina de bons modos, bem educada em casa e no colégio, perto de se formar em professora, 17 anos.

            Os dois eram assim, assim, desde novinhos, ela com sete; ele com nove; correram picula, tomaram banho de rio. Nesse tempo Abgail nem ligava mais para bonecas, preferindo as peraltices pelo terreiro, pelo quintal,  entre as plantações; e ele sempre junto dela. Depois foram morar bem longe um do outro, ficaram adultos. O tempo correu e agora residiam aqui; ela, num bairro; ele no centro da cidade. Abigail ficou muito bonita, mais do que quando era menina, um conjunto de formas que só vendo. E ele sentia isso. Nunca imaginara que a prima se embelezasse tanto. A tia Socorro era muito bonita, mas nem se comparava à filha.

          Por que Abgail era sua prima carnal? Se pelo menos fosse parente em terceiro grau... Mesmo em segundo. Sendo carnal ele não podia nem devia dar uma arriscada, um piscar de olho. Nem pensava nessas coisas, mesmo com os impactos da beleza da moça,  de seus atrativos cheirando a perigo. Ademais, ele era um rapaz de bons princípios, educado num colégio de Beneditinos onde aprendera o significado do sinal da cruz, muita matemática, ler bem, escrever bem. Mas, não sabia por que, deu para sonhar com Abgail. Eram sonhos estranhos, cheios de sensações; acordava abatido, afogado de gozo e incriminando a hipótese de tudo aquilo transformar-se em verdade. Parecia astúcia do diabo tentando uma ignomínia entre ele e a prima. Não podia. Nem pensar.

            Numa sexta-feira da Paixão ele foi pegar o dendê em casa de Socorro; chegou cedo, a tia havia saído para a Adoração ao Santíssimo, e o marido dela, munido de anzol e capanga, saíra para pescar numa cidade vizinha e só voltaria no dia seguinte. A prima ficou sozinha em casa, cuidando das coisas; vestia um short curtinho e uma blusa de seda com as bordas amarradas acima da cintura mostrando o umbigo miúdo; descalça, o cabelo preso em popa, pequenas mechas soltas caindo pelas orelhas.

            Na chegada ele beijou o rosto de Abgail que passou a boca rente a sua; sentiu cheiro de chiclete, ficou apreensivo; lembrou-se dos sonhos e admitiu uma influência maligna, mas não maldou nada, além disso. Lembrou-se do pai  que devia se encontrar no reino dos céus; a tia estaria rezando na igreja, toda envolvida com as coisas divinas, ajoelhada frente ao altar.

            Abgail conversava alegre, fazia perguntas, destampava e tampava panelas pelo fogão, cruzando as pernas, a cintura delgada com as bordas da blusa amarradas, formando um nó com as pontas soltas. Mas era sexta-feira da Paixão, dia santificado, por isso nem podia sentir certas coisas, quanto mais pensá-las.

            Depois Abgail entrou para o quarto. “Vem pra cá”, disse ela, naturalmente, a fala meiga, soltando o cabelo. Em seguida deitou-se na cama e pendurou os pés para o chão, realçando as coxas avolumadas. “Sente aqui”, acrescentou ela.

          Pedro sentou-se. Socorro chegaria a qualquer momento. Aí Abgail empurrou com a ponta de um pé a porta do quarto. O pai estaria olhando-o lá do reino dos céus. Para os dois. E se pegasse no sono! A tia o flagraria na cama com Abgail. Ela de short bem curto ou já nuinha, desgrenhada, exausta,  bulindo os dedos dos pés.

            No altar da igreja onde Socorro rezava, teria um Cristo enorme pregado numa cruz preta de jacarandá, a fronte arrodeada de espinhos; aos pés da cruz, a mãe de Jesus, debruçada, com um manto roxo, chorando em silêncio.

            Abgail estava agitada, cheirando a suor, os seios pulando dentro da blusa de seda atada à cintura; ele nem tinha ânimo para libertar-se da tentação; Socorro chegaria a qualquer instante, batendo na porta da rua. Abgail teria trancado a porta da rua? Se a tivesse somente encostado, a tia entraria calada direto para o quarto dela, trocar de roupa. E se antes disso ela procurasse por Abgail, como costumava fazer! E se ela fosse logo para o quarto onde os dois se encontravam! “Tentação do diabo”. Só não temia o pai dela, o sabia na vizinha cidade, atrás de peixes.

            O corpo de Abgail era morno e cheirava a suor; os seios dela haviam se libertado da blusa já retorcida sobre a barriga delgada; o short atirado à toa pelo chão, junto a seus pés. O pai, no reino dos céus, desaparecera. Nem para dar um jeitinho e afastar a tentação do demônio. Sozinho naquela fogueira cheirando a chicletes e a suor, a outras coisas perigosas. Como conseguiria energia para libertar-se da situação? No momento, só de cueca, arfando como burro arrochado.

            E era sexta-feira da Paixão. “Tentação do diabo”, entre ele e Abgail, o mesmo sangue, filha da irmã do pai.

            Era cada sonho porreta. Acordou arrasado.


(LINHAS INTERCALADAS - 2ª Edição 2004)

Ariston Caldas

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PESAR DO PAPA PELAS VÍTIMAS DO BÁRBARO ATAQUE TERRORISTA EM MANCHESTER

Mensagem enviada nesta terça-feira 23, pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, ao bispo local

23 MAIO 2017
Manchester Arena (Wikipedia - Fto J4YP34 )

(ZENIT – Roma, 22 maio 2017).-  O Papa Francisco manifestou seu pesar pelas vítimas do atentado terrorista nesta segunda-feira em Manchester, Inglaterra, na saída de um show da cantora Ariana Grande, onde  22 pessoas morreram, incluindo crianças e adolescentes, e 59 ficaram feridas.

O ataque foi executado por um homem que morreu detonando “um dispositivo explosivo improvisado”, indicou Ian Hopkins, comissário da polícia de Manchester.

“Sua Santidade o Papa Francisco ficou profundamente entristecido ao saber dos feridos e da trágica perda de vidas causada pelo bárbaro ataque em Manchester e manifesta a sua profunda solidariedade a todos os que foram afetados por este ato de violência sem sentido”, refere a mensagem enviada nesta terça-feira, 23, pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, ao bispo local.

O Santo Padre elogia na mensagem,  os “generosos esforços” do pessoal de segurança e dos serviços de emergência, rezando por todas as vítimas. E conclui: “Tendo em particular atenção as crianças e jovens que morreram, bem como as suas famílias enlutadas, o Papa Francisco invoca as bênçãos do Deus da paz, cura e força para toda a nação.”

Mensagens de solidariedade chegaram também de vários outros líderes religiosos do mundo. O Arcebispo de Westminster, Cardeal Vincent Nichols, Presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, escreveu: “Choramos a perda de tantas vidas humanas e rezamos pelo descanso eterno de todas as vítimas”.

O bispo anglicano de Manchester, David Walker, condenou o atentado num comunicado divulgado esta manhã. “Um dia para chorar os mortos, rezar com suas famílias e feridos, e reiterar a nossa determinação a fim de que não sejamos derrotados por aqueles que matam e destroem.”

Durante a noite, a primeira-ministra Theresa May condenou o “terrível ataque terrorista” e manifestou solidariedade às vítimas e suas famílias. O Estado Islâmico (Isis) reivindicou a autoria do ataque.



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