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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

AO CAIR DA TARDE - Expedita Maciel

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AO CAIR DA TARDE

QUANDO TUDO É MAIS CALMO
UM MISTO DE TRISTEZA, GRATIDÃO E ALEGRIA
INVADE TODO MEU SER

DA MINHA VARANDA, FICO OBSERVANDO OS ACONTECIMENTOS
QUE NOS CERCAM ANTES DO FULGOR DO DIA SER SUFOCADO PELO LÚGUBRE MANTO DA NOITE

OS HUMANOS VOLTAM DE SEUS EMPREGOS, DA LABUTA DIÁRIA
NOS MAIS VARIADOS VEÍCULOS, OU CAMINHANDO RUMO A SUA CASA,TOMAR UM BOM E REPOUSANTE BANHO, CURTIR BONS  MOMENTOS COM A FAMÍLIA E DANDO GRAÇAS A DEUS POR MAIS ESTE DIA, OUTROS VÃO NO SEU DESLEIXO PARA COM AS LEIS, COMETENDO INFRAÇÕES LEVES OU GRAVES NO TRÂNSITO, NA PRESSA ÁS VEZES PARA NADA, CORREM PARA O ÓCIO OU PARA OS VÍCIOS DIVERSOS

CONTEMPLO OS ÚLTIMOS RAIOS SOLARES
DE TONS AVERMELHADO, SENDO ENVOLVIDO SUAVEMENTE
PELO NEGRO MANTO DA NOITE,

OS PÁSSAROS RETORNAM FELIZES AOS SEUS NINHOS
PROCURAR CUMPRIR FELIZ SUA MISSÃO,
TRABALHAR E DESCANSAR NO SEU ACONCHEGO FAMILIAR,
ESPERANDO UM NOVO DIA RAIAR,

VOAM AS GRACIOSAS GARÇAS, ARARINHAS
E OUTRAS AVES COMO AS DE ARRIBAÇÃO
QUE COM MUITA AÇÃO, VOAM EM BANDO BEM PERFILADAS
PARA OUTRAS PLAGAS COM A MISSÃO DE PROCRIAREM
EM SEGURANÇA E CONDIÇÕES FAVORÁVEIS SUA DESCENDÊNCIA
E DEPOIS AO SEU LAR DEFINITIVO VOLTAREM

É NOITE! O SOL AGORA FOI NASCER, RESPLANDECER 
EM OUTRAS PLAGAS LEVANDO VIDA A TERRA E A TUDO QUE TEM VIDA
EU TENHO MEDO DO TERROR NOTURNO, 
DA ESCURIDÃO QUE É ATREVIDA, 
OUVIMOS PASSOS A NOS SEGUIREM
SENTIMOS PRESENÇA NEM SEMPRE CONSEGUIMOS OLHAR
QUESTIONAR PARA VER QUEM SERÁ, O MAL NÃO DORME
ATACA E MATA COM TRAIÇÃO

OUVIMOS GRITOS,LAMENTOS!
QUEBRANDO O POUCO SILÊNCIO DA NOITE
EM SOBRESSALTO SEI QUE É UM ASSALTO,
ALGUÉM MATOU UM TRABALHADOR, DEIXOU VESTINDO LUTO
A FAMÍLIA ÓRFÃO DE SEU ENTE QUERIDO

DEPOIS DA LONGA ESCURIDÃO DA NOITE,
COM TONS AVERMELHADOS, RAIOS DOURADOS
VAI O SOL TOMANDO SEU LUGAR, PARA MAIS UM DIA

DEUS NOS PRESENTEARÁ COM MUITAS BÊNÇÃOS ,
NOS DANDO MUITA FELICIDADE E,

NÓS COM O CORAÇÃO CHEIO DE GRATIDÃO
AGRADECEMOS LOUVANDO
A DEUS POR MAIS ESTE LINDO DIA

OBRIGADO, MEU DEUS!



Expedita Maciel

Autora do livro Vim, Vi e Venci

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LINDBERGH TEM DIREITOS POLÍTICOS CASSADOS PELA SEGUNDA VEZ EM UMA SEMANA


Lindbergh tem direitos políticos cassados pela segunda vez em uma semana

No Rio
20/12/2016
Jonas Pereira/Agência Senado

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) teve os seus direitos políticos cassados pela segunda vez em menos de uma semana por decisão do mesmo juiz. O titular da 7ª Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu-Mesquita, na Baixada Fluminense, Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, determinou na segunda-feira, 19, a suspensão do petista por cinco anos.

O senador e ex-prefeito de Nova Iguaçu é acusado de improbidade administrativa. Ele também foi multado em R$ 640 mil, condenado a ressarcir os cofres públicos e teve bens móveis e imóveis bloqueados. Lindbergh é acusado de ter nomeado 11 pessoas para cargos comissionados entre janeiro de 2005 e abril de 2007 que seriam parentes e correligionários de um então aliado, o então vereador José Agostinho de Souza, em troca de apoio político.

Elas teriam exercido funções de natureza essencialmente privadas e de interesse exclusivo de Souza às custas do erário municipal. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio, os nomeados trabalhavam em um centro social localizado no reduto eleitoral do então vereador, prestando serviços a ele.

"As referidas nomeações foram realizadas pelo demandado Lindberg Farias, com evidente propósito de servir interesses políticos e privados do vereador José Agostinho fornecendo-lhe mão de obra gratuita, custeada com recursos públicos, para que o parlamentar prosseguisse desenvolvendo seus projetos sociais em seu centro social, captando, dessa forma, eleitores para o ex-chefe do executivo municipal", diz o juiz na sentença.

Descrição: http://t.dynad.net/pc/?dc=5550001892;ord=1482331775205
O magistrado disse ainda que "embora não possa ser facilmente mensurado economicamente, o dano sofrido pela população atingiu gravemente o patrimônio imaterial e a vida de milhares de pessoas". Lindbergh foi prefeito de Nova Iguaçu entre 2005 e 2010, quando deixou o posto para se tornar senador.

Em outra decisão, o titular da 7ª Vara Cível de Nova Iguaçu cassou os direitos políticos do petista por quatro anos. Ele foi condenado por ter permitido o uso promocional de sua imagem, em dezembro de 2007 e no primeiro semestre de 2008, quando ocupava o cargo de prefeito de Nova Iguaçu. Na época, Lindbergh distribuiu caixas de leite e cadernetas de controle de distribuição com o logotipo criado para o seu governo impresso no material.

Outro lado
Em nota, o petista destaca que o fato de ser condenado pelo mesmo juiz de primeira instância pela segunda vez em menos de uma semana, que "aplica uma multa exorbitante por uma acusação esdrúxula". O senador diz ainda estranhar que "processos que se arrastavam por quase uma década sejam repentinamente alvo de decisão do mesmo magistrado, ignorando inclusive a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de arquivamento de inquéritos com o mesmo objeto".

"A perseguição é mais do que explícita. Novamente, informo que recorrerei e tenho plena convicção que a decisão será revertida e a Justiça prevalecerá", diz no comunicado. A respeito da condenação pelo uso de sua imagem, o senador também informou que está recorrendo da decisão. Ele destacou que a "mesma matéria já foi julgada em 2011 pelo STF que decidiu pelo seu arquivamento, com 10 votos a favor, por entender não haver indícios para incriminar-me".



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Justiça do Rio suspende direitos políticos do senador Lindbergh Farias.
Do UOL, em São Paulo
17/12/2016

A Justiça do Rio decidiu suspender os direitos políticos do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) por quatro anos. A decisão foi divulgada na noite de sexta-feira (16). O parlamentar promete recorrer.

A juíza Nathalia Calil Miguel Magluta, titular da 5ª Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu-Mesquita, na Baixada Fluminense, condenou-o por ter permitido o uso promocional de sua imagem, em dezembro de 2007 e no primeiro semestre de 2008, quando ocupava o cargo de prefeito de Nova Iguaçu (RJ) e se candidatava à reeleição.

Na época, o então prefeito distribuiu caixas de leite e cadernetas de controle de distribuição com o logotipo criado para o seu governo impresso no material. Na sentença, a juíza também condenou o ex-prefeito ao pagamento de multa no valor de R$ 480 mil.

"O réu usou seu cargo e o poder a ele inerente para beneficiar-se em sua campanha à reeleição. O réu causou dano ao gastar verba pública na criação do símbolo, sua inserção em campanhas e sua propagação, associada a seu nome, em situações em que não era necessário", escreveu a magistrada na sentença.

Lindbergh alega que o STF (Supremo Tribunal Federal) já o absolveu. "A Justiça de primeiro grau de Nova Iguaçu me condenou pela utilização de uma logomarca - um sol estilizado, com a inscrição 'Prefeitura de Nova Iguaçu' - em embalagens de leite de um programa municipal, alegando que isso seria promoção pessoal. Essa mesma matéria já foi julgada em 2011, pelo STF, que decidiu pelo seu arquivamento, com 10 votos a favor, por entender não haver indícios para incriminar-me", disse o senador por meio de nota enviada pela sua assessoria de imprensa.Descrição: http://t.dynad.net/pc/?dc=5550001892;ord=1482047717719Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1482047722895

"Estamos recorrendo dessa decisão para que a justiça seja feita e a verdade reestabelecida", finaliza o texto do petista.
Nesta semana, a juíza Marianna Medina Teixeira, da 4ª Vara Cível de Nova Iguaçu, também tomou uma decisão desfavorável ao parlamentar. Ela decidiu bloquear os bens dele depois de o Ministério Público apontar irregularidades no convênio firmado por Lindbergh para realizar a Bienal do Livro de Nova Iguaçu, em 2005, também durante o mandato como prefeito.




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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

QUERIDO PAPAI NOEL! - Antonio Nunes de Souza

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Querido Papai Noel!


Todos dizem e repetem, continuadamente, que quando envelhecemos voltamos a ser crianças. Embora isso pareça uma coisa estranha e nem sempre verdadeira, pois conheço milhares de velhinhos espertíssimos, com suas mentes completamente ajuizadas e, sem exageros, cada vez mais adultos em seus comportamentos!

Partindo desse princípio, comecei a fazer muitas observações e pesquisas, chegando a conclusão que, para serem paparicados, dengados, acariciados e, verdadeiramente, sejam feitas as suas vontades, usam dessa estratégia pseudoinfantil, conseguindo, facilmente, alcançar seus intentos. Eu, particularmente, não tenho netos, mas, já ouvi milhares de vezes pessoas dizerem: “Vovô, ou papai, está parecendo um menino,  com suas vontades, pedidos e teimosias!”  E, generosamente, realizam suas caprichos nos mínimos detalhes!

Porém, conversando com os velhinhos, pois no meio deles sou visto apenas como mais um, eles foram me confiando essa estratégia usada para se dar bem na terceira idade e poder, fazer tudo que desejam sem que haja reclamações, proibições nos seus cabíveis ou descabidos intentos. Depois de suas vitórias caseiras, ficam as gargalhadas se vangloriando das suas sabedorias sapecas, nos grupos de cabeças brancas ou carecas!

E foi aí que consegui oficializar essa minha pesquisa que, verdadeiramente, os velhinhos vovôs não tem nada de crianças, apenas, sabidamente, usam dessas atitudes que não são prejudiciais, sendo de uma grande compensação para eles que são beneficiados, e para seus descendentes que se sentem bastante felizes, causando a felicidade daqueles que, no passado, fizeram todas as suas vontades!

Assim sendo meu querido Papai Noel, vou lhe fazer um grande pedido para que esse segredo fique apenas entre nós, procure conservá-lo e, com carinho e sua afetividade peculiar, traga em seu trenó todos os presentes que os vovôs pediram, por mais estranhos que possam parecer!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL


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AGRADECIMENTO DE POETA – Mirian Warttusch

Agradecimento de Poeta


Pelo ano de 2016, que até aqui pudemos partilhar,
Com  emoção indescritível,  então vamos brindar:

À inspiração imensa que sempre nos moveu,
Às mensagens que tanto o coração nos comoveu.

À paz, à união, ao aconchego, à criatividade,
A este mundo de surpresas, ao amor, à amizade!

Se todas estas maravilhas nos foram concedidas,
Os dons maravilhosos que movem as nossas vidas,

É porque o nosso Grande Pai, nos fez poetas,
E vem agora, aqui, abrilhantar a nossa festa!

Pelos dons que fez nascer em nosso coração,
Façamos juntos, a Ele, uma belíssima oração:

"Porque somos poetas, Meu Pai, vimos Te agradecer,
E aqui nossa fidelidade e amor Te oferecer.

Façais que sempre possamos Tua Seara engrandecer,
E de mãos dadas acompanhar 2017 no seu alvorecer."



Mírian Warttusch

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ONDAS SUTIS – Wagner Borges

Ondas Sutis


Existe um amor que percorre o Universo de maneira tão sutil quanto uma onda...

Esse amor interpenetra tudo e a todos, em qualquer tempo, em qualquer lugar, em qualquer fronteira.

Esse amor viaja por ondas muito sutis, como um oceano que invade tudo.

E esse oceano vai trazendo as ondas de vida, de evolução, de esperança, de compaixão...

Essas ondas viajam de uma maneira tão serena que é de espantar tanto amor e tanta serenidade juntos...

Essa é a força que tudo faz, que tudo leva adiante.

Essa é a força por trás de tudo a qual se referiam tantos luminares da história.

Esse oceano de amor puro invade tudo em todos os lugares.
Essa é a alma do Universo, da qual todos nós fazemos parte.

A alma humana nada mais é do que a manifestação particularizada dessa alma cósmica.

Ah, esse oceano infinito de compaixão...

Para que cada um mergulhe nele e nade com toda a serenidade, é necessário que cada nadador desse oceano carregue em si próprio o discernimento e a compaixão.

Essa energia manifesta-se de maneira muito particularizada e caracterizada no centro do coração (Anahata, o centro da alma, o centro da vida, luz, amor...). 

Procure prestar atenção em seu coração.

Sinta-o agora.

Leve sua atenção como se sua mente estivesse dentro de seu peito e procure sentir a pulsação do Universo, pois existe um grande coração batendo.

E esse coração irradia o sangue da vida.

Esse sangue é amor puro; é o que traz a luz, a vitalidade, a compaixão, tudo junto.

Pode ser percebido pelo ar, pela música ou simplesmente pelas batidas do coração...


Wagner Borges


Enviado por: "PPS Crystal" ppscrystal@yahoo.com.br

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VENTOS DE RESTAURAÇÃO, PRESENTE DE NATAL - Péricles Capanema

Ventos de restauração, presente de Natal
17 de dezembro de 2016
Péricles Capanema

Em artigo recente, intitulado “Cristandade”, festejei, embora admitindo eventuais senões, a consagração do Peru ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Na ocasião, notei: “Cristandade, realidade esquecida, enterrada, até vilipendiada. O progressismo católico a abomina, tantos católicos, mesmo de boa orientação, substituem o termo por outros, temerosos de empregar anacronismo não mais aceito, nem sequer tolerado em certos círculos. Na Grécia antiga pela pena do ostracismo o cidadão era expulso do convívio de seus pares. Cristandade parece tê-la sofrido. Fale dela em seus círculos, qualquer deles, vão torcer o nariz. Deveria ser o contrário.”

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O presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski tem antepassados na Polônia. E é de consagração e Cristandade na Polônia que vou tratar agora. É preciso repetir o que afirmei no outro artigo, tudo o que lembra Cristandade merece registro. E na Polônia teve outra importância que no Peru.

Cracóvia. Em 19 de novembro, ecoando prática tradicional na Igreja, infelizmente de há pelo menos algumas décadas virtualmente abandonada, os bispos da Polônia, o presidente da República [na foto, à direita de sua mãe e alguns de seus ministros], o primeiro-ministro, os presidentes da Dieta (espécie da Câmara dos Deputados), do Senado, ministros, deputados, diante de aproximadamente 100 mil fiéis consagraram a Polônia a Cristo Rei.

De passagem, estou certo e constato com tristeza: mesmo longinquamente, nada do que aconteceu na Polônia será promovido entre nós pela CNBB e por titulares do Poder Público. A última da CNBB: condenar a PEC 241, a do teto nos gastos públicos, como de hábito somando sua voz à gritaria estridente do PT, PC do B, MST e agitadores congêneres. Ao mesmo tempo, manter silêncio, pelo menos até agora, também com muito de habitual, a respeito da ampliação dos casos de aborto, autorizada pela 1ª turma do STF (até o terceiro mês da gestação já não é mais crime).

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Volto à Polônia. O ato solene, precedido de novena de preparação, realizada no sábado em Cracóvia, foi repetido no domingo em todas as igrejas do País. Abaixo, trechos da consagração,  que começa assim:

“Ó Rei imortal de todas as épocas, Senhor Jesus Cristo, nosso Deus e Salvador. Neste ano jubileu do 1050º aniversário do batismo da Polônia, neste jubileu extraordinário da misericórdia, nós, os poloneses, colocamo-nos diante de Vós, com nossas autoridades, o Clero e o laicato, para reconhecer vosso reino, submeter-nos à vossa lei, consagrar-vos nossa Pátria e todo o nosso povo. Diante do Céu e da Terra confessamos que temos necessidade de vossa lei. Reconhecemos que só Vós tendes uma lei santa e perene para nós. Por isso, inclinando humildemente a cabeça diante de Vós, Rei do Universo, nós reconhecemos a vossa soberania sobre a Polônia e todo nosso povo vivendo na Pátria e disperso pelo mundo.”

O texto especifica em que condições ele pede a Nosso Senhor Jesus Cristo que reine. Destaco:

“Em nossos corações; em nossas famílias; em nossas paróquias; em nossas escolas e universidades; em nossos escritórios, lugares de trabalho, serviço, repouso; em nossas cidades e vilas; em toda a nação e no Estado polonês”.

Faz também agradecimentos por graças recebidas:

“Pela graça do batismo e aliança com nosso povo ao longo dos séculos; pela presença maternal e real de Maria em nossa história; pela vossa fidelidade, apesar de nossas traições e fraquezas”.

Ecoando o ensinamento tradicional de que a consagração é uma renovação das promessas do batismo, afiança: “Renunciamos ao demônio e a todas suas obras”.

A seguir enuncia compromissos (“nós nos comprometemos”), de onde retiro:

“a ordenar toda nossa vida pessoal, familiar e nacional segundo vossa lei; a cuidar da santidade de nossas famílias e da educação cristã de nossos filhos; a construir vosso reino e a defendê-lo em nossa nação”.

E termina assim:

“Aqui, a Polônia, por ocasião do 1050º de seu batismo, aceitou oficialmente a realeza de Jesus Cristo. Glória ao Padre, ao Filho, ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e para sempre. Amém”.

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O valor de uma consagração depende da pureza de intenção, da seriedade em conformar a vida privada e pública ao que as palavras significam. No caso polonês, só o futuro nos informará. Rezemos para que a nação corresponda a este favor celeste.

A cerimônia, a solenidade, a representatividade, o texto, a união do poder temporal e da Hierarquia num só movimento de religião mostram que lá permanecem vivas não apenas a convicção de que atitudes dessa magnitude dão especial glória a Deus, mas ainda a noção da enorme importância da ordem temporal cristã na salvação das almas. Ademais, evidencia adesão a seu passado cristão.

Sucedeu na Polônia uma santa insistência dos fiéis, a qual merece ser posta em relevo. Em 2008, o Episcopado desestimulou como inadequada e desnecessária consagrar o País a Cristo-Rei, resistindo a justificados e reiterados pedidos. Tendo como pano de fundo os ensinamentos tradicionais dos Papas, expostos em especial na Quas Primas de Pio XI, setores do Clero, do laicato e deputados católicos continuaram a campanha. Acabaram dobrando o Episcopado, que aderiu.

Em suma, os fatos autorizam esperanças de que no interior do catolicismo polonês sopram ventos de restauração cristã, prenúncio de chuva criadeira. Rorate coeli desúper et nubes pluant Justum (derramai, ó céus, o vosso orvalho e as nuvens chovam o Justo). Nesse século carente de bons exemplos, temos aqui um luminoso bom exemplo, belo presente de Natal.


http://www.abim.inf.br/ventos-de-restauracao-presente-de-natal/#.WFkxglMrLIU

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O BRASIL DE AMANHÃ - Rosiska Darcy de Oliveira

O Brasil de amanhã

Na madrugada de quarta-feira passada — os crimes acontecem preferencialmente enquanto todos dormem — a Câmara dos Deputados votou uma lei que, no dizer da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, pode contrariar a independência do Poder Judiciário. A ministra definiu à perfeição o sentido da lei contra o abuso de autoridade de iniciativa do deputado Weverton Rocha, investigado por crimes contra a administração pública. 

Esse jabuti colocado no pacote anticorrupção, desfigurando um projeto apoiado por mais de dois milhões de assinaturas, visa diretamente o juiz Moro e os procuradores da Lava-Jato. O episódio serviu para deixar claro que o principais inimigos da operação são os parlamentares sob suspeição de crimes. A Lava-Jato é o melhor instrumento de que dispomos para regenerar o Congresso. Eles sabem disso.

Foi dada a última volta do parafuso na degradação da vida política. A população tem medo do Parlamento que, supostamente, deveria representá-la. Pergunta-se o que estarão tramando às escondidas políticos que fazem o país refém no afã de salvar a própria pele. Que riscos corre o Brasil, quem sabe a sabotagem da política econômica? Quanto mais encurralados se sentem pelas investigações, mais perigosos se tornam. E pouco se importam com o que pense a sociedade. E, no entanto, apesar deles e contra eles, a sociedade faz seu caminho. 

Horas antes, à luz do dia, no prédio ao lado, no Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Alberto Barroso, com apoio da ministra Rosa Weber e do ministro Luiz Fachin, decidia que o aborto até o terceiro mês de gestação não é crime, independentemente do motivo que leve a mulher a interromper a gravidez. Invocavam “os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, que não pode ser obrigada pelo Estado a manter uma gestação indesejada: a autonomia da mulher, que deve conservar o direito de fazer suas escolhas existenciais; a integridade física e psíquica da gestante, que é quem sofre, no seu corpo e psiquismo, os efeitos da gravidez; e a igualdade, já que os homens não engravidam e, portanto, a equiparação plena de gênero depende de se respeitar a vontade da mulher nessa matéria”. 

Nunca o Judiciário abordara de maneira tão límpida e justa a questão da interrupção voluntária da gravidez. Jamais dera uma resposta tão satisfatória às mulheres que, há anos, lutam pelo reconhecimento de seu direito de escolha. 

O contraste entre o atraso de um Congresso carcomido pela corrupção e a contemporaneidade de um STF que acolhe as demandas da sociedade põe em evidência o paradoxo atual do Brasil. Não é a sociedade brasileira nem as suas instituições como um todo que estão em crise. Se a Lava-Jato revela o lado sombrio do país, sua existência é luz, ato de resistência. Da sociedade brotaram iniciativas como a Lei da Ficha Limpa, exprimindo a recusa à corrupção. E antes dela, movimentos de cidadãos — mulheres, negros, ambientalistas, gays — não esperaram por ninguém para ampliar liberdades e conquistar direitos.

O Brasil muda a cada dia graças à coragem de juízes e procuradores, à capacidade de inovação e resiliência de milhões de brasileiros. Ações cívicas, espontâneas, espalhadas pelo país, impedem que nos deixemos abater pela depressão, quase vergonha, que nos ameaça. É essa energia que revitaliza a política, de fora para dentro, da sociedade para o Estado.

“Há um futuro luminoso querendo despertar das sombras do presente”, conclui o livro “Trópicos utópicos”, de Eduardo Giannetti, que serviu de inspiração ao Fórum do Amanhã reunido em Tiradentes, pequena cidade metáfora de um Brasil que preservou sua alma, sua história e arte. Cenário ideal para nos interrogarmos: “Que constelação de valores seria capaz de nos unir em torno de um projeto inédito de país?”. 

Os anos de 2017 e 2018 serão dedicados a responder a essa pergunta. É preciso que cidadãos se reúnam Brasil afora, virtualmente ou cara a cara, criem espaços para pensar e construir nosso amanhã, o país possível e desejável. Para além dos ódios primários, que surjam nomes para encarnar uma política renovada por jovens, senhores que são das redes, que representem dignamente quem neles confiar.

Velhas raposas corruptas estão com medo da Justiça. Não têm medo de nós, os eleitores, que desprezam e humilham. Porém, enganam-se. Se nos mobilizarmos para refundar a política, como fizemos ao denunciar a corrupção e dizer não à impunidade, uma surpresa os espera. Amanhã não será um domingo qualquer, a multidão voltará às ruas. Há que temer os cidadãos.

O Globo, 03/12/2016





Rosiska Darcy de Oliveira - Sexta ocupante da cadeira 10 da ABL, eleita em 11 de abril de 2013. É escritora e ensaísta. Sua obra literária exprime uma trajetória de vida. Foi recebida em 14 de junho de 2013 pelo Acadêmico Eduardo Portella, na sucessão do Acadêmico Lêdo Ivo, falecido em 23 de dezembro de 2012.

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