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sábado, 24 de julho de 2021

ITABUNA CENTERNÁRIA UM POEMA: Gabriel Nascif - Itassul



 

Itassul

Gabriel Nascif

 

No dorso dos cacauais

Itabuna deslumbra

raios amarelos

horizontalmente.

 

No dorso dos cacauais

Itabuna vislumbra

raios embuçados 

nos mares voluptuosos

de São Jorge dos Ilhéus.

 

No dorso dos cacauais

Itabuna ressumbra

ecologicamente.

 

Terra candente,

terra.

Para Firmino Alves,

acalanto de puerícia.

 

Terra,

choro e riso,

ontem e hoje.

 

Magia

de sinfonia

no dorso dos cacauais.

 ---

Gabriel Nascif

(O SOPRO DO CACHOEIRA)


----------------



Gabriel Nascif


O poeta Grapiúna, GABRIEL NASCIF teve publicado em 1980, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, o livro "O Sopro do Cachoeira", uma coleção de belíssimos poemas declarando seu grande amor pela cidade natal, por pessoas, pela vida... 

Apresentando o poeta, Haydée de Amorim inicia com a bela frase: "Berço primeiro em terra Itabunense: 'Jaqueira' - rua beirando 'O Cachoeira', em certa ensolarada tarde de novembro..."

Depois de traçar o perfil do 'menino inquieto, sempre em busca do desconhecido..., encerra assim: E de repente, “não mais que de repente”, a eclosão dos seus versos na magnitude e dolência do SOPRO DO CACHOEIRA, serpenteando como sua alma, ávida de emoções, numa busca eterna e oceânica..."

* * *

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ITABUNA – Gabriel Nascif

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
ITABUNA


MINHA ITABUNA,
cidade recém-nascida
dos conflitos coronelísticos
e das brigas pelas arrobas
de cacau...

MINHA ITABUNA,
tu és como uma criança
de olhar silencioso,
crescendo despercebida
com esse teu aroma
cacauicultado,
varrendo
a solidão
do RIO CACHOEIRA.

MINHA ITABUNA,
lâmpada do Sul do Estado
que irradia um fogo como fogazal
em forma geométrica
para ILHÉUS e ITAJUÍPE
que têm o mesmo metabolismo,
o  mesmo cacau, o mesmo pau d’arco,
o mesmo vinhático, um pouco
de seringa cristalina e, ainda,
a eternidade dos versos
de Firmino Rocha. 
Gabriel Nascif
                 (O SOPRO DO CACHOEIRA) 
---

Telmo Padilha, autor de Girassol do
espanto, Ementário, Onde tombam os
pássaros, Pássaro/Noite, Canto rouco,
Voo absoluto e Poesia moderna da
região do cacau, assim se expressou
sobre este livro de Gabriel Nascif
Souza:
         
Gabriel Nascif  não é mais um poeta que surge na Região do Cacau, mas um que vem para ficar e que por certo ficará. Ficará porque possui aquelas qualidades que indicam o verdadeiro poeta, o que tem um recado a dar e sabe como fazê-lo. O SOPRO DO CACHOEIRA, que li nos originais, marca sua estreia em livro.

TELMO PADILHA

* * *