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quarta-feira, 27 de junho de 2018

O BRASIL HÁ DE VENCER; ESTA FÉ HÁ DE NOS SALVAR! - José Carlos Sepúlveda da Fonseca


6 de Março de 2015
José Carlos Sepúlveda da Fonseca

Tenho por hábito comentar notícias ou análises estampadas na imprensa. Hoje, após me debruçar sobre a imprensa diária e constatar o quadro crescentemente tumultuado da situação nacional, ocorreu-me trazer para a consideração de todos um outro texto.

De norte a sul do País se alastra um sentimento de inconformidade com a esquerda no poder. A sociedade, como um todo, vai rechaçando um projeto de poder autoritário que, por todos os meios, lícitos e ilícitos, se lhe tentou impor. Num primeiro momento, o Brasil distanciou-se da esquerda; depois ficou ressentido; e, por fim, furioso

O comunismo se engana com o Brasil…

Em 1978, quando se assinalava mais um aniversário da revolução comunista na Rússia, Plinio Corrêa de Oliveira – esse grande líder católico, anti-comunista – alertava sobre a ameaça de um futuro perigo comunista para o Brasil, bem como sobre as ilusões que a esquerda alimentava em relação ao País e a seu povo; mas alertava também a respeito das ilusões que muitos brasileiros, imprevidentes, alimentavam em relação ao comunismo: “O comunismo se engana com o Brasil, mas eu devo acrescentar que o Brasil se engana com o comunismo”! Entretanto, acrescentava convicto: O comunismo não tomará conta do Brasil. Nossa fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, simbolizada no Cristo Redentor, há de nos salvar!

Suas palavras de militância e de fé, carregadas de senso profético, parecem mais atuais do que nunca, motivo pelo qual aqui as transcrevo:

O Brasil há de vencer!

“Pelo brilho desta solenidade [em honra das vítimas do comunismo] eu vejo afirmada mais uma vez uma convicção que eu tenho há muito tempo e é que, a respeito do Brasil, os comunistas se enganam. Eles têm talvez a impressão de que eles poderão tomar conta facilmente do Brasil e não é verdade. Há pujanças anticomunistas no Brasil muito maiores do que eles supõem. Os senhores são uma expressão local de um fato imenso que se estende – para usar o Hino das Congregações Marianas – “do Prata ao Amazonas, do mar às cordilheiras”.

Realmente, meus caros, o nosso povo é um povo muito inteligente, é um povo ao mesmo tempo muito cordato e muito pacífico, que tem no mais alto grau o senso da improvisação, e que muitas vezes vê vir de longe o perigo, e o vê chegar com o olho manso, com atitudes displicentes, com a cara despreocupada de quem não vê. Por causa disso dá a impressão de que nada fará, mas quando esse povo se sente de fato a ameaçado, ele sabe levantar-se como um só homem e sabe dar o revide à agressão comunista.

Realmente, meus caros, o comunismo se engana com o Brasil, mas eu devo acrescentar que o Brasil se engana com o comunismo. Pelo menos muitos brasileiros se enganam com o comunismo se pensam que em relação a esse inimigo, ultra adestrado, solerte, falso, especializado em aproveitar as menores circunstâncias para desferir seu ataque, valem as velhas contemporizações, cheias da simpática bonomia de outrora. Nós não estamos diante de um adversário qualquer, mas é de uma onça, de uma onça ardilosa que nos pega na noite no meio das trevas, no meio da selva, para nos devorar; que nos pega talvez nas ilusões de nossa bonomia e que nos cria em determinado momento certa situação consumada, que com previsão, com articulação, com energia, nós poderíamos ter evitado.

O comunismo não tomará conta do Brasil – eu creio nisso realmente – pela inteligência, pela força, pela fé do povo brasileiro. Mas quanto isto pode custar se o povo brasileiro não for previdente! Às nossas qualidades naturais falta a previdência, falta aquele senso de luta continuamente mobilizado e a disposição de intervir em todas as ocasiões difíceis, numa época dura e difícil como a nossa. É preciso estar de sobreaviso a respeito de tudo para não ser derrotado. A condição da vitória não é apenas a coragem, é mais do que a coragem: é a previsão, é a luta oferecida no primeiro momento, é a defesa oferecida na primeira circunstância que for necessária. É isto que é indispensável para que o Brasil vença o adversário enorme que tem diante de si. Adversário que tem porte mundial, que está fazendo estremecer todas as nações da terra.

Meus caros, nós devemos caminhar para esta perspectiva com mais audácia, com mais previsão, com mais senso de luta do que nunca, e é para esse senso de luta que eu vos conclamo associado a um ato de fé!

A imagem de Nossa Senhora de Fátima aqui está nesta soleníssima reunião. A imagem de Nossa Senhora de Fátima que em 1917 apareceu em Portugal, na Cova da Iria, precavendo o mundo contra os castigos que viriam e, antes ainda da queda do tzarismo, prevendo que a Rússia espalharia seus erros por toda parte.

O fato concreto é que desde 1917 nós estamos avisados. Nós não podemos nos deixar tomar de improviso, nós temos que abandonar a nossa posição daquele laissez faire tradicional do bom temperamento antigo brasileiro. E a militância anticomunista tem que marcar cada vez mais a nossa presença por toda parte.

A fé prevê não só o que é terreno mas o que é extraterreno também, e faz-nos prever títulos e razões de esperar e de vitória nas circunstâncias mesmo mais difíceis e mais penosas com que talvez nos defrontemos no futuro.

Eu não posso me esquecer a noite em que eu estava no Rio de Janeiro, noite em que a neblina levantada do mar cercava a estátua de Cristo Redentor no Corcovado. Não posso me esquecer que tinha os olhos fixados naquilo: durante algum tempo era apenas um foco de luz no qual eu não discernia nada; em determinado momento, batia o vento, fazia-se um pouco de claridade, eu percebia um dos braços e uma das mãos do Cristo Redentor, iluminado com aquela luminosidade especial, que a pedra sabão de que é revestido o monumento absorve a luz que sobre ele se projeta.

Pouco depois o vento batia e era a face do Cristo Redentor que aparecia, era o seu peito onde pulsa o seu Sagrado Coração, mais adiante eram os seus pés divinos que todos nós gostaríamos de oscular, mas eu prestava atenção, prestava atenção… em nenhum momento, por mais densas que fossem as névoas, a luz deixava de encontrar um certo ponto de apoio no monumento, de maneira que apenas sendo uma luz fixa sobre uma silhueta ou sobre uma mão que protege, uma mão que abençoa, um coração que palpita de amor, ou uma face que contempla com solicitude, em nenhum momento a neblina conseguiu apagar a figura do Redentor.

Esta é a fé com que nós caminhamos para o futuro, quaisquer que sejam as circunstâncias. Poderá ser que provações muito difíceis toldem dos nossos olhos as perspectivas da vitória, pode ser que circunstâncias imprevistas coloquem para nós problemas que hoje não são os nossos. Mas, para além das névoas, para além de tudo aquilo que pode tapar a verdade, no horizonte visual do brasileiro há algo que nada tira: é a imagem do Cristo Redentor, a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta fé há de nos salvar!

Meus caros, o Brasil há de vencer qualquer que seja a situação, e é rumo a esta vitória que todos caminhamos com o passo resoluto e a alma cheia de fé“.

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(Trechos da conferência pública proferida no Hotel Hilton, em São Paulo, a 17 de Outubro de 1978).


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domingo, 20 de agosto de 2017

“PRAY FOR BARCELONA!” - José Carlos Sepúlveda da Fonseca

“Pray for Barcelona!”


20 de agosto de 2017

José Carlos Sepúlveda da Fonseca

Clique sobre as fotos, para vê-las no tamanho original

Mais um atentado islâmico, covarde, brutal e cruel. Desta vez em Barcelona, contra transeuntes de várias nacionalidades que, despreocupados, numa ensolarada tarde de verão, desfrutavam do lazer no famoso calçadão de Las Ramblas, na capital da Catalunha.

Terroristas planejavam grande atentado
Ao volante de uma van, um terrorista islâmico irrompeu numa corrida louca no calçadão e, ao longo de 500 metros, atropelou a esmo quem estava diante de si, inclusive crianças e bebês. 13 mortos, mais de 100 feridos, 15 dos quais em estado grave.

Um segundo ataque, poucas horas depois, se deu em Cambrilis, Tarragona. Um outro veículo, conduzido por terroristas, também foi jogado sobre pedestres, ferindo sete pessoas, uma das quais veio a falecer. A polícia abateu os cinco terroristas.

Na noite anterior aos atentados, uma explosão se dera numa casa em Alcanar. As forças de segurança espanholas creem que a mesma foi fruto da manipulação de substâncias com as quais os terroristas preparavam um grande atentado com veículos-bomba. Após a falha, improvisaram os ataques da La Rambla e Cambrilis.

Estado Islâmico reivindica
  
A Catalunha é conhecida pelos serviços secretos europeus como um dos principais centros do terrorismo islâmico. E as ações terroristas de atropelar pedestres repetiram a estratégia dos atentados em Nice, Berlim, Londres, Estocolmo.

A dantesca visão de cadáveres e de corpos feridos jogados na calçada correu o mundo, gerando espanto e confusão. E, evidentemente, tiveram início as reações. As de costume. As indecisões, as dúvidas… sobre aquilo que não é indeciso nem duvidoso. Por fim, o Estado Islâmico reivindicou os atentados como atos de seus “soldados” em solo espanhol.

“Pray for Barcelona”

As páginas das redes sociais começaram a encher-se de fotos com os dizeres “pray for Barcelona”, como já tinha acontecido anteriormente nos diversos atentados: “pray for Nice”, “pray for London”, etc. E, claro, pouco depois não faltariam as flores e as velas no local do massacre.

A prece é algo de muito precioso e até sublime, fora de dúvida. Mas tenho impressão de que essas preces são, muitas vezes, mencionadas com o estado de espírito de certas crises de lágrimas e de soluços humanitários, momentâneos, mas sem maiores consequências: um modo de acalmar a consciência para, logo em seguida, prosseguir no indiferentismo e na rotina do dia-a-dia. Afinal a maneira de fugir da dor é muitas vezes anestesiar-se diante dela; e o meio pode muito bem ser uma prece mecânica e filantrópica.

“Vigiai e orai”

Ora Nosso Senhor, nos momentos que antecederam sua Paixão, ensinou-nos: “Vigiai e orai, para não entrardes em tentação”. “Vigiai e orai”. Este apelo à vigilância, antes mesmo da oração, é uma advertência contra nossa índole despreocupada e bonacheirona, amiga de pactuar, adversa ao esforço e a considerar de frente o mal. Ele nos ensinou, pois, antes de tudo a vigiar, para não entrarmos em tentação, já que o mal não recua diante de nada e não recuou sequer ao matar o Homem-Deus, o Inocente por excelência.

“Vigiai”: diante do mal, todas as desconfianças são rigorosamente necessárias, já que é ele capaz até mesmo das piores infâmias. Contra ele devem empregar-se todas as atitudes preventivas, inclusive de força, conformes à Lei de Deus e dos homens. O otimismo bobo, o não considerar o perigo, o adiar o combate ao mal são verdadeiros crimes de quem não quer vigiar. E nossa oração só atingirá todo o seu fruto se vigiarmos, como nos ensina o Divino Redentor.

Paganismo insolente

Diante do atentado terrorista islâmico de Barcelona não fechemos os olhos, uma vez mais, apelando a uma prece vaga. Tenhamos coragem de ver o perigo, de analisá-lo, de enfrentá-lo com sabedoria e fé. O Islã, que hoje procura o Ocidente para se refugiar de seus próprios fracassos políticos, sociais e econômicos, se manifesta em muitos de seus elementos “como um paganismo insolente, opressivo, xenófobo e com ares racistas”, como com previdente vigilância advertia, em 1943, Plinio Corrêa de Oliveira, em um de seus célebres artigos no “Legionário” (cfr. “Neopaganismo”, 8-8-1943).

Não nos esqueçamos de que o mal é de tal forma ardiloso que não se esquiva sequer de usar suas máquinas de propaganda para tentar justificar os assassinos, diminuir a gravidade dos atos terroristas, escamotear seus fundamentos, enquanto, manipulando palavras e termos “talismãs” – como “islamofobia” – tenta inibir qualquer reação e voltar a desconfiança contra as próprias vítimas da barbárie.

Sim, “pray for Barcelona”. Mas não nos esqueçamos das palavras de Nosso Senhor: “Vigiai e orai”, para que nossas preces não sejam vãs.

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Acabo de receber de um amigo a fotografia da estátua del “Mio Cid”, Rodrigo Díaz de Vivar, o lendário cavaleiro castelhano do século XI que enfrentou os muçulmanos por diversas vezes. Segundo reza a lenda, às vésperas de uma batalha contra os infiéis, “El Cid Campeador” faleceu de ferimentos em seu castelo de Valência. Seus adversários ficaram confiantes pois haviam finalmente matado o El Cid. Entretanto, sua mulher mandou amarrar seu corpo ao cavalo e sua espada a sua mão e o enviou ao campo de batalha. Ao ver El Cid em cima do seu cavalo os muçulmanos fugiram em debandada sendo perseguidos e derrotados pelo exército de Rodrigo.
  
Numa das faces do pedestal da estátua de “El Cid”, na cidade espanhola de Burgos, está escrito: “O Campeador, levando consigo sempre a vitória, foi, por sua infalível clarividência, pela prudente firmeza de seu caráter, e pela sua heroica bravura, um milagre entre os grandes milagres do Criador”.
Espelhemo-nos no Cid Campeador, um homem que, em relação a si e ao mal, teve uma “infalível clarividência” e foi vitorioso por seguir o conselho do Divino Mestre: “Vigiai e orai, para não entrardes em tentação”!



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sexta-feira, 2 de junho de 2017

HÁ PRECISAMENTE 80 ANOS - Por José Carlos Sepúlveda da Fonseca

Há precisamente 80 anos

2 de junho de 2017
José Carlos Sepúlveda da Fonseca

A confusão é a nota predominante na presente situação nacional, delicada e incerta.

Os desvãos corruptos e sujos do projeto de poder lulo-petista estão hoje escancarados diante da Nação.

Cifras bilionárias foram desviadas do erário público, em sofisticados esquemas, com a colaboração de empresários inescrupulosos, que viram seus negócios florescerem numa relação espúria e umbilical com o poder político.

Em nome da “defesa dos pobres”, essas somas irrigaram, aqui e no exterior, os mecanismos de imposição e consolidação do chamado “socialismo do século XXI”, além de terem comprado consciências e subvencionado oportunistas de todos os calibres.

Cumplicidades e complacências
Mas o lulo-petismo contou para seus intentos malignos com a complacência e até a cumplicidade de boa parte do mundo político(inclusive com elementos destacados da chamada “oposição”); não foram apenas parlamentares comprados, mas partidos inteiros “adquiridos”; parte substantiva da imprensa deu seu contributo também ao projeto de poder lulista; inúmeros eclesiásticos (por vezes na surdina) o inspiraram e sustentaram; e a manipulação inescrupulosa da propaganda conquistou muitos desavisados.

As instituições, inclusive a Justiça em seus mais altos órgãos, foram vilipendiadas; foi prostituída a representatividade do regime dito democrático; e a legítima prosperidade econômica, prejudicada.

Abalo sísmico salutar
Um sobressalto salutar, de dimensões imprevistas, levou às ruas de todo o País, por mais de uma vez, milhões de brasileiros. Em manifestações multitudinárias e pacíficas, eles pediam seu País de volta e proclamavam que sua bandeira jamais seria vermelha.

Esse lento mas convicto despertar causou um abalo sísmico e derrubou parte considerável do edifício político-institucional, com destaque para o lulo-petismo, inclusive com o impeachment. Mas a derrocada prossegue.

Nessa derrocada todas as forças parecem querer amparar-se e preocupam-se apenas com o “salve-se quem puder”.

Qual o rumo das presentes encenações?

No momento em que os acontecimentos parecem encaminhar o País para uma eleição indireta para um mandato presidencial tampão — mais um fator complicador da crise — os conchavos são públicos e desavergonhados: forças opostas se conluiam; nos tribunais superiores a aplicação das leis é anunciada à medida do freguês (do réu); os cálculos políticos parecem só visar o livramento dos malfeitores; os que mataram a democracia representativa, como Lula, são chamados por gurus, como FHC, para “salvar” a política; os diversos nomes que circulam para um novo governo parecem ter como única credencial ser inimigos da Lava-Jato; e os “movimentos sociais”, gozando de estranha impunidade, alimentados por clérigos de esquerda, milícias sindicais e políticos inescrupulosos, parecem estar dispostos a “incendiar o País”.

Com estas encenações, para que novos rumos pretendem levar o Brasil os atores da tragicomédia oficial?

E os espectadores? Estes parecem estar com um profundo asco diante de tudo o que se passa e se trama. Desconfiados, eles procuram meios de reagir a tanta incoerência.

Ontem, hoje e sempre

Nos dias que correm, alguns jactam-se de ter antevisto uma situação complexa com uma ou duas semanas de antecedência; outros, com um dois meses; e alguns outros, com um ou dois anos.

E o que dizer de um artigo escrito, há precisamente 80 anos, que parece descrever na sua essência a crise presente? (*)

Quem é capaz de discernir as sinuosidades da alma humana, dissecar as entranhas do jogo político, perscrutar os bastidores do mundo dirigente, este sabe guiar-se na confusão, ontem, hoje e sempre

Convido-os, pois, a ler um artigo publicado por Plinio Corrêa de Oliveira, no jornal “O Legionário”, precisamente em 30 de maio de 1937, sob o título “A solução Mariana”. Notar-se-á que seu texto parece uma descrição dos dias que correm. Ele encontra-se disponível no seguinte link:




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