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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

VALE — privatização de mentirinha


10 de Fevereiro de 2019
♦  Péricles Capanema
Sublinhada pelo encontro dos corpos soterrados na lama e pelo escoar lento do Paraopeba tóxico, a tragédia em Brumadinho (MG) lembra doloridamente ao Brasil enlutado a necessidade contínua de medidas de prevenção, de nada deixar ao acaso, de ter sempre diante dos olhos a possibilidade pior. Em suma, retirar de cada fato ou princípio, até o fim, suas decorrências lógicas e agir segundo elas; é criar o hábito da responsabilidade.

Nosso hábito é outro, namoramos o desleixo, a imprevidência, a inconsequência, brincamos inconsideradamente com a lógica. Tudo leva a crer, Brumadinho, encaixada no contexto de Mariana, boate Kiss, alojamento do Flamengo, incêndio no Museu Nacional, é prenúncio de outras tragédias.

No âmago da catástrofe, repito, está o hábito de nada levar até suas últimas consequências lógicas. Vou dar um exemplo gritante, relacionado com o que acima comentei. Muita gente, qual urubu na carniça, aproveitou-se de a VALE estar no miolo do drama que desabou sobre Brumadinho, para criticar a privatização da empresa, e por ricochete, a política de privatização em geral. O novo rumo teria diminuído preocupações sociais e cuidados com o meio ambiente. Prejudicaria o povo, favoreceria os ricos; em suma, seria antissocial.

Vamos devagar, começando por recordar alguns marcos, o que poderá evitar que muita gente continue saudosa do atraso e agarrada nos enredos do retrocesso. A VALE (antiga “Vale do Rio Doce”), criada empresa estatal em 1942 por Getúlio Vargas, foi privatizada em maio de 1997 durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Em números redondos, é empresa privada há 22 anos, uma vida. Quem manda em empresa privada são os acionistas. Certo? Na VALE, em termos. Acionistas, sim, grandes, mas não privados.

Trago à baila trechos da delação de Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, que não é grande acionista da VALE, divulgada em maio de 2017. Em conversa com o megaempresário o então senador Aécio Neves lhe garantiu que já não conseguiria nomear o presidente da VALE (desejo dele), mas Joesley Batista poderia indicar um outro diretor e seria atendido. A contrapartida eram os dois milhões de reais na mão para, afirmava o senador, pagar despesas de advogado. Coisa de comparsas, Joesley Batista, hoje condenado, teria garantido até 40 milhões se conseguisse sentar alguém de sua confiança na presidência da VALE. Palavras de Joesley Batista constantes do material da delação: “Aí ele [Aécio] falou, ‘não pode porque eu já nomeei’. Parece que a Vale tem uma governança pra ter uma independência pra escolher presidente, mas parece que eles têm algum jeito de fraudar esse troço e virar presidente alguém com nomeação política. Ele [Aécio] me explicou isso, disse ‘nós fizemos um treco lá que em tese é independente, mas na prática o candidato da gente acaba ganhando’. Ele disse que eu poderia escolher qualquer uma das quatro diretorias, que eu escolhesse e que ele botava quem eu quisesse, se fosse o Dida, ele botava o Dida”. O Dida é Aldemir Bendine, hoje condenado e preso por corrupção.

Lauro Jardim, cerca de dois meses antes da divulgação do material acima, já informava que a escolha do presidente da VALE vinha de “uma triangulação da qual participaram os acionistas (Bradesco à frente), Michel Temer e Aécio Neves. Quando oficialmente a Vale contratou a Spencer Stuart para encontrar o nome do sucessor de Ferreira, foram agregados pela empresa duas dezenas de nomes aos de Schvartsman”.

Fundos de pensão de estatais e BNDES (controlados pelo governo) são grandes acionistas da VALE. O que dá aos políticos enorme ingerência na empresa. A coerência da política de privatizações mandaria o governo entregar a empresa à iniciativa privada. Não o fez; saiu pela porta da frente e entrou pela porta dos fundos. E a situação geradora de lambanças está assim há mais de 20 anos.

Existe pior. Boa parte das empresas privatizadas depois de 1997 hoje se encontra nas mãos de estatais chinesas (ou, por outra, nas mãos do Partido Comunista Chinês) e também nas mãos de estatais de países ocidentais.

Vai abaixo o que divulguei em dezembro de 2015, ainda no governo Dilma, no artigo “Desnacionalização suicida”, serve para hoje, espero que não valha no futuro: “Nunca fui nacionalista; vejo com simpatia a presença de empresas estrangeiras entre nós. Mas o caso agora é outro. Em 25 de novembro último, o governo colocou à venda concessões por 30 anos para as usinas de Ilha Solteira, Jupiá, Três Marias, Salto Grande, 29 hidrelétricas no total. Ganharam o leilão CEMIG (estatal), COPEL (estatal), CELG (estatal), CELESC (estatal), ENEL (forte presença do governo italiano) e THREE GORGES (estatal chinesa). A estatal chinesa ficou com 80% da energia e pagou R$13,8 bilhões pela outorga. Vejam esta falácia lida por milhares, quem sabe milhões, ilustra como os meios de divulgação vêm tratando o caso: ‘Com os ativos recém-adquiridos, a CTG [China Three Gorges, a estatal chinesa] atinge capacidade instalada de 6.000 W, tornando-se a segunda maior geradora privada do país’”.

Privada? Capitais do Estado chinês, dirigido tiranicamente por um partido imperialista e totalitário. Temos no caso estatismo agravado, mais danoso que o estatismo brasileiro, com suas roubalheiras e incompetências. A dizer verdade, o programa de desestatização brasileiro, em vários de seus aspectos importantes, é uma enganação monstruosa e vergonhosa. Chega até a ameaçar a segurança nacional.

Fecho. A irresponsabilidade tem raiz na falta de lógica, no hábito de conviver com a incoerência. Agora vitimou Brumadinho. Antes, causou outras desgraças. No futuro, provocará tragédias parecidas. Se não forem expulsas a incoerência e a ilogicidade, alimentadoras do descaso, do desleixo e da irresponsabilidade.



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domingo, 3 de fevereiro de 2019

UM POEMA DE LAMENTAÇÃO SOBRE O DESASTRE EM BRUMADINHO!


BRUMADINHO

Lamento causado pela ganância do homem num país sem justa punição.
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Lamentável essa situação. Lamentável esse crime onde não haverá julgamento.

Minas não tem mar,

Mas fizeram dois mares de lama nas minas.

Cadê minha casa que estava aqui?

Cadê meu boi, meu cavalo?

Cadê meu cachorro?

Cadê meu pé de mamão,

Meu carrinho de mão.

Cadê meu pé de limão?  
    
Cadê meus livros,  
  
Cadê meu arroz, feijão,

Cadê meu colchão?
   
Cadê meu pai, minha mãe, meus irmãos?

A lama levou...

A lama levou minha vida

Meus sonhos,

Meu porto seguro, meu chão.

Não foi a lama não, 

Foi o homem que fez a lama, que jogou Mariana e Brumadinho no chão.

Tingiu de marrom as águas do meu Rio Doce,

Coloriu de terra meu Paraopeba,

Vai tingir meu Velho Chico.

Vai calar a voz dos passarinhos,

Matar os peixes, que será de mim?
  
Quem devolverá tudo que levaram de mim?


Sete Lagoas, 25/01/2019.
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Recebi via WhatsApp, sem menção de autoria.

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sábado, 2 de fevereiro de 2019

QUANDO O BISPO CHORA - Dom Ceslau Stanula


Quando o bispo chora

Quando o bispo chora, a Nossa Senhora para, Jesus desce da Cruz, e os dois o consolam... Estes, que morreram estão comigo...

A missa do sétimo dia da tragédia em Brumadinho foi celebrada pelo Arcebispo Dom Valmor e seu bispo auxiliar Dom Vicente, meu confrade redentorista.

Antes da procissão da entrada Dom Vicente lutava com a emoção que tomou conta dele, engolia a água na boca, movimentando discretamente os lábios, mas não conseguiu segurar.

Duas lágrimas cristalinas rolaram dos seus olhos úmidos e se misturaram com a lama para aliviar os que estavam lá, em baixo... Cobriu o rosto com as mãos e se deixou levar pela emoção e saudade.

Quem aguentaria!?

Era o seu povo, a sua região pastoral, suas comunidades, seus líderes e coordenadores da pastoral e evangelizadores... agora nalguns lugares cobertos de lama misturada com detritos da impotência humana perante esta tragédia... Esta foi a sua região pastoral...

Dom Vicente, partilhamos a sua dor de pai e guia espiritual. Toda a nação está em luto. Mas rezamos e peçamos a Deus que ilumine a cabeça dos homens, e coloquem sempre a pessoa acima das riquezas, porque estas se tornam lama escorregando e matando os homens e a natureza.

Bom dia, que este tom de saudade e solidariedade não nos tire o ânimo e a esperança hoje neste dia de Maria, e confiemos a Ela os dias melhores.

Com a oração e benção.

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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A MANOBRA QUE O MUNDO ESTÁ APLAUDINDO – Djalma Duarte

Ligue o vídeo:


Se o helicóptero tocasse o chão, cairia e todos, possivelmente, morreriam... manter um helicóptero estável a 20 cm de um rio de lama com aquela tranquilidade e confiança total (inclusive dos colegas Bombeiros), em meio ao lamaçal do desastre da Vale, para salvar uma única vida, com pessoas imprimindo um peso enorme apenas em um dos lados para que o salvamento fosse possível... isso sim é empoderamento feminino, todas as idiotas vermelhas do #elenao, somadas, não valem sequer uma
Karla Lessa, esse é o empoderamento feminino que representa a era Bolso/Moro.

Quando assisti essa cena, fiquei imaginando o que - diante dessa mulher piloto - valem essas vacas vermelhas que reivindicam ideologia de gênero, LulaLivre, peças teatrais até com zoofilia, defendem Maduros e Castros, direito de matar para menores de 18 anos, paradas gay, direito de homens travestidos frequentarem sanitário feminino, etc... e argumentam suas reivindicações mostrando obesidades mórbidas (doença), bundas e peitos, dentes, expressões raivosas, defecando e urinando nas ruas, chutando cruzes, chamando Jesus de Gay, usufruindo indevidamente de Leis Rouanets (artistas de bosta)... diante de uma Karla Lessa... esses vermes sociais valem menos do que excretam.

Essa heroína-piloto é o retrato fiel dos sonhos e aspirações dos que votamos em Bolsonaro (Português clássico, talvez eles nem entendam), ajoelho e peço a Deus por seu espírito!

Dr. Djalma Duarte
CREMEB 8072



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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

DOM CESLAU STANULA – Ânimo, Ele está conosco!


30/01/2019

Bom dia....

Uma das comunidades que Paulo Apóstolo amava, mas que lhe deu muito trabalho em todo o sentido foi a rica e grande cidade de Corinto. Escreveu duas cartas para eles.

Partilhava suas preocupações, suas lutas e dores, solidarizava se com eles. Levantava o seu espírito lembrando que Deus está com eles até nas tribulações.

Escreve para eles para bendizer a Deus até nas tribulações. "Bendito seja Deus que nos consola em todas as nossas aflições"(1Cor 1,3.4).

Também, nós hoje, aflitos e sofrendo com as famílias atingidas pela catástrofe de Brumadinho, não perdemos a esperança, solidarizamo-nos com os atingidos, e confiamos, porque Ele está conosco.

E nesta nossa concreta aflição pedimos: "Protegei-me, que sou vosso amigo, e salvai vosso servo, meu Deus, que espera e confia em vós" (Sl 85,2).

Por isso, apesar de tudo, ânimo! Ele está conosco.

Com a benção e sincera oração.


Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

VALE, VALE, VALE! – Patricia Parisotto


“A Vale foi privatizada no governo FHC, entretanto após Roger Agnelli bater de frente com Lula e Dilma comprando navios na Coreia do Sul e China pela metade do preço dos praticados no Brasil por estaleiros financiadores do PT, Dilma orquestrou a recompra da Vale.

A partir de 2009, o grupo que reúne fundos de pensão de empresas estatais controlados pelo PT (Previ, Petros e Funcef) se utilizou da Litel, holding criada por eles mesmos, para assumir o controle da Valepar e por meio dela obter 49% das ações da Vale, o que somados aos 11,5% que já estavam nas mãos do BNDESPAR, braço de investimentos do BNDES, deu ao PT o controle sobre mais de 60% das ações da empresa. Hoje, neste momento apenas a Litel possui 52,5 das ações da Vale com direito a voto.

A Vale hoje é presidida por um ex sindicalista amigo de Lula e os fundos de pensão todos com seus presidentes indicados por Lula e Dilma.

Todos os Alvarás e Licenças Ambientais da ampliação de Brumadinho foram dados no governo Fernando Pimentel do PT, mesmo com pareceres contrários de diversos órgãos de controle Estadual...

Esse Crime Ambiental tem culpado e seu nome e sobrenome é Partido dos Trabalhadores.

Por este e outros motivos todo o aparelhamento do Estado Brasileiro deve ser desfeito o mais rápido possível.

Toda a participação acionária dos governos estaduais e federais nas Empresas Brasileiras devem ser vendidos à iniciativa privada.

Nada é mais URGENTE hoje no Brasil que o desmonte de toda a estrutura da imensa quadrilha Petista que se alojou no poder para fazer caixa para o partido. São reitores, presidentes de fundos de pensão, diretores de estatais e dezenas de milhares de cargos comissionados.

Nada é mais URGENTE no Brasil que privatizar tudo.

Inclusive para evitarmos que outro partido ou grupo político faça o mesmo que o PT fez.

Patrícia Parisotto

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

DOM CESLAU STANULA - Sobre Brumadinho


28/01/2019

Bom dia...

Deus nos guie e proteja de todo o mal nesta semana e sempre.

Estamos tristes, com a tragédia em Brumadinho, MG. Tantas vidas enterradas na lama!

Todos procuram a explicação e os culpados, mas nunca acharão...

Os mortos achados serão enterrados, a memória aos poucos apaga do que foi...  A humanidade seguirá guiando-se com o desejo de cada dia mais lucros... E isto é normal?

A maioria dos desastres e sofrimento no mundo está causado pela criatura humana. Assim foi no paraíso bíblico, assim foi no tempo da pedra lascada, assim continua sendo na era de supersônicos.

Enquanto o homem não entrar na sintonia com o Criador, não administrar o mundo segundo o seu plano, respeitando as leis (que nos a chamamos da natureza), enquanto o homem continuar agredindo desenfreadamente a natureza, haverá tragédias e desastres.

Tomemos consciência disto e rezemos pelo mundo ferido...

Queiram a desculpar o tom triste desta mensagem, mas é o que sentimos hoje.

Estou em Itabuna.

Com a oração e a benção.

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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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