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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

SIMPLICIDADE E EMOÇÃO DO CONTISTA ALEILTON FONSECA – Cyro de Mattos


          Baiano nascido em Firmino Alves (1959), município do Sul da Bahia,   criado em Ilhéus, Aleilton Fonseca reside há anos na  cidade de Salvador. Graduado em Letras pela Universidade Federal da Bahia,  fez mestrado na Universidade Federal da Paraíba e Doutorado  na Universidade de São Paulo. É professor titular Pleno da Universidade Estadual de Feira de Santana, onde leciona Literatura Brasileira. Já publicou  25 livros, entre volumes de  poesia, ensaio, conto e romance. Na galeria de suas criações figuram os romances   Nhô Guimarães (2006), O pêndulo de Euclides (2009) e o livro de ensaio O arlequim da pauliceia (2012), entre outros.   Faz parte de várias antologias do conto, poesia e ensaio, no Brasil e exterior.  Entre outras premiações, obteve o Terceiro Lugar no Prêmio da Fundação Cultural do Estado da Bahia, com Jaú dos bois e outros contos, em 1977,  e o Prêmio   Nacional Herberto Sales,  da Academia de Letras da Bahia, com O canto de Alvorada, em 2001.

            Um de seus volumes de contos,  O desterro dos mortos (2001),  apresenta doze histórias revestidas de calor humano, que oferecem uma leitura prazerosa, pontuada com uma linguagem simples e plena de camadas líricas no seu conteúdo  Nhô Guimarães”, a primeira delas,   embrião do romance homônimo, conta a história  de “um homem de sobejas importâncias. Um distinto doutor, do sertão e da cidade, duas vezes lugareiro, muito conhecedor das estradas gerais.”  Fica visível que a narrativa, de apelos aos falares da gente rural no interior mineiro, retrabalhada em sua entonação cantante,   foi motivada pelo propósito de homenagear o  estupendo escritor e ficcionista Guimarães Rosa. A figura do escritor mineiro vai sendo erguida pouco a pouco com sua humanidade  no texto que flui com sabores na fala, usando para isso o contista das lembranças  e entretantos que afloram do personagem Manu e sua mulher, além dos amigos do homenageado. As histórias “O sorriso da estrela”, “O avô e o rio” e “Jaú dos Bois”  reaparecem em  O desterro dos mortos,  vindas do pequeno volume  Jaú dos bois e outros contos.

            Não é preciso ser íntimo das questões estéticas, crítico com  formação acadêmica, para perceber que os contos de Aleilton Fonseca possuem como singularidades a marca da simplicidade na escrita para externar a emoção,  qualidades que se aderem ao texto  infiltradas  de esperança e ternura.  Essa relação inseparável entre o discurso simples, sem experimentalismos, penetrado de afetividades,  é  posta   com sabedoria pelo contista  na escrita para que se faça a leitura da vida tocada com rapidez e visibilidade, impregnada de emoção causada pela cena.

            Na relação inseparável de que se vive e morre, sempre, aflições  e solidões são ultrapassadas,  ternuras  nos ritos de passagem  informam como as estações  amadurecem a infância,   existem noutras terras conduzidas pela morte  sob o peso do enigma. Histórias  urdidas pela chama do amor  em  adolescentes  irrompem para o voo de anjos terrenos alçados às nuvens, paixões de adultos  resvalam por entre fissuras e rupturas em suas verdades pungentes, impondo a separação amarga sem volta.
  
           Afirma-se que literatura é a matéria verbal que expõe  uma experiência de vida. Esse conceito ajusta-se aos contos de Aleilton Fonseca de maneira eficaz e sóbria.  Em O desterro dos mortos,  a  matéria verbal disposta  para dizer do imaginário configura significados colhidos  através de uma experiência colhida pelo contista no teatro da vida. Expressa    histórias que nos remetem ao real imaginado, em alguns momentos  com sensações semelhantes a que se tem nos contos tradicionais de reis,   tanto é  o encantamento  provindo do estado psicológico dos personagens,  o   surgimento da paz no final sempre bem achado,  indicativo   de uma janela que se abre para a luminosidade da vida.
   
            De outro viés, entre a dor e o amor, a paz que irá emergir de  momentos agudos  mostra como a vida é um sofrido aprendizado. O personagem depara-se com as incompreensões absurdas da morte, como é visto  nos contos “O sorriso da estrela”,  “Para sempre”  e  O desterro dos mortos”, nas relações  passionais que  atritam e separam,   na fumaça que ativa a doce lembrança da infância,   para que  saiba quanto  a dor   é capaz de reverter   momentos contrários em  sonos serenos  sob luares de relva.

            Nota-se que o instrumental teórico de base acadêmica não interfere na luminosidade que se espraia nas criações do contista. Não força  a prosa  que  apresenta    maneiras suaves   de horizontes longínquos e próximos em seu dizer cativante.  Há um modo sempre oportuno   de  o contista dizer o drama,  uma solidariedade que dignifica o comportamento marcado  para designar os  quadros da morte, da solidão  que o tempo impõe em rigor de atitude   que  comanda.

            Vale ressaltar que uma  harmonia, a porejar sensibilidades e cargas emotivas na escrita,  decorre  de   situações vividas pelo personagem sob o choque das descobertas, relevâncias existenciais, cortes extraídos  no difícil gesto de viver. Olhares lançados pelo contista sobre  os personagens buscam  desvendar  para o mundo estados interiores, incompreensões do tangível e do que não se explica,  aclarar a situação conflituosa no drama.  Como conversa ao pé do ouvido puxa o leitor para dentro do texto,  remetendo-se ao contista  Machado de Assis, mestre  nessa atitude de aproximar a história de  quem a lê para assim torná-la mais verossímil na sua dinâmica.
 
           O contista sabe dosar com medidas certas o necessário para que o leitor seja envolvido  com ternuras e esperanças no assunto crítico vivido pelo personagem.  Em suas  reações tristes, situações de tormento,  o personagem desterra   pensamentos quando se vê com dificuldade para entender a vida.  Certa melodia,  que acompanha a altura do ritmo, a intensidade e  a dimensão dos  gestos, em perfeito equilíbrio enquanto duram no texto,   não dá chance para que o  vulgar e a pieguice descaracterizem  a escrita conduzida com simplicidade e emoção.

             O proseado que escorre do discurso enunciado com afetividades  contagia no seu ritmo, torna  o leitor  íntimo da problemática existencial do indivíduo.  Na escrita  apoiada em medidas rítmicas harmoniosas,  os significados e significantes formam unidades cadenciadas pelos  toques poéticos da vida sob os olhares líricos do narrador. Cenas marcadas de controvérsias,  contrapontos dos conflitos  são  construídos com pausas e respirações, breves e oportunas, para evitar que o vulgar nos fluxos e refluxos circule nas zonas do coração.

            As histórias de Aleilton Fonseca fornecem a  sensação  de que  entram pelos ouvidos e ficam  com seriedade ritmadas dentro de nós  sob puro  lirismo. Assim são construídas  com seus tremores e amores, como  feixes acesos  de humanidades múltiplas determinam simpatia entre o real e o sonho. Não precisam de questionamentos profundos nas razões de ser dos outros no mundo, e  porque dotadas de puro lirismo  simplesmente o coração as aceita, pulsam amores em atitudes e sentimentos. 

Referência
FONSECA, Aleilton. O desterro dos mortos, contos, Relume Dumará, Rio de Janeiro, 2001.
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*Cyro de Mattos é ficcionista e poeta. Autor de 48 livros pessoais. É também editado no exterior. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia. Doutor Honoris Causa da UESC. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México.

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terça-feira, 7 de agosto de 2018

LIRISMO DO CONTISTA ALEILTON FONSECA – Cyro de Mattos


Lirismo do contista Aleilton Fonseca 
Cyro de Mattos*


            Baiano nascido em Firmino Alves (1959), município do Sul da Bahia,   criado em Ilhéus, Aleilton Fonseca reside há anos na  cidade de Salvador. Graduado em Letras pela Universidade Federal da Bahia,  fez mestrado na Universidade Federal da Paraíba e Doutorado  na Universidade de São Paulo. É professor titular Pleno da Universidade Estadual de Feira de Santana, onde leciona Literatura Brasileira. Já publicou  25 livros, entre volumes de  poesia, ensaio, conto e romance. Na galeria de suas criações figuram os romances   Nhô Guimarães (2006), O pêndulo de Euclides (2009) e o livro de ensaio O arlequim da pauliceia (2012), entre outros.   Faz parte de várias antologias do conto, poesia e ensaio, no Brasil e exterior.  Entre outras premiações, obteve o Terceiro Lugar no Prêmio da Fundação Cultural do Estado da Bahia, com Jaú dos bois e outros contos, em 1977,  e o Prêmio   Nacional Herberto Sales,  da Academia de Letras da Bahia, com O canto de Alvorada, em 2001.

            Um de seus volumes de contos,  O desterro dos mortos (2001),  apresenta doze histórias escritas revestidas de calor humano, que oferecem uma leitura prazerosa pontuada com uma linguagem simples e plena de camadas líricas no seu conteúdo  “Nhô Guimarães”, a primeira delas,   embrião do romance homônimo, conta a história  de “um homem de sobejas importâncias. Um distinto doutor, do sertão e da cidade, duas vezes lugareiro, muito conhecedor das estradas gerais.”  Fica visível que a narrativa, de apelos aos falares da gente rural no interior mineiro, retrabalhada em sua entonação cantante,   foi motivada pelo propósito de homenagear o  estupendo escritor e ficcionista Guimarães Rosa. A figura do escritor mineiro vai sendo erguida pouco a pouco com sua humanidade  no texto que flui com sabores na fala, usando para isso o contista das lembranças  e entre tantos que afloram do personagem Manu e sua mulher, amigos do homenageado. As histórias “O sorriso da estrela”, “O avô e o rio” e “Jaú dos Bois”  reaparecem em  O desterro dos mortos,  vindas do pequeno volume  Jaú dos bois e outros contos.

            Não é preciso ser íntimo das questões estéticas, crítico com  formação acadêmica, para perceber que os contos de Aleilton Fonseca possuem como singularidades a marca da simplicidade na escrita para externar a emoção,  qualidades que se aderem ao texto  infiltradas  de esperança e ternura.  Essa relação inseparável entre o discurso simples, sem experimentalismos, penetrado de afetividades,  é  posta   com sabedoria pelo contista  na escrita para que se faça a leitura da vida tocada com rapidez e visibilidade, impregnada de emoção causada pela cena.

            Na relação inseparável de que se vive e morre, sempre, aflições  e solidões são ultrapassadas,  ternuras  nos ritos de passagem  informam como as estações  amadurecem a infância,   existem noutras terras conduzidas pela morte  sob o peso do enigma. Histórias  urdidas pela chama do amor  em  adolescentes  irrompem para o voo de anjos terrenos alçados às nuvens, paixões de adultos  resvalam por entre fissuras e rupturas em suas verdades pungentes, impondo a separação amarga sem volta.
  
            Afirma-se que literatura é a matéria verbal que expõe  uma experiência de vida. Esse conceito ajusta-se aos contos de Aleilton Fonseca de maneira eficaz e sóbria.  Em O desterro dos mortos,  a  matéria verbal disposta  para dizer do imaginário configura significados colhidos  através de uma experiência colhida pelo contista no teatro da vida. Expressa    histórias que nos remetem ao real imaginado, em alguns momentos  com sensações semelhantes a que se tem nos contos tradicionais de reis,   tanto é  o encantamento  provindo do estado psicológico dos personagens,  o   surgimento da paz no final sempre bem achado,  indicativo   de uma janela que se abre para a luminosidade da vida.
  
            De outro viés, entre a dor e o amor, a paz que irá emergir de  momentos agudos  mostra como a vida é um sofrido aprendizado. O personagem depara-se com as incompreensões absurdas da morte, como é visto  nos contos “O sorriso da estrela”,  “Para sempre”  e  “O desterro dos mortos”, nas relações  passionais que  atritam e separam,   na fumaça que ativa a doce lembrança da infância,   para que  saiba quanto  a dor   é capaz de reverter   momentos contrários em  sonos serenos  sob luares de relva.

            Nota-se que o instrumental teórico de base acadêmica não interfere na luminosidade que se espraia nas criações do contista. Não força  a prosa  que  apresenta    maneiras suaves   de horizontes longínquos e próximos em seu dizer cativante.  Há um modo sempre oportuno   de  o contista dizer o drama,  uma solidariedade que dignifica o comportamento marcado  para designar os  quadros da morte, da solidão  que o tempo impõe em rigor de atitude   que  comanda.

            Vale ressaltar que uma  harmonia, a porejar sensibilidades e cargas emotivas na escrita,  decorre  de   situações vividas pelo personagem sob o choque das descobertas, relevâncias existenciais, cortes extraídos  no difícil gesto de viver. Olhares lançados pelo contista sobre  os personagens buscam  desvendar  para o mundo estados interiores, incompreensões do tangível e do que não se explica,  aclarar a situação conflituosa no drama.  E uma  conversa ao pé do ouvido que puxa o leitor para dentro do texto remete ao contista  Machado de Assis, mestre  nessa atitude de aproximar a história de  quem a lê para assim torná-la mais verossímil na sua dinâmica.
 
            O contista sabe dosar com medidas certas o necessário para que o leitor seja envolvido  com ternuras e esperanças no assunto crítico vivido pelo personagem.  Em suas  reações tristes, situações de tormento,  o personagem desterra   pensamentos quando se vê com dificuldade para entender a vida.  Certa melodia,  que acompanha a altura, a intensidade e  a dimensão dos  gestos, em perfeito equilíbrio enquanto duram,   não dá chance para que o  vulgar e a pieguice descaracterizem  a escrita conduzida com simplicidade e emoção.

            O proseado que escorre do discurso enunciado com afetividades  contagia no seu ritmo, torna  o leitor  íntimo da problemática existencial do indivíduo.  Na escrita  apoiada em medidas rítmicas harmoniosas,  os significados e significantes formam unidades cadenciadas pelos  toques poéticos da vida sob os olhares líricos do narrador. Cenas marcadas de controvérsias,  contrapontos dos conflitos  são  construídos com pausas e respirações, breves e oportunas, para evitar que o vulgar nos fluxos e refluxos circule nas zonas do coração.
 
            As histórias de Aleilton Fonseca fornecem a  sensação  de que  entram pelos ouvidos e ficam  com seriedade ritmadas dentro de nós  sob puro  lirismo. Assim são construídas  com seus tremores e amores, como  feixes acesos  de humanidades múltiplas, determinam simpatia entre o real e o sonho. Não precisam de questionamentos profundos nas razões de ser dos outros no mundo, e  porque dotadas de puro lirismo  simplesmente o coração as aceita, pulsam amores em atitudes e sentimentos.

 
Referência

FONSECA, Aleilton. O desterro dos mortos, contos, Relume Dumará, Rio de Janeiro, 2001.
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*Cyro de Mattos é contista, poeta, cronista, ensaísta, romancista, organizador de antologia,  autor de livros para crianças e jovens. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia.  Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Tem livro publicado em Portugal, Itália, França, Alemanha, Espanha e Dinamarca. Conquistou o Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d’Oro, em Gênova, Itália, com o livro “Cancioneiro do Cacau”,  para obra publicada, e “Poemas escolhidos/poesie scelte”, para obra inédita, o  Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, com “Os Brabos”, contos,  Associação Paulista de Críticos de Arte com “O Menino Camelô”, infantil,  e o Prêmio Nacional Pen Clube do Brasil com o romance “Os Ventos Gemedores”.  Finalista do Jabuti três vezes. Um dos quatro finalistas do Prêmio Internacional da Revista Plural, México, com a novela “Coronel,  cacaueiro e travessia”. Distinguido com a Ordem do Mérito da Bahia. Pertence às Academias de Letras de Ilhéus e de Itabuna.

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

FLIPELÔ 2017: GRATUITA, FLIPELÔ TERÁ MAIS DE 50 ATIVIDADES EM RUAS E ESPAÇOS DO PELOURINHO

Flipelô coloca Salvador no roteiro de eventos literários nacionais (Foto: Divulgação)

Evento irá reunir grandes nomes da literatura como Antonio Torres, Aleilton Fonseca e Conceição Evaristo, mas também abre espaço para novos autores e artistas


A partir de quinta-feira (10), a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) deixa de ser um sonho antigo da Fundação Casa de Jorge Amado e ganha a sua primeira edição. Durante os quatro dias do evento, cerca de 50 atividades gratuitas tomam conta das ruas e espaços culturais do Centro Histórico. Saraus, debates, encontros, oficinas literárias, apresentações teatrais, shows, leituras dramáticas, exibições de vídeos e atividades que atendem aos públicos adulto e infantojuvenil integram a programação, que segue até domingo.

A iniciativa comemora os 30 anos da Fundação, que abre as portas gratuitamente durante todo o mês de agosto em homenagem aos escritores Jorge Amado, Zélia Gattai e Myriam Fraga, curadora do projeto, que faleceu em fevereiro de 2016.

"Teremos, além de tantos encontros, o A Voz Edita, que reúne novos e renomados poetas para recitais. O evento inteiro segue uma linha mais informal, com café e muita troca de ideias. Poderemos também abrir espaço para que pessoas do público mostrem a própria arte", afirma Angela Fraga Sá, atual diretora da fundação.

A expectativa é que o evento receba 30 mil pessoas, entre autores, pesquisadores, estudantes e apaixonados pelo mundo das palavras. A abertura oficial da Flipelô acontece na quarta-feira (9), com apresentação da cantora Maria Bethânia na Igreja de São Francisco. Restrito a convidados, o sarau Bethânia e as Palavras reúne músicas pouco usuais de repertório da cantora baiana e poemas de autores como Fernando Pessoa, Marília Gabriela Llansol e Manoel de Barros.

O rapper Emicida também marca presença no evento. O artista compõe, na quinta-feira, a mesa do projeto A Rua é Nóiz - Poesia e Protesto ao lado de João Jorge, presidente do Olodum, com mediação de Larissa Luz. O Grupo Concriz, da cidade de Maracás, é mais uma atração que levará literatura para o público. O coletivo cultural formado por crianças, adolescentes e adultos monta e apresenta performances poéticas há dez anos, geralmente com durações em torno de 45 minutos e enfoques em obras de poetas brasileiros.

No domingo de Dia dos Pais, a Flieplô promete ser uma boa pedida para toda a família. No Largo do Pelourinho, às 11h, a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) estreia a série Myriam Fraga, na qual aproxima música e literatura, sempre em ambientes descontraídos. Haverá ainda lançamentos de livros infantis com contação de estórias na Festa dos Erês."Teremos muitas programações infantis no domingo e, como em todos os outros dias, artes para todas as idades. Esperamos famílias reunidas em um clima de leveza e abraços. O Pelô ficará ainda mais colorido", convida Angela Fraga. "Estamos realizando um sonho. Lutamos muito para conseguir patrocínios e esperamos que seja a primeira de muitas das edições", finaliza. Para conferir a programação completa da Flipelô, clique aqui.



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terça-feira, 8 de agosto de 2017

JORGE PORTUGAL LANÇA LIVRO NA FLIPELÔ

Por que o Subaé não molha o mapa  é o título do livro que o compositor, professor e atual Secretário de Cultura do Estado da Bahia, Jorge Portugal, vai lançar no próximo dia 11, sexta feira, as 17h30  na Casa das editoras baianas no Pelourinho.
O lançamento fará parte da programação da FLIPELÔ.

O livro que leva o selo da Caramurê Publicações, reúne 15 crônicas e tem como cenário a cidade de Santo Amaro, ou “Santinho”, como carinhosamente cita o autor na dedicatória. Numa abordagem particular e uma linguagem muitas vezes bem humorada, Portugal, consegue mostrar a cidade no seu íntimo, com personagens anônimos e conhecidos se relacionando num misto de ficção e realidade.

Antes dos autógrafos o autor convida Pasquale Cipro Neto e Roberto Mendes em um bate papo com o público sobre literatura e música.“Portugal é um ícone da cultura da Bahia, ele tem o carisma do educador e alma de compositor, comenta o editor da Caramurê Fernando Oberlaender.

A Caramurê na Flipelô

Além do lançamento do livro de Jorge Portugal vários outros autores da editora estarão participando de eventos na Casa Amarela como: Ruy Espinheira Filho, que junto com Antônio Brasileiro participará de uma mesa de bate papo no dia 10/8, quinta feira ás 20h com o tema “Literatura e perspectivas”. Em seguida Ruy estará autografando o seu livro “Uma Alegria na Família”. Antes, as 15 h, os autores Saulo Dourado e Breno Fernandes estarão na mesa “Literatura Contemporânea   nas Mídias Sociais”.

 No dia 11/8, sexta feira, a agenda será cheia. Além do lançamento a autora Maria Antônia Ramos Coutinho participa da mesa “Mestres dos saberes na literatura infantil” e às 17h Aleilton Fonseca autografa o seu livro “As Marcas da Cidade”.

 As 17h30, ​no dia seguinte, (12) ​o poeta José Carlos Capinan bate um papo com Gesse Gesse sobre música e literatura e autografa o seu livro “Vinte Canções de Amor e um Poema quase Desesperado”. E no Domingo, dia 1​3​ /8, com a produção da Caramurê, a autora Emília Nunes faz contação de história e autografa o seu livro “A menina da Cabeça Quadrada”.

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Mais informações à imprensa:
Laboratório da Notícia - 3272 4263
WhatsApp: (71) 9 8794-1251
Facebook: Laboratório da Noticia
Twitter: @laboratoriodanoticia

Instagram: @laboratoriodanoticia 

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

POESIA PONTE ENTRE ITÁLIA E BRASIL

"Hai mai corso fra le Nuvole?" Poesie di Lorenzo Cioce (ed. Minerva)


Na cidade eterna de Roma. na celebre Livraria Mondadori da via Piave n.18, a Poesia aproximou Itália e Brasil.  O poeta italiano Lorenzo Cioce lançou a sua obra "Hai mai corso tra le nuvole?", ed. Minerva  ("Jà correu entre as nuvens?") que contém também a seção "Squanderink" com poesias traduzidas para o inglês por Gaia Celeste, e para o portugûes por Antonella Rita Roscilli.

Foram leituras e debate com o público. Junto com o autor, o público ouviu a professora e critica literária Daniela Carmosino, as poesias declamadas pela bela voz da atriz Sharon Alessandri e a fala da brasilianista Antonella Rita Roscilli.

Lorenzo Cioce respondeu no debate às muitas perguntas do público. Antonella Rita  declamou a poesia dele "Culla di civiltà", dedicada a Roma antiga, e que se ouviu pela primeira vez na língua de Camões: "Berço da civilização". Ela traduziu também "Jà correu entre as nuvens" "Respirar", "A justiça pinta o coração do rebelde"e "Queria, simplesmente queria".

Definiu a poesia de Lorenzo Cioce etica e universal, "a poesia de um jovem cujos versos lembram o conceito da Beleza e da Leveza de Italo Calvino. Espalham valores positivos, mas ao mesmo tempo educam e criticam o perigo do vazio da sociedade na época do mundo virtual". Depois falou sobre o valor da Poesia contemporânea no Brasil, o seu trabalho de autora e tradutora que acredita firme na importância das pontes culturais. Nesse proposito destacou que as  nuvens, como metáfora, estão presentes em obras de autores brasileiros contemporâneos, algumas das quais traduziu para o italiano. 
Assim falou do ilustre poeta e romancista Carlos Nejar que escreveu "A engenhosa Leticia do Pontal" (ed. Objetiva) em que a protagonista é uma Nuvem.

Por fim lembrou que as nuvens se encontram no titulo de um livro de contos do escritor baiano Aleilton Fonseca, que ela teve o prazer de traduzir e que foi publicado na Itália em edição bilingue: "O Sabor das Nuvens" ("Il Sapore delle Nuvole"), ed. Via Litterarum.




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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

PEDITÓRIO DE VOTO – Aleilton Fonseca & Cyro de Mattos

         Imagem: Fotomontagem ICAL
CARTA AOS MEMBROS DA ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS

Salvador, 30 de agosto de 2016.

          Caríssimos acadêmicos, amantíssimas acadêmicas:

          As Letras constituem um campo de ação e criação cultural, cujo mister mais
elevado é cultivar o idioma e a convivência humana, através dos discursos da prosa, do
drama e da poesia – tríade fundamental da literatura, desde a Arte Poética de Aristóteles.
          Como cidadãos do mundo, de um país, de um estado, de uma cidade, habitamos
uma pátria, – noção simbólica que nos reúne num mesmo solo de vivências, – e à qual
somos chamados a servir. Essa ideia se redefine, na atualidade, como um corpo coletivo,
heterogêneo e plural, que se quer inclusivo e participativo, legitimando os diferentes
ofícios e modos de existir e viver em sociedade. Nesse lugar de múltiplas identidades,
as diferenças e as alteridades desabrocham como flores díspares de um mesmo jardim,
em convívio que se quer fraterno, produtivo e democrático.
          Somos todos irmãos de ofício e ideal. Para servir à pátria, exercemos o cultivo
das Letras. Por força de um desígnio inescapável, dedicamos um valioso tempo de
nossas vidas a projetos de criação de textos e discursos capazes de mobilizar leitores e
ouvintes em torno de temas que suscitam leituras, polêmicas, reflexões, debates e,
sobretudo, a fruição estética e o aprimoramento do intelecto e das emoções.
          A literatura mobiliza, de modo integrado e indissociável, a razão e a emoção,
estimulando o equilíbrio do ser, através da reflexão sobre o mundo real e do
amadurecimento de seu aparato psicológico. Na recriação vicária da ficção, na emulação
da vida no drama, na afetividade do discurso lírico nos encontramos todos, nos
identificamos e nos humanizamos, pela epifania da verossimilhança e pela catarse
reparadora de nossas energias vitais.
          A literatura é, por sua própria natureza, uma ação humana compartilhada, uma
troca fraterna de experiências e saberes acumulados ao longo de séculos de cultura, de
geração a geração. Essa condição se concretiza através da representatividade coletiva
no corpo da agremiação acadêmica. Desde os gregos, a Academia é o lugar do exercício
do corpo e da mente, sob o ideal que os romanos fixaram no lema: mens sana in corpore
sano. Como parte dessa tradição secular, a Academia de Letras de Ilhéus constitui, em
nossa terra, uma confraria dedicada ao cultivo, à transmissão e à celebração dos legados
ancestrais.
          A Academia é um colar simbólico de quarenta elos. Quando um de seus insignes
titulares parte dessa vida, um elo se parte na corrente acadêmica. Um lugar fica vazio e
clama pela sucessão, em louvor da memória do extinto e do porvir da confraria. O colar
acadêmico da ALI perdeu, entre outros, o vigésimo quarto elo. Esse elo que ora lhe falta
é a voz prodigiosa do saudoso jornalista, crítico e ficcionista Hélio Pólvora de Almeida.
Uma perda irreparável para a Academia e para a literatura brasileira.
          Essa consciência se impõe, para mim, como um chamado visceral. Portanto,
movido pelo apreço à memória do escritor Hélio Pólvora, e motivado a servir à causa
acadêmica, eu me apresento candidato ao vosso voto para suceder ao elo que partiu, na
notável Cadeira nº 24 da Academia de Letras de Ilhéus.
          Como escritor grapiúna, nascido em Firmino Alves-Bahia, em 1959, cresci em
Ilhéus, como filho adotivo dessa magnífica terra, e sou ilheense de coração. Em 1963,
cheguei a Ilhéus, no seio de minha família, aos 4 anos de idade. Aprendi as primeiras
letras, fiz as leituras iniciais, e comecei a vida literária. Entendi-me por gente em Ilhéus.
Em 1979 parti para o mundo, e segui por tantos lugares, até trilhar os caminhos que
sempre me trazem de volta ao convívio dos parentes e dos amigos. Trago o mapa e os
caminhos de Ilhéus em minha mente e em minhas veias. Desde criança respiro essa
cultura e essa condição existencial. Batizo-me todo ano nas águas de ferro do mítico Rio
Cururupe. E por onde vivo e passo, levo em minha alma os aromas das matas, as cores
dos rios, os arrulhos do mar e o gosto da terra e dos manguezais.
          Este sentimento brota do fundo do coração e da alma, – e me motiva e me
convoca para o convívio com os meus semelhantes, diletos e diletas titulares das letras
ilheenses. Essa união criativa e cordial pode-se realizar como um compromisso de vida,
se, em sua soberana deliberação, os dignos eleitores e as dignas eleitoras da ALI
houveram por justo me honrar com a titularidade da cadeira nº 24 desse glorioso
sodalício.
          Se eleito por vós, estarei ungido no sonho e na poesia, ao realizar o desejo de
comungar com vossos ideais e vosso mister. Apresento-me, pois, para contribuir e somar
com os acadêmicos da ALI, honrando o seu lema: PATRIAE LITTERAS COLENDO
SERVIAM – Servir à Pátria Cultivando as Letras”.
          Ofereço-vos, com humildade e alegria, os préstimos de meus sonhos de construir
e confraternizar através das nossas letras grapiúnas e brasileiras, na seara da reflexão e
da criação e divulgação da poesia, da ficção e da ensaística de nossa terra. Minha atuação
docente e literária sempre esteve e sempre estará comprometida com o cultivo e a
valorização do nosso ethos literário e cultural, nossas raízes e nosso porvir.
Para tanto, eu vos peço a honra de vosso voto.
Atenciosamente,

Aleilton Santana da Fonseca



CURRICULUM VITAE

ALEILTON SANTANA DA FONSECA
( Escritor )

2016
ALEILTON FONSECA – nome literário
Aleilton Santana da Fonseca nasceu em Itajimirim, hoje cidade de Firmino Alves, Bahia, em 21 de julho de 1959. Seu pai, um pequeno agricultor; sua mãe, uma professora primária. Casado há 32 anos com Rosana Maria Ribeiro Patricio, professora universitária, tem dois filhos: Diogo Ribeiro da Fonseca (31 anos, doutorando em Administração Pública - UnB) e Raul Ribeiro da Fonseca (27 anos, fisioterapeuta e acadêmico de Medicina – EBMSP-Bahia).
Aleilton Fonseca, desde os 4 anos de idade viveu a infância e adolescência em Ilhéus, com a mudança de sua família. Em 1979 seguiu para estudar em Salvador, onde fixou residência. Em Ilhéus cresceu, tomou consciência de si, estudou, tornou-se ilheense por adoção, formação e afeto. Retorna regularmente à cidade, para visitar familiares e amigos de infância. A partir dos 17 anos, ainda em Ilhéus, passou a escrever e a publicar em jornais e revistas. Atualmente sua produção literária abrange romance, conto, poesia, crítica e ensaio. É graduado em Letras pela Universidade Federal da Bahia (1982), com mestrado pela Universidade Federal da Paraíba (1992) e doutorado pela Universidade São Paulo (1997). Foi Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em Vitória da Conquista, de 1984 a 1998.  A partir de 1999, passou a lecionar na Universidade Estadual de Feira de Santana. É professor Pleno (Titular) de Literatura Brasileira na graduação em Letras e no Curso de pós-graduação Mestrado em Estudos Literários, e desenvolve pesquisas sobre as relações entre literatura, imagens urbanas e ecologia. Lecionou, como professor convidado, na Université d’Artois, na França, em 2003. Participa regularmente de eventos literários e científicos no Brasil e no exterior, como conferencista, pesquisador e escritor. Proferiu palestras em diversas universidades brasileiras e em instituições estrangeiras, como Sorbonne, Nanterre, Rennes, Tour, Toulouse e Nantes (França), na  Universidade de Budapeste (Hungria) e  Università del Salento (Lecce/Itália).
Foi coeditor de Iararana - Revista de arte, crítica e literatura, editada em Salvador, de 1998 a 2007. É coeditor de Légua e Meia, Revista de literatura e diversidade cultural, da UEFS. Faz parte da Comissão Editorial da Revista da Academia de Letras da Bahia e de outras revistas literárias e acadêmicas. É correspondente da revista francesa Latitudes: cahiers lusophones. Recebeu um dos Prêmios Culturais Fundação Cultural da Bahia – 3º lugar (1996), o Prêmio Luis Cotrim (ALJ, 1997), o Prêmio Herberto Sales (ALB, 2001) e o Prêmio Marcos Almir Madeira (UBE-RJ, 2005). Em 2013 recebeu o título de Professor de Honra de Humanidades, pela Universidad del Norte, em  Assunção, Paraguai. Em 2014, recebeu o Troféu Carlos Drummond de Andrade (Itabira-MG), a Medalha Luis Vaz de Camões (Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa) e a Comenda do Mérito Cultural, da Secretaria da Cultura, do Governo do Estado da Bahia. Também recebeu a Medalha Pedro Calmon (ABI -Bahia, 2002), a Medalha Euclides da Cunha (Academia Brasileira de Letras, 2009) e a Medalha Arlindo Fragoso (Academia de Letras da Bahia, 2010).   Publicou poemas, contos e artigos em diversas revistas, como as francesas Latitudes: cahiers lusophones (Paris),  Autre Sud (Marselhe),  Crisol (Nanterre) e Plural/Pluriel  (Nanterre) e L'Ampoule  (Bordeaux). Tem diversos livros e artigos publicados no Brasil, e em outros países como Portugal, França, Bélgica, Quebec/Canadá, Estados Unidos e Itália.
Em 2009, ao completar 50 anos, foi homenageado pelo Lycée des Arènes (Toulouse, França), pelo Instituto de Letras da UFBA (Projeto o escritor e seus múltiplos) e pela ALB (mesa redonda).  Coordena o Curso Castro Alves/Colóquio de Literatura Baiana, da ALB (2005-2015). Tem diversos livros e artigos publicados no Brasil, e em outros países como França, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, Itália, Uruguai e Paraguai. Seu romance Nhô Guimarães foi adaptado para o teatro pela Companhia Baiana de Teatro, Grupo Criaturas Cênicas, em 2009. Em 2013 recebeu o título de Professor de Honra de Humanidades, pela Universidad del Norte, em  Assunção, Paraguai. Em 2014, Recebeu o Troféu Carlos Drummond de Andrade (Itabira-MG), a Medalha Luis Vaz de Camões (Núcleo Académico de Letras e Artes de Lisboa) e a Comenda do Mérito Cultural, concedida pela Secretaria da Cultura, do Governo do Estado da Bahia. Também recebeu as medalhas Pedro Calmon (Associação Baiana de Imprensa, 2002), Euclides da Cunha (Academia Brasileira de Letras, 2009) e Arlindo Fragoso (Academia de Letras da Bahia, 2010).  É membro da Academia de Letras da Bahia, da Academia de Letras de Itabuna, da União Brasileira de Escritores-SP e do PEN Clube do Brasil. Integra a Association Internationale de la Critique Littéraire, sediada na França, da qual foi vice-presidente para América do sul, em 2013-2014.

Publicações
Ficção
·                    Jaú dos bois e outros contos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997.
·                    O desterro dos mortos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001.
·                    O canto de Alvorada. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003.
·                    O canto de Alvorada. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004.
·                    Nhô Guimarães: romance em homenagem a Guimarães Rosa. Rio de Janeiro:
            Bertrand Brasil, 2006.
·                    Les marques du feu et autres nouvelles de Bahia. Paris: Lanore, 2008. Tradução de
Dominique  Stoenesco.
·                    O pêndulo de Euclides (Romance). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
·                    A mulher dos sonhos e outras histórias de humor. Itabuna: Via Litterarum, 2010.
·                    O desterro dos mortos. 2ªed. Itabuna: Via Litteraraum, 2010.
·                    O desterro dos mortos. 3ªed. Itabuna: Via Litteraraum, 2012.
·                    Memorial dos corpos sutis. Salvador: Caramurê, 2012.
·                    As marcas da cidade. Salvador: Caramurê, 2012.
·                    La femme de rêve . Humour croustillant sur les rapports humains. Montreal, Canada: Marcel
              Broquet, 2013. Traduction de Danielle Forget ET Claire Varin.
·                    Il sapore delle nuvole. (O sabor das nuvens). Salvador: Via Litterarum, 2015. Tradução de 
           Antonella Rita Roscilli.

Poesia
·                    Movimento de Sondagem (Coleção dos Novos, vol. 3). Salvador: Funceb, 1981.
·                    O espelho da Consciência. Salvador: Gráfica da UFBA, 1984.
·                    Teoria particular (mas nem tanto) do poema. São Paulo: Edição d’Kaza, 1994.
·                    As formas do barro & outros poemas. Salvador: EPP – Publicações e Publicidade, 2006.
·                    Une rivière dans les yeux / Um rio nos olhos. Ilhéus: Mondrongo; Itabuna: Via
            Litterarum, 2012. Tradução de Dominique Stoenesco.
·                    Un río em los ojos. New Orleans: University Press of the South, 2013. Tradução de Alain
            Saint-Saëns
Ensaio
·                    Enredo romântico, música ao fundo. Manifestações lúdico-musicais no romance urbano
           do Romantismo. Rio de Janeiro: 7Letras, 1996.
·                    Guimarães Rosa (1908-2008): écrivain brésilien centenaire. Bruxelas: Orfeu Livraria
           Portuguesa e Galega, 2008. (Edição trilíngue: português, francês e holandês).
·                    O arlequim da Pauliceia. Imagens de São Paulo na Poesia de Mário de Andrade. São Paulo:
              Geração Editorial; Feira de Santana: UEFS Editora, 2012.
 Livros organizados e coorganizados
·                    Oitenta: poesia & prosa. Salvador: BDA, 1996.
·                    Rotas e imagens. Literatura e outras viagens. Feira de Santana: PPGLDC-UEFS, 2000. 
·                    O triunfo de Sosígenes Costa. Ilhéus: Editus-UESC, 2004.
·                    O olhar de Castro Alves. Salvador: ALBA/ALB, 2008.
·                    Sosígenes Costa. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2011.
·                    Jorge Amado nos terreiros da ficção. Itabuna: Via Litterarum; Salvador: Casa de
           Palavras/FCJA, 2012. Orgs. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel.
·                    Jorge Amado: 100 anos escrevendo o Brasil. Salvador: Casa de Palavras/FCJA, 2013.
 Orgs. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel.
·                    Jorge Amado: Cacau: a volta ao mundo em 80 anos.Salvador: Casa de Palavras/FCJA,
2014. Orgs. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel.
·                    Jorge Amado: Literatura e Política: Casa de Palavras/FCJA, 2015.
 Orgs. Myriam Fraga, Aleilton Fonseca, Evelina Hoisel.

Participação em antologias e coletâneas de ficção, poesia e ensaio
·                    O conto em 25 baianos. Org. Cyro de Mattos. Ilhéus: Editus-UESC, 2000.
·                    A poesia baiana no século XX. Org. Assis Brasil. Rio de Janeiro: Imago, 2001.
·                    Com a palavra o escritor. Org. Carlos Ribeiro. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado,    
           2002.

·                    As palavras conduzem a outras palavras. Antologia de contos e crônicas de autores
            baianos contemporâneos. Org. José Carlos Barros. Salvador, 2004.
·                    A autobiografia/ L’ autobiographie. Org. Raimunda Bedasee. Feira de Santana: UEFS;
           Tours: Presse Universitaire - Université François Rabelais, 2005. (Edição bilíngue
           português/francês).
·                    Contos cruéis. As narrativas mais violentas da literatura brasileira. Org. Rinaldo de     
             Fernandes. São Paulo: Geração Editorial, 2006.
·                    Quartas histórias. Contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa. Org. Rinaldo de
            Fernandes. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.
·                    Antologia panorâmica do conto baiano. Org. Gerana Damulakis. Ilhéus: Editus-UESC,    
           2006.
·                    Voix croisées: Brésil-France (12 poètes bahianais et 12 poètes français). Marselha: Ed.
            Autre Sud, 2006.
·                    A crise da poesia no Brasil, na França, na Europa e outras latitudes. La crise de la poésie
           au Brésil, em France, en Europe et en d´autres latittudes. Org. Alain Vuillemin et al. Cluj-  
           Napoca, România: Editura Limes; Cordes-sur-Ciel, Paris: Editions Rafael de Surtis; Feira de
         Santana: UEFS, 2006. (Edição bilíngue português/francês). 
·                    Outras moradas. Salvador: EPP – Publicações e Publicidade, 2007.
·                    Capitu mandou flores. Contos para Machado de Assis no ano de sua morte. Org. Rinaldo
            de Fernandes. São Paulo: Geração Editorial, 2008.
·                    Travessias singulares. Pais e filhos. Org. Rosel Bonfim. São Paulo: Casarão do Verbo,
          2008.
·                    Arte e cidade. Imagens, Discursos e Representações. Org. Selma Passos Cardoso et al.
          Salvador: Edufba, 2008.
·                    Traversées Québec-Brésil. Travessias Quebec-Brasil. Org. Daniele Forget & Humberto de
            Oliveira. Montréal: Adage, 2008. (Edição bilíngue português/francês).
·                    Todas as guerras. Org. Nelson de Oliveira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
·                    Os dias do amor. Org. Inês Ramos. Parede, Portugal: Ministério dos Livros, 2009.
·                    Roteiro da poesia brasileira: anos 80. Org. Ricardo Vieira Lima. São Paulo: Global; 2010.
·                     Espaço nacional, fronteiras e deslocamentos na obra de Antônio Torres. Orgs. Claudio
            Cledson Novaes; Roberto Henrique Seidel. Feira de Santana: UEFS Editora, 2010.
·                    Euclides da Cunha: presente e plural. Org. Anélia Montechiari Pietrani. Rio de Janeiro.
EDUERJ, 2010.
·                    Identidade, território, utopia: Literatura baiana contemporânea. Ilhéus: Editus, 2011.
           Orgs. Reheniglei Rehen e Frédéric Robert Garcia.
·                    Euclides da Cunha: cem anos sem. Org. José Alberto Pinho e Nicéia Helena Nogueira.
           UFJF/MAMM, 2011.
·                    Amar, verbo atemporal. Cem poemas de amor. Org. Celina Portocarreiro. Rio de Janeiro:       
           Rocco, 2012.
·                    João Guimarães Rosa. Mémoire et imaginaire du sertão-monde. Org. Rita Olivieri Godet 
            ET Luciana Wrege-Rassier. Rennes: Presses Universitaires de Rennes, 2012.
·                    Basta que você, leitor, queira. Org. Benedito Veiga. Salvador: Quarteto Editorial, 2012.
·                    100 anos de Jorge Amado. História, Literatura e Cultura. Orgs. Flavio Gonçalves dos
           Santos, Inara de Oliveira Rodrigues, Laila Brichta. Ilhéus: Editus, 2013.
·                    Autores baianos: um panorama (português/ espanhol/ inglês e alemão). Salvador: P55
Edições. Fundação Cultural do Estado da Bahia, 2013.
·                    Dicionário de Escritores contemporâneos da Bahia. Org. Carlos Souza Yeshua. Salvador:
CEPA, 2015.
·                    Euclides, mestre-escola. Orgs. Anabelle Loivos Considera, Anélia Montechiari Pietrani,
Luiz Fernando Conde Sangenis. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2015.
·                    A poesia é necessária. Antologia. Rubem Braga. Org. André Seffrin. São Paulo: Global, 
              2015.
·                    Le dîner des ogres. Org. Alain Saint-Saëns, Alain e Ludovic Obiang. New Orleans:
University Press of the South, 2016.


De: "Aleilton Fonseca" <aleilton50@gmail.com>
Enviada: 2016/08/31 00:52:12
Para: cyropm@bol.com.br
Assunto: PEDITÓRIO DE VOTO
 


PEDITÓRIO DE VOTO

Caro Cyro de Matos
envio-lhe esta missiva:
já estamos acertados
para a data decisiva.

Vem aí o dia certo,
todos hão de votar,
e assim eu espero
a eleição alcançar.

Eu terei muita alegria
de ser ali seu confrade,
na prosa e na poesia,
com afeto e amizade.

Mando-lhe esta carta
tomo papel e anoto
e faço logo a marca: 
conto com o seu voto.


                                           Aleilton Fonseca

De: cyropm@bol.com.br
Enviada: 2016/08/31 06:19:51
Para: aleilton50@gmail.com
Assunto: RE: PEDITÓRIO DE VOTO
 

Segue abaixo minha resposta, abraço, cyro.
Meu caro  amigo Aleilton,
Nem precisava me  pedir,
Conte comigo desde ontem,
Não há melhor do que você.

Ficcionista, cronista, poeta, ´
Numa escrita cheia de amor.
Ensaísta, traduzido, laureado,
Na área das letras doutor.

Firmino Alves é alegria
Com o seu filho escritor,
Você em nossa Academia
Ilhéus tem mais esplendor.

Por isso, caros confrades,
Na hora e na vez da eleição
Votar nesse grande homem
É fazer o bem  com a razão. 
Cyro de Mattos 

* * *