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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

CORTESIA FRUTO DA CIVILIZAÇÃO CRISTÃ


“A cortesia é uma das propriedades de Deus, que dá seu sol e sua chuva aos justos e aos injustos por cortesia, e a cortesia é irmã da caridade, que extingue o ódio e conserva o amor.”

 (São Francisco de Assis)

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“A Revolução Francesa foi satânica porque ela cometeu sacrilégios, entronizou a deusa razão etc. Mas não só por isso. Foi satânica porque representou uma explosão de ódio contra o bem, representado pela pompa, pela graça, pela cortesia, que brilharam naquele tempo.”

(Plinio Corrêa de Oliveira)

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“A polidez é o ritual da sociedade, assim como a oração o é da Igreja.”

(Madame de Staël)

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“A corte é como um edifício de mármore, quer dizer, é composta de homens muito duros, mas muito polidos.”

(Racine)

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“O homem não educado é a caricatura de si próprio.”

(Friedrich von Schlegel)

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“As raízes da educação são amargas, e os frutos dulcíssimos.”

(Aristóteles)

 

https://www.abim.inf.br/cortesia-fruto-da-civilizacao-crista/



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CHUVA DE JANEIRO – Cyro de Mattos


Chuva de Janeiro

Cyro de Mattos*

         Depois que o marido faleceu perdeu o interesse pela vida. Vivera com ele trinta anos de casada e soubera que o calor do corpo aquece o amor. Quando se é idosa, a experiência de vida diz que esse calor do corpo some, ainda mais quando o seu homem já não está mais ao seu lado para consumar o ato mais prazeroso da vida.

          Os dois filhos estavam casados, viviam no exterior. Ela morava em um apartamento de quarto e sala. Passava com a aposentadoria de professora estadual. Todos os dias seguia para a pensão onde fazia a refeição do almoço. Sentava em uma mesa reservada para ela no canto da sala.  Lá viu pela primeira vez o homem de cabelos brancos que olhava para ela. Tinha um brilho diferente nos olhos.  O olhar dele se repetiu nos outros dias, deixando-a sem jeito. Ficou assustada quando ele se levantou de sua mesa e pediu permissão para fazer-lhe companhia durante a refeição.

          Disse que era um viúvo aposentado, fora funcionário do Banco do Brasil. Um dia convidou-a para passear no parque. A princípio relutou, mas diante da insistência dele outras vezes, resolveu aceitar o convite.  Conversaram sobre a vida, seus momentos entre o alegre e o triste, foram se tornando íntimos.  Num ponto concordaram, viver sozinho, sem ter ninguém como companhia, era ruim. Deram uma volta no jardim, sentaram no banco embaixo da árvore frondosa. Jogaram migalhas para os pombos e para os peixes na lagoa.

          Na tarde fresca, um vento morno passava no rosto dela em finura de  lenço e leveza de carícia. Um casal de namorados, em cada beijo que sorvia nas bocas ávidas, revelava que a vida era boa e bela, assim no calor que se estendia por toda a extensão da pele só podia ser dado valor a ela. Ele fez questão de levá-la até o prédio onde ficava o apartamento dela. Na entrada do pequeno edifício olharam-se em silêncio antes de cada um querer dizer algo ao outro, que eles mesmos já sabiam o que era e que pulsava como uma chama que lampeja dentro. Talvez um convite para conhecer o apartamento de perto por ele. Convite dessa natureza seria impossível, embora houvesse no rosto de cada um deles o olhar cintilante de brilho.

          Ele disse:

           - Muito obrigado.

           Ela disse:

           - Obrigada digo eu.

          Despediram-se com leve aperto de mão.

          Era janeiro e ainda não havia caído a chuva de verão.

          Daquela vez quando terminaram de fazer o passeio pelo parque, ele a convidou para conhecer o apartamento dele. Era também um quarto e sala. Ela perguntou quem fazia a arrumação e o asseio. Respondeu que havia contratado uma faxineira. Vinha duas vezes na semana fazer a faxina. Notou que certas coisas não estavam no lugar devido. Fez a arrumação com esmero.  Limpou a poeira na mesa e nas duas cadeiras. Deu brilho em alguns objetos domésticos. Um pouco cansada foi tomar um banho no chuveiro de água quente. Vestiu o roupão que pertenceu a ex-mulher dele. 

             Ela sorriu quando ouviu o convite para ir se deitar com ele.

             Então vieram os primeiros beijos. O ato para que alcançasse o auge exigia concentração e esforço. E aconteceu o máximo quando o prazer de ambos ao mesmo tempo precipitou a vertigem. Souberam que ainda restavam um pouco neles daquilo que motiva a vida. Era preciso de agora em diante aproveitar bem antes que não restasse mais nada. Foram alguns anos de convívio harmonioso, decorrente da união sem atrito entre o espírito e o corpo, que acordava rejuvenescido, embora no estado de fuga repentina em cada vez que o ato se consumava dentro algo precioso ia ficando longe nos seus contornos definidos. 

             Quando ocorreu aquela primeira vez em que dormiram juntos, ela lembrava agora, acordou no final da tarde. Movimentou-se no quarto com cuidado, não queria interromper o sono tranquilo dele. Foi até a janela.

             E, cheia de vida, ficou olhando cair pelo vidro a chuva de verão. 

 

*Cyro de Mattos é ficcionista, poeta e ensaísta

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sábado, 12 de fevereiro de 2022

PALAVRA DA SALVAÇÃO (255)


 6º Domingo do Tempo Comum 13/02/2022


Anúncio do Evangelho (Lc 6,17.20-26)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós!

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia.

E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!

Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir!

Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas.

Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

http://liturgia.cancaonova.com/pb/liturgia/6o-domingo-tempo-comum-5/?sDia=13&sMes=02&sAno=2022

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão de Dom Júlio Endi Akamine,
Arquidiocese de Sorocaba



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Viva a bem-aventurança de ser de Deus

Imagem: Tissot

“Levantando os olhos para os seus discípulos, disse: 'Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós, que agora tende fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem!'” (Lucas 6,20-22).

Um detalhe bonito que o Evangelho de Lucas nos apresenta é esse: Jesus levantando os olhos para os Seus discípulos. Jesus vê os seus discípulos e cada um de nós também a pobreza, a fome, o choro, as injustiças, as fadigas, as tribulações. Jesus reconhece nos discípulos e cada um de nós, essa possibilidade de vivência das bem-aventuranças, Jesus reconhece isso. Jesus vê e dá um significado diferente, Ele transforma todas essas realidades de fome, de pobreza, de choro, de injustiça, transforma isso em bem-aventurança, em possibilidade de santificação.

Bem-aventurado, aqui, não é porque eu sou uma pessoa que sofro, que choro, uma pessoa que não tem sorte, uma pessoa injustiçada, mas porque, mesmo se eu estivesse nesta condição, Deus estará comigo. Por isso somos bem-aventurados. Não é ou companhias de nós para nós, para que sejam transformadas por dificuldades, mas é devidas por elas, porque elas são normalmente na realidade em pessoas que nós somos, para nós, para pessoas que somos mais fiéis.

Vamos viver essa bem-aventurança, uma aventura bela de sermos de Deus, de acolhê-Lo na nossa vida.

Na alegria e na dor, Deus precisa estar comigo. Na abundância, mas também no momento que faltar, Deus precisa estar comigo. Quem decide viver sozinho momentos de tribulação está vivendo já o inferno em si, porque o inferno é justamente estar sozinho, é viver sozinho. E Deus quer ser a companhia para os nossos corações no momento em que faltar, no momento em que nós passamos pela pobreza, no momento em que nós estamos tendo alguma coisa, no momento em que nós somos injustiçados, traídos, decepcionados, Deus quer ser a nossa companhia para transformar todos esses sofrimentos em bem-aventurança.

Para que a vida seja uma bem-aventura, ou seja, uma bela aventura, Deus precisa encontrar espaço para caminhar comigo e com você! Deixemos Deus caminhar, vamos viver essa bem-aventurança, uma aventura bela de sermos de Deus, de acolhê-Lo na nossa vida até mesmo nos momentos mais críticos. Ele é a nossa companhia, Ele quer ficar sempre do nosso lado!

Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Padre Donizete Ferreira

Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

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ENCANTO E DESENCANTO EM TEMPO DE COVID - Padre David Francisquini *

 


O colapso da fé que assola o mundo atual é sem dúvida o pior dos males que grassam na sociedade contemporânea. O reflexo desse flagelo não está apenas nas almas, mas nos ambientes, nos costumes e nas instituições. As pessoas sem fé vivem como se Deus não existisse, à procura desenfreada do gozo da vida, do amor irrestrito ao presente, do desprezo pelo passado e por todos os valores morais e religiosos.

Ao excluir Deus de suas vidas, ipso facto, o homem faz da existência uma chanchada, um carnaval, uma piada, além de outras futilidades que o fazem pular, rir, gritar, cantar. Hoje ele tenta preencher o vazio de Deus, além do trabalho, com automóvel, lazer, celular, vídeos de entretenimento e outros joguinhos do gênero…

Convenhamos, tudo isso parece moldado para fazer esquecer quão grave é a vida, diante das responsabilidades que por sua própria natureza ela nos impõe. Quantas cabeças rolaram ao longo dos séculos, seguidas de promessas de um mundo melhor, onde os homens seriam autossuficientes com o auxílio da ciência e da técnica.

Estas redimiriam o homem do trabalho, das fadigas, das doenças, resolveriam todos os seus problemas, eliminariam a sua dor, a pobreza, a ignorância, a insegurança, enfim tudo aquilo que chamamos de efeitos do pecado original. Cfr. Plinio Corrêa de Oliveira in Revolução e Contra-Revolução.

Mas como os homens gostam de ser enganados! Na medida em que eles foram abandonando a religião, os confessionários foram desaparecendo das igrejas — o mais das vezes, ó dor, removidos por mãos sagradas — e os consultórios psiquiátricos se multiplicando. Por quê?! Será que as pessoas se sentiram ou se sentem frustradas pelas promessas enganosas, e que a vida neste vale de lágrimas se lhes vai tornando inexplicável?!

“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (1 Pedro 8). Essa é a advertência do Evangelho sobre o pai da mentira. A história, em muitas de suas páginas, registrou essas ciladas com nome de renascimento, de cultura, de revolução, de guerra… a ponto de hoje mais que nunca pode-se afirmar que Satanás é o príncipe deste mundo.

As armas infernais são tão velhas como o demônio. Basta que seus agentes se apresentem faceiros com um ramo de louro, um metal brilhante ou um prato de lentilhas para abalar a vigilância tão apreciada por Nosso Senhor e cair no seu encanto. Mas o desencanto vem a galope com as aflições de espírito, transformando as pessoas em joguete, em escravo preso às suas garras… Logo elas, que venderam a alma na ilusão de ser livres!

Não se pode por outro lado negar que diante do esforço revolucionário e luciferino para levar os homens à apostasia venha surgindo uma sadia reação, sem dúvida uma ação da graça, que toca o fundo dos corações. As missas tradicionais, por exemplo, vão se multiplicando com muitos dos bons hábitos e costumes de outrora.

Posta esta introdução, passemos aos fatos. A pequena assistência espiritual prestada por sacerdotes aos enfermos, de modo especial aos atacados pela COVID, vem se tornando mais crítica em razão de uma campanha para cercear o atendimento de pessoas nos hospitais, UPAs e demais serviços ambulatoriais. O pretexto é preservar a saúde coletiva.

Afinal, não apenas da assistência médica ampla e eficaz necessita o paciente, mas também, e de algum modo sobretudo, da assistência espiritual, uma vez que nossos corpos são mortais, mas não a alma, cumprindo-nos por isso preservá-la de se perder eternamente.

É perplexitante nesse sentido considerar que a CNBB cuida quase tão-só de questões sociais e políticas, enquanto os católicos precisam recorrer a advogados para que padres tenham o devido acesso ao leito de pessoas enfermas para salvaguardar seus direitos previstos diante de Deus, direitos esses garantidos pela legislação federal.

Aqueles que por missão divina deveriam ser a voz que clama, o sal que salga, a luz que ilumina, quedam silenciosos e omissos, quando não coniventes com a perseguição que sofrem os fiéis abandonados nos hospitais e lugares correlatos sem o apoio moral e religioso. Uma omissão de clamar aos céus!

Nada mais malfazejo para as almas que necessitam de pão, dar-lhes pedra; que necessitam de um peixe, dar-lhes um escorpião, para utilizar as palavras do divino Salvador nesse caso de tanta incúria no atendimento espiritual de ovelhas que clamam pelos pastores.

Deveriam ser eles os primeiros a demonstrar desvelo em lutar com todos os meios lícitos a fim de que as portas do reconforto fossem franqueadas a almas órfãs, e muitas vezes já no umbral da morte. Seguramente a hora mais difícil da vida, o momento em que as pessoas mais precisam de apoio espiritual e encorajamento.

Este silêncio e omissão, sobretudo num momento como esse, só tem um nome: deslealdade para com a missão da Igreja, da glória de Deus e da salvação das almas.

Voltarei em breve ao tema.

 

* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

https://www.abim.inf.br/encanto-e-desencanto-em-tempo-de-covid/

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

COMUNISMO: Tragédia Americana

 



Professor reprova a turma inteira

 

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Essa classe em particular havia insistido que o comunismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza, ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

 

O professor então disse:

Ok, vamos, experimentalmente, socializa’ nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Todos receberão notas iguais, o que, teoricamente, ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "10".

Após calculada a média da primeira prova todos receberam "7". 

Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos porque, de qualquer forma, tirariam notas boas, beneficiados pelas notas dos que haviam estudado bastante. 

Como resultado, a segunda média das provas foi "4". 

 

Ninguém gostou. 

Os que tinham estudado se sentiram injustiçados e os que não tinham estudado, ficaram revoltados porque não foram beneficiados. 

Depois da terceira prova, a média geral foi um "1". 

As notas não voltaram a patamares mais altos mas, as desavenças entre os alunos, a busca por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.

A busca por 'justiça' era a principal causa das reclamações, das inimizades e das brigas que passaram a fazer parte daquela turma. Ninguém mais queria estudar para beneficiar os outros ...

Resultado:  Todos os alunos foram reprovados naquela disciplina ...

O professor então explicou:

O experimento comunista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. 

Mas quando são eliminadas todas as recompensas tirando-se dos que produziram para dar aos que não batalharam para tê-las, então ninguém mais vai querer fazer seu melhor. 

Tão simples quanto o exemplo de Cuba, Coréia do Norte, Venezuela...

E o Brasil e a Argentina, estão chegando lá...

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade dos mais ricos;

2. Para cada um que receber sem ter que trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;

3. Não se consegue dar nada a quem não produziu, sem que se tire de quem produziu;  

4. Ao contrário do que prega o comunismo, é impossível   multiplicar as riquezas tentando dividi-las;

5. Quando metade da população perceber que não precisa trabalhar, porque a outra metade irá sustentá-la, a outra metade percebe, também, que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade. 

Chegamos então ao começo do fim de uma nação.

Esse é o mais puro exemplo do que querem fazer no Brasil.

 

Não acabe com o nosso país.

Faça a sua parte, repasse esta informação.

Ensine a aqueles que não entendem, o que realmente é o comunismo....

É um buraco sem volta!

Leu com atenção? 

Então repasse ... para o bem do país!

 

Eu li e achei realmente interessante, repassar! Não tenho conhecimento da veracidade desse texto! Porém entendo que isso é o comunismo! Tomamos cuidado com esse abominável regime!

 

(Recebi via WhatsApp sem menção de autoria)

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A FÁBULA DO IMBECIL

 




   “Dizem que, numa pequena cidade, um grupo de pessoas se divertia com o ‘imbecil’ local, um pobre coitado, de ‘pouca inteligência’, que vivia fazendo pequenas tarefas e pedindo esmolas.

     Todos os dias, alguns homens chamavam o ‘estúpido’ para o bar onde se encontravam e ofereciam-lhe para escolher entre duas moedas: uma grande, de menor valor, e a outra menor, valendo cinco vezes mais.

      Ele levava sempre a maior e a menos valiosa, o que era uma risada para todos.

     Um dia, alguém a assistir à diversão do grupo com o homem ‘inocente’, chamou-o de lado e perguntou-lhe se ele ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos e ele respondeu:

     ‘Eu sei, eu não sou tão estúpido. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a outra, o jogo termina e eu não vou mais ganhar moeda alguma’".


      Essa história podia terminar aqui, como uma piada simples, mas várias conclusões podemos tirar desta fábula:

    A primeira: quem parece um idiota, nem sempre o é.

    A segunda: quem foram os verdadeiros idiotas da história?

   A terceira: ambição excessiva pode acabar com a fonte de rendimento.


   Mas a conclusão mais interessante é:

       - Podemos ficar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião sobre nós mesmos;

     - O que importa não é o que os outros pensam de nós, mas o que cada um pensa de si mesmo;

     - O verdadeiro homem inteligente é aquele que parece ser um idiota na frente de um idiota que parece ser inteligente!

 

(Autoria desconhecida).

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