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sábado, 12 de fevereiro de 2022

PALAVRA DA SALVAÇÃO (255)


 6º Domingo do Tempo Comum 13/02/2022


Anúncio do Evangelho (Lc 6,17.20-26)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós!

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia.

E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!

Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir!

Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas.

Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

http://liturgia.cancaonova.com/pb/liturgia/6o-domingo-tempo-comum-5/?sDia=13&sMes=02&sAno=2022

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão de Dom Júlio Endi Akamine,
Arquidiocese de Sorocaba



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Viva a bem-aventurança de ser de Deus

Imagem: Tissot

“Levantando os olhos para os seus discípulos, disse: 'Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós, que agora tende fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem!'” (Lucas 6,20-22).

Um detalhe bonito que o Evangelho de Lucas nos apresenta é esse: Jesus levantando os olhos para os Seus discípulos. Jesus vê os seus discípulos e cada um de nós também a pobreza, a fome, o choro, as injustiças, as fadigas, as tribulações. Jesus reconhece nos discípulos e cada um de nós, essa possibilidade de vivência das bem-aventuranças, Jesus reconhece isso. Jesus vê e dá um significado diferente, Ele transforma todas essas realidades de fome, de pobreza, de choro, de injustiça, transforma isso em bem-aventurança, em possibilidade de santificação.

Bem-aventurado, aqui, não é porque eu sou uma pessoa que sofro, que choro, uma pessoa que não tem sorte, uma pessoa injustiçada, mas porque, mesmo se eu estivesse nesta condição, Deus estará comigo. Por isso somos bem-aventurados. Não é ou companhias de nós para nós, para que sejam transformadas por dificuldades, mas é devidas por elas, porque elas são normalmente na realidade em pessoas que nós somos, para nós, para pessoas que somos mais fiéis.

Vamos viver essa bem-aventurança, uma aventura bela de sermos de Deus, de acolhê-Lo na nossa vida.

Na alegria e na dor, Deus precisa estar comigo. Na abundância, mas também no momento que faltar, Deus precisa estar comigo. Quem decide viver sozinho momentos de tribulação está vivendo já o inferno em si, porque o inferno é justamente estar sozinho, é viver sozinho. E Deus quer ser a companhia para os nossos corações no momento em que faltar, no momento em que nós passamos pela pobreza, no momento em que nós estamos tendo alguma coisa, no momento em que nós somos injustiçados, traídos, decepcionados, Deus quer ser a nossa companhia para transformar todos esses sofrimentos em bem-aventurança.

Para que a vida seja uma bem-aventura, ou seja, uma bela aventura, Deus precisa encontrar espaço para caminhar comigo e com você! Deixemos Deus caminhar, vamos viver essa bem-aventurança, uma aventura bela de sermos de Deus, de acolhê-Lo na nossa vida até mesmo nos momentos mais críticos. Ele é a nossa companhia, Ele quer ficar sempre do nosso lado!

Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Padre Donizete Ferreira

Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

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ENCANTO E DESENCANTO EM TEMPO DE COVID - Padre David Francisquini *

 


O colapso da fé que assola o mundo atual é sem dúvida o pior dos males que grassam na sociedade contemporânea. O reflexo desse flagelo não está apenas nas almas, mas nos ambientes, nos costumes e nas instituições. As pessoas sem fé vivem como se Deus não existisse, à procura desenfreada do gozo da vida, do amor irrestrito ao presente, do desprezo pelo passado e por todos os valores morais e religiosos.

Ao excluir Deus de suas vidas, ipso facto, o homem faz da existência uma chanchada, um carnaval, uma piada, além de outras futilidades que o fazem pular, rir, gritar, cantar. Hoje ele tenta preencher o vazio de Deus, além do trabalho, com automóvel, lazer, celular, vídeos de entretenimento e outros joguinhos do gênero…

Convenhamos, tudo isso parece moldado para fazer esquecer quão grave é a vida, diante das responsabilidades que por sua própria natureza ela nos impõe. Quantas cabeças rolaram ao longo dos séculos, seguidas de promessas de um mundo melhor, onde os homens seriam autossuficientes com o auxílio da ciência e da técnica.

Estas redimiriam o homem do trabalho, das fadigas, das doenças, resolveriam todos os seus problemas, eliminariam a sua dor, a pobreza, a ignorância, a insegurança, enfim tudo aquilo que chamamos de efeitos do pecado original. Cfr. Plinio Corrêa de Oliveira in Revolução e Contra-Revolução.

Mas como os homens gostam de ser enganados! Na medida em que eles foram abandonando a religião, os confessionários foram desaparecendo das igrejas — o mais das vezes, ó dor, removidos por mãos sagradas — e os consultórios psiquiátricos se multiplicando. Por quê?! Será que as pessoas se sentiram ou se sentem frustradas pelas promessas enganosas, e que a vida neste vale de lágrimas se lhes vai tornando inexplicável?!

“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (1 Pedro 8). Essa é a advertência do Evangelho sobre o pai da mentira. A história, em muitas de suas páginas, registrou essas ciladas com nome de renascimento, de cultura, de revolução, de guerra… a ponto de hoje mais que nunca pode-se afirmar que Satanás é o príncipe deste mundo.

As armas infernais são tão velhas como o demônio. Basta que seus agentes se apresentem faceiros com um ramo de louro, um metal brilhante ou um prato de lentilhas para abalar a vigilância tão apreciada por Nosso Senhor e cair no seu encanto. Mas o desencanto vem a galope com as aflições de espírito, transformando as pessoas em joguete, em escravo preso às suas garras… Logo elas, que venderam a alma na ilusão de ser livres!

Não se pode por outro lado negar que diante do esforço revolucionário e luciferino para levar os homens à apostasia venha surgindo uma sadia reação, sem dúvida uma ação da graça, que toca o fundo dos corações. As missas tradicionais, por exemplo, vão se multiplicando com muitos dos bons hábitos e costumes de outrora.

Posta esta introdução, passemos aos fatos. A pequena assistência espiritual prestada por sacerdotes aos enfermos, de modo especial aos atacados pela COVID, vem se tornando mais crítica em razão de uma campanha para cercear o atendimento de pessoas nos hospitais, UPAs e demais serviços ambulatoriais. O pretexto é preservar a saúde coletiva.

Afinal, não apenas da assistência médica ampla e eficaz necessita o paciente, mas também, e de algum modo sobretudo, da assistência espiritual, uma vez que nossos corpos são mortais, mas não a alma, cumprindo-nos por isso preservá-la de se perder eternamente.

É perplexitante nesse sentido considerar que a CNBB cuida quase tão-só de questões sociais e políticas, enquanto os católicos precisam recorrer a advogados para que padres tenham o devido acesso ao leito de pessoas enfermas para salvaguardar seus direitos previstos diante de Deus, direitos esses garantidos pela legislação federal.

Aqueles que por missão divina deveriam ser a voz que clama, o sal que salga, a luz que ilumina, quedam silenciosos e omissos, quando não coniventes com a perseguição que sofrem os fiéis abandonados nos hospitais e lugares correlatos sem o apoio moral e religioso. Uma omissão de clamar aos céus!

Nada mais malfazejo para as almas que necessitam de pão, dar-lhes pedra; que necessitam de um peixe, dar-lhes um escorpião, para utilizar as palavras do divino Salvador nesse caso de tanta incúria no atendimento espiritual de ovelhas que clamam pelos pastores.

Deveriam ser eles os primeiros a demonstrar desvelo em lutar com todos os meios lícitos a fim de que as portas do reconforto fossem franqueadas a almas órfãs, e muitas vezes já no umbral da morte. Seguramente a hora mais difícil da vida, o momento em que as pessoas mais precisam de apoio espiritual e encorajamento.

Este silêncio e omissão, sobretudo num momento como esse, só tem um nome: deslealdade para com a missão da Igreja, da glória de Deus e da salvação das almas.

Voltarei em breve ao tema.

 

* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

https://www.abim.inf.br/encanto-e-desencanto-em-tempo-de-covid/

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

COMUNISMO: Tragédia Americana

 



Professor reprova a turma inteira

 

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Essa classe em particular havia insistido que o comunismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza, ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

 

O professor então disse:

Ok, vamos, experimentalmente, socializa’ nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Todos receberão notas iguais, o que, teoricamente, ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "10".

Após calculada a média da primeira prova todos receberam "7". 

Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos porque, de qualquer forma, tirariam notas boas, beneficiados pelas notas dos que haviam estudado bastante. 

Como resultado, a segunda média das provas foi "4". 

 

Ninguém gostou. 

Os que tinham estudado se sentiram injustiçados e os que não tinham estudado, ficaram revoltados porque não foram beneficiados. 

Depois da terceira prova, a média geral foi um "1". 

As notas não voltaram a patamares mais altos mas, as desavenças entre os alunos, a busca por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.

A busca por 'justiça' era a principal causa das reclamações, das inimizades e das brigas que passaram a fazer parte daquela turma. Ninguém mais queria estudar para beneficiar os outros ...

Resultado:  Todos os alunos foram reprovados naquela disciplina ...

O professor então explicou:

O experimento comunista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. 

Mas quando são eliminadas todas as recompensas tirando-se dos que produziram para dar aos que não batalharam para tê-las, então ninguém mais vai querer fazer seu melhor. 

Tão simples quanto o exemplo de Cuba, Coréia do Norte, Venezuela...

E o Brasil e a Argentina, estão chegando lá...

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade dos mais ricos;

2. Para cada um que receber sem ter que trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;

3. Não se consegue dar nada a quem não produziu, sem que se tire de quem produziu;  

4. Ao contrário do que prega o comunismo, é impossível   multiplicar as riquezas tentando dividi-las;

5. Quando metade da população perceber que não precisa trabalhar, porque a outra metade irá sustentá-la, a outra metade percebe, também, que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade. 

Chegamos então ao começo do fim de uma nação.

Esse é o mais puro exemplo do que querem fazer no Brasil.

 

Não acabe com o nosso país.

Faça a sua parte, repasse esta informação.

Ensine a aqueles que não entendem, o que realmente é o comunismo....

É um buraco sem volta!

Leu com atenção? 

Então repasse ... para o bem do país!

 

Eu li e achei realmente interessante, repassar! Não tenho conhecimento da veracidade desse texto! Porém entendo que isso é o comunismo! Tomamos cuidado com esse abominável regime!

 

(Recebi via WhatsApp sem menção de autoria)

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A FÁBULA DO IMBECIL

 




   “Dizem que, numa pequena cidade, um grupo de pessoas se divertia com o ‘imbecil’ local, um pobre coitado, de ‘pouca inteligência’, que vivia fazendo pequenas tarefas e pedindo esmolas.

     Todos os dias, alguns homens chamavam o ‘estúpido’ para o bar onde se encontravam e ofereciam-lhe para escolher entre duas moedas: uma grande, de menor valor, e a outra menor, valendo cinco vezes mais.

      Ele levava sempre a maior e a menos valiosa, o que era uma risada para todos.

     Um dia, alguém a assistir à diversão do grupo com o homem ‘inocente’, chamou-o de lado e perguntou-lhe se ele ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos e ele respondeu:

     ‘Eu sei, eu não sou tão estúpido. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a outra, o jogo termina e eu não vou mais ganhar moeda alguma’".


      Essa história podia terminar aqui, como uma piada simples, mas várias conclusões podemos tirar desta fábula:

    A primeira: quem parece um idiota, nem sempre o é.

    A segunda: quem foram os verdadeiros idiotas da história?

   A terceira: ambição excessiva pode acabar com a fonte de rendimento.


   Mas a conclusão mais interessante é:

       - Podemos ficar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião sobre nós mesmos;

     - O que importa não é o que os outros pensam de nós, mas o que cada um pensa de si mesmo;

     - O verdadeiro homem inteligente é aquele que parece ser um idiota na frente de um idiota que parece ser inteligente!

 

(Autoria desconhecida).

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

A PTZADA PIRA COM BOLSONARO ULTRAPASSANDO TODOS OS LIMITES PARA SER REEL...

COM VERA FISCHER E GRACE JONES - Ignácio de Loyola Brandão

 


No final do espetáculo São Paulo, no Teatro Unimed (não percam), Regina Braga dá um grito: Eu sou São Paulo. Parte da plateia fez eco: Eu sou São Paulo. Vivi 21 anos em Araraquara e 64 em São Paulo. Sou paulistano, ainda que seja araraquarense. Digo mais, há uma terceira cidade à qual pertenço, Berlim. A gente pertence aos lugares onde é ou foi feliz.

Em Araraquara, ainda sinto o cheiro de coqueiros do Jardim Público, a estação ferroviária, os olhos negros de Marilia Caldas, os verdes de Cleia Honaim, o sapato vermelho de dona Odete, o trem das 6h10 que ia para São Paulo, ou a chegada do trem azul às 19h nas vésperas de férias, feriados, carnaval, semana santa.

Não esqueço o relógio da torre da Lupo, marcando a hora do cinema, o fim do footing, a entrada do Ieba. Quando morrer, que minhas cinzas sejam jogadas daquela torre, se a Liliana permitir. O relógio está no final do meu romance Dentes ao Sol.

São Paulo me desmentiu quando, ao partir de minha cidade, disse: não sei o que fazer da vida, vou ser nada. Tudo que não queria era ser nada. Jornal, revistas, fazer cinema, arranhacéus, Yvonne Fellman, abertura da cabeça, vi Sartre, fui amigo de Cacilda Becker (hoje sou de Fernanda Montenegro), aprendi sobre a vida com Fernando de Barros, vivi a noite, vivi a periferia, adorava fazer reportagem sobre bairros, eu ia feliz, conheci a cidade de cabo a rabo. Entrevistei JK (aquele era um presidente), Giulietta Masina, Jane Russel, Janet Leigh, Jânio (um louco menos louco do que o atual louco), vi os joelhos de Nara Leão ao vivo, aqui conheci as duas mulheres com quem me casei (Marcia, é de Araraquara; entenda a vida). Vi Yashin, o Aranha Negra, jogar no Pacaembu e decidi: serei goleiro.

Não fui, não fui comediante de teatro-revista, cantor da Nacional, comandante da Varig, amigo do Mário Lago, era confidente de Jacqueline Arrrarrrauqarrra Myrna. Se elencássemos o que não fomos, daria uma lista que faria a volta na Terra várias vezes. Lembrar frustrações diverte. Mas desejei e sonhei, como sonho ainda hoje, o que me leva para a frente.

Berlim, fui feliz nos parques, nos lagos, nos bosques. Vi o Muro, die Mauer, andei ao longo dele, atravessei-o, comi salsicha com curry-wurst, vi Juliette Binoche em um festival, vi Fassbinder, David Bowie, escrevi dois livros. Quantos saberão o que é, ao lado de Vera Fischer, atravessar um parque deserto num fim de tarde em Berlim sob a chuva, ouvindo Grace Jones cantando I've Seen that Face Before, ou seja Libertango. Sou São Paulo e nada tenho a reclamar. Não sou nostálgico, adoro cada momento vivido e a viver, só me entristece demais aquele lá, sabem qual é.

Lembrar frustrações diverte. Mas desejei e sonhei, como sonho ainda hoje, o que me leva para a frente.

O Estado de S. Paulo, 06/02/2022

 https://www.academia.org.br/artigos/com-vera-fischer-e-grace-jones

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Ignácio de Loyola Brandão - Décimo ocupante da Cadeira 11 da ABL, eleito em 14 de março de 2019 na sucessão do Acadêmico Helio Jaguaribe.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

DECEPÇÃO – Antônio Baracho

 


Decepção

Antônio Baracho

 

Sinto muito,

mas não nego a minha decepção.

Reconheço que encontrei em ti

algo divino que me cativou

No jeito simples de tua bondade;

Nenhum milagre fazes

Porque és mulher...

Pecaste e sofreste,

Sofreste e pecaste...

Nada, porém, de desespero.

És simples e boa.

Chores, pois, sem alarde,

O teu sonho desfeito.

Não seja uma simples decepção

Motivo de um desgosto profundo.

Tu és divina,

És lúcida como uma estrela.

Olha bem: a estrela

Mira-se no espelho do charco

E não se tisna...



 Antonio Baracho

Academia Grapiúna de Letras - AGRAL

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