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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA PELA SUA SAÚDE: 10 usos surpreendentes e desconhecidos da casca de banana!


É difícil encontrar alguém que não goste de banana.
Não por acaso, ela é a fruta mais consumida no mundo.
A banana não é apenas saborosa, mas também muito rica em nutrientes como vitamina B6, potássio, fósforo e pectina.

 Comer bananas regularmente ajuda a combater os radicais livres, a reduzir o inchaço, a prevenir câimbras e a estimular o sistema nervoso.
 Esta saborosa fruta também pode ajudar a prevenir muitas doenças, como a osteoporose, câncer renal e diabetes.
 Mas a força da banana não se resume apenas à parte macia da fruta.
 A casca também é muito poderosa.
 É o que você vai ver agora.

Selecionamos algumas utilidades da casca da banana desconhecidas por muitas pessoas:



1. Tratar psoríase
Basta esfregar a parte interna da casca de banana na região afetada (limpa e sem resíduos de cremes ou outros produtos).
No início, a pele deve ficar mais vermelha do que antes.
Mas não se preocupe, é normal.
Você verá uma grande melhora em poucos dias.

2. Tratar irritações de pele e picadas de insetos
A casca da banana é rica em nutrientes e pode ajudar a aliviar a dor e a diminuir a coceira.
Esfregar o interior da casca de banana diretamente sobre a área irritada.
A casca também mantém a pele hidratada.

3. Eliminar verrugas
Há duas maneiras de usar a casca de banana para remover verrugas.
Você pode esfregar a parte interna da casca de banana diretamente na verruga.
Ou fixá-la como um curativo sobre a verruga e deixar durante a noite para agir.

4. Combater rugas
Casca de banana é excelente para hidratar e nutrir a pele.
Ela fará a pele do rosto mais suave, além de melhorar a elasticidade e reduzir as linhas finas.
Basta esfregar a parte interna da casca de banana diretamente em seu rosto diariamente, à noite, e verá resultados surpreendentes.

5. Tratar dor de cabeça
Sabia que você pode aliviar a dor de cabeça com uma simples casca de banana?
Pois é!
Basta colocar a casca na parte frontal da cabeça e atrás do pescoço.

6. Clarear dentes
Há muita polêmica sobre este uso.
Mas a verdade é que esta é a forma mais natural, simples e econômica de clarear os dentes.
Basta esfregar a parte interna da casca de banana em seus dentes por dois minutos.
Depois escove os dentes como de costume.
Repita isso duas vezes por dia e em breve começará a ver os resultados.
Se você pesquisar na internet, vai ver texto dizendo que funciona, texto dizendo que é farsa, mas nós testamos e podemos afirmar: funciona.
Então, nossa sugestão é: não entre em polêmica.
Faça o teste da casca de banana nos dentes e tire você mesmo(a) sua conclusão.

7. Tratar acne
Os antioxidantes da casca de banana destroem bactérias e ajudam contra a acne.
Basta esfregar o interior da casca diretamente na face por 1 minuto.
Repita três vezes por dia e. no decorrer do tratamento, verá a pele melhorar.

8. Polir móveis
Economize e deixe seus móveis brilhando usando apenas casca de banana.
Basta esfregar a casca de banana (a parte interna, sempre) diretamente sobre o objeto que você deseja polir e depois lustrar com um pano.

9. Dar brilho aos sapatos
Quer deixar seus sapatos com aparência de novo?
Basta esfregar a parte interna da casca de banana neles e depois passar um pano limpo para finalizar.

10. Tirar arranhões de CD
Acredite!
Você  pode "ressuscitar" aquele seu velho CD cheio de arranhões com uma simples casca de banana.
Aqui você usa, além da casca, a polpa da fruta: esfregue a banana em movimentos circulares no CD.
Depois esfregue a casca e limpe com uma flanela.
Finalize borrifando o limpa-vidros e tirando todo o resto da fruta com um paninho limpo.


Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.



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PRECONCEITO, ESSE MAL BEM MAL DISSIMULADO! - Antonio Nunes de Souza


Embora existam inúmeras Ongs na defesa dos direitos humanos, leis, decretos etc., acredito que jamais vamos conseguir extinguir esse sentimento que entranhou dentro dos seres vivos. Digo vivos, pois até no reino animal, este é comprovado cientificamente.

No nosso país, onde o coquetel de cores é de uma riqueza esplendorosa, encontramos em todas as camadas sociais, empresariais e econômicas, uma discriminação tão evidente e clara como a luz solar.

Nas grandes festas e comemorações, as pessoas de cor são agraciadas com convites, sempre com as expressões ridículas e consideradas normais: Vamos chamá-lo que ele é um preto muito importante e diretor da Simpson Company, ela é uma negra lindíssima e atriz de TV, é um cara de muita classe e rico que nem parece que é preto, ele é preto e um pouco casca grossa, mas é um grande jogador de futebol e vai abrilhantar a festa. E assim sucessivamente, dizendo com a maior simplicidade e naturalidade esses chavões grotescos, querendo separar o joio do trigo, quando na verdade somos todos um monte de joios metidos a trigo.

As empresas no recrutamento de funcionários, sem dúvida nenhuma, quando se referem a “boa aparência”, querem dizer nada mais nada menos, que preto ou mulato, só se for muito bonito e extremamente competente. E, podem observar através das atrizes e modelos, que os negros aproveitados nessa área, são os que têm características faciais brancas. Secretárias então, raramente nos batemos com uma feia ou de cor Não conheço nenhum negro (a) considerado bonito que tenha suas características faciais normais predominantes (Narizes chatos, lábios grandes e grossos, cabelos “pimenta do reino” e queixos pronunciados). Não falo dos dentes, pois nesse particular eles são imbatíveis. No setor comercial/empresarial ainda existe, além do preconceito racial na admissão, a evidente discriminação de salários entre os “coloredes” e os pseudos brancos. Esses últimos, sempre são mais bem remunerados e ocupam os melhores cargos.

Não é que esse mal seja genético, mas é uma tradição colonial que enraizou em nossas entranhas através de vários séculos que, infelizmente, hoje se consegue disfarçar, às vezes até muito bem, mas nunca elimina-lo totalmente. Talvez, com a miscigenação desenfreada que campeia no mundo, daqui a alguns milhares de anos, quando fatalmente seremos todos pretos e mulatos (pela força poderosa da etnia negra), possamos comemorar uma igualdade de cor e direitos. Mesmo assim ainda correremos o perigo de algum mulato metido a besta, que por seu tataravô ter sido irlandês, queira se achar com direitos especiais.

Devem todos os farsantes hipócritas tirar suas máscaras de defensores dos direitos humanos e, em vez de punições tolas que não corrigem o problema, apenas faz com que as pessoas reprimam as palavras, mas não os pensamentos, o importante é educar as crianças desde o maternal (e muitos pais também), para que aprendam desde cedo que nós somos iguais, apenas com características diferentes.

No âmbito geral o fato é também digno de atenções, pois num país onde se bate no peito e diz que não existe preconceitos de cor, raça e credo, diariamente você ouve as expressões mais absurdas contra essas pessoas e crenças. Por exemplo: Quando alguém de cor comete um lapso: “Só podia ser coisa de preto!”. Se for estrangeiro: “Esse gringo branquelo pensa que está na terra dele”. Se for índio ou descendente: “Lugar de índio é no mato!”. Com as religiões o procedimento é levado para a chacota: Se você não é farrista é “crente”. Se alguém tem manias é “macumbeiro”. Se a moça não quer ficar é “freira”. E assim, sucessivamente, existem milhares de exemplos que caracterizam claramente o sentimento preconceituoso, nada velado, do povo brasileiro.

Em vez de tantos órgãos para defender (?) os direitos humanos, muito mais importante seria um investimento maciço na educação, ensinando o que é respeito humano.

                                                                    
Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL


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domingo, 8 de setembro de 2019

SANTO TOMÁS DE AQUINO



“Somos de vidro, também de pedra, água e areia...

Viajantes do tempo. O remetente e o destinatário.

Tudo que jogamos contra o vento vem ao nosso encontro.

Somos o próprio reflexo que vemos no espelho e além dele.

Somos a vida e a morte. O tudo e o nada.

Somos idealizadores.

Sonhadores.

Propagadores.

Feitos de inocência num mundo de regras.

Maldosos ou bondosos - no tempo exato...

Ora oferecemos riscos, ora somos a mais perfeita das ternuras.

O ponto de encontro está em cada um de nós; encontrar-se é o desafio.

Entender-se sagrado é o caminho. Enxergar além de, é o que falta.

Permitir-se acolher o irmão e entender que ele é tão frágil e tão forte como nós é a meta.

Que ninguém é melhor do que ninguém. No final das contas somos pó...

Nem sempre intactos. Nem sempre puros...

O importante é buscar, olhar para dentro de si e observar que o mundo é benção, que somos filhos da Graça - temos a divindade dentro de nós..."

Sejamos gratos às pessoas que nos proporcionam felicidade, são elas os adoráveis jardineiros que nos fazem florir a alma.


Santo Tomás de Aquino - Nasceu em 1225 numa nobre família, a qual lhe proporcionou ótima formação, porém, visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraia o coração de Aquino.
Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado “Doutor Angélico”, Tomás faleceu em 1274, deixando para a Igreja o testemunho e, praticamente, a síntese do pensamento católico.

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PALAVRA DA SALVAÇÃO (147)


23º Domingo do Tempo Comum – 08/09/2019


Anúncio do Evangelho (Lc 14,25-33)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
Ou ainda: Qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Ligue o vídeo abaixo e acompanhe a reflexão do Teólogo leigo Afonso Giglio Junior:
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Decisões vitais
“Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33) 

O verbo que marca o início do relato evangélico deste domingo não indica seguimento, mas acompanhamento. Seu significado: “viajar com”, “caminhar junto a”, está longe de manifestar adesão ao projeto ou identificação com a pessoa com quem se compartilha a caminhada. 

As grandes multidões, às quais o relato de Lucas faz referência, vão se somando, pelo caminho, à marcha dos seguidores de Jesus. Agregam-se ao passo do Galileu, mas não se comprometem com Ele e com a causa do Reino. Por isso, Jesus provoca uma brusca parada e se dirige à multidão. 

Suas palavras interpelam cada um dos seus integrantes e pretendem fixar as linhas que distinguem acompanhantes de seguidores. Não basta simplesmente acompanhar Jesus; isso não leva a lugar nenhum. Chegou o momento de tomar decisões. Segui-lo, aderindo-se a seu projeto, exige dar-lhe completa prioridade. Jesus é bem claro e não fica na superfície; não quer entusiasmos que sejam fogos artificiais. 

Ninguém deve sentir-se enganado. Ficam claras as condições que marcam a fronteira entre “ser massa” e formar parte do grupo daqueles(as) que se identificam com Jesus. As três condições expostas (vv. 26-27; v. 23) não deixam lugar a dúvidas e terminam do mesmo modo: “não pode ser meu discípulo”. Só no contexto do seguimento de Jesus, podemos entender as exigências que propõe aos que o seguem (preferir-lhe à família, carregar a cruz, renúncia de tudo).

Frente à multidão que “só acompanha”, Jesus apresenta dois casos em forma de duas pequenas parábolas. Embora muito diferentes, apontam para uma mesma direção. Os protagonistas de ambos exemplos se encontram frente uma ação a realizar. Precisam tomar uma decisão. No primeiro caso, trata-se de construir uma torre; qualquer um dos integrantes da multidão pode ser o ator principal: “qual de vós querendo construir uma torre...” É preciso refletir sobre si mesmo e fazer cálculos das possibilidades que se tem em mãos. No segundo caso, fala-se de uma terceira pessoa, um rei que vai enfrentar uma batalha: “qual é o rei que ao sair para guerrear com outro...? Trata-se, nesse caso, de atuar com prudência, prevendo acontecimentos hostis que possam surgir a partir de fora.

No primeiro, ressalta-se a atividade construtiva e pacífica; no segundo, aparece um risco: o movimento destrutivo motivado por uma guerra que surge repentinamente. Ambas situações parecem concordar com as duas condições antes expostas. Uma, exige dar um passo adiante, seguindo o que fora projetado. Outra, pede uma parada estratégica para medir a possibilidade de enfrentar o risco que pressiona. Trata-se de pensar; pensar antes de fazer; e fazer requer discernimento. 

Temos a impressão que o tema central do evangelho deste domingo é tão forte que se torna quase impossível abordá-lo de frente. Por isso, o melhor é pôr em prática o conselho que recebemos dele: “sentar-nos para pensar”. Temos a sensação de que o seguimento de Jesus implica sempre o dinamismo de mover-nos, deslocar-nos e caminhar; mas, às vezes, o mais aconselhável seja isso: parar um pouco e sentar-nos.

A advertência de Jesus revela grande atualidade nestes momentos críticos e decisões que ajudam a dar uma feição original ao seu seguimento. Jesus chama, antes de mais nada, a um discernimento maduro: os dois protagonistas das parábolas “se sentam” para refletir, discernir... Seria uma grave irresponsabilidade viver hoje como discípulos(as) de Jesus que não sabem o que querem, nem para onde pretender ir, nem com que meios poderão contar.

Não se pode dar o passo sem medir as consequências. Requer-se “sentar e pensar” com calma. Porque a condição para formar parte do reinado de Deus implica a ruptura com os impulsos do ego: auto-centramento, apegos, busca dos próprios interesses, busca de projeção e poder... 

Os apelos de Jesus são absolutos e constantes. Se estamos apegados ao que temos, jamais seremos capazes de “fazer estrada com Ele” e participar da preciosa vida que Ele nos oferece. Para seguir a Jesus, devemos esvaziar-nos; para entrar na posse “do todo” temos de renunciar ao “nosso todo”. Os “apegos” imobilizam-nos, congelam-nos..., impedem-nos crescer.

“Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo”. Trata-se de uma atitude, uma postura, uma entrega. E a palavra é “tudo”. Um discípulo, com um “pé atrás”, não pode ser discípulo. Não servem as entregas pela metade. Jesus não pode se contentar com “amor a prestações”, com retalhos de vida. A entrega parcial não é entrega. O “apego” a algo ou alguém, que esvazia o seguimento, anula o resto da entrega e torna impossível que nossa relação com Jesus cresça, se desenvolva e plenifique nossa vida.

Todos temos a experiência de que viver é estar continuamente tomando decisões. Desde o momento em que levantamos até à hora de deitar, estamos decidindo, algumas vezes sobre questões simples, outras vezes, sobre assuntos de maior envergadura. Sabemos que nossas decisões vão modelando nossa vida e orientando, de uma maneira ou outra, para um fim. Qual é esse fim? 

Como seguidores(as) de Jesus, somos seres em contínuo discernimento: como “cristificar” (prolongar o modo de ser e agir de Jesus) nossas opções, ações, valores, compromissos...? Sabemos que é no decidir que a pessoa torna-se pessoa, que o indivíduo torna-se sujeito. São “significativas” as decisões que imprimem uma direção à sua vida, que a constroem dia após dia; decisões carregadas de vida, abertas à vida, comprometidas com a vida... São as decisões que fazem a pessoa; formam sua personalidade, definem seu caráter e integram sua vida. A base da pessoa são suas decisões, suas determinações, fazendo com que sua vida tenha a marca da criatividade e da ousadia: construir o caminho de vida, rejeitar alternativas que a atrofiam e avançar na rota, em direção a um fim pleno de sentido.

Decidir é viver, decidir é definir-se; por isso, ao entender e refinar suas próprias maneiras de decidir, a pessoa está entendendo melhor e refinando mais sua vida.

Em outras palavras: “somos o que são as nossas decisões”; e a decisão pelo seguimento de Jesus é aquela que mais nos humaniza e potencializa todo nosso ser; afinal, somos chamados para “seguir uma Pessoa”, aquela que foi “humana por excelência”.  Por isso, precisamos conhecer detalhadamente quais são e como as tomamos; queremos saber se nossas decisões são realmente nossas ou se são imitação daquilo que os outros fazem, ou submissão ao que os outros nos dizem para fazer. 

A coragem de decidir com firmeza e clareza é o que distingue o(a) seguidor(a) de Jesus como tal, e lhe dá sua dignidade e personalidade. Não há melhor escola humanizadora do que saber decidir. Essa é a grande contribuição que a tomada de decisões dá à nossa vida: ativar ao máximo nossos recursos, fazer valer tudo o que trazemos dentro de nós, dar vida a todo o nosso ser, que é feito para conhecer, querer e decidir. Se evitamos decisões ou fugimos de responsabilidades, condenamo-nos a viver num canto, encolhido e prostrado. Para desenvolver ao máximo nossas potencialidades, temos de enfrentar dilemas, encruzilhadas, perplexidades e responsabilidades. Isto nos faz ter acesso à vida plena, mobilizar nossas forças, encontrar a nós mesmos, encontrando-nos com Aquele que nos inspira.

Texto bíblico:  Lc 14,25-33

Na oração: No encontro com Deus deixar aflorar aquilo que é a base, o sólido, o fundamento, que dá sentido à sua vida. Sobre quê valores, critérios, opções... você vai construir sua vida?
- A Bíblia fala do equilíbrio entre o olho, ouvido, coração e mão, quando se refere à decisão:
- olho: atenção (ler os sinais, interiores e exteriores);
- ouvido: escutar-auscultar: captar vozes do coração;
- coração: é a decisão com afeto;
- mão: é a ação (realizar na prática, a decisão). 
 * Fazer memória das suas decisões diárias: elas são “cristificadas” ou tem a marca do “ego inflado”?
Elas são oblativas, abertas, descentradas..., ou centradas no próprio interesse?

Pe. Adroaldo Palaoro sj

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sábado, 7 de setembro de 2019

A INDEPENDÊNCIA, A CHIBATA MORAL E AS INGLÓRIAS LUTAS DOS GRADUADOS


7 de setembro de 2019

PL1645, Revolta da Chibata e as lutas inglórias.

Apenas uma reflexão rápida sobre o passado e o presente.

A festa da independência é data propícia para lembrar que a história já consagrou como corretas as atitudes de vários subordinados que – acreditando que estavam agindo corretamente – decidiram lutar pela defesa de seus pontos de vista. A própria proclamação da independência foi vista como um ato de rebeldia de um subordinado que não aguentava mais ser explorado, aviltado por seus superiores. Na época justamente alguns oficiais generais portugueses exigiam que Dom Pedro continuasse a se submeter completamente e tentaram até obrigá-lo a retornar para Portugal.
  
Em 9 de janeiro de 1822 o príncipe regente avisou que permaneceria no Brasil, a data é conhecida como o Dia do Fico. Os fatos evoluíram naturalmente e alguns meses depois o Príncipe insubordinado declarou a independência do Brasil.

A Revolta da Chibata

90 anos após a declaração de independência, em 1910, um grupo de militares ousou, em nome do fim dos castigos físicos na Marinha do Brasil, após muitos pedidos por meio dos chamados “tramites hierárquicos”, também lutar para defender seus pontos de vista. Acabaram se vendo obrigados a se rebelar de vez e – como homens de coragem – se recusaram a continuar passivos, sendo tratados como animais.


Na verdade vejo-os como os mais disciplinados de todos os tempos, só depois de anos ou décadas assistindo punições ou sendo eles mesmos punidos com castigos físicos – as vezes centenas de chibatadas – ousaram se sublevar. Todos deveriam ser considerados heróis e seus descendentes sim deveriam ser encontrados e recompensados por aquilo que seus antepassados sofreram. Estes deveriam ser chamados ao Palácio do Planalto e ali deveriam receber em sessão solene as desculpas do estado brasileiro, das Forças Armadas.

A coisa acabou crescendo mais do que os próprios marujos esperavam e o movimento ficou conhecido como a Revolta da Chibata. “Um protesto que se transformou numa revolta”, são as palavras do próprio João Cândido, que é representado por uma discreta estátua num canto da Praça XV no Rio de Janeiro.

Alguns negam que foi João Cândido que comandou a chamada sublevação dos marujos.

A mim isso não importa, penso que ele na verdade representa uma classe que era tratada como animais. Por isso todas as vezes que passo por ali rendo-lhe uma homenagem silenciosa àquele homem… àqueles homens de brio, com honra.

 
Pouca gente menciona, mas a marujada não queria só o fim dos castigos físicos. Sempre pediram oportunidade para estudar, uma escala de serviço mais humana e o afastamento dos oficiais violentos. Mas, as reclamações eram vistas como coisa de indisciplinados, revoltados e jamais a sua luta foi oficialmente reconhecida como razoável, coerente.

Naquele tempo ainda se achava que homens com estrelas nos ombros eram os salvadores da pátria e suas decisões estavam sempre corretas. A própria sociedade civil os via como uma espécie de deuses da sabedoria.

Por mais obvio que seja que rejeitar castigos físicos é algo natural, louvável, o governo Brasileiro e as Forças Armadas se negam a aceitar João Cândido como um herói.

Rejeitando um projeto de lei

Nas últimas semanas vemos uma grande movimentação de militares da reserva tentando levar até o parlamento e ao Presidente da República suas contestações contra um projeto de lei que acreditam que vai prejudicá-los. Como em 1910, graduados não têm voz, suas associações não são reconhecidas e somente a cúpula se acha no direito de discutir suas carreiras, ainda que nas Forças Armadas existam duas carreiras. Uma de oficiais e outra de praças.

Depois de tantos casos complicados, como o 28.86%, poucos acreditam que os primeiros realmente velam pelos segundos.

No projeto apresentado – entre tantos absurdos – há um item curioso.
Por mais que os regulamentos cobrem que todos os militares representem bem as forças, o Ministério da Defesa teve a desfaçatez de inserir no PL 1645, somente para os generais – na ativa a reserva – uma gratificação de representação. Estarão todos os demais isentos de ser obrigados a bem representar as Forças Armadas? Note-se que representar é algo que abrange muito mais do que o vestir-se bem.
Representação engloba comportamento em público, modo de falar, higidez financeira etc.

Alguns itens enquadrados como má representação

– Contrair dívida ou assumir compromisso superior às suas possibilidades, que afete o bom nome da Instituição;

– Esquivar-se de satisfazer compromissos de ordem moral ou pecuniária que houver assumido, afetando o bom nome da Instituição;

– Ter pouco cuidado com a apresentação pessoal ou com o asseio próprio ou coletivo;

– Portar-se de maneira inconveniente ou sem compostura …
Estarão todos – exceto os generais – dispensados disso tudo?

 Indo ao Parlamento

Alguns – que se acham superiores – insistem em ver como afronta a hierarquia e à disciplina o fato de sargentos e suboficiais levarem até os parlamentares as suas queixas. Ora, pessoalmente, como militar da reserva, sociólogo e jornalista, enxergo mais como afronta a hierarquia o fato de um general da ativa – ocupando cargo civil e falando em nome de um Presidente da República que sempre incentivou as associações de graduados a lutar por melhorias salariais – se dirigir à grande mídia se referindo a seus subordinados como “estamentos muito inferiores”, que por isso não teriam o direito de levar a sociedade e parlamento a discussão sobre um projeto de lei que os afeta diretamente.

Lembro-o que projetos de lei são discutidos por parlamentares, eleitos pelo povo. E que – portanto – o povo tem o direito de opinar sobre as suas decisões.

A afirmativa que diz que os chefes sabem o que é melhor para seus subordinados é derrubada vez por outra, sempre que – com a ajuda da justiça – se revelam as inúmeras arbitrariedades e erros cometidos por aqueles que ocupam os luxuosos gabinetes, nos andares mais altos.

As próprias medalhas concedidas para mensaleiros – cassadas só após muita pressão popular – são também grande prova de que generais nem sempre acertam.

Chefes militares devem ser reconhecidos sempre como tais, as instituições não subsistem sem a hierarquia e sem a disciplina. Mas, devem ter também a humildade de reconhecer que as instituições precisam evoluir – não só em aspectos tecnológicos – mas também no trato com o pessoal.

Infelizmente. E muito infelizmente mesmo! Quase todas as mudanças para melhor no que diz respeito a humanização de nossas instituições chegaram após lutas como as de João Cândido e de muitos outros, tantos quantos em algum momento ousaram ir contra o senso comum. Está na hora de mudar isso.

Hoje não é mais necessário tomar navios, pegar em armas ou ir contra a legislação vigente. A batalha se dá no campo das ideias, da argumentação, contra as negativas, caras feias de superiores hierárquicos e até mesmo de pares que nem sempre discernem muito bem o que e legal do que é ilegal.

Um salve, um Bravo Zulu, um brinde e nossa melhor continência para todos que ousam ingressar em lutas inglórias, bem intencionados e em favor daquilo que acreditam. Afinal, aquele que hoje é reconhecido como o Rei dos reis foi quem empreendeu a mais inglória de todas as lutas.

Robson / Militar R1, Cientista Social, jornalista.



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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

TEATRO NA ESCOLA TEM POESIA INFANTIL DE CYRO DE MATTOS

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original

A ENCÍCLICA HUMANÆ VITÆ E A REVOLUÇÃO SEXUAL

30 de agosto de 2019


Uma condenação atual e perene
 Luiz Sérgio Solimeo

No dia 25 de julho de 2018, a Igreja celebrou o 50º aniversário da publicação da Encíclica Humanæ Vitæ, do Papa Paulo VI, lançada no contexto da revolução sexual de meados dos anos sessenta. A moda, a literatura e a indústria do entretenimento haviam contribuído para uma atmosfera em que a moral tradicional em matéria sexual foi subvertida. Isto se manifestou especialmente em filmes de Hollywood, na televisão, na descoberta e divulgação da pílula anticoncepcional e no advento da minissaia. 

(É proibido proibir)
Em maio de 1968, o surto de distúrbios estudantis na maioria das universidades do Ocidente deu à revolução sexual uma base ideológica, unificando e dando significado a toda uma gama de tendências desordenadas voltadas contra a moral tradicional. Essa base ideológica consistia numa mistura de anarquismo, marxismo e freudismo. Ela negava a ordem político-social, e qualquer forma de autoridade, civil, religiosa ou de lei moral. Um slogan pintado nas paredes do campus da Universidade de Paris-Sorbonne (É proibido proibir) condensava numa frase toda essa revolta. [foto ao lado]
Ao mesmo tempo, círculos católicos progressistas procuravam fazer com que a Igreja “se adaptasse” cada vez mais ao mundo. Inúmeros teólogos começaram a argumentar que a Igreja deveria mudar sua moral perene e abandonar a intransigência em questões sexuais, aceitando a “liberdade” sexual e o uso de contraceptivos artificiais. 

A IGREJA NÃO PODE MUDAR A LEI DE DEUS, EXPRESSA NA NATUREZA

Foi nesse clima de contestação que o Papa Paulo VI decidiu publicar uma encíclica sobre a contracepção — a Humanæ Vitæ.[1] A encíclica deu grande alívio aos fiéis católicos, ao mesmo tempo que provocava consternação nas hostes liberais, porque reafirmou, com toda clareza, a doutrina tradicional da Igreja sobre a natureza do casamento e a finalidade primária do ato sexual. Ao mesmo tempo condenou, de modo incisivo, o uso da pílula anticoncepcional ou de qualquer outro meio artificial de contracepção. 
A encíclica explica claramente que a Lei de Deus não pode ser mudada, uma vez que ela é expressa na própria natureza humana: “A Igreja não foi a autora dessa lei, e não pode portanto ser árbitra da mesma; ela é somente depositária e intérprete; nunca pode declarar lícito aquilo que não o é, pela sua íntima e imutável rejeição ao que se opõe ao verdadeiro bem comum do homem”.[2] 
A encíclica é baseada na lei natural e na Revelação, ambas manifestando a vontade de Deus. O Magistério da Igreja recebeu a missão não apenas de interpretar a Revelação, mas também a lei natural, portanto aborda a moral em todos os seus aspectos: “Jesus Cristo, ao comunicar a Pedro e aos Apóstolos a sua autoridade divina, e ao enviá-los a ensinar a todos os povos os seus mandamentos, constituiu-os guardas e intérpretes autênticos de toda a lei moral; ou seja, não só da lei evangélica, como também da natural, dado que ela é igualmente expressão da vontade divina, e que a sua observância é do mesmo modo necessária para a salvação”.[3]
Em conformidade com a lei natural e a Revelação, a Humanæ Vitæ enfatiza que a relação sexual, “é própria e exclusiva aos cônjuges”,[4] e, por sua própria natureza, é ordenada “para a procriação e educação dos filhos”.[5] Por isso, não hesita em afirmar: “Chamando a atenção dos homens para a observância das normas da lei natural, interpretada pela sua doutrina constante, a Igreja ensina que qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida”.[6] 

Inúmeros teólogos começaram a argumentar que a Igreja deveria mudar sua moral perene e abandonar a intransigência em questões sexuais, aceitando a “liberdade” sexual e o uso de contraceptivos artificiais

CONDENANDO A LIMITAÇÃO ARTIFICIAL DA NATALIDADE 


Ao contrário da mentalidade antinatalista de hoje, que vê as crianças como obstáculos à felicidade conjugal, a encíclica recorda: “Sem dúvida, os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e contribuem grandemente para o bem dos pais”.[7] E delineia a obrigação dos cônjuges de aderir às normas ditadas pela lei natural e divina: “Na missão de transmitir a vida, os pais não são, portanto, livres para procederem a seu próprio bel-prazer, […] mas devem conformar o seu agir com a intenção criadora de Deus”.[8] 
Quando o ato conjugal é praticado de tal maneira que “prejudique a disponibilidade para transmitir a vida que Deus, Criador de todas as coisas, nele inseriu segundo leis particulares, está em contradição com o desígnio constitutivo do casamento e com a vontade do Autor da vida humana”.[9] Em linguagem simples, está afirmado que pecam os que praticam o ato sexual impedindo artificialmente a procriação.
Assim, a Igreja não pode aceitar, mas deve condenar a contracepção: “Em conformidade com estes pontos essenciais da visão humana e cristã do matrimônio, devemos uma vez mais declarar que é absolutamente de excluir, como via legítima para a regulação dos nascimentos, a interrupção direta do processo gerador já iniciado; e sobretudo o aborto querido diretamente e procurado, mesmo por razões terapêuticas. É de excluir de igual modo, como o Magistério da Igreja repetidamente declarou, a esterilização direta, quer perpétua quer temporária, tanto do homem como da mulher. É ainda de excluir toda a ação que, em previsão do ato conjugal ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação”.[10]
Para se avaliar o alcance e a seriedade dessa condenação, o Papa deixou claro que estava falando como Doutor da Igreja Universal e sucessor dos Apóstolos. De fato, depois de expor os novos problemas do Magistério, ele afirma inequivocamente: “Por isso, depois de termos examinado atentamente a documentação que nos foi preparada, depois de aturada reflexão e de insistentes orações, é nossa intenção agora, em virtude do mandato que nos foi confiado por Cristo, dar a nossa resposta a estes graves problemas”.[11] 
Alguns teólogos liberais alegaram que o aspecto unitivo do ato conjugal, por si só, é suficiente para justificá-lo. E poderia ser dissociado do aspecto procreativo, justificando assim o uso da pílula anticoncepcional. A encíclica, ao contrário, reafirma que os aspectos unitivos e procreativos do ato conjugal são inseparáveis por sua própria natureza, como estabelecido pelo Criador. Portanto o homem não pode, por sua própria iniciativa, romper a conexão inseparável “entre o significado unitivo e o significado procreativo”, ambos inerentes ao ato conjugal.[12]
Tais teólogos invocam a teoria do “mal menor”, para justificar o uso da pílula anticoncepcional. No entanto, a encíclica explica que essa teoria não se aplica a este caso: “Nunca é lícito, nem sequer por razões gravíssimas, fazer o mal para que daí provenha o bem (Rom. 3, 8); isto é, ter como objeto de um ato positivo da vontade aquilo que é intrinsecamente desordenado, e portanto indigno da pessoa humana, mesmo se for praticado com intenção de salvaguardar ou promover bens individuais, familiares, ou sociais”.[13]

Em conformidade com a lei natural e a Revelação, a Humanæ Vitæ enfatiza que a relação sexual “é própria e exclusiva aos cônjuges”, e, por sua própria natureza, é ordenada “para a procriação e educação dos filhos”.

ADVERTINDO OS ESTADOS DE ÍNDOLE TOTALITÁRIA 

Quem analisa a Humanæ Vitæ não pode deixar de admirar a sabedoria da doutrina tradicional da Igreja, prevendo ao longo do tempo a situação a que chegaria o mundo moderno, com os Estados exibindo tendência sempre crescente de definir suas próprias normas para as famílias, resultando uma assustadora corrupção da moral. Por isso a encíclica enfatiza que o controle artificial da natalidade abre facilmente o caminho para a infidelidade conjugal e causa “um abaixamento geral dos padrões morais”, expondo particularmente os jovens à tentação. A advertência é clara: 
“Quem poderia reprovar um governo que aplicasse à solução dos problemas da coletividade aquilo que viesse a ser reconhecido como lícito aos cônjuges para a solução de um problema familiar? […] Portanto, não se querendo expor ao arbítrio dos homens a missão de gerar a vida, devem-se reconhecer necessariamente limites intransponíveis no domínio do homem sobre o próprio corpo e as suas funções; limites que a nenhum homem é lícito ultrapassar, seja ele simples cidadão privado ou investido de autoridade”.[14] 
Não há nada utópico na solução apresentada pela Humanæ Vitæ, e de fato é a única realmente coerente e eficaz. Por isso ela chama a atenção dos “educadores e de todos aqueles que desempenham tarefas de responsabilidade, em ordem ao bem comum da convivência humana, […] para a necessidade de criar um clima favorável à educação para a castidade, isto é, ao triunfo da liberdade sã sobre a licenciosidade, mediante o respeito da ordem moral”.[15] 
Observa ainda que a virtude da castidade, sem a qual a família está destinada a perecer, infelizmente é atacada de todas as formas: “Tudo aquilo que nos modernos meios de comunicação social leva à excitação dos sentidos, ao desregramento dos costumes, bem como todas as formas de pornografia ou de espetáculos licenciosos, devem suscitar a reação franca e unânime de todas as pessoas solícitas pelo progresso da civilização e pela defesa dos bens do espírito humano. Em vão se procurará justificar estas depravações com pretensas exigências artísticas ou científicas, ou tirar partido da liberdade deixada neste campo por parte das autoridades públicas”.[16] 

AGIR DE ACORDO COM ENSINAMENTOS PERENES 


Que São Joaquim e sua castíssima filha, a Virgem Maria,
iluminem a tantos que no meio da confusão dos dias atuais
correm o risco de encaminharem seus passos
pelos caminhos de perigosa e terrível perdição


Cinquenta anos após a publicação da Humanæ Vitæ, seus ensinamentos continuam válidos como sempre, e indiscutivelmente se aplicam ao debate sobre o “casamento” homossexual e inúmeras outras aberrações, que tanto ameaçam a família e a própria vida humana. Em meio a essa cacofonia, que obedece a comandos ocultos, deve ser sempre reafirmada a doutrina católica sobre o propósito do ato sexual, e, portanto, do casamento. 
Baseada na imutabilidade da natureza humana, na Sabedoria e Vontade divinas, a doutrina católica prega hoje aquilo que sempre pregou e sempre pregará até o fim dos tempos. Tal pregação nem sempre é popular. De fato, a Humanæ Vitæ foi recebida com desânimo e desprezo pelos promotores da revolução sexual. Mas desprezo à verdade não torna a verdade menos verdadeira. Ao condenar a revolução sexual, num chamado constante para retornar à verdadeira natureza do casamento, a voz sempre coerente e perene da Igreja se destaca ainda mais em meio ao caos moral. 
Estamos em tempos difíceis, ainda mais deteriorados após a Amoris Lætitia. Mas a encíclica de Paulo VI permanece um farol para os que são fiéis ao ensinamento perene da Igreja. Hoje, infelizmente, muitos teólogos, inclusive bispos e cardeais, querem mudar essa doutrina perene. Há até rumores de que o Papa Francisco teria convocado uma comissão para estudar a história da Humanæ Vitæ, presumivelmente com a intenção de modificá-la. 
De nossa parte, aconteça o que acontecer, teremos sempre como norma de vida e combate os princípios imutáveis da lei natural e da Revelação.

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Notas
1. CARTA ENCÍCLICA HUMANAE VITAE DE SUA SANTIDADE PAPA PAULO VI, 25 de julho do ano de 1968, http://w2.vatican.va/content/paul-vi/pt/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_25071968_humanae-vitae.html. Durante a comemoração do 40º aniversário, Bento XVI enfatizou: “Quarenta anos depois da sua publicação, aquele ensinamento não só manifesta a sua verdade inalterada, mas revela também a clarividência com a qual o problema é tratado”. (Discurso aos participantes do congresso internacional organizado pela Pontifícia Universidade Lateranense por ocasião do 40º aniversário da Encíclica Humanae Vitae, em 10 de maio de 2008: http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2008/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20080510_humanae-vitae.html.

2. HV, nº 18. As citações da Humanae Vitae referem-se ao número do parágrafo da encíclica apresentado no site do Vaticano: http://w2.vatican.va/content/paul-vi/pt/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_25071968_humanae-vitae.html
3. HV, nº 4.
4. HV, nº 8.
5. HV, nº 9.
6. HV, nº 11.
7. HV, nº 9.
8. HV, nº 10.
9. HV, nº 13.
10. HV, nº 14.
11. HV, nº 6. Inúmeros teólogos são da opinião de que a condenação da contracepção é uma doutrina infalível. Por exemplo: Pe. M.R. Gagnebet, O.P., “The Authority of the Encyclical Humanae Vitae” (“A Autoridade da Encíclica Humanae Vitae”), em www.ewtn.com/library/Theology/AUTHUMVT.HTM; Pe. John Hardon, S.J., “Contraception: Fatal to the Faith” (“Contracepção: Fatal à Fé”), em www.catholic-pages.com/morality/fatal.asp; Pe. Brian W. Harrison, O.S., revisão de Humanae Vitae e Infallibilità: il Concilio, Paolo VI e Giovanni Paolo II (“Humanae Vitae e Infalibilidade: o Concilio, Paulo VI e João Paulo II”), por Ermenegildo Lio, O.F.M. (Vaticano, Libreria Editrice Vaticana, 1986), em www.rtforum.org/lt/lt12.html; Pe. Joseph H. Ryder, S.J., “Pope Paul VI’s Encyclical Humanae Vitae as an Infallible Definition of Doctrine” (“A Encíclica Humanae Vitae do Papa Paulo VI como uma Definição Infalível de Doutrina”), Social Justice Review, em www.socialjusticereview.org/articles/humanae_vitae.php.
12. HV, nº 12.
13. HV, nº 14.
14. HV, nº 17.
15. HV, nº 22.
16. Id. Ibid.


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