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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

ADEUS, MR. HILTON – Érico Veríssimo


            
James Hilton está em San Francisco. Anda a percorrer a Costa do Pacífico num rápido giro de conferências. Vai falar hoje à tarde na Galeria da Livraria de Paul Elder. Encontro-o a experimentar o microfone. É um homem de estatura meã não terá mais de quarenta anos e os cabelos, dum pardo esverdinhado, estriado, de muitos fios brancos, dão um ar respeitável a este rosto de expressão quase juvenil. A cara é vermelha, o queixo saliente, os olhos, macios e azuis. Veste-se com uma simplicidade um pouco desleixada, e quem o vê ali de mãos nos bolsos pode pensar que ele é um dos empregados da Livraria, um vendedor de praça, um gerente de restaurante, tudo - menos o autor de Não Estamos Sós e Adeus, Mr. Chips.

            Com sua voz calma, despretensiosa, conta-me que mora em Hollywood e que nunca vai a festas.

            - Minha vida não é nada sensacional. Sou um tipo muito quieto. Acredita que não sei onde fica o Ciro’s?

            Trabalha para a Metro-Goldwyn-Mayer, escreve cenários, transforma os romances alheios e os seus próprios em scripts de cinema e adora a atividade dos estúdios.

            - Fico horas olhando aquela gente trabalhar. Não conheço nada mais absorvente que a tarefa de um diretor. Ele lida com um material vivo, com pessoas e não com palavras, como nós os escritores. – e sorrindo, as mãos enfiadas nos bolsos, acrescenta: - Acho que um dia ainda vou dirigir um filme.

            Peço-lhe que me conte como iniciou sua carreira literária.

            - Comecei num jornal, fazendo reportagens e, mais tarde, crítica literária.

            - Em que jornal?

            - No Daily Telegraph. Lia uns vinte romances por semana...

            - Já escrevia novelas nesse tempo?

            - Escrevia e, o que é pior, publiquei uma quando tinha 19 anos. No momento em que cheguei a perceber a asneira que tinha cometido, saí a comprar todos os exemplares do livro que existiam no mercado. Era uma novela horrorosa. E não foi a única... - acrescenta. - Muitos de meus primeiros livros foram verdadeiros fracassos. Aconteceu apenas que, no fim de algum tempo, eram tantos que eu não tive mais dinheiro suficiente para resgatá-los.

            Pergunto-lhe se escreve sistematicamente ou espera que lhe venha o que em geral se chama “inspiração”. Ele leva a mão à gravata desbotada e diz:

            - Eu escrevo só quando tenho vontade... Nada mais.

            - Pareceu-lhe satisfatória a versão cinematográfica de Adeus, Mr. Chips?

            - Quando me propuseram filmar o livro, achei que ele não daria coisa que prestasse. Mas, quando vi o filme, gostei tanto que fiquei alvorotado. É verdade que nunca imaginei o velho Chips no Danúbio...Mas apesar disso, tudo estava muito bem.

            - Inspirou-se em alguma pessoa viva para criar a figura de Mr. Chips?

            James Hilton entorna a cabeça, ergue as sobrancelhas e responde, com ar meio vago:

            - Numa pessoa propriamente... não. Mas em várias professores que conheci. Sempre tive uma simpatia especial pelos velhos mestres. O mundo depende muito dos professores... hoje mais que nunca. Meu pai mesmo é um professor, se bem que muito diferente de Chips. Mora em Hollywood comigo. Como eu, é um homem caseiro.

            Quanto ao método que segue na composição dos romances, informa:

            - Às vezes escrevo uma sinopse que, de tão simples e resumida chega a ser ridícula. Mas o principal para se fazer o romance é, primeiro, a ideia central, depois, a disposição de espírito. O resto vem mais tarde, naturalmente.

            - No seu último livro, Random Harvest, julguei ver no destino da personagem central uma alusão à Inglaterra. Pareceu-me que Rainier é uma espécie de símbolo, é a velha Britânia trilhando um caminho errado, mas percebendo em tempo o seu erro e recuperando o antigo espírito. Será que acertei?

            - Perfeitamente. Alegro-me de ver que compreendeu. Foi o que eu quis dizer nesse romance. Não gosto dos livros com finalidade, das obras de propaganda. A simbologia no meu último romance está diluída na história.

            Para Hilton, o maior de todos os romancistas que o mundo produziu foi Destoievsky. Na América, hesita entre Ernest Hemingway e John Steinbeck. Tem um encanto especial pelas irmãs Bronté e acha “O Morro dos Ventos Uivantes” um dos mais belos romances que já se escreveram.

            Com relação às personagens de seus livros, nega que elas sejam copiadas da vida. Mas esclarece:

            - Não podemos, entretanto, deixar de sofrer a influência das pessoas que encontramos, das criaturas com quem vivemos.

            - Onde descobriu o nome Xangri-lá, o Paraíso do seu Horizonte Perdido?

            - Pura invenção. Inventei-o numa viagem de ônibus. Eu estava procurando um lugar pano situar o meu “paraíso”. Pensei na Arábia: era muito arenosa. Pensei no Brasil: tinha muitas tarântulas...

            - Não esperava encontrá-lo também influenciado pelas “fórmulas” segundo as quais o Brasil é um país de palmeiras, índios, florestas e tarântulas... Mas prossiga.

            - Sorry. A gente ignora muita coisa. E a propósito de suscetibilidade vou lhe contar uma dificuldade de Hollywood. Por causa da política de boa vizinhança os “homens maus” dos filmes não podem nunca ser brasileiros, peruanos, mexicanos, argentinos. Têm que ser necessariamente norte-americanos... ou ingleses.

            - Mas... voltando às tarântulas.

            - Ah... Por fim achei que o melhor lugar para o teatro da minha história era um monastério dos lamas no Tibete. Inventei aquele nome. E sabe qual é a minha maior glória?

            - Não.

            - Existe em Los Angeles um campo de nudistas chamado Xangri-lá. Não é só isso. Xangri-lá também é o nome do uma tenda que vende cachorros quentes nos arredores de Hollywood.

            Passamos a falar na guerra. James Hilton tem uma fé inabalável na Inglaterra. E que ele está convencido de que sua pátria se tem de redimir dos erros do passado, o seu “Random Havest” é uma prova admirável. Declara-me que está pronto a servir, e que seu nome se acha na lista dos combatentes.

            - Não sei em que departamento me vão por, quando me chamarem. Mas já ofereci meus serviços. Penso que serei mais útil no trabalho de propaganda.

            Acrescenta que os amigos da Inglaterra que lhe escrevem, esperam com coragem e Fortaleza de ânimo o ataque que pode ser desfechado sobre a ilha a qualquer instante.

            Quando nos despedimos com um aperto de mão James Hilton me diz:

            - Dentro de duas semanas estarei em Hollywood. Quando chegar lá, não deixe de telefonar para o estúdio. Vamos almoçar um dia juntos.

            E, parodiando a personagem da história de Mr. Chips, volto-me da porta e lhe digo:

            - Adeus, Mr. Hilton!


(GATO PRETO EM CAMPO DE NEVE)
Érico Veríssimo
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Érico Veríssimo - (Cruz Alta17 de dezembro de 1905 — Porto Alegre28 de novembro de 1975) foi um dos escritores brasileiros mais populares do século XX.

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FUNCIONARIA NO BRASIL RETIRO ESPIRITUAL PARA PRESIDIÁRIOS? - Plinio Maria Solimeo

28 de agosto de 2019
Plinio Maria Solimeo


                 Há pouco o Brasil estarreceu com a notícia do massacre perpetrado em prisão do Amazonas, no qual foram assassinados dezenas de presidiários com requintes verdadeiramente satânicos. Esse não foi caso isolado, pois já ocorreram antes fatos semelhantes em outros presídios.

                Como podem seres humano chegar a esse grau inimaginável de selvageria? Haveria um modo de lhes dar um pouco de sentimento cristão através de assistência religiosa, psicológica e mesmo material que os levasse a atitudes mais humanas? Ou será que não há mais esperança para eles, sendo tempo perdido qualquer iniciativa nesse sentido?

                A esse propósito, chamou-me a atenção notícia publicada em um site católico sob o título “As autoridades boquiabertas com os retiros com Adoração ao Santíssimo Sacramento em prisão: mudança total nos prisioneiros”.[i] Afirma a notícia: “Os retiros espirituais estão se convertendo numa fonte de conversão e transformação para milhares de presos nos Estados Unidos. Esta experiência está se realizando no Texas, em prisões onde há reclusos muito problemáticos e conflitos constantes, e tem chamado a atenção dos responsáveis dos cárceres pelos efeitos benéficos que estão tendo com os condenados.”

                 A origem disso está numa iniciativa do diácono permanente Tommy Ewing, ordenado há doze anos. Mas apenas recentemente ocorreu-lhe fazer apostolado nas prisões, pois antes, afirma ele muito compreensivelmente, tinha medo, e não queria entrar em suas portas”. Mas um impulso divino o levou a entregar-se a isso e, “uma vez que entras e tomas contato com estas pessoas, te dás conta de que és um instrumento da graça de Deus”.

                Tommy pertence agora à diocese texana de Beaumont, em cuja sede há uma prisão federal e algumas privadas. Nela alistou-se no ministério carcerário, juntando-se a algumas centenas de voluntários que tornam possível a realização de retiros em cárceres masculinos e femininos.


                Ewing chegou com seu plano de retiro nas prisões dessa diocese em 2012. Voluntários o apresentaram então aos responsáveis pela segurança da prisão federal da cidade, para que pudesse propô-lo. No começo encontrou animadversão e ceticismo. Mas depois concordaram, com a condição de que, se o retiro funcionasse, poderia ter continuidade; se não, não se falaria mais nele.

                A experiência foi feita. Diz Ewing que, “três semanas depois do primeiro retiro, nos reunimos com o responsável da prisão” para ouvir sua opinião sobre o retiro feito, do qual haviam participado 66 presos. Em resposta, o diretor tirou da gaveta uma pilha de mais de 60 cartas dos presidiários, elogiando a iniciativa e muito contentes com o que tinham recebido no retiro. Um dos seus frutos foi que os detentos se tornaram muito colaborativos com os guardas.

              O sucesso não podia ter sido maior. Por isso a reação do diretor da prisão foi perguntar: “Quando poderiam organizar outro?”

              Essa boa repercussão da iniciativa naturalmente repercutiu em outros cárceres do Estado, que pediram análogos retiros. O resultado foi que isso está favorecendo as próprias instituições prisionais, cujos responsáveis e os próprios funcionários notam que esses retiros são particularmente efetivos para trazer à luz problemas que podem estar preocupando o preso, e assim permitir que sejam tratados e solucionados.

              Um dos resultados colaterais do retiro foi o fato de que o número detentos que dele participam cresceu de maneira notável, favorecendo muito a sua reabilitação.

Adoração ao Santíssimo Sacramento e confissão

                Intensivos nos fins de semana, os retiros são feitos em comunidade. Dividem-se os presos em grupos de 66, por temas logísticos. Os que já participaram de retiro anterior são selecionados por sorteio para compartir sua experiência no retiro em curso. Além dos temas tradicionais da doutrina da Igreja sobre os Sacramentos e o catecismo, durante o fim de semana há Missa, Adoração Eucarística, confissão, e Via Sacra.

                Uma coisa que surpreende nesses atos, segundo Ewing, é que “podes ver como os presos se emocionam visivelmente”. Isso principalmente durante a Adoração ao Santíssimo Sacramento, feita numa dependência separada, onde é colocado um pequeno altar com uma custódia contendo Jesus Hóstia. A semi obscuridade da prisão cria um ambiente propício para a oração. Assim, “trazes a luz de Cristo, e estes homens podem senti-la. Isso marca a diferença”. É comum ver, em várias horas do dia ou da noite, algum presidiário de joelhos adorando Jesus na Sagrada Hóstia.

                Outra coisa que faz a diferença é o sacramento da Confissão. Evidentemente os voluntários devem explicar bem o poder desse Sacramento que só os católicos têm, e que permite a uma pessoa com problemas de consciência a descarregá-los junto a um ministro de Deus que tem o poder de absolvê-lo de todos seus pecados. E ensinam aos presos que nunca se confessaram, ou que o fizeram há décadas, como fazê-la. A paz de alma que muitos presidiários sentem após descarregarem todas as faltas de uma vida e receber a absolvição é impressionante. Por isso, diz Ewing, “o acesso à confissão e a adoração eucarística suavizam inclusive o mais duro dos corações. É uma grande experiência que muda a vida”.

                O Pe. Michael Rugledge, diretor da capelania do Departamento de Justiça Criminal do Texas, falando sobre o resultado dos retiros, afirma que eles “estão provocando uma transformação. Não se pode obter a transformação de ninguém sem que lhe toque o coração”.

                Para terminar, convém notar que vários dos presos que mudaram de vida após esses retiros escreveram aos voluntários que os ajudaram, para lhes agradecer e dar suas impressões. Diz Ewing que, em geral, eles dizem que “encontraram amizade, amor e irmandade, muitos deles já tinham perdido a esperança”. No fundo, é o que afirma um preso em sua carta aos voluntários: “Deus me criou, mas vós me fizestes o que sou hoje, e o que Deus queria que eu fosse. Seguirei na minha vida este caminho de fé em Cristo até o fim de meus dias, e continuarei lutando para que o amor de Deus prossiga em mim”.

                Isso teria resultado no Brasil, onde os religiosos encarregados da pastoral carcerária geralmente são adeptos da execrável Teologia da Libertação, não transmitindo mais os ensinamentos tradicionais da Igreja? Como vimos, nos Estados Unidos tanto a iniciativa como a sua colocação prática partiu de leigos. Poderá ocorrer o mesmo no Brasil? Isso certamente teria um resultado semelhante, ou pelo menos muito alentador, não só para os presos, mas também para todos nós.



http://www.abim.inf.br/funcionaria-no-brasil-retiro-espiritual-para-presidiarios/#.XWZwaehKjIU

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DIPLOMATA RUBENS RICUPERO DISCORRE SOBRE O TEMA “UM FUTURO PIOR QUE O PASSADO? REFLEXÕES NA ANTEVÉSPERA DO BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA”


O diplomata e ex-Ministro da Fazenda Rubens Ricuperoé o palestrante convidado da última conferência do ciclo O que falta ao Brasil?, que tem como coordenadora a Acadêmica e escritora Rosiska Darcy de Oliveira. O tema será Um futuro pior que o passado? Reflexões na antevéspera do bicentenário da Independência. O evento será realizado no dia 29 de agosto, quinta-feira, às 17h30, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203 - Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.
A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.
Os Ciclos de Conferências, com transmissão ao vivo pelo portal da ABL, têm o patrocínio da Light.
Serão fornecidos certificados de frequência.
O Convidado
Rubens Ricupero nasceu em São Paulo (1.° de março de 1937), foi diplomata de carreira e aposentou-se após ocupar a chefia das embaixadas do Brasil em Genebra, Washington e Roma. Exerceu os cargos de Ministro do Meio Ambiente, da Amazônia Legal e da Fazenda (governo Itamar Franco). Entre 1995 e 2004, dirigiu, como Secretário-Geral, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) em Genebra. No mesmo período, foi Subsecretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Atualmente é Diretor da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP) em São Paulo. Foi professor de História das Relações Diplomáticas do Brasil do Instituto Rio Branco e de Teoria das Relações Internacionais da Universidade de Brasília. É autor de vários livros e ensaios sobre história diplomática, relações internacionais, desenvolvimento econômico e comércio mundial. Seu livro A diplomacia na construção do Brasil recebeu o Prêmio Senador José Ermírio de Moraes da Academia Brasileira de Letras em 2018.

Leitura complementar
Biblioteca Rodolfo Garcia disponibiliza seu acervo para pequisa e leitura de obras relacionadas ao tema desta conferência, como "A Crise Internacional e seu Impacto no Brasil;""Intérpretes do pensamento desenvolvimentista" e "Bicentenário da Independência".
Para consultar mais materiais como os citados, acesse o link abaixo e visite os "Levantamentos bibliográficos" realizados para este evento.




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terça-feira, 27 de agosto de 2019

LEITURA DRAMATIZADA DE AGOSTO APRESENTA “O CASAMENTO SUSPEITOSO”, DE ARIANO SUASSUNA, NA ABL


Acadêmico Ariano Suassuna, autor de importantes obras como “O santo e a porca” e “O auto da compadecida”, escreve, em 1957, “O casamento suspeitoso”, uma comédia de costumes nordestinos escrita em forma de peça. Suas personagens são caricaturadas e fazem uso de linguagem e expressões próprias da região Nordeste brasileira.

Em 2019, uma parceria entre a Academia Brasileira de Letras e a Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena promove apresentações teatrais da peça “O casamento suspeitoso” adaptadas para o formato de leitura dramatizada. Com um pouco mais de uma hora de duração, jovens e adultos poderão se encantar com uma divertida história que tem como tema central o casamento por interesse ou, como o dito popular, o “golpe do baú”. A apresentação é realizada pelo grupo de alunos e ex-alunos da Escola e tem a direção de Cecília Vaz.

Na história, Lúcia vem do Recife, acompanhada do seu amante e de sua mãe, para casar-se com um ingênuo herdeiro de uma fortuna na cidade de Taperoá, interior da Paraíba. Os golpistas, porém, não esperavam se deparar com a esperteza da dupla de empregados, Cancão e Gaspar, que armam várias situações para provar que Lúcia é uma impostora e interesseira. Mas ao perceber que será desmascarada, a trambiqueira tentará reverter a situação, criando uma cilada para os dois serviçais. Em quem o herdeiro acreditará?

Quanto à vulgaridade dos meios cômicos de que lanço mão, é coisa que não me incomoda absolutamente. Não tenho nenhuma tendência para a finura – pelo menos para isso a que os distintos chamam de finura. Ao humor educado e delicado deles, prefiro o rasgado e franco riso latino, que inclui, entre outras coisas, uma loucura sadia, uma sadia violência e um certo disparate.”
- Comentário de Ariano Suassuna publicado em 1984 na 6.a edição de O casamento suspeitoso.

Os personagens Canção e Gaspar, que dão um show à parte, retomam a tradição do teatro popular. 
“Eles são a dupla circense que o povo, com seu instinto certeiro, batizou admiravelmente de o palhaço e o besta”, comentou Suassuna.

O casamento suspeitoso será apresentado no dia 28 de agosto, quarta-feira, às 15h15 no Teatro R. Magalhães Jr., na Academia Brasileira de Letras. A entrada é franca.
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Como chegar no evento
Academia Brasileira de Letras
Teatro R. Magalhães Jr.
Av. Presidente Wilson, 203 - 1º andar
Castelo

Rio de Janeiro - RJ
Brasil
(21) 3974-2500


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O BRASIL JÁ É UM PAÍS DIFERENTE - J. R. Guzzo


”O jornalista José Roberto Guzzo, colunista da Exame, produziu uma das mais lúcidas análises sobre o presente e o futuro do governo do Presidente Jair Bolsonaro.
Sob o título, "O Brasil já é um país diferente", o renomado jornalista desenvolveu a seguinte reflexão:


”O presidente da República pode ser ruim, ou muito ruim, conforme a definição que deixar o leitor mais confortável.

Também pode ser bom, caso se leve em conta a opinião dos que acham que ele está sempre certo.

Na verdade, para simplificar a conversa, o presidente pode ser o que você quiser.

Mas os fatos que podem ser verificados na prática estão dizendo que seu governo, depois dos primeiros sete meses, é bom — ou, mais exatamente, o programa de governo é bom, possivelmente muito bom.

Esqueça um pouco o Jair Bolsonaro que aparece em primeiríssimo plano no noticiário, todo santo dia, em geral falando coisas que deixam a maioria dos comunicadores deste país em estado de ansiedade extrema.

Em vez disso, tente prestar atenção no que acontece.

O que acontece, seja lá o que você acha de Bolsonaro, é que seu governo está conseguindo resultados concretos.

Mais:
É um governo que tem planos, e tem a capacidade real de executar esses planos.

Enfim, é um governo que tem uma equipe muita boa fazendo o trabalho que lhe cabe fazer.

O ministro Paulo Guedes tem um plano, e seu plano está sendo transformado em realidades — a começar pela aprovação de uma reforma da Previdência que todos os cérebros econômicos do Brasil julgavam, até outro dia, ser uma impossibilidade científica.

A reforma tributária virá; seja qual for sua forma final, ela deixará um país melhor.

Uma bateria de outras mudanças, basicamente centradas no avanço da liberdade econômica e na faxina administrativa para melhorar a vida de quem produz, está a caminho — diversas delas, por sinal, já foram feitas e estão começando a funcionar.

Guedes é um ministro de competência comprovada, e sua equipe, que ele deixa em paz para trabalhar, tem qualidade de país desenvolvido.

É bobagem, simplesmente, apostar contra ele.

Os ministros Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Tereza Cristina, da Agricultura, são craques indiscutíveis — e estão mudando, em silêncio, o sistema nervoso central das estruturas de produção do país.

Há mais.

O ministro Sérgio Moro, que seria destruído numa explosão nuclear, está mais vivo do que nunca.

Há todo um novo ambiente, voltado para as realidades e para a produção de resultados, em estatais como a Petrobras ou a Caixa Econômica Federal, a Eletrobras ou o BNDES.

As mudanças, aí e em muitos outros pontos-chave do Estado nacional, estão colocando o Brasil numa estrada oposta à que vem sendo seguida desde 2003 — e é claro que a soma de todos esses esforços, por parciais, imperfeitos e deficientes que sejam, vai criar um país diferente.

Os avanços são pouco registrados na mídia?
São.

O governo comete erros, frequentemente grosseiros?
Comete.

Suas propostas sofrem deformações, amputações e alterações para pior?
Sofrem.

O presidente é uma máquina de produzir atritos, problemas de conduta e confusões inúteis?
É.

Mas nada disso tem impedido, não de verdade, que o governo esteja conseguindo obter a maioria das coisas que quer.

Já conseguiu uma porção delas em seus primeiros sete meses.

Não há fatos mostrando que vá parar de conseguir nos próximos três anos e meio.

O governo Bolsonaro é ruim?

De novo, dê a resposta que lhe parecer melhor.

Mas sempre vale a pena lembrar que a maioria das coisas só é ruim ou boa em comparação com outras da mesma natureza.

O atual governo seria pior que o de Dilma Rousseff ou de Lula?

E comparando com o de Fernando Collor, então, ou o de José Sarney?

Eis aí o problema real para quem não gosta do Brasil do jeito que ele está — o governo Bolsonaro não vai ser um desastre.

A possibilidade de repetir o que houve nos períodos citados acima é igual a zero.

Impeachment?

Sonhar sempre dá.

Mas onde arrumar três quintos contra Bolsonaro no Congresso?

Na última vez que a Câmara votou uma questão essencial, a reforma da Previdência, deu 74% dos votos para o governo.

Melhor pensar em outra coisa — ou aceitar o fato de que o homem vai estar aí pelo menos até 2022."“


#GoBolsonaro #SeNaoVaiAjudarEntaoNaoAtrapalhe #EsquerdoidesDeixemOHomemTrabalhar #BrasilAcimaDeTudoDeusAcimaDeTodos

 (Recebi via WhatsApp)

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José Roberto Guzzo, mais conhecido como J.R. Guzzo, jornalista brasileiro, diretor editorial do grupo EXAME e colunista das revistas Exame e Veja.

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

FRAGILIDADES DO “GIGANTE” ASIÁTICO – Marcos Machado


21 de agosto de 2019
Marcos Machado

Em artigo intitulado “China encontra dificuldades para vender seus produtos”, publicado em 16 de julho no “The New York Times” e reproduzido por “O Estado de S. Paulo”, Keith Bradsher confirma mais uma vez indícios, rumores e fatos sobre a fragilidade do castelo de cartas chinês.

Bombada pela mídia e favorecida por gigantesca injeção de investimentos e fábricas do capitalismo ocidental (EUA e Europa) e asiático (sobretudo Japão), a China veio a se tornar a segunda economia do mundo.

Entretanto, observadores mais argutos sempre apontaram que a economia da China não era saudável. É notório, pois ela não tem agricultura nem pecuária suficientes para alimentar sua população, dependendo, portanto, de vultosas compras de alimentos. A China vive da importação de matéria prima para suas fábricas produzirem e exportarem seus produtos; sem matéria prima ela vai à falência.

Mais uma fragilidade
“A China tem fábricas demais que produzem bens demais. Em consequência da guerra comercial punitiva deflagrada pelos Estados Unidos, o seu maior cliente no exterior não está mais comprando como antes. Por isso, a China procura novos clientes, entretanto, esta também poderá revelar-se uma façanha difícil. No mês passado, o país retomou os seus esforços para criar uma zona de livre comércio na região da Ásia-Pacífico, com o improvável objetivo de conseguir algum acordo até novembro. Se for bem-sucedido, o pacto poderá abrir mercados da Austrália à Índia.
“Pequim tenta também manter vivas complexas conversações tríplices que reduziriam as barreiras comerciais entre China, Japão e Coreia do Sul. Em termos gerais, o país está reduzindo unilateralmente suas próprias tarifas sobre produtos procedentes do mundo todo, e ao mesmo tempo, em caráter de retaliação, aplica tarifas mais altas sobre os bens produzidos nos EUA.”

Em jogo, a saúde da economia chinesa
“A China está assoberbada pelo excesso de capacidade de produção de itens básicos no comércio global.
“O que está em jogo é a saúde da economia chinesa. No mês passado, a China informou que o seu crescimento encolheu registrando o seu menor ritmo dos últimos 30 anos, aproximadamente, em parte porque a guerra comercial com o governo Trump começou a afetar o seu crucial setor de exportações. As companhias multinacionais agora tentam transferir suas operações para outros países a fim de evitar uma guerra comercial que poderia estender-se por muito tempo. A China precisa de novos mercados para o que ela produz” [Destaques nossos].

Impacto das tarifas americanas
Continua o NYT: “É difícil substituir os EUA […]. Nenhum país tem condições de absorver o enorme volume de tudo o que a China vende aos clientes americanos. Os seus vizinhos regionais competem contra ela em diversos setores.

“O país registra um excesso de capacidade na fabricação de automóveis, aço e outros produtos fundamentais para o comércio global.

“Uma nova redução da produção e o fechamento de fábricas poderão levar à perda de empregos e frear ainda mais o crescimento econômico. Diante da possibilidade de potenciais problemas econômicos, Pequim procura abrir novos mercados”.1

Cresce a importância do Brasil
O NYT afirma que a China procura novos parceiros comerciais com 10 países da Associação das Nações do Sudeste Asiático mais Austrália, Índia, Japão, Nova Zelândia e Coreia do Sul.
Além disso, centenas de fábricas estão saindo da China, priorizando o Vietnã, Índia, Tailândia etc.

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Apliquemos ao Brasil. É conhecida a habilidade diplomática do Itamaraty, que saberá portar-se à altura de nossas tradições numa guerra comercial entre EUA e China. O Brasil é hoje um dos grandes exportadores de alimentos — do que a China é carente. Temos também uma abundância de matéria prima da qual a China é dependente.
Somos, portanto, nós, brasileiros, que damos as cartas. Saibamos manter nossa independência, nossa soberania e nossa honra em face dos convites da China (comunista) que a mídia nacional e internacional apresenta como poderosa, mas que de fato é totalmente dependente do exterior para alimentar sua população, suas fábricas e sua exportação, que cambaleia perante a guerra comercial.
O “gigante” asiático não é tão forte assim; o Brasil, sim, está numa posição de força.
E aguardamos que o governo chinês peça desculpas e se retrate das ameaças que fez ao Brasil caso nos aproximássemos dos EUA.
Em 31 de outubro, em editorial, o “China Daily” — jornal que funciona como porta-voz informal do governo — trouxe uma advertência clara: um eventual giro da política externa brasileira para uma submissão aos Estados Unidos pode representar um “custo econômico duro para a economia brasileira”.2
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Notas;
2.https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/374232/Embaixador-da-China-visita-Bolsonaro-para-conter-movimentos-hostis.htm

 Comentário:
Luiz Guilherme Winther de Castro

21 de agosto de 2019

Onde impera o comunismo, mais que em quaisquer regimes políticos ou de governo e sistemas de economia, a corrupção é bem maior e só os que mandam têm privilégios. Acontece tal fato em qualquer país, o vil metal sempre fala mais alto, mas, nos países comunistas é bem pior.
O povo chinês, civilização antiga e criadora, inventora, com medicina antiga, etc., é um povo que não merecia estar dominado pelo comunismo. Mas, infelizmente, está!
A indústria chinesa pode fabricar produtos muito bons, mas, também, fabrica verdadeiras porcarias e as espalha pelo mundo, inclusive o Brasil. Lembro-me agora de um filme, dos EUA para variar, em que um menino instalou-se na casa de um casal que não conseguia ter filhos e procurou ajudar o seu pai adotivo a se livrar da falência. Esse menino era um “anjo” e num determinado momento em que instruía seu pai para não quebrar a fábrica de brinquedos que possuía, ele se refere às “tranqueiras fabricadas pela China”.
Espero que o Brasil não se torne um país submisso à China e nem também aos EUA, sendo este último um aliado melhor, até porque, com a influência da Rússia, a tentativa de comunizar o Brasil será sempre uma ameaça.



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'DIA DO FOGO' QUEIMA A LÍNGUA DOS COMUNO-FASCISTAS – Geraldo Maia

O ‘DIA DO FOGO’ (10 de agosto) confirma que Bolsonaro diz a verdade a respeito de ONGs e petralhas infiltrados no ICMBio tão aparelhado como toda a administração atual, os verdadeiros culpados pelo fogo na floresta Amazônica.

 Mas quando se fala de aparelhagem petralha a imprensa toda faz de conta que não ouviu, não viu e não diz nada. A reportagem da Globo mostra e prova que o ICMBio mais alguns fazendeiros e ONGs foram os verdadeiros responsáveis pelos incêndios criminosos na Amazônia. A ponto de a própria rede Globo, inimiga cruel do governo e de Bolsonaro, em mais um milagre de Deus, publicar reportagem confirmando a fala do presidente e mostrando para todo mundo quem realmente tocou fogo na floresta. 

E não precisamos do bandido Macron nem de europeu nenhum para cuidar da nossa floresta amazônica, e nem outra floresta nossa qualquer. A Amazônia pertence ao Brasil e aos outros países que compõem a região amazônica. 

Perguntinha: Com que cara vão ficar os que, como Marina Silva (grande decepção ao aliar-se aos comuno-fascistas extremistas), tentaram "queimar" Bolsonaro e o Brasil para o resto do mundo?

Espero que as outras mídias façam como a Globo nesse episódio e pelo menos uma vez na vida publiquem a verdade.

Se preciso for, pegaremos em armas para defender nossa soberania. Ficou claro, Macron e Cia?


Geraldo Maia - Estudou Jornalismo na instituição de ensino PUC-RIO (incompleto) Estudou na instituição de ensino ESCOLA DE TEATRO DA UFBA. Coordenou Livro, Leitura e literatura na empresa Fundação Pedro Calmon. Trabalha na empresa Folha Notícias. Filho de Itabuna/BA/BRASIL, reside em Louveira /SP.

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