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quinta-feira, 6 de junho de 2019

O BRILHO DE MANOELA - Arnaldo Niskier


Foi um sucesso, em Vitória, o lançamento do livro “Ilha do Frade, paraíso capixaba”, da escritora Manoela Ferrari. Muita gente compareceu, felicitando vivamente a autora pelo belo trabalho.

Na obra, valorizada por dezenas de ilustrações coloridas do fotógrafo André Sobral, registra-se, de forma competente, não apenas o que significa o local, considerado o bairro mais exclusivo da capital do Espírito Santo, sinônimo e requinte, graça e refinamento, com os seus valorizados 204 terrenos.

Lá é possível encontrar moradores que têm sobrenomes tradicionais, como os Coser (Octacílio esteve no lançamento, no Hotel Sheraton), Camata, Chieppe, Cabral, Buaiz, Lindenberg, Santos Neves, Tommasi, Rezende, Esteves e Braga (da família do estimado Rubem Braga, meu colega dos gloriosos tempos da Manchete).

A professora Sônia Cabral, casada com o jornalista Maurílio Cabral, foi uma das primeiras moradoras da Ilha do Frade, ainda na década de 70. O casal ficou conhecido como anfitriões de primeira ordem. Ela era uma pianista consagrada, daí o seu renome nos meios artísticos do estado e fora dele.

O levantamento histórico e memorialístico realizado por Manoela Ferrari, que tem o dom da escrita em seu DNA, com inspiração acadêmica, resgata dados documentais do passado, traçando a trajetória do local desde os primórdios do descobrimento, num apurado trabalho de pesquisa. Com requinte, talento e sensibilidade, a autora foi além do registro simplesmente textual.
Mesclou, com exatidão primorosa, como é próprio do seu acurado estilo, a tênue linha que separa o lirismo da precisão histórica. Daí os calorosos elogios com que a autora tem sido cumulada.

Como resultado, temos uma obra impecável de resgate, não só de documentos, mas principalmente de memória e afetos, apresentando, com leveza e ao mesmo tempo profundidade, o que significa, realmente, o privilégio de morar na Ilha do Frade, um encantador reduto  da capital espírito-santense.

Manoela Ferrari é formada pela PUC/Rio em Comunicação Social e, no seu livro, ela assinala que “graças à visão e empreendedorismo do empresário capixaba José Moraes, a ilha se tornou o mais admirado loteamento até hoje surgido no Espírito Santo”. Para o empresário Américo Buaiz Filho, “é uma ilha dentro de outra ilha, com praias exclusivas, vistas lindas, parques... onde só casas podem ser construídas”. E foi isso que aconteceu, numa região verdadeiramente abençoada. O livro é da Editora Consultor/Rio.

O Globo, 30/05/2019

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Arnaldo Niskier - Sétimo ocupante da Cadeira nº 18 da ABL, eleito em 22 de março de 1984, na sucessão de Peregrino Júnior e recebido em 17 de setembro de 1984 pela acadêmica Rachel de Queiroz. Recebeu os acadêmicos Murilo Melo Filho, Carlos Heitor Cony e Paulo Coelho. Presidiu a Academia Brasileira de Letras em 1998 e 1999.

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JAMAIS DESISTIR - Ermance Dufaux



 Nenhum de nós sentirá bem ante as faltas que podíamos ter evitado. No entanto, nesses momentos infelizes, recorramos ao amor que devemos a nós mesmos. A intolerância e a culpa, a tristeza e a vergonha são efeitos da nossa incapacidade de aplicar o auto-amor! A cobrança e a severidade são os frutos amargos da sementeira que realizamos nos descaminhos da irresponsabilidade.

O tempo presente, porém, chama–nos para a lucidez moral. Compete–nos o perdão incondicional ante os dissabores com nossas atitudes. Nesses momentos de pessimismo e tormenta interior, pacifiquemo–nos para começar de novo. Começa indagando se algo te impede, definitivamente, de retomar a luta. Depois, ORA... suplicando a extensão da misericórdia celeste. Muitos erros da caminhada servem para sentirmos quanto ainda somos suscetíveis à queda, e para reconhecermos com mais exatidão a extensão de nossa fragilidade.

Em seguida, faça um inventário de tuas vitórias e esforços. Perceberás o valor de continuar a batalha sem tréguas. Após esses passos, retomemos o trabalho honesto e o tempo se encarregará do restante. Não existe ascensão espiritual sem tropeços e descuidos. Façamos o melhor que pudermos, mas na hora sombria e dilacerante do fracasso... Pensemos em Deus! ... E adotemos como norma: jamais desistir de lutar e buscar ser feliz, trabalhando dia após dia pelo reerguimento e pela reparação em favor da nossa paz.


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quarta-feira, 5 de junho de 2019

JOSÉ VICENTE, REITOR DA FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES, FAZ A PALESTRA DE ABERTURA DO CICLO DE CONFERÊNCIAS ‘VOZES D’ÁFRICA NA CULTURA BRASILEIRA’ NA ABL



Advogado, sociólogo e reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente abre, na Academia Brasileira de Letras, o Ciclo de Conferências “Vozes d’África na cultura brasileira” sob a coordenação do Acadêmico e professor Domício Proença Filho. O evento está programado para o dia 6 de junho, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora geral dos Ciclos de Conferências de 2019.

Serão fornecidos certificados de frequência.

O Ciclo terá mais duas conferências no mês de junho, às quintas-feiras, no mesmo local e horário. No dia 13, “O negro no cinema brasileiro”, com o Acadêmico e cineasta Carlos (Cacá) Diegues, e no dia 27, “Vozes d’África na música brasileira”, com o ator, escritor, produtor e sambista Haroldo Costa.

O CONFERENCISTA

José Vicente é Mestre em administração; Doutor em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba; Fundador e presidente do Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior; Fundador presidente da Afrobras – Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural; Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República – CDES; Membro do Conselho de Autorregulação Bancária – Federação Brasileira de Bancos – Febraban; Membro do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP; Membro do Conselho Consultivo do Centro de Integração Empresa Escola – CIEE; Membro titular do Movimento Nossa São Paulo; Conselheiro diretor da Fundação Care/SP; Membro titular do movimento Todos pela Educação; Membro do Conselho do Memorial da América Latina; Fundador da Ong Afrobras; Reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares.

Filho caçula de boias-frias, José Vicente nasceu e cresceu no Morro do Querosene, bairro pobre de Marília, no interior de São Paulo. A partir dos 7 anos, trabalhou como engraxate, vendedor ambulante, pintor de paredes, entre muitas outras ocupações. Aos 21 anos, tendo cursado somente até o 2.° ano do Ensino Médio, foi soldado da Polícial Militar e mudou-se para a capital paulista. A vida de José Vicente começou a se modificar quando entrou em bandas marciais da cidade, dentre elas a da Associação de Ensino de Marília. Através da banda, conseguiu um emprego na área administrativa da Faculdade de Odontologia.

Na década de 90, quando Vicente ganhava a vida como advogado criminalista, também encabeçava um grupo de pessoas que conseguiam bolsas de estudos para negros em universidades particulares. Em 1997, fundou a Afrobras, ONG que existe até hoje e administra a faculdade. Em 2004, após a colaboração de diversas pessoas e empresas, começavam as aulas na Zumbi dos Palmares. Hoje são oferecidos cinco cursos (Administração, Direito, Publicidade, Pedagogia e Tecnologia de Transportes Terrestres).

30/05/2019



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A ÁRVORE E O COGUMELO – Oscar Benício dos Santos


A Árvore e o Cogumelo


05 de junho, Dia do Meio Ambiente


O Big Bang foi o início de tudo, 
pulverizando de astros o nada.
E o Planeta Terra, só e desnudo,
logo sentiu a vida despertada.


A célula (cissípara) inicial 
dividiu-se e, uma a uma cada,
bipartiu-se sob força vital,
dando origem à celular camada...


...e o vento da vida soprou forte!
Agora, a humanidade suicida,
sem amor, sem paz e sem norte,


abandonou-o à malfadada sorte
– transmudando a árvore da vida
em sombrio cogumelo da morte!



Oscar Benício dos Santos, 
poeta itabunense.
1926 - 2019

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terça-feira, 4 de junho de 2019

EUCLIDES NETO E SEU ROMANCE MACHOMBONGO – Cyro de Mattos



 Euclides Neto e Seu Romance 
Machombongo 
Cyro de Mattos

          Se com o romance Comercinho do Poço Fundo e a novela Os genros o ficcionista Euclides Neto passa a ocupar um lugar de destaque na expressiva literatura da região cacaueira na Bahia, é com o livro Machombongo que o escritor de Ipiaú consegue realizar a sua obra de ficção mais bem estruturada em termos de novelística moderna.

          Escritor que dá, em alguns de seus romances, um testemunho significativo de acontecimentos e vivências nas terras do cacau, outrora ricas, registrando emoções, expressões e cenas típicas de uma realidade que tão bem conhece, Euclides Neto não coloca no coração do camponês a alegria que ele não possui. Não caminha também por certo regionalismo espiritual em que as impressões colhidas pelo ficcionista vão formando o clima da história, a atmosfera que sustenta a narrativa, deixando num plano secundário o ambiente onde os personagens vão mover seu drama.

          Euclides Neto não transfigura a realidade da região cacaueira na Bahia e nesta não instaura um império de tragicidade por onde as criaturas terão de inexoravelmente cavar as próprias sepulturas. O seu compromisso é antes de tudo com a realidade social, de exploradores e explorados em torno da lavoura cacaueira, da terra que brota o seu processo econômico com novos aspectos nos tempos atuais.

          Escritor experimentado, fiel à problemática social de sua região, Euclides Neto evita a gratuidade de certo esteticismo regionalista. Com um estilo vigoroso, impregnado de oralidade, muitas vezes com a linguagem recriada de maneira feliz, o romancista em Machombongo mais uma vez mostra ser conhecedor de sua arte, da psicologia de sua gente, da condição de miséria em que populações abandonadas vivem em sua região. E com isso nos dá em Machombongo um romance que é o resultado bem-acabado de ficção imbricada na realidade, envolvendo aspectos sociais, econômicos e culturais do homem como animal político.

         
 Machombongo trata dos desmandos do deputado Rogaciano, homem prepotente e atrabiliário, fazendeiro de cacau e pecuária, que antes do golpe militar de 64 já possuía muitas terras, mas que foi ampliando seu império durante o tempo da ditadura, quando passou a ter ampla influência na vida dos habitantes de sua região, no sudoeste baiano. Romance poderoso, de tema atual, relato da escalada ao poder do deputado Rogaciano em um teatro típico, com suas implicações psicológicas do coronel da região cacaueira na Bahia.

          Romance que, se fosse assinado por Jorge Amado, teria certamente grande ressonância no Brasil e, como sempre, correria o mundo.


Cyro de Mattos é poeta e escritor.

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OGUM OXALÁ ANTONIO! - Antonio Nunes de Souza



Estamos, com muita alegria e fé, entrado nas famosas e religiosas novenas do meu querido e padroeiro Santo Antonio!
Geralmente, essa linda celebração, vai até o dia treze de junho que é o dia que foi consagrado para sua pessoa, ou santidade.

Contudo, como junho é o mês das grandes festanças com licores, pamonhas, bolos, fogueiras, fogos, etc., muitos dos devotos fazem suas rezas e orações até o dia vinte e quatro, ou seja, no famoso festejo dedicado a São João. Isso quando não vão até o final do mês encontrado com São Pedro, o velho e querido santo que, além de porteiro do céu, na terra é o grande padroeiro e defensor das viúvas!

Nosso Santo Antonio, conhecido e batizado em outras seitas como no Candomblé e Macumba, como o Orixá OGUM. É respeitado e dignificado com as mais completas honrarias em todo mundo, pois, naturalmente, foi instituído como o maior fazedor de casamentos, estimulando os namorados, noivos e aos solteiros também, para que logo formem as suas famílias pela união divina! Milhares de pessoas, seus fiéis, juram que Ele é eficiente e eficaz nessa área casamenteira!

Essa é o começo das preparações juninas que, para nossa alegria, são trinta dias de alegrias, forrós, namoricos, boas comilanças e, principalmente, fazendo com que o povo esqueça um pouco das agonias e faltas de assistências básicas!

Começamos com OGUM (nosso Santo Antonio) e terminamos dando vivas aos festeiros São João e São Pedro!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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segunda-feira, 3 de junho de 2019

ITABUNA CENTENÁRIA REFLETINDO: E depois?


E depois?

Por que deixamos tudo para depois?
Depois eu ligo.
Depois eu faço.
Depois eu falo.
Depois eu mudo.
Depois eu vou
Depois, Depois?!

Deixamos tudo para depois, como se depois fosse o melhor.

O que não entendemos é que…
Depois o café esfria,
Depois a prioridade muda,
Depois o encanto se perde,
Depois o cedo fica tarde,
Depois a saudade chega,
Depois o remorso se instala,
Depois tanta coisa muda,
Depois os filhos crescem,
Depois a gente envelhece,
Depois o dia anoitece,
Depois tudo se perde.
Depois a vida acaba.

Não deixe nada para depois,
porque na espera do depois,
você pode perder os melhores momentos,
 as melhores experiências,
os melhores amigos,
as maiores oportunidades,
o grande amor,
e todas as graças e as bênçãos que Deus tem para você.

Lembre-se que o depois pode ser tarde demais.
O depois é o inimigo do agora. 
Portanto, o dia é hoje, e a ação é Agora!


(Recebi via WhatsApp. Autor não mencionado)

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