Total de visualizações de página

sexta-feira, 15 de março de 2019

GIRONDINOS E KERENSKIS DE PLANTÃO? - Marcos Machado


14 de março de 2019
No Brasil atravessamos uma guerra psicológica midiática da esquerda desejando minar as sadias reações conservadoras

Marcos Machado

Uma operação de guerra psicológica midiática de esquerda parece estar montada contra o governo. No momento, ora ela tenta contrapor o presidente ao seu vice, ora ao chanceler, a fim de provocar a desestabilização política necessária para a ingovernabilidade, à espera de algum girondino ou kerenskiano de plantão.

Os historiadores que forem registrar esta anomalia irão, sem dúvida, procurar as causas desse fenômeno pouco comum em nossa História, isto é, a mídia de esquerda estrangeira ou doméstica — conluiada com maus brasileiros — trabalhando com afinco pela demolição de um governo eleito apesar dela.

Não se trata de saber aqui se o programa do atual governo é o ideal para o Brasil, mas tão-só de levantar o véu e mostrar um plano de demolição de um sonho que a melhor parte da opinião pública nacional alimentou e ainda alimenta em represália à desastrosa política do PT. Com efeito, até agora a esquerda não assimilou a vitória de um presidente que se afirma de direita.

Os 13 anos do lulopetismo, sem falar dos oito anteriores de um mal-disfarçado socialismo de Fernando Henrique Cardoso, deixaram o Brasil à beira de um colapso econômico e moral que só uma imprensa subserviente poderia negar.

O Brasil financiou durante todos esses anos ditaduras como as de Cuba, da Venezuela, da Bolívia, bem como de vários países africanos, como hoje se sabe, por meio da corrupção de políticos com empreiteiras inescrupulosas, de programas como o “Mais médicos”, venda de Pasadena, entre outras.

A opinião pública — na medida em que foi tomando conhecimento das bandalheiras — tomou-se de indignação, demonstrando vigorosa reação, sobretudo nas redes sociais, bem como nas ruas e praças, clamando por ordem e mudança política a fim de conter o comunismo e o socialismo que ameaçavam seriamente o país.

Portanto, reação sadia nascida de baixo para cima, vinda das capilaridades da opinião pública de todos os rincões do Brasil, exceto da esquerda intelectual, política ou midiática. Sem dúvida, o impeachment da presidente Dilma Roussef foi resultado da indignação popular.

Não sem razão, confessou-o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, amargurado, lamentou por diversas vezes não surgir alguém que conseguisse dirigir, ou desviar, esse movimento conservador tal como se fazia no passado. Em outras palavras, algo de novo se levantou no Brasil, venceu e persiste em ficar.

A primeira fase dessa guerra psicológica, já o vimos em outra ocasião, consistiu e consiste em pôr lente de aumento nos desentendimentos reais ou imaginários entre membros do governo — as costumeiras intricas — quando da nomeação de ministros, funcionários de segundo e terceiro escalão. Isso foi de domínio público.

E depois de o governo montado, os exemplos se atropelam. Não resisto transcrever alguns a título de amostragem: “Mourão, chanceler”; “Vice passa a assumir papel dominante nas relações internacionais do país”; “Mourão já é o Chanceler de fato, aponta especialista”; Atuação do vice-presidente agrada aos partidos de oposição a Bolsonaro”.

Na verdade, todos os que se encontram nesta guerra parecem se mover no sentido de evitar que o Brasil­­­ tome a liderança conservadora no América do Sul e fique alinhado ao mundo livre, pois o querem atrelado à Rússia e à China. Esperneiam e lutam para que os valores morais não prevaleçam nas restaurações e mudanças aneladas pelos brasileiros.

Na década de 1970, Plinio Corrêa de Oliveira alertava para que os brasileiros se imunizassem contra a gangrena decorrente da guerra psicológica revolucionária, preservando a sua capacidade de discutir logicamente os problemas, de discernir os truques, as mandingas e os bruxedos incontáveis desse inimigo. Inimigo hábil e velho de centúrias que à maneira de um gás invade sem impactar, vence sem terçar armas, e despreza a lógica como um tanque desprezaria a garbosa, mas vã arremetida de uma biga romana.

A História registrou o triste papel suicida da Gironda durante a Revolução Francesa, da sanguinária decapitação do Rei à consolidação daquela imensa revolução. Como sempre costuma acontecer, depois de servir fielmente à Revolução, chegou a vez de os girondinos serem igualmente eliminados.

Não acredito que membros do atual governo tenham a intenção de desempenhar a missão de girondinos suicidas e, menos ainda, de encarnarem um Kerensky à maneira russa. Entretanto, tudo indica ser este o desejo e a esperança confessada da esquerda de todos os naipes.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSol-RJ) acredita que todo o governo fala muito e diz que é preciso cautela. “Diante das declarações do vice-presidente, nós, como oposição, não podemos perder o foco sobre o que interessa, que são as atitudes do governo que atingem a democracia”, reitera.

Outros parlamentares dessa mesma frente defendem que Mourão, em determinado momento, possa se tornar tão forte que possa substituir o presidente: “É uma guerra de guerrilha, não deixa de ser um cenário futuro, provocaria um enfraquecimento da turma de Bolsonaro. Depois, o jogo recomeça em relação ao desgaste do atual vice”, disse um deputado que preferiu não se identificar.

Numa linguagem direta a esquerda já tem o plano de desgaste do governo e depois desgastar o substituto do presidente. Como o nosso povo goza de uma privilegiada intuição em falsidades e desdenhar esses jogos midiáticos, muitos já perceberam aonde quer chegar essa tática criptocomunista. As redes sociais seguem alertas. Fiquemos todos alertados diante dessa nova etapa de guerra psicológica revolucionária e denunciemos os girondinos e os kerenkys de hoje! Estou certo, eles não irão adiante! Com as bênçãos de Deus e a proteção de Nossa Senhora Aparecida o Brasil ainda será um grande país!



* * *

OS 8 MOTIVOS


A Psicologia aponta os 8 motivos pelos quais os pais são os culpados de os filhos virarem delinquentes:


1- Pai que dá ao filho tudo que ele pede
A criança crescerá pensando que tem direito a tudo que deseja.

2- Pai que ri quando o filho fala palavrões
A criança crescerá pensando que o desrespeito é normal e engraçado.

3- Pai que não repreende por mal comportamento
A criança crescerá pensando que não existem regras na sociedade.

4- Pai que limpa a bagunça do filho
A criança crescerá pensando que os outros podem assumir suas responsabilidades.

5- Pais que deixam de assistir TV porque o filho grita quando tira do desenho
A criança crescerá pensando que não há diferenças entre adultos e criança.

6- Pais que deixam que os filhos ouçam músicas que vulgarizam a mulher, estimulem sexo sem compromisso e a violência com o diferente
Precisa nem dizer o que vai resultar né?

7- Pais que dão aos filhos dinheiro a hora que querem
As crianças crescerão pensando que dinheiro é  fácil e não hesitarão em pegar quando não conseguirem.

8- Pais que se colocam sempre a favor do filho, independentemente de estar certo ou errado
A criança crescerá acreditando que os outros o perseguem quando for contrariado.

PORTANTO A BÍBLIA DIZ EM Provérbios 22, 6:
Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.


(Recebi via WhatsApp. Autor não mencionado.)

 * * *

quinta-feira, 14 de março de 2019

MANGUEIRA, A VINGANÇA DO TRÁFICO! - Hamilton Bonat



   Acabou o carnaval. As escolas campeãs já são conhecidas. Maravilha! Lentamente, o Brasil sai da ressaca e começa a andar. Não assisti os desfiles. Não tenho mais paciência… Só vi pequenos pedaços mostrados em telejornais.

     Em São Paulo, vi Jesus levar uma baita surra de satanás. Ficou por isso mesmo. Da CNBB, nenhuma palavra em sua defesa. Nossos bispos nem parecem cristãos. O assunto não é com eles. Será que Cristo realmente existiu? Quando lhes convém, nossos bispos permanecem quietos. Sua omissão tem sabor de concordância. Pobre, mas sempre esperta, igreja católica…

     A mim me chocaram as cenas mostradas pela campeã carioca. A comissão de frente já revelava o que viria a seguir. Transformava algumas de nossas importantes figuras históricas em anãos.

     Logo depois, Caxias era tratado como um carniceiro, provavelmente numa crítica à sua participação na Guerra do Paraguai. Convém relembrar, só de passagem, que naquele conflito morreram simplesmente cerca de sessenta mil brasileiros.

     Pouco depois, em um dos carros, lia-se “ditadura assassina”, em alusão ao período dos presidentes militares. O alvo, obviamente, era o Exército.

     Fiquei imaginando tratar-se de uma reação ao governo recém-empossado, até surgir na tela a figura da viúva de Marielle.

     Caiu a minha ficha. Marielle defendia traficantes; as Forças Armadas foram mandadas a intervir no Rio em 2018, atrapalhando o milionário negócio do tráfico; e como o tráfico patrocina as escolas de samba… Eureka! Vinguemo-nos dos milicos!

     E nada melhor do que um desfile de escola de samba para a vingança ser completa. É um crime perfeito. Afinal, trata-se de uma manifestação cultural. Ai de quem criticá-la. Quem não concordar terá contra si todos os intectualóides tupiniquins, toda a imprensa amestrada, todo o meio artístico, além da classe média carioca, cujos filhos dependem do fornecimento de crack, de cocaína, de maconha e de outros quetais.

     Pensando bem, creio que a CNBB tem um pouco de razão…

     Enquanto isso, os bombeiros continuam procurando corpos em Brumadinho. Mas deixa prá lá. Nossos heróis são outros...

Gen. Bda. Hamilton Bonat
..............
Hamilton Bonat nasceu em Curitiba, de onde saiu, com quatorze anos, para seguir a carreira militar. De 1965 a 1971, viveu interno, primeiro em Campinas (SP) e depois em Resende (RJ). Em 2001 foi promovido a General-de-Brigada, posto no qual passou para a reserva.
* * *

JOVENS DE SUZANO, FILHOS DO BRASIL... – Lilian Lima Pereira


A tragédia que acometeu as crianças do colégio Raul Brasil, em Suzano, na grande São Paulo é mais uma, dentre as tantas que já ocorreram em nossa realidade nacional neste ano de 2019. 

Mas, essa última ocorrida na escola tem uma característica diferente das outras, desde a lama que devastou Brumadinho, até às inundações que arrasaram populações de grandes cidades, até a queda de aviões, ou o incêndio que vitimou outros jovens recentemente no ninho do Urubu. Desta vez, e já não é a primeira, a tragédia foi na escola, um ambiente que nos inspira proteção, formação, educação e nos remete a um estado de  plena impotência diante do fato, uma vez  que assistimos e acompanhamos atônitos pelas mídias, pelas redes sociais, todo o cenário de horror naquela escola e nada, nada mesmo pudemos fazer para evitá-la.

Eis a questão, aquela escola, poderia ser qualquer escola, na verdade representa o cotidiano das escolas brasileiras. É, bem assim, qualquer pessoa que chega a ela sobre qualquer pretexto, entra, às vezes, sequer é interpelada e torna-se mais uma pessoa misturada a tantas outras que a escola abarca. As cenas que se deram em Suzano, poderiam e, o que é mais grave, ainda podem se repetir em qualquer escola desse nosso Brasil ... Os filhos, os alunos mortos em Suzano poderiam ser meus, seus, de qualquer um de nós.

Não estou conseguindo dizer bem, o que quero dizer, mas, estou tentando na condição de professora de filosofia que trabalha com adolescentes e crianças há 20 anos. Os adolescentes que se tornaram assassinos impiedosos, e protagonizaram a tragédia, reproduzindo o cenário de guerra de um jogo popular entre os jovens, não são únicos, há outros deles por ai, se constituindo a partir da ausência dos pais, da exposição exagerada aos computadores, do acesso a todo tipo de informação, do incentivo a violência exagerada e desmedida, do uso de drogas, enfim.

E agora? O que faremos? Pais? Professores? Profissionais liberais? Continuaremos inertes, aguardando novos casos, uma tragédia mais fresca? Como dizer agora, que a escola, esta instituição tão popular e que promete mudar os cursos de vida para melhor das pessoas, também pode ser o locus da morte, que ela não é segura, porque ela não é... Nos condicionamos a achar o absurdo algo compreensível e nos abalamos muito, porque não é nada confortável ver crianças e professores morrerem praticamente sob nossos olhos e desse modo trágico. Mas, o desconforto segue até a próxima tragédia, porque ela pode está logo ali, na próxima esquina, ou na próxima escola. E nesse dia, ao invés dos filhos de Suzano, pode-se chorar pelos seus.



Lilian Lima Pereira – Professora, mestra em educação, psicanálise e estudante de Direito. Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL.

* * *

quarta-feira, 13 de março de 2019

EU PROTESTO – Divaldo Franco


Lamentavelmente, a liberdade é uma conquista que nem todos os seres humanos compreendem. Alguns setores da sociedade confundem-na com a libertinagem, a permissão que lhes faculta o direito ao desrespeito a tudo quanto lhes perturba ou lhes impõe disciplina moral. Cada dia acompanhamos a perversão dos costumes e os atentados de vária ordem, utilizados insensatamente por esses libertinos escudados no direito que negam aos outros.

Não há muito, em nome da cultura, vimos exibir-se despido um homem no Museu de Arte Moderna de São Paulo, que se dispôs permitir-se apalpar por crianças em nome da liberdade. Outras exposições perversas foram apresentadas em Porto Alegre e em Belo Horizonte, em nome da arte, em espetáculos chulos e de baixo padrão moral, numa apresentação psicopatológica, exaltada pelos mesmos representantes do chamado progresso cultural. Há poucos dias, em São Paulo, no desfile do Carnaval, a Escola de Samba Gaviões da Fiel exibiu um quadro horripilante, ironizando Jesus, que era apresentado semidespido, surrado por Satanás, que o martirizava com um tridente, matando-O, enquanto caveiras sambavam em Sua volta. O espetáculo vulgar e agressivo mereceu a revolta de muitos foliões e pessoas outras que não puderam compreender a razão pela qual esse extraordinário vulto, considerado o maior da humanidade, cujo berço dividiu a História, naquela situação profundamente vexatória e agressiva não somente à Sua memória, assim como a todos aqueles que O respeitamos e cultuamos em nosso comportamento.

Com que direito esses sambistas arbitrários se permitiram denegrir a figura do Homem de Nazaré, respeitado mesmo por aqueles que não Lhe seguem as diretrizes filosóficas e religiosas? Esse comportamento viola todos os valores morais que a liberdade concede, naturalmente exigindo consideração ao direito dos outros. Sou espírita-cristão que aprendi com Ele a respeitar todas criaturas, credos e ateísmo, impositivos sociais e morais, não me podendo calar ante a afronta vil e zombeteira dos carnavalescos embriagados pelas paixões subalternas... Não é a primeira vez que a crueldade ateísta de alguns indivíduos tenta macular a figura incorruptível de Jesus. Incomodados com a grandeza e excelência dos Seus ensinamentos, que eles não têm valor moral para vivenciar, dominados por conflitos sexuais e de outra ordem, buscam desacreditar o incomparável pensador e Mestre, que vem iluminando a consciência da sociedade desde há dois mil anos.

Tem-se insistido em informar que Jesus era gay, em tentativa de diminuir-lhe a dignidade, e advogam, ao mesmo tempo, que os gays merecem todo respeito e consideração. Claro que os gays são credores de nosso respeito, pois que são pessoas normais e dignas, mas aqueles que assim procedem visam diminuir-Lhe o conceito de honradez, o que não deixa de ser um paradoxo. Espero que outros cristãos decididos apresentem a sua recusa e protesto a esses adversários da dignidade humana, demonstrando-lhes que as suas demências não servirão de modelo moral à sociedade em construção neste momento quando iniciamos uma Era Nova de justiça e amor. Jesus não é apenas um símbolo do Mundo melhor, mas o exemplo que e guia para a conquista da plenitude.

#ArtigoDivaldoFranco – Professor, médium e conferencista

-------------------
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 7 de março de 2019.
Achou interessante? Passe um e-mail ou ligue para os nºs abaixo e comente, isso é muito importante para a permanência da coluna no referido jornal.

Central Telefônica: (71) 3340 - 8500
Redação: (71) 3340 - 8800
WhatsApp: 99601-0020


* * *

PURPURINA SUJA – Péricles Capanema


13 de março de 2019              
                                                                     
                                                             Péricles Capanema

De forma obsessiva, o Carnaval tomou conta da televisão, dos jornais, das revistas, de blogues e sites sem-número. Estadeia visibilidade no topo. Viro a moeda, agora miro a coroa. Tomou conta da conversa das pessoas? De suas preocupações? Está de vera em ascensão rumo ao auge?

Corta. No turbilhão de notícias, saraivadas sucessivas, desventrando o caos em que se encontra o Brasil, há anos venho seguindo fenômeno alvissareiro: o Brasil amadurece. Lenta e continuadamente. Por que digo o Brasil? Por ser fenômeno generalizado.

Em vários pontos, emergem gradualmente, tendendo a serem majoritárias, opiniões que supõem reflexão, amplitude de vistas, sopesamento sereno de vários fatores, condições inafastáveis para caminhar na direção certa. Exemplos. Meses atrás li observação do jornalista Otávio Frias Filho (1957–2018), impressionou-me: “Eu fui bem socialista, digamos, entre 76 e 78 ou 79. Mas sempre com visão crítica. Daí eu recebi um convite da parte da ‘Economist’ pra visitar a Grã-Bretanha. Era programa muito bom, você ficava um mês conhecendo instituições e parlamentos, além da Redação da revista. Era a época Thatcher, e eu fiquei impressionado: quanto mais velha a pessoa que eu entrevistava, mais de esquerda ela era. Quanto mais jovem, mais de direita. Eu disse a mim mesmo: ‘Tem alguma coisa errada aqui, não é normal o que está acontecendo’”.

Nada tinha de errado, era normal o que acontecia, a Inglaterra estava amadurecendo, deixava de lado fantasias deformantes, refletia com menos amarras. Em suma, passava por avanço social sério; o socialismo, retrocesso evidente, parecia velheira nefasta a setores cada vez maiores, em especial na juventude. O Brasil, na época, infelizmente ainda estava numa juventude transviada, verde para posição mais lúcida. Gostava de acreditar em devaneios românticos, observava pouco, fantasiava sonhador sobre a ordem temporal. Melhorou bastante, com tropeços andou no rumo certo, amadureceu. E hoje teses de direita são defendidas de forma crescente por jovens.

No caso, na Inglaterra, antes blasonava dominante a opinião de que o Estado estava chamado a resolver os problemas, a sociedade vinha em segundo lugar. Era convicção sem dúvida deletéria. Naquele momento, a convicção antiga murchava nos espíritos. O Estado voltava a seu papel suplementar em relação à sociedade. Os jovens não queriam se ligar ao que presenciavam definhando.

Otávio Frias Filho se espantou com o que enxergou no mundo desenvolvido, oposto ao que sentia no Brasil de então, chapinhando no subdesenvolvimento. Contou ainda o jornalista: “Eu já estava na faculdade, sob influência enorme daquele movimento estudantil bem esquerdizado da época, na São Francisco”. Na ocasião, o mundo intelectual brasileiro que se publicava era maciçamente de esquerda. A juventude inglesa estava noutra, caminhava para a direita. Hoje, é menor entre nós o domínio intelectual da esquerda nos ambientes da intelligentsia, isto é, burguesia culta, jornalistas, docência universitária. Apagou-se em parte o deslumbramento esquerdista.

No Brasil de então, apenas para lembrar um fato, o assunto privatização começava a fazer seu caminho. Surgiram enormes resistências e não apenas na esquerda clássica que deblatera até hoje contra o processo. Houve, ao longo dos anos, marcha gradual para chegar à convicção saudável de que a solução dos problemas nacionais descansa sobretudo na sociedade e não no Estado, a saber, nas pessoas, nas famílias, nas empresas, nas escolas, na vida religiosa. Hoje, proporcionalmente, mais gente, em especial na juventude, apoia a política de privatizações (se bem-feita, claro) que no já longínquo 1979. Amadurecimento.

Outro ponto de amadurecimento, emagreceu nosso ufanismo infantil com o futuro do Brasil. A bem dizer sumiram ditirambos como os do simpático conde Afonso Celso em “Por que me ufano de meu país”: “Não há no mundo país mais belo do que o Brasil. Quantos o visitam atestam e proclamam essa incomparável beleza.” Caíram também no descrédito as bobagens de que somos os melhores em quase tudo, inigualáveis no futebol, reis do jeitinho, criativos como ninguém e vai por aí afora. O óbvio ganha espaços, antes ocupados por fantasia lisonjeante. Está mais difundida a opinião severa (e objetiva) de que um futuro de grandeza supõe como hábito de décadas, para começo de conversa, cultivo sério da inteligência, o esforço, a disciplina, vida ativa, regrada e austera. Aqui também houve amadurecimento. Roberto Campos, jocosamente (ou tristemente), com frequência trazia à baila, martelava Gilberto Amado sempre, ele daria pulos de alegria quando encontrasse um brasileiro capaz de ligar causa e efeito. Campos constatava, continuamos incapazes de ligar causa e efeito. Constato o oposto: começamos em vários setores a ligar causa e efeito, prenúncio de rumo certo.

Agora volto ao tema do artigo: o carnaval está no auge da popularidade? De um auge, sim, melhorando, de um fundo de poço: 2019 representou explosão de espírito libertário, de paganismo debochado e desbragado, lembrou os cultos a Baal da antiguidade pagã.

Em 2019 ficou claro também — primeira vez, pelo que atino — um distanciamento crítico da maioria da população em relação ao carnaval, desagradada de ver montanhas de dinheiro público torrado na proteção e promoção da devassidão. Causa e efeito ligados.

Pesquisa do instituto Paraná desenterrou realidade em geral oculta. Feita a pergunta: “Algumas prefeituras do Brasil decidiram reduzir a verba do carnaval para investir em áreas como saúde, educação, infraestrutura, entre outras. O sr.(a) concorda ou discorda dessa iniciativa?” No Brasil inteiro, 85,8% concordam. Discordam 8,6%. No Sul, mais escolarizado e de maior padrão de vida, 90,2% concordam. Segundo quesito: “Em sua opinião, o carnaval deve ser: (72,6%) totalmente patrocinado pela iniciativa privada; (21,2%) metade patrocinado pelo poder público e a outra metade pela iniciativa privada; (2,4%) totalmente patrocinado pelo poder público. No Sul, 82,5% querem o Poder Púbico fora do Carnaval, 12,9% meio a meio, 1,2% acham que o Poder Público deve patrociná-lo totalmente. Terceira pergunta: “O carnaval é a principal festa popular do Brasil?”, 53,5% responderam Não; 41,7% responderam Sim. Existe aqui clara opinião de reserva, até mesmo de oposição. Somando e subtraindo, os brasileiros, em sua grande maioria, prefeririam o dinheiro público aplicado em escolas, postos de saúde, creches, segurança ao invés de vê-lo torrado irresponsavelmente nos três dias de carnaval; é sinal de maturidade e seriedade de espírito. De longe, brilha a purpurina da popularidade. De perto, apresenta manchas. No caso, bom começo, desperta esperanças.


* * *

terça-feira, 12 de março de 2019

TARADO OU PROVOCADO? - Antonio Nunes de Souza


Creio que já chegou a hora de alguém, corajosamente, defender um gênero que, atualmente, vive massacrado pela mídia e, principalmente, pela NET! Esse gênero que falo é o masculino!

Em todas as reportagens a figura do homem é dilacerada com a taxação de tarado, assediador, desrespeitador, doente, inescrupuloso e cafajeste. Isso, obviamente, quando acontecem as denúncias, queixas em boletins de ocorrências, etc., pois, somente enxergam que houve uma ação, mesmo mínima ou com uma frase sedutora, sem pelo menos levar em conta se esse homem foi totalmente provocado, ou se realmente é um tarado obsceno! Se foi ação ou uma reação!

Creio eu que, na maioria das vezes, a provocação das mulheres é bastante fundamental para tais acontecimentos, pois elas, tranquilamente, usam roupas completamente desnudadas, transparentes, decotes exagerados, blusas transparente, bermudas e shorts sumário mostrando as regadas das bundas e os pelos pubianos, maios ou biquínis que, praticamente, nada cobrem, mostrando-se completamente nuas, isso quando não fazem suas façanhas de tirar a parte de cima do maio e mostrar os seios sem a menor cerimônia ou vergonha!

Sem querer ser um defensor dos assediadores, tenho que reconhecer que essas maneiras, hábitos e modismos femininos são tremendamente, provocadores de determinadas reações. Precisa que você, na qualidade de homem, se policie bastante para não cair nessas armadilhas constantes. E, se você não olhar com olhar de interesse, elas dizem logo que você é gay, mas, se olhar demais e chegar perto a opinião é de que você é tarado! Uma analogia super estranha!

Sejamos sinceros e imparciais, reconhecendo que somos, cotidianamente, em todos os três turnos do dia, completamente provocados pelos ínfimos vestuários feminino e até das "trans"! Tenho certeza que a tendência normal é a nudez completa, já vista nas televisões, escolas de sambas, revistas e em algumas praias! Logicamente, o que é visto é desejado. Para qualquer homem normal ter que conviver com esse tipo de provocação, não deixa de ser um grande desafio!

Se um homem ficar nu na rua é logo preso por atentado ao pudor e ainda toma muita porrada enquanto a polícia não chega. Já a mulher, se sair nua, estoura na mídia, nas redes, elogios de sua coragem, beleza e desprendimento e uma amostra da liberdade feminina! Veja como são dois pesos com medidas completamente diferentes!

Vale a pena amenizar um pouco sem que sejam taxados de assédios algumas modestas investidas de apenas algumas palavras, ou micros atos que somente provam a admiração do homem galanteador.

A imparcialidade cabe perfeitamente nos casos que relacionei, sem querer justificar atos criminosos e abusivos de uma gama de homens que não seguram seus ímpetos animalescos!

Pense a respeito que é importante não crucificar um gênero que também é sofredor!

 Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL
antoniodaagral26@hotmail.com


* * *